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Programa DA RESPONDE retorna sua programação com informações ao efetivo

O jornal Correio Brigadiano, na manhã desde dia 19/07, reiniciou a programação de prestação de serviços ao efetivo da ativa e da reserve da BM chamado: “O DA RESPONDE”.

A programação foi reeditada pelo Ten Coronel Luis Felipe Neves Moreira, diretor administrativo da BM entendendo que o espaço disponibilizado pela Rádio Studio 190 do jornal Correio Brigadiano, pode ampliar as informações levadas pelo Departamento Administrativo á todos os municípios do RS e em consequência, prestando um serviço fundamental para os Militares Estaduais.0

O programa  que sempre foi transmitido quinzenalmente nas quartas-feiras pelas redes do jornal, iniciou, ainda sob a direção do Cel. Marcio de Azevedo Gonçalves, atualmente comandante do CPM, sendo temporariamente cancelado pelo vigência de legislações do ano eleitoral. Dada a percepção do valor estratégico para a Brigada Militar o atual Diretor Administrativo da BM Ten. Cel Neves passou a retomar a programação em parceria com a direção do jornal.

O Departamento Administrativo (DA) foi criado pela Lei Complementar nº 10.991, de 18 de agosto de 1997, sendo o órgão de apoio da Brigada Militar, ao qual compete o planejamento, a direção e o controle da gestão setorial da instituição, no que tange às matérias de Recursos Humanos e Finanças, cabendo-lhe, no atendimento desses misteres, a presidência dos sistemas administrativos correspondentes.

Compete ainda ao Departamento Administrativo a execução das diretrizes emanadas do Comando da instituição. Através do Decreto nº 38.107, de 22 de janeiro de 1998 que regula a Lei de Organização Básica da Brigada Militar, o Departamento Administrativo estrutura-se em Divisão de Pessoal, Divisão de Finanças, e Divisão de Recrutamento Seleção e Acompanhamento.

O Departamento Administrativo comemorou seu aniversário no dia 18 de junho, sendo que o primeiro Diretor foi o Cel RR IBES CARLOS SCHIMTZ PACHECO.

Várias pautas poderão ser acompanhadas pelos militares, interagindo diretamente com oficiais e praças designados pelo diretor como entrevistados.

Algumas pautas importantes:

  • Acidente em Serviço
  • Abono Especial
  • Benefício Financeiro
  • Reforma com proventos integrais
  • Redução de Carga Horária
  • Promoção Extraordinária
  • Isenção de Imposto de Renda
  • Renovação da Carteira de Identidade Funcional
  • Auxílio Funeral e outros.

Em uma parte da entrevista realizada em 19/07 o Diretor Administrativo da BM, abordou sobre a importância do suporte administrativo ao homem e mulher da segurança que realiza a atividade de policiamento, considerando os seguintes aspectos:

Minha trajetória na Brigada Militar foi em media de 85% no policiamento, mas tenho a consciência e a plena certeza que uma instituição com mais de 30 mil homens da ativa e da reserva, e ainda pensionistas, são totalmente dependentes do serviço realizado pelo DA. Argumenta.

O envolvimento do DA com a vida funcional de cada ME inicia com a sua inclusão e transcende a sua própria morte, onde o departamento continua prestando serviço aos dependentes, tal é sua importância reforçou o diretor.

Os programas O DA RESPONDE podem ser ouvidos pelo aplicativo ou site do Correio Brigadiano e assistidos em live pelo faceboock, quinzenalmente nas quartas feiras das 11:00hs até as 12:00hs.  

PROGRAMA DO DIA 19/07

Governo dá aval para aprovação de lei orgânica das PMs, diz jornal

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Mesmo sob críticas, a lei seria uma forma de acenar positivamente a bombeiros e policiais, em grande parte integrantes da base do ex-presidente Jair Bolsonaro

POR CARTACAPITAL

O governo Lula (PT) sinalizou pela aprovação da lei orgânica da Polícia Militar, uma das principais agendas da bancada da bala, que se encontra para ser votada no Senado. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo apuração do jornal, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmaram que a orientação do governo é deixar que a lei seja aprovada, mesmo sob críticas de instituições da área, já que seria um sinal de aproximação aos bombeiros e policiais, em grande parte integrantes da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são de que a pasta só se manifestaria em caso de os parlamentares proporem alteração ao texto.

Entre os pontos críticos da proposta estão, por exemplo, a definição de um mínimo de 20% das vagas destinadas a candidatas do sexo feminino; apenas “na área da saúde” elas também concorrem à totalidade ofertada em cada concurso. Para especialistas, a condição é contrária a uma política afirmativa de inclusão das mulheres nas forças de segurança.

Ainda de acordo com o texto, as PMs e os bombeiros também receberiam atribuições de preservação e fiscalização ambiental que hoje ficam a cargo de agências, por exemplo o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

O PL, de autoria do Poder Executivo, foi aprovado na Câmara em 14 de dezembro do ano passado. No Senado, a relatoria do projeto é do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que deu parecer favorável ao projeto de lei aprovado na Comissão de Segurança Pública no Senado na última terça-feira (13). O texto segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas ainda não há data prevista para análise.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Governo do RS chama 400 aprovados em concurso da Polícia Civil de 2018

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Anuncio foi feito pelo governador Eduardo Leite por meio de uma rede social

RAFAEL FAVERO GZH

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta sexta-feira (14), que o Rio Grande do Sul terá 400 novos policiais civis. A postagem foi feita em uma rede social, no final da noite. 

Segundo ele, serão chamados 200 escrivães e 200 inspetores. Os futuros servidores darão início ao curso de formação em 11 de agosto.  

Conforme a Polícia Civil, os candidatos chamados foram aprovados em concurso público realizado em 2018. Após a conclusão da passagem na Academia de Polícia, é que serão abertas as opções de cidade para lotação dos policiais.  

Em reportagem publicada por GZH em julho do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que todas as vagas ofertadas pelo concurso de 2018 já haviam sido preenchidas. Ainda de acordo com o governo gaúcho, os chamamentos que viessem a ocorrer posteriormente — como esse informado por Eduardo Leite — nomeariam os chamados “candidatos excedentes”, utilizados de acordo com a necessidade da corporação.  

Há cerca de um ano, o déficit de policiais civis, segundo a SSP, era de 4.287 servidores, isto é, 48% a menos do que o previsto pela legislação. Na época, havia 5.422 profissionais no quadro da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Governo do RS diz que vai manter escolas estaduais cívico-militares

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Foto: EEEM Carlos Drummond de Andrade/Divulgação

No RS, há 18 escolas estaduais sob este modelo. Atuam nessas instituições policiais militares da reserva do estado. Fim do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi decidido em conjunto pelos ministérios da Educação e Defesa e comunicado aos secretários de Educação dos estados.

O governo do Rio Grande do Sul informou, nesta quinta-feira (13), que pretende manter no mesmo regime e com recursos próprios as escolas cívico-militares administradas pelo estado. O RS possui um modelo próprio escolas cívico-militares, paralelo ao Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim).

No modelo estadual, fazem parte 18 escolas em todo o RS. Já referentes ao Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), existem 25 escolas no estado. “Em relação a essas, do Pecin, o Estado seguirá o cronograma que for repassado por Brasília por se tratar de iniciativa do governo federal”, explicou a secretaria de Educação.

Sobre as escolas do programa estadual, o governo do RS diz que não haverá mudanças. “Atualmente, o Rio Grande do Sul possui 18 escolas estaduais que aderiram ao programa. O governo do Estado irá manter o que já está em andamento“, diz a Secretaria da Educação do RS em nota.

Na quarta (12), o Governo Federal anunciou o encerramento do programa implantado em 2019. O fim do Pecim foi decidido em conjunto pelos ministérios da Educação e Defesa e comunicado aos secretários de Educação de todos os estados.

  • Fim das escolas cívico-militares: decisão não acaba com militarização, dizem especialistas

Criado em 2019, o programa de escolas cívico-militares permitia a transformação de escolas públicas para o modelo cívico-militar. O formato propunha que educadores civis ficassem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passava para os militaresSaiba mais sobre o projeto extinto abaixo.

Na nota, o governo do RS ressalta que, no modelo gaúcho, a “adesão se dá por meio de consulta pública junto à comunidade escolar e utiliza policiais militares da reserva como monitores“. Ainda segundo o governo, “serão mantidos os militares estaduais” que atuam nas instituições.

As escolas cívico-militares administradas na esfera municipal terão a transição comandada pelo Governo Federal, de acordo com o governo do RS.

O governo do RS ainda avalia que, nas 18 escolas cívico-militares da esfera estadual, “a avaliação da comunidade escolar quanto ao funcionamento é positiva“.

O programa

Criado em setembro de 2019, o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares começou a ser posto em prática no ano seguinte. Foi proposto com o objetivo de diminuir a evasão escolar e inibir casos de violência escolar a partir da disciplina militar.

O formato estabelecia uma cooperação entre MEC e Ministério da Defesa para dar apoio às escolas que optassem pelo novo modelo, bem como na preparação das equipes civis e militares que atuariam nessas instituições.

O programa descrevia que a parte pedagógica da escola permaneceria com os educadores civis, mas a gestão administrativa da instituição seria feita por militares.

  • Dentro da sala de aula, as escolas têm autonomia no projeto pedagógico. As aulas são dadas pelos professores da rede pública, que são servidores civis.
  • Fora da sala de aula, militares da reserva atuam como monitores, disciplinando o comportamento dos alunos. Eles não têm permissão para interferir no que é trabalhado em aula ou ministrar materiais próprios.

Alto investimento para baixa escala

💵 Custo do programa: Apesar de representar uma parcela mínima das escolas públicas do país, em 2022, a verba prevista para o Pecim era de R$ 64 milhões. O valor é quase o dobro do montante listado para implantação do Novo Ensino Médio, que era de R$ 33 milhões.

De 2020 a 2022, a fatia do orçamento do MEC destinada ao programa mais do que triplicou. No primeiro ano de funcionamento, a verba era de R$ 18 milhões.

Especialistas ouvidos pelo g1 no fim do ano passado ressaltaram que faltam dados públicos que comprovassem a eficácia do programa. Não se sabe, por exemplo, detalhes sobre o desempenho dos alunos que frequentam essas escolas, o que permitiria traçar um paralelo com o período pré-militarização.

Desmobilização das Forças Armadas

De acordo com o ofício enviado aos secretários estaduais, haverá uma desmobilização do pessoal das Forças Armadas dos colégios, e, com isso, a adoção gradual de medidas que possibilitem o encerramento do ano letivo dentro da normalidade.

A decisão conjunta do Ministério da Educação e do Ministério da Defesa dá fim ao que era uma das prioridades do governo na gestão Bolsonaro.

Policiais da Brigada Militar de Rio Grande salvam homem na praia do Cassino

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Nesta segunda-feira (10/7), na praia do Cassino, em Rio Grande, após solicitação de apoio ao Serviço de Antendimento Móvel de Urgência (Samu), dois policiais do 6° Batalhão de Polícia Militar (6°BPM), salvaram a vida de um homem que estava em surto e entrou no mar aberto.

Os PMs, mesmo com muita dificuldade e arriscando suas vidas, tiveram sucesso no salvamento, retirando o homem de dentro do mar revolto. A ação dos brigadianos foi acompanhada por familiares do indivíduo, que, momentos antes, havia fugido do atendimento médico. 

Os policiais ingeriram água e ficaram com hipotermia. Logo após o resgate, os militares foram levados de ambulância para atendimento de urgência, onde permaneceram em observação e, no final da noite do da segunda, foram liberados. Todos passam bem. 

Policiais militares adentram o mar para salvar homem – Foto: Reprodução/BM

Comunicação Social do CRPO Sul/Sd Taiara Cabreira

Fonte : Brigada Militar

Assembleia Legislativa homenageia Brigadianos que arriscaram a vida nos salvamentos do ciclone

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PORTO ALEGRE – Reconhecimento pela bravura e coragem dos soldados Nicolas e Amaral, ao colocarem suas vidas em risco para realizarem ato de salvamento.

No dia 16 de junho, o nosso Estado foi atingido por fortes chuvas, decorrentes de um ciclone. Na cidade de São Leopoldo, o Arroio Kruse transbordou, ocasionando uma fenda no asfalto das redondezas.

Os Soldados entraram na água para realizarem um resgate, mesmo sem meios apropriados ou equipamentos necessários. Enfrentando uma forte correnteza, os policiais formaram uma corrente humana entre si, conseguindo alcançar uma das vítimas presas em um veículo e trazê-la em segurança até as margens da pista.

Agradeço a presença do Tenente Coronel Goi, Comandante do 25° batalhão da Brigada Militar, demais oficiais, familiares e amigos dos soldados e, mais uma vez, parabenizo por este ato heroico.

Em momentos de crise é que se revela a solidariedade. Centenas de pessoas, muitas delas anônimas, deram exemplo, e as forças de segurança foram fundamentais.

Elizandro Sabino – Deputado

Fotos – Gabinete Deputado Elizandro Sabino

Nos dois anos do incêndio no prédio da SSP, fotos inéditas mostram bastidores da operação de busca e resgate

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Exposição “Ninguém fica para trás” reúne 30 imagens captadas pelo fotógrafo Rodrigo Ziebell 

JULIANA BUBLITZ GZH

Há dois anos, o antigo prédio da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), em Porto Alegre, era consumido pelas chamas, levando dois bombeiros à morte. Os bastidores do trabalho de busca e resgate – que se estendeu por uma semana, de forma ininterrupta e incansável – foram registrados em detalhes pelo fotógrafo Rodrigo Ziebell e deram origem à exposição “Ninguém fica para trás”.

Em 30 fotos impactantes e inéditas, Ziebell, que é soldado da Brigada Militar e, à época, atuava no setor de Comunicação da secretaria, junto do então secretário e vice-governador Ranolfo Vieira Jr, revela a obstinação das equipes do Corpo de Bombeiros em meio aos escombros. 

Ele foi testemunha ocular do esforço dos profissionais envolvidos na missão de encontrar os colegas desaparecidos – o sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, 51 anos, e do tenente Deroci de Almeida da Costa, 46, que foram localizados e receberam as devidas homenagens.

— Não foi fácil. Passei os sete dias lá, registrando tudo. Foi uma das coberturas mais difíceis que já fiz — conta Ziebell, que hoje é fotógrafo do vice-governador, Gabriel Souza.

Com curadoria do jornalista Carlos Ismael Moreira, a mostra está em cartaz até o dia 20 de julho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, no primeiro andar da nova sede da SSP (Av. Pernambuco, nº 649), no bairro Navegantes, em Porto Alegre. A entrada é franca.

As fotos da exposição fazem parte de um conjunto de centenas de imagens

As fotos da exposição fazem parte de um conjunto de centenas de imagens

Leo Fouchard / Divulgação

Ziebell trabalhava no prédio da SSP 

Ziebell trabalhava no prédio da SSP 

Paula Neiman / Divulgação

PMs leopoldenses são homenageados por atuação no ciclone que atingiu a cidade em junho

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Soldados do 25º BPM, Nicolas Garcia e Ariadine Amaral realizaram salvamento no Arroio Kruze, no bairro Santo André

Por PRISCILA CARVALHO JORNAL NH

Dois soldados da Brigada Militar (BM) leopoldense foram homenageados na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e no Comando-Geral da BM, ambos com sede em Porto Alegre, por suas atuações durante a passagem do ciclone extratropical que atingiu a região em junho.

Na madrugada da sexta-feira, 16 de junho, os policiais do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), soldado Nicolas Lucas Garcia, 38 anos, e soldado Ariadine de Oliveira do Amaral, 24, estavam de serviço no turno da noite, durante a tempestade que atingiu o município.

Eles contam que patrulhavam locais onde poderia ocorrer alagamentos e, no bairro Santo André, perceberam que o Arroio Kruze estava subindo rapidamente e já saía para fora de seu leito. Com as sirenes, efeitos luminosos da viatura e com a ajuda do megafone disponível no veículo, eles circularam pelo bairro para avisar os moradores e pedir que deixassem suas residências.

“Não pensamos muito. Foi no instinto”

Ao passarem pelo pontilhão sobre o arroio, notaram que o asfalto da via estava cedendo e, diante do perigo iminente, os dois balizavam o trânsito próximo para que os veículos não passassem. Um veículo, porém, deslocou para o local onde a enxurrada rompeu a via e a água acabou por arrastar o carro para dentro do arroio. Mesmo sem meios para tal, os soldados formaram uma corrente humana entre si, entraram na água e realizaram o salvamento de uma das vítimas, que já estava com o corpo submerso. Infelizmente, outro passageiro, irmão do que foi salvo, acabou não conseguindo sair do veículo.

Emocionados em lembrar da ocorrência, os soldados reforçam que não havia nada previsto ou premeditado. “Não pensamos muito. Foi no instinto da ocorrência, como vimos toda a situação desde o início, só pensamos que havia alguém dentro daquele carro e tentamos chegar o mais próximo possível do veículo. Não tínhamos nenhum mecanismo ou acessório pra salvamento”, contou Nicolas. “A correnteza era muito forte a água levava tudo. Soltou o asfalto e vinham blocos de asfalto do tamanho de um carro popular”, acrescentou.

Com a voz embargada, Nicolas lembra ainda que no momento do resgate, sem saber, a sua casa e da colega Amaral, estavam enchendo de água. “Na minha casa a água dava na altura da canela. Mas na casa da Amaral, que mora na Feitoria, foi pior, a água estava pela cintura e ela perdeu muitas coisas”.

Na Assembleia e no Comando-geral da BM

Na Assembleia, a homenagem foi proposta pelo deputado Elizandro Sabino, que parabenizou os soldados pela bravura e coragem em seu ato heroico ao colocar suas vidas em risco para realizar o salvamento.

Depois, os policiais e suas famílias participaram de ato no Comando-Geral da BM, onde foram recebidos e homenageados pelo comandante-geral, coronel Cláudio dos Santos Feoli, e subcomandante-geral, coronel Douglas da Rosa Soares. O comandante do 25º BPM, tenente-coronel Alexsandro Goi, e colegas da corporação leopoldense também acompanharam as ações.

“Essa homenagem e reconhecimento, tanto da Assembleia Legislativa quanto do Comando da Brigada Militar, materializando as ações dos policiais militares de São Leopoldo, além de prestigiar os bravos integrantes da unidade, também dão ampla notoriedade não só ao 25ºBPM, mas à própria Brigada Militar, que todos os dias cumpre um papel indelével na defesa e proteção da sociedade gaúcha”, disse o tenente-coronel Goi.

Momento único

À reportagem, os soldados falaram sobre o reconhecimento recebido e afirmaram estarem vivendo um momento único na carreira. “Sempre atuei na rua, onde passamos por muitas situações. E passar por uma situação onde fomos homenageados, onde nosso serviço foi elogiado, pra mim é um momento único. Estou muito feliz”, disse Nicolas, que tem 13 anos de corporação. Ele também destacou o fato de seus familiares, a esposa e os dois filhos, Samuel, 9 anos, e Martina, 4, poderem prestigiar o ato. “Nunca imaginei passar por isso, com meus pais vendo tudo. Isso é fruto da criação deles”.

“Com apenas dois anos e meio na corporação, nunca esperei passar por algo dessa magnitude”, colocou a soldado Ariadine Amaral. “Acredito que a farda pesa de formas diferentes para cada policial militar. Eu aguardei três anos para iniciar o curso de formação, depois que passei no concurso. Sei o quanto pesou pra mim essa escolha. Meu marido também é policial militar e estar lá comigo, vivendo isso, é algo de muito orgulho. Não tem como colocar palavras”, concluiu.

Governo Lula decide encerrar programa de escolas cívico-militares, implementado por Bolsonaro

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As estratégias para reintegrar unidades de ensino à rede regular de ensino deverão ser implementadas até o final deste ano letivo

GZH

Em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério da Defesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), implementado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. As escolas não serão fechadas, e as medidas para finalizar o programa e incorporar novamente os espaços à rede regular de ensino são de responsabilidade de cada Estado.

Segundo o documento, que foi encaminhado aos secretários de Educação do país, as mudanças deverão ser implementadas até o fim do ano letivo atual. Os ministérios ressaltam, também, a importância de que a transição seja feita gradualmente e com cuidado, garantindo que as escolas consigam manter a rotina e as conquistas mobilizadas pelo Programa, sem que os alunos sejam afetados.

O ofício, enviado nesta segunda-feira (10), permite o início do “processo de desmobilização do pessoal das Forças Armadas”. Ainda, o documento estabelece que “as definições estratégicas específicas de reintegração das Unidades Educacionais à rede regular de ensino” deverá ser definida, planejada e implementada por cada Estado, com base em regulamentação que ainda não foi divulgada. 

As escolas cívico-militares eram uma das bandeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro. Instituído em 2019, pelo decreto nº 10.004, o objetivo estabelecido foi “promover a melhoria na qualidade da educação básica no Ensino Fundamental e no Ensino Médio”. Segundo o Ministério da Educação, são 216 unidades escolares com esse formato, que atendem mais de 192 mil alunos em todos os Estados. No Rio Grande do Sul, existem 43 escolas desse modelo — 25 cadastradas no Pecim e 18 em um programa estadual inspirado no nacional.

Uma nota técnica obtida pelo Estadão cita motivos para o fim do Pecim. Entre eles, estão o desvio de finalidade das Forças Armadas, um problema de execução orçamentária no programa, falta de coesão com o sistema educacional brasileiro e também com o modelo pedagógico adotado nas escolas.

A E.E.E. Médio Cívico-Militar Alexandre Zattera, em Caxias do Sul, é uma das 43 escolas desse modelo no Estado Neimar De Cesero / Agencia RBS