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Dr. Thiago Duarte, IPE Saúde e Hospital da Brigada Militar buscam o fortalecimento com ampliação do Atendimento no hospital

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Na manhã desta sexta-feira(27), o deputado Dr. Thiago Duarte (União) se reuniu com os representantes da Brigada Militar e do Hospital da Brigada Militar, Cel. Rogério Stumpf, Chefe do Estado-Maior, Cel. Régis Reche, diretor do departamento de saúde, Ten. Cel Alessandro da Silva, diretor geral do HBM, Maj. Luciano M. Leão Araújo, diretor administrativo, Major Renan Desimon Cabral, diretor técnico do HBM, Major Frederico Sedrez, diretor do Centro Clínico, Cap. Ricardo Gonçalves, cirurgião geral, com o presidente do IPE Saúde, Bruno Jatene, e o diretor de provimento de Saúde do IPE, Antônio Quinto Neto.

O encontro, que faz parte do grupo de trabalho, com presença das equipes técnicas do IPE Saúde e dos Hospitais da Brigada Militar, vai trabalhar na elaboração e execução de um plano de ação que vise a sustentabilidade financeira do hospital e a ampliação dos serviços médicos oferecidos aos usuários do IPE Saúde, principalmente da família brigadiana.


“Já vimos muitos hospitais fecharem as portas em Porto Alegre e o HBM segue forte, lutando para não deixar os servidores desassistidos. Se o HBM não for adequadamente valorizado, os pacientes do IPE Saúde acabarão nos hospitais públicos, mesmo tendo convênio, gerando sobrecarga ao SUS”, reforçou o deputado Dr. Thiago Duarte alertando para a necessidade de revisão das tabelas de procedimentos realizados no HBM.


Os Hospitais da Brigada Militar, de Porto Alegre e Santa Maria, atendem exclusivamente usuários do IPE Saúde e enfrentam uma defasagem nas tabelas pagas, por serviço realizado, em comparação com os demais hospitais que atendem através do IPE Saúde. Um exemplo da necessidade dessa revisão é o Hospital de Santa Maria que possui a única emergência pediátrica 24h, 100% IPE, do Estado e é referência para toda a região. Por sua vez, o Hospital de Porto Alegre teve um dos menores índices de morte de pacientes internados por Covid-19 no Brasil, com uma UTI com as mais altas taxas de segurança dos pacientes e menores índices de infecções hospitalares, de acordo com dados apresentados pelo Hospital.


O deputado Dr. Thiago Duarte, ainda, reforçou a importância do credenciamento de novos profissionais médicos e serviços oferecidos pelo hospital como tratamento oncológico, cirurgias cardíacas e traumatologia. O Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre ainda conta um Centro de Cirurgia Robótica, uma referência mundial em tecnologia médica, um centro clínico que atende a mais de 190 mil famílias, além dos servidores do Estado beneficiários do IPE, contando também com UTI, Emergência 24 horas, Internação Clínica, Cirúrgica e Psiquiátrica.


“Vamos seguir trabalhando ao lado do Hospital da Brigada Militar e do IPE Saúde para encontrarmos uma maneira de valorizarmos um hospital que atende 100% IPE, ampliando o seu espectro de especialidades médicas e com altos índices de resolubilidade, reduzidos os custos das internações e tratamentos, tratando com dignidade e devolvendo os servidores à ativa em menor tempo.”, comentou o Deputado Dr. Thiago

Texto e fotos: Victor Franciscatto

Academia de Polícia Militar lança almanaque e placa comemorativa dos 25 anos do CBAPM

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Almanaque conta com o total de 92 páginas

Almanaque e placa comemorativa dos 25 anos do CBAPM – Foto: Sd Loureiro/DE

A Academia de Polícia Militar realizou na quarta-feira (25/1), a solenidade de lançamento do almanaque virtual dos 25 anos do Curso Básico de Administração Policial Militar e o descerramento da placa comemorativa.

O almanaque do CBAPM foi uma iniciativa do comandante da Academia de Polícia Militar, com o apoio dos demais oficiais integrantes do Corpo de Alunos e da Seção de Ensino, com a colaboração dos alunos-tenentes em curso.

As 92 páginas do almanaque enaltecem e trazem um resgate histórico do Curso Básico de Administração Policial Militar, e que neste ano completa vinte e cinco anos de história. O trabalho está disponível no site da Brigada Militar pelo endereço: https://bm.rs.gov.br/almanaque-25-anos-formando-tenentes

Na solenidade o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feóli, o diretor interino do Departamento de Ensino, tenente-coronel Jorge Dirceu Abreu Silva, e o comandante da Academia de Polícia Militar, tenente-coronel Tales Américo Osório, realizaram o descerramento da placa comemorativa dos 25 do CBAPM, na sede da APM.

Ainda participaram da solenidade tenentes de turmas anteriores, como o tenente RR Jorge Laureano Pereira, da primeira turma de tenente de 1998, e a tenente Ângela Inês Ruver da 15ª turma do CBAPM.

Desde o primeiro curso realizado no ano de 1998 até o curso que esta por ser concluído, no próximo sábado, a Academia de Polícia Militar já formou 17 turmas de tenentes, sendo 152 mulheres e 1813 homens.

Texto: Sd Sacha/DE

Fonte: Brigada Militar

CLIQUE NA IMAGEM PARA ABRIR ALMANAQUE

Reestruturação do IPE Saúde já causa polêmica no RS

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Governo ainda não detalhou proposta, mas informações sobre mudanças nas alíquotas alimentam debates internos e vão movimentar início do ano no Legislativo

Discussão sobre o IPE Saúde deverá gerar polêmica | Foto: Ipergs / Divulgação / CP Memória

Flavia Bemfica Correio do Povo

O governo do Rio Grande do Sul prepara para março a apresentação da proposta de reestruturação do IPE Saúde, o sistema de assistência à saúde dos servidores públicos estaduais (por vezes, também de parte de municipais), e tem tentado filtrar as informações que circulam tanto sobre as possibilidades em análise como sobre dados da autarquia. Internamente, contudo, o tema já está inflamando os debates. E a tendência é de que, quando chegar à Assembleia Legislativa, em formato de projeto para promover as mudanças, gere muita polêmica.

As controvérsias acontecem principalmente porque, desde pelo menos o mês de dezembro, o governo ventila a tese de que a reestruturação passará por revisão de alíquotas (hoje de 3,1%) para o todo ou para pelo menos uma fatia dos usuários (com corte por faixa etária, faixa salarial ou uso do sistema). Também são avaliadas possibilidades de cobrança para dependentes, ou parcela deles. Os dados existentes indicam que o chamado plano principal tem um déficit de aproximadamente R$ 400 milhões/ano, com um índice de sinistralidade de 130%.

O índice de sinistralidade estabelece a relação entre o que os usuários dão de despesa e quanto pagam ao plano. Grosso modo, um índice de 100% significa que tudo o que é arrecadado é gasto. Superior a isso, há déficit. Entre planos privados, o índice ideal fica na faixa dos 75%, e nunca deve passar de 85%.

O argumento de lideranças do Executivo é conhecido: o de que, sem uma reestruturação, o IPE vai falir. Todas as partes envolvidas concordam que é necessário melhorar o sistema, aumentando as receitas, de forma a que ele não acumule déficits. Mas há muitas divergências a respeito de como isto deva ser levado a cabo, alavancadas por uma ainda baixa transparência dos números e pela necessidade de incrementar mecanismos de controle, apesar das providências adotadas pela atual gestão.

No déficit do plano principal, por exemplo, não estão contabilizados os números do Plano de Assistência Médica Complementar, o PAC (destinado a algumas classes de dependentes), e do Plano de Assistência Médica Suplementar, o Pames (que prevê internação hospitalar em classe privativa), ambos superavitários. Também ficam de fora os resultados dos contratos com prefeituras, câmaras de vereadores e outros órgãos. Conforme dados do final de dezembro, os contratos abrangem 191.652 usuários, em um universo de 982.626 pessoas (9% da população do RS) atendidas pelo IPE Saúde.

IPE Saúde: discussão envolve baixa transparência e deficiências em controles

Governo do Estado prepara proposta de reestruturação do sistema de assistência à saúde de servidores

No conselho de administração do IPE Saúde, a possibilidade de aumento de alíquotas em um contexto no qual há apenas compensação do crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo, sem reajustes de fato, vem sendo rechaçada com intensidade por representantes dos segurados. Ao grupo, formalmente, ainda não chegou qualquer proposta sobre aumento de alíquotas. Nos debates, é recorrente o argumento de que, primeiro, é necessário que aconteçam os resultados da série de medidas de ajuste implementadas desde o ano passado.

As ações foram divididas em três eixos (reestruturação da despesa, modernização institucional e fortalecimento da receita), com execução prevista em cinco ciclos, ou etapas, que incluem desde as novas tabelas de medicamentos e diárias que acabaram com os sobrepreços até a revisão dos credenciamentos dos prestadores, passando por recontratualizações de contratos globais. O processo, contudo, está atrasado, e o IPE enfrenta pressões em sentidos diversos: de natureza política, dentro do próprio governo; de entidades de servidores, que temem uma ‘privatização’ e defendem a busca de alternativas sem perdas financeiras para os segurados; e de entidades representativas de prestadores de serviços, que solicitam urgência nas recontratualizações e na atualização de valores, e sinalizam, de forma recorrente, com a suspensão de atendimentos.

Na semana passada a Federação RS, que representa Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos e a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do RS (Fehosul) enviaram ofício ao presidente do conselho de administração cobrando “céleres providências” para que sejam efetivadas as recontratualizações “com todos os prestadores de serviços, garantindo um modelo remuneratório justo, com margem mínima de resultado operacional”. Nesta quinta-feira o assunto será pauta da reunião do colegiado.

Além da complexidade da situação financeira, pesam sobre o instituto questionamentos sobre a transparência dos dados, o que também tende a “travar” reformulações envolvendo majoração nas contribuições. Em comunicado de auditoria datado de 27 de dezembro, a Controladoria e Auditoria Geral do Estado (Cage) concluiu que o IPE Saúde “precisa comunicar à população informações relevantes sobre fatos que impactam seu patrimônio, como é o caso das diversas dívidas cujo devedor é o próprio Estado, seus poderes e demais órgãos da administração indireta.”

Os apontamentos tratam, entre outros pontos, das dívidas do próprio Executivo com o IPE, como a conta relativa às contribuições da saúde incidentes sobre RPVs e precatórios; da necessidade de maior controle sobre os chamados procedimentos gerenciados e sobre cobranças feitas por prestadores; e da inexistência de acompanhamento adequado sobre os imóveis do Fundo de Assistência à Saúde (FAS) transferidos ao Estado.

Os auditores assinalam que as notas explicativas do Instituto não estão publicizadas nos seus canais de comunicação, mas apenas consolidadas no Balanço Geral do Estado, “o que dificulta o acesso à informação pela sociedade, em efetivo prejuízo do controle social.” No documento, há a recomendação para que seja mantido o registro contábil tempestivo das variações ocorridas ao longo do exercício, e que a contabilidade evidencie os fatos ligados à administração orçamentária, financeira e patrimonial, “gerando informações que permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos financeiros.”

Os trabalhos da auditoria constantes no comunicado são referentes ao exercício de 2021 e ao período entre 2 de janeiro e 5 de outubro de 2022.

Proposta para criação da Guarda Nacional está pronta e deve ser apresentada nos próximos dias, afirma Dino

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Nova corporação federal substituiria a Força Nacional de Segurança, criada em 2004

Força Nacional de Segurança foi criada em 2004, no primeiro mandato de LulaRonaldo Bernardi / Agencia RBS

AGÊNCIA BRASIL

O governo federal deve apresentar, nos próximos dias, a proposta de criação de uma Guarda Nacional permanente e de segurança pública para proteger os prédios públicos federais em Brasília e atuar em operações especiais em terras indígenas, áreas de fronteira, unidades de conservação e apoio à segurança dos Estados.

A informação é do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na noite de quarta-feira (25), em Brasília. Segundo ele, a proposta de criação da nova corporação federal foi um pedido do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deve substituir a Força Nacional de Segurança, criada em 2004, no primeiro mandato de Lula.

— Ele (presidente Lula) acha que a Força Nacional, como algo temporário, não cumpre o papel adequado. Ele próprio pediu a redação. Nós redigimos, está pronta. Será uma instituição dedicada à segurança das áreas cívicas, mas poderá atuar em áreas de fronteira, territórios indígenas e unidades de conservação. Será parecido com a Força Nacional, mas com comando próprio, com cultura, enfim — afirmou.

O ministro descartou qualquer ideia de federalizar a segurança pública do Distrito Federal, que continuará sob o comando do governo local. No entanto, a defesa de áreas sob jurisdição da União — como a Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e residências oficiais, entre outros pontos sensíveis da capital — passaria a ser atribuição da Guarda Nacional.

A ideia é que seja uma corporação civil, mas de caráter ostensivo, com ingresso por meio de concurso próprio. Atualmente, o contingente da Força Nacional é recrutado de forma episódica a partir de agentes que atuam em diferentes polícias do país.

— Vai que, em algum momento, haja um governador extremista no Distrito Federal. Então, a segurança do Congresso, do Supremo, do Palácio do Planalto, ficaria submetida aos problemas da política local? Não pode. E esse é um erro que agora o presidente Lula quer corrigir — argumentou.

Outras medidas

Além da criação da Guarda Nacional, que está no centro das propostas do chamado Pacote da Democracia, o governo federal deve sugerir mudanças legais para criminalizar condutas na internet que configurem a prática de atentado contra o Estado Democrático de Direito. 

— Ninguém pode instalar um quiosque em um shopping center e ensinar a fabricar uma bomba. Por que pode na internet? Então, terrorismo e crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser mobilizados na internet — afirmou o ministro da Justiça.

Outra medida é o aumento da pena para quem organizar e financiar atos golpistas e antidemocráticos, como os que ocorreram em Brasília no último dia 8 de janeiro.

Fragilidade humana

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Artigo:

Somos a espécie animal melhor preparada para viver sobre o planeta, segundo nossa avaliação egocêntrica, alegando nossa superioridade a todos os demais seres que vivem na Terra.

Conseguimos dominar a natureza impondo nossa vontade sobre relevo, flora e fauna, destruindo aquilo que entendemos não ser necessário à nossa existência, inclusive criando materiais novos para substituir aquilo que naturalmente já possuíamos.

Largamos nosso esgoto em qualquer córrego, rio, lago e nos oceanos, sem nenhum tratamento, por entendermos que isso não é necessário ao longo de séculos, devastamos florestas para sobrepor a agricultura e a pecuária.

Nossas cidades são uma invenção, criamos espaços artificiais para que estejamos bem, não importando se não houver nada do natural preservado, nosso concreto e asfalto se sobrepõe às árvores e plantas.

Nossa tecnologia já nos levou até o espaço e ao fundo dos oceanos, tivemos inúmeros progressos na área da preservação da vida humana, criando medicamentos e vacinas para combater as doenças que nos afetam.

Ainda inventamos o dinheiro, um meio de valorizarmos as coisas e as pessoas, sendo possível avaliar quanto custará uma nova tecnologia em bilhões, sendo que estes bilhões não existem.

Mas apesar da nossa suposta superioridade sobre a natureza, somos frágeis perante qualquer microorganismo que decida invadir nosso corpo, pois todo o aparato de medicamentos tem um limite e o surgimento de novos vírus e bactérias pode não ser controlado.

Não vamos nos iludir por vivermos num ambiente moderno e servido por toda tecnologia, nossos organismos são alvo diário de inúmeros ataques, sendo possível observar que nosso afastamento da natureza nos enfraqueceu. A solução é buscar o equilíbrio respeitando todos os seres que vivem conosco no planeta, buscando a resolução de nossos problemas sem destruir tudo que, aparentemente, seja mais fraco que os seres humanos.

Polícia Civil e Corpo de Bombeiros do RS têm novos comandantes

Governador Eduardo Leite anunciou mudanças na sede da SSP e informou a permanência do coronel Feoli à frente da Brigada Militar

Anúncio ocorreu na sede da SSP-RS, na avenida Pernambuco, em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

Correio do Povo

O governador Eduardo Leite anunciou, na tarde desta quarta-feira, mudanças na estrutura da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS), na sede do órgão, em Porto Alegre. O delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira será o novo Chefe da Polícia Civil, substituindo o delegado Fábio Motta Lopes. No Corpo de Bombeiros, o coronel Eduardo Estevam Camargo Rodrigues será o comandante, em lugar do coronel Luiz Carlos Neves Soares. O coronel Cláudio dos Santos Feoli seguirá no comando da Brigada Militar, assim como a diretora do Instituto-Geral de Polícia (IGP-RS), Marguet Inês Hoffmann Mittmann, que havia assumido interinamente em novembro de 2022 e, a partir de agora, estará à frente do cargo definitivamente.

Leite agradeceu aos servidores que deixaram os cargos e desejou sorte aos novos chefes das instituições vinculadas da Segurança Pública. “É preciso que sigamos regras de convivência e, quando não são seguidas, para isso, temos estruturas estabelecidas para fazer valer estas normas. Estão aqui os que garantem a observação destas regras”, ressaltou.

O secretário da SSP-RS, Sandro Caron, enfatizou que a tônica da equipe nesta gestão é a integração, com a busca das melhores tecnologias possíveis. “O sistema de segurança pública tem três eixos no combate à criminalidade: homicídios recorrentes do crime organizado, feminicídios e a repressão aos crimes contra o patrimônio. Todos estão no mesmo nível de prioridade e nos exige um trabalho contínuo e permanente. O sistema tem que estar forte como um todo”, frisou. Caron reiterou que o RS procurará, ainda mais, uma interação com os órgãos federais e de outros estados. “Hoje em dia, é muito comum um grupo criminoso atuar em estados diferentes e, até mesmo, fora do país. O olhar não pode ser apenas regional, é preciso trabalhar de forma integrada”, explicou. O delegado, inclusive anunciou que participará da reunião entre o ministro da Justiça, Flávio Dino, e secretários estaduais de segurança, nesta quinta-feira, para tratar de temas que beneficiarão esta integração.

Caron destacou a importância de se encontrar novas tecnologias, já que o crime “também se reinventou”. Um destes exemplos será visto no enfrentamento aos feminicídios, o tipo de morte que mais cresce nos índices apresentados pela SSP nos últimos anos. “Vai ser avaliado pelo novo chefe de Polícia Civil o aumento das estruturas de Delegacias da Mulher existentes. Foi assinado um contrato, em novembro de 2022, com uma empresa suíça para o monitoramento eletrônico do agressor. Uma ferramenta de ponta que vai funcionar na sede SSP. Quando o Judiciário determinar a aplicação de uma medida protetiva, será colocada uma tornozeleira eletrônica no agressor e, caso ele não respeite a medida, um sinal de alerta é dado à vítima e à Brigada Militar, que localizá-lo”, exemplifica o secretário.

Currículos

O delegado Sodré, 68 anos, está na Polícia Civil há 25 e atuava até o momento como delegado de Polícia Regional em Santo Ângelo. Foi diretor do Departamento de Polícia do Interior da Polícia Civil/RS, entre 2016 e 2019. Este é o maior departamento da Instituição, responsável por coordenar 29ª Regiões Policiais do Interior, com 470 municípios na sua circunscrição administrativa e operacional, atualmente 431 órgãos instalados e aproximadamente 52% de todos efetivo da Civil (atualmente 2780 policiais). Foi o titular das Delegacias de Polícia e distritos policiais nos municípios de Cerro Largo, Porto Alegre, Caxias do Sul, São Luiz Gonzaga e Santo Antônio das Missões. Esteve à frente da 13ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, sede em Santo Ângelo (primeira passagem, entre 2011 e 2015, e da 21ª Delegacia de Polícia Regional do Interior com sede em Santiago, de 2015 a 2016.

O novo comandante dos Bombeiros tem 47 anos e é natural de Porto Alegre. Coronel Estevam possui Curso Superior de Formação de Oficiais pela Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Sul (1996), Curso de Especialização em Bombeiro Militar (2001). Graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005), mestrado e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009), doutorado em Engenharia de Segurança aos Incêndios pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela PUCRS e Perícia de Incêndio pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Atualmente é coronel diretor de Ensino no Corpo de Bombeiros Militar do RS.

Cinco pessoas e um desejo em comum: ser policial militar

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ENFRENTAR A DISTÂNCIA e a saudade da família, para atingir o sonho de infância, faz parte do desafio dos novos PMs

Por Clarice Almeida Jornal Ibiá

O Rio Grande do Sul agora é a nova casa dos futuros policiais militares

Eles fazem parte do grupo formado por 268 pessoas aprovadas no concurso da Brigada Militar, em 2022, que desde agosto do ano passado, veio para Montenegro oriundo de diversas regiões do país, em busca de realizar o sonho de se tornar policial militar. O local escolhido para isso é a Escola de Formação e Especialização de Soldados (Esfes) da BM, em Montenegro. Bahia, Rio de Janeiro, Piauí, Rio Grande do Sul, a distância em quilômetros entre esses estados é grande, só não é maior que a saudade de suas famílias e o desejo de ser policial, relatam os alunos-soldados. Abdicar da vida que levavam até chegar à Escola faz parte do processo de formação.

A mais jovem do grupo, Nicoli Poliana Simionato Hackenhaar, de 19 anos, é quem está mais perto de casa. Mesmo assim, para chegar na cidade onde está a família, Nicoli precisa percorrer uma distância de mais de 400 quilômetros. São cerca de 5h de viagem de Montenegro até Três de Maio, município da região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Mas o que são 400 kms comparados com os mais de 1.600 kms que separam Lívia Silva de Oliveira, 26, de sua família? Ou ainda, os mais de 3.100 quilômetros que os alunos-soldados William Silva de Lima Valverde, de 26 anos, e Matheus Mota do Amor Divino, 25, – vindos de Salvador, na Bahia – têm de se deslocar para poder matar a saudade de casa? Contudo, ninguém melhor para falar sobre distância que o aspirante a PM Eduardo Soares Freitas Moura, de 23 anos, de Teresina no estado do Piauí. São cerca de 3.810 kms que separam Montenegro e o município onde estão os familiares de Eduardo.

Brincadeira de criança transformada em realidade
Para alguns dos jovens alunos-soldados, a escolha da profissão surgiu sem que notassem. O que era uma simples brincadeira de infância transformou-se em um desejo que cresceu junto com eles. “Quando criança assistindo ao telejornal, disse para meu pai que quando fosse adulta seria policial para prender todos os bandidos. Esse senso de justiça e vontade de ajudar ao próximo cresceu comigo”, diz Nicoli Hackenhaar.

Para Lívia de Oliveira, a admiração pela profissão também surgiu durante a infância. “Hoje, quando retorno para casa, ouço meus familiares comentando que lembram de quando eu falava que seria policial. Poder estar aqui é a realização de um sonho. O desejo de ser policial sempre existiu”, comenta Lívia.

William Silva de Lima Valverde

Inspiração de família
Para William Silva de Lima Valverde, Eduardo Soares Freitas Moura e Matheus Mota do Amor Divino, o interesse pela Polícia Militar surgiu a partir do exemplo de familiares e da vontade de construir uma carreira com possibilidades de crescimento profissional e estabilidade. “Vi na Polícia Militar a oportunidade de trabalhar, servir a sociedade e ter satisfação na profissão escolhida. Comecei a estudar em 2014, fiz muitos concursos públicos. Em 2021 obtive êxito no Paraná e em 2022 na Brigada, no Rio Grande do Sul”, revela William.

Eduardo Soares Freitas Moura

Eduardo correu atrás de seu sonho junto ao irmão, mas acabou tendo de continuar a caminhada sem ele. “Venho de uma família de militares. Meu pai é militar e outros familiares também. Estudei junto com meu irmão para a BM, fizemos todas as etapas, mas ele acabou não passando no Teste de Aptidão Física. Foi desafiador para mim, fiquei sozinho, longe da família”.

Matheus Mota do Amor Divino

Tio e prima, policiais, inspiraram Matheus, mas, antes de chegar à Brigada Militar ele passou por outra experiência. “Passei no concurso para a Marinha. Fiquei um ano no curso de formação, em Pernambuco. No primeiro momento foi um choque de realidade. Saí da vida civil para entrar na vida militar, a gente vê e sente a diferença”. Matheus percebeu que não era o que queria para seu futuro e, por isso, mudou os planos. “Eu já tinha vontade de seguir a carreira policial, só que lá o serviço é mais aquartelado e a minha vontade era de ter contato direto com o público, defender a sociedade”, diz.

Perto de realizar o sonho
O Curso Básico de Formação Policial da Brigada Militar tem sete meses de duração, com carga horária de 1.730 horas-aulas, realizadas nas modalidades de ensino a distância e presencial. O curso que começou em agosto do ano passado tem previsão de formatura para abril de 2023. Dos 268 alunos-soldados 77 são de fora do Estado.

Faltando pouco para a realização de um sonho, os alunos-soldados manifestam outro desejo, o de ter suas famílias presentes no dia da formatura. Eduardo Soares está otimista e acredita que terá seus familiares reunidos em Montenegro, mesmo sabendo que para isso seu pai terá de viajar 2.160 quilômetros de Brasília até aqui. E que para abraçar sua mãe, que residente no Amapá, ela vai ter que enfrentar 3.460 kms. “Acredito que todos vão vir. Eles sabem o quanto sonhei em estar aqui”.

“Se estou na BM, em outro Estado, longe da minha cidade natal, é por que tenho uma missão aqui. Estou exatamente onde deveria estar, na Brigada Militar. Aproveitando as oportunidades, o curso”, conclui William Silva de Lima Valverde.

De folga, guarda-vidas salva jovem de afogamento em Capão da Canoa

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Miguel Lemos virou orgulho entre colegas e herói para familiares de banhista

De folga, guarda-vidas salva jovem de afogamento em Capão da Canoa | Foto: Fabiano do Amaral

Chico Izidro Correio do Povo

O guarda-vidas civil Miguel Lemos, de apenas 25 anos, tem sido um dos orgulhos do Corpo de Bombeiros em Capão da Canoa, e por que não em todo o litoral norte gaúcho. Há cerca de dez dias, mesmo estando de folga, ele não esqueceu as suas obrigações e salvou um rapaz de se afogar nas águas da cidade litorânea. O feito lhe rendeu congratulações da Corporação e agradecimentos da família do garoto salvo por ele.

Miguel, há quatro anos na função, contou que no dia do salvamento, cumpriu seu turno pela manhã, e à tarde foi à praia com sua prancha – ele é também instrutor de surfe. “Eu estava na beira do mar, segurando a minha prancha, e mesmo de folga, nós somos treinados para manter o olhar apurado na água. Foi quando vi um jovem sendo sugado para dentro do mar depois de ter sido surpreendido por uma forte corrente de água”, relembrou. Miguel contou que olhou para a guarita, e dois colegas apitaram para avisar da situação. Então o guarda-vidas nadou com a prancha até o rapaz. “Consegui chegar até ele, que estava bem assustado, cansado, ofegante, lutando pela vida. O orientei a pegar a prancha e disse para ele ter calma, ficar tranquilo. O pessoal já vai chegar, disse”. 

E toda a ação foi filmada por Miguel, que naquele dia estava portando uma câmera Go-Pro com suporte corporal. “Acabei registrando tudo”, disse. A família do jovem de 21 anos, Jerônimo, ficou tão agradecida pelo feito, que deixou um escapulário de presente para ele em uma das guaritas. “Um gesto lindo e muito significativo para mim”, falou humildemente Miguel, talvez não entendendo a importância gigantesca de sua atitude, ao salvar uma vida. Mas seu comandante, o tenente Evandro Maurício Leal, elogiou o jovem guarda-vidas. “Ele foi perfeito. Teve um comportamento excepcional. Mesmo de folga, estava atento. O Miguel entendeu uma das mensagens que passamos nos treinamentos, que é sempre auxiliar a comunidade. A corporação está orgulhosa de ter um jovem dedicado, esperto e que se preocupa. Ele elevou o nome do Corpo de Bombeiros”, comemorou.

RS: continuidade nas chefias da BM, PC e do IGP

Vinculadas à Secretaria de Segurança Pública seguiram com seus comandantes

Mauren Xavier (interina) Correio do Povo

Comandante da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, junto com o governador em exercício, Gabriel Souza | Foto: Rodrigo Ziebell /GVG/ CP

Deverá ser confirmada na próxima semana a permanência dos chefes de três vinculadas à Secretaria de Segurança Pública: Brigada Militar (BM), Polícia Civil (PC) e Instituto Geral de Perícias (IGP). Assim, o coronel Cláudio dos Santos Feoli na BM segue como comandante-geral da BM (na foto ao lado do governador interino, Gabriel Souza, ontem em Capão da Canoa), o delegado Fábio Motta Lopes permanece como chefe da PC, e Marguet Ines Hoffmann Mittmann segue à frente do IGP.

Ao anunciar o novo secretário da SSP, Sandro Caron, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou que, neste momento não iria fazer alterações nas vinculadas da Segurança Pública. É a continuidade em uma das áreas mais delicadas de todo o governo e também um reconhecimento aos resultados obtidos pelos mesmos. 

Suspeito de participar da morte de policial militar se entrega à polícia em Gravataí

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Homem admitiu que dirigia o veículo usado na abordagem, mas disse não saber que crime seria cometido

GUILHERME MILMAN GZH

Um dos suspeitos de participar do roubo a veículo que levou à morte do policial militar Nycollas Souza dos Santos de Oliveira se apresentou à 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí, na Região Metropolitana. A prisão ocorreu na última quarta-feira (18), mas foi divulgada nessa quinta (19). 

O homem de 32 anos chegou na delegacia acompanhado de advogado. Ele já estava com o mandado de prisão preventiva decretado e era foragido durante o crime após ter rompido com a tornozeleira eletrônica.  

Segundo o delegado Guilherme Calderipe, o homem admitiu ter sido o motorista do veículo usado na abordagem, mas disse não saber que o crime seria cometido. 

Brigada Militar / Divulgação
Nycollas Souza dos Santos de Oliveira, 28 anosBrigada Militar / Divulgação

— Ele afirmou que não sabia que o amigo dele ia fazer o assalto, mas admitiu que fugiu e se escondeu por vários dias — afirma Calderipe. 

O outro suspeito morreu no dia 30 de dezembro, durante um confronto com a Polícia Civil na zona sul de Porto Alegre. Ainda conforme Calderipe, ele foi encontrado em um esconderijo e reagiu. Durante a troca de tiros, foi atingido. 

O fato ocorreu no dia 12 do mesmo mês, na Avenida Senador Nei Brito, bairro Bom Sucesso. O PM, de 28 anos, estava de folga quando foi vítima de um assalto. Ao reagir, foi baleado com dois tiros nas costas. 

Nycollas chegou a ser encaminhado ao hospital Dom João Becker, mas faleceu uma semana depois. O inquérito policial está em fase de conclusão e deve ser enviado ao Poder Judiciário nos próximos dias.