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Como é o trabalho do Canil do Corpo de Bombeiros, que atua há 20 anos em buscas e salvamentos  

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Quatro duplas formadas por cachorro e adestrador trabalham em operações no RS e outras seis estão em treinamento

LUIZ DIBE GZH

A conexão entre humano e cão é há muito conhecida, a ponto de o animal, muitas vezes, ser chamado de “melhor amigo do homem”. Nas atividades de busca e salvamento, esta ligação tem como designação a palavra binômio: como se cachorro e adestrador fossem um só.

No próximo sábado (15), o êxito desta parceria será celebrado com a passagem dos 20 anos do Canil da Companhia Especial de Busca e Salvamento (CEBS) do Corpo de Bombeiros. Atualmente, o grupamento, que tem sua sede no Cais Mauá, em Porto Alegre, mantém quatro binômios prontos para atuar em operações decorrentes de desastres naturais ou estruturais, além de seis outras duplas em treinamento.

— Havia no passado o entendimento de que se tratava de uma importante ferramenta, mas hoje temos uma visão mais significativa. Trata-se de uma comunhão, uma relação de confiança que se estabelece entre humano e animal sob o propósito especial de preservar e salvar vidas — define o comandante da CEBS, tenente-coronel Ricardo Mattei Santos.

O emprego dos binômios pelo grupamento dos bombeiros teve sua história constituída de uma forma um pouco casual. Em 2003, o sargento Gerson Meireles, que era soldado à época, imergiu no ambiente de criação de cães, motivado pela ideia de incorporar os talentos caninos ao trabalho dos bombeiros militares.

— Não tinha esta determinação oficialmente. Foi tudo por iniciativa de algumas pessoas que acreditavam nesta possibilidade. Eu mesmo fui atrás do primeiro candidato ao treinamento, em canis da Região Metropolitana — conta Meireles.

A primeira busca

Corpo de Bombeiros / Divulgação
Sargento Meireles com o cão Luck, o primeiro “herói” do grupo fundado em 2003, que atuou por 14 anos em salvamentosCorpo de Bombeiros / Divulgação

O escolhido tinha o destino traçado: nasceu num criadouro de labradores no dia 2 de julho, Dia do Bombeiro Brasileiro. Levou o nome de Luck, sorte na língua inglesa.

Nos primeiros meses de vida e treinamento, Luck viajava de ônibus, dentro de uma caixa de papelão ajeitada por seu tutor bombeiro. Chegavam ao quartel e dedicavam as horas livres a testes de habilidades e estudos para aprimoramento dos treinos.

— A vida melhorou um pouco e eu comprei um carrinho. Passamos a vir para o trabalho de Fusca. Depois de um certo tempo, já tínhamos treinado bastante. Havia um desenvolvimento perceptível, mas nunca havia sido colocado em prática — lembra o adestrador.

A oportunidade surgiu naquele mesmo ano. A Polícia Civil fazia buscas em um caso de desaparecimento, que, segundo investigação, tinha características de homicídio com ocultação do cadáver. O caso ocorreu no Morro da Cruz, na Capital.

— Fomos chamados pelo delegado do caso. Chegamos ao local das buscas e havia dezenas de policiais civis e militares trabalhando, veículos de imprensa e gente da comunidade. Quando vi todo aquele pessoal, congelei na viatura. Pensei: “Imagina se falharmos diante de todas estas pessoas. Vamos virar piada e o trabalho todo vai por água abaixo” — recorda o sargento Meireles.

Segundo ele, o responsável pela investigação se aproximou e disparou: 

— São vocês que vão encontrar o cadáver pra mim?

Luck entrou em ação ao lado de seu treinador.

— Ele andou no terreno e parou ao lado de uma cocheira. Começou a farejar com mais intensidade. Não tive nem sequer tempo de analisar a situação. Me perguntaram: “É aí? Podemos começar a cavar?” — lembra o bombeiro.

Timidamente, Meireles assentiu, sem falar:

— Sem convicção nenhuma. Mas o que eu poderia dizer?

Minutos se passaram. Os policiais impacientes se entreolhavam, enquanto cavavam o buraco.

— Lá pelas tantas, uma das pás ressonou um barulho diferente, seco, mais audível. Saiu o peso do mundo de cima dos meus ombros. O corpo tinha sido encontrado — diz, em tom que ainda é de comemoração.

No dia seguinte, o comandante da CEBS chamou Meireles e outros para uma reunião. Vieram duas revelações: a primeira era de que os participantes da iniciativa estavam sendo congratulados pelo êxito do trabalho. A segunda era de que a CEBS teria, dali por diante e oficialmente, a tarefa de treinar cães e homens para se tornarem os binômios que hoje prestam relevantes contribuições à sociedade gaúcha.

Para se ter uma ideia, entre 2018 e o primeiro semestre de 2023, as equipes atuaram em 258 ocorrências de busca, salvamento ou encontro de restos biológicos humanos.

Conforme o tenente-coronel Romeu Rodrigues da Cruz Neto, primeiro comandante do Canil da CEBS e atual chefe de Logística do Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado, a experiência da qual ele fez parte transformou uma cultura.

— A gente havia ficado impressionado com a utilização dos cães nos resgates após a tragédia do World Trade Center, em Nova York, e achou que poderia ser útil para os bombeiros gaúchos também. O tempo nos mostrou algo muito maior: a superação de preconceitos para a criação de uma nova cultura de efetividade no trabalho de segurança, de visão institucional e de reconhecimento pela sociedade. Em um aspecto ainda mais significativo para nós, uma mudança de visão de vida, relação com os animais e com o meio ambiente — define Cruz Neto.

Modelos de treinamento

De acordo com o sargento Alexandre Furtado, as definições técnicas de treinamento aplicadas ao trabalho de segurança pública estão organizadas em três modalidades principais. Entenda abaixo cada uma delas:

Resgate de pessoas vivas

O cão é treinado para encontrar pessoas perdidas em ambiente natural, mesmo sob condições climáticas e terrenos hostis, para localizar vítimas de desastres estruturais, como deslizamentos que atingem moradias ou acidentes em edificações.

Um exemplo desta aptidão é o labrador chocolate Bono. Brincalhão com sua bolinha de tênis sempre na boca, mesmo aos 10 anos e perto da aposentadoria, este inteligente cachorro atuou em diversas ações no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, como no caso do escoteiro desaparecido no Cânion da Fortaleza, e integrou a força-tarefa nas buscas pelos sobreviventes da tragédia envolvendo a ruptura da Barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019. Trabalhou ao lado de seu adestrador, o sargento Gerson Meireles.

O treinamento consiste em registrar odores humanos em diferentes objetos para que o cachorro aprenda a identificar e rastrear o caminho percorrido pela pessoa perdida e determinar sua localização. São utilizados brinquedos e peças de roupa com cheiro deixado pela transpiração, contato com a pele e resíduos de saliva, que são frequentemente renovados para manter o odor vivo.

São utilizados percursos planejados, veículos de terra, água e ar, diferentes terrenos para que o animal jamais tenha objeção a investigar os potenciais cenários de um salvamento.

André Ávila / Agencia RBS
Labrador chocolate Bono, alegre e brincalhão, é o vovô da turma atualAndré Ávila / Agencia RBS

Resgate de restos biológicos humanos 

Os animais são ensinados, por meio de experiências pelo contato com odores e, sobretudo, gases provenientes da decomposição de tecidos humanos, a localizar e apontar a presença de material biológico sem vida.

A prática é realizada para encontro de cadáveres abandonados ou escondidos por criminosos e também para busca de pessoas falecidas em desastres.

Uma das integrantes da CEBS com tal qualificação é a Guria, uma simpática representante da raça pastor belga malinois. A bichinha é treinada pelo sargento Alexandre Furtado Silveira, que a selecionou em uma ninhada de pastores aos 45 dias de vida e acompanha diariamente seu desenvolvimento até hoje.

Para demonstrar atividades e expressar a relevância da atuação, o tutor da cachorrinha, que está com quatro anos, administra um perfil institucional na rede Instagram, chamado @guriabombeira, onde há fotos e relatos.

André Ávila / Agencia RBS
Guria, da raça pastor belga malinois, é herdeira do talento exercido por seus antecessoresAndré Ávila / Agencia RBS

Buscas por odor específico

A terceira modalidade de treinamento tático realizada na CEBS é a das buscas pelo odor específico de pessoas, definida quando o alvo da procura é uma pessoa em especial. Tal qualificação se assemelha às representações que são vistas em filmes e séries de ação policial, nas quais o treinador oferece uma peça de roupa da pessoa procurada e o cão parte em busca de sua localização.

Na unidade dos bombeiros da Capital, a pequena Melt, de apenas quatro meses de vida, está em treinamento para adquirir esta habilidade.

Conforme seu adestrador, soldado bombeiro Eugênio Goulart, o treino consiste em determinar um alvo, normalmente designado como “figurante” na ação, o qual geralmente é um outro adestrador que esteja disponível.

Esta pessoa deve se esconder em diferentes cenários, a diversas distâncias e relevos, utilizando artifícios como obstáculos físicos, obstrução do caminho ou do contato visual, para que Melt resolva o enigma e encontre o alvo.

O odor deste figurante é impregnado em algum objeto para ser reconhecido. Ao final, diante do sucesso no encontro do alvo, os bichinhos recebem recompensas, que podem ser carinhos, brinquedos ou guloseimas.

André Ávila / Agencia RBS
Melt, de apenas quatro meses, está em treinamento para reconhecer odores e localizar alvos específicosAndré Ávila / Agencia RBS

Tempo de trabalho e aposentadoria

De acordo com os treinadores da CEBS, cada animal tem seu tempo de atividade e reconhecimento ao descanso após atingir estágio avançado de maturidade, segundo as próprias características biológicas. Alguns trabalham por cerca de 10 anos, até chegarem a um perceptível declínio de seu vigor físico e sensorial. Após a jornada de serviço prestado à sociedade, invariavelmente os cães permanecem até o final da vida com seus tutores, estabelecendo o fechamento no elo de cumplicidade e amizade criado no início do treinamento.

É o caso do primeiro personagem apresentado na reportagem, precursor da atuação de cães junto aos bombeiros gaúchos, o labrador preto Luck. Quando faleceu, o herói de inúmeros resgates ao lado do sargento Meireles foi cremado.

— Suas cinzas estão em uma urna. Pedi aos meus familiares, pois ninguém vive para sempre, que ao final da vida eu seja cremado. Nossas cinzas sejam unidas e depositadas próximo à Pedra do Segredo, no Cânion da Fortaleza, em Cambará do Sul. Vamos fertilizar juntos nova vida na natureza — aponta o adestrador.

Futuro da Cebs é virar batalhão

Atual comandante do Canil da Companhia Especial de Busca e Salvamento, a capitã Cátia Cilene Gonçalves revela que há esforços para elevar a CEBS ao status de batalhão, o que definirá mais acesso a recursos humanos, animais, materiais e estruturais.

— Estamos prestes a nos tornarmos um batalhão, o que demonstra a importância desta atividade apaixonante à qual nos dedicamos aqui. Há muita alegria por parte de todos ao sabermos como os resultados trazem benefícios e reconhecimento da sociedade — analisa a capitã formada na primeira turma de oficiais do Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul.

Facção que atacou policiais civis e militares é alvo de operação na zona Sul de Porto Alegre

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Três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em condomínio residencial popular no bairro Chapéu do Sol

Correio do Povo

A facção, cujos integrantes atiraram contra policiais civis e militares, foi alvo ao amanhecer desta terça-feira da operação Sacrificius da Polícia Civil e da Brigada Militar na zona Sul de Porto Alegre. A organização criminosa, sediada no Vale do Rio dos Sinos, é responsável por abastecer com entorpecentes os bairros na região da Capital.

O titular da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ªDPHPP), delegado Marcus Viafore, explicou que a investigação começou em 9 de junho passado, após agentes da segurança pública serem atacados a tiros, durante cinco minutos, ao apurarem uma execução em uma área de tráfico de drogas que havia ocorrido no dia anterior no bairro Chapéu do Sol. As viaturas foram atingidas. Logo após o ataque, quatro indivíduos foram presos em flagrante pelo crime de tentativa de homicídio. “Havia no local várias pessoas, as quais tiveram suas vidas expostas a risco”, recordou.

Nesta manhã foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e outros sete mandados de busca e apreensão por cerca de 120 policiais civis e militares em um condomínio residencial popular. Os três suspeitos investigados, todos com extensas fichas de antecedentes criminais, foram detidos na ação. Drogas, munição, rádios comunicadores e motocicleta foram recolhidos.

Dois helicópteros de ambas instituições participaram da mobilização, que contou ainda com a atuação do efetivo tático da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil.

O diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, frisou que “a tentativa de homicídio de policiais, os quais estão a serviço da lei e da sociedade, é um ato gravíssimo realizado pelo crime organizado” e que “os executores, principalmente os líderes, serão investigados e punidos com prisão, lavagem de dinheiro, revista em presídio e transferências para presídios de segurança máxima por terem autorizado tal ato contra policiais civis e militares”.

Organização criminosa do Vale do Rio dos Sinos é responsável por abastecer com drogas a região | Foto: PC / Divulgação / CP

Localizado corpo do sargento da reserva na Usina Hidrelétrica Passo Fundo, em Trindade do Sul

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Buscas eram realizadas após policial militar aposentado Sérgio Antônio Berti cair do barco há 11 dias

Correio do Povo

A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul anunciaram na manhã desta terça-feira a localização do corpo do segundo sargento da reserva Sérgio Antônio Berti, 62 anos de idade, que havia desaparecido no lago da Usina Hidrelétrica Passo Fundo, entre os municípios de Trindade do Sul e Entre Rios do Sul.

A vítima havia caído nas águas quando conduzia um barco no dia 1º deste mês. Durante 11 dias, uma operação de busca foi montada na área pelos efetivos do 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (3º BABM) e do 7° Batalhão de Bombeiros Militar (7º BBM), com apoio em terra do 13º BPM.

Toda a extensão do lago da barragem, ultrapassando os mais de nove mil metros quadrados de área, foi percorrida com as embarcações. Mergulhadores atuaram diariamente na tentativa de localizar o policial militar aposentado desde então.

Efetivos do 3º BABM, 7º BBM e 13º BPM estavam mobilizados na área | Foto: 3º BABM / Divulgação / CP

Lei orgânica PMs e BMs está na pauta da CSP do Senado para terça-feira(11)

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Projeto lista 37 garantias como uso privativo dos uniformes e distintivos até porte de arma

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado deve votar na terça-feira (11) o Projeto de Lei (PL) 3.045/2022, que estabelece normas gerais para organização das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares. O debate foi requerido pelos senadores Ivete da Silveira (MDB-SC) e Esperidião Amin (PP-SC) para discutir o impacto do texto na atuação de bombeiros civis voluntários.

O projeto foi proposto em 2001 pelo governo Fernando Henrique Cardoso para criar a chamada lei orgânica nacional da categoria, prevista pela Constituição Federal, mas até hoje inexistente. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2022 e é relatado no Senado por Fabiano Contarato (PT-ES), que rejeitou as oito emendas apresentadas, mantendo o texto como veio da Câmara.

Segundo Ivete da Silveira (MDB), o texto inviabiliza os grupos de bombeiros civis voluntários, que não poderão ser denominados “bombeiros” e terão o associativismo cidadão prejudicado.

“A iniciativa será um duro golpe nos cerca de quatro mil municípios brasileiros (80% do total) que ainda não contam com serviços próprios de atendimentos a emergências. Além de ser desastrosa para os mais de cem municípios que, por força de suas próprias comunidades, mantêm serviços de corpos de bombeiros voluntários”, argumenta a senadora em seu requerimento.

Direitos e deveres
O projeto em análise prevê a exigência de nível superior para todos os cargos, que valerá a partir de seis anos da publicação da lei. Outra regra prevista assegura o direito de expressão dos militares, desde que manifestem suas opiniões em caráter individual, sem usar símbolos, fardas ou patentes de suas corporações.
O projeto também lista 37 garantias para os profissionais das corporações, que incluem uso privativo dos uniformes e distintivos, porte de arma, seguro contra acidentes de trabalho e pensão para cônjuge ou dependente.

Fonte: FENEME

Em vídeo, Cmt-geral da PMSP diz: ‘Não hesite em utilizar a legítima defesa’

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A postagem foi feita na quarta-feira, horas depois de um tenente aposentado da corporação ser morto na Grande São Paulo

O coronel Cássio Araújo de Freitas, comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, pediu em um vídeo publicado em uma rede social da corporação para que a tropa “não hesite em utilizar a legítima defesa a seu favor”. A postagem foi feita na quarta-feira, horas depois de um tenente aposentado da corporação ser morto na Grande São Paulo.

“Estamos bastante preocupados com algumas ocorrências onde o policial militar tem hesitado em utilizar as suas ferramentas de trabalho. E aí vai o meu pedido para vocês e para todos esses amigos aqui que estão aqui presentes: não hesite, não hesite em cumprir a lei, não hesite em utilizar a legítima defesa a seu favor. Faça isso!”, declarou o comandante-geral da PM paulista.

O vídeo foi gravado logo após Freitas participar de um café da manhã da corporação. A legenda da postagem tem como título “Mensagem ao Patrulheiro”, e até a tarde desta sexta-feira, 7, contava com mais de 14 mil curtidas.

No mesmo dia, cinco suspeitos de roubar e matar o tenente aposentado da Polícia Militar paulista Ricardo Boide, de 52 anos, foram presos pela Polícia Civil. O crime ocorreu em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O grupo já era investigado pela prática de roubos a residências na região.

Latrocínio

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o tenente aposentado foi dominado com outras três pessoas da família, na madrugada da quarta-feira. Ele foi agredido com “socos, coronhadas, chutes e choques” e, posteriormente, levado pelos suspeitos. O grupo também realizou transações via Pix e com uma máquina de cartão, que os bandidos carregavam.

As prisões aconteceram durante a Operação Caapora, que tinha o objetivo de reprimir roubos a residências em Embu das Artes, São Lourenço da Serra e Itapecerica da Serra. Por volta do meio-dia, agentes da Delegacia de Embu das Artes encontraram o corpo da vítima em uma área rural, nas proximidades da residência. Quatro dos suspeitos foram presos em flagrante e um por cumprimento de mandado de prisão. O caso foi registrado como latrocínio, resistência, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e munição.

Segundo a SSP, o Centro de Inteligência Policial (CIP) identificou que os crimes cometidos pelo bando se assemelham pelo especial “modus operandi”. Os suspeitos alcançavam os condomínios residenciais por meio de matas e áreas de densa vegetação, à noite ou de madrugada, surpreendendo as vítimas. Os moradores eram também agredidos e ameaçados.

No início do mês passado, dois PMs foram baleados depois que um homem reagiu à abordagem e roubou a arma de um dos policiais. Um dos agentes foi ferido no abdômen e nas pernas, e outro no rosto

O número de pessoas mortas por policiais aumentou no mês de maio deste ano no Estado de São Paulo, passando de 35 para 38 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, são 189 pessoas mortas por policiais, um acréscimo de 8,6%.

Comandante da Polícia Militar coronel Cássio Araújo de Freita — Foto: Reprodução/Redes Sociais

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O TEMPO

CSP adia votação da lei orgânica de polícias e bombeiros militares

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Para Ivete Silveira, o projeto inviabiliza a atuação dos corpos de bombeiros voluntários Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Segurança Pública (CSP) adiou a votação do projeto de lei (PL) 3.045/2022, que cria uma lei orgânica nacional para as polícias militares e os corpos de bombeiros militares. A matéria estava na pauta desta terça-feira (4), mas só deve voltar a ser apreciada após a realização de uma audiência pública. O debate foi marcado para a próxima terça-feira (11), às 9h.

A nova reunião foi sugerida pelos três senadores de Santa Catarina: Esperidião Amin (PP), Ivete da Silveira (MDB) e Jorge Seif (PL). Eles alertaram para o impacto da proposição sobre o trabalho dos corpos de bombeiros voluntários.

— O projeto inviabiliza a atuação dos corpos de bombeiros voluntários em todo o país. Impede que os bombeiros voluntários sejam chamados de bombeiros. Mais que isso: sufoca sua atuação, impedindo o associativismo cidadão e a auto-organização da comunidade, em clara afronta à autonomia das liberdades individuais — argumentou a senadora Ivete da Silveira.

O relator do PL 3.045/2022, senador Fabiano Contarato (PT-ES), rejeitou quatro emendas propostas ao texto. Uma delas pretendia assegurar a existência e a atuação de bombeiros civis e voluntários. Para Contarato, o projeto não inviabiliza o trabalho dos voluntários. “Apenas estabelece uma supervisão pelos corpos de bombeiros militares”, justifica.

O projeto traz normas gerais de organização, efetivo, material bélico, convocação, mobilização das corporações e garantias. O texto original (PL 4.363/2001) foi proposto há mais de 20 anos pelo Poder Executivo e aprovado pela Câmara dos Deputados no ano passado.

De acordo com a proposição, as corporações continuam subordinadas aos governadores. Detalhes sobre a organização de polícias e bombeiros militares devem ser fixados em lei de iniciativa do chefe do Poder Executivo estadual, observadas as normas gerais previstas no projeto e os fundamentos de organização das Forças Armadas.

Fonte: Agência Senado

Inaugurado Centro de Oncologia no Centro Clínico da Brigada Militar

Texto e Imagens ASOFBM

Inaugurado Centro de Oncologia no Centro Clínico da Brigada Militar, através da empresa IMUNOCLIN

A Associação dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, através dos diretores Ten Cel Jorge Alvorcem e do Major Marcelo Medeiros, participou nesta sexta-feira (7/07), da solenidade de inauguração do Centro de Oncologia, no Centro Clínico da BM. Em parceria com a empresa Imunoclin, o Centro vai atender toda a comunidade da Brigada Militar e seus dependentes, além de convênios e particulares.

Cerca de 30 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e servidores administrativos fazem parte da equipe. A Imunoclin é especializada em oncologia, hematologia e imunologia e venceu a licitação. Vai operar por cinco anos no Hospital da Brigada Militar. O centro clínico no HBM vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

O serviço foi apresentado para o Comando da Brigada Militar pelo diretor do Departamento de Saúde da BM, Cel Régis Reche, acompanhado pelo diretor do HBM de Porto Alegre, Ten Cel Alessandro da Silva. Participaram da inauguração o Secretário da Segurança Pública do RS, Sandro Caron, o Comandante-geral da BM, Cel Cláudio Feoli, o Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RS, Cel Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues e outras autoridades militares e civis.

Conheça as principais mudanças na farda da BM apresentada nesta quinta-feira

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Cerimônia teve ainda entrega do primeiro helicóptero do Corpo de Bombeiros do RS e de 3.151 pistolas para a Polícia Civil 

LETICIA MENDES GZH

Entre as principais alterações está a substituição do boné branco pelo chamado cinza BM, e a camisa longa estilo combat shirt Lauro Alves / Agencia RBS

Em breve, a Brigada Militar de todo o Rio Grande do Sul deve estar de “cara” nova. Ao menos em relação ao fardamento daqueles que fazem o policiamento diário nas ruas. A nova farda foi apresentada na manhã desta quinta-feira (6), durante cerimônia oficial em Porto Alegre. Entre as principais alterações está a substituição do boné branco pelo chamado cinza BM, e a camisa longa estilo combat shirt. 

A mudança é considerada histórica pela corporação, como uma das maiores realizadas no fardamento nas últimas décadas. O vestuário do policiamento passou por alterações pontuais ao longo dos anos, mas essa é considerada uma renovação mais completa. 

— O foco do fardamento é trazer maior conforto e operacionalidade ao policial — afirma o comandante da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli. 

Visualmente, uma das principais mudanças está na cobertura, o boné que deixa de ser branco e passa para o cinza. Para as forças táticas, a boina segue na cor preta. Na camisa, o estilo combat shirt que começa a ser usado, com zíper na gola e liso no peito, é bastante distinto do antigo, que tinha bolsos e boltões. 

A nova camisa é considerada mais confortável, devido ao tecido que se adapta ao corpo do policial. A camiseta branca, por baixo da camisa, também passa a ser substituída pela cor preta. Já o cinto deixa de ser verde oliva, com fivela dourada, e também passa a ser preto, de poliester, com fivela preta.

Na calça tática, também na cor cinza BM, a principal mudança é um velcro na parte inferior. Ele substitui o anel de borracha que era usado para prender a calça junto ao coturno. Agora, a calça deve ser sobreposta ao cano do coturno. As meias e o calçado seguem na cor preta. Mas o novo coturno, segundo a BM, possui qualidade superior e deve ter vida útil mais longa. A tecnologia empregada nos tecidos também é considerada ponto positivo. Além de mais confortáveis, algumas peças contarão com proteção contra os raios UVA/UVB, e capacidade de repelir água e óleo. 

Identificações

Outra alteração está nas insígnias, usadas para identificar os postos e graduações dentro da corporação. Os itens passaram a ser emborrachados, nas cores preto e cinza. Os locais onde serão fixados — com uso de velcro — também mudou, e agora será na gola. A identificação com o nome do policial, que era sempre usada no peito, poderá temporariamente ser fixada no braço abaixo do brasão da corporação. 

Quando o policial estiver utilizando colete em serviço, deverá fixar a tarjeta com o nome no peito. Os itens que identificam as unidades operacionais, e a bandeira do Rio Grande do Sul também serão emborrachados e fixados junto aos braços, em locais específicos. 

As mudanças no fardamento se iniciaram por Porto Alegre, Região Metropolitana e Vale do Sinos. Mas a expectativa é de que até o fim do ano todo efetivo esteja usando a nova farda. 

Helicóptero e armas

Na cerimônia na qual foi apresentado o fardamento, foram realizados dois outros atos nesta quinta-feira. Um deles foi a entrega do primeiro helicóptero ao Corpo de Bombeiros Militar do RS. A aeronave modelo AW 119 kx Koala possui característica multimissão e terá condições de ser utilizada de forma contínua em operações aéreas tanto sobre terra quanto superfícies aquáticas. Poderá ser usada em busca, salvamento e resgate aéreo, apoio no combate a incêndios florestais, ações de defesa civil, atuação em desastres e catástrofes, realização do suporte básico de vida, entre outros.

O helicóptero tem capacidade de transporte para oito pessoas, sendo dois pilotos e seis tripulantes, podendo ser configurada de forma rápida para transporte com maca. Está preparado ainda com dispositivos para operações de busca, em principal, resgate em altura (rapel), e conta com dispositivo de combate a incêndio com capacidade de 820 litros d’água. Com autonomia de duas hora e meia em velocidade de cruzeiro, a aeronave poderá percorrer até 500 quilômetros sem parar para abastecimento. 

No mesmo evento, na orla do Guaíba, foi realizada a entrega de 3.151 pistolas para a Polícia Civil. De calibres 40 e 9 milímetros, os armamentos deverão ser encaminhados aos departamentos e delegacias de diversos municípios do Estado. 

O conceito por trás do novo fardamento da Brigada Militar

Atualização foi inspirada em padrões adotados nas principais forças policiais e militares do mundo, entre elas, a SWAT e os SEALs

Após décadas sem grandes alterações, o fardamento da Brigada Militar está ganhando uma nova “cara”. Por trás da mudança no fardamento, apresentada nesta quinta-feira (6), em Porto Alegre, está um conceito inspirado nos padrões adotados pelas principais forças policiais e militares do mundo, entre elas a SWAT e os SEALs, tropas de elite dos Estados Unidos. 

Conversei com o comandante-Geral da BM, coronel Cláudio dos Santos Feoli, sobre as modificações – que incluem, por exemplo, a adoção de bonés com proteção contra raios ultravioleta, água e óleo, gandolas (parte superior da farda) 100% de algodão para maior flexibilidade e conforto sob os coletes à prova de balas, calças com múltiplos bolsos e roupas térmicas do tipo “segunda pele” para os dias de frio.

Há três décadas na corporação, Feoli diz que presenciou apenas modificações pontuais no design da farda. Uma delas, conta ele, envolveu a adoção das jaquetas de couro, anos atrás. Foi uma “revolução”, já que, antes disso, os PMS eram obrigados a usar uma espécie de sobretudo que ia do pescoço aos pés (imagine ter de correr atrás de um criminoso vestindo isso…). 

Hoje ultrapassados e próximos da aposentadoria, os casacos de couro devem começar a ser substituídos por novos modelos (impermeáveis, mais leves e com capuz) ainda este ano. Será o próximo passo na atualização em curso, que foi pensada com três principais objetivos: levar maior bem-estar à tropa, garantir mais segurança, resistência e mobilidade e, como consequência das duas primeiras metas, melhorar os serviços prestados à população.

— Temos de valorizar nossa história, mas não podemos ficar presos ao passado. Buscamos referências no que há de melhor no mundo. A farda deixou de ser uma simples roupa para se tornar um EPI (equipamento de proteção individual). Acreditamos que essas alterações também vão mexer com a autoestima dos nossos policiais e, consequentemente, na qualidade do serviço — diz o coronel, conhecido por atuar na linha de frente.

Para isso, mínimos detalhes foram pensados. Por exemplo: a inclusão de bolsos nos braços. Parece algo comum, certo? Nem tanto. Há a questão funcional, é claro, mas não é só isso. Os bolsos, segundo o comandante, aumentam o volume dos bíceps e dão uma impressão de imposição física aos policiais. Como se sabe, a imagem da polícia também interfere na ação dos criminosos. Agora, ao que parece, eles terão mais motivos para temer a Brigada Militar.

JCB comemora 29 anos em cerimônia com autoridades e representantes da segurança pública

No final da tarde da quarta-feira(05) em cerimônia no auditório Ana Terra da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o Jornal Correio Brigadiano realizou um ato para marcar a data e mostrar o trabalho realizado aos convidados e autoridades presentes.

Em sua fala o Diretor-geral do Jornal, Sgt Gilson Noroefé ressaltou a importância de se ter uma mídia segmentada que faça o contraponto às mídias tradicionais, que optam na maioria das vezes em divulgar o 1% de ações não exitosas e deixam de lado as outras 99% de ações exitosas. O papel do Jornal é justamente esse, mostrar a sociedade o trabalho abnegado de homens e mulheres em prol da segurança pública

Os discursos das autoridades foram unanimes em ressaltar a importância do jornal como fonte de informação e valorização da segurança pública. O Jornal é um fomento a defesa das instituições policias, essenciais a sociedade e presentes em todo o estado, ressaltaram as autoridades que compuseram a mesa, Cel Claudio Feoli, Cmt-Geral da BM, Cel Paulo Roberto Mendes, Desembargador Militar do TJM, Vereadora Comandante Nádia, representando a Câmara Municipal de Porto Alegre e e Vereador Professor Sgt Mendes representando a Câmara de Vereadores de Nova Santa Rita.

A vereadora Comandante Nádia, anfitriã da casa que recebeu a cerimônia, após sua fala destacando a importância do Jornal, passou a mão do Diretor Gilson um Diploma da Câmara Municipal de Porto Alegre, assinado pelo presidente, Vereador Hamilton Sossmeier. e em concordância com todos os demais vereadores.

COMPROMISSO

Reafirmamos nosso compromisso de continuar o legado iniciado pelo nosso fundador, Ten Cel Vanderlei Martins Pinheiro juntamente com o Cel. José Hilário Ajala Retamozo, Cel. Jeronimo Brasga, Major Pércio Alvares, Cel. Verlaine Ulharusco de Vasconcelos, Tenente Claudio Medeiros Bayerle, Cristiano Max Pereira Pinheiro e o servidor já falecido , Jornalista Victor de Moraes, dentre outros, que deram início em 1994 o Correio Brigadiano.

AGRADECIMENTOS

O jornal Correio Brigadiano agradece a presença de todas as autoridades e lideranças abaixo nominadas e ao publico que prestigiou o ato, todos parceiros deste trabalho e com quem contamos o apoio para continuar a desenvolver nossas atividades.

  • Coronel Claudio dos Santos Feoli – Comandante Geral da BM
  • Des. Paulo Roberto Mendes Juiz do TJM-RS
  • Vereadora Comandante Nádia representando o Legislativo Municipal
  • Maj. Gelson Guarda Sec. Adj. De Segurança Pública de Porto Alegre
  • Cel. Marcelo Frota representando o Dep. Federal Carlos Gomes e Deputada Francine Bayer do Republicanos
  • Vereador Professor Sgt Mendes de Nova Santa Rita
  • Cel. RR Luiz De Leon Presidente da SICREDIMIL
  • Daniel Lopes dos Santos Dir. Presidente da IBCM
  • Maj. Costa Limeira Comandante do 1 BPM
    LIDERANÇAS ASOCIATIVAS:
  • Coronel Marcos Paulo Beck – Presidente da ASOFBM
  • Ten Paulo Ricardo presidente da AOFERGS
  • Ten Aparicio Santellano presidente da ASSTBM
  • Sd Potiguara Galvam Presidente da ABAMF
  • Coronel Ederson Carlos Franco da Silva, Coordenador-Geral da ABERGS
  • Claudete Valau presidente da AESPPOM
  • Cel RR Ataíde Moraes Rodrigues Comandante da Reserva Altiva da Brigada Militar
  • Coronel José Roberto Rodrigues presidente do Clube Farrapos dos Oficiais da BM.

O Jornal Correio Brigadiano e agora a Rádio Studio 190 recebe o apoio de anunciantes fiéis que possibilitam a 29 anos a expansão das noticias que valorizam as instituições  policiais e seus servidores.

Por isso muito obrigado às seguintes pessoas, entidades e empresas:

  • ASSTBM – Associação dos Sargentos Subtenentes e Tenentes da BM e CBM-RS
  • SICREDIMIL – A Cooperativa de Crédito dos Militares Estaduais
  • IBCM – Instituição Beneficente Cel Massot
  • YDC ADVOGADOS ASSOCIADOS-
  • VALESCAIMOVEIS – Corretora de Imóveis
  • KELLETER E MARIOTTI ADVOGADOS-
  • ASOFBM- Associação dosOficiais da BMe do Corpo de Bombeiros Militares
  • ESPM- Escola Superior dos Oficiais da BM  e do Corpo de Bombeiros Militares RS
  • SIMPALA – FINANCEIRA-
  • CURCIO ADVOGADOS-
  • SULVISION- Serviços Oftalmologicos
  • AOFERGS- Associação dos Oficiais Estaduais do RS
  • MBM- Seguro de Pessoas

O EVENTO

GALERIA DE CAPAS HISTÓRICAS DO JORNAL

BREVE HISTÓRICO DO JORNAL CORREIO BRIGADIANO

O jornal correio Brigadiano, tem seu marco inicial no ano de 1992, em decorrência da produção de livros da POLOST EDITORA, ambas ancoradas pela APESP – (Associação Pro Editoração a Segurança Pública).

Foram celebres idealizadores o Coronel RR. Vanderlei Martins Pinheiro, Cel José Hilario Ajala Retamozo, Cel. Jerônimo Braga, Major Pércio Alvares, Verlaine Ulharusco de Vasconcelos, Tenente Claudio Medeiros Bayerle, Cristiano Max Pereira Pinheiro e o servidor civil já falecido, jornalista Victor Moraes.

Ambos traçaram um planejamento para que, independente do comando, pudesse a instituição Brigada Militar integrada por atividades de policiamento e bombeiros, contar com um veículo de mídia impressa, tipo segmentada, aos moldes dos bons jornais existentes na capital do Estado.

O jornalista Victor Moraes , desde 1979, produzia os jornais dos comandos da corporação.

Circulava na BM, à época, ancorado pela Polost o “jornal da Brigada” que passou a seguir a Circular com o nome “MENSAGEM BRIGADIANA”

Esta foi a primeira vez que, na história da Brigada militar, a expressão “brigadiano” foi usada como nome de veículo de mídia impressa. Até então, os veículos de comunicação da Brigada Militar mudaram de nome e de formato (tamanho e planejamento), sempre que ocorriam mudanças de comando.

A partir do “Mensagem Brigadiana” (conceituado em jul/1994), além da ancoragem para efeitos de regularizar os patrocínios, que eram buscados pelo comando e admitidos na própria PM5, iniciou-se um novo modelo de trabalho informacional que, a partir da clipagem de mídia do interior do Estado, fazia-se o destaque de policiais militares com ilustração das matérias em pequenos ícones.

A repercussão do método adotado como laboratório não poderia ter sido melhor..

O “Mensagem Brigadiana” circulou até maio de 1996. Circularam 19 edições numeradas sequencialmente, editado e com a assinatura pela Polost Editora.

A partir dele foram criadas condições para que, em definitivo, em 1996, circulasse o jornal Correio Brigadiano em sua primeira edição.

Era a continuidade de um trabalho comprometido com a ética das relações de comando, mas com autonomia financeira, independência operativa e liberdade de expressão para os brigadianos, Jornalismo independente e segmentado.

Este ideário, de um jornal independente (jornal na aparência e administração) teve a participação do jornalista Vitor Moraes , que assinou a responsabilidade técnica até seu falecimento.

Vitor Moraes faleceu vítima de câncer, no início do ano de 1996.

Em abril de 1999, o JCB passou a circular em cores e, em fevereiro de 2001, a ser editado quinzenalmente com a tiragem de 45 mil exemplares. Poucos meses após ocorreu sua maior transformação foi abranger todas as organizações de segurança pública.

O jornal Correio Brigadiano (JCB) é o veículo da comunicação social de segurança pública gaúcha, elaborado pelos brigadianos.

Mesmo não sendo o veículo oficial da Brigada Militar (BM), opera em sintonia com o comando e os quadros da corporação.

O Jornal oferece hoje um engajamento com as demais categorias de servidores como: Polícia Civil (PC), Polícia Penal, Instituto Geral da Perícia (IGP) Corpo de Bombeiros e Departamento de Trânsito (Detran), projetando atendê-los aos mesmos moldes com que atende a família brigadiana.

A principal preocupação do JCB é a valorização dos Recursos Humanos da segurança pública. Valorização essa em todos os níveis e especializações e, a partir deles, a defesa de interesses profissionais em prol da sociedade em consenso com as entidades de classe, sociais e filantrópicas dos servidores.

O JCB serve de ponte para as questões localizadas da segurança pública em interface política com prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e, também, com a sociedade civil organizada.

Nossa capacidade técnica, enquanto veículo segmentado, se consolida no preceito constitucional do direito universal à informação. Entendida esta informação como produto técnico, imparcial e produtivo à sociedade.

O jornal chega, efetivamente, em todos os recantos do estado e mesmo fora dele, seja pelas edições impressas e/ ou online.

Como inovação, o JCB se ajustando a um momento de dificuldade da sociedade mundial, com o advento do COVID 19, redimensionou sua organização, criando um espaço ainda maior de diálogo, de debates e notícias com a Rádio Studio 190, na modalidade web radio, mas que se habilita passo a passo para uma possibilidade de rádio modulada.

Esta estrutura acessória de comunicação, pela Rádio Studio 190 passa a ser exercida em 04 regiões do estado, sendo seu projeto piloto inaugurado no dia 13 deste mês com a Radio Studio 190 Região do Planalto, na cidade de Passo Fundo.

Esta é resumidamente uma breve história do nosso Jornal Correio Brigadiano, consagrando exemplos e sonhos de abnegados cidadãos de espírito público, dentre os quais citamos o Coronel Vanderlei Martins Pinheiro, que nos momentos mais difíceis, manteve a longevidade necessária para o jornal continuar um ente de interesse público, único órgão de comunicação segmentado da segurança pública do país.

Por fim, é bom salientar que um Jornal como o Correio Brigadiano, que não tem finalidade lucrativa, somente pode alcançar 29 anos, com os nossos fiéis anunciantes, que oferecem a estrutura necessária das quais não possuímos.

Capaz de voar sob chuva forte, neblina e à noite: conheça o helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar do RS entregue à corporação

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Com autonomia de 2h30min em velocidade de cruzeiro, a aeronave poderá percorrer até 500 quilômetros sem parar para abastecimento

GZH

Pela primeira vez na história, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul (CBMRS) recebeu um helicóptero próprio para missões de resgate. A entrega ocorreu na manhã desta quinta-feira (6) no estacionamento do trecho 3 da orla do Guaíba, em Porto Alegre. Foram entregues ainda 3 mil pistolas para a Polícia Civil. O evento foi conduzido pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário da Segurança Pública, Sandro Caron.

A aeronave modelo AW 119 kx Koala possui característica multimissão e terá condições de ser utilizada de forma contínua em operações aéreas tanto sobre terra quanto superfícies aquáticas. Desta forma, estarão contempladas missões de busca, salvamento e resgate aéreo, apoio no combate a incêndios florestais, ações de defesa civil, atuação em desastres e catástrofes, realização do suporte básico de vida, entre outros.

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O helicóptero possui capacidade de transporte para oito pessoas, sendo dois pilotos e seis tripulantes, podendo ser configurada de forma rápida para transporte com maca. Está preparado ainda com dispositivos para operações busca, em principal resgate em altura (rapel), e possui dispositivo de combate a incêndio com capacidade de 820 litros d’água. 

Além disso, estão instaladas provisões para guincho de içamento, gancho de carga, transporte e suporte médico adulto, infantil e neonatal e atendimento médico de urgência adulto e infantil, capaz de suportar um paciente em estado grave.

Com autonomia de 2h30min em velocidade de cruzeiro, a aeronave poderá percorrer até 500 quilômetros sem parar para abastecimento. O helicóptero está equipado também com tecnologia IFR (Instrument Flight Rules, da sigla em inglês) que permite realizar diversos tipos de voos, entre eles viagens noturnas entre municípios que possuam aeroportos ou helipontos homologados para este tipo operação, e voos em condições meteorológicas não favoráveis, como chuva forte e neblina. Este é o primeiro helicóptero com tais características a operar nas forças de Segurança Pública do Brasil.