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“Este ano, não tem espaço”, diz secretária da Fazenda do RS sobre revisão geral nos salários dos servidores

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Última correção ocorreu em 2022, na casa dos 6%. Funcionalismo cobra reajuste de 12,14% para corrigir perdas acumuladas desde 2014

Gabriel Jacobsen GZH

A secretária estadual da Fazenda, Pricilla Santana, disse, na tarde desta segunda-feira (2), que o cenário fiscal do Rio Grande do Sul não permite, em 2025, conceder a revisão geral nos salários dos servidores públicos. A afirmação ocorreu durante a apresentação do Relatório de Transparência Fiscal (RTF) do 1º quadrimestre de 2025.

— O teto de gastos controla a despesa primária do Estado. A gente está pegando coisas financeiras e transformando em primário, ao construir escolas, reconstruindo estradas. Tudo isso está virando despesa primária. E revisão geral é despesa primária. Este ano, não tem espaço. Este ano está bem complexo — falou Pricilla.

A secretária acrescentou que o aumento geral de salários para os servidores do Estado poderia levar o Rio Grande do Sul a estourar o teto de gastos, levando à perda da capacidade de pagamento dos precatórios e outros prejuízos.

— E se a gente descumprir o teto de gastos? A consequência é perder as prerrogativas do Regime de Recuperação Fiscal. Uma delas é contratar as operações de crédito que estamos pagando os precatórios. E vamos desenquadrar de um outro indicador, que chama 167A da Constituição, que traz outras grandes consequências — acrescentou a secretária.

Perdas acumuladas desde 2014

A última revisão geral nos salários dos servidores estaduais foi concedida em 2022, na casa dos 6%. Desde então, outros aumentos foram concedidos a funcionários públicos gaúchos, mas distribuídos por categorias específicas.

A afirmação fiscal contraria o pedido de diversas entidades que representam os servidores estaduais e pedem uma reposição a todas as categorias. A principal demanda do funcionalismo é um reajuste de 12,14% nos salários, para corrigir perdas acumuladas desde 2014.

Soldado da Brigada Militar salva avô e neto após carro cair no rio nas Pontes do Pedroso

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Um policial militar protagonizou um ato de heroísmo na noite do último domingo (1º), ao resgatar um idoso de 72 anos e seu neto de 16, após o carro em que estavam cair de uma das pontes do Pedroso, por volta das 18h.

Segundo informações, o veículo perdeu o controle enquanto atravessava a ponte e caiu de cabeça para baixo nas águas do rio. As vítimas ficaram presas no interior do carro, em situação crítica.

Testemunhas relataram que os familiares das vítimas seguiam logo atrás em outro automóvel e presenciaram todo o acidente, em estado de desespero.

O soldado Saidelles, da Brigada Militar (2º Regimento de Polícia Montada), que também estava próximo do local, não hesitou: parou o carro, pulou da ponte e nadou até o veículo, mesmo sofrendo uma lesão no pé e no joelho durante o salto. Ainda assim, conseguiu abrir a porta do carro, retirar primeiro o adolescente e, em seguida, o idoso, já desacordado.

A comunidade começou a se mobilizar e equipes da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e SAMU foram acionadas e prestaram atendimento no local. As três pessoas foram levadas à Santa Casa de Caridade de São Gabriel, onde receberam atendimento médico e foram liberadas no mesmo dia.

O caso repercutiu na cidade como exemplo de coragem e dedicação. O gesto do soldado Saidelles foi reconhecido por colegas de farda e por moradores como um verdadeiro ato de bravura.

Coluna Ponto de Vista

AL: Comandante da PM proíbe militares de viajar de moto entre AL e estados vizinhos

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Medida foi determinada um dia após cabo da PM-AL, que mora em Sergipe, ter braço amputado em acidente de motocicleta.

Por g1 Alagoas, g1 AL e TV Gazeta

Policiais militares que trabalham em Alagoas e moram nos estados de Sergipe, Pernambuco e Bahia foram proibidos de viajar de motocicleta para ir ao trabalho ou voltar para casa. A portaria com a determinação do comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL), Coronel Paulo Amorim, foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO), na segunda-feira (26), um dia após um cabo de Alagoas sofrer um grave acidente de moto em Sergipe, ao retornar do serviço.

Segundo a portaria, os militares não podem mais sair de motocicleta do estado em que moram para trabalhar em Alagoas nem voltar de moto para casa.

“Fica terminantemente proibido o deslocamento em motocicleta, para fins de apresentação e retorno do serviço, dos policiais militares que residem nos Estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe. A medida visa à preservação da segurança dos militares estaduais, tendo em vista os riscos inerentes ao deslocamento interestadual em veículos de duas rodas, especialmente em longos percursos. O não cumprimento dessa determinação poderá ensejar responsabilização administrativa”, diz a portaria.

No último domingo (25), cabo da PM-AL Ualdo Alves Freitas, sofreu um acidente de motocicleta em Poço Redondo, em Sergipe. O policial pilotava a motocicleta e com o impacto do acidente, teve um braço amputado. Militares encontraram o braço e colocaram em uma caixa de gelo, o que possibilitou o reimplante do membro. O cabo passou por cirurgia no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), onde está internado na UTI.

A decisão repercutiu entre os militares. O presidente da Associação dos Militares do Estado de Alagoas (AMEAL) se reuniu com o comandante da PM e apresentou algumas medidas para minimizar os impactos da determinação.

“Sugeri ao comandante que, dentro da possibilidade, cobre ao estado uma van, um ônibus que faça o mesmo itinerário que é feito em Maragogi, de Maragogi para Recife, que tenha um ônibus de Delmiro para Aracaju, pegando o pessoal daquela rota para que a gente consiga dar segurança. Paralelo a isso, sugeri também a questão de viaturas para que militares se desloquem em segurança”, disse o presidente, sargento José Erionaldo da Silva.

Ainda segundo ele, o comandante disse que deve rever a determinação e que até a próxima sexta-feira (30) a portaria seja analisada novamente.

A OAB-AL se manifestou sobre o assunto. Para a Comissão de Estudos Constitucionais, a medida afeta os diretos de igualdade e de liberdade dos servidores da PM.

“No momento em que a polícia proíbe o deslocamento de servidores militares para suas casas, que residem nos estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe, e não estende essa normativa para os servidores que residem aqui ou em outros estados, ela cria situação distintas e se coloca em grau de disparidade”, alegou Vilmário Wanderley, presidente da comissão.

Ele orientou que quem se sentir prejudicado, pode buscar instituições ou meios jurídicos para rever a normativa.

Associação dos Militares do Estado de Alagoas — Foto: Reprodução/Tv Gazeta

Associação dos Militares do Estado de Alagoas — Foto: Reprodução/Tv Gazeta

Hospital da Brigada Militar reinaugura mais uma edificação.

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Dando continuidade a uma série de reformas, o Departamento de Saúde festejou a edificação da Capela do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

As melhorias e adequações foram possíveis graças a vários colaboradores e o aporte foi disponibilizado mais uma vez pela Rede de Farmácias São João, com a interveniência do Comando da Legião Altiva da Brigada Militar. 

Nesta quinta-feira 29/05, foi realizada uma missa que foi celebrada como marco na retomada das atividades.

Paralelo a celebração da missa, o Diretor do Departamento de Saúde da Brigada Militar, Coronel Régis Reche, com a presença de civis e militares, entregou a medalha de reconhecimento ao Diretor Operacional da Rede de Farmácias São João, Sr. Laerti de Siqueira.

A missa foi celebrada pelo Capelão Honorífico da Brigada Militar Alexandre Chaves

A Rede de Farmácias foi responsável anteriormente por investimentos na monta de aproximadamente um milhão de dólares, auxiliando na reforma e revitalização do hospital, que corresponde a 3,5 mil m² de troca do telhado do prédio, anfiteatro, pronto atendimento, caldeira e reforma do 3º andar para a cardiologia e hemodinâmica assim como 08 quartos e 16 novos leitos, onde também foi contemplada a reforma da capela.

Estiveram presentes, além do Diretor do Departamento de Saúde da BM, Coronel Régis Reche;  a Ten. Cel Mara Rosane Vargas e Silva, Diretora Geral do HBM- Porto Alegre, o Diretor de Operações da Rede de Farmácias São João, Sr. Laerti de Siqueira; o Subcomandante da Legião Altiva da Brigada Militar Cel. RR. Marco Antônio Moura dos Santos; Gilson Noroefé, Diretor-Presidente da Rede ABC da Segurança Pública – JCB e Secretário Darci Homen e Dieny Pilar, legionária responsável pela participação da Rede São João na parceria com a Brigada Militar.

Assista entrevista das autoridades:

Brigada Militar forma primeira turma do Curso de Especialização em Inteligência Policial

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Iniciativa aprimora conhecimentos técnicos e operacionais e fortalece o Sistema de Inteligência da Brigada Militar

Em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira (30/5), no Salão Nobre do Comando-Geral da Brigada Militar, em Porto Alegre, foi celebrada a formatura da 1ª Edição do Curso de Especialização em Inteligência Policial. A solenidade coroa um importante avanço na capacitação dos profissionais da área de inteligência da corporação.

O curso, promovido pela Agência Central de Inteligência (PM2) da Brigada Militar, teve início no dia 28 de abril e contou com uma carga horária de 370 horas/aula. A formação teve como foco principal qualificar agentes de inteligência para atuação plena e eficiente na segurança pública.

A iniciativa visou não apenas aprimorar os conhecimentos técnicos e operacionais, mas também fortalecer o Sistema de Inteligência da Brigada Militar (SIBM). Durante a formação, foram abordados temas fundamentais, como a metodologia de produção de conhecimento, operações de inteligência, técnicas de contrainteligência e fundamentos da atividade de inteligência.

“Entendo este como um momento histórico. Procuramos abranger todos os aspectos da inteligência para que todos os militares que estão se formando possam utilizar as melhores práticas em suas regiões”, destacou o tenente-coronel Moggar Frederes de Mattos, Chefe da PM2.

O curso reuniu policiais militares que atuam nas agências de inteligência em diferentes regiões do estado e, de forma estratégica, também incluiu profissionais de inteligência de outras polícias militares do país. Essa integração visa promover uma cultura de compartilhamento de informações, padronizar metodologias e potencializar o assessoramento dos comandos regionais e unidades operacionais.

Durante a cerimônia, os formandos receberam seus certificados e foram homenageados pelo empenho e dedicação. A lista de concluintes inclui oficiais e praças, o que demonstra a importância de nivelar o conhecimento em todos os escalões da corporação.

“Além de representar um mérito individual dos militares, por óbvio, simboliza o fortalecimento contínuo da Brigada Militar. O que celebramos hoje é uma amostra do nosso compromisso com a segurança pública”, ressaltou o coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, Chefe do Estado-Maior da Brigada Militar, em sua fala final.

Texto: Matheus Martins/jornalista – servidor civil/PM5-BMRS;
Foto: Sd Morch/PM5-BMRS.

Secretário de Segurança do RS promete reforçar efetivo das delegacias da mulher e patrulhas da BM para conter feminicídios

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Sandro Caron foi um dos convidados do evento Tá na Mesa, realizado pela Federasul nesta quarta-feira para debater o tema

Leticia Mendes GZH

escassez de efetivo em Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e casos de demora no atendimento às vítimas de violência doméstica, como apontados pela reportagem do Grupo de Investigação da RBS (GDI) no mês passado, estiveram entre os aspectos abordados durante o evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul nesta quarta-feira (28), em Porto Alegre. 

Em coletiva à imprensa — antes do início do debate sobre feminicídios —, o secretário de Segurança Pública do Estado, Sandro Caron, comprometeu-se a reforçar o efetivo policial nessa área, tanto na Polícia Civil, como na Brigada Militar.

— Hoje, a maior prioridade em respeito à segurança pública no RS é, obviamente, o combate à violência doméstica. Então, a gente vai dar uma atenção muito, muito, muito grande. A gente sabe que investimentos e equipamentos são importantes, mas também o incremento de pessoas para atuar nessa área, tanto na BM, como na Civil — disse o secretário.

No plantão da 1ª Delegacia da Mulher de Porto Alegre, onde, segundo a reportagem do GDI, entre fevereiro e abril 307 mulheres desistiram de registrar boletim de ocorrência, segundo a Polícia Civil houve reforço no efetivo. 

Diretora do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis, a delegada Tatiana Bastos, que assumiu o cargo neste mês, afirmou na coletiva que houve aumento do número de policiais por equipe de atendimento: 

— Dois dias antes de eu tomar posse, nós já colocamos um a mais em cada equipe, e até o final deste mês, colocaremos mais um. Então, ficarão seis policiais por equipe, o que, de acordo com as resenhas de plantão diárias que estou acompanhando, com seis servidores a gente conseguirá não só dar um bom atendimento, mas também garantir que o policial possa sair de férias, tirar folga, se alguém se afastar, não vai ter um prejuízo.

Um processo administrativo (PROA) que tramita desde janeiro, aberto pela direção da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), aponta que as equipes de plantão na 1ª Deam precisam ter oito policiais. 

Segundo Caron, a expectativa é de que com a formação de 720 agentes num concurso em andamento pela Polícia Civil será possível fazer incremento nesta área.

Com os concursos que estão em andamento, vamos ter que fazer incremento de pessoas para atuar nessa área. Temos duas turmas em formação na BM, até dezembro, e já, ano que vem, entram turmas do concurso em andamento. Em relação à PC, temos concurso em andamento, quase publicando editais. A perspectiva é de que, no início do ano que vem, eles façam a formação e em poucos meses já estejam integrando as estruturas.
SANDRO CARON

Secretário de Segurança Pública do RS

Foco nos agressores

Na Brigada Militar, conforme Caron, um dos intuitos é expandir a atuação das Patrulhas Maria da Penha, atualmente presentes em 114 municípios. Nessa linha, uma estratégia que a secretaria pretende consolidar é a de ter um trabalho mais voltado aos agressores, e não somente à fiscalização do cumprimento das medidas com visitas às vítimas. 

— A gente avaliou, com o olhar policial operacional, que o agressor também tem que entender que está sendo acompanhado pela Brigada e pela Polícia Civil. Desde março, as Patrulhas Maria da Penha, que faziam regularmente visitas às vítimas, passaram a fazer visitas ao agressor. Claro que, para isso, precisa de mais efetivo. Tenho que acolher e proteger as vítimas, mas também tenho que punir severamente o agressor — afirmou o secretário.

Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Ministério Público do Rio Grande do Sul

  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
  • Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações acesse: https://www.mprs.mp.br/atendimento/

Polícia Penal forma 383 novos servidores penitenciários no RS

Cerimônia de formatura foi realizada nesta terça-feira na PUCRS, em Porto Alegre

Correio do Povo

O governo do Estado realizou nesta terça-feira (27) a formatura de 383 novos servidores, que vão integrar o quadro da Polícia Penal. A solenidade ocorreu no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica ica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre.

Entre os novos servidores, ingressam no quadro da Polícia Penal 321 agentes penitenciários, 51 agentes penitenciários administrativos e 11 técnicos superiores penitenciários. Todos foram aprovados no concurso realizado em 2022 e empossados neste ano. Eles passaram pelo Curso de Formação Profissional, organizado pela Escola do Serviço Penitenciário (ESP) e com duração de aproximadamente três meses.

Presente na solenidade, o governador Eduardo Leite, destacou a importância do papel dos servidores penitenciários.

“Seguiremos investindo na Polícia Penal, tanto em equipamento como em fortalecimento do efetivo, com a convicção de que segurança se faz com estrutura, mas também com dignidade para quem está na linha de frente”, afirmou Leite.”

Para o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, a chegada de novos servidores faz parte do processo de fortalecimento do sistema penal gaúcho. “O Estado investe em estruturas e equipamentos, mas também naqueles que vestem a farda e assumem o dever público com coragem e compromisso. Com inteligência, investimento e integração, hoje nós estamos entregando para a Polícia Penal esses jovens servidores. Mais do que garantir a ordem, esses profissionais são fundamentais para transformar realidades, e valorizar quem atua no sistema é garantir um serviço público mais eficiente e humano”, disse Pozzobom.

Em abril deste ano o estado realizou a formatura de outros 41 agentes penitenciários e de uma agente penitenciária administrativa. Segundo o governo do Estado, desde 2019 foram chamados mais de 4 mil aprovados em concursos públicos para o quadro da instituição.

Senado aprova PEC que dá mais autonomia para guardas municipais e agentes de trânsito

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PEC incorpora as guardas municipais e os agentes de trânsito à segurança pública dos entes federativos. Texto segue para aval da Câmara dos Deputados.

Por Vinícius Cassela, g1

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (27), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante mais autonomia para guardas municipais e agentes de trânsito.

A proposta foi aprovada por unanimidade: 65 votos favoráveis, nos dois turnos. Eram necessários, no mínimo, 49.

🔎O texto segue para a deliberação da Câmara dos Deputados que, atualmente, também discute um texto parecido, proposto pelo governo federal — a chamada PEC da Segurança (entenda mais abaixo).

➡️A proposta aprovada pelo Senado incorpora as guardas municipais e os agentes de trânsito à segurança pública dos entes federativos — lista composta, atualmente, por policiais civis, militares, bombeiros, policiais penais, policiais rodoviários federais e policiais federais.

Além disso, o texto ainda possibilita que as guardas municipais façam:

  • policiamento ostensivo e
  • colaborem com ações e políticas de segurança.

Além de permanecer com as funções de proteção de bens, serviços e instalações, que já está previsto atualmente.

➡️O texto ainda inclui na definição de “segurança viária” o policiamento de trânsito.

Outra possibilidade de mudança é na nomenclatura, retirando o termo “guarda” e incorporando “polícia”, criando assim a “Polícia Municipal”.

PEC da Segurança

Em abril, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Casa Civil protocolaram a PEC da Segurança para tramitação na Câmara dos Deputados.

➡️Entre as proposições previstas, já estavam a possibilidade de transformação das guardas em polícias, a incorporação à pasta da segurança e a possibilidade de policiamento ostensivo.

A diferença entre os textos está na incorporação de agentes de trânsito, já que essa possibilidade não foi aventada na PEC proposta pelo governo.

O Palácio do Planalto aposta na PEC da Segurança Pública como um dos mecanismos para estancar a queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governo também enxerga a medida como um possível trunfo eleitoral, à medida que a segurança pública se torna mais relevante nas pesquisas de intenção de voto para 2026.

Entre outros pontos, a PEC:

  • dá maior poder à União para estabelecer diretrizes de atuação das forças de segurança no país e a política nacional de segurança. É um mecanismo, de acordo com o Ministério da Justiça, para padronizar ações e integrar polícias e guardas municipais;
  • amplia o escopo de atuação da Polícia Federal, assegurando que a corporação terá competência para investigar milícias e crimes ambientais — hoje, segundo o ministro, a PF já atua nessas áreas, mas somente quando há federalização dos casos ou quando há decisão judicial;
  • amplia as competências da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que passaria a ser chamada de Polícia Viária Federal e teria como responsabilidade o patrulhamento de ferrovias, hidrovias e rodovias.

🔎 Atualmente, o governo federal é responsável por ações de defesa nacional, enquanto a maior parte das atribuições de segurança cabe aos governos estaduais com suas polícias civis e militares.

Brigada Militar aposta em tecnologia e inteligência artificial para combater o crime

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De acordo com a BM, com a ajuda de câmeras, em Porto Alegre, o número de veículos roubados por dia caiu de 40, em 2016, para 1,8, em abril de 2025

Correio A Brigada Militar tem intensificado o uso de tecnologia para reforçar a segurança pública. Câmeras corporais, videomonitoramento inteligente, drones operacionais e testes com reconhecimento facial estão entre os recursos que já mostram resultados: em Porto Alegre, o número de veículos roubados por dia caiu de 40, em 2016, para 1,8, em abril de 2025.

Segundo o tenente-coronel Cristiano Moraes, do Centro Integrado de Operações (Copom), a inteligência artificial já auxilia diretamente em prisões. Com cerca de 2,7 mil câmeras e mil câmeras corporais em operação, o sistema detecta automaticamente situações suspeitas e envia alertas em tempo real às viaturas.

As câmeras corporais, com GPS e gravação de áudio e vídeo, geraram quase um milhão de registros em oito meses, contribuindo para a transparência das ações policiais. Drones também são usados em eventos e ações táticas, com transmissão ao vivo para o Copom.

O cercamento eletrônico tem sido decisivo na recuperação de cerca de 60% dos veículos roubados na capital. Toda a comunicação entre os agentes e a central é protegida por criptografia e passou a ser registrada digitalmente após um investimento de R$ 1 milhão.do Povo

Segurança será bandeira vitrine do governo de Eduardo Leite

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Em sua manifestação no seminário, o governador defendeu o combate da criminalidade sem abuso de violência

Taline Oppitz Correio do Povo

O governador Eduardo Leite (PSD) foi um dos painelistas do II Seminário Internacional sobre Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, nesta segunda-feira, em São Paulo. O encontro, um dos maiores do país sobre o tema, reúne especialistas, juristas e autoridades, é organizado pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa.

Em sua manifestação, Leite afirmou ser viável combater a criminalidade sem abuso de violência. “O enfrentamento ao crime não pode ser feito à base de discursos fáceis ou soluções autoritárias que só aprofundam o problema. É possível ser firme, eficiente e democrático na segurança. É isso que o Rio Grande do Sul está demonstrando”, disse.

Leite destacou que há como adotar uma postura firme no combate ao crime organizado sem ceder a políticas autoritárias. A segurança é um dos temas sobre os quais Leite fala com desenvoltura e tranquilidade, em função dos avanços concretos viabilizados por meio do programa RS Seguro.

Não por acaso, a intenção é a de que a área da segurança se torne uma vitrine da gestão gaúcha para o país e seja uma das bandeiras de Leite nos movimentos de reforço de sua projeção nacional visando viabilizar o sonho de disputar o Planalto em 2026. Ou em 2030.

O programa colocado em prática no Rio Grande do Sul de fato vem apresentando uma sucessão de quedas nos indicadores de crimes como homicídios, roubos e furtos de veículos.

O calcanhar de Aquiles são os feminicídios, que, recentemente, no feriado de Páscoa, colocaram o Rio Grande do Sul em manchetes nacionais, em função dos dez casos registrados em apenas quatro dias. As dificuldades no enfrentamento da violência contra as mulheres não é uma exclusividade gaúcha e se espalha pelo país.