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Policial morre após explosão e incêndio em empresa de fogos de artifício de Caxias do Sul

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Soldado Potiguara Galvam Ribas era presidente estadual da Associação da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar

PEDRO ZANROSSO GZH

Divulgação / Redes sociais

O comando do 12º Batalhão de Polícia Militar de Caxias do Sul confirmou a morte de Potiguara Galvam Ribas, 39 anos. O soldado estava na empresa de fogos de artifício do bairro São Luiz da 6ª Légua quando uma explosão deu início ao incêndio que atingiu o local, por volta de 13h deste sábado (30). 

Segundo a Brigada Militar, quatro pessoas realizavam uma confraternização no momento do acidente. O proprietário da loja, Diógenes Nunes, foi encaminhado ao hospital com um ferimento na perna. Uma terceira pessoa também ficou ferida no braço e foi atendida no local pelo Samu. 

Galvam era presidente estadual da Associação da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Em nota, a Brigada Militar lamentou a morte do soldado.

“Os oficiais, praças e servidores civis da Brigada Militar se solidarizam com familiares e amigos do Soldado Galvam nesse momento de dor”, afirma o comunicado.

A Brigada Militar isolou a área e o fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, que permanece no local. Um veículo foi totalmente danificado e um cavalo que estava em uma residência próxima também ficou ferido. As casas do entorno não foram atingidas. 

Morador das proximidades, Altemir Zanardi filmou o incêndio e disse que o barulho da explosão parecia ter sido de um avião caindo.

— Foi muito forte, deu para sentir a terra tremer, e depois o incêndio começou — contou.

Moradora dos fundos da empresa, a cozinheira Lovete Veiverbreg, 45 anos, estava na área de serviço de casa quando ouviu a explosão e conta que, no mesmo instante, foi atingida pela onda de calor:

— No que eu abri a porta, vi o telhado voando. Me ardeu os braços, até os cabelos acho que queimou. Depois foram mais algumas explosões de foguete.

Policial militar de folga resgata casal após desabamento de prédio

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Na foto, soldado Luiz e as vítimas Osnir e Helena – Foto: Joel Arrojo/Brigada Militar

“Eu sabia que ali naquela casa morava um casal de idosos e quando vi o prédio desabando por cima da casa deles, nem pensei e corri pra lá”. Assim começou o gesto de abnegação do soldado Cristian Luiz Sens.

Na madrugada do último sábado (23/12), uma tempestade atingiu Passo de Torres, em Santa Catarina, município onde mora o soldado Luiz. O militar, que é lotado no 2º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas da Brigada Militar, em Torres, estava em casa, durante sua folga, quando ouviu um barulho alto vindo da obra em frente a sua casa. 

A foto mostra o soldado Luiz em frente a casa destruída
Luiz acionou apoio e, logo após, arrombou o portão para entrar no pátio e resgatou pela janela da casa as duas vítimas – Foto: Joel Arrojo/Brigada Militar

Quando foi até a janela ver o que tinha acontecido, testemunhou um cenário desesperador: parte da construção havia desabado por cima da casa de seus vizinhos. 

Imediatamente, o soldado correu para a frente da casa deles e ouviu os pedidos de socorro. Dentro da casa estavam Helena e Osnir, um casal de idosos, encurralados pelos escombros. Luiz acionou apoio e, logo após, arrombou o portão para entrar no pátio e resgatou, pela janela da casa, as duas vítimas. 

“Na hora, nem passou pela minha cabeça que o resto da obra podia cair, mas eu sabia que aqueles idosos não conseguiriam sair sozinhos e eu tinha que ajudar eles. Graças a Deus entrei e conseguimos sair em segurança”, descreveu Luiz. Parte do quarto onde o casal estava, foi atingido mas, apesar do susto, ninguém ficou ferido. 

“Nós costumamos ficar na sala até tarde, naquele dia fomos deitar cedo e eu nem sei por quê. A única parte da casa que sobrou foi sobre a nossa cama, onde estávamos na hora do desabamento. Eu sei que foi Deus que nos protegeu e colocou aquele policial no nosso caminho”, lembrou Helena, moradora da casa atingida. 

“Minha esposa tem problema de locomoção e eu não ia conseguir carregar ela para fora da casa, ainda mais pela janela. Se não fosse ele, nem sei o que seria de nós”, relatou Osnir. O soldado Luiz foi homenageado pela Brigada Militar pelo ato de tamanha grandiosidade em prol dos vizinhos. 

Texto: Sd Cecília Ferreira – Comunicação Social da Brigada Militar 
Edição: Anelize Sampaio/SSP

Natal Brigadiano

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O Brigadiano tem por missão servir a comunidade gaúcha, defendendo a vida e mantendo a normalidade do cotidiano das pessoas.

Um trabalho árduo e sem interrupções, não existe feriado nesta atividade, a segurança não tira folga, pois o crime age sempre e o Brigadiano precisa prevenir, evitando a ação da criminalidade.

Também é preciso agir quando o ato contra a sociedade acontece, partindo para a busca e prisão dos autores dos crimes, o que demanda técnica e preparo físico e psicológico.

Natal é tempo de confraternização das famílias, mas quem é Brigadiano não tem essa prerrogativa, pois pode ter uma jornada de trabalho neste período.

Assim enquanto grande parcela da população fica nos seus lares, os integrantes da Brigada Militar ficam atentos para que haja paz nas ruas.

Infelizmente poucos reconhecem a dedicação e o sacrifício dos profissionais da segurança, nem lembram do quanto deixam de conviver com as famílias.

Pelo trabalho desempenhado aquilo que recebem é muito abaixo do que merecem, tomara que este reconhecimento venha por parte da população e do Governo.

Paulo Franquilin


MENSAGEM CORREIO BRIGADIANO

Governo Publica as Promoções dos Servidores

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Publicado no final desta sexta-feira (22) a promoção dos servidores do estado

“Não admito sacrifício aos servidores”, diz Eduardo Leite

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Governador conversou com Zero Hora sobre a situação fiscal do Estado, a posição da base governista na discussão do ICMS e promessas de campanha descumpridas

FÁBIO SCHAFFNER GZH

Leite projeta que 2024 ainda será ano de atenção às contas públicas. Anselmo Cunha / Agencia RBS

Eduardo Leite vai passar 2024 monitorando o caixa do Rio Grande do Sul. Após fazer do equilíbrio das finanças a marca do primeiro mandato, o governador termina o ano desafiado por perdas de arrecadação que projetam um déficit de R$ 2,7 bilhões no próximo orçamento. O tucano, porém, afasta qualquer crise fiscal para o restante do governo e, diante das pressões por benefícios tributários aos empresários e aumentos aos servidores, já fez sua escolha:

— O servidor não deixou de atuar mesmo diante de reformas amargas. Não admito pedir sacrifício adicional.

Nesta conversa com Zero Hora, que teve duração de 54 minutos e foi realizada na quinta-feira (21), o governador falou sobre a situação fiscal do Estado, as defecções na base governista na discussão do ICMS, promessas descumpridas, investimentos, saúde e educação. Confira a seguir.

Entrevista com Eduardo Leite

O que deu errado na articulação política para o aumento do ICMS?

Imposto é assunto sensível, mesmo que tenhamos reduzido. Energia, combustível e comunicações pagavam 30%, a alíquota básica era 18% e nem assim o Estado pagava as contas. Reduzimos o custo da máquina a ponto de, mesmo com alíquotas menores, pagar em dia. Houve necessidade de ajustar a alíquota em função da perda de arrecadação e da reforma tributária. Talvez exista um trauma porque no passado o Rio Grande do Sul precisou fazer aumentos de alíquotas para suprir a sua crise fiscal. Não estamos em crise agora, mas o Estado vai precisar dessas receitas. Vamos buscar outros caminhos.

Não estamos em crise agora, mas o Estado vai precisar dessas receitas. Vamos buscar outros caminhos

EDUARDO LEITE

Sobre rejeição ao aumento do ICMS

Faltou solidariedade ao governo?

Não posso responder pelas motivações de cada um, mas veja o principal partido de oposição, o PT. O (ministro da Fazenda, Fernando) Haddad acaba de aprovar medidas para aumentar a arrecadação. Outros quatro governadores do PT fizeram ajustes na alíquota. Não é questão ideológica, mas para gerar dificuldades ao governo. Do outro lado, a base do governo é heterogênea. Existe quem é contra o aumento por convicção e aqueles que têm receio da repercussão política. Algumas entidades empresariais usam mecanismos semelhantes aos dos sindicatos dos servidores, buscando constranger deputados.

Em 2020, a base tinha 40 deputados e o senhor só aprovou a medida com os votos do PT. Agora o senhor tinha 33 deputados e de novo eles lhe viraram as costas. Incomoda esse governismo de ocasião de alguns parlamentares?

Não acho que a função da base seja carimbar os projetos do governo. É claro que existem contradições, deputados que estão sempre demandando investimentos, serviços e no momento que a gente precisa acabam não aderindo. Respeito, mas isso tem efeitos na relação política.

Essa postura pode mudar o secretariado?

Como qualquer família que tem divergência, vamos dialogar, melhorar essa relação. Não vejo efeito imediato.

Sem o aumento do ICMS, o senhor teme voltar a atrasar salários dos servidores?

Não tenho nenhum temor de atrasar salários no meu governo. Temo pelo futuro do Rio Grande do Sul. Nós reduzimos impostos, abrimos mão de muita receita, tudo com responsabilidade. Mas fomos atingidos pela decisão do Congresso Nacional, que nos tirou boa parte da arrecadação. Agora o Estado tem menos recursos e volta a pagar a dívida com a União, uma conta que vai chegar a R$ 5 bilhões por ano. Vou revisar os benefícios fiscais, mas eles não geram efeitos imediatos na mesma proporção que o ICMS.

Nesse cenário, o senhor pode discutir a venda do Banrisul?

Não, isso não haverá. Nesse governo não haverá.

Anselmo Cunha / Agencia RBS
Leite diz que será preciso buscar outras fontes de receita, com a rejeição ao aumento do ICMS.Anselmo Cunha / Agencia RBS

O senhor vê ameaça ao ajuste nas finanças do Estado?

No curto prazo, não. Estamos no regime de recuperação fiscal e tenho receitas extraordinárias a que, se necessário, iremos recorrer. Mas no médio e longo prazo, sim, o Estado terá dificuldades.

Não tenho nenhum temor de atrasar salários no meu governo. Temo pelo futuro do Rio Grande do Sul

EDUARDO LEITE

Sobre situação fiscal

A partir de quando?

Vamos lutar para que isso não aconteça, mas no final da década o Estado estará com dificuldades novamente.

A marca do seu primeiro governo foi a equalização das finanças, e agora surgiram alguns fantasmas, como a tentativa de renegociação do regime de recuperação fiscal e de aumentar impostos. O ajuste desandou?

Não. Vamos lá, do ponto de vista histórico do Estado, a carga tributária se manteria abaixo do que sempre se tributou. Propusemos um ajuste em função da insegurança que o Brasil proporciona. No meio do jogo mudaram as regras, e a gente tem que fazer ajustes de rota. O regime de recuperação fiscal era a solução possível, mas não significa que o Estado não tenha que negociar condições melhores em relação à dívida com a União. Outras regiões do país têm fundos constitucionais, são dezenas de bilhões de reais que todos os anos vão financiando com juros baixíssimos investimentos privados. Nós não temos isso. Não temos incentivo como tem o Nordeste, como a Zona Franca de Manaus, não temos royalties do petróleo, nada que turbine a arrecadação ou gere condição diferenciada econômica ou fiscal para o Estado. E ainda temos que pagar até 12% ou 15% da nossa receita para a União.

Ou seja, não nos dão e ainda nos tiram mais do que de outros Estados. Não parece ser justo.

O ministro Fernando Haddad está lutando para zerar o déficit federal. O senhor acredita numa negociação com a União?

Vejo boa vontade do ministro. Vamos ver. Esse primeiro ano é difícil, entrada no governo, déficit, muitas inseguranças sobre a condução da política fiscal e econômica no governo federal. Mas vamos retomar essas discussões, porque, se não vão nos dar nada, pelo menos não nos tirem.

O senhor usará os R$ 4 bilhões da venda da Corsan para pagar contas?

É o que nós lutamos para evitar. Esse recurso está aplicado e já teve algum rendimento, mas usamos uma parte nas obras rodoviárias, alguma coisa na saúde e na educação. Como foi um ano de muitas incertezas na arrecadação, não há possibilidade de avançar na aplicação dos recursos de uma maneira mais forte, mas o que a gente deseja fazer são investimentos estratégicos para o Estado.

Quanto ainda tem e quanto pretende deixar parado?

Temos perto dos R$ 4 bilhões. Não vou deixar parado, mas não seria correto sair gastando.

Não admito pedir sacrifício adicional aos servidores. Eles já deram sua cota

EDUARDO LEITE

Sobre reajuste para o funcionalismo

O senhor vai dar aumento aos servidores?

Quero viabilizar. Não há nada definido. Vai depender das contas, mas estou trabalhando para fazer a revisão da inflação. Já tiramos o desconto que existia no vale-alimentação e aumentamos o valor para R$ 400 ano que vem. No primeiro governo, chamamos os servidores a fazer um esforço através de reformas que tiraram vantagens e benefícios, mais recentemente houve a reforma do IPE Saúde. Os sindicatos atacam, mas o servidor não deixou de atuar mesmo diante de reformas amargas. Não admito pedir sacrifício adicional aos servidores. Eles já deram sua cota e temos que manter seu poder de compra.

Na segurança pública há uma pressão muito grande por aumento. Haverá reajuste para categorias específicas?

Fica complicado dar para um e não dar para outro, tem que dar para todo mundo. Vamos analisar caso a caso. Na segurança é mais difícil porque essa categoria recentemente passou por ajustes.

Anselmo Cunha / Agencia RBS
Governador diz que trabalha para dar reajuste salarial aos servidores públicos.Anselmo Cunha / Agencia RBS

O senhor quebrou algumas promessas de campanha. Para todos deu extensas explicações, mas não teme ficar marcado como um governante que não cumpre promessa?

Fale de todas as promessas que eu cumpri também. Só gostam de pegar os problemas. Vivemos uma guerra de narrativas. Há opositores que tentam aproveitar momentos como este para fustigar. Mas a imensa maioria da população percebe as entregas que o Estado faz. A segurança melhorou, estão acontecendo investimentos na saúde, a atuação que o Estado é capaz de fazer nas enchentes.

O senhor inaugurou no mês passado um presídio modelo em Charqueadas, mas já há pedido de interdição. Faltou planejamento?

Não. O Estado está retomando o controle do sistema prisional. Quando assumi, o domínio era das facções. Agora as pessoas estão nas celas, saem para o sol, para as refeições e retornam. Não se permite interação livre entre os presos. Há disciplina, uniforme, muito mais regras. Há reclamação de calor, mas não há tomadas em função dos celulares, o que gera reações. Já determinei que se veja possibilidade do uso de ventiladores, com controle e equipamentos do Estado.

Professores reclamam de suposta pressão para aprovar os alunos e melhorar os índices. Há essa orientação?

Não há nenhuma pressão para aprovar alunos, mas combatemos a cultura de reprovação. Somos um dos Estados que mais reprovam e isso tem efeitos muito negativos, compromete o fluxo escolar. Às vezes há o sentimento de que professor bom é o exigente. Precisamos fazer com que as crianças aprendam. Criamos estudos de aprendizagem contínua que dão oportunidade de recuperação e acompanhamento, porque se a gente forçar demais e reprovar demais pode fazer a escola perder sentido para o aluno, passar a ser um fardo.

Alguns sinais podem aparecer desde já, mas a gente sabe que os grandes resultados levam tempo para aparecer

EDUARDO LEITE

Sobre ações na educação

O senhor colocou a educação como prioridade, lançou vários programas. Quando esses ganhos se tornarão visíveis?

Tenho a expectativa de que possamos ter bons resultados nessa última avaliação que foi feita. A gente vai saber o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) só no ano que vem. Aliás, estamos buscando algumas parcerias para ter avaliações mais rápidas. É como na saúde, não dá para fazer um exame e saber o resultado daqui a um ano, a doença já pode ter matado alguém. Precisamos ter um diagnóstico mais rápido para poder fazer ajustes nas metodologias, no ensino. Estados que se destacaram, como Ceará, Pernambuco, Espírito Santo ou Goiás tiveram trabalhos de 20 anos. Alguns sinais podem aparecer desde já, mas a gente sabe que os grandes resultados levam tempo para aparecer.

O programa Assistir, da saúde, tem gerado muita reclamação dos prefeitos da Região Metropolitana. Pretende fazer algum ajuste?

A maior parte dos hospitais ganhou recursos. O que aparece são as reclamações de alguns.

E os que ganharam fazem elogios que não têm a mesma reverberação dos que perderam. Estabelecemos critérios técnicos de remuneração, de acordo com a produção dos hospitais. Havia hospital que ganhava R$ 50 milhões, e outro que produzia mais ganhando R$ 5 milhões. Isso estava gerando ações judiciais com um passivo impossível de pagar. Alguns hospitais que tiveram redução de valores, veja a coincidência, foram denunciados por corrupção, como em Rio Pardo e Canoas. É necessário fazer ajustes, mas limitados à capacidade orçamentária do governo.

O senhor acabou de entregar a presidência do PSDB nacional sem conseguir devolver musculatura e ideário ao partido. Qual o futuro do PSDB?

O caminho do PSDB não é fácil. Fiz esforço para que o partido se reconectasse aos seus ideais. O PSDB nasce na centro-esquerda, depois  vai para a centro-direita. Mas se forjou sofrendo oposição e se opondo ao PT. Quando essa oposição passa a ser exercida pelo bolsonarismo, gera confusão dentro do partido, fazendo com que alguns flertem com o bolsonarismo, um equívoco absurdo. É uma operação difícil, mas essa polarização haverá de passar, e é necessário ter um partido ao centro que não seja Centrão, com ideal, propósito, visão de gestão pública e de economia.

Preciso reforçar a estrutura da minha agência de regulação, o que vou fazer ano que vem

EDUARDO LEITE

Sobre prioridades para 2024

Qual é sua prioridade para o próximo ano?

Não há nada na dimensão do que já foi feito. Quero melhorar a performance dos serviços. Claro, terei que continuar trabalhando para manter as contas em dia.

A gente avançou muito em concessões e privatizações, então preciso reforçar a estrutura da minha agência de regulação, o que vou fazer ano que vem.

O que o senhor pediu para o Papai Noel?

Não tive nem tempo, ainda, de pedir algo para o Papai Noel. Se fosse pedir uma coisa, seria que, por favor, esse clima se torne mais equilibrado. É só isso o que desejo: condições climáticas melhores. Depois de ter passado a parte fiscal e uma pandemia, nosso especial desafio tem sido do ponto de vista climático.

Anselmo Cunha / Agencia RBS
Para Leite, eventos meteorológicos extremos são o principal desafio atual para o governo do Estado.Anselmo Cunha / Agencia RBS

Bom Velhinho de farda: 36° BPM acolhe cartinhas e entrega presentes de Natal em Farroupilha

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Policiais do batalhão uniram esforços para presentear diversas famílias humildes do município

GUSTAVO COLFERAI Rádio Spaço FM

CRÉDITOS: 36° BPM

Durante os meses de novembro e dezembro, chegaram ao 36º Batalhão de Polícia Militar (36° BPM) algumas cartinhas endereçadas ao Bom Velhinho, com diversos pedidos humildes de material escolar, um calçado, um pacote de fralda e inúmeras que pediam apenas uma cesta básica.

Como já de costume no 36º Batalhão, o bom velhinho não usa barba grande, por que não está previsto no regulamento. Porém, o bom coração e a união do efetivo é aquela esperada pelo Papai Noel. Junta-se esforços, junta-se iniciativas e aos poucos as viaturas foram chegando em portas desconhecidas e conhecendo as crianças que escreveram as cartinhas, alguns com o próprio sonho de ser policial militar. Os papais-noéis da Brigada, de barba feita e coturno engraxado, sem trenó, mas de Viatura ostensiva, fizeram um Natal melhor e diferente em muitos lares de Farroupilha.

Câmeras nas fardas: saiba quais falhas BM apontou para reprovar equipamentos testados

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Comissão do governo analisou 83 quesitos e apontou três problemas nos produtos da Motorola, o que levou à desclassificação da empresa

GABRIEL JACOBSEN GZH

Licitação exige que câmeras tenham dois modos de gravação, com níveis de qualidade das imagens diferentes. Jonathan Heckler / Agencia RBS

A compra de câmeras corporais da Motorola para instalação em uniformes de policiais do Rio Grande do Sul foi barrada por duas falhas identificadas durante testes com o equipamento. Os problemas estão descritos em um relatório produzido pela comissão do governo do Estado que avaliou o sistema. O documento indica que a Motorola falhou em dois dos 83 quesitos analisados. Por isso, a empresa foi desclassificada na licitação.

A primeira falha foi percebida na alternância entre os dois modos de gravação: “de rotina” e “intencional”. As câmeras da Motorola, segundo os avaliadores, não responderam aos comandos para mudança de qualidade de gravação, gravando apenas no modo de alta resolução e consumindo muito rapidamente a bateria.

O sistema que o governo do Estado quer comprar deve garantir a gravação em média qualidade, sempre que a câmera for retirada da base de recarga, e um segundo modo, de alta qualidade, a ser acionado pelo policial durante o atendimento de ocorrências.

O segundo problema foi percebido no sistema para borrar as imagens gravadas. Em um dos testes previstos, o mecanismo automático não conseguiu distorcer com precisão as faces das pessoas que apareciam no vídeo — o que é exigido na licitação.

A comissão ainda apontou um terceiro problema, que não estava nos quesitos a serem checados no teste. Parte dos registros ficaria disponível por um link externo, comprometendo a segurança do sistema.

“Após todas as análises e considerações aqui realizadas, a comissão avaliou todos os quesitos apresentados (…) concluiu que a proposta da Motorola não atende na íntegra os requisitos do Termo de Referência, não podendo ser homologada para continuidade do processo”, diz trecho do documento.

A comissão que analisou as câmeras é formada por seis integrantes da Brigada Militar.

GZH buscou uma posição da Motorola sobre o resultado dos testes com o equipamento, mas não obteve retorno até esta publicação.

Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Reprodução
Imagem das câmeras na base de recarga que consta no relatório sobre os testes.Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Reprodução

Governo convoca última colocada na licitação

Por meio de nota, na quarta-feira (20), o governo do Estado confirmou a desclassificação da Motorola, e o chamamento da última colocada na licitação, a Advanta Sistemas de Telecomunicações e Serviços de Informática Ltda. A oferta da Advanta será agora analisada pelo governo.

A licitação prevê a aquisição de sistema com 1,1 mil câmeras corporais para uso em uniformes de policiais militares e civis. Nesta primeira etapa de implementação, mil serão usadas nas fardas de servidores da Brigada Militar, em Porto Alegre, e outras cem serão destinadas à Polícia Civil — em grupos “de elite” e nas delegacias de homicídios.

Em menos de seis horas, polícia prende duas vezes casal por roubo de carros em Flores da Cunha

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As prisões aconteceram em Caxias do Sul e Farroupilha

WELLINGTON FRIZON RADIO SOLARIS

FOTO: BATALHÃO DE CHOQUE E BRIGADA MILITAR/DIVULGAÇÃO

Um casal, de apenas 21 e 22 anos, foi preso duas vezes em menos de seis horas pelo crime de furto e roubo de veículos e clonagem de placas. O fato aconteceu nesta quarta-feira (20), sendo que a primeira prisão aconteceu por volta das 16h, em Caxias do Sul, e a segunda às 21h40min, em Farroupilha.

Ambos os carros foram subtraídos na cidade de Flores da Cunha. O primeiro caso foi de um Renault Kwid, de cor branca (em situação de furto), onde o 4º Batalhão de Polícia de Choque prendeu pela primeira vez o casal. A prisão aconteceu por volta das 16h, na avenida Doutor Mário Lopes, no bairro Santa Fé, em Caxias do Sul.

No local, os policiais avistaram o veículo e, no momento em que a viatura estava fazendo o retorno para realizar a abordagem, o casal que estava no carro correu em direção ao interior do bairro Santa Fé, porém o Batalhão conseguiu fazer a abordagem.

O condutor do veículo fugiu do local e não foi localizado, mas o casal que estava no carro confirmou sua identidade.

Foi dada a voz de prisão aos dois jovens e posteriormente foram encaminhados para a Delegacia de Polícia. Porém, o casal foi solto.

A segunda prisão do casal aconteceu a noite, quando os policiais do 12º Batalhão de Polícia Militar tentaram abordar um veículo Honda HR-V, pois possuía equipamentos de iluminação semelhantes aos utilizados pelas forças de segurança. O condutor do carro não respeitou a ordem de parada e fugiu.

Uma viatura policial acompanhou o veículo, sendo possível abordar os ocupantes na VRS-864, próximo ao acesso de um parque aquático, já na cidade de Farroupilha.

Durante revista, foram localizados e apreendidos com os jovens um moletom e uma camiseta da Polícia Civil, um rádio comunicador sintonizado na frequência da BM e uma quantia em dinheiro. Foi constatado que o carro estava em situação de roubo.

Além do casal, uma jovem de 18 anos, que estava junto no carro, também foi presa. O homem de 21 anos possui duas passagens por tráfico de drogas e uma por roubo de veículo. Já a mulher de 22 anos possui um antecedente por tráfico de entorpecentes.

Bombeiros e IGP recebem novos equipamentos e viaturas

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Ato de entrega, com presença do governador, aconteceu nesta quinta-feira; parte do investimento deve qualificar atendimento a veranistas no Litoral

GZH

Estado investiu mais de R$ 7,1 milhões em equipamentos para o Corpo de Bombeiros Militar e para o Instituto-Geral de Perícias. Mauro Nascimento / Secom

Ocorreu na manhã desta quinta-feira (21), a entrega de equipamentos que visam qualificar o trabalho do Corpo de Bombeiros (CBMRS) e do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Foram entregues um caminhão de combate a incêndio, 15 motos aquáticas, 20 quadriciclos e 11 carros para os bombeiros, além de nove caminhonetes para o IGP. Segundo o governo estadual, o investimento é de R$ 7,1 milhões, de diversas fontes.

De acordo com o governador Eduardo Leite, presente no ato de entrega, no comando-geral dos bombeiros, “viaturas, motos aquáticas e quadriciclos são fundamentais para garantir a agilidade, a segurança e a eficiência no atendimento a ocorrências”.

— Além das viaturas, temos implementado ações estratégicas para fortalecer e modernizar nossas instituições de segurança, como a compra de equipamentos, a valorização dos agentes e a integração entre as diferentes forças — destacou.

Os bombeiros receberam um novo caminhão Auto Bomba Tanque (ABT), destinado ao município de Barra do Quaraí. O valor investido é de R$ 1,195 milhão com recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) e do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A aquisição das 15 motos aquáticas, no valor total de R$ 1,537 milhão, foi possível por meio do Fundo Especial da Segurança Pública (Fesp). Segundo o governo, essas embarcações ampliarão a capacidade operacional dos bombeiros em ambientes aquáticos, fortalecendo atividades em diversas localidades costeiras do Estado. Além disso, aumentarão a capacidade de atendimento aos veranistas durante a Operação Verão Total 2023/2024.

Os 20 quadriciclos, adquiridos por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), representaram um investimento total de R$ 1,405 milhão. Esses veículos contribuirão para ações de salvamento, especialmente em municípios estratégicos como Arroio do Sal, Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Palmares do Sul, Pinhal, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Torres, Tramandaí e Xangri-lá.

Mauro Nascimento / Secom
Quadriciclos ajudarão em ações de salvamento, especialmente no Litoral.Mauro Nascimento / Secom

O CBMRS recebeu, ainda, 11 viaturas Argo, sendo 10 adquiridas com recursos do Fesp, no valor total de R$ 1,111 milhão, e uma por meio do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública, no montante de R$ 111,15 mil. Esses veículos atenderão municípios classificados como estratégicos pela SSP, como Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo e Tramandaí.

O comandante-geral do CBMRS, coronel Estevam Camargo Rodrigues, ressaltou que esses equipamentos representam um avanço significativo na capacidade de resposta a emergências.

— Esses equipamentos não são apenas ferramentas; são extensões de nosso comprometimento com a segurança e o socorro. À medida que avançamos com esses recursos, reafirmamos nosso propósito de servir à comunidade com dedicação, coragem e eficiência — afirmou Estevam.

IGP

O Instituto-Geral de Perícias recebeu nove viaturas Chevrolet S10, movidas a diesel, ao custo de R$ 203,318 mil cada, totalizando um investimento de R$ 1,829 milhão. Os veículos foram adquiridos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ) e repassados ao Estado como contrapartida pela participação do Rio Grande do Sul na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.

O Departamento de Criminalística de Porto Alegre receberá duas viaturas. As demais irão para o Posto de Criminalística de Capão, Direção Geral, Departamento de Perícias do Interior, Regional de Caxias do Sul (2ª CRP), Regional de Pelotas (3ª CRP), Regional de Santo Ângelo (6ª CRP) e Posto de Criminalistica de Uruguaiana (1 veículo para cada).

A diretora-geral do IGP, Marguet Mitmann, reforçou a importância do trabalho dos servidores nos resultados conquistados.

— A entrega de hoje é especialmente dedicada aos nossos servidores, pois recebemos essas viaturas como contrapartida pela inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O empenho dos nossos servidores nos coloca em segundo lugar nacional na inserção de dados e o IGP, desde o início, fica no topo na inserção de informações genéticas — destacou.

Governo publica nesta sexta-feira promoções de servidores da segurança pública

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Na entrega de viaturas para o Corpo de Bombeiros e IGP, governador disse que não vai mais cobrar sacrifício dos funcionários públicos 

ROSANE DE OLIVEIRA GZH

Leite anunciou publicação de promoções durante cerimônia no comando-geral do Corpo de Bombeiros. Mauricio Tonetto / Secom / Divulgação

As promoções para os servidores da área de segurança pública serão publicadas nesta sexta-feira (22). A informação foi dada pelo governador Eduardo Leite na entrega de viaturas para o Corpo de Bombeiros e o Instituto Geral de Perícias (IGP), e reforçada mais tarde na rede social X. 

“Tivemos enchentes, enxurradas e ciclones que exigiram muito das nossas forças de segurança. Fazemos as devidas promoções como reconhecimento pelo esforço e empenho de todos”, escreveu. 

Além de anunciar as promoções, esperadas com ansiedade pelas corporações, Leite fez um desabafo que pode ser entendido como resposta às federações empresariais, que não concordaram com o aumento do ICMS, resistem ao corte de benefícios fiscais e sugerem que o governo corte despesas: 

— Não vamos permitir que se imponham sacrifícios adicionais aos nossos servidores públicos, que já entregaram a sua cota nas reformas. Vamos trabalhar para que o Estado mantenha a capacidade fiscal, não apenas para fazer investimentos, mas para fazer o justo reconhecimento no salário dos nossos servidores, com recomposição inflacionária que mantenha o poder de compra de todos. 

Leite contou que, nas discussões das últimas semanas, não faltaram manifestações de parlamentares e entidades dizendo que o governo errou ao dar a reposição inflacionária de 6% aos servidores em 2022. 

— Uma bancada de um partido político na Assembleia disse que o governo aumentou R$ 4 bilhões na despesa nos últimos anos e que isso era condenável. Quando a gente abria a apresentação deles, a tabela mostrava a reposição de efetivo da Segurança Pública, a reposição inflacionária, o piso do magistério. Então eu digo: não precisamos de efetivo policial? Não precisamos do Corpo de Bombeiros, do IGP, da Polícia Civil, da Susepe? É claro que a gente precisa. E precisamos de servidores com motivação e capacidade, que o serviço público seja capaz de atrair e manter os melhores talentos — continuou. 

Entregas para Corpo de Bombeiros e IGP  

No ato, Leite reforçou o compromisso de investir mais de R$ 7,1 milhões em equipamentos para o Corpo de Bombeiros Militar e o IGP. 

A corporação contará com um novo caminhão Auto Bomba Tanque (ABT), destinado ao município de Barra do Quaraí. O valor investido é de R$ 1,195 milhão com recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) e do Ministério Público do Rio Grande do Sul. 

Também foram entregues mais 15 motos aquáticas, adquiridas com recursos do Fundo Especial da Segurança Pública (Fesp), ao custo de R$ 1,537 milhão. Os 20 quadriciclos, comprados  por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), representaram um investimento total de R$1,405 milhão. Esses veículos desempenharão um papel crucial em ações de salvamento, especialmente em municípios estratégicos como Arroio do Sal, Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Palmares do Sul, Pinhal, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Torres, Tramandaí e Xangri-lá.