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PEC da Segurança avança e passa por mudanças após debate entre governo e Congresso

Após a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram a campanha em prol da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como uma das principais ações para combater o avanço das facções criminosas no país. Desde que foi formulada pela gestão do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, há mais de 18 meses, a PEC superou divergências dentro do próprio governo e hoje é alvo de críticas de parlamentares e governadores da oposição.

Enviada em abril ao Congresso Nacional, a proposta está nas mãos do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que minimizou a cobrança por celeridade após a operação mais letal do Rio. Segundo o parlamentar, a medida “não tem capacidade de mudar o status quo” do estado e precisa ainda passar por uma “discussão aprofundada”.

O que prevê a PEC da Segurança?

A essência da PEC é ampliar o papel do governo federal para formular políticas da área e dar mais instrumentos para que o consiga coordená-las. Para isso, o texto altera artigos da Constituição que definem a competência de cada poder na segurança pública.

Além disso, também inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que vigora por meio de uma lei ordinária desde 2018, na Constituição, a exemplo do que acontece com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Nacional de Educação.

Na visão de Lewandowski, isso vai dar mais força para que as forças policiais atuem de forma integrada com uma base de dados e procedimentos padronizados — o que não ocorre hoje.

Não interferência nos Estados

Diante de críticas de governadores e da oposição que a PEC usurpava poderes de estados, o Ministério da Justiça acrescentou um parágrafo para reforçar que a União não pretende invadir prerrogativas que hoje são dos governos estaduais. O texto diz que a PEC “não exclui” as “competências comuns e concorrentes dos demais entes federativos relativas à segurança pública e à defesa social, nem restringem a subordinação das polícias militares, civis e penais e dos corpos de bombeiros militares aos governadores dos Estados e do Distrito Federal”.

Um sistema criado para unir, mas que segue fragmentado

O Susp foi criado em 2018, durante o governo de Michel Temer, com a Lei nº 13.675/2018. A intenção era simples na teoria e ambiciosa na prática: unificar políticas e operações entre as forças federais, estaduais e municipais, com base em troca de dados, planejamento conjunto e coordenação centralizada pelo governo federal. No entanto, sete anos depois, o sistema ainda enfrenta entraves operacionais. Faltam padronização nos fluxos de informação, integração de bancos de dados e planejamento conjunto de ações entre polícias, Ministério Público, Judiciário e guardas municipais. Muitos Estados sequer estruturaram seus conselhos e planos estaduais de segurança, o que compromete a execução integrada das políticas. O jurista Eduardo Pazinato complementa que, na prática, o Susp vem sendo implementado de forma gradual, a partir de induções do governo federal. O que ocorre é uma adesão voluntária. A União lança programas e exige contrapartidas, como planos municipais de segurança, para que Estados e prefeituras recebam recursos, observa.

O desafio de tornar o Susp constitucional

O desafio de tornar o Susp constitucional Diante das dificuldades, o governo federal decidiu reforçar o Susp pela via constitucional. A PEC da Segurança Pública, enviada ao Congresso em abril, propõe incluir o sistema na Constituição Federal, garantindo continuidade das políticas, obrigatoriedade da cooperação federativa e segurança jurídica nas atribuições de cada ente. O objetivo é criar uma base sólida para que haja coordenação de esforços, compartilhamento de dados e continuidade das políticas, independentemente de mudanças de governo. Além de constitucionalizar o Susp, a proposta também atualiza as competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e inclui no texto constitucional o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional. Para o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a medida é essencial para enfrentar o crime organizado, que atua de forma interestadual e transnacional.

Combater o crime organizado é dever federal, não escolha política.

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]


              Já faz alguns anos que estamos tratando do crime organizado, dos grupos que atuam com estrutura política, empresarial, paramilitar; utilizando-se da corrupção, das ações “terroristas”, dominando territórios, rotas de drogas, controlando ações nas fronteiras e “influenciando” a política local (não apenas em cidades).  Nesse cenário apresenta-se a questão: até que ponto o governo federal tem a responsabilidade (o dever), e não apenas a opção, de agir?

A solução para este importante questionamento está em nossa Carta Magna. O artigo 144 da Constituição de 1988 estabelece de forma clara e precisa que a segurança pública é uma função do Estado, incumbida a todos, e realizada com o objetivo de manter a ordem pública e proteger as pessoas e o patrimônio. Esta norma não é uma mera diretriz, é um dever constitucional para todas as partes federadas da Federação Brasileira, incluindo a União.

Mais do que isso, a Constituição determina que à Polícia Federal compete apurar infrações penais contra a ordem política e social, os bens e interesses da União, bem como contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei.  Ou seja, não se trata de escolha política: a União deve agir sempre que o crime ultrapassar limites estaduais ou envolver interesses nacionais.

E para estruturar essa integração, a Lei nº 13.675/2018, que criou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), determinou que a União tem o dever de “coordenar e articular, de forma integrada, a política nacional de segurança pública”. Isso inclui o apoio técnico, financeiro e operacional aos estados, a promoção de operações conjuntas e o compartilhamento de inteligência entre forças policiais.[2] Em outras palavras, a coordenação federal não é uma faculdade, é um dever de Estado.

Por outro lado, é importante lembrar que a União não pode substituir os Estados em suas atribuições. O policiamento ostensivo e a investigação de crimes comuns continuam sob responsabilidade das Polícias Militares e Civis. A atuação federal é de coordenação e integração, não de substituição. Exceções só ocorrem mediante intervenção federal, como a que ocorreu no Rio de Janeiro em 2018, ou sob decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)[3].

Diante da escalada da criminalidade organizada e das conexões que ultrapassam limites estaduais e fronteiras nacionais, torna-se inadiável que o governo federal exerça plenamente essa função constitucional de coordenação. Quando o crime ultrapassa a competência legal e territorial das Unidades da Federação, articulando-se nacionalmente, então a resposta também precisa ser no mesmo nível.

A omissão federal em liderar e integrar esforços não é apenas uma falha política. Ela é o descumprimento de uma obrigação constitucional. E, em um país onde o crime já atua como uma confederação articulada, a segurança pública não pode continuar sendo tratada como uma soma de ilhas autônomas. Mais do que recursos, o Brasil precisa de direção, estratégia e coordenação nacional. É isso que a Constituição exige, e é isso que a sociedade espera! Resultados! Continuamos com narrativas e com falta de ações coordenadas, integradas e de responsabilidades constitucionais devidas. Infelizmente, enquanto isso, o crime organizado continua gerando mortes de civis, domínio de áreas, controle de populações e a morte de integrantes dos órgãos de Segurança Pública que tombam no cumprimento do dever. Não podemos mais ficar criando desculpas, para gerar “soluções mágicas, repaginadas, com objetivos muito claros para quem quer ver, embaçados para quem está envolvido no problema, no contexto político ou ideológico, que permeia a nossa sociedade.”


[1] Coronel QOEM Reserva da Brigada Militar e especialista em Segurança Pública (PUC)

[2] Na prática, isso se traduz em ações como o Programa VIGIA, que atua nas fronteiras; as Forças-Tarefas de Combate ao Crime Organizado (FTCCO) e o Centro de Cooperação Policial Internacional, que mantém interlocução com agências de inteligência. Também é papel da União financiar e integrar sistemas de informação, apoiar investigações complexas e fornecer tecnologia de ponta às polícias estaduais.

[3] Decreto n.º 9.288, de 16 de fevereiro de 2018, outorgado pelo Presidente da República, com publicação no Diário Oficial da União no mesmo dia.

Comando Vermelho – Poder Paralelo e o Contrato Social Rompido

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Nos dias recentes em que a Polícia Militar, o BOPE e a Polícia Civil deflagraram operações de larga escala nos morros da Penha e do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, resultando em cerca de cento e vinte mortos, o país assistiu a mais do que uma ação policial: testemunhou a disputa pela soberania dentro do próprio território. O Estado, que deveria ser o garantidor do pacto civilizatório, reaparece ali como força de choque, tentando retomar o que perdeu: a autoridade sobre a lei e sobre a paz social.

Para Thomas Hobbes, o homem nasce num estado de natureza marcado pela guerra de todos contra todos; é o medo que o leva a firmar um contrato social e entregar ao soberano o monopólio da força. Rousseau, ao contrário, via o homem como naturalmente bom, corrompido pela sociedade e suas desigualdades. No cenário dos morros cariocas, essas duas visões se entrelaçam: a ausência do Estado devolve o homem ao caos hobbesiano, e a violência e a exclusão o corrompem, como advertia Rousseau.

Enquanto isso, o poder real muitas vezes pertence a outro Estado, o do crime. Facções como o Comando Vermelho impõem “mensalidades” sobre moto-taxistas, vendedores de botijão de gás, operadores de luz e “gatonet”, e até comerciantes de rua. Criam um sistema de tributação paralela, coercitiva e estável. Pierre-Joseph Proudhon, crítico da propriedade e das hierarquias opressoras, dizia que “todo poder político é essencialmente um roubo institucionalizado”. No caso brasileiro, o roubo se institucionalizou do avesso: não por meio do Estado formal, mas de uma estrutura criminosa que se apresenta como governo alternativo, cobra, pune, protege e legisla à margem da lei.

O episódio das mortes no Rio revelou também a guerra simbólica. Os criminosos abatidos, muitos deles fortemente armados, foram despidos de seus uniformes paramilitares e enfileirados nas ruas, numa tentativa de exibi-los como civis inocentes. A estratégia lembra a usada pelo grupo Hamas, que retira os trajes de combate de seus militantes mortos para mostrá-los à opinião pública como vítimas indefesas. A manipulação da imagem é, hoje, um campo de batalha tão relevante quanto o confronto em si.

No Ceará, outro sintoma da falência do contrato social se manifesta. Facções criminosas expulsam famílias inteiras de conjuntos habitacionais, e, em vez de garantir a permanência dos moradores em suas casas, a Polícia Militar tem oferecido viaturas para transportá-los em fuga. O Estado, que deveria proteger e assegurar o território, atua como agente logístico da derrota: ajuda o cidadão a sair, mas não a permanecer. É o reconhecimento tácito de que perdeu o controle de áreas onde o crime exerce a soberania.

A lição de Hobbes continua viva: sem uma autoridade legítima e eficaz, o caos reina. Mas Rousseau também permanece atual, pois uma sociedade que abandona seus cidadãos à mercê do medo e da miséria os corrompe, não pela natureza, mas pela exclusão. E Pierre-Joseph Proudhon nos alerta: quando o poder se dissocia da legitimidade, seja estatal ou paralelo, ele se transforma em tirania, mudando apenas a face de quem oprime.

O desafio brasileiro é, portanto, duplo: restaurar a autoridade legítima que contenha a violência, como queria Hobbes, e reconstruir a sociedade justa e inclusiva que Rousseau imaginava, sem permitir que o crime se converta em gestor de vidas, como denunciaria Proudhon. Só assim as operações policiais deixarão de ser episódios de guerra civil e se tornarão o início da reconstrução de uma cidadania que o Brasil, há muito, negou a quem vive nas margens.

Governo do RS oferece apoio das forças da segurança gaúchas ao RJ

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Eduardo Leite ligou para o governador fluminense, Cláudio Castro, nesta quarta-feira (29)

Gabriel Jacobsen GZH

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, repetiu na manhã desta quarta-feira (29) o gesto de outros governadores do país e ofereceu ao Rio de Janeiro apoio de forças de segurança pública gaúchas. A ajuda foi ofertada em uma ligação do líder do Executivo gaúcho para o governador fluminense, Cláudio Castro.

A comunicação ocorreu um dia após uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha que se revelou a mais letal da história do Estado do Rio. Segundo a Defensoria Pública fluminense, foram mais de 130 mortos.

Um grupo de governadores de direita que tenta participar do debate nacional sobre segurança pública realizou uma reunião virtual na manhã desta quarta. Por estar em outro compromisso de governo, Leite não integrou o encontro realizado a distância, mas fez questão de falar diretamente com Castro.

O líder do Executivo de Santa Catarina, Jorginho Mello, articula a realização de uma reunião presencial dos governadores do Sul e Sudeste nesta quinta-feira (30) à tarde no Rio de Janeiro. Caso a reunião se confirme, há possibilidade de o governador gaúcho alterar a agenda e participar da atividade.

Além de Mello e Leite, buscam participar politicamente do debate nacional sobre segurança pública o governador de Goiás, Ronaldo Caiado; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Assembleia do RS aprova aumento no número de CCs externos de deputados

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Funcionários não precisam comparecer à sede do parlamento e trabalham nas bases eleitorais dos políticos

Gabriel Jacobsen GZH

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, na tarde desta terça-feira (28), um projeto de resolução que aumenta de seis para oito o total de cargos de confiança (CCs) externos que os deputados podem nomear. São funcionários contratados que atuam nas bases eleitorais dos deputados, e não precisam comparecer à sede da Assembleia.

Presidente da Casa, deputado Pepe Vargas (PT), argumenta que a medida vai reduzir custos:

— O servidor que trabalha fora da sede, ele não tem direito a diária. Se ele trabalha aqui e precisa se deslocar para o Interior, nós temos que pagar diária. Então isso vai trazer uma economia às despesas de pessoal da Assembleia Legislativa com diárias.

A nova regra da AL prevê ainda que os CCs externos terão que, mensalmente, apresentar um relatório de atividades e assinar um documento em que se comprometem a não ter outros trabalhos além do de assessor.

No total, os deputados têm direito a nomear entre nove e 17 CCs — o número varia conforme o nível salarial do assessor.

A representação exige mais do que silêncio e ausência!!!??? Ou não???!!!

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]

A partir do artigo de Giane Guerra “A inexplicável ausência de deputados na briga pelo sul”[2], emerge um antigo problema histórico da política gaúcha: a notória carência de representação e liderança parlamentar na luta pela defesa dos interesses regionais. O silêncio e falta de presença de toda a delegação com 31 deputados federais, conforme relatado pela jornalista, em um ato parlamentar formal em favor de um fundo constitucional para as regiões Sul e Sudeste, para ajustar o pacto federativo, dificilmente pode ser classificado como descuido; é um reflexo da realidade política, que têm gerado o enfraquecimento progressivo do Rio Grande do Sul no cenário nacional ao longo dos anos, por culpa de nossa própria representação ou falta dela.

Ter um lugar no Congresso Nacional é uma responsabilidade que vai além da simples presença física; é de desempenhar o papel e poder do povo, sustentando suas esperanças e aspirações. O fato de não haver deputados gaúchos em uma sessão de tamanha importância não apenas desnuda uma ausência de representação, mas também a perda de poder e legitimidade que são fundamentais para as relações federativas. Isso, por sua vez, aprofunda o ceticismo da população quanto a eficácia e o funcionamento real do sistema partidário.

Este fato reflete não apenas fraquezas das agendas políticas, mas também as restrições estruturais de coordenação de estratégias e da missão pública de representação gaúcha. Em contraste, observa-se a situação oposta do sul para o Norte e Nordeste, regiões em que seus representantes que têm conseguido estabelecer frentes parlamentares robustas, valendo-se das oportunidades, sem hesitações ou disputas.

Embora a Constituição de 1988 tenha instituído fundos direcionados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com o intuito de corrigir desigualdades, é evidente que o Sul também enfrenta desafios próprios, desde infraestrutura obsoleta até questões de migração industrial. Além disso, os baixos índices de investimento federal em planejamento regional e os obstáculos impostos pela transição energética atual também são preocupações legítimas. Essa realidade revelando uma “desistência”, por parte da bancada gaúcha, em pleitear participação em um novo fundo constitucional, perpetuando sua paralisia em um cenário federativo que demanda decisões econômicas urgentes, realmente é preocupante!

Por isso é crucial provocar uma reflexão na mentalidade dos representantes gaúchos sobre o seu papel nesta dinâmica estatal. Nosso tempo requer uma união firme contra qualquer delegação inadequada de poderes políticos, independentemente das diferenças partidárias, focalizando numa agenda regionalista que seja respaldada por um projeto estratégico claro e elaborado com a participação de todos os interessados.

E para que isso aconteça, são necessárias algumas ações fundamentais: (1) fortalecer um Fórum Permanente Gaúcho, com agendas amplas e definidas; (2) estabelecer mecanismos de responsabilidade pública claros, que detalhem as participações dos deputados em trabalhos legislativos; (3) reforçar a presença do estado, junto aos ministérios; assim como (4) formar e permitir que novos líderes conscientes das complexidades atuais possam defendê-las estrategicamente.

A crítica levantada por Giane Guerra expressa mais do que observações jornalísticas! Ela é alimento para a reflexão sobre o nosso papel enquanto cidadãos e dos representantes políticos que escolhemos. Por isso o gap representativo chama tanto a atenção desta maneira, pois também é o reflexo de uma apatia social generalizada em relação às questões políticas. E por isso é urgente reverter este infeliz estado de coisas, além de restabelecer o forte laço entre a sociedade e seus membros, reivindicando o sentido de pertencimento que marca a cultura do Rio Grande do Sul.

O Estado, admirado por sua ousadia, criatividade e resiliência, precisa abandonar a inação e letargia! Este é o momento de transformar a indignação em projetos reais, unindo forças para que os interesses legítimos dos gaúchos sejam realmente atendidos no coração da República.

É hora de questionar a formação da atual bancada, propor as mudanças necessárias e redefinir o significado da representatividade federal do Rio Grande do Sul.
Não podemos permanecer inertes! É tempo de agir e de reconstruir a presença política de um povo que sempre se fez ouvir. E não apenas acreditar em narrativas.

A representação exige mais do que silêncio e ausência!!!??? Ou não???!!!


[1] Coronel da Reserva da Brigada Militar e Especialista em Integração e MERCOSUL (UFRGS)

[2]Coluna de Giane Guerra (Zero Hora, “Inexplicável ausência de deputados na briga pelo Sul”). In: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/giane-guerra/noticia/2025/10/faltou-tempo-nenhum-deputado-do-rs-foi-a-criacao-da-comissao-para-buscar-fundo-de-financiamento-para-o-sul-cmh552x1q024i015gd1atpx7i.html#:~:text=Canal%20da%20Giane%20Guerra:%20saiba,not%C3%ADcias%20de%20economia%20no%20WhatsApp

DGT lança software com inteligência artificial para apoiar a segurança pública no combate a roubos e furtos de veículos 

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A DGT Tecnologia apresenta o Bridgefy Safe Way, um software de monitoramento inteligente de veículos desenvolvido para auxiliar forças policiais no enfrentamento à criminalidade. 

Com uso de inteligência artificial, o sistema identifica rotas suspeitas, cruza dados de placas em tempo real e gera alertas imediatos para apoiar investigações de roubos e furtos. 

O que o software faz:

  • Detecta veículos suspeitos em tempo real; 
  • Permite busca de veículos por placas e características; 
  • Gera alertas automáticos e relatórios de ocorrências; 
  • Integra informações de diferentes bancos de dados; 
  • Oferece mapas interativos e estatísticas de tráfego. 

Recurso adicional: análise preditiva de crimes

Além do monitoramento em tempo real, a DGT também oferece a licença Crime Report, que analisa dados históricos para prever onde e quando crimes podem acontecer. A tecnologia ajuda as autoridades a se anteciparem, direcionando equipes para as áreas de maior risco e reduzindo o tempo de resposta em emergências. 

Por que é inovador

  • Desenvolvido no Brasil, com foco na realidade das cidades brasileiras; 
  • Redução de até 90% em falsos positivos em placas de veículos com alerta de roubo/furto; 
  • Acesso simples e seguro em múltiplas plataformas; 
  • Uso de inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados de forma mais eficiente que a vigilância humana. 

A DGT Tecnologia coloca o Bridgefy Safe Way à disposição de órgãos públicos, empresas e parceiros estratégicos, oferecendo demonstrações práticas e consultorias personalizadas.
Mais do que um software, trata-se de uma solução completa para transformar a gestão da segurança, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos em áreas urbanas.

Honra e glória eterna aos Heróis do Batalhão Suez (1957–1967)

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DEFENSORES DA PAZ E DA HUMANIDADE. VOCÊS PERMANECERÃO NA HISTÓRIA DO BRASIL PARA SEMPRE.

Marco Antônio Moura dos Santos[1]                         

“Nosso Senhor diz: Bem-aventurados os que promovem a paz; essa é a missão dos Boinas-Azuis, dos Soldados da Paz – nossa missão coletiva!” (Capelão Coronel Müller)

É com profundo respeito e emoção que nos reunimos hoje para render uma homenagem significativa àqueles que, há mais de cinco décadas, levaram a bandeira do Brasil a um remoto canto do Oriente Médio, como integrantes do que se tornaria o renomado Batalhão Suez[2]. Esses homens, por meio das Nações Unidas (ONU), transportaram uma mensagem de paz em tempos de guerra, incertezas e reconstrução. O dia 24 de outubro é reconhecido como “Dia das Nações Unidas” ou “Dia da ONU”. Comemorado pela primeira vez em 1948, este dia marca anualmente o aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas em 1945[3].

A participação do Brasil em operações de manutenção da paz sob a égide das Nações Unidas, especialmente na região do Canal de Suez, demonstra claramente um compromisso nacional com a cooperação internacional e a estabilidade global. O envio de tropas preparadas reafirma a disposição do país em colaborar na proteção de áreas estrategicamente relevantes para a segurança mundial e reforça sua imagem como defensor das nações que cumprem suas responsabilidades perante a comunidade internacional e os valores universais da humanidade.

Foram anos marcados por sacrifícios, convivência com diversas culturas e superação de barreiras linguísticas e desafios diários. Acima de tudo, esse período foi uma oportunidade para demonstrar a bravura, determinação e disciplina dos soldados brasileiros. Longe de seus lares e famílias, nossos compatriotas ensinaram ao mundo que a força moral é tão essencial para alcançar vitórias quanto a força física e que o verdadeiro propósito das armas é promover a paz.

Aqueles que serviram no Batalhão Suez não apenas cumpriram uma missão militar; eles realizaram uma obrigação humana universal. Foram construtores de relações, disseminadores de esperança e defensores da paz. As ações desses homens ecoam através dos registros da história militar brasileira como um testemunho de amor altruísta. Os integrantes do Batalhão Suez enfrentaram condições adversas enquanto atuavam em um ambiente político e social repleto de tensões e incertezas. Contudo, agindo com coragem, profissionalismo e espírito cívico, tornaram possível nosso anseio coletivo pela segurança entre as nações.

Neste dia especial dedicado ao Batalhão Suez, recordemos o valor dos serviços prestados ao longo do tempo por gerações inteiras cumprindo seu lema de servir à sociedade. Esta homenagem representa nossa gratidão aos que transformaram o uniforme em um símbolo de fraternidade entre os povos e confirmaram seu total comprometimento, mesmo diante do risco às suas vidas. Valorosos soldados do Batalhão Suez, que seus feitos inspirem futuras gerações, a manter viva a chama da paz, justiça e solidariedade humana.


[1] Coronel da Reserva da Brigada Militar e Especialista em Integração e MERCOSUL (UFRGS)

[2] A primeira experiência do Brasil em missões de paz foi com a Força de Emergência das Nações Unidas no Oriente Médio (UNEF I) com o envio de militares integrando o chamado Batalhão Suez, que atuou na região do Canal de Suez por mais de dez anos, de janeiro de 1957 até junho de 1967 com um total de aproximadamente 6.300 homens participaram dessa força.

[3] A Carta da ONU, assinada em 26 de junho de 1945 e em vigor a partir de 24 de outubro de 1945, é o documento fundador das Nações Unidas.

Plano contra violência policial na BA prevê até prêmio em dinheiro para reduzir mortes por PMs

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No ano passado, 1.556 pessoas morreram durante operações policiais no território baiano

Estadão Conteúdo

O governo da Bahia, Estado com a polícia mais letal do País, elaborou um plano com metas e ações para reduzir em pelo menos 10% por semestre os índices de pessoas mortas em decorrência de ações das forças de segurança.

A violência é um dos principais gargalos de quase duas décadas de gestões petistas (Jaques Wagner, Rui Costa e agora Jerônimo Rodrigues), com a ascensão de facções criminosas e falhas na resposta do poder público ao problema, com a intensificação de confrontos sangrentos.

Há dois anos, a alta da letalidade na Bahia fez o governo Luiz Inácio Lula da Silva acelerar o lançamento de um pacote anticrime – a segurança pública é uma das principais insatisfações do eleitor em relação ao poder público federal.

No ano passado, 1.556 pessoas morreram durante operações policiais na Bahia – quatro óbitos por dia, segundo o anuário do Fórum de Segurança Pública. O número supera, sozinho, as mortes em intervenções policiais registradas em dois populosos Estados brasileiros: São Paulo e o Rio de Janeiro, que registraram 1.516 mortes, também conforme o anuário.

As novas diretrizes foram elaboradas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) em parceria com outras pastas estaduais e instituições que integraram o programa “Bahia pela Paz”. Procurada pela reportagem para comentar a iniciativa, a pasta não se manifestou.

O documento, que é público, é guiado por três eixos. O primeiro prevê aperfeiçoar regras e protocolos de atuação, com a padronização de procedimentos operacionais que assegurem o uso proporcional da força e priorizem a preservação da vida.

O segundo eixo revê práticas operacionais em locais e horários sensíveis – como áreas próximas a escolas, hospitais e outros equipamentos públicos. Em 161 dos 200 dias letivos de 2023, alunos assistiram a aulas, em Salvador, cercados por tiroteios nas imediações, segundo o Instituto Fogo Cruzado.

Os policiais que contribuírem para a redução das mortes em operações serão remunerados pelo prêmio por desempenho policial, benefício que já existe. Hoje, esses óbitos não são considerados no cálculo do bônus quando se mede a violência de uma região. O valor atual dos prêmios varia de R$ 371 a R$ 2.476, segundo o Portal do Servidor do governo da Bahia.

Plano prevê mais capacitação, apoio e câmeras corporais

Pela primeira vez, o governo da Bahia reconhece oficialmente, em documento público, o “uso recorrente da força letal” por agentes de segurança, fenômeno que o próprio texto descreve como reflexo da “cultura de confronto”. Segundo o diagnóstico, essa prática alimenta ciclos de violência, desconfiança e hostilidade entre policiais e comunidades.

O plano tem duração até 2027, e fixa metas específicas para cada período. Para este ano, já estão previstas a instituição de protocolo que baseie as ações policiais em critérios técnicos, a inclusão das mortes por agentes do Estado no programa de bônus e a intensificação de operações balizadas pelo setor de inteligência. Mais de 40% dos confrontos armados em 2023 foram em rondas de rotina, calcula a Coordenação de Gestão Estratégica (CogER).

Entre as medidas propostas para 2026, estão capacitar 30% do efetivo em protocolos de prevenção ao uso excessivo da força, ampliar em 30% os registros por câmeras corporais e aumentar a taxa de resolutividade dos Inquéritos Policiais instaurados para 50%. Em 2027, estima o plano, essa resolutividade deve subir para 70%.

Isso representaria elevação de produtividade de quase 50%, em comparação a 2024, quando só 295 dos 1.251 inquéritos para investigar mortes em confrontos foram concluídos.

Entre os principais desafios para cumprir as novas metas, o governo destaca não só dificuldades internas, mas o avanço das facções criminosas em cidades pequenas e zonas rurais. Contra isso, o plano cita a intensificação de investigações que possam estrangular o quebra-cabeça econômico dessas organizações criminosas e melhorias das investigações relacionadas a crimes violentos letais e intencionais e mortes em intervenções legais.

Proposta exige boa gestão, diz pesquisador

A proposta de um plano para reduzir a letalidade policial na Bahia apareceu no radar, publicamente, em outubro de 2023. Naquele mês, o Ministério Público, durante audiência pública, propôs criar um plano para redução de mortes decorrentes de intervenção policial na Bahia, que contasse com a participação da sociedade e de entidades e organizações não governamentais.

“Reconhecer que o problema existe é importante. O que acho, agora, é que se deve ter atenção na implementação e no acompanhamento do plano”, avalia Sandro Cabral, professor de Estratégia e Gestão Pública no Insper e licenciado da Escola de Administração da UFBA.

Autor de pesquisas sobre gestão de desempenho no setor público, Cabral destaca a possível ambiguidade da inclusão da redução das mortes por intervenção policial no programa de premiações, que ele vê com bons olhos.

“Por que é importante? Tem um incentivo para evitar mortes evitáveis. É um argumento econômico. Se ‘dói no bolso’, pode ser objeto de escrutínio da tropa. Isso, somado aos protocolos anunciados, traz situação melhor”, diz.

“Mas isso precisa ser cumprido”, continua o pesquisador, “e quem trabalha com os indicadores precisa de inteligência para saber, por exemplo, se um policial não vai evitar confrontos necessários para bater metas. Com boa gestão, e acompanhando outros indicadores de esforço, como número de apreensão de armas, isso pode ser verificado e coibido.”

Concurso Público para Escrivão e Inspetor de Polícia (2025)

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EDITAL N° 06/2025 – EDITAL DE ABERTURA N° 06/2025 PARA ESCRIVÃO E INSPETOR DE POLÍCIA

Foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (24) o Edital nº 06/2025, que anuncia a abertura do concurso público para ingresso nas carreiras de Escrivão e Inspetor de Polícia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
O certame prevê o provimento inicial de 720 vagas, sendo 360 para Escrivão de Polícia e 360 para Inspetor de Polícia. O edital também estabelece que outras vagas poderão ser abertas durante o prazo de validade do concurso, conforme autorização do governo estadual.
As inscrições estarão abertas entre 27 de outubro e 26 de novembro de 2025, até as 17h, e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundatec (www.fundatec.org.br), responsável pela execução do processo seletivo.

A data provável da Aplicação do Exame de Capacitação Intelectual (Provas Teórico-Objetivas e de Redação) será 18 de janeiro de 2026.

Será assegurado o percentual de vagas às pessoas com deficiência, negras, trans e integrantes dos povos indígenas, conforme estabelecido no Decreto Estadual nº 56.229/2021, alterado pelo Decreto Estadual nº 56.921/2023 e regulamentado pelo Edital do concurso.

São requisitos para o ingresso nas carreiras da Polícia Civil, de acordo com a Lei Federal nº 14.735/2023 e com a Lei Estadual nº 12.350/2005:

a) ser brasileiro ou gozar das prerrogativas contidas no art. 12 da Constituição Federal, cujo processo de naturalização tenha sido encerrado dentro do prazo das inscrições;

b) contar com, no mínimo, 18 anos de idade até a data da matrícula no Curso de Formação Profissional;

c) possuir Cédula de Identidade Civil que contenha o número de registro geral (RG), utilizado para cadastramento de pessoas físicas pelo Órgão Estadual da Segurança Pública;

d) estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;

e) ter concluído curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação até a data da posse;

f) possuir Carteira Nacional de Habilitação para conduzir veículos automotores, no mínimo da categoria “B”, até a data da posse;

g) possuir CPF válido e situação regularizada perante a Secretaria da Receita Federal;

h) possuir saúde física e psiquiátrica e aptidão psicológica adequadas ao exercício das atividades inerentes à carreira policial e, especialmente, ao cargo;

i) possuir conduta moral, ética, social e profissional compatível com a função policial.

Confira o Edital nº 06/2025 – Edital de Abertura de Concurso Público de Ingresso nas Carreiras de Escrivão de Polícia e de Inspetor de Polícia no link abaixo:

Edital nº 06/2025