Início Site Página 29

Cobrado por segurados, IPE Saúde prepara acordos com hospitais e novo sistema de credenciamentos

0

Instituição teve reforma há dois anos, mas ainda sofre queixas de usuários por problemas em atendimentos

Paulo Egídio GZH

Dois anos depois de a Assembleia Legislativa aprovar a reforma que reajustou as contribuições e a coparticipação em consultas e exames, o IPE Saúde ainda enfrenta cobranças de usuários para melhorar os atendimentos. Com orçamento de cerca de R$ 4 bilhões ao ano, o instituto presta assistência a 860 mil servidores públicos do Rio Grande do Sul, dos quais a maioria já está aposentada, e a seus dependentes.

A defasagem afeta principalmente segurados do Interior, que relatam dificuldades no acesso a consultas, exames e procedimentos médicos. Em Porto Alegre, usuários sofrem com a restrição de atendimentos em razão da sobrecarga geral da rede de saúde. 

Diante do quadro, a reivindicação por melhoria nos atendimentos foi incluída como mote dos protestos do funcionalismo estadual, ao lado da pedida por reajuste salarial. Após manifestação em frente à sede do instituto em Porto Alegre, no dia 16 de maio, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) e a Frente dos Servidores Públicos (FSP) organizam agora uma série de atos regionais em Santo Ângelo, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas, reclamando do que chamam de “sucateamento”.

O presidente do IPE Saúde, Paulo Afonso Oppermann, reconhece que há “rarefação” de médicos credenciados em algumas regiões do Estado, como a Campanha e Fronteira. Por outro lado, afirma que o instituto está prestes a implementar um novo programa de credenciamento de profissionais, que levará em conta critérios demográficos.

— Serão lançados editais públicos para levar médicos para onde temos agruras como a falta de profissionais ou problemas de cobranças indevidas — relata Oppermann.

Em paralelo, o instituto trabalha em um projeto de longo prazo para o recredenciamento dos hospitais conveniados, também por meio de editais.

Acordos com hospitais

A principal causa de restrições a usuários do IPE Saúde nos hospitais é a inconformidade de algumas instituições com as novas tabelas de remuneração, editadas no ano passado. Desde então, o assunto é discutido judicialmente.

Em gesto recente, o IPE disponibilizou R$ 100 milhões de seu orçamento para tentar fazer um acordo com os 18 hospitais litigantes, no intuito de encerrar a contenda, e as negociações progrediram.

Ainda está em discussão um segundo acordo para ampliar a remuneração de hospitais que oferecem serviços específicos, e que, por isso, têm custo maior de operações. Um exemplo é a Santa Casa da Capital, centro de referência em transplantes no Brasil.

O presidente do IPE Saúde diz que os casos de falha em atendimentos não são “percentualmente significativos”, mas pede que sejam registrados pelos usuários na ouvidoria da instituição:

— Estamos analisando as queixas específicas e tomando providências quando identificamos uma conduta fora do esperado — garante Oppermann.

Aliás

Se ainda não se refletiu na melhoria dos atendimentos, a reforma do IPE Saúde conseguiu equilibrar o caixa da instituição, que chegou a ter uma dívida superior a R$ 600 milhões e um déficit corrente de R$ 36 milhões mensais em seu pior momento.

Os concursos públicos para o CSPM e CBOS são retomados

0

O Departamento Administrativo da BM comunica a imediata retomada do calendário normal dos concursos para o CSPM e CBOS, tendo em vista a decisão da 4ª Câmara Cível do TJ/RS, que atendendo ao agravo de instrumento interposto pelo Estado suspendeu os efeitos da tutela de urgência anteriormente deferida para a suspensão dos certames.

Veja aqui a íntegra da decisão:

Decisão TJRS sobre CSPM e CBOS

FONTE: BRIGADA MILITAR

BRASÃO BM – Foto: Comunicação Social 3º RPMON

Arma antidrone com tecnologia militar será utilizada por polícia do RS para neutralizar crimes em presídios; entenda

0

Equipamentos foram apresentados nesta sexta-feira junto dos mais de 250 veículos e uma aeronave recém-adquiridos pelo governo do Rio Grande do Sul

Gabriel Jacobsen GZH

Polícia Penal gaúcha passou a contar, nesta sexta-feira (23), com as suas primeiras armas antidrone para tentar frear a remessa de celulares, armas e outros materiais ilícitos para dentro de presídios. Os equipamentos foram apresentados no começo da tarde junto dos mais de 250 veículos e uma aeronave recém-adquiridos pelo governo do Rio Grande do Sul.

As três armas serão utilizadas nas cadeias gaúchas onde há mais relatos de aproximação de drones. Segundo dados de dezembro de 2024, o Estado conta com 84 presídios e penitenciárias de regime fechado e outras 17 de regime semiaberto.

— O kit antidrone possui tecnologia militar que neutraliza essas ações criminosas. Possui todos os níveis de contramedida. É um equipamento utilizado inclusive pela Otan na Guerra da Ucrânia — explicou Gustavo Stupp, chefe da Seção de Material Bélico da Polícia Penal gaúcha.

Como funciona o equipamento

Segundo Stupp, o que a arma faz é, utilizando a emissão de frequências específicas, interferir no contato entre o operador do drone e o dispositivo que está voando. Assim, com o uso do kit, os policiais penais poderão fazer o drone pousar imediatamente ou retornar ao ponto de decolagem.

— O kit antidrone tem a capacidade de neutralizar o drone, e o operador (da arma antidrone) pode fazer o drone retornar a sua origem para a gente possa localizar tanto o material ilícito quanto o piloto do drone — acrescentou Stupp.

Cada um dos kits antidrone custou ao Rio Grande do Sul R$ 1,4 milhão. O equipamento já é usado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e por agentes de segurança de SP e MG.

O equipamento comprado pelo governo gaúcho é o DroneGun Tactical, da empresa Droneshield. Em seu site, a empresa promete que o dispositivo “oferece uma contramedida segura contra uma ampla gama de ameaças de sistemas aéreos não tripulados (por exemplo, drones), sem causar danos (…) ao ambiente circundante”. O kit ainda inclui bloqueador de sinal portátil que pode neutralizar aeronaves em ambientes críticos.

Gabriel Jacobsen / Agência RBS
Equipamento intercepta sinal entre drone e o operador da aeronave não tripulada.Gabriel Jacobsen / Agência RBS

Novo helicóptero e viaturas

Nesta sexta, além desses equipamentos, foram entregues às forças de segurança pública do Estado um helicóptero e 242 viaturas para a Brigada Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e o Instituto-Geral de Perícias. Também foram entregues 29 viaturas-cela semiblindadas, oito ônibus, um guincho para a Polícia Penal.

Dos cerca de R$ 140 milhões investidos nesses equipamentos, R$ 49 milhões vieram do Fundo do Plano Rio Grande — dinheiro destinado à reconstrução do Estado após as enchentes.

Brigada Militar recebe 159 viaturas e reforça policiamento em 52 cidades

Renovação da frota e equipamentos qualificam atuação dos policiais

Deslocamentos mais rápidos, operações mais eficazes e melhor proteção tanto para os agentes quanto para os cidadãos. Estas são algumas das melhorias que proporcionam as novas 159 viaturas entregues na manhã desta sexta-feira (23/5) pelo Governo do Estado à Brigada Militar.

A solenidade contou com as presenças do governador Eduardo Leite, do secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel PM Cláudio dos Santos Feoli, do secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, entre outras autoridades. A entrega ocorreu na Avenida Padre Cacique, 1.365, Porto Alegre.


Com esse investimento, o governo do Estado reafirma seu compromisso com a valorização das instituições de segurança e o fortalecimento do policiamento ostensivo, aproximando as forças de segurança das necessidades reais das comunidades gaúchas, afirma o governador Eduardo Leite. A renovação da frota e a incorporação de equipamentos modernos visam qualificar a atuação das forças policiais, melhorando a capacidade de resposta e o patrulhamento ostensivo, enfatiza o comandante coronel PM Feoli.

Mais instituições

Ao todo, além de helicópero para a Polícia Civil, foram entregues 280 viaturas, armamentos e equipamentos beneficiando todas as instituições de segurança do Estado, em um investimento total de cerca de R$ 140 milhões. Para a Secretaria de Segurança Pública (SSP), estão sendo destinadas 242 viaturas: 190 para a Brigada Militar, 39 para o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), nove para o Instituto Geral de Perícias (IGP), três para a Polícia Civil e uma para o órgão central da SSP.
Os novos veículos irão contemplar as forças de segurança em 62 municípios. Além disso, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Geral de Perícia e Brigada Militar estão sendo contemplados ainda com equipamentos como armamentos, escudos balísticos, botes, roupas neoprene, luvas de combate à incêndio e outros itens que totalizam mais de 4,2 mil unidades. Já a Polícia Penal, vinculada à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, está recebendo 29 viaturas-cela semiblindadas, oito ônibus, um guincho e três kits de tecnologia anti-drone.


Texto: jornalista Marcelo Miranda – servidor civil/PM5/Brigada Militar

 Foto: PM5

Brigada Militar recebe 159 viaturas e
 reforça policiamento em 52 cidades
Brigada Militar recebe 159 viaturas e
 reforça policiamento em 52 cidades

SSP-RS institui grupo de trabalho para elaboração de um Programa de Atenção a Saúde Mental dos Servidores da Segurança Pública

0

O Secretário de Segurança Pública do RS publicou portaria em 15 de maio de 2025, a criação de um Grupo de Trabalho com a finalidade de apresentar uma proposta de Programa de Atenção a Saúde Mental dos Servidores da Segurança Pública.

Assunto: Portaria
Processo: 25/1200-0000512-3
Portaria nº 063/2025 – SSP/RS

O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA, no uso das atribuições legais,

RESOLVE:

Art. 1º Designar os servidores de carreira abaixo nominados para comporem Grupo de Trabalho, tendo como finalidade a apresentação de proposta de implantação de Programa de Atenção à Saúde Mental dos Servidores da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul:

I – Ten Cel PM Diego Garay Terra, ID 2775093 – Brigada Militar, na qualidade de Presidente;

II – Ten Cel Méd PM Denise Alves Riambau Gomes, ID 2889005 – Brigada Militar;

III – Maj Méd PM Claudia Ferrão Vargas, ID 288939 – Brigada Militar;

IV – Maj Dent PM Simone Torri, ID 2889200 – Brigada Militar;

V – Cap QOEM Fernando José Vieira, ID 4674499 – Corpo de Bombeiros Militar;

VI – Cap QOEM Barbara Siteneski de Oliveira, ID 4843487 – Corpo de Bombeiros Militar;

VII – Perita Criminal Fernanda Rafaela Jardim, ID 3094499 – Instituto-Geral de Perícias;

VIII – Perito Médico-Legista Andréa Goya Tocchetto Osowski, ID 4467256 – Instituto-Geral de Perícias;

IX – Delegada de Polícia Rosane Oliveira de Oliveira, ID 2430363 – Polícia Civil;

X – Comissária de Polícia Dirlene Zolim da Rocha, ID 2709546 – Polícia Civil;

XI – Inspetor de Polícia Gilson Flehr Medeiros, ID 3634183 – Polícia Civil.

Art. 2º O Grupo de Trabalho reunir-se-á em data e local a serem ajustados entre os membros e o Departamento Administrativo da SSP, devendo apresentar a proposta de Programa no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da publicação desta Portaria.

§ 1º A SSP, por meio do Departamento Administrativo, dará o suporte necessário ao desenvolvimento dos trabalhos.

§ 2º A servidora indicada no inciso VI ficará disponível para os trabalhos da Comissão em regime de dedicação exclusiva durante os 30 dias previstos para a conclusão dos trabalhos, a fim de secretariar os trabalhos.

Art. 3º A participação no Grupo de Trabalho não será remunerada e a participação contará como atividade administrativa a bem do serviço público.

Art. 4º Para o desenvolvimento dos trabalhos, o Grupo de Trabalho poderá demandar informações que sejam necessárias diretamente os Órgãos vinculados.

Art. 5º A proposta final, apresentada na forma de Relatório, deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:

I – Diagnóstico da demanda de atenção à saúde mental dos servidores da SSP/RS e dos Órgãos vinculados, considerando as estruturas e serviços hoje existentes e as necessidades de atendimento;

II – Ações necessárias para que se estruture um sistema de atenção à saúde mental dos servidores da segurança pública, por meio de criação e adequação de estruturas, estabelecimento de protocolos e outras ações;

III – Minuta de Estudo Técnico Preliminar (ETP), de Termo de Referência (TR) e de contrato administrativo voltado à cobertura da demanda apurada no Diagnóstico (inciso I), devendo a prestação dos serviços englobar atendimento psiquiátrico e psicológico, bem como ações de promoção em saúde mental, tais como palestras e orientações voltadas ao bem-estar dos servidores;

IV – Estimativa de custos para a implantação do previsto no inciso III.

Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

SANDRO LUCIANO CARON DE MORAES

Secretário da Segurança Pública

Publicado a partir da página: 121

Hugo Motta diz que PEC da Segurança deve ser aprovada na CCJ até junho

0
Presidente da Câmara conversou sobre o cronograma de votação com o deputado Paulo Azi, presidente da Comissão de Constituição e Justiça

Da CNN 20/05/2025 às 19:40 | Atualizado 20/05/2025 às 19:40

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PP), afirmou na segunda-feira (19) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública deve ser aprovada até junho na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A previsão foi acordada com o presidente do colegiado, deputado Paulo Azi (União-BA).

“Conversei com o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi, e acredito que até junho a PEC da Segurança estará aprovada na comissão. Depois, criarei uma comissão especial para analisar a matéria”, afirmou Motta no X (antigo Twitter).

Ele também defendeu que a PEC seja tratada com “competência” e reafirmou a prioridade do tema. “Precisamos enfrentar o tema com competência, não para lacrar em redes sociais. Daremos total prioridade a essa agenda, que é urgente para o Brasil”, declarou.

A proposta foi enviada pelo governo à Câmara em 24 de abril. A PEC é uma das maiores prioridades do Executivo, mas enfrenta resistência de parlamentares da oposição e de governadores que temem a perda de autonomia dos estados na área de segurança.

Nesta quarta-feira (21), a CCJ tem prevista audiência pública com o ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, responsável por articular o texto da PEC.

O relator da proposta é o deputado Mendonça Filho (União-PE), que foi ministro da Educação durante o governo de Michel Temer (MDB). Os deputados vão analisar, na CCJ, a admissibilidade e constitucionalidade das mudanças.

A proposta busca estabelecer diretrizes para uma atuação coordenada entre União, estados e municípios no combate à criminalidade. A intenção é aumentar a integração federal e os entes.

Entre as mudanças, a PEC inclui o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal e atualiza as competências das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), além de ampliar as atribuições das guardas municipais.

Se for aprovada na CCJ, a PEC seguirá para uma comissão especial criada especificamente para o debate da matéria. Depois, ainda precisará ser aprovada no plenário em dois turnos.

Mais Recentes da CNN

A Violência Velada na Política: O Impacto sobre os Militares, a luta pela voz e o Debate Democrático

0

Por: Marco Antônio Moura dos Santos – Coronel QOEM Res

A luta pela liberdade e pelo reconhecimento dos direitos fundamentais é uma jornada que nunca deve ser subestimada. O que muitos consideram impensável ainda está à espreita nas sombras da política brasileira: a limitação dos direitos dos militares, uma questão que ressoa profundamente em nossa democracia.

Desde a introdução do Projeto de Lei Complementar nº 112/2021, que visa reformar o Código Eleitoral, o debate acerca da elegibilidade dos militares tem ganhado destaque. Embora a proposta busque modernizar a legislação, ela traz em seu cerne, entre outros temas, a proposta de uma “quarentena” de quatro anos após o afastamento de funções públicas, não apenas para os militares, mas também para policiais e juízes. Essa restrição, ainda não aprovada e fora das normas atuais, levanta um alerta sobre o futuro desses cidadãos na participação política.

À medida que a sociedade se distrai com questões cotidianas, como quem será o próximo treinador da seleção nacional ou como se dará o carnaval do ano seguinte, é vital que olhemos para a realidade que se desenha. Estamos diante de uma forma de “violência velada política”, que se manifesta principalmente contra os militares e policiais, mas que, na verdade, reflete uma postura repressiva em relação aos direitos de todos os cidadãos.

A Violência Política: Visível e Invisível

A violência política se apresenta de diversas formas, tanto aberta quanto sutil. A violência explícita é clara: agressões físicas, ameaças e ataques cibernéticos são exemplos visíveis que não podem ser ignorados. No entanto, a violência velada, aquela que opera nas entrelinhas da sociedade, é muitas vezes mais insidiosa. Ela se infiltra no psicológico, no econômico e até no simbólico, tornando-se difícil de identificar e, portanto, de combater.

Essa forma de violência é caracterizada por desqualificações, intimidações e a perpetuação de estereótipos que marginalizam certos grupos. O que começa como uma negação de direitos pode evoluir para um ciclo de opressão que silencia vozes essenciais no debate político. Como disse Hannah Arendt[1], a violência surge na ausência de poder legítimo e se revela como um instrumento destrutivo.

O Impacto da Exclusão

Quando impomos restrições a grupos específicos, como os militares, estamos não apenas silenciando indivíduos, mas também negando a pluralidade essencial para uma sociedade democrática saudável. Essa exclusão cria um ambiente hostil que desestimula a participação ativa e o engajamento cívico, crucial para o fortalecimento de nossas instituições.

A normalização dessa violência velada transforma injustiças em algo aceitável. Quando as vozes são silenciadas, a diversidade de opiniões também é abafada, e assim, a sociedade perde a capacidade de se unir em torno de causas comuns.

Construindo um Futuro Inclusivo

Diante desse cenário, é imperativo que nos unamos em defesa dos direitos políticos de todos os cidadãos, incluindo os militares. Precisamos de espaços onde o diálogo floresça, onde a diversidade de opiniões seja celebrada e onde todos possam contribuir para a vida política do país.

Como Arendt sugere, devemos promover uma participação ativa e engajada, não apenas nas urnas, mas também em movimentos sociais e organizações da sociedade civil. É essencial que cada voz seja ouvida e respeitada, pois é na diversidade que encontramos a força para enfrentar os desafios que se apresentam.

O Caminho a Seguir

A luta contra a violência velada na política exige coragem e determinação. É um convite à reflexão sobre como podemos criar um ambiente mais justo e equitativo. Devemos desnaturalizar práticas opressivas e fomentar um debate público educacional que ilumine as sutilezas da violência velada.

Além disso, precisamos de mecanismos que responsabilizem aqueles que perpetuam essa violência, mesmo quando suas ações não são claramente criminosas. Apoiar as vítimas e garantir que suas vozes sejam ouvidas é fundamental para quebrar o ciclo do silêncio.

Em resumo, a mensagem de Arendt nos inspira a construir um espaço público vibrante, onde o diálogo e o respeito pela pluralidade são pilares. A verdadeira força da democracia reside na capacidade de cada cidadão contribuir, e é nossa responsabilidade garantir que ninguém fique à margem.

Portanto, não podemos aceitar com indiferença a exclusão de vozes fundamentais na política. Vamos nos unir e lutar por um futuro em que todos tenham a oportunidade de serem ouvidos e de participar ativamente da vida pública. JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES!


[1] Para entendermos melhor os fenômenos da violência e do poder, torna-se importante verificarmos os textos de Hannah Arendt que aponta as características de cada um dos fenômenos e suas vinculações. Sua análise, especialmente desenvolvida em seu ensaio “Sobre a Violência”, busca clarear a natureza de cada um e suas respectivas funções no âmbito político.

“Foi um milagre”: soldado salva recém-nascido engasgado em Passo Fundo

0

Bebê de 12 dias engasgou com remédio para cólica e recebeu a manobra de Heimlich na guarita da sede da Brigada Militar, na Avenida Presidente Vargas

Günther Schöler GZH

Um “milagre”: assim o soldado da Brigada Militar, Jackson Gustavo Perrotti Domingos, classifica o episódio ocorrido na madrugada deste domingo (18), quando salvou um bebê recém-nascido engasgado. 

O soldado estava na guarita da sede da Brigada Militar, na Avenida Presidente Vargas, em Passo Fundo, quando, por volta de 1h, foi surpreendido pela buzina do carro dos pais, que chegavam correndo ao local. Segundo eles, o menino Anthoni se engasgou ao tomar remédio para cólica. 

— Até tomei um susto na hora. Aquele pai e aquela mãe gritando por socorro: “salva meu filho” — lembra. 

Ao olhar para o menino de 12 dias veio a preocupação: ele já estava sem respirar e com a face e lábios arroxeados — contexto conhecido como “cianose”, que ocorre pela falta de oxigênio no sangue. 

Foi então que o soldado virou a bebê de bruços e começou a fazer a manobra de Heimlich, técnica de primeiros socorros usada para desobstruir as vias aéreas de pessoas engasgadas. 

— Bati três vezes nas costas e nada. Na quarta ou quinta vez, começou a dar sinal de querer respirar e eu continuei. Daqui a pouco deu aquele berro, o berro do milagre. E aí voltou à vida — contou Domingos, emocionado. 

Apesar dos cursos de salvamento, o soldado nunca havia enfrentado situação parecida. 

— Acredito que o que mais contou na hora foi o treinamento da Brigada Militar. E agir na hora certa. A gente tem que fazer alguma coisa, né? Foi um milagre mesmo, foi inexplicável — lembra. 

“Foi Deus que botou ele no nosso caminho”, diz pai 

Depois da ação, o menino foi levado para avaliação médica no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e liberado em seguida. Segundo o pai, Fabrício Fabius Miranda Paim, Anthoni já está em casa e passa bem. Passado o susto, a sensação é de alívio e gratidão: 

— Pareceu uma eternidade. Eu cheguei dirigindo e perdi as pernas. É uma situação que a gente não deseja para ninguém. (Após o salvamento), ele (o soldado) disse: “ó, teu filho está respirando”. Chega a arrepiar. 

Depois que Anthoni voltou a respirar, foi preciso que outros soldados da Brigada Militar conduzissem o carro de Fabrício: o susto foi tão grande que ele ficou desorientado para dirigir até o hospital. 

— Eu não conseguia mais, perdi as pernas. Foi Deus que colocou ele no nosso caminho. A gente é muito grato — terminou, aliviado.

Entenda a PEC das guardas municipais, que pode ser votada na próxima semana no Senado

0

Dois turnos de votação podem ocorrer na mesma sessão no Plenário do Senado

Agência Senado

Pode ser votada já na próxima semana, no Senado, a proposta de emenda à Constituição que inclui as guardas municipais e os agentes de trânsito entre os órgãos que compõem a segurança pública (PEC 37/2022). O rito especial para agilizar a votação dessa proposta foi aprovado no dia 7 de maio. Com isso, será possível dispensar as sessões de discussão restantes.

A PEC ainda precisava passar pela quinta e última sessão de discussão em primeiro turno e mais três sessões de discussão antes do segundo turno. Com a decisão de 7 de maio, o texto já pode ser votado no Plenário do Senado — e os dois turnos de votação podem ocorrer na mesma sessão.

Além disso, o texto não precisará voltar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a análise das emendas apresentadas em Plenário.

A proposta

A PEC 37/2022 altera o artigo 144 da Constituição para incluir as guardas municipais e os agentes de trânsito entre os órgãos e entidades da administração pública responsáveis pela segurança pública.

O objetivo é reconhecer formalmente esses agentes como parte integrante do sistema de segurança pública, alinhando a legislação com a prática já existente. O autor da proposta é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

De acordo com o texto atual da Constituição, os órgãos da segurança pública são: Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Polícia Ferroviária Federal; polícias civis; polícias militares e corpos de bombeiros militares; além das polícias penais federal, estaduais e distrital.

“É sobre aquilo que os municípios podem fazer. Aí entra a necessidade do reconhecimento a quem já faz esse trabalho, a quem já colabora, a quem já ajuda, ao lado e em parceria (paralelamente às atribuições e competências constitucionais previstas) com as polícias militares, com a Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Federal. Essa demanda vem de muitos anos”, declarou Veneziano durante pronunciamento na semana passada.

Despesas

Relator da matéria, o senador Efraim Filho (União-PB) diz não ter dúvidas de que as guardas municipais foram concebidas como polícias municipais e de que sua atuação — junto com a atuação das polícias federais e estaduais — contribui para o combate à criminalidade e para a maior proteção da sociedade.

Efraim também afirma que não haverá aumento de despesas públicas.

“É importante que as guardas estejam integradas ao arcabouço de segurança pública do Brasil. Se a gente tem, hoje, um orçamento cada vez mais restrito para contratar novos policiais, é possível utilizar essas forças, que já existem, e dar a elas o tratamento, o treinamento adequado para que elas contribuam com o combate à violência e [atuem para] a segurança dos cidadãos. Eu acredito que esse é um bom caminho”, afirmou o relator à Rádio Senado.

STF

Quando apresentou a proposta, Veneziano lembrou que a Lei 13.675, de 2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), já elenca os agentes de trânsito como agentes operacionais da segurança pública. Além disso, ele ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) também considera que esses profissionais integram a segurança pública — e tal entendimento ficou claro em uma decisão tomada pelo STF após julgamento sobre a incompatibilidade do exercício da advocacia por servidores dessa categoria.

Depois disso, em 2023, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que as guardas municipais também integram o sistema de segurança pública. A decisão, majoritária, foi tomada no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 995, da Associação das Guardas Municipais do Brasil (AGMB).

Emenda

A decisão mais recente da Suprema Corte sobre o tema, de fevereiro deste ano, observa que é constitucional a criação de leis pelos municípios para que guardas municipais atuem em ações de segurança urbana. Essas normas precisam, no entanto, respeitar certos limites para que não se choquem com as atribuições das polícias civil e militar, cujas funções são reguladas pela Constituição e por normas estaduais.

De acordo com o entendimento dessa Corte, as guardas municipais não têm poder de investigação, mas podem fazer policiamento ostensivo e comunitário e agir diante de condutas lesivas a pessoas, bens e serviços, inclusive fazendo prisões em flagrante.

Para compatibilizar a intenção da PEC 37/2022 com a decisão do STF, o senador Styvenson Valentim (PSDB-RN) apresentou uma emenda. Nela, está prevista uma alteração na proposta para permitir que os municípios possam renomear as suas respectivas guardas como “polícias municipais” (ou título equivalente).

As emendas apresentadas em Plenário ao projeto não precisarão ser analisadas pela CCJ. O rito especial permite que seja designado um relator de Plenário em substituição ao da comissão.

Servidores do RS pedem aumento e organizam manifestação para sexta-feira

0

Pelos menos 24 entidades convocam ato para demandar 12,14% de reajuste e defender o IPE Saúde

Henrique Ternus GZH

Reivindicando revisão geral dos salários e aposentadorias, 24 entidades estaduais estão convocando os servidores para um ato unificado nesta sexta-feira (16). A manifestação começará em frente à sede do IPE Saúde, a quem demandam melhorias na prestação dos serviços, com uma caminhada até o Palácio Piratini na sequência.

A Frente dos Servidores Públicos do RS é que está organizando e mobilizando o protesto, com o apoio de outros 23 sindicatos e entidades ligadas aos funcionários do governo estadual, como Cpers, Ugeirm e Sindicaixa.

O grupo alega que há espaço para o Piratini conceder reposição salarial de 12,14% sem que o governo ultrapasse o limite de gastos com funcionalismo determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Os servidores também apontam que, enquanto as aposentadorias do INSS aumentaram 85% em 10 anos, o reajuste no RS foi de 6%.

— Nossa categoria está há anos sendo castigada pelo governo Eduardo Leite. A defasagem salarial ultrapassa os 70% desde 2014. É inadmissível que sigamos sendo ignoradas e ignorados enquanto garantimos o funcionamento da educação, da saúde e de todos os serviços públicos — argumenta a presidente do Cpers, Rosane Zan.

A previsão é de que o governador Eduardo Leite já esteja de volta ao RS na sexta, durante a manifestação, após passar a semana em Nova York na Brazilian Week. O retorno da comitiva está marcado para esta quinta-feira (15).