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Advogado Luiz Augusto de Mello Pires é o Gaúcho homenageado pela ANERMB em Brasília.

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O evento WorkShop ANERMB que ocorre em Brasília nesta semana, onde assuntos importantes a categoria dos policiais e bombeiros militar é discutida, nesta terça-feira 09/05, foi dia de condecorações e reconhecimento pela atuação em prol da categoria, várias autoridades agraciadas de todo o Brasil no evento realizado no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, tivemos o presidente da Comissão Especial de Direito Militar da OAB/RS, Dr. Luiz Augusto de Mello Pires como único homenageado representando o RS. As várias homenagens se destinaram a integrantes das forças policiais e parlamentares, deputados e senadores, sendo o Dr Pires a exceção a regra. Autoridades como o Dep. Cel Alberto Fraga,(PL-DF), Presidente da Frente Parlamentar da Segurança Publica, também foi homenageado.
O Diploma e medalha, trazem o nome do Cabo Pedro Dias de Moraes, também gaúcho, liderança que fundou e presidiu a entidade, hoje ANERMB, maior entidade representativa de Militares Policiais e Bombeiros da federação. Do RS, estiveram presentes o presidente da AOFERGS Ten Paulo Ricardo e Vice Roberto Larrossa e o Vice Presidente da ASSTBM Ten Daltro Quadros.
O Dr. Luiz Pires em seu discurso agradeceu a honrada distinção a ele deferida pelo Presidente Nacional SGT Leonel Lucas a quem elogiou como sendo a maior liderança dos praças do Brasil e afirmou:

  • Este diploma e medalha é a honraria mais importante que já recebi, pela simbologia que carrega
    -Minha atuação de mais de 30 anos na advocacia tem sido junto aos militares do meu estado, seja atuando na JME ou agora na presidência da Comissão de Direito Militar da OAB, então parte desta medalha são também destas importantes instituições do RS. Finalizou seu discurso na tribuna fazendo referência ao Presidente da OAB-RS Dr. Leonardo Lamachia pelo incansável apoio a temática do Direito Militar na jurisdição do estado do RS
    .
Leonel Lucas – Dr. Pires – Cel Fraga

ABAMF: Presença na Formatura de instalação da FET (Força de Emprego Tático)

Na manhã do dia 19 de maio de 2023, a ABAMF se fez presente, na figura de seu vice Presidente SD Volz, na Formatura de instalação da FET (Força de Emprego Tático), que é composta pelos novos soldados formados na escola de Montenegro e ficarão alojados no Apart/da ULBRA, até o término da missão previsto para o mês de agosto.

Sobre o encontro, ressaltou o vice presidente SD Volz, que, também serviu para tirar dúvidas dos militares sobre a ABAMF como entidade classista, bem como esclarecer e pontuar sobre o modelo de carreira e ascensão existente hoje na Brigada Militar, mostrando seus pontos negativos e destacando a importância de se criar uma lei de promoção dos praças com previsibilidade de ascensão funcional, em simetria com a carreira dos oficiais e os demais órgãos de segurança pública.

Lembrando também que os anseios dos Militares levados ao CMT Cel Gonçalves na última Quarta feira, já foram atendidos, sendo disponibilizada previsão de escala semanal para os servidores.

Perícia confirma que disparo que matou soldado partiu da arma de outro PM durante operação em Porto Alegre

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Como foi um crime cometido em serviço, a atribuição para apuração é da Brigada Militar e o caso será julgado pela Justiça Militar

ADRIANA IRION GZH

O exame de comparação balística do Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que o soldado Roniclei Luciano Graef Cipolato, 46 anos, foi morto por um disparo feito por um colega de Brigada Militar (BM).

Conforme a perícia, o tiro de calibre 9mm partiu da pistola usada pelo policial militar que acompanhava Cipolato em uma operação em 26 de março no bairro Costa e Silva, na zona norte de Porto Alegre.

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Como foi um crime cometido em serviço, a atribuição para apuração é da Brigada Militar e o caso será julgado pela Justiça Militar. Por isso, o inquérito que tramitava na 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa será encerrado e enviado à Justiça. Uma cópia será remetida à Brigada Militar, que já tem em tramitação um Inquérito-Policial Militar sobre o caso.

O dois militares envolvidos na ação trabalhavam na Seção de Inteligência do 20º Batalhão de Polícia Militar (20º BPM). Eles estavam no local, segundo a BM, em uma operação discreta. A região é conhecida, segundo autoridades, pela intensa movimentação de traficantes e pelo alto índice de assassinatos.

A dupla teria avistado criminosos armados e dado início a uma perseguição. O soldado Cipolato subiu em um telhado, onde acabou baleado. Desde o dia do fato havia rumores na corporação sobre a morte ter ocorrido por um disparo acidental, feito pelo colega de Cipolato. Em depoimento à polícia, o PM, cujo nome não foi revelado pelas autoridades, disse acreditar que fosse o autor do disparo. O PM está afastado de funções operacionais, atuando apenas em serviço administrativo.

Cipolato foi atingido sobre o telhado. O tiro transfixou um dos braços e entrou pela lateral do corpo, atingindo a aorta. O soldado não usava colete à prova de balas. A investigação por parte da BM está sendo conduzida pelo tenente-coronel Fábio da Silva Schmitt. Conforme o comandante de Policiamento da Capital, coronel Luciano Moritz Bueno, o IPM já está em fase de conclusão.

Brigadiano do 12ºBPM de Caxias do Sul morre após procedimento cirúrgico

Policial passou por cirurgia no Hospital Militar em Porto Alegre

Cristiano José Rustick, 42 anos, estava lotado no 12ºBPM de Caxias do Sul, e faleceu na tarde deste sábado (6) por volta das 16h30min, no Hospital Militar, em Porto Alegre.

Em nota divulgada nas redes sociais a Brigada Militar informou apenas que o soldado passou por procedimento cirúrgico, e a morte ocorreu por complicações do mesmo.

Ainda o comunicado informa que o soldado ingressou na corporação em 2004. Ele era natural de Três de Maio.

Cerimônia de Despedida

O velório será realizado neste domingo (7) a partir das 7h da manhã, na sala 1 da Capela de Três de Maio. O horário do sepultamento não foi informado.

Portal Leouve

Ministro Flávio Dino anuncia incorporação das guardas municipais no sistema de segurança pública

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O ministro da Justiça e Segurança participou nesta sexta-feira (5) do Encontro Norte e Nordeste de Guardas Municipais (Enneguam), em Teresina.

Por Isabela Leal*, g1 PI

O ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, anunciou nesta sexta-feira (5) a incorporação plena das guardas municipais no sistema nacional de segurança pública, durante o Encontro Norte e Nordeste de Guardas Municipais (Enneguam), em Teresina.

Dino destacou que o artigo 144 da Constituição Federal (CF) que institui o direito e responsabilidade para segurança pública.

“Eu recebo sempre a todos e já recebi recomendações do Ministério Público com uma diretriz restritiva da Guarda Municipal. E nós precisamos por fim a isso. Vamos levar as mudanças ao nível constitucional, para cessar qualquer possibilidade de polêmicas jurídicas em torno de algo que ao nosso ver é muito claro”, disse.

Ministro Flávio Dino falou sobre a estruturação das guardas municipais — Foto: Isabela Leal/g1 Piauí

Ministro Flávio Dino falou sobre a estruturação das guardas municipais — Foto: Isabela Leal/g1 Piauí

Segundo o ministro, o segundo passo é estruturar os municípios para organizar as guardas com equipamentos e veículos.

“Gostaria de lembrar os senhores que temos dois editais, somando o valor de R$250 milhões. Editais esses destinados para que os municípios apresentem seus projetos. E eu quero é que o valor não dê. Se tiver muito mais projeto do que recurso, é o que preciso para chegar na área econômica do governo e dizer ‘olha o dinheiro não está dando”, afirmou.

Flávio Dino durante Encontro Norte e Nordeste de Guardas Municipais (Enneguam), em Teresina — Foto: Isabela Leal/g1 Piauí

Flávio Dino durante Encontro Norte e Nordeste de Guardas Municipais (Enneguam), em Teresina — Foto: Isabela Leal/g1 Piauí

Na oportunidade, Flávio Dino assinou uma portaria que institui a identidade nacional dos guardas municipais.

“É um pleito que eles tinham no efeito de haver uma padronização do reconhecimento. Isso significa melhores condições de trabalho, mais seguranças para os profissionais e a sociedade”, destacou.

Delegado que soltou dupla presa com sete armas em Porto Alegre é afastado temporariamente do plantão

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Policial considerou que não foi configurado flagrante

Brigada Militar apreendeu, com os criminosos, sete armas, dois celulares, carregadores municiados e dinheiro Brigada Militar / Divulgação

CID MARTINS E EDUARDO PAGANELLA GZH

A Delegacia Regional de Porto Alegre decidiu afastar temporariamente do plantão da 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) o delegado José Marcos Falcão de Melo. Além disso, será adotado um procedimento interno, ainda não informado, para avaliar a conduta do policial. 

As medidas se devem à liberação de dois suspeitos de integrar uma facção criminosa na noite da última quinta-feira (4) no Campo da Tuca, Vila João Pessoa, zona leste da Capital. Os dois, com vários antecedentes criminais, foram abordados por brigadianos devido à atitude suspeita em um veículo. Quando foram revistados pelos policiais militares, tiveram vários materiais apreendidos. 

Segundo a Brigada Militar (BM), foram recolhidas sete armas, a maioria com numeração raspada e uma em situação de furto, além de 19 carregadores, 320 projéteis, cerca de R$ 180 em dinheiro, dois celulares e o automóvel em que os suspeitos estavam. Ao serem identificados, os PMs confirmaram que se tratava de integrantes de uma facção criminosa que atua na cidade. 

Os policiais militares do 1º e do 19º batalhões, que atenderam juntos à ocorrência, informaram que ambos os detidos têm 24 anos. Um deles tem os seguintes antecedentes criminais: quatro receptações, clonagem de veículos, furto simples e furto de veículo. O outro tem passagem pela polícia por quatro roubos a pedestres, receptação, roubo de veículo e a estabelecimento comercial, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. 

A dupla foi apresentada na noite de quinta-feira na 2ª DPPA, que fica no Palácio da Polícia, mas não foi lavrado o flagrante, apesar do armamento ter sido apreendido e ter sido instaurado um inquérito. Desta forma, os dois suspeitos foram soltos e responderão em liberdade. 

O fato causou indignação na tropa dos dois batalhões e também nos comandos. O caso chegou ao diretor da Delegacia Regional de Porto Alegre, delegado Cléber Lima. Segundo ele, o delegado Melo foi afastado temporariamente das funções no plantão, mas ainda não foi informado em que setor da polícia ele atuará enquanto a situação for apurada. O diretor ainda ressalta que um procedimento será adotado para apurar a conduta do profissional, mas não detalhou qual. 

 — O caso é considerado pela instituição como um fato isolado e que não condiz com o posicionamento da maioria dos delegados de polícia. Por enquanto, as medidas são o afastamento temporário e a verificação da conduta dele com uma medida a ser decidida  — revela Lima. 

O diretor da Regional informou que Melo não iria se pronunciar sobre o caso. GZH obteve, entretanto, o documento assinado por ele sobre os motivos que levaram à soltura dos dois suspeitos. 

Conforme o despacho de Melo, não havia provas suficientes da materialidade dos fatos que configurasse um flagrante, podendo incorrer em abuso de autoridade. Em um dos trechos, o policial destaca que, “considerando o contexto fático e os elementos informativos sumariamente apresentados, constata-se ausência de justa causa para lavratura da prisão em fragrante do conduzido. Isto porque, numa análise sumária, tem-se que o suspeito não foi flagrado em nenhuma das hipóteses previstas no artigo 302, CPP (Código de Processo Penal), assim como não foram apresentados elementos suficientes de justa causa a apontar a materialidade delitiva”. 

Atuando na segurança por meio do disfarce

A atuação da PM2, ou Segunda Seção, como muitos policiais militares se referem ao serviço de inteligência, é reservada e cercada de cuidados, tanto para atingir seus objetivos como para proteger os brigadianos.

| Foto: Mauro Schaefer

Correio do Povo

As manifestações contra o aumento das passagens nos anos de 2013 e 2014 mobilizaram as autoridades do Rio Grande do Sul. Até então, nada igual havia ocorrido, apenas alguns protestos, mas não com a grandiosidade daquelas manifestações. Neste período, surgiu no Estado o grupo conhecido como black block, responsável por atos de vandalismo como incêndios a ônibus e depredações de vidraças de bancos e de outros estabelecimentos comerciais e privados. Porém, conforme a Brigada Militar, os integrantes do grupo nunca descobriram que junto com eles estava um agente do setor de inteligência do Comando de Policiamento da Capital (CPC), da Brigada Militar, que acompanhava os passos do grupo e ficava sabendo das articulações. 

Atualmente na reserva, este policial militar, que prefere não ser identificado, lembra de certos momentos. Na época em que estourou os protestos contra o aumento das passagens, ele foi designado para monitorar os black blocks, tendo se infiltrado no movimento. Para isso, deixou o cabelo crescer até a altura dos ombros e passou a usar roupas diferentes, ficando parecido com um integrante de alguma banda de heavy metal. “Em outros casos, não foi preciso me disfarçar, atuei de farda mesmo”, afirmou ele. “Mas não posso entrar em detalhes sobre as ações que participei, pois descobrirão quem eu sou”, disse. “Todo agente cria uma história-cobertura e assim vai participando dos atos e se firmando no grupo, alguns são descobertos e precisam se afastar, outros seguem. O que importa é a missão”, ressalta o policial militar da reserva. 

Outro veterano

Verão de 1991. O sol estava forte, afinal eram 14h, e um homem andava firme, apesar de segurar uma garrafa de cachaça na mão direita. Ele estava entrando em uma vila da zona Leste de Porto Alegre. O seu perfil, cabelos longos, barba crescida, usando jeans, tênis e uma camisa por cima de uma camiseta, não chamava muito a atenção no local, apesar de ser novo na área. Foi uma incursão rápida, foi levantado os dados e o agente saiu da região. 

Esta situação foi vivida por um outro veterano, praticamente decano no serviço de inteligência da BM. Atualmente coronel da reserva, de 52 anos, ele atuou no serviço de inteligência por uma década, vivenciando as mudanças que ocorreram na área de segurança durante este tempo. “O disfarce daquela época, hoje não dá mais para usar, pois os criminosos agora usam os cabelo raspado que nem os PMs”, comentou, não contendo o riso. Ele trabalhou poucas vezes infiltrado e, quando se infiltrou, foi por pouco tempo. “Temos que pensar na segurança. É preciso levantar a informação e sair da área”, aconselha. “A Agência Regional de Inteligência ou a Central também, ressalta o coronel, serve para dar suporte ao policiamento e ao comandante da Brigada.”

Uma coisa é necessária levar em conta no trabalho dos agentes: a segurança do agente. Jurídica e física. O trabalho infiltrado, ressalta o veterano, precisa da autorização judicial, assim como as escutas telefônicas, e o pedido tem que ser bem fundamentado para não dar problemas mais tarde. A segurança é outro fator. Esta, de acordo com ele, é feita pelos colegas do agente que está em campo, apurando alguma informação. “O agente sabe que tem colegas que o estão acompanhando e lhe darão proteção. São usados quantos brigadianos forem necessários para proteger o PM que está levantando os dados”, conta. “Uma coisa é eu entrar fardado, colete, pistola e arma longa em um local conflagrado. Outra, é fazer uma incursão em trajes civis, em um carro velho e levar apenas uma garrafa de cachaça, por exemplo. Por isso, é preciso proteção”, explica. 

Este decano de ações pela PM2, ou Segunda Seção, como muitos policiais militares se referem ao serviço de inteligência, recorda que as missões que mais lhe deram a sensação do dever cumprido foram aquelas que resultaram na queda dos chefões do tráfico. Em termos de disfarce, ele foi de um extremo a outro. Parecendo hippie em uma operação e empresário, em outra. “Em uma das missões, tive que cortar o cabelo, tirar a barba, colocar terno e gravata e alugar um carro mais sofisticado para apurar uma situação.”

Dentro do QG da inteligência da Brigada

Quem entra no QG da Brigada Militar, no Centro de Porto Alegre, não imagina que descendo um lance de escadas estará na área da Agência Central de Inteligência (ACI). Um local onde as portas, que ficam atrás de grades, só abrem com a leitura da retina da pessoa autorizada a entrar nas dependências da agência. Ali, algumas peças servem para que os policiais militares que estão lotados na PM2, ou Segunda Seção, como muitos militares falam, façam o seu trabalho. Levantar informações do que pode se transformar em uma tragédia na Capital ou em outra cidade do RS. “Os trabalhos de inteligência e investigação funcionam por várias vertentes, e todas elas funcionam de forma integrada. Temos a observação e produção de conhecimento in loco, a captação de dados e informações, o tratamento de dados dos registros policiais por meio de ferramentas de tecnologia, como softwares e mapas de calor, os estudos estratégicos em relação ao perfil e às características das ocorrências, entre outras ferramentas. Tudo isso subsidia o planejamento operacional das ações de policiamento ostensivo e repressivo da Operação Agro-Hórus”, afirmou a Brigada por meio de nota.
O certo é que, das salas situadas no porão do QG, saem informações para o governador e para o comandante-geral. Os informes ajudarão a montar algum esquema que evite atentados ou ataques contra instituições, sejam estatais ou privadas. A contribuição da PM2 para a Segurança Pública é sentida em várias ocasiões, mesmo que a população não saiba quem foram os responsáveis por flagrar uma quadrilha ou evitar um ataque em um pequena cidade do Interior. 

Uma das ações deflagradas pela PM2 atualmente é a operação Agro-Hórus. Esta ação levou em conta, quando foi planejada, um cenário que apontou qual seria a melhor região para implantar uma operação que atendesse à demanda na área rural. A ação foi organizada para reprimir os crimes que ocorriam na região, sendo que os bandidos tinham a possibilidade de fugir pela fronteira. A operação passou a contar com ações de inteligência, que foram iniciadas três meses antes de a Agro-Hórus ser deflagrada. O que foi apurado pelos agentes de inteligências ajudou a decidir de que forma seria feita a atuação dos policiais militares nas regiões onde foi desenvolvida a ação. 

A Agro-Hórus opera em três planos, de acordo com a Brigada Militar, com atores determinados em cada um destes planos: o estratégico, sob responsabilidade do Comando-Geral e da ACI; o tático, executado pelos Comandos Regionais de Polícia Ostensiva e Agências Regionais de Inteligência; e o operacional, trabalho feito por órgãos de apoio, unidades operacionais e agências locais de inteligência.

A Agro-Hórus acontece de maneira permanente na área transfronteiriça do Rio Grande do Sul. São abrangidas as regiões Sul, Centro-Sul, Oeste e noroeste do Estado, além da divisa com Santa Catarina e a fronteira com a Argentina e Uruguai, locais onde o contrabando de armas e cigarros, entre outros produtos, é expressivo. Também são empregados efetivos de patrulhamento rural nos municípios de fronteira e em regiões próximas das fronteiras. 

A ação tem uma importância para toda uma região. Tanto que a colaboração da comunidade não só existe como é fundamental. “A BM costuma afirmar que o trabalho da Brigada é feito para a comunidade e, com o apoio dela, os resultados podem ser potencializados”, afirmou a instituição em nota. Segundo a BM, “a participação da sociedade civil, seja contribuindo com denúncias, mantendo um ar vigilante ou abraçando as equipes de policiamento das regiões, é de fundamental importância para o sucesso que está sendo a Operação Agro-Hórus. Esse apoio se materializa, ainda mais especificamente, nas áreas rurais, em que o território é vasto e explorando por indivíduos com bom conhecimento das regiões.” De acordo com a BM, até dezembro de 2022 foram desenvolvidas seis fases da operação. A operação, conforme a BM não tem término, assim como a Operação Angico, que teve como precursora a Operação Diamante, esta idealizada em 2018 pelo subcomandante-geral da BM na época, coronel Eduardo Biacchi. 

A última estatística lançada, referente ao mês de abril deste ano, aponta que foram mobilizados 116 policiais militares, de diversos batalhões, 38 viaturas, uma aeronave e uma embarcação. Ao todo, de acordo Brigada, foram abordadas 426 pessoas, fiscalizados 269 veículos, seis estabelecimentos comerciais, 320 embarcações. Foram detidas 1.190 pessoas pelos mais variados crimes. Além dos detidos, os policiais militares capturaram 350 foragidos da Justiça ou do sistema prisional, apreenderam R$ 602.996,00 em dinheiro e cinco máquinas agrícolas.
outras apreensões. 

Segundo dados da BM, os PMs também apreenderam 89.512 litros de agrotóxicos, 34.893 maços de cigarro, 803 toneladas de grãos, 46.141 garrafas de bebidas, 10.988 toneladas de proteína animal, 5.690 celulares, 393 armas de fogo, 7.517 munições. A BM afirmou que a ação fez com que 10% dos registros de roubos a residências diminuíssem, o furto abigeato diminuísse 11% e os assassinatos caíssem 10%.

O nascimento da PM2 e suas atividades ao longo do tempo

A atividade de inteligência no Rio Grande do Sul existe há pelo menos mais de um século, no que seria a Força Policial da época. Durante as revoluções Farroupilha, Federalista (1893) e a de 1823, já existia uma espécie de agente de informação, que ia a campo para levantar informações e passar a seus superiores. Este homem era chamado de “bombeiro”, o soldado que ia na frente das tropas para “bombear” (espiar) a movimentação do inimigo, se estavam em marcha, quantos pelotões tinha. Geralmente, este “agente secreto” ficava em cima de uma colina, tentando não ser percebido e, após levantar a informação, tinha que voltar correndo para informar a seus superiores. 

De acordo com a Brigada Militar, em 1889, Patrício José Correia da Câmara, o Visconde de Pelotas, extingue a Força Policial e cria a Guarda Cívica, composta por quatro seções, sendo uma delas a 2<SC120,170> Seção (o serviço de inteligência). Um pouco mais adiante, em 1892, é criado o Estado Maior da BM e junto com ele a Segunda Seção (que mais tarde seria batizada de PM2, ou Segunda Seção, esta última nomenclatura é usualmente usada no Exército). 

No ano de 1948, é elaborado o Regulamento Geral da Brigada Militar (RGBM) através do decreto 67, de 14 de agosto. O artigo 119 estabelecia as atribuições da Segunda Seção e, no artigo 120, a missão do chefe desta seção. 

Em 1989, a Constituição Estadual, em seu artigo 125, parágrafo único, determina que o Estado só poderá operar os serviços de informações que se refiram exclusivamente ao que a lei defina como delinquência. Um fato interessante que a Brigada Militar até 1997 não tinha uma corregedoria para investigar os delitos ou crimes dos quais os policiais militares eram acusados. Este serviço ficava a cargo da Segunda Seção. Este trabalho durou até a publicação da Lei n10.990, de 18 de agosto de 1997, que cria uma corregedoria.

Em 2004, o decreto 42.871/04 cria a Segunda Seção, ou PM2 e em 2005, é elaborada a Diretriz Geral de Inteligência, sendo que em 2006, é elaborado o Regulamento Geral de Inteligência. Tudo isso muda em 2007, quando a PM2 sofre uma reestruturação com a edição da Portaria n316 do Estado Maior da BM, na qual a instituição é isolada das demais seções do Estado Maior. A PM2 é subdividida, então, em chefia e subchefia, adjuntoria de análise, adjuntoria de contrainteligência, administração, adjuntoria de operações de inteligência, adjuntoria de ensino policial militar e adjuntoria de tecnologia da informação. A agência também recebe autonomia financeira. “No ano de 2016 é estabelecida a Diretriz de Inteligência da Brigada Militar 037/16. Ficam estabelecidas normas gerais às atividades de inteligência policial militar, no âmbito da BM, objetivando assessorar o Comando-Geral da Brigada na tomada de decisões por meio da produção de informações.” Atualmente, está em processo de criação a Diretoria de Inteligência.

ENTRAR NA PMP2

Entrar no serviço de inteligência da Brigada Militar requer certos requisitos. De acordo com a BM, os integrantes da Agência Central de Inteligência ou das agências regionais, estes ligados aos batalhões, devem ser convidados para integrar a atividade. 

De acordo com um coronel da reserva, que atuou por muito tempo na PM2, alguns nomes são indicados para atuarem no serviço de informação, mas, mesmo assim, passam por uma avaliação, além de ser analisada a vida pregressa do candidato. O “recruta” deve ter características básicas, como ser atilado, saber captar as informações rapidamente e ter uma percepção de, estando a 20 metros do alvo, perceber o que está acontecendo nos 360 graus ao seu redor. Se aprovado, ele passará por vários cursos para se qualificar para o serviço. 

Os futuros integrantes do Serviço de Inteligência também são observados na rua, durante o patrulhamento ostensivo. De acordo com a Brigada Militar, os que já fazem parte da PM2 ficam observando os policiais militares que estão no policiamento na rua, a maneira como se comportam, como agem em uma situação de emergência, entre outras ações. Se for constatado que o brigadiano tem uma percepção do que está ocorrendo a seu redor, tendo uma visão boa para detectar algum criminoso ou outros problemas, ele poderá ser convidado a integrar a PM2. 

Após o convite, o policial militar passará por uma entrevista que também avaliará se ele serve para o serviço reservado da instituição. Passando esta fase, o “recruta” terá que fazer um curso de inteligência para entrar. São cursos básicos, como o de contrainteligência, de análise e também é avaliado o seu movimento na rua. De acordo com a BM, os cursos ministrados na instituição são extremamente exigentes. Tanto que policiais militares de São Paulo e de Santa Catarina vêm fazê-lo aqui. 

Paulo Tavares

Oscar Bessi: Quem valoriza o policial?Oscar Bessi:

Por Oscar Bessi Correio do Povo

São Sebastião, no Distrito Federal. Blumenau, Santa Catarina. Aqui em Imbé. Piedade, interior de São Paulo. Juiz de Fora, Minas Gerais. Chapada Diamantina. Porto Velho. Em cada uma dessas cidades que listei, apenas nas últimas horas, policiais militares brasileiros salvaram a vida de bebês com ações rápidas e muita dedicação ao próximo. Mais do que gente que faz, é gente que se importa. A lista total é muito mais longa. E se colocássemos quantos assassinos, assaltantes, estupradores, golpistas, traficantes e por aí vai foram presos pelos policiais militares em todo o país, só nas últimas 24 horas, bom, a gente até criaria alguma confiança no futuro. Mas se a ação desses policiais não é muito valorizada pelo próprio sistema de persecução penal, tão complexo e distante dos anseios deste pobre povo que o sustenta, e a esmagadora maioria desses bandidos presos estará, já no dia seguinte, liberada para seguir aterrorizando, roubando e matando, a valorização real do ser humano policial, por parte de quem deveria ser o mais interessado nisto – o gestor público –, aí mesmo é que não acontece.


A despeito do incremento das políticas de aparelhamento da segurança pública, do enfrentamento à violência e do combate à criminalidade, o óbvio anseio das pessoas é estar protegido pelo Estado. Este Estado que banca com seus suados impostos e que deveria existir apenas para lhes representar de forma autêntica. E por mais complexo que sejam estes temas, há uma verdade óbvia que permeia toda e qualquer iniciativa que fala em seres humanos: só se atinge resultados positivos com pessoas motivadas. Valorizadas. Incentivadas. Pasmem, destes lugares todos que citei acima, nenhum policial militar ouviu uma notícia de valorização por seus chefes legítimos. Afora São Paulo, onde o governador ofereceu um reajuste que vai até 34%, todos amargam as perdas dessa inflação  camuflada e, o pior, alguns ainda ouviram notícias de novas perdas. Alguém consegue ser feliz com gente tirando até o pão da sua mesa?


Time de futebol, operários de fábrica, galera do escritório. Nenhum grupo humano cresce sem motivação. Estatísticas? Por favor. Elas são as bisavós das fakenews e dos filtros nas fotos de rede social. Maquiagem para deixar tudo bonito como quem as manipula quer mostrar. Ser humano não pode ser número. É preciso criar condições para que esteja bem, e saber ouvir, e entender, orientar, retribuir, valorizar, premiar, oferecer perspectivas. Que ele é gente e é importante apenas por isto, e por estar junto numa causa. E que o objetivo é o mesmo e é sempre claro, nunca escuso. Policiais todos os dias se jogam ao encontro do perigo para salvar qualquer um, até mesmo aqueles que os odeiam. A melhor parte? O povo sabe muito bem disso. O povo conversa a todo momento com os policiais que os atendem. O povo não está nem aí para as estatísticas. A verdade não é para amadores, é para quem enfia o pé no barro. E enfiar o pé no barro não é olhar de perto e teorizar. É viver. E com a vida – a verdadeira, plural e multifacetada –, aprender a valorizar o outro. A única estatística que importa para policiais é saber que, ao lado de suas famílias, são 100% valorizados. Se for assim, até os números – aqueles –, dispensarão tanta maquiagem.

Polícia Civil repudia decisão de delegado que soltou dupla capturada com sete armas na zona Leste de Porto Alegre

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Delegado José Marcos Falcão de Melo afirma que decisão foi sustentada por dúvidas sobre materialidade do flagrante

Delegado Jose Marcos Falcão de Melo. Foto: Youtube / Reprodução

A Polícia Civil repudiou a soltura de dois criminosos, capturados pela Brigada Militar na noite desta quinta-feira, transportando seis pistolas e um revolver calibre 38 em um Chevrolet Prisma, no bairro Vila João Pessoa, na localidade do Campo da Tuca, zona Leste de Porto Alegre. Contatada por Rádio Guaíba, a corporação garantiu ainda que vai adotar medidas para evitar que decisões semelhantes se repitam.

“É uma decisão contrária ao pensamento de todos os delegados do Rio Grande do Sul. Estamos tomando providências, do ponto de vista administrativo, para que essas coisas não mais ocorram”, declarou o diretor da Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre, delegado Cléber dos Santos Lima.

Conforme soldados do 1° Batalhão de Polícia Militar, a dupla foi solta na mesma noite da captura, por decisão do delegado José Marcos Falcão de Melo. O plantonista da 2ª Delegacia de Polícia da capital, alegam os militares, teria se recusado a lavrar o flagrante por entender que o armamento foi encontrado casualmente dentro do carro dos detidos – não ficando caracterizado o crime de porte ilegal de arma.

À reportagem, Falcão confirmou a soltura dos suspeitos, afirmando que a decisão foi tomada com base em dúvidas sobre a materialidade do flagrante. O policial também declarou que uma possível prisão dos homens poderia ser interpretada como abuso de autoridade.

“Minha prestação de contas é com a comunidade e com o Judiciário. A decisão é técnica e jurídica, não posso ser leviano de configurar um flagrante se não houver autoria e materialidade. Uma vez que havia dúvidas da materialidade, eu não poderia lavrar uma prisão dessa maneira, sob risco de incorrer em ao menos três crimes de abuso de autoridade”, enfatizou o delegado.

Quem são os criminosos soltos 

Conforme apuração de Rádio Guaíba, os homens beneficiados pela decisão de soltura são Bruno Ferreira dos Santos e Jeferson Flores Barboza. Ao serem capturados pela BM, a dupla transportava, além das sete armas, mais 19 carregadores e 320 munições.

Bruno utiliza uma tornozeleira eletrônica e tem antecedentes por roubo a estabelecimento comercial e a pedestres, além de responder por tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma de fogo. Jeferson também possui registros por receptação, somado a crimes de furto e ameaças.

Ainda segundo informações da reportagem, ambos são integrantes de uma facção atuante na Tuca.

Foto: Brigada Militar / Reprodução

FONTE Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

Quatro suspeitos são mortos e um PM fica ferido em perseguição com troca de tiros na zona sul de Porto Alegre

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Situação chegou a provocar o bloqueio do trânsito, que precisou ser desviado pela Rua Cirino Prunes na noite desta quinta-feira

Policiais militares reunidos no atendimento à ocorrência Camila Hermes / Agencia RBS

GUILHERME MILMAN GZH

Confronto entre policiais militares e suspeitos terminou com quatro mortos e um ferido na zona sul de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (4). O desfecho da ocorrência, por volta das 20h, foi no cruzamento da Avenida Juca Batista com ruas Cirino Prunes e Vereador Roberto Landel de Moura, no limite entre os bairros Espírito Santo e Ipanema.

A situação chegou a provocar o bloqueio do trânsito na Juca Batista, que precisou ser desviado pela Rua Cirino Prunes para atendimento da ocorrência.

Segundo a Brigada Militar, a perseguição teria iniciado na Juca Batista, nas proximidades da Estrada Cristiano Kraemer, quando os suspeitos, a bordo de um Chevrolet Meriva, passaram atirando. Foi no trajeto que houve a troca de tiros. Durante a fuga, o veículo dos suspeitos acabou derrapando na pista e parou sobre o passeio público, poucos metros depois da rótula com a Cirino, no sentido bairro-Centro. Foi neste momento em que a BM conseguiu abordar os suspeitos, que já estavam baleados.

— Os indivíduos ainda não foram identificados, mas é possível que eles tenham ligação com disputas pelo tráfico de drogas. As guarnições já vinham monitorando locais propícios para esse tipo de ataque. Foi assim que foram localizados os criminosos — disse o comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, major Márcio Luiz da Costa Limeira.

Segundo Limeira, havia cinco pessoas a bordo do veículo. Um dos suspeitos conseguiu fugir. Morreram uma mulher e três homens. Um PM ficou ferido levemente na cabeça.

Dos tiros efetuados no início da perseguição, segundo o major, não houve feridos. Com os suspeitos foram encontrados três pistolas e um revólver 38, além de munições e carregadores sobressalentes. Ainda não se sabe se o veículo era roubado. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) foi acionado para dar sequência ao atendimento da ocorrência.

Os suspeitos chegaram a ser levados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). As mortes foram confirmadas por volta das 22h. O policial está fora de perigo.