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Traficante condenado a mais de 50 anos de prisão deixa a cadeia após Justiça autorizar uso de tornozeleira eletrônica

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Juraci Oliveira da Silva, o Jura, é apontado como chefe do tráfico de drogas no Campo da Tuca, zona leste de Porto Alegre

LUCAS ABATI E JEAN COSTA GZH

Juraci em foto de 2010, quando foi preso no Paraguai. Senad / Divulgação

Condenado a mais de 50 anos de prisão, o traficante Juraci Oliveira da Silva, o Jura, 48 anos, deixou a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) na noite desta quinta-feira (7). A 1ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre (VEC) concedeu a ele a progressão ao regime semiaberto com tornozeleira eletrônica. A decisão saiu na terça-feira (5).

Conforme a decisão, no dia 13 novembro Jura progrediu de regime no processo de execução penal — aquele que administra as penas com condenação. No entanto, permaneceu na cadeia por conta de uma prisão preventiva em outro processo em andamento, por organização criminosa, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de drogas. Na segunda-feira (4), esta prisão preventiva também foi revogada, o que permitiu a saída de Jura.

Por conta da decisão, a inteligência do 19º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela zona leste de Porto Alegre, emitiu alerta de segurança, já que Jura é apontado como o líder do tráfico na região conhecida como Campo da Tuca. O alerta também foi repassado pela Divisão de Inteligência Penitenciária (Dipen) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

A defesa do detento, representada pela advogada Ana Walter, alegou que, até a noite desta quinta, não havia sido informada sobre o local em que Jura moraria após sair do presídio. Ela afirma que “a defesa comemora o reconhecimento de um direito legítimo”. Ainda conforme a representante do apenado, a soltura dele estava prevista para o início da tarde e, como houve atraso, o fato foi informado à juíza responsável para determinar o cumprimento da decisão.

Nas ruas, Juraci precisa cumprir algumas regras para não perder o benefício. Entre elas, não sair de casa entre as 20h e 6h e circular apenas no trajeto de ida e volta entre casa e local de trabalho.

Esta não é a primeira vez que Jura recebe o benefício. Em janeiro de 2020, ele deixou a cadeia, mas foi preso novamente duas semanas depois com uma arma. Antes, respondeu a uma falta grave por ter fugido do semiaberto em 2009.

Absolvição no caso Becker

Jura é apontado como chefe do tráfico de drogas no Campo da Tuca, zona leste de Porto Alegre. Recentemente, foi absolvido no processo federal em que respondia pela morte do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), Marco Antônio Becker, ocorrida em 2008, na Capital.

Em 2018, chamou a atenção o fato de que uma nota fiscal de R$ 2,6 mil, em nome dele, foi emitida para a compra de 121 quilos de carne para churrasco na Pasc. Ele também chegou a admitir, em um processo, que seguia comandando a venda de drogas dentro da cadeia.

O apenado foi preso, pela primeira vez, em 2003, e chegou a ser detido no Paraguai, em 2010. 

Ministério Público recorre da decisão

O Ministério Público do Rio Grande do Sul se manifestou sobre o caso por meio de nota: 

“O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), tão logo tomou ciência, recorreu na quarta-feira, dia 6 de dezembro, da decisão que autorizou o apenado — com mais de 50 anos de condenação — a cumprir pena através de monitoramento eletrônico nas condições de prisão domiciliar. A decisão impugnada citou a falta de vagas no regime semiaberto e a demora em atender decisões para realocação de apenados. No recurso, o MPRS destaca que o apenado tem histórico de delitos cometidos no curso do cumprimento da pena, que esteve envolvido com facção criminosa, inclusive transferido para o Sistema Penitenciário Federal em 2020. Portanto, sendo considerado de alta periculosidade. Ainda, postulou-se a imediata colocação do apenado no regime de origem, mediante, se necessário, a liberação de vagas de presos mais antigos que estejam no sistema, prestes a adimplir prazo para progressão e que se adequem aos parâmetros fixados no Recurso Extraordinário. Recentemente, também, o Ministério Público já havia recorrido da decisão que concedeu a progressão de regime, aguardando decisão a respeito.”

Formatura do 8° CEOC da Brigada Militar

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8º Curso de Especialização em Operações de Choque

Ocorreu na manhã desta quinta-feira (7/12), em Porto Alegre a formatura do 8º Curso de Especialização em Operações de Choque – CEOC, da Brigada Militar.

O curso, que iniciou em outubro foi ministrado pelo 1ºBPChq e tem objetivo de habilitar os policiais a serem multiplicadores da doutrina de Choque.

Formaram no 8º CEOC 19 novos choqueanos, destes 3 são policiais do 4º Batalhão de Polícia de Choque de Caxias do Sul/RS, que agora detém a mais alta qualificação em Operações de Choque da Brigada Militar.

O comando e efetivo do 4ºBPChq parabenizam os novos Elmos da Brigada Militar e desejam sabedoria nesta nova etapa de suas carreiras que se inicia.

”Pois o homem de choque está sempre pronto para enfrentar as mais difíceis batalhas…”

Texto/imagem: Comunicação Social do 4ºBPChq.

Brigada Militar recebe 433 novos alunos-soldados

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Comandante-Geral discursa aos novos alunos-soldados da BM

Na última quarta-feira (6/12), a Brigada recebeu 433 novos alunos-soldados para o Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM). O curso é realizado nas EsFES (Escolas de Formação e Especialização de Soldados e Sargentos), localizadas nas cidades de Porto Alegre, Montenegro e Osório. A acolhida dos novos alunos aconteceu no ginásio da Academia de Polícia Militar (APM) e contou com a presença do Comando-Geral da instituição.

Ao todo são 175 alunos no polo de Porto Alegre, 138 em Montenegro e 120 em Osório. Na soma total são 55 mulheres espalhadas pelos três polos. O curso de formação visa prepará-los para integrar as forças de segurança, contendo uma carga-horária de 1630 horas e disciplinas como: direitos humanos, armamento, munição e tiro, defesa pessoal, sistemas de segurança pública e fundamentos jurídicos da atividade policial.

A previsão de formatura é até o segundo semestre de 2024 (final de agosto/início de setembro). Ao final do período os alunos-soldados estarão prontos para garantir a segurança e proteger a comunidade gaúcha.

Texto: SC Ícaro e Est. Stéfani

Fotos: Sd Ribeiro/PM5 e SD Morch /PM5

Fonte: Brigada Militar

Deputados bolsonaristas articulam projeto que tira do governo federal controle sobre armas de fogo

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Texto prevê que cada Estado possa criar sua legislação sobre posse e porte de armas

AE

Desde janeiro, atos do presidente Lula vêm restringindo o acesso a armas de fogo | Foto: André Ávila / CP Memória

Um projeto de lei que pretende dar autonomia para que os Estados legislem sobre armas de fogo está tramitando pela Câmara dos Deputados e conta com articulação de parlamentares bolsonaristas. Com a autoria deputada Caroline de Toni (PL-SC) e relatoria do também bolsonarista Junio Amaral (PL-MG), o projeto tiraria poder do governo federal sobre o tema e está na pauta da próxima reunião da Comissão de Segurança Pública, marcada para terça-feira, 12.

O projeto permite que Estados e o Distrito Federal legislem “de forma diversa sobre posse e porte de armas de fogo”. Os fins, segundo o texto, podem ser defesa pessoal, práticas desportivas e controle de espécies exóticas invasoras. Para isso, seria preciso comprovar “componente cultural e tradicionalista” no uso das armas, bem como capacidade centralizada de fiscalização. As regras estabelecidas em um Estado valeriam unicamente dentro do seu território e o cidadão precisaria comprovar residência para usufruir delas.

A proposta surge em um cenário de embate entre governo e oposição. Desde janeiro, atos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vêm restringindo o acesso a armas de fogo que foi flexibilizado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O presidente suspendeu concessões de novos registros para clubes, escolas de tiro e colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), além de limitar a aquisição de armas e munições de uso permitido, e obrigar o recadastramento de armas adquiridas após maio de 2019.

Mais recentemente, o governo ainda proibiu o uso de rifles semiautomáticos para defesa pessoal, tornando todas as armas longas semiautomáticas restrita às forças de segurança e a alguns tipos de CACs.

Em sua justificativa para o projeto de lei, a deputada Caroline de Toni diz que “o novo governo federal vem impondo fortes limitações a este segmento de armas de fogo, sinalizando com outras séries de restrições a serem implementadas”. Para ela, as medidas do governo em diminuir a flexibilização são um “retrocesso normativo”.

Já o relator Junio Amaral, em seu voto, afirma que “as realidades distintas nos vários Estados da Federação demandam essas análises específicas conforme as localidades”. Para ele, dar autonomia aos Estados “resultará em um fortalecimento do pacto federativo na esfera das liberdades individuais”.

O projeto já foi discutido pelo colegiado da Câmara, mas recebeu pedido de vistas do deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ). O voto do deputado foi contrário à proposta de descentralização da competência legislativa sobre armas, embasado em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e exemplos norte-americanos do direito comparado, que mostram o aumento do roubo de armas em Estados onde o acesso a elas é menos restrito.

Atualmente, o processo de autorização de compra e posse ocorre no âmbito federal e é controlado pela Polícia Federal (PF).

Oposição quer derrubar decreto de armas de Lula

O projeto de lei que dá autonomia aos Estados não é a única frente de bolsonaristas contra as medidas do governo Lula que limitam acesso a armas. A oposição articula também um projeto de decreto legislativo que susta atos do presidente nessa área.

Nesta quarta-feira, 6, eles foram derrotados na tentativa de acelerar a tramitação do projeto. A conquista, no entanto, foi por uma pequena margem. Faltaram apenas três votos para a oposição aprovar um requerimento de urgência sobre o tema.

Tribunal de Justiça Militar terá primeira mulher na presidência

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Desembargadora Maria Emília Moura da Silva foi eleita nesta quinta-feira (7)

ROSANE DE OLIVEIRA GZH

Da esquerda para a direita: desembargadores militares Rodrigo Mohr, Maria Emília Moura da Silva, Sergio Brum e Fábio Fernandes. Marcelo Nepomuceno / Ascom TJM / Divulgação

Demorou, mas os ventos da participação feminina no comando de instituições centenárias chegaram finalmente ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). A desembargadora militar Maria Emília Moura da Silva será a próxima presidente, tendo como vice o decano da corte, desembargador Sergio Berni de Brum. O corregedor-geral da Justiça Militar será desembargador militar Rodrigo Mohr.

A magistrada é a primeira mulher a presidir os tribunais de justiça militares do país. 

Também integrarão a nova administração os desembargadores Amilcar Macedo (atual presidente da corte), que será o ouvidor-geral da Justiça Militar, e Fábio Duarte Fernandes, diretor da Escola Judicial Militar. A posse da nova administração está marcada para fevereiro de 2024, em dia e horário a ser ajustado. 

Natural de Porto Alegre, Maria Emília é graduada em Direito pela PUCRS. Juíza de Direito de carreira na Justiça Militar do Rio Grande do Sul desde 1988, foi promovida a desembargadora militar em 2015. 

Disputa de indicação para o Tribunal de Justiça Militar do RS

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A Ordem dos Advogados, Seccional do Rio Grande do Sul, cumprindo as disposições do artigo 94, da Constituição Federal, no dia 23 de novembro de 2023 publicou a lista dos Advogados que se inscreveram para a disputa da vaga pelo Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça Militar do RS, aberta com a aposentadoria do Desembargador Militar Fernando Guerreiro de Lemos, que assumiu em 2023 a presidência do Banrisul.

Os candidatos habilitados concorrem à formação de lista sêxtupla e serão escolhidos pelo voto direto e aberto proferido pelos membros do Conselho Pleno da OABRS, competindo ao TJM, após, a escolha de três dos nomes indicados para que, ao final, o Governador do Estado exerça sua prerrogativa de escolha de um destes para a cadeira de Desembargador Militar.

Conforme edital de inscrição, os candidatos, para estarem habilitados devem preencher requisitos os formais definidos previamente pela OAB, estampados no Provimento 102/2004-CFOAB, dentre os quais o exercício ininterrupto da Advocacia nos dez anos anteriores à data de inscrição, na área de jurisdição do Tribunal Militar, comprovados através da prática de cinco atos distintos e privativos de Advogado em cada um desses anos, inclusive pela emissão de pareceres jurídicos fundamentados.

O relator do processo, Advogado e Conselheiro da OABRS Gerson Fischmann, informou ao jornal ZH que alguns dos inscritos não cumpriram as exigências legais para o Quinto Constitucional:

Foto: OAB/RS

— Alguns preencheram uma parte (da documentação).

Os sete que foram habilitados são os que juntaram a documentação pertinente.

É uma análise formal, não é uma análise sobre qualquer aspecto de idoneidade.

Não tem juízo de valor sobre qualquer pessoa — ressalta o relator.

Foram deferidas as seguintes inscrições:

Dentre os escolhidos figuram 03 (três) egressos da força policial (BM):

Dr. Angelo Marcelo Curcio, que foi Sargento na BM

Dr. Silvio Eduardo Martins Pinto, que foi soldado da BM;

Dr. Jairo Luiz Cutinski, Tenente da RR. da BM

A OAB/RS e as indicações

O ato de indicação para uma corte especializada como o Tribunal de Justiça Militar pode parecer um ato simples por parte da Ordem dos Advogados. No entanto, não se pode perder de vista que esta Instituição tem um compromisso histórico de respeito à cidadania, à lei e ao compromisso de oferecer aos Tribunais onde exista a vaga destinada à Advocacia os nomes daqueles candidatos que preencham de forma integral os pressupostos exigidos, de modo a que não apenas exerçam com excelência a função judicante como, não menos relevante, representem a Advocacia de forma qualificada, com conhecimento pleno e específico do ramo do Direito relativo à vaga a ser preenchida.

A Justiça Militar Estadual tem a competência de processar e julgar os crimes militares e as ações judiciais contra atos disciplinares praticados pelos oficiais e praças da Brigada Militar e Bombeiros Militares, bem como os crimes militares porventura praticados por militares da reserva e reformados.

Sendo uma justiça especializada do Poder Judiciário, é evidente que os jurisdicionados e a própria sociedade não esperam outro comportamento, da OAB, do TJM ou do Governador do Estado, senão a escolha de um Advogado de reputação ilibada e notório conhecimento jurídico a respeito dos ramos do Direito da Justiça Castrense, pois, sem nenhuma dúvida, o conhecimento e a experiência, nesta área específica, inequivocamente deve ser fator preponderante nas escolhas, afastadas, assim, quaisquer indicações de caráter pessoal ou política.

Foram indeferimentos as seguintes inscrições:

  1. Dr. Fábio Leandro Rods Ferreira
  2. Dr. Felipe Facin Lavarda 
  3. Dr. Jairo Ribeiro Fragoso 
  4. Drª. Simone Camargo 
  5. Drª. Sonia Maria Rosa da Cruz
  6. Dr. Vilson Luiz Covatti

      Dois inscritos para a vaga se manifestaram na imprensa e recorreram da decisão do indeferimento:

. Advogado Vilson Covatti, ex. deputado federal, licenciado da Secretaria Estadual de Turismo, esposo da atual Deputada Silvana Covatti e pai do deputado federal Luiz Antonio Covatti;

Advogada Simone Camargo Padilha, viúva do ex. deputado Federal Eliseu Padilha.

Vilson Covatti se manifestou na imprensa: (veja abaixo)

Fonte: ZH

— Há um equívoco de interpretação do relator. A declaração de atuação não foi contada. Eu tenho atuação, tenho comprovação e espero que o conselho possa acatar. Ele não levou em consideração as declarações dos meus parceiros advogados da minha atuação em conjunto. Eu tenho muita atuação em conjunto na questão militar, penal, administrativa — afirmou. 

Simone Padilha apenas informou que irá recorrer da decisão.

Representações dos Militares Estaduais se manifestaram sobre o quinto constitucional:

Cel RR Marcelo Pinto Specht – ASOFBM

Presidente da ASOFBM – Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do RS e Diretor da FENEME – Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais. A escolha dos membros do poder judiciário que ocupam as cortes recursais através do quinto constitucional é um mecanismo de pluralidade social e jurídica que fortalece e qualifica a prestação do serviço jurisdicional em nosso país, e a participação da OAB é fundamental ao legitimar o processo.


Tenente RR Aparício Costa Santellano – ASSTBM

Presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM e Bombeiros Militares do RS. Um cargo de Juiz “especial” para julgar militares da BM e Bombeiros, tem que possuir experiência e qualificação. O Tribunal de Justiça Militar tem que manter sua história. Não pode  servir como acomodação para políticos ou amigos.

– A OAB escolheu dentre os 07 advogados Tenente da RR, Ex. Sargento da BM e advogados renomados na defesa de militares.

– Eles estarão julgando a liberdade e até a vida dos nossos colegas. Sempre serei contra indicação política no TJM.


Tenente RR. Paulo Ricardo da Silva– AOFERGS

Presidente da Associação dos Oficiais Estaduais do RS . Os Tribunais de Justiça Militar, em especial o nosso do RS, por seus resultados tem demonstrado excelência, comprovando cada vez mais que instituições de estado onde a indicação política entra pela porta a eficiência sai pela janela.

A AOFERGS irá sempre defender qualificação técnica, em especial quando se trata de cargo que tem como objetivo julgar processos de militares estaduais.


Soldado Tiago Rommel– ASPRA

Presidente da ASPRA – Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares do RS e da Presidente da FERPM – Federação das Associações independentes de PMs do RS. O Juiz que os militares desejam no TJM deve ser detentor de características de ser justo, imparcial e conhecedor do Direito Militar. Como representação de classe não temos poder de escolha, mas gostaríamos muito de ter o Dr. Fabrício Matiello nesta vaga, pelas atuações que desempenha na defesa de colegas militares. De qualquer sorte, o tribunal não precisa e os policiais não desejam um político aventureiro de plantão em busca de mais uma vantagem em detrimento da Justiça!


Tenente Coronel José Henrique Ostaszewski– ABERGS

Coordenador-Geral da ABERGS – Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul e Presidente da FENEBOM – Federação Nacional das Entidades de Bombeiros Militares

A ABERGS considera fundamental o Tribunal de Justiça Militar, RS, para o fortalecimento das instituições militares do Estado. O quinto constitucional viabiliza a diversidade de perspectivas nos julgamentos , integrando experiência e prática, no processo decisório, promovendo a busca por equidade. Desejamos sabedoria na escolha e sucesso ao futuro escolhido .


Soldado Potiguara Galvan– ABAMF

Presidente ABAMF dos Servidores de Nível Médio da BM. O escolhido deve ter como preceito a imparcialidade, o notório conhecimento Jurídico Militar e também entender como é a realidade diária de um Policial. Hoje, enfrentamos uma grande insegurança jurídica, por inúmeros fatores, diante disso, ele deve atuar com transparência e sem qualquer tipo de viés político, pois, aquele que está sendo julgado, além de ser Policial, é um Pai ou uma Mãe de família, que sai de casa todos os dias para defender o Estado e a sociedade, perante a criminalidade.

Próximos atos da escolha.

Está previsto para o dia 16 de novembro a reunião do Conselho Pleno da OABRS a fim de julgar recursos por conta de impugnações, bem como exercer a votação de lista sêxtupla, habilitando o Tribunal de Justiça Militar a realizar a escolha da lista tríplice levada à decisão do Governador do Estado Eduardo Leite a nomeação do próximo desembargador do TJMRS.

Assembleia aprova reestruturações na segurança pública do RS

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Os deputados estaduais aceitaram os três projetos do Executivo e que envolvem o alto escalão da Polícia Civil, Brigada Militar e Bombeiros

Felipe Nabinger Correio do Povo

Deputados aprovaram os projetos na tarde desta terça-feira | Foto: Mariana Czamanski / ALRS

A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira os três projetos de reestruturação de carreiras para o alto escalão da Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Enquanto as mudanças foram acatadas sem maiores discussões para os casos da PC e dos bombeiros, o projeto referente ao remanejo na BM provocou maior debate entre os parlamentares. 

Proposto pelo deputado Luiz Marenco (PDT), um substitutivo buscava alterar o projeto original. A ideia era que houvesse a extinção de 2,2 mil quadros de soldados de terceiro nível, abrindo assim 1,1 vagas de primeiro sargento e 400 para primeiros tenente. A proposta do PDT, que faz parte da base, foi defendida pelas bancadas da oposição de esquerda do PT e PSol, que condicionaram o voto favorável à aprovação do substitutivo, pois contemplava os praças, que poderiam ter fluidez na carreira, ingressando no quadro de oficiais. 

No entanto, um requerimento de preferência do deputado Delegado Zucco (Republicanos) para a votação do texto original do governo foi aprovado, fazendo com que o projeto do Executivo fosse endossado por 31 deputados contra 11. 

“O que seria justo e correto seria retomar as duas promoções anuais como tínhamos no governo Tarso Genro”, afirmou o deputado Leonel Radde (PT), oriundo da PC. Ele disse entender que o governo de Eduardo Leite (PSDB) não tem política efetiva para os servidores da segurança pública. Colega de bancada Jeferson Fernandes (PT) vê os projetos como um “subterfúgio” para que o governo não reponha policiais. 

Já o PLC 508, que abordava alterações no Corpo de Bombeiros Militar, e o PL 506, na Polícia Civil, só tiveram um voto contrário, que foi o da deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), sendo os das demais bancadas favoráveis. “Os projetos são bons e foram construídos com as categorias, dando possibilidade de progressão funcional dos servidores de carreira. Quem vota contra esses projetos, vota contra as carreiras”, defendeu o deputado Dr. Thiago Duarte (União), falando em nome da bancada, que faz parte da base governista.

Alterações nos quadros da BM e PC não devem ter resistência na ALRS

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Projetos que remanejam cargos para permitir promoções vão à votação nesta terça-feira

Felipe Nabinger Correio do Povo

Os projetos visam realizar promoções internas nas corporações sem trazer impacto financeiro | Foto: Celso Bender / ALRS / CP

A próxima sessão deliberativa na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, deve contrastar com as seguintes, que apreciarão o pacote de projetos do governo para a educação e a possibilidade de aumento da alíquota do ICMS. Isso porque, nesta semana, os projetos que trancam a pauta são referentes a readequações nas carreiras da Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar, não devendo encontrar resistência entre os parlamentares. 

Conforme os três projetos do governo Eduardo Leite (PSDB), a ideia é que haja um remanejo de cargos vagos nas categorias iniciais de oficiais da BM, dos bombeiros e de classes iniciais das funções na Civil, ampliando em seu lugar vagas de postos hierárquicos superiores. Com isso, a ideia é, sem trazer impacto financeiro e não ultrapassando o limite prudencial, realizar promoções internas nas corporações.

Segundo o deputado Delegado Zucco (Republicanos), em relação à Polícia Civil, da qual é oriundo, o projeto permitirá a movimentação da carreira. Para o deputado Rodrigo Lorenzoni (PL), de sigla que se colocado como oposição à direita, não há divergências, inicialmente, quanto aos projetos, devendo haver a aprovação. 

Luciana Genro (PSol), da oposição mais à esquerda, afirmou não ter se debruçado sobre os projetos, mas trazendo benefícios aos oficiais, votará favoravelmente. Ela enfatiza, no entanto, haver “duas brigadas”, uma dos oficiais e outra dos praças, que têm um pleito por reposição salarial.

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpos de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (ASOFBM) apoia o projeto de reestruturação dos quadros das carreiras da BM e dos bombeiros. A entidade, através do seu presidente, Coronel Marcelo Pinto Specht, destaca que as alterações atendem à nova distribuição dos comandos regionais das respectivas instituições, através das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp).

“Essa modernização e coordenação conjunta das áreas da Brigada Militar e da Polícia Civil irá cada vez mais solidificar a integração plena que já ocorre entre as vinculadas, trazendo um ganho exponencial na qualidade do serviço prestado à comunidade gaúcha”, diz Specht.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), delegado Guilherme Wondracek, diz que a entidade não foi consultada sobre o projeto, mas é favorável. Conforme ele, o principal pleito da categoria também é a reposição salarial. Nesta segunda-feira, inclusive, a categoria volta a se encontrar com a secretária de Planejamento, Danielle Calazans, para uma reunião técnica sobre o assunto.

Mais confortável, nova farda da Brigada Militar conta com proteção térmica e melhorias em sua funcionalidade

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Equipamentos testados nos últimos meses têm recebido avaliação positiva e deverão ser ampliados para enfrentar variações climáticas do RS

LUIZ DIBE GZH

Maleabilidade para facilitar os movimentos, bolsos distribuídos e posicionados ergonomicamente, resistência e proteção térmica: essas são algumas das características do novo fardamento da Brigada Militar (BM), que passará a ser utilizado por todos os cerca de 18 mil policiais militares do Rio Grande do Sul a partir de 16 de dezembro.

— O uniforme da Brigada Militar faz parte da história de 186 anos da instituição e neste ano passa por uma inovação após décadas. Além de ser mais confortável, leve e com tecidos que retêm menos calor no verão, o novo uniforme é estrategicamente pensado para qualificar o trabalho do brigadiano. Passou a ser um equipamento de trabalho e de proteção — define o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Douglas Soares.

Desde o meio do ano, a tradicional farda na cor bege-lido ganhou nova aparência e melhorias em sua funcionalidade. A distribuição vem sendo gradativa por decorrência da quantidade de servidores e as limitações na capacidade de produção de fornecedores. Entretanto, o material tem sido aprovado pelos militares que atuam na proteção da comunidade.

— O novo uniforme tem tido uma aceitação muito importante por parte da nossa tropa. Consiste numa roupagem inovadora e tecnológica, com ênfase no conforto, inclusive na proteção solar, já que nosso efetivo fica bastante vulnerável à exposição solar durante as atividades. São roupas mais leves e que permitem maior mobilidade e, por isso, trazem mais segurança à execução do serviço — descreve o comandante do Policiamento da Capital, coronel Luciano Moritz.

São diversas as mudanças. O tecido foi trocado por uma composição de poliamida, algodão e elastano, com reforço nas costuras, sobretudo nas áreas onde há mais exigência de elasticidade.

Além disso, a confecção recebeu tratamento especial em partes que recebem maior atrito no dia a dia, como antebraços, joelhos, gancho da calça e quadris, o que proporciona mais proteção e durabilidade das peças. Não havia atualização desde a década de 1980.

A vestimenta é composta por camisas que vestem e adaptam-se aos contornos do corpo. A calça é estilo cargo, com seis bolsos, sendo dois deles laterais com maior espaço para armazenamento de objetos. Há bolsos frontais e traseiros, nos quais é possível guardar, com segurança, até mesmo, uma arma recolhida em cena de enfrentamento.

Para dias frios, uma malha térmica poderá ser vestida embaixo da camisa, agregando proteção térmica, sem interferência na mobilidade. A calça deixou de ter elástico nos tornozelos. Eles foram substituídos por velcro, o qual fecha na exata circunferência da perna de cada PM.

Cobertura impermeável

A maior parte das mudanças só será percebida com olhar atento a detalhes, com exceção dos bonés, que tiveram a cor alterada por estratégia de segurança, proteção individual e função tática. A cobertura, que era branca, passou a ser na cor bege-lido, como o conjunto da farda.

— Uma novidade muito importante é que estas novas coberturas são impermeáveis. Até então, ao trabalhar em dias de chuva, a primeira coisa que ocorria era o boné encharcar e o brigadiano passar o dia de serviço com a cabeça molhada — observa o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Douglas Soares.

Inverno virá com inovação em proteção

O próximo passo de inovação a ser agregado ao fardamento da Brigada Militar ocorrerá com a distribuição de novas jaquetas, semelhantes às que já são utilizadas pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal.

— Será material totalmente impermeável, com alto isolamento térmico contra frio e umidade, o que agrega conforto e proteção à saúde dos servidores — aponta o coronel Douglas.

Segundo o subcomandante-geral, a distribuição da nova tecnologia terá início no primeiro semestre de 2024, começando pelos brigadianos da Serra, onde as condições climáticas relacionadas ao frio são mais exigentes que nas demais regiões do Estado.

O mesmo ocorrerá com os coturnos novos. A distribuição se dará gradativamente até que todo o efetivo seja contemplado.

Coletes balísticos

Por fim, uma inovação bastante esperada deverá ser apresentada no primeiro semestre. Será uma nova modalidade de colete à prova de balas. Em vez da peça inteira para vestir o PM, serão placas com velcro a serem coladas na camisa da farda.

— Serão objetos com menor massa e que permitirão mais mobilidade. No passado, quando colocava jaqueta e colete, o brigadiano ficava, de certa forma, amarrado em seu equipamento. Agora, terá mobilidade e proteção superior para as ações de combate. Em cenários de policiamento comunitário, como a Feira do Livro, poderá apenas remover as placas balísticas e atuar com conforto na vigilância e orientação das atividades urbanas e sociais, em proximidade aos cidadãos — conclui Douglas Soares.

Variações

As novas fardas ainda trazem variações de padronagem para as funções específicas dentro das atribuições de policiamento. O Batalhão Ambiental ganhou tecido com camuflagem em tons de verde, para proteção tática em cenários naturais. O Batalhão Rodoviário recebeu faixas reflexivas no desenho do uniforme, para segurança diurna e noturna nas estradas.

O Choque, por sua vez, mantém a camuflagem na graduação de cinzas e predominância em tons escuros, para proteção visual dos agentes em cenários urbanos de combate à criminalidade.

ABERGS empossa Coordenadoria e Conselho Fiscal para o Quadriênio 2023/27

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Foto Daia Roldão

Reunindo Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros Militar – CBMRS, autoridades, amigos e familiares, a Associação de Bombeiros do Estado do RS – ABERGS, empossou nesta sexta-feira (1°.12), em sua sede em Porto Alegre, a Coordenadoria e Conselho Fiscal para o Quadriênio 2023/27 da entidade, que em 2024 completa 16 anos, sendo reconhecida como a maior entidade representativa do Brasil, dentre o número de efetivo e associados.

Tomaram posse como Coordenador Geral, Tenente-Coronel RR José Henrique Ostaszewski, Coordenador Geral Adjunto, 2º Sargento Jeferson Luiz da Rosa França, Coordenador de Secretariado, Tenente-Coronel RR Daniel da Silva Adriano, Coordenador de Secretariado Adjunto, Soldado Fábio Eduardo Spohn, Coordenador de Finanças, 2º Sargento Eduardo Dellagnese de Aguiar e Coordenador de Finanças Adjunto, 1º Tenente Mateus Bordignon Schoenell.

O Tenente Coronel Ederson Franco, despediu-se do cargo de Coordenador Geral, ressaltando que deixa o cargo, mas jamais a ABERGS. “Vejo que antes de saber o momento de iniciar é saber o momento de sair, e para mim, o meu momento é agora. Não em tom de abandono, mas por entender que a renovação é necessária. Desejo sucesso a gestão que agora inicia a sua caminhada, visto que se a jornada fosse fácil, não seria necessário o incansável trabalho da associação”, recordando ainda de conquistas onde a ABERGS foi fundamental, como a tão sonhada aeronave, os diálogos em Brasília que resultaram na aprovação da Lei de Organização Básica das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares, a realização do Seminário Nacional de Bombeiro Militar – SENABOM, entre tantas outras.

O Tenente Coronel José Henrique Ostaszewski, que assumiu como Coordenador Geral, destacou que faz parte da entidade desde sua fundação, e que acompanhou o crescimento da ABERGS no decorrer de todos estes anos, e que certamente agora é um novo momento. “Vamos dar continuidade ao trabalho, continuar lutando pela verticalidade, pelo fim da parcela de irredutibilidade, a chamada necessária de todos os remanescentes, e pela maior inquietude que temos, que é o nosso Plano de Carreira”, destacando ainda alguns projetos e metas que a nova gestão pretende implantar, como uma secretaria de mulheres e de guarda-vidas.

Henrique destacou ainda a emoção de ver presente muitos colegas, amigos, e relembrar muitas histórias. “Ao ver muitos amigos, ao relembrar o início da ABERGS, e onde chegamos, preciso celebrar a vida e a presença de cada um de vocês, do quanto cada um dos presentes representam na história do CBMRS, da ABERGS, ou de cada um de nós enquanto militares. Preciso ressaltar da enorme felicidade que é ver cada um de vocês aqui, e das histórias que particularmente cada um carrega consigo”, disse.

O Corregedor do Corpo de Bombeiros Militar do RS – CBMRS, Tenente Coronel Julimar Fortes Pinheiro, representando o Comandante-Geral do CBMRS, Coronel Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues, que prestigiou, mas não pôde acompanhar a solenidade, afirmou o quanto a ABERGS é importante no cenário institucional para o fortalecimento da Corporação. “A ABERGS é uma associação diferente, que agrega a tropa, realizando um trabalho de excelência onde a partir dos esforços de todos, do Soldado ao Coronel, busca atingir nossos objetivos e por consequência aqueles pelo qual nós existimos, a sociedade”, ressaltando que ao dizer “nossa ABERGS”, é porque como associado, sente-se parte deste crescimento enquanto associação e Corporação.

Estiveram presentes as seguintes autoridades: presidentes da AOFERGS, ABAMF e Funperacchi, Paulo Ricardo da Silva, Potiguara Galvam e Coronel Aroldo Medina; representante do gabinete do vice-governador do Estado, Gabriel Souza, o senhor João Alberto Machado; do prefeito Fazenda Vila Nova, Amarildo Luis da Silva; do ex-diretor da Academia de Bombeiro Militar, Darlan da Silva Adriano; Comandante do Batalhão da Reserva Altiva do CBMRS, Evilton Pereira Diaz; representando o Desembargador Militar Coronel Fábio Fernandes, o senhor José Carlos Albino; Comandante do 1° Batalhão de Bombeiro Militar, Tenente Coronel Marcelo Carvalho Soares; o Diretor Adjunto da Secretaria de Segurança Pública, Coronel Gilson Wagner de Oliveira Alves; o Grão Mestre do Oriente do Brasil no RS, José Fernando Clementel de Fraga; secretária geral da FESSERGS, Márcia Elisa Trindade; Comandante do 8° BBM, Tenente Coronel Rafael Venturella; Comandante do 9° BBM, Tenente Coronel Rodrigo Canci Pierosan; Diretor do Departamento Administrativo do CBMRS, Tenente Coronel Eduardo Cavedon Zaniol; entre outros tantos amigos, ex-coordenadores, parceiros e familiares, ambos tão importantes quanto os citados.

Deixam a Coordenação da ABERGS, os senhores, Tenente Coronel Ederson Franco, 1° Sargento Ubirajara Ramos e 2° Sargento Nelvio, com a certeza de que cumpriram sua missão durante este último período, mas que certamente continuarão contribuindo incansavelmente em prol de um CBMRS, de Oficiais e Praças valorizados, e de uma instituição cada vez mais forte.

Por Assessoria ABERGS, Daiane Roldão