Início Site Página 11

Tradição e resultados: 188 anos da Brigada Militar a serviço do Rio Grande do Sul

0

Por CLÁUDIO FEOLI, comandante-geral da Brigada Militar

O que separa 1837 de 2025? Em 1837, começava o reinado da Rainha Vitória, cuja linhagem levaria, gerações depois, ao atual rei Charles III. Era também o ano em que o telégrafo nascia e que hoje repousa em museus, superado por satélites, celulares e Internet. Quase dois séculos depois, o tempo transformou tecnologias e costumes, mas não mudou algo essencial: a necessidade humana por ordem, segurança e qualidade de vida. E, acima de tudo, a confiança em uma força pública capaz de garanti-las.

Desde sua fundação, em meio à efervescência farroupilha, a Brigada Militar tem estado ao lado dos gaúchos nos grandes capítulos da história. Na Revolução Federalista de 1893, na de 1923, em 1930 e 1932, a Instituição foi protagonista da defesa da legalidade e da estabilidade social. São episódios que forjaram a identidade brigadiana, pautada pela coragem, pelo espírito público e por um compromisso inegociável com a sociedade gaúcha.

Essa tradição, construída por heróis como Massot e Olmira e perpetuada por milhares de homens e mulheres ao longo das gerações, atravessou os séculos. A Brigada evoluiu do paradigma bélico para o moderno policiamento comunitário, sempre movida pelo mesmo propósito: proteger vidas e garantir a paz social.

Hoje, cerca de 19 mil policiais militares servem em todos os rincões do Estado. São profissionais vocacionados, treinados e equipados para agir com técnica, empatia e respeito à lei. Alinhados às políticas de segurança que valorizam integração, investimento e autonomia técnica, têm proporcionado resultados expressivos: o Rio Grande do Sul caminha para encerrar 2025 como um dos anos mais seguros de sua história recente.

E é curioso notar: mesmo aqueles que, por desconhecimento ou preconceito, criticam a Brigada Militar ou a atividade policial, são os primeiros a clamar por nossos policiais quando o perigo se aproxima. Na hora do medo, é à Brigada que todos recorrem, porque sabem que, em qualquer circunstância, estaremos lá.

O tempo, que transformou o telégrafo em satélite e o cavalo em viatura, mantém viva a Brigada Militar. Viva pela tradição, pela técnica e, sobretudo, pelo espírito de servir. Ao completar 188 anos, reafirmamos o pertencimento que nos une ao povo gaúcho: somos parte da mesma história, da mesma terra e do mesmo ideal de justiça e paz.

Dessa aliança entre tradição e inovação, nasce o futuro que desejamos: um Rio Grande do Sul cada vez mais seguro, mais solidário e mais consciente do valor da sua Brigada Militar.

Artigo publicado no Correio do Povo

República, é possível reconstruí-la, na qual o poder sirva à justiça e a justiça sirva ao povo?

0

Marco Antônio Moura dos Santos[1]

A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, não foi uma mudança de mãos, foi uma mudança de regime político, com a deposição do imperador Dom Pedro II, que foi expulso do Brasil e forçado ao exílio na Europa com sua família. Externalizou a ideia de um novo pacto de cidadania, onde o poder público deveria operar em conjunto com o coletivo, a res publica, a “coisa pública”, pregada pelo filósofo romano Cícero[2].

Para ele, a república era a união dos cidadãos guiada pela razão e pela justiça, tendo como finalidade o bem comum. Essa visão filosóficacontinua essencial para compreender os desafios do Brasil contemporâneo.

Mais de um século após a Proclamação, ainda vivemos a tensão entre o ideal republicano e a prática política. O Brasil se apresenta como uma República Federativa Democrática, mas enfrenta a fragmentação do poder, o distanciamento entre representantes e representados e a fragilidade do pacto federativo. Os estados, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, carecem de uma representação política firme junto à União. Essa ausência de voz regional enfraquece o equilíbrio federativo e perpetua desigualdades em investimentos, influência e desenvolvimento.[3]

O Congresso Nacional, que deveria expressar a pluralidade da federação, frequentemente se mostra dominado por interesses concentrados e alianças efêmeras, nem sempre republicanas. Falta coerência programática e sobram disputas de poder. O resultado é um sistema que reproduz o centralismo e afasta o cidadão comum das decisões que o afetam diretamente.

Para Dworkin[4] a legitimidade do Estado repousa na integridade, isto é, na coerência moral entre leis, decisões e princípios de justiça. O Direito, em sua essência, deve ser uma declaração de respeito igual para todos os cidadãos, e não uma arma de dominação. Aplicado ao Brasil, o pensamento de Dworkin revela uma falha estrutural: a distância entre o texto constitucional e sua efetivação prática. A “igualdade formal” proclamada em 1988 ainda não se traduziu em igualdade real de oportunidades, acesso e reconhecimento.

Já Alexy[5] defende que o Direito se concretiza pela ponderação racional de princípios. A verdadeira justiça exige um processo argumentativo equilibrado, capaz de harmonizar liberdade, segurança e dignidade. Entretanto, no Brasil, a racionalidade tem sido substituída pela influência midiática, pelos interesses políticos momentâneos e pelas emoções coletivas que contaminam o debate público. Sem equilíbrio e sem diálogo republicano, o conflito supera a razão e, no final, a república cede espaço ao populismo e à demagogia.

Retomar Cícero é reencontrar o sentido ético e filosófico da república. Para ele, o Estado deve existir “para o bem comum e não para o benefício de poucos”. Essa ideia permanece atual: o Brasil precisa redescobrir sua dimensão moral, em que a virtude pública seja valorizada e a corrupção, tanto moral quanto material, seja reconhecida como uma traição ao ideal republicano. Essa sim é uma afronta ao Estado democrático de direito. Enquanto a política permanecer como palco de vaidades pessoais, e não de serviço público, a república é uma forma incompleta sem substância, um corpo sem alma.

A Proclamação de 1889 abriu o caminho para um novo Brasil, mas não garantiu que a visão republicana florescesse plenamente. Vamos ter orgulho do ideal republicano.  Hoje, mais do que nunca, é necessário reafirmar o conceito ético da vida pública: de Cícero deveríamos herdar o ideal do bem comum; de Dworkin, o compromisso com a retidão moral e legal; e de Alexy, pela razão e o equilíbrio. Somente combinando esses três pilares: ética, integridade e racionalidade, poderemos reconstruir uma república viva, na qual o poder sirva à justiça e a justiça sirva ao povo.


[1] Coronel  Res Brigada Militar, Especialista em Integração e MERCOSUL(UFRGS)[1]

[2] CÍCERO, Marco Túlio. Da República. São Paulo: Martin Claret, 2005.

[3] https://correiobrigadiano.com.br/a-representacao-exige-mais-do-que-silencio-e-ausencia-ou-nao/

[4] DWORKIN, Ronald. Levando os Direitos a Sério. São Paulo: Martins Fontes, 2002 e  O Império do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 2007

[5] ALEXY, Robert. Teoria dos Direitos Fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008.

Banda do 3º BPM celebra 130 anos mantendo viva a alma musical da Brigada Militar

0

Grupo criado em 1895 preserva tradição, aproxima a corporação da comunidade e segue atuando em ações sociais no Vale do Sinos

Guilherme Sperafico Correio do Povo

“Um elo de integração e socialização com as comunidades, desde o seu surgimento”. Foi assim que, há exatos 130 anos, a Brigada Militar (BM) definiu o propósito de uma de suas unidades mais simbólicas: a Banda de Música do Comando Regional de Polícia Ostensiva – Vale do Rio dos Sinos (CRPO-VRS), popularmente conhecida como Banda do 3º BPM, sediada em Novo Hamburgo. Fundado em 15 de novembro de 1895 por decreto do então governador Júlio de Castilhos, o grupo nasceu em Porto Alegre junto ao 3º Batalhão de Infantaria – hoje 3º BPM – transferido para São Leopoldo em 1968 e, dois anos depois, para Novo Hamburgo, onde permanece até hoje.

A relação com o município também se explica por um gesto histórico. Segundo registros da BM, o terreno que abriga o batalhão foi doado pelo então prefeito Alceu Mosmann, desde que a banda também fosse transferida para a cidade, devido ao apreço que ele nutria pela música. Ao longo das décadas, o grupo se consolidou como um forte vínculo de aproximação entre a corporação e a população, participando de eventos sociais, escolares e comunitários. Entre as iniciativas mais reconhecidas está o projeto “Música e Saúde”, que leva apresentações a casas de longa permanência de idosos, além do apoio a ações do Proerd.

Em 2005, a banda passou a integrar oficialmente o CRPO-VRS, mantendo sua atividade. Em 2014, recebeu o reconhecimento como patrimônio histórico-cultural imaterial de Novo Hamburgo. Hoje, ao completar 130 anos, celebra não apenas sua história, mas a permanência de uma tradição que atravessa gerações. Atualmente, a banda tem o sargento e clarinetista Carlos Evandro Pinheiro do Prado como mestre.

O soldado André Ramon da Rosa Meireles, responsável pelo administrativo da banda, ressalta que representar a BM através da música vai além da técnica e da disciplina. É, segundo ele, uma forma de mostrar ao cidadão a dimensão humana do policial. “Significa uma enorme responsabilidade, pois o agir, falar e se portar do policial militar, sendo ele da banda ou não, refletirá na consciência e lembrança da pessoa, por uma vida inteira. Através da música rompemos barreiras que no contexto operacional muitas vezes não se obtém êxito”, afirma.

Ele destaca que o policial militar é um cidadão dedicado, que possui família, valores e sentimentos como qualquer pessoa, mas que muitas vezes abdica de si para cumprir a missão que lhe foi dada pelo Estado. “Esse conceito mais humano do policial é o que repassamos através da música, da cultura e das ações sociais que participamos nas comunidades. Fazemos parte da sociedade e somos, antes de policiais militares, humanos, pais, mães, filhos, filhas de alguém, sofremos as mesmas dificuldades e questões sociais”, ressalta.

Manter viva uma tradição centenária

Segundo Meireles, manter ativa uma banda com 130 anos de história exige dedicação diária, união do efetivo e apoio institucional. “São horas, dias, meses e anos dedicados a manter viva a chama cultural, tão difícil atualmente, mas possível pela união de todos, em prol de um objetivo comum” explica.

Ele ressalta que, sem o reconhecimento e sem o apoio do comando da corporação, dificilmente a banda chegaria ao aniversário atual. “O comando entende a importância desta atividade, mantendo a viabilidade e nos apoiando de todas as formas. Também alcancançamos o objetivo através do apoio da sociedade civil que reconhece nossa importância, como demostra o tombamento das bandas de música da Brigada Militar como patrimônio imaterial e cultural do Estado e, em particular essa banda, tombada pelo município de Novo Hamburgo”, pontua..

O ingresso de novos integrantes depende de aptidão musical e da aprovação em provas técnicas. “A seleção se dá através da identificação, na tropa, de militares que possuam conhecimento necessário, aptidão e que desejem fazer parte da banda. O policial precisa ter, no mínimo, comportamento bom e ser aprovado em prova escrita e prática”, detalha Meireles.

Há ainda um estágio de três meses, no qual o militar é acompanhado pelo integrante mais antigo. “O militar que estiver em estágio na Banda de Música poderá ser desligado a qualquer momento, se apresentar conduta incompatível com a de músico. Será considerado especialista músico apenas enquanto permanecer no exercício das funções”, explica.

“Antes de tudo, somos policiais”

Meireles destaca que, independente da especialização, todos os integrantes continuam sendo policiais. “Antes de tudo, somos policiais militares, com formação policial e com experiência de muitos anos na atividade, sendo regulados por legislação e normas interna. Nos trabalhos externos, sempre fardados ostensivamente para levar a imagem e presença da Brigada Militar em todos os deslocamentos e locais onde nos apresentamos”, afirma.

Além disso, os integrantes da banda realizam atividades operacionais sempre que o comando entende que é necessário, em circunstâncias extraordinárias, como ocorreu na pandemia e nas enchentes.

A rotina dos músicos inclui ensaios, estudos individuais, manutenção dos instrumentos, atividades administrativas e as apresentações externas. O repertório varia conforme o público e vai de músicas populares e infantis, a hinos e dobrados militares. Em alguns casos, a banda recebe desafios inesperados — como executar o hino de um país para recepcionar um embaixador, com a partitura chegando no dia anterior.

Entre tantas apresentações, as que mais ficaram marcadas na memória de Meireles aconteceram em uma casa voltada ao atendimento de crianças excepcionais, em Porto Alegre. “A gente sente a felicidade e alegria no rosto de cada criança, mesmo com todas as limitações que a vida lhe impôs, na simplicidade de uma música e no carinho dispensado a elas. Muitas vezes elas estão presas fisicamente a uma cama, mas tem seu dia transformado, colorido e alegrado por um simples gesto. É emocionante”, conclui.

Piratini envia pacote de projetos à Assembleia com carreiras da Polícia Penal

0

Em regime de urgência, 21 medidas foram protocoladas no final da tarde de quinta-feira

Henrique Ternus GZH

Um pacote com 21 projetos foi enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa no final da tarde desta quinta-feira (13). Entre as principais medidas estão o Estatuto da Polícia Penal, que define as carreiras, atribuições, jornada de trabalho e cargos da nova instituição policial, e a criação do programa TEAcolhe, que visa fortalecer o cuidado e a atenção às pessoas com autismo .

O governo também apresentou o projeto de institui a política estadual para migrantes no Rio Grande do Sul, e  os programas Pró-Social RS (lei de incentivo para desenvolvimento social) e Rede Bem Cuidar (de fortalecimento e qualificação da atenção primária de saúde nos municípios).

A maior parte das medidas, 11 delas, se refere a doação de área ou transferência da titularidade de trechos de rodovias para municípios. 

As propostas foram encaminhadas em regime de urgência, com intenção de que os deputados votem as medidas ainda em 2025. O recesso parlamentar se inicia em 23 de dezembro, sendo que a última sessão ordinária está marcada para o dia 16 do mesmo mês.

Confira as propostas

Projeto regulamenta a estrutura administrativa, o quadro de carreiras de provimento efetivo (inclusive dispondo sobre a transformação de cargos, estabelecendo seus requisitos e atribuições) e a jornada de trabalho e lotação para a Polícia Penal.

A proposta trata sobre vacância nos cargos de delegado de polícia da 4ª Classe, de comissário de polícia e de comissário de investigação policial cujos ocupantes preencherem a totalidade dos requisitos para aposentadoria especial voluntária e permanecerem no serviço ativo. 

STF pode mudar regras da reforma da Previdência para servidores públicos; veja quais

0

A reforma da Previdência de 2019 poderá ser alterada por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que irão impactar as novas regras de aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de servidores, além das contas públicas.

Publicada em 13 de novembro de 2019, a emenda constitucional 103 instituiu idade mínima na aposentadoria, mudou o cálculo do benefício e da média salarial, alterou alíquotas de contribuição e criou regras de transição para quem já estava no mercado de trabalho.

A corte analisa de forma conjunta 13 ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) contestando as mudanças e mais outras ações separadas sobre o tema.

O ministro relator, Luís Roberto Barroso, ex-presidente do Supremo, votou a favor da reforma. O ministro Edson Fachin, atual presidente, divergiu. O julgamento foi paralisado após pedido do ministro Gilmar Mendes e aguarda ser pautado. A análise dos dois processos, no entanto, está marcada para 3 de dezembro.

Dentre os principais pontos em discussão estão os que tratam da contribuição dos servidores públicos ativos e inativos; da idade mínima na aposentadoria das mulheres servidoras, limitação da aposentadoria especial, proibição da conversão de tempo especial em comum, cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente e do tempo mínimo de contribuição para funcionárias públicas.

Há maioria de votos para derrubar dois temas: alíquota de contribuição de servidores e tempo mínimo de contribuição das mulheres no serviço público. Hoje, seguradas do INSS precisam de 15 anos de pagamentos para pedir o benefício. No serviço público, a exigência é de 20 anos para mulheres. O STF entende que o tempo mínimo deve ser igual.

No caso da contribuição de servidores, a reforma autorizou que entes públicos cobrem contribuições de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo e criou alíquotas maiores de desconto para altos salários.

Leonardo Rolim, consultor da Câmara dos Deputados na área de Previdência, afirma que a cobrança de contribuição sobre benefícios de segurados já aposentados, inclusive para quem ganha entre o salário mínimo e o teto da Previdência, é fundamental para reduzir o déficit financeiro e atuarial da Previdência.

Segundo ele, caso essa contribuição seja derrubada, haverá forte impacto fiscal sobre estados e municípios. Um dos exemplos é São Paulo, que perderia cerca de R$ 1 bilhão em arrecadação por ano.

Estudo feito por Rolim aponta que, até o final de 2024, 755 municípios realizaram suas reformas previdenciárias, endurecendo as regras e, mesmo assim, o déficit atuarial total dos RPPSs (Regimes Próprios de Previdência Social) dos municípios está em R$ 1,1 trilhão.

“Se o STF mantiver essa tendência de revogar diversos itens da emenda constitucional 103, irá ampliar substancialmente esse déficit”, diz.

Paulo Tafner, diretor-presidente do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social) e pesquisador da Fipe, afirma que a derrubada do artigo que trata sobre a contribuição de servidores será uma “hecatombe fiscal”, já que, com a decisão, os governos poderiam ter de devolver os valores já cobrados.

Tafner criticou o que vê como uma tentativa do STF de “fazer política pública” sem respaldo legislativo.

RS paga novo valor do vale-refeição no dia 19 de novembro

0

Benefício será de R$ 426,92 e contempla todos os servidores ativos do Executivo

Correio do Povo

O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta sexta-feira que a data para o pagamento do vale-refeição será na próxima quarta-feira, dia 19 de novembro. O benefício passa a ser de R$ 426,92, e inclui a reposição da inflação de 6,73% referente ao período entre maio de 2024 e setembro de 2025. O reajuste é retroativo a outubro, e a diferença será paga junto à folha mensal de novembro.

A instituição do auxílio-refeição para todos os servidores estaduais e o reajuste dos valores foram conquistas das categorias a partir da aprovação na Assembleia Legislativa, em novembro de 2023, do projeto de lei 467/2023 do Poder Executivo.

Anteriormente, o valor do auxílio era de R$ 268,84, com uma coparticipação de 6% e existia diferença entre os valores pagos a servidores civis e militares. Hoje, 113.914 servidores ativos da Administração Direta e Indireta são contemplados pelo benefício.

O governado Eduardo Leite também prevê uma nova correção inflacionária para o auxílio, que passará a R$ 445,19 a partir de outubro de 2026, uma elevação de aproximadamente 200% em comparação, por exemplo, com um professor que chegava a receber R$ 149,82. A estimativa é que o impacto financeiro da medida seja de R$ 55,9 milhões até o final do próximo ano.

Estado é condenado a indenizar em R$ 100 mil mulher de policial morto durante operação no RS: “Vidas importam”, diz viúva

0

Também agente da Polícia Civil, viúva atuava na mesma ação em que Rodrigo Wilsen da Silveira foi baleado na cabeça em 2017

Pedro Trindade Madu Brito GZH

A Justiça condenou o Estado do Rio Grande do Sul a indenizar em R$ 100 mil a mulher de um policial civil morto durante uma operação realizada em Gravataí, na Região Metropolitana, em 2017. O escrivão Rodrigo Wilsen da Silveira, 39 anos, foi atingido por um tiro no rosto enquanto cumpria um mandado de busca e apreensão em um condomínio popular.

Também policial civil, a esposa de Rodrigo, Raquel Biscaglia, integrava a equipe e presenciou a morte do companheiro. A agente afirmou à Justiça que estava grávida e que o trauma também resultou na perda do bebê.

Em juízo, Raquel atribuiu ao Estado a responsabilidade pela falta de condições mínimas de segurança e apoio durante a operação policial. Já os representantes do Estado sustentaram à Justiça que a servidora não comprovou as alegações apresentadas no processo.

“Essa decisão judicial é uma afirmação de que vidas importam, que servidores públicos não são descartáveis, e que a segurança de quem protege deve ser prioridade”, disse a viúva em texto enviado à reportagem (leia, mais abaixo, a íntegra da mensagem).

A sentença que concedeu a indenização é assinada pelo juiz Frederico Ribeiro de Freitas Mendes, da 1ª Vara Cível da Comarca de São Gabriel. Cabe recurso da decisão.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que “vai avaliar as medidas judiciais cabíveis” quando for intimada da decisão.

Segundo Raquel, “mais do que buscar uma reparação que jamais poderá preencher o vazio deixado pela perda do Rodrigo que tombou em serviço, essa ação representa um grito por responsabilidade”.

Entenda a decisão

No entendimento do juiz, o Estado falhou ao não adotar medidas preventivas para preparar os agentes para situações de risco, além de não fornecer equipamentos essenciais à segurança dos profissionais.

O magistrado ainda citou o dano moral por ricochete, que ocorre quando familiares sofrem abalo em razão do dano à vítima direta.

“A dimensão do abalo emocional causado pelo evento morte foi de tal ordem que resultou na subsequente e trágica perda gestacional, configurando uma dupla lesão à dignidade da pessoa humana e ao seu projeto de vida familiar”, concluiu o juiz Frederico Ribeiro de Freitas Mendes.

Relembre o caso

O crime aconteceu em junho de 2017. Policiais civis realizavam uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em tráfico de drogas em Gravataí.

Em um determinado momento da ação, no interior de um apartamento, o então escrivão e chefe da investigação da 2ª Delegacia de Polícia, Rodrigo Wilsen da Silveira, foi baleado na cabeça. Ele chegou a ser conduzido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após o disparo, os agentes revidaram e houve troca de tiros. O escrivão estava com mais seis colegas, entre eles a esposa. Ele tinha filhos de sete e 10 anos à época.

Em 2022, um homem foi condenado a 80 anos e cinco meses de prisão pela morte do policial. Outros quatro réus foram sentenciados a penas entre 19 e 21 anos de reclusão.

O que diz a viúva do policial:

“VIDAS IMPORTAM.

Essa vitória não é apenas sobre leis. É sobre memória, dignidade e justiça.

Mais do que buscar uma reparação que jamais poderá preencher o vazio deixado pela perda do Rodrigo que tombou em serviço, essa ação representa um grito por responsabilidade. O Estado, que deveria ser o guardião da segurança de todos, tem também o dever inegociável de proteger aqueles que se dedicam diariamente a garantir essa segurança — nós policiais.

O que se travou nessa batalha judicial foi a demonstração clara de que a sobrecarga de trabalho, somada à ausência de condições mínimas — como efetivo suficiente e materiais adequados — não apenas dificultam o exercício da função, mas colocam vidas em risco. Essa negligência culmina em tragédias anunciadas.

A sentença reconheceu aquilo que tantas vezes é silenciado: que o risco da profissão não pode servir de escudo para a omissão do Estado. Que há uma linha tênue entre o dever e o abandono, e que essa linha foi ultrapassada. Essa decisão judicial é uma afirmação de que vidas importam, que servidores públicos não são descartáveis, e que a segurança de quem protege deve ser prioridade.

Essa vitória é também um alerta. Porque o que aconteceu com ele se repete, silenciosamente, todos os dias. E enquanto houver silêncio, haverá luta.”

Comissão aprova limite em contribuição previdenciária de PMs e bombeiros militares inativos

0

Proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei pelo qual a contribuição previdenciária de inativos e pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros incidirá apenas sobre o valor que exceder o teto do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

A regra será incluída no Decreto-Lei 667/69, que trata das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros nos estados e no Distrito Federal. O teto do RGPS, de R$ 8.157,41 atualmente, é corrigido anualmente por meio de legislação própria.

Como tramita em caráter conclusivo, a proposta deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Mudança proposta
Com a reforma do sistema de proteção social dos militares em 2019, a alíquota da contribuição de ativos e inativos passou de 7,5% para 10,5% da remuneração bruta. Já os pensionistas, antes isentos, passaram a recolher pelo menos 10,5%.

Pelo texto aprovado, os militares da ativa permanecerão com a contribuição previdenciária sobre a totalidade da remuneração. Para inativos e pensionistas, porém, a cobrança incidirá apenas sobre o que superar o teto do RGPS, desde que haja fonte de compensação para os estados e para o Distrito Federal.

Ajustes na redação
O texto aprovado é a versão do relator na CCJ, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), para o Projeto de Lei 1451/23, do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). O relator ajustou um substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) para sanar contradições jurídicas e de técnica legislativa.

Segundo Capitão Alberto Neto, a versão aprovada anteriormente pela CFT previa simultaneamente a contribuição previdenciária sobre a totalidade dos benefícios e a possibilidade de limitar a incidência ao valor que excede o teto do RGPS.

“A correção passa por manter a regra geral de contribuição previdenciária sobre a totalidade da remuneração para os ativos e pela criação de regra específica, mais benéfica, para os inativos e seus pensionistas”, explicou o relator na CCJ.

Pleito original
A proposta inicialmente apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva previa a cobrança da contribuição previdenciária apenas se fosse assegurada, entre os militares ativos e os inativos, a integralidade e a paridade da remuneração.

“Os estados, de forma seletiva, estão aplicando o que melhor lhes convém, descontando dos inativos uma alíquota previdenciária – alegando cumprir uma lei federal –, mas deixando de garantir a integralidade e a paridade dos vencimentos”, disse Cabo Gilberto Silva na justificativa da versão original.

Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Reforma no IPE Saúde reduz usuários e mantém reclamações

0

Mais de 44 mil usuários deixaram o plano em 2024

Flávia Simões Correio do Povo

“O IPE não atendia mais as minhas necessidades”, resumiu o delegado aposentado, Guilherme Wondracek, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep). Usuário do IPE Saúde desde antes de entrar no Estado, em 1992, Wondracek integra a lista dos 44 mil usuários que deixaram o plano em 2024.

A sua principal queixa é a dificuldade para conseguir marcar consultas. A mesma reclamação é compartilhada por outros usuários, como Ana Lúcia Touguinha, servidora aposentada da secretaria de Turismo. Ela conta que quase todos os seus médicos deixaram de atender pelo plano nos últimos anos.

Foram esses relatos que chegaram na Assembleia Legislativa e devem embasar a audiência pública, nesta quinta-feira, na Comissão de Serviços Públicos. “A reclamação é quase que unânime na minha Região Sul, e em diversas outras regiões do Estado também: a ausência de médicos para atender, a dificuldade de agendamento com médicos que existem, algumas situações de cobranças não previstas no plano”, disse o deputado Halley Lino (PT), proponente da audiência.

Prevista para às 11h, a reunião deve reunir representantes do IPE Saúde, da Casa Civil e de sete sindicatos ligados às duas áreas com maior número de servidores: educação e segurança.

E foi justamente o sindicato dos professores gaúchos, CPERS, que realizou um protesto nesta terça-feira cobrando melhores condições para o Instituto. Os manifestantes se reuniram em frente à sede do IPE Saúde, na Borges de Medeiros, e seguiram até a Praça da Matriz, onde se concentram os poderes Executivo e Legislativo.

O que mostram os números

A dificuldade em conseguir consultas está, em parte, explícita nos números: em 2022, o IPE contava com 6.358 médicos credenciados. No ano seguinte, em 2023, passou para 5.501, uma queda de aproximadamente 15%. E, em 2024, o quadro profissional também reduziu, fechando em 5.305.

Os dados são do balanço anual de 2024, o primeiro desde que o Instituto passou por uma reforma na qual alterou uma série de questões no seu funcionamento, como a cobrança para dependentes, o aumento nas alíquotas de contribuição e o acréscimo nas porcentagens de coparticipação.

As informações do anuário apontam também para uma redução no número de usuários – o que já era esperado, até mesmo pela direção. A maior queda foi entre os de dependentes – um dos principais pontos alterados na reforma. Em 2023, eram 302 mil. Em 2024, o saldo fechou em 276 mil, uma redução de 8,77%. Entre os contribuintes também houve uma baixa, passando de 821 mil, em 2023, para 784 mil em 2024. Uma redução de 37 mil vínculos (4,54%).

Com isso, o saldo fechou no negativo em todos os aspectos, incluindo o número de usuários total. Em 2024, foram 857 mil pessoas utilizando o plano; em 2023, eram 902 mil. A reportagem entrou em contato com o IPE Saúde solicitando os dados de 2025, tanto de usuários quanto de colaboradores, mas os números ainda não foram consolidados e, por isso, não foram disponibilizados.

Apesar dos percentuais não revelarem uma evasão expressiva, as queixas dos servidores se mantêm as mesmas. Além da dificuldade em conseguir consultas, relatos também apontam para uma ausência de cobertura de procedimentos de média complexidade, no interior, que se estende até para algumas consultas especializadas, visto a enxuta rede credenciada.

Fatores que, somados ao aumento da alíquota e as novas cobranças, tornam o serviço ainda menos atrativo. “Não valia a pena seguir pagando por um plano que eu não utilizava”, contou o delegado aposentado. Segundo ele, entre os delegados filiados na Asdep, menos da metade segue usufruindo do plano.

Diferente de Wondracek, Ana Lúcia ainda se mantém credenciada e paga, ainda, o Plano Complementar (PAC) para suas duas filhas, de 35 e 42 anos. Mas ela se recorda de momentos cruciais em que o plano a deixou sem assistência.

Seu marido, também servidor e contribuinte do IPE, precisou fazer um exame de grande relevância durante o tratamento de câncer e teve a cobertura negada – mais de uma vez. Dada a urgência, a família acabou pagando pelo serviço na rede privada. Para ela, o Instituto funciona no quesito atendimento de emergência – principalmente na Capital – mas ainda falha no especializado.

Um ano de reformas

Em 2023, o IPE Saúde enfrentava uma realidade amarga: com um déficit no caixa, via a debandada de médicos e o aumento crescente nas reclamações dos usuários. Com esse cenário, o governo do Estado propôs uma reforma que foi aprovada pela Assembleia Legislativa em julho daquele ano.

As novas normas, que incluíam, principalmente, um aumento no que era cobrado dos contribuintes, começaram a valer em outubro. Segundo o Executivo, as alterações foram necessárias para reestabelecer o equilíbrio financeiro e a qualificação do serviço prestado. Com isso, o ano de 2024 foi de reformas e adaptações.

Katia Terraciano, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Sinapers), integrou o conselho administrativo do IPE até o final de 2024 e elenca três elementos que, segundo ela, teriam levado à crise.

São eles: a falta de contribuição paritária de órgãos do Executivo, quando secretarias e autarquias dos Estados pararam de contribuir com percentual que deve ser pago aos servidores pensionistas. A venda imóveis (avaliados em quantias abaixo do mercado) pelo governo do Estado e que pertenciam ao IPE Saúde, sem que o valor das vendas retornassem ao caixa do IPE; e o não repasse dos percentuais recolhidos durante o pagamento de precatórios que eram destinados ao IPE.

Além do reajuste médico elevado, que aumentou o valor cobrado tanto pelos profissionais quanto por procedimentos e medicamentos. “Não existiria déficit no IPE se ele não tivesse sido vítima de um calote (do Estado) e de uma defasagem salarial de 10 anos”, finalizou Katia.

Pouco antes da reforma, a direção, à época comandada por Paulo Oppermann, iniciou um processo de cobrança dessas dívidas. Só daquilo que era devido decorrente do pagamento de precatórios, foi quase R$ 1 bilhão que entrou no caixa do Instituto. Atualmente, esses repasses foram regularizados.

Mas o governo do Estado ainda está em déficit com o IPE. São R$ 123 milhões devidos decorrentes das contribuições paritárias e quase R$ 12 milhões a serem recebidos oriundos da venda dos imóveis – R$ 32 milhões já foram pagos. Segundo a assessoria do Instituto, as tratativas para repasse do restante do valor devido ainda estão em andamento.

Os recursos ajudaram no processo de equilibrar o caixa, mas outros movimentos ainda eram necessários. Além de cobrar os débitos, a administração também decidiu rever os valores que eram repassados aos médicos e hospitais e instituiu novas normativas para os repasses.

As entidades hospitalares, algumas para quem o IPE devia, questionaram a medida e ameaçaram suspender o atendimento pelo plano do governo do Estado, o que deixaria os quase mil usuários sem assistência hospitalar. Nesse processo, a União Gaúcha entrou com uma liminar na Justiça que obrigou os hospitais a manterem os atendimentos.

Para Katia Terraciano, presidente do Sinapers, a liminar permitiu que o Instituto partisse para as negociações com os hospitais em uma posição mais confortável. As tratativas terminaram no final de maio deste ano e o resultado foi um acordo com 15 instituições hospitalares, após 58 sessões de mediação conduzidas pelo Judiciário gaúcho, de repactuação das taxas pagas pelo IPE e o reconhecimento das normativas que alteraram os pagamento pelos serviços de saúde.

Com esse imbróglio em curso no administrativo, na ponta, os usuários do IPE aguardavam a melhora prometida pelo governo do Estado quando se justificou o aumento dos valores cobrados pelo serviço.

Assim, o IPE idealizou uma proposta para atrair mais credenciados. Intitulado “Programa Mais Assistência”, o objetivo era ampliar a rede credenciada no Estado e os primeiros editais estão previstos para novembro, segundo o governador Eduardo Leite (PSD). Para tal, o plano já equiparou os valores pagos aos médicos aqueles praticados em mercado (R$ 108 por consulta para Pessoa Jurídica e R$ 74 para Pessoas Físicas), e aumentou os valores repassados em alguns procedimentos.

E quem deverá comandar esse novo processo é Paulo Rogério Silva dos Santos, nomeado diretor-presidente do Instituto na última sexta-feira. No mesmo dia, Paulo Oppermann, que presidia o IPE desde 2023, foi exonerado.

O que diz o IPE Saúde:

Em nota, o Instituto afirma que a perda de usuários e contribuintes era prevista, devido ao aumento das alíquotas, e os números estão dentro daquilo esperado – assim como a baixa nos médicos que prestam serviço pelo plano. “Se deve a uma expectativa natural de profissionais que se aposentam, faleceram ou que optam por deixar o plano”.

Mas ressalta que o plano está se preparando para iniciar novos credenciamentos, o que deve ocorrer por meio de chamamento público.

Confira a nota na íntegra:

De acordo com o Relatório de Gestão da Instituição, no ano de 2023 o IPE Saúde tinha 902.449 usuário. Em 2024 esse número era de 857.934. Redução de menos de 5% (4.93%). Um quantitativo esperado diante do aumento da alíquota e da cobrança que se estendeu aos dependentes, durante o processo de reestruturação financeira da autarquia.

Ainda de acordo com o Relatório de Gestão, no ano de 2023 o IPE Saúde contabilizava 7.676 prestadores. No ano seguinte, eram 7.480. 196 a menos. O que se deve à uma expectativa natural de profissionais que se aposentam, falecem ou que optam por deixar o plano. Mas, primordialmente, à interrupção de novos credenciamentos, em razão das diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), em especial os artigos n.º79 e 80, seção . A norma estabelece que o credenciamento só pode ocorrer após um chamamento público. Com a vigência do Decreto Estadual nº 57.915/2024, que regulamenta essa lei no âmbito do IPE Saúde, e a publicação da Instrução Normativa nº 24/2024, que estabelece as regras específicas para o credenciamento, o IPE Saúde se prepara para dar início aos credenciamentos de forma estruturada e padronizada. Isso inclui prestadores atuais, extensão de credenciamentos existentes e a habilitação de novos profissionais e empresas para prestação de serviços médicos, hospitalares e laboratoriais. A publicação dos primeiros editais está prevista ainda para 2025. A expectativa é que, com a implementação das novas normas, o processo se torne mais transparente e eficiente, beneficiando tanto os prestadores quanto os segurados do IPE Saúde.

ENCONTRO DE VETERANOS

0

Neste dia 12 de novembro/25, ocorreu mais uma edição da confraternização dos veteranos da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar do RS em comemoração ao seu dia.

Já no início da manhã inúmeros militares se reuniam no pátio da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar e CBM no Bairro Partenon em Porto Alegre.

O evento é realizado todos os anos em uma união de esforços da ASSTBM, AOFERGS e ABAMF, entidades representativas da categoria.

O encontro dos veteranos visivelmente ficou a cada ano mais emocionantes, não só pelos atos solenes mas pelo reencontro de militares que muitas vezes ao deixarem o serviço ativo da corporação acabam perdendo o contato com muitos colegas com quem mantinham afinidades e com quem realizaram muitas operações militares, muitas das vezes traumáticas em suas vidas como uma sequela ou a perda de um outro colega.

Se estes momentos servem para lembrar de tempos difíceis, também sobram lembranças de tempos de amor a instituição, espírito de corpo e uma convivência muito maior devido a um outro período das instituições.

Ao meio dia, o anfitrião do evento, presidente Aparício Santellano já convidava os presentes para o início do ato solene.

Em seu pronunciamento fez várias referencias sobre a necessidade de realizar atividades como o encontro dos veteranos.

– Todos os anos temos nos reunido e muitas vezes com críticas de um grupo minoritário que alega não haver motivos para se reunir e festejar a vida.

– Talvez estes ignorem a necessidade de festejar a vida, quando muitos colegas gostariam mas não podem estar aqui com seus colegas.

A IBCM representada pelo seu presidente Daniel Lopes dos Santos, esteve presente com a estrutura da instituição, apoiando o evento. Daniel Lopes reafirmou que a IBCM, por ser da família Brigadiano estará sempre presente em eventos tão importantes como o encontro dos veteranos.

– ABAMF, ASSTBM e AOFERGS vão continuar se reunindo nesta data importante comemorativa de quem escreveu a história com muita luta. Continuaremos lutando na busca de reconhecimento por parte do governo e da sociedade e sempre dialogando com o comando da BM e CBM. A luta classista não pode sufocar a necessidade de nossa camaradagem uns com os outros, finalizou Santellano.

Na mesma linha, os presidentes da AOFERGS e ABAMF ao verem as dependências superlotada homenagearam os veteranos, reafirmando que as associações organizadoras, ao exercerem uma luta diária em todos os dias do ano, precisa render homenagem aos veteranos heróis da história.

Foram convidados a fazerem parte no palco de destaque os dois parlamentares brigadianos: Comandante Nádia, vereadora de Porto Alegre  e Prefeita em exercício de Porto Alegre, bem como o Bombeiro Batista, Vereador no município de Gravataí.

A prefeita em exercício, Comandante Nádia, rendeu homenagem aos veteranos afirmando ser o encontro, também uma resistência a um grupo barulhento no estado e no país que seguidamente pede o fim da Brigada Militar.

– Bora lá, continuar honrando nossa Brigada Militar, finalizou.

O Vereador Soldado Batista, ao saudar a todos se referiu que os encontros festivos como o encontro dos veteranos servem para fortalecer a união e possibilitar o diálogo em busca de soluções urgentes para a classe policial.

Após as manifestações, sob a regência da Banda de Música da Brigada Militar, foi executada a Canção da Brigada Militar e posteriormente o Toque do Veterano.

Todos os veteranos e familiares foram atendidos com um almoço oferecido pelas associações organizadoras.

Durante a tarde vários talentos realizaram apresentações no palco do CTG da ASSTBM.

CONFIRA AS ENTREVISTAS

GALERIA DE FOTOS