O Comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), Coronel Márcio de Azevedo Gonçalves, participou na Cidade de Nova Santa Rita de uma reunião-almoço nesta quarta feira, 03/05 com integrantes da conceituada empresa gaúcha ZÉ PNEUS. Na oportunidade foram pontuadas várias ações do comando no enfrentamento à criminalidade. O Coronel Gonçalves tem muito clara que a segurança pública em uma sociedade, carrega repercussão direta na manutenção de empresas, por exemplo na área metropolitana, mantendo empregos e desenvolvimento.
A empresa ZÉ PNEUS, por sua direção se mostrou disposta a juntamente com outros apoiadores se tornar parceira da Brigada Militar, buscando informações de como participar.
Foi apresentado na oportunidade, algumas alternativas, dentre elas o PISEG – Programa de Incentivo ao aparelhamento da Segurança Pública, regulada em lei estadual em que as empresa dispensam aportes capazes de aparelhar a segurança, seja com armamentos, viaturas, coletes e outros itens e podem abater parte do valor em impostos estaduais.
A empresa Zé Pneus é uma organização consolidada no estado do RS, ramificada em vários municípios, acrescentando o incentivo necessário à instituição Brigada Militar.
Estiveram presentes na reunião o Sr. Chefe do Estado-maior da Brigada Militar, Coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, Comandante do 15ºBPM, Tenente-coronel André Luiz Stein, e o Comandante do pelotão de Nova Santa Rita, Tenente Luciano Dias, entre outras autoridades. Acompanhou a comitiva da empresa ZÉ PNEUS o Coronel da reserva, ex comandante do CPM Coronel Oto Eduardo Amorim que quando no comando obteve sempre o apoio da empresa.
Foram 18,6 mil consultas em 2022, o triplo do registrado há cinco anos; BM garante isenção e sigilo, enquanto associação afirma que modelo cria “barreiras”
TIAGO BOFF GZH
Do confronto nas ruas às demandas internas, a pressão vivida por policiais leva o comando da Brigada Militar a manter um departamento com médicos, terapeutas e grupos de apoio a profissionais que passaram por momentos de confronto — como abordagens que terminaram em morte do suspeito ou de um colega de trabalho. Um conjunto de serviços que bateu recorde na mais recente consolidação anual: foram 18,6 mil chamados em 2022, ante 15 mil atendimentos em 2021. Se comparado com cinco anos atrás, o salto é ainda maior, com o triplo de consultas realizadas.
Com base nesses números, GZH buscou informações e ouviu especialistas para saber o que aflige a tropa, e detalha a seguir como é o serviço de saúde mental da BM.
— Os números são de mudança de cultura e efetivo maior. Não só dentro da Brigada, mas dentro da sociedade notamos uma conscientização da necessidade do cuidado com a saúde mental — avalia a major Denise Alves Riambau Gomes, médica psiquiatra e chefe da Seção Biopsicossocial de Saúde da BM.
O efetivo focado na prevenção é dividido em psiquiatras oficiais e civis, além de psicólogos não-militares. São 37 especialistas para atender os 17,2 mil PMs. Apesar de representar um profissional para cada 464 policiais, é o maior contingente já registrado — um acréscimo de 15% desde a última contratação.
A forma de atendimento, no entanto, gera debates: soldados ouvidos pela reportagem dizem se sentir inibidos a dividir angústias e levar determinadas queixas aos psiquiatras militares, oficiais de patente mais elevada do que a categoria dos praças. Este grupo de médicos carrega as insígnias sobre o ombro, ao atender fardado, o que é encarado, por alguns, como uma afronta à isonomia.
— O praça fica constrangido em relatar o que acontece no batalhão a um oficial, pois ele pode estar sofrendo uma pressão do comandante, que também é um oficial. Lobo não come lobo — diz um policial que pediu para não ser identificado.
Cinco dos 11 psiquiatras da BM são militares, como a chefe do departamento. A major Denise pondera que é seguido um regramento, e há ainda possibilidade de troca de quem atende, para os que não sentem confiança no diálogo com o integrante de camada superior, passando o tratamento a um psiquiatra civil, de jaleco branco ou roupas próprias.
Outro ponto defendido pela militar é a ética profissional, com prontuários de acesso restrito às equipes médicas.
— Essa dificuldade de se abrir com um militar pode ser manifestada por um ou outro paciente, mas têm os que preferem o militar pois ele vai entender melhor o seu dia a dia, a hierarquia, regras… Tem os dois lados — afirma.
A perícia que define se o brigadiano deverá ser afastado, está apto a continuar ou retornar à atividade é exclusivamente feita por psiquiatras militares.
— Vai ser passado para a administração se a pessoa poderá seguir trabalhando no policiamento, mas não será passado a minúcia de que natureza psiquiatra é. Vai ser passado que é só uma licença médica — pondera a chefe, sobre o sigilo do que é relatado.
“O uniforme causa uma barreira”
O militarismo apontado neste cenário é descrito como “uma barreira” pelo soldado José Clemente, presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar e Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul (Abamf/RS).
— Não é a melhor dinâmica, precisa mudar essa forma de atendimento. Nossa instituição é militarizada, e o soldado, sargento ou até mesmo tenente enxerga um oficial, não enxerga um médico. O uniforme causa uma barreira, o trauma continua — diz o soldado Clemente.
Em um comunicado publicado no site da associação, foram levantadas críticas ao sistema e, em especial, dito que é necessário investimento na ampliação do programa de saúde mental. Sob o título “A tropa está doente”, o texto expõe xingamentos e outras ocorrências que estariam ampliando o sofrimento.
— Vi veterano chorando por tais assédios. Tem militar que surta e leva isso pra casa, porque não sente liberdade de expor o que sente para o psiquiatra — complementa o dirigente sindical.
Ainda sem data para ocorrer, o próximo concurso da BM deverá aumentar o efetivo de militares: são esperadas quatro vagas para psiquiatras e três psicólogos também oficiais, uma novidade em relação ao atual sistema, com psicólogos exclusivamente civis.
Programa Anjos formou 430 facilitadores
O departamento atende online ou presencial, nos hospitais da Brigada, em Porto Alegre e Santa Maria, e em 11 cidades do Interior, por meio de uma das unidades de Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO).
Além da psicoterapia, “facilitadores” são formados pelo programa “Anjos”. Criada em 2020, a iniciativa oferece cursos de saúde mental para leigos.
— São habilitados para terem um olhar mais sensível a seus colegas que estejam em sofrimento. Incentivar um colega a dar um pontapé inicial de buscar esse cuidado, que ainda é um certo tabu. Às vezes é uma conversa informal, dentro da viatura — exemplifica a chefe do setor biopsicossocial.
Ministrado em 50 municípios, o programa formou 430 “anjos” até março de 2023.
Soldado deixou a BM, e sargento perdeu viagem de férias
Joabson Leal Dorneles Silva, 38, pediu exclusão do quadro da BM em setembro de 2022, após sofrer uma suposta perseguição da superior. Ao deixar a corporação, incluiu no processo administrativo de baixa uma lista de motivos para a saída: violência psicológica, abuso de autoridade, ataques à dignidade, honra e uma inversão da culpa — de vítima a causador dos constrangimentos. Hoje, é advogado e atua em defesa dos antigos colegas.
— Pedi para sair para poder lutar por aqueles que ficaram e são calados, intimidados a tolerar os abusos, por acharem que não existe opção.
Silva afirma ter presenciado pessoas adoecendo devido a pedidos de transferência negados.
— Considero oficiais de saúde da instituição, não dos policiais. Eu, que fui militar e advogo para militar, sinto a dor dele e sei do risco de isso terminar em suicídio — conclui.
Um sargento ouvido, e que mantém o nome em sigilo, diz que teve a família abalada por ter tido negado um pedido de mudança na escala. Uma viagem junto da esposa estava programada, mas o acordo verbal deixou de ser cumprido, segundo contou à reportagem.
Há 20 anos no patrulhamento, ele reclama não ter diálogo na chefia do batalhão.
— Não levou em conta meu tempo de serviço. Era um direito que eu tinha. Reclamar pra quem? — questiona.
Ainda conforme o policial, há contestação das reclamações levadas ao comando, o que contribui para o clima instável, como define. O praça reconhece que existem opções para acolhimento, e que viu colegas em depressão ajudados pelas equipes. Para si, preferiu manter a resignação.
“Arriscam a vida para salvar a nossa”, diz psicóloga civil
Faz uma década que a psicóloga Michelle Moreira Saldanha, 41, atende os agentes de segurança, a partir de um convênio da clínica onde trabalha. São 20 horas semanais, nas quais escuta as mais variadas histórias: morte, plantões cansativos e cobrança “para que sejam heróis”, como definiu a própria psicóloga sobre o sentimento imbuído à tropa pela sociedade.
— O trabalho deles não é nada fácil. Ninguém procura a Brigada para coisa boa. Eles arriscam a vida todos os dias para salvar a nossa — reitera.
O trabalho deles não é nada fácil. Ninguém procura a Brigada para coisa boa.
MICHELLE MOREIRA SALDANHA
psicóloga
O acolhimento pelos psicólogos, exclusivamente civis, é feito fora dos muros da coorporação, em uma casa do bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Nos batalhões, existe um complemento, em palestras e rodas de conversa.
— Não é à toa esse crescimento (nos atendimentos), a instituição se preocupa com a saúde mental. A gente não deixa ninguém sem atendimento, não podemos esperar até a semana seguinte para resolver uma situação. E se tivermos mais psicólogos, vai ter demanda — defende a psicóloga.
Outro ponto de atenção na corporação são os casos envolvendo suicídio, que já é a maior causa de mortes no efetivo em cinco anos: entre 2018 e 2023, foram 45 casos dentre os 89 óbitos de PMs. O dado foi obtido pela deputada estadual Luciana Genro (Psol), via Lei de Acesso à Informação, e levou à criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Brigadianos de Nível Médio, instalada na Assembleia Legislativa na última sexta-feira (28).
Profissional diz que brigadianos chegam relatando histórias de morte, plantões cansativos e cobrança “para que sejam heróis”Brigada Militar / Divulgação
“É uma categoria que precisa muito”, diz Sociedade de Psicologia
A presidente da Sociedade de Psicologia do RS (SPRGS), Luciana Maccari Lara, avalia de suma importância haver um departamento com foco na saúde mental de quem vive altos níveis de estresse, em especial na lida diária com uma população mais vulnerável.
— De fato, é uma categoria que precisa muito, e é bem importante que a Brigada Militar tenha essa estrutura — reconhece.
Luciana explica que entre paciente e psicólogo é criado um “contrato”, que assegura o foco no sofrimento que necessita de amparo. “Outras coisas”, como interesses do empregador ou de pessoas distintas a este círculo de confiança, precisam ser esquecidas.
A força dos símbolos institucionais, no entanto, pode virar uma questão que afete o tratamento, quando ele é realizado no mesmo ambiente de trabalho.
— De maneira geral, quando uma instituição tem um serviço de psicologia próprio, vira uma questão. Porque os profissionais que trabalham com o público interno são colegas. E cada instituição encontra formas diferentes de lidar com isso — avalia.
E conclui:
— A cultura militar tem hierarquia e obediência. É possível que, por ser da mesma instituição, também ajude a compreender e escutar. Mas também está sujeita a questões institucionais e a complexidades institucionais parecidas. Se por um lado pode compreender e se identificar e empatizar com aquele sofrimento, também pode ter dificuldade de escutar outras coisas, por estar sob a mesma complexidade institucional. Tudo isso precisa ser considerado.
Procure ajuda
Caso você esteja enfrentando alguma situação de sofrimento intenso ou pensando em cometer suicídio, pode buscar ajuda para superar este momento de dor. Lembre-se de que o desamparo e a desesperança são condições que podem ser modificadas e que outras pessoas já enfrentaram circunstâncias semelhantes. Se não estiver confortável em falar sobre o que sente com alguém de seu círculo próximo, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. O CVV (cvv.org.br) conta com mais de 4 mil voluntários e atende mais de 3 milhões de pessoas anualmente. O serviço funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados), pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil (confira os endereços neste link).Você também pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, ou em um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado. A lista com os endereços dos CAPS do Rio Grande do Sul está neste link.
O Estado do Rio Grande do Sul deveria ter 35 mil policiais militares trabalhando na Brigada Militar, porém, atualmente, existem somente 17 mil servidores que prestam seus serviços à segurança pública estadual.
Desta forma, caso os governos estaduais tivessem a preocupação expressa nos discursos, quando candidatos, nas campanhas eleitorais, a defasagem de mais de 18 mil servidores já estaria extinta.
O atual assunto do momento é o rombo no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS), instituição criada em 8 de agosto de 1931, tendo como objetivo de amparar os servidores públicos e suas famílias, trabalhando com pensões, empréstimos e pecúlios, formando um enorme ativo para o Estado.
Os primeiros funcionários que ingressaram no IPE só viriam a se aposentar nos anos 1960, assim houve a possibilidade de investir os valores dos fundos previdenciários em empréstimos hipotecários para aquisição de imóveis e seguros de vida.
Os fundos de pensão não estavam no caixa único, sendo administrados pelos gestores do IPE, porém a voracidade dos governos levou os recursos para utilização pelo Estado em outras áreas que não os fins específicos do IPE, ou seja, saúde e previdência.
Os servidores estaduais contribuíam com a previdência até aposentarem-se, porém mudanças na legislação fazem com que todos contribuam até sua morte com o fundo previdenciário para haver recursos para as aposentadorias.
Várias tentativas de cobrir o rombo foram utilizadas pelos governantes, inclusive a criação de fundos previdenciários específicos, que depois de extintos iam para o caixa único, além da divisão em IPE Saúde e IPE Previdência no ano de 2017.
Mas voltando ao rombo no efetivo da Brigada Militar, este tem solução, basta os governantes tomarem a decisão de completar os quadros da segurança, enquanto o rombo do IPE foi criado pelos governos dos últimos 50 anos, que desviaram recursos para outros fins.
Agora a solução é, novamente, onerar mais ainda os servidores estaduais.
Você cumprimenta os homens e mulheres de farda da Brigada Militar quando passa por eles? Ou finge que eles são postes da lei?
Os brigadianos vivem uma insalubridade psíquica. Só são chamados ou notados no perigo, no desespero. Não são vistos no instante solar da gentileza e da cordialidade.
Não obtêm reconhecimento social apesar de colocar a sua própria vida em risco para nos proteger, muito menos têm compensações financeiras por lidar com um submundo perverso.
Eventuais desmandos e truculência abusiva não espelham o todo da corporação.
Os servidores na ativa são exigidos no cumprimento do dever. Parece que tudo o que fazem de bom e correto é obrigação. Não recebem nenhum gesto de gratidão de nossa parte.
Não têm direito a uma capacitação mais sensível e motivacional, com palestras e simpósios, com treinamento e amparo psicológico a familiares, o que poderia elevar o seu ânimo. Suas promoções na carreira apenas aumentam a responsabilidade e sua exposição pública.
Não são acolhidos em vários lugares, especialmente quando respondem a alguma ocorrência.
Têm os dias ocupados integralmente por tarefas inóspitas, antipáticas, de manutenção da ordem. Reviram a lata de lixo da humanidade em meio a gritos, ameaças, tiros e fugas de criminosos.
Não conhecem a paz de um emprego com uma janela, um computador e um porta-retratos. Atividades administrativas, quando surgem, são temporárias.
Como ser otimista enfrentando a violência ininterruptamente, convivendo com o fracasso, com a estupidez, com a transgressão sem trégua?
Não encontram respiro na realidade, intoxicados pelo pior que há no cotidiano.
É de se esperar que o ostracismo na loucura dos outros, longe da reverência e do aplauso, traga isolamento e depressão.
É de se esperar que o ostracismo na loucura dos outros, longe da reverência e do aplauso, traga isolamento e depressão.
Tanto que o suicídio foi a principal causa de mortes de brigadianos em quatro dos últimos cinco anos. O que é um alerta do quanto eles estão precisando do apoio, do conforto e do colo da população.
Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a deputada Luciana Genro (PSOL) desencavou essa verdade das sombras urbanas e instaurou a Frente Parlamentar em Defesa dos Brigadianos de Nível Médio.
Dados oficiais revelam que, entre o início de 2018 e o final de fevereiro de 2023, houve o registro de 45 suicídios dentro da corporação, o que representa mais da metade das 89 mortes de policiais militares no período. No mesmo espaço de tempo, quinze policiais militares tombaram em confrontos durante o serviço. Os brigadianos estão morrendo três vezes mais de solidão e desgosto do que em atividade.
Nesta quinta-feira, estarei distribuindo rosas brancas para todo brigadiano que encontrar na rua. Como um símbolo de agradecimento. Para mostrar que cada um deles tem raízes no meu mais profundo respeito.
Assim como já telefonamos tanto para o 190 e fomos prontamente socorridos, agora é a hora de atender a Brigada. O coração da Polícia Militar está nos chamando.
A Frente Parlamentar dos Vereadores Policiais e Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul, é composta por 28 parlamentares das diversas Câmaras de Vereadores do Rio Grande do Sul e teve sua constituição no final do mês de abril, com a finalidade de defender os interesses dos militares estaduais.
Ilustração recebida da organização
A PRIMEIRA REUNIÃO
A primeira reunião ocorreu nesta quarta-feira (03) na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria, com parte dos integrantes presencialmente e outra de forma virtual. A reunião tratou sobre a situação do IPE Saúde e a proposta do Governo do Estado de aumentar a contribuição por parte do servidores estaduais.
Os integrantes criticaram o descumprimento reiterado dos percentuais de reposição inflacionária, onde as perdas superam 60%. Quanto ao IPE Saúde, alertam que o maior devedor é o próprio Governo do Estado, que deve mais de R$ 880 milhões ao Instituto.
A Frente Parlamentar formada mobilizará esforços através de encaminhamentos junto ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público de Contas e ao Tribunal de Contas do Estado e, ainda, à Assembleia Legislativa do Estado, solicitação de transparência da gestão do IPE. Nos próximos dias realizarão movimento em Porto Alegre.
No início da noite da terça-feira (02) o Correio Brigadiano acompanhou a reunião que as entidades de classe tiveram com o Secretário-chefe da Casa Civil Artur Lemos, a Secretária de Planejamento, Governança e Gestão Daniele Calazans, o Secretário de Segurança Sandro Caron, o Diretor Presidente do IPE Saúde Bruno Jatene, além dos Comandantes-gerais da BM e CBM, Cel Feoli e Cel Estêvan.
Reunião da Casa Civil com as entidades
A pauta principal era o IPE Saúde, mas como as entidades tinham outras pautas represadas e sem respostas por parte do governo, seria de imaginar que também seriam levantadas, entre elas as promoções, e mudança na carreira no que se refere aos níveis de soldados e antecipação do ingresso com nível superior, o que as entidades entendem ser necessário para a busca de isonomia com as demais carreiras da Segurança Pública, além da sempre citada alíquotas previdenciárias, definidas pela lei de proteção social dos militares e não cumprida no Estado.
As respostas para essas demandas foi o que todos já esperavam, mas que precisavam ouvir a posição do governo.
Quanto as promoções, não há previsão para que aconteçam, pois o argumento alegado pelas entidades de que não acarretariam custos, foi rebatido pelo governo, afirmando que não é apenas isso, que há questões de legais impostas pelo regime de recuperação fiscal que impedem essa demanda, tudo depende do fluxo financeiro do Estado.
Mudanças na carreira, algo totalmente descartado pelo governo, o qual aprovou recentemente esta reestruturação e não pretende fazer nenhuma alteração, pois entende ser este o modelo ideal. Sobre a questão do nível superior, ressalta que não é algo que possibilite a isonomia de carreiras, não faria diferença, que o governo foi contra a situação, por ser fator limitador aos interessados por vocação para entrar nas fileiras da Brigada Militar e Bombeiros Militares.
Alíquotas previdenciárias, alteração totalmente descartada pelo governo, o qual entende que, além de ser sua competência essa definição e por isso ingressou com ação no STF, as alíquotas progressivas são necessárias e traz isonomia entre todos os servidores do estado.
Superadas as pautas represadas com a definição por parte do governo, entrou-se na questão do IPE saúde. As entidades em comum acordo, criaram uma proposta de sistema de saúde próprio, aos moldes das forças armadas (FUSEX), a qual tem previsão legal na lei de proteção social dos militares.
A Proposta foi descartada pelo governo, o qual afirma que dividir o sistema, criando outros mecanismos só agravaria a situação. Que o estado tem por obrigação constitucional ofertar um sistema de saúde aos seus servidores, e o IPE saúde é a única forma aceita.
O jornal Correio Brigadiano, após ouvir as alegações dos dois lados (governo e entidades) entende que a situação do IPE Saúde é uma balança que deve ser muito precisa para que se mantenha em equilíbrio, veja as comparações abaixo:
DESEQUILIBRIO I
Se a carga de desconto pesar muito aos mais jovens, os quais pouco ou quase na usam do plano, estes acabarão não vendo vantagem na permanência e acabariam saindo, fato que seria desastroso, pois em todo o sistema de saúde solidário, precisa-se de mais pagantes que não utilizam, para bancar o uso dos mais velhos que naturalmente precisam mais do sistema.
DESEQUILIBRIO II
Se a carga de desconto pesar muito aos mais velhos, ou aos salários medianos, que são os Sargentos e Tenentes, estes arcariam com um valor muito alto, que impactaria no seu orçamento, levando muitos a abandonarem o sistema e ingressar no já sobrecarregado SUS.
DESEQUILIBRIO III
Se a arrecadação não for o suficiente para pagar um valor razoável aos prestadores de serviço (médicos, laboratórios e hospitais) estes irão se descredenciar, o que já vem acontecendo em massa. E um plano em que não tenha profissionais disponível e a espera por atendimento se equipara a espera do SUS, não é viável para nenhuma das partes.
EQUILÍBRIO
Só teremos equilíbrio no sistema, se o valor for justo para todos, tanto para os segurados como o repasse aos profissionais e sistemas hospitalares.
Casa Civil encerrará ciclo de encontros com bancadas e, após, sugestões serão discutidas com Leite, que dará o aval final
Governo do RS pode enviar PL do IPE Saúde nesta semana à Assembleia | Foto: Mauro Schaefer
Felipe Nabinger Correio do Povo
O governo do Rio Grande do Sul encerra nesta semana o ciclo de reuniões com as bancadas da Assembleia Legislativa antes do envio do projeto de reformulação do IPE Saúde. Nesta terça-feira, quatro bancadas serão recebidas pelo secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e pelo diretor-presidente do instituto, Bruno Jatene, a exemplo do que ocorreu na semana passada com outras siglas. Deputados do MDB, PSB, PSDB e União Brasil terão a possibilidade de apresentar sugestões e solicitar detalhes sobre o primeiro esboço da proposta do Executivo.
Na semana passada, nove legendas estiveram no Palácio Piratini, assim como representantes de sindicatos de servidores e associações médicas. “A gente avalia como positivo porque tivemos a condição de, primeiro, sentir quais são as posições das múltiplas frentes desde os servidores, que são usuários, passando pelos prestadores e pelos parlamentares, que representam a sociedade”, afirma Lemos, sobre a série de encontros.
Conforme o chefe da Casa Civil do Estado, houve vários perfis nas reuniões, sendo que alguns fizeram mais indagações e outros foram mais propositivos. Lemos exemplifica que os sindicatos, por exemplo, mais questionaram e ouviram e, por isso, terão novo encontro com Jatene na quarta-feira, a fim de apresentarem sugestões. “É complexo trabalhar por um denominador comum de um desafio onde se tem um IPE Saúde desequilibrado, onde a grande massa não está nos altos salários”, analisa Artur Lemos, que ressalta a dificuldade em buscar não penalizar em demasia o servidor, mas manter a sustentabilidade do plano.
Dependente é questão de impasse
Para o secretário, a volta da alíquota descontada dos titulares de 3,1% para 3,6%, a exemplo do que ocorria até 2004, foi compreendida, restando a questão dos dependentes como principal foco das discussões. “Há uma clareza que o grande desafio está na prestação para os dependentes.” Lemos defende que, mesmo com cobrança para os que hoje são isentos, os valores da Tabela de Referência de Mensalidades (TRM) apresentados ficam abaixo dos planos de mercado.
Das 14 bancadas do Legislativo, só a da federação que conta com PT e PCdoB não havia agendado ainda encontro com o governo do Estado. Com a conclusão das reuniões, chefe da Casa Civil não descarta a manutenção do protocolo do texto do projeto ainda nesta semana, mas salienta a necessidade de levar as ponderações dos encontros para o governador Eduardo Leite (PSDB), antes da redação definitiva.
O que sugerem as bancadas
Novo – o projeto torna plano atrativo para servidores de maiores salários e menor sinistralidade. Sugeriu que tabela de dependentes leve em conta histórico de saúde.
PDT – sugeriu duas faixas com limitador de até 10% e 15% do valor dos menores salários do funcionalismo para dependentes e isenção de dependentes com deficiência física.
PL – conceito do projeto foi descrito como “relevante”. Bancada pediu os dados referentes a servidores com menores salários para entender os cálculos do governo e, se necessário, propor emendas.
Podemos – propôs que dependentes abaixo dos 18 anos passem de R$ 49,28, propostos pelo governo, para R$ 87,60, invertendo a lógica atual e reduzindo mensalidade dos mais velhos.
PP – propôs coparticipação de 50% da mensalidade dos menores de 18 anos e de 24 (estudantes) por parte do Estado e autonomia do Conselho de Administração em futuros reajustes.
PSD e PTB – Deputados participaram da rodada de encontros de forma remota.
PSol – contestou dívidas de Poderes e órgãos públicos estaduais com o plano, pediu detalhamento de questões referentes a cálculos e cobrou reajuste salarial para servidores.
Republicanos – deputados entendem que o projeto vai na linha do que pensa a bancada e propostas foram quanto à fiscalização para coibir fraudes e ao excesso do uso de diárias de internações.
Caso inusitado ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º). Policiais do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM) responderam a chamado feito via 190 por homem que pedia auxílio à esposa.
Rodrigo nasceu com 3,4 quilos em uma residência de Butiá nesta segunda-feira (1º) — Foto: Comunicação 28º BPM / Divulgação
Por g1 RS
Dois soldados da Brigada Militar (BM) realizaram o trabalho de parto de uma gestante em uma residência em Butiá, município a cerca de 70 km de Porto Alegre. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (1º).
Os PMs do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM) responderam a um chamado feito via 190 por um homem que pedia auxílio à esposa, que estava entrando em trabalho de parto dentro da própria casa.
“Nunca imaginei passar por uma experiência tão emocionante, pois acolher o bebê relembrou o nascimento dos meus filhos”, comentou a soldado Luciana Gonçalves, que tem dois filhos.
Ao chegarem ao local, os soldados Luciana e Isaías Franco encontraram a gestante já em estágio avançado de trabalho de parto, não sendo possível o deslocamento a um hospital. Os PMs, então, procuraram acalmar a mãe e começaram a auxiliar no nascimento do bebê.
O menino, que se chamará Rodrigo, nasceu pesando 3,4 quilos e medindo 48 centímetros. A mãe do bebê relatou aos policiais que se surpreendeu ao entrar em trabalho de parto nesta segunda, já que estava com aproximadamente 38 semanas de gestação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a data provável do parto é calculada para 40 semanas de gestação.
Comovidos, os PMs presentearam a família com itens de higiene, roupas e cobertores. O recém-nascido e a mãe foram encaminhados a atendimento hospitalar para avaliação obstétrica e pediátrica tão logo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local.
Na manhã deste sábado (29/04), no quartel da Brigada Militar em São Lourenço do Sul, os policiais militares receberam a visita do menino Bernardo, de 5 anos.
O menino Bernardo é um admirador da Brigada Militar e pediu para o seu pai Diego para conhecer o quartel da Brigada Militar.
Os policiais militares apresentaram as dependências do quartel, a viatura e conversaram sobre o dia a dia do policial militar nas ruas do município.
Comunicação Social do 30° BPM – São Lourenço do Sul
O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul, no uso de suas atribuições legais, publicou dois novos editais do Concurso Público para o cargo de Militar Estadual, na graduação de Soldado de Primeira Classe QPBM (Bombeiro Militar). Os editais de convocação e retificação de chamada já estão no site do CBMRS, na aba de Processos Seletivos.