A Fundação Walter Peracchi de Barcellos – Funperacchi, realizou na tarde desta quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, Workshop para as profissionais do Instituto Psiquiátrico Forense Doutor Maurício Cardoso — IPF, em Porto Alegre.
A atividade faz parte do Projeto Março Mulher, direcionado para mulheres agentes ligadas direta ou indiretamente à segurança pública do RS.
Durante a atividade, realizada pela Psicanalista e Mentora em Desenvolvimento Humano, Ione Camelo, também Gestora de Projetos na Funperacchi, as mulheres presentes refletiram sobre Inteligência Emocional, Comportamento e puderam ampliar um pouco mais seu nível de Autoconhecimento.
Com uso de ferramentas da Metodologia de Coaching, cada participante pôde identificar o seu perfil comportamental, se analista, comunicador, planejador ou executor, e como isso tem impacto tanto na vida pessoal quanto profissional.
O presidente da Funperacchi, Roberto Alexandre dos Santos, destacou que este será um projeto permanente da Fundação, e que para o IPF já está firmada uma parceria, para um Projeto de Desenvolvimento Humano, o qual contribuirá significativamente para a saúde e desenvolvimento de inteligência emocional das servidoras e servidores da Susepe e Polícia Penal.
O diretor geral do IPF, Luciano Lindemann, destacou que o trabalho realizado pelas servidoras é fundamental, destacou o valor das mulheres na instituição, além de parabenizar e homenagear a todas na abertura do evento. “Hoje não é nosso momento de falar, mas sim ouvir e diariamente continuar aprendendo com todas vocês mulheres. Nosso muito obrigada pelo empenho, pela força e generosidade de todas vocês”, afirmou ele.
O servidor Ricardo Vieira, que gentilmente articulou o Workshop e fez uma breve apresentação com o instrumento ‘handpan’, afirmou que somente quem vive o dia a dia do IPF sabe da necessidade e da importância de se parar alguns momentos. “Nós precisamos disso, todas vocês precisam disso. Vivemos momentos intensos no dia a dia, e que parece que não chegaríamos a momentos como este, de confraternização e de pausa. Fico feliz que hoje possamos proporcionar momentos como este, que deverá se repetir muitas outras vezes”, afirmou.
A Funperacchi agradece o acolhimento de todas as servidoras, reafirmando o seu trabalho pela qualidade de vida de todas/os as/os agentes da segurança pública, e o seu compromisso com a continuidade do projeto que certamente contribuirá muito para o dia a dia de trabalho destas servidoras.
O Instituto Forense é ligado a Superintendência dos Serviços Penitenciários – Susepe.
Secretário de segurança do RS terá como uma de suas pautas prioritárias a mudança na legislação relacionada à liberdade provisória de suspeitos de homicídios e assaltos
Caron (de gravata, ao centro) terá mandato de um ano, podendo ser prorrogado uma única vez por igual períodoPedro Morsch / Divulgação
GZH
Delegado com extensa carreira em diferentes Estados e até no Exterior, o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Sandro Caron, irá presidir o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) pelos próximos 12 meses. Caron foi eleito por aclamação nesta quarta-feira (8) e terá como vice o representante do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo.
O conselho é responsável por unificar as pautas de todos os secretários de Segurança Pública dos Estados para apresentar as demandas diretamente ao Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino.
Caron terá como uma de suas principais bandeiras a mudança na legislação relacionada à liberdade provisória de suspeitos de homicídios e assaltos.
— Vamos trabalhar em conjunto para aperfeiçoar este mecanismo quanto às liberdades provisórias, legislação penal e processual e ainda fortalecer a atuação integrada dos órgãos de segurança, envolvendo município, estado e união, para atacar o crime organizado de Sul a Norte do país — disse o delegado.
O conselho também é responsável pela criação de grupos de trabalho e acompanhamento de políticas públicas relacionadas à segurança.
VOLTAMOS!! Dia 08 de março de 2023 iremos dar início ao nosso ano letivo!!
A ESBM realiza a segunda aula magna conjunta do Curso de Direito realizado entre a Escola Superior dos Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e a Faculdade João Paulo II.
Este curso de graduação em direito, único no país, tem como objetivo fomentar o estudo acadêmico e prático-profissional das ciências militares, policiais, jurídicas, políticas e sociais, voltada a atualização e formação dos atuais e futuros membros das forças de segurança pública de nosso estado, bem como capacitar profissionais do direito com ênfase no direito castrense e na judicatura militar.
nossa aula magna se desenvolverá em uma tríade que contará com a participação de representantes do poder executivo e legislativo municipal e da iniciativa privada. Esperamos todos nossos alunos no auditório da Federação Gaúcha de Futebol para conversarmos com duas importantes autoridades públicas.
Profissionais reclamam que tabela não é corrigida há mais de uma década
PAULO EGÍDIO GZH
Entidades que representam os médicos credenciados no IPE Saúde levarão nesta quarta-feira (7) ao governo do Estado uma proposta para o reajuste na tabela de honorários. Os profissionais serão recebidos pelo chefe da Casa Civil, Artur Lemos, no final da manhã, em audiência marcada pelo deputado estadual Thiago Duarte (União Brasil), que também é médico e atende pelo plano.
A intenção é de que a proposta das entidades seja avaliada pelo Piratini antes que o projeto de reestruturação do IPE seja encaminhado pelo governador Eduardo Leite à Assembleia Legislativa. O deputado ressalta que os honorários estão congelados há 12 anos e que, sem a valorização, há risco de um descredenciamento massivo do plano.
— Hoje, uma visita médica não paga o estacionamento do hospital. Aqueles que continuam no plano atendem o mínimo contratual, e isso deixa a população desassistida e os médicos, desvalorizados — aponta o deputado.
Thiago já solicitou a realização de uma audiência pública conjunta nas comissões de Saúde e de Defesa do Consumidor para tratar do caso e a formação de subcomissão para acompanhar a reestruturação do IPE.
O deputado se diz favorável à mudança nas regras atuais de contribuição do plano, como deseja o governo, mas ressalta que a revisão deve considerar a melhoria na remuneração dos médicos:
— No ano de 2022, menos de 10% do que o IPE teve no orçamento foi pago aos médicos. Isso está muito fora da realidade.
Policial militar ficou ferido, na manhã desta terça-feira (07), após se envolver em acidente de trânsito na Estrada Geral Santa…
Uma viatura da Brigada Militar colidiu contra um poste, na Estrada Geral Santa Bárbara, em Veranópolis. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Portal Leouve
Policial militar ficou ferido, na manhã desta terça-feira (07), após se envolver em acidente de trânsito na Estrada Geral Santa Bárbara, acesso à ERS 359, em Veranópolis.
O acidente foi registrado, por volta das 6h30min, quando uma viatura da Brigada Militar se chocou contra um poste. Uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada para o atendimento da ocorrência. O ferido foi encaminhado ao Hospital São Peregrino Lazziozi, com ferimentos na cabeça e num braço.
No local, o trânsito ficou bloqueado em ambos os sentidos para realização da perícia, feita pela própria Brigada Militar. O veículo foi removido pelo guincho.
Iniciativa envolve escrivães e inspetores em formação, além de agentes que já atuam na instituição
LETICIA MENDES GZH
No início da manhã desta terça-feira (7), escrivães e inspetores em formação, além de agentes que já atuam na profissão, começaram a se reunir na Academia de Polícia Civil (Acadepol), no bairro Agronomia, na zona leste de Porto Alegre. Assim como nas operações de combate ao crime, a primeira etapa foi reunir todos para o habitual briefing, com as orientações sobre os passos seguintes. Dali, embarcaram nos veículos em direção a dois destinos, o Hemocentro do RS e o Hospital de Clínicas. Desta vez, a empreitada policial tem outro foco: a doação de sangue.
A iniciativa faz parte da campanha “E se fosse você?”, lançada pela Polícia Civil como forma de incentivar as pessoas a se tornarem doadoras de sangue. Por isso, a instituição decidiu mobilizar os próprios servidores a participarem.
Para instigar a adesão, também foram criados cards para serem compartilhados pela internet, levando as pessoas a refletirem sobre a importância de doar. “E se fosse o seu bebê? Uma pequena doação de sangue pode salvar quem ainda tem uma vida inteira pela frente”, está escrito num deles.
Períodos de festividades e férias, tanto de inverno, como de verão, como os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, além de feriados prolongados costumam impactar no estoque dos bancos de sangue. Em razão disso, esse período de pós Carnaval, considerado preocupante, foi escolhido pela instituição para fazer a mobilização. Ao todo, são cerca de 70 pessoas participando da doação.
Segundo a diretora da Acadepol, delegada Elisângela Reghelin, a intenção com a ação, no caso dos alunos, é enfatizar um valor trabalhado durante o curso, que é a doação da vida.
Instituição decidiu mobilizar os próprios servidores a participaremRonaldo Bernardi / Agencia RBS
— Os alunos logo vão fazer um juramento e a ideia deles começarem através da doação de sangue a dar a vida pelo outro em breve se converte num juramento que eles vão exercer ao longo de toda uma vida profissional. Policial civil é isso. Uma grande família, gera esse sentimento de pertencimento e também de solidariedade com a sociedade gaúcha — afirma.
A campanha também tem objetivo de mobilizar mais pessoas sobre a importância da doação ser realizada de forma regular.
— A ideia é divulgar para que mais pessoas, não só os policiais, mas a sociedade se estimule a ter esse ato de empatia com o próximo, que é a doação — diz a delegada Eliana Parahyba Lopes, da Divisão de Comunicação Social, aos policiais que estão em formação.
Inspetora Manuella apoiou a açãoRonaldo Bernardi / Agencia RBS
Entre os policiais que decidiram fazer a doação, a inspetora Manuella Schneider, 30 anos, que atua no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conta que já foi doadora e, com a campanha, decidiu voltar a doar.
— É um gesto simples que pode ajudar muitas pessoas — disse.
O inspetor Waldeck Costa Lima, 42, da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, também decidiu se integrar à iniciativa.
— Já sou doador. Eu acho muito importante a abrangência das pessoas que podemos auxiliar com esse ato — disse, enquanto fazia a doação.
Inspetor Waldeck já é doador e participou também nesta terçaRonaldo Bernardi / Agencia RBS
Entre os alunos em formação, Renan Michel Paliga, 33, foi um dos doadores. De Erechim, ele está em Porto Alegre no curso de inspetor de polícia.
— Sempre que pude doei. Acho importante porque alguém vai precisar — afirmou.
Jordana Camargo, 34, em curso para escrivã, também já é doadora e decidiu contribuir mais uma vez:
— Acredito que temos que pensar no próximo. Se podemos doar um pouco da gente para salvar a vida de alguém é importante — diz.
Faltam doadores
Um dos locais que recebe as doações é o Hemocentro do RS, localizado na Avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon. Para lá, foram enviadas cerca de 50 potenciais doadores de sangue.
Todos que chegam para doar precisam passar pelo processo que envolve cadastro, ou conferência dos dados, se já for doador, além de verificação de peso e de sinais vitais, como batimentos, pressão e temperatura. Logo depois, é realizada entrevista e preenchido questionário. Na sequência, se dá a coleta de 450ml de sangue, que normalmente leva em torno de cinco minutos. Todo o procedimento, que inclui alguns minutos para hidratação e um lanche, costuma ser concluído em cerca de meia hora.
— O ideal é que tenhamos uma média de 120 candidatos a doação por dia, mas tem dias em que não se conseguir chegar nem na metade. Ações como essa são bem importantes. É essencial que todos os campos de atividade estejam engajados, para que se consiga manter os estoques em níveis adequados — afirma a assistente social Gesiane Ferreira Almansa, responsável pelo Setor de Captação do Hemocentro do RS.
Por mês, o ideal é que o local colete 1,6 mil bolsas de sangue — em fevereiro foram 1,3 mil, o que é considerado como regular. Neste início de março, no entanto, a equipe vem percebendo uma baixa oferta de candidatos. Nesta segunda-feira (6), por exemplo, havia poucos atendimentos agendados ao longo do dia.
— Em fevereiro, com a campanha de Carnaval, se conseguiu sensibilizar um número bem importante de doares. Queremos agradecer a essas pessoas que ouviram nossos apelos. Embora não tenhamos alcançado o ideal, muitas pessoas se colocaram à disposição e auxiliaram. Muitas pessoas desconhecem a importância de doar regularmente. Uma das frases que ouvimos com frequência é que “sempre que tem alguém precisando eu doo”, mas sempre tem alguém precisando — alerta Gesiane.
Embora a necessidade seja de receber todos os tipos sanguíneos, há maior incentivo de doações regulares para aquelas pessoas que são O negativo. No Brasil, estima-se que somente 9% da população tenha esse tipo sanguíneo.
— Esse tipo é o que doa para todos os outros e que só pode receber o O negativo. E os bebês só podem usar esse tipo nessa fase — explica.
Assim como realizado pela Polícia Civil, outras instituições interessadas em mobilizar pessoas para fazer a doação também podem se engajar. É o caso, por exemplo, de empresas, que desejem promover esse tipo de iniciativa entre seus funcionários. O Hemocentro disponibiliza até mesmo transporte para buscar e levar os doadores, nesses casos de atendimentos de grupos.
— É um apelo que fazemos aos empresários, que possam ofertar aos seus empregados, numa iniciativa de responsabilidade social, de vir realizar a doação no Hemocentro — enfatiza a assistente social.
Principais receios
Não são apenas pessoas em situação de emergência, como vítimas de acidentes, que necessitam da doação. Há pacientes que realizam tratamentos, que também dependem das doações para manter as transfusões, ou mesmo no caso do transplante de órgãos. São inúmeras situações nas quais o sangue doado é essencial para salvar vidas. No Hospital de Clínicas, atualmente, as doações estão numa faixa considerada média, embora ainda longe do ideal.
— Precisamos da entrada diária de sangue, de determinados grupos. Para suprir a necessidade de um hospital de alta complexidade, necessitamos de aproximadamente 80 doações. Mas, em média, estamos recebendo hoje 50 doações. E ainda temos que contar com o percentual de inaptidão. Estamos sempre trabalhando para manter os estoques. É muito grave faltar sangue num hospital desse porte — explica a a bióloga Patrícia Seltenreich, coordenadora de captação do banco de sangue do Hospital de Clínicas.
Cerca de 20% dos candidatos que passam na triagem clínica são considerados inaptos a doar. São pessoas que não se enquadram nas regras definidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Um dos pontos que costuma deixar as pessoas receosas quanto à doação são as etapas percorridas durante o processo. Uma delas é o questionário a ser respondido ainda na primeira fase. O intuito é compreender o perfil do doador e identificar potenciais riscos de transmissão de infecções pelo sangue, como é o caso de pessoas que tenham múltiplos parceiros sexuais, por exemplo.
— Depois dessa fase, quando chega na doação em si, vem a expectativa quanto à agulha, se não vai ficar tonto, se vai passar mal. Esses medos têm que ser desmistificados. Se a pessoa estiver bem hidratada, tranquila, é algo muito rápido. Quando a pessoa vem, disposta a fazer esse ato, ela fideliza — incentiva Patrícia.
O que precisa para doar
Não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos.
Não consumir álcool (até 12h) ou fumar (até 2h) antes da doação.
Ter dormido pelo menos seis horas no dia.
Não ter tomado vacina contra a covid-19 nos últimos sete dias, com exceção da Coronavac, cujo limite é dois dias.
Não estar com gripe, febre ou ter tido covid-19 nos últimos 10 dias.
Pesar no mínimo 50 quilos e ter entre 16 e 69 anos.
Não ter doença de chagas ou hepatite aos 11 anos de idade.
Não usar drogas injetáveis ou ser portador dos vírus HIV (aids), HCV (hepatite C), HBC (hepatite B) ou HTLV.
Não ter tido relações sexuais com múltiplos parceiros casuais no último ano.
De quanto em quanto tempo
Mulheres podem fazer até três doações no ano (tempo mínimo de 90 dias entre uma e outra)
Homens podem fazer até quatro doações no ano (tempo mínimo de 60 dias entre uma e outra)
Cuidados após a doação
Não fumar por no mínimo duas horas.
Nas 12 horas após a doação, não praticar exercícios físicos e atividades perigosas, como subir em locais altos ou dirigir caminhão, ônibus em rodovias, etc.
Permanecer no serviço hemoterápico após a doação por 15 minutos.
Não carregar peso ou dobrar o braço em que foi realizada a punção no dia da doação, para evitar sangramentos e hematomas.
Retirar o curativo 4 horas após a doação.
Onde doar sangue em Porto Alegre?
Hemocentro
É possível agendar doação pelo WhatsApp (51) 98405-4260 ou neste site.
Endereço: Avenida Bento Gonçalves, 3.722
Telefone: (51) 3336-6755
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Endereço: Unidade Básica de Saúde Santa Cecília – 2º andar (entrada pela Rua São Manoel, 543).
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, preferencialmente para moradores da Capital e Região Metropolitana. Aos sábados, das 8h às 12h.
Número de estudantes do Colégio Tiradentes mais do que dobrou no segundo ano de funcionamento
Colégio Tiradentes atende alunos do Ensino Médio, com idades entre 14 e 16 anosBruno Todeschini / Agencia RBS
PIONEIRO
Após 10 anos apenas no papel, o Colégio Militar Tiradentes tornou-se uma realidade em Caxias do Sul no final de 2021, com as primeiras atividades com alunos do Ensino Médio em maio de 2022. Na retomada, que marca o segundo ano de funcionamento, a instituição da Brigada Militar (BM) traz outra boa notícia: o número de estudantes mais do que dobrou. São 141 jovens matriculados — no ano passado, eram 63.
O colégio atende adolescentes entre 14 e 16 anos, distribuídos em três turmas de 1º ano e duas de 2º ano. O número reduzido em relação a outras escolas mostra o quanto é concorrido o ingresso na instituição, o que desperta a curiosidade sobre a rotina em que o foco também é a disciplina militar e a educação complementar das turmas. Nesta sexta-feira (3), inclusive, haverá uma aula inaugural na Câmara de Vereadores (leia mais abaixo).
Um dos pontos que chama a atenção é o envolvimento da BM, o que leva muitas famílias a sonhar em ver os filhos na escola em razão da disciplina e da credibilidade da corporação, que mantém outras unidades do Colégio Tiradentes pelo Estado. Ao contrário do que muita gente pensa, a maioria dos matriculados são de famílias da comunidade em geral e uma parte pequena são filhos de pais brigadianos.
O major Juliano do Amaral, diretor da escola em Caxias, explica essa participação da BM no dia a dia dos estudantes.
— Não seria o foco da BM ter uma escola militar, mas na constituição da polícia militar está que temos que trabalhar no policiamento primário, preventivo. E temos esse segmento para trabalharmos a prevenção. Quantos aqui vão ser lideranças comunitárias? A gente começa a ter envolvimento com a comunidade, mostrar um pouco mais o trabalho da BM, o qual não é só atender ocorrência e andar de viatura, mas trabalhar na raiz do problema.
Seleção concorrida
O ingresso no Tiradentes é por meio de concurso, cujo edital é aberto em setembro. Os alunos que concluem o Ensino Fundamental podem se inscrever e fazer a prova teórica em novembro. Quem atinge uma média de pontos, passa para os exames médicos. Na sequência, os aprovados vão para as provas físicas. No processo de seleção, os alunos participam de corridas, fazem flexões e permanecem 20 segundo suspensos em uma barra de ferro, por exemplo. A relação dos aprovados para o ano letivo seguinte geralmente é divulgada até 10 de dezembro de cada ano. Mas a exigência não fica restrita à seleção. O desempenho em sala de aula possui regras claras.
— Do ano passado para este, oito alunos reprovaram. Eles podem fazer a rematrícula uma única vez, independentemente de ser no 1°, 2° ou 3° ano. Se repetir uma segunda vez, ele não pode fazer uma segunda rematrícula — comenta o vice-diretor, o tenente Diego Monteiro.
A rematrícula, por sua vez, é automática. Basta a entrega e a atualização da documentação para as turmas de segundo e terceiro anos.
A parte pedagógica é gerida pela 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) e a administração é comandada por 11 policiais da BM caxiense. O trabalho de gestão é coordenado pela supervisora pedagógica da 4ª CRE, Paula Cagliari. Os 18 professores são os mesmos da rede de ensino normal, dois deles com carga horária de 40 horas e os demais com cargas menores. A escola tem falta de três professores para completar o quadro.
— Os objetivos dos alunos é ter uma maior preparação para concursos e vestibulares nas carreiras que eles pretendem seguir. Não é obrigatório seguir carreira militar. A disciplina é o nosso foco, dentro e fora da escola — conta a soldado Aline Paim, uma das policiais que administra a escola.
Estrutura
A estrutura do Colégio Tiradentes consiste em cinco salas de aula, um laboratório de informática, um refeitório, banheiros com chuveiro e vestiário, uma quadra de esportes e outras salas para administrativo e reuniões. Os computadores da sala de informática foram doados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
O major Juliano destaca que, como o ensino é de tempo integral, ou seja, os estudantes permanecem 11 horas na instituição. Para isso, é necessário oferecer conforto. Neste ano, em parceria com a comunidade, serão colocadas novas mesas no refeitório, sendo que um segundo espaço foi aberto para ampliar o atendimento nas refeições. Além disso, o prédio ganhará uma nova identidade visual.
Os soldados que atuam no Tiradentes passaram por um processo de seleção, mas não precisam ter formação específica anteriormente. No caso, eles buscam por vontade própria a formação na área pedagógica ou administrativa de ensino.
Rotina militar no dia a dia dos estudantes Bruno Todeschini / Agencia RBS
Rotina militar no dia a dia dos estudantes Bruno Todeschini / Agencia RBS
Rotina militar no dia a dia dos estudantes Bruno Todeschini / Agencia RBS
Uniforme e comportamento precisam ser impecáveis
Neste ano, no dia 16 de fevereiro, foi iniciada a “Semana Zero”, uma semana de adaptação das rotinas militares e organizacional. No dia 23, os estudantes foram inseridos na parte pedagógica. O ano letivo termina no dia 14 de dezembro, seguindo calendários das demais escolas públicas.
— No meio do ano temos previsto duas semanas de férias (15 dias). Talvez essa seja um pouco diferente das demais escolas. Temos, por conta disso, uma carga horaria maior em relação a todas atividades extras no colégio — explica o major.
A chegada dos alunos ocorre às 7h. Na entrada, os estudantes são recebidos pelos administradores do colégio, fazem um cumprimento de “bom dia”, que é similar à continência. Os celulares são colocados em uma caixa, que fica na administração, e os alunos não têm acesso aos aparelhos ao longo dos estudos.
Os estudantes preferencialmente devem chegar uniformizados. Porém, como o fardamento deve estar passado e limpo, podem também chegar mais cedo na escola e se vestir ali. Para os alunos do 1º ano, o uniforme consiste em calça, camiseta e jaqueta de moletom (azul marinho e detalhes em vermelho). A partir do 2º ano, os meninos devem usar fardamento, o que inclui sapato preto, calça, cinta, camisa social com camiseta branca por baixo e boina, tudo na cor azul claro.
As meninas, por sua vez, usam uma bermuda ou saia no comprimento dos joelhos. Elas têm a obrigação de ir com o cabelo em coque ou em tranças. Curiosidade: o estilo do cabelo é determinado e repassado em um informe no final do dia, em que são apontadas as diretrizes para o próximo dia de aula. Os meninos usam corte de cabelo no estilo militar e devem ter a barba sempre aparada. Esses detalhes são conferidos diariamente, na chegada das turmas. Caso o aluno não esteja de acordo com as regras, tem um período para se arrumar e voltar.
Por volta das 7h10min, todos os estudantes ficam em formação na quadra da escola para o hasteamento das bandeiras de Caxias do Sul, do Rio Grande do Sul e do Brasil, além do momento de execução do Hino Nacional. Ao final do dia, às 18h, ocorre o descerramento das bandeiras.
Os alunos ficam em formação divididos em pelotão, que são comandados pelos alunos que tiveram as três melhores pontuações no concurso, inicialmente. E o aluno 01, do primeiro concurso, comanda toda a companhia (nome dado à soma dos pelotões). Seis alunos tocam instrumentos musicais. A cada 15 dias, há uma solenidade de formatura e se troca o comando, para que todos os estudantes passem pela experiência de comando.
Em caso de formação desalinhada, por exemplo, ou outra situação fora de contexto militar durante o hino e o hasteamento da bandeira, os alunos são obrigados a fazer flexão ao comando de um policial militar. Meninos e meninas recebem o mesmo tratamento, porém, algumas atividades físicas, como no caso da flexão, as estudantes têm a possibilidade de colocar o joelho ao chão. Nas corridas, a intensidade também é menor para elas.
Às 7h25min, as turmas passam pelos armários e pegam os materiais escolares, entrando nas salas de aula. Cinco minutos depois, as professoras ingressam no local. Um aluno é responsável por apresentar o grupo para a professora e informa se naquele dia houve colegas faltantes. As faltas são justificadas apenas em caso de doença, mediante apresentação de atestado médico, assim como numa escola de ensino comum.
A grade curricular dos alunos do 2º ano tem 25 disciplinas. No caso do 1º ano, são 15. Todos possuem atividades extracurriculares da metade para o final da tarde. Nesse caso, essas atividades ocorrem por meio de parcerias com empresas e entidades.
Os alunos recebem três refeições: café, almoço e lanche da tarde. Toda a alimentação é preparada na escola por três profissionais, que seguem o cardápio da Secretaria Estadual de Educação .
Formação em quadra Bruno Todeschini / Agencia RBS
Hasteamento da bandeira e execução do hino nacional são rotina diária Bruno Todeschini / Agencia RBS
Esporte e noções de primeiros socorros
A soldado Cristiani Zampieri, que auxilia na organização das atividades extracurriculares, explica que os alunos têm acesso a esportes olímpicos, artes marciais como jiu-jitsu e projetos sociais da Cruz Vermelha, como noções de primeiros socorros, além de beach tennis e finanças. Na maioria das atividades extras, os alunos vão até a instituição parceira e, após, são liberados para retornar para casa.
— São 11 atividades extras. Eles se inscrevem em algumas para não interferir no desempenho.
Os alunos participam de campeonatos com outras escolas públicas da rede estadual e também na rede Tiradentes no Estado. Nesse ano, os jogos escolares dos colégios da BM vão ocorrer em Ijuí.
Quando há alunos com dificuldades em matérias teóricas, os professores retiram um período de aula extracurricular e reforçam o estudo naquela disciplina.
Uma das últimas parcerias fechadas pelo Colégio Tiradentes foi com o ex-jogador de futebol profissional, Manoel Silva Ferreira, o Ferreirinha, que passou por times do Japão e da Bélgica , por exemplo, além de equipes brasileiras como Santos e Cascavel — se aposentou em 1992 no Juventude. Ele vai ministrar aulas de futebol aos alunos no Campo Municipal de Caxias. As aulas, de forma voluntária, serão às segundas e sextas-feiras à tarde.
— Na área profissional de educação física, tenho 33 anos. Estou muito feliz por ajudar a equipe da escola. Em 2013, ganhei o título de cidadão caxiense por trabalhos prestados à comunidade e não podemos parar, temos que valorizar este título.
Coordenadora do CPM, Graziela Severo apresenta o treinador de futebol Ferreirinha para os alunos Rodrigo Alves / Divulgação
Ferreirinha, segundo da direita para a esquerda, conversa com líderes da escola Tiradentes Rodrigo Alves / Divulgação
O papel dos pais
A mãe da aluna Mariana Ritzel, da turma 202, é a cabeleireira Graziela Severo, presidente do Conselho de Pais e Mestres (CPM) do Colégio Tiradentes. Segundo Graziela, nos primeiros dias já é possível ver a mudança nos alunos que ingressam na instituição. Na visão dela, os jovens vivem em uma era de desvalorização do ambiente escolar.
— Chegando aqui no colégio, ela (Mariana) compreendeu que precisaria ter um posicionamento diferente, ela precisaria olhar para o futuro e que isso depende do que ela está fazendo agora.
No Tiradentes, segundo a profissional do segmento de estética, os alunos seguem o lema de um por todos e todos por um. Eles têm consciência que, para ter sucesso no futuro, precisam de disciplina em todos os momento da vida, na avaliação de Graziela. Do tratamento ao profissional que prepara a alimentação deles na escola à limpeza nos ambientes no colégio e em casa.
O interesse dela em participar do CPM surgiu após inúmeras reuniões de pais em outras escolas que a filha estudou, sem resoluções aos problemas.
— Se eu tenho uma reclamação acompanhada de uma sugestão eu falo, senão eu me calo. Eu me prontifiquei a participar do CPM, prestando um serviço a eles, então porque eu não devolver um pouco.
Mãe e filha presentes na rotina do TiradentesBruno Todeschini / Agencia RBS
Saiba mais
:: Antigamente sede da Escola Dante Marcucci, o Colégio Tiradentes começou a sair do papel quando oito militares da BM começaram colocar o projeto em andamento. Em meados de abril de 2022, o Conselho Estadual de Educação permitiu o inicio do ano letivo. A própria Brigada fez a divulgação em escolas e na comunidade caxiense do modelo de ensino e da abertura do edital. O intuito na época era abrir 60 vagas, para alunos do 1º ano, filhos e dependentes de militares (policiais e bombeiros) e comunidade em geral. No total, 63 inscrições passaram pelo processo seletivo e foram acolhidas em 2022
:: Neste ano, o Colégio Tiradentes conta com 141 alunos. São três turmas de primeiro ano e duas turmas para os 54 alunos do 2º ano. Os adolescentes têm, em média, entre 14 e 16 anos. Cinco alunos frequentaram uma escola normal no 1º ano do Ensino Médio em 2022 mas, para poder ter acesso à escola da BM, fizeram o concurso e repetem o 1º ano em 2023. Para serem aprovados, assim como nas escolas estaduais de ensino comum, os alunos devem atingir média intelectual 7.
:: Dos 141 alunos atuais, 20 alunos são filhos ou dependentes de integrantes da BM ou do Corpo de Bombeiros. O restante (121 adolescentes) é de famílias da comunidade em geral. A maioria é residente em Caxias do Sul, Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Vacaria. Boa parte se mudou para Caxias. Os demais pegam transporte e retornam para as cidades todos os dias.
Aula simbólica na Câmara de Vereadores
Na manhã desta sexta-feira (3) ocorrerá uma aula inaugural, na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. A solenidade se inicia às 9h na frente da Câmara, os alunos irão hastear a bandeira nacional com a presença da banda do 3º GAAAE. Após, às 9h30min, no Plenário do Legislativo haverá palestras com o procurador do Estado Rafael Cândido Orozco e com a coordenadora regional da 4ª CRE, Viviani Vanessa Devalle. A ação é organizada pelos representantes do Tiradentes e do gabinete do vereador Alexandre Bortoluz.
Com a presença dos associados e familiares, foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária na noite desta quinta-feira (02) no auditório da APM- BM junto ao complexo do Departamento de Ensino da Brigada Militar
A Assembleia teve a finalidade de, alem de apresentar um panorama geral sobre a cooperativa, submeter aos associados, as mudanças no estatuto da entidade, que busca se adequar ao novo regramento previsto na LC 196/2022.
Em sua manifestação o presidente da Sicredi Mil, Tenente Coronel Luiz Antonio Fouchi de Leon ressaltou a importância da adequação na nova legislação, o que permitirá ainda mais o crescimento da cooperativa, que hoje já e maior dentre as segmentadas do SICREDI.
Presidente da Sicredi Mil, Tenente Coronel Luiz Antonio Fouchi de Leon
As alterações propostas foram aprovadas pelos associados presentes. A Cooperativa terá nova Assembleia Geral prevista ainda no mês de marco para apresentação do balanço financeiro de deliberações.
A COOPERATIVA SICREDI MIL oferece uma série de vantagens aos seus associados, alem de todos os produtos ofertados por qualquer instituição financeira. Confira no encarte abaixo a série de benefícios aos associados sicredi.
O curso preparatório ao Concurso de Capitão da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar da ESBM é destinado a todos aqueles que desejam realizar a preparação para ingressar nessas importantes carreiras jurídicas do estado do Rio Grande do Sul. O Curso da ESBM realizado em parceria com Andresan Cursos & Concursos e com a Unypública reúne os dois principais vetores aptos a promover a melhor preparação e a aprovação de nossos alunos: professores militares com experiência em concursos da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar aprovados no CSPM e CSBM e professores civis renomados e com larga expertise em preparação para os mais exigentes concursos públicos do país. O Preparatório da ESBM é certificado como Curso de Pós-graduação “lato sensu”, Especialização em Ciências Policiais e Segurança Pública, área do conhecimento reconhecida pela Ministério da Educação (MEC) nos termos do Parecer CNE/CES nº.945/2019, publicado no Diário Oficial da União de 06 de junho de 2020.
CONFIRA AS VANTAGENS DO PREPARATÓRIO DA ESBM
1. Curso preparatório único no Brasil certificado como Pós-graduação garantindo pontuação extra aos nossos alunos na prova de títulos dos concursos de capitão da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
2. Sistema de ensino híbrido com aulas presenciais ,e, em EAD, disponibilizadas na exclusiva plataforma de streaming educacional NETJUS da ESBM, que transformam a sua rotina de estudos em uma jornada lúdica leve e prazerosa (possibilidade do aluno fazer todo o curso em EAD caso prefira);
3. Aulas com professores e oficiais militares que realmente conhecem a rotina da caserna e o sistema de ingresso no oficialato da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
4. Nossos alunos não são clientes, SÃO ASSOCIADOS: a ESBM é uma instituição de ensino sem fins lucrativos, nosso único compromisso é com a aprovação de nossos alunos;
5. Ao adquirir o curso preparatório para os concursos de capitão da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e se tornar um ASSOCIADO ESBM, você passa a garantir uma série de benefícios, como descontos exclusivos em outros cursos oferecidos pela ESBM bem como acesso privilegiado ao nosso conteúdo da plataforma de streaming educacional NETJUS;
CONFIRA AINDA NOSSOS BENEFÍCIOS EXCLUSIVOS
1. Acesso as provas anteriores do concurso CSPM, corrigidas por nossos professores;
2. Material de apoio preparado por quem realmente conhece o e sabe o que é o CSPM – um curso feito por militares para militares;
3. Acesso aos exclusivos mnemônicos ESBM que auxiliam sua rotina de estudos facilitando a memorização do conteúdo;
4. Mentoria exclusiva com o Professor Andresan Machado e grupo de estudos com oficiais da Brigada Militar;
INSTRUTORES
Instrutores Oficiais da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar com ampla experiência acadêmica e prática profissional e professores civis especialistas nos mais exigentes concursos públicos do Brasil.
DIPLOMA
Certificado de Pós-graduação “Lato sensu” em Ciências Policiais e Segurança Pública.
FREQUÊNCIA
Todos os alunos que cumprirem os requisitos básicos de frequência receberão o Diploma de pós-graduação, sendo facultado ao aluno escolher em apresentar ou não trabalho de conclusão de curso. Aqueles que optarem por confeccionar o TCC poderão submeter o artigo produzido para publicação na revista científica da ESBM “Pro Lege Vigilanda”.
ATENÇÃO FUTURO CAPITÃO!!!! ATENDENDO A PEDIDOS PRORROGAMOS ATÉ HOJE A MEIA-NOITE NOSSA PROMOÇÃO DE LANÇAMENTO!! A ESBM não deixa ninguém para trás, a procura foi muito grande. Por isso prorrogamos até a meia-noite de hoje nosso desconto de 10% com o VOUCHER: cap10. Não percam essa última oportunidade!!
Jovem de 25 anos estava a caminho do trabalho, em Dois Irmãos, quando a colisão aconteceu no bairro Oeste
JORNAL NH
O soldado da Brigada Militar (BM) que morreu em acidente de trânsito no começo da manhã desta quinta-feira (2) em Sapiranga foi identificado como Junior Ruan Rodrigues, de 25 anos. O jovem era morador do bairro Santa Fé e fazia diariariamente o trajeto até Dois Irmãos, onde trabalhava. Conforme a BM, ele que era lotado no 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM).
A batida entre a moto Yamaha/MI 03 azul conduzida pela vítima e um caminhão aconteceu na Rua São Miguel, no bairro Oeste, por volta das 7 horas. O outro veículo envolvido foi um caminhão Scania branco, dirigido pelo proprietário, um homem de 53 anos.
Familiares estavam no local do acidente nesta manhã. Abalados com a perda, relataram que Junior havia comprado a motocicleta há cerca de um mês. Segundo a família, antes de entrar para o batalhão de Dois Irmãos, ele já havia trabalhado em Porto Alegre e em Novo Hamburgo.
De acordo com dados preliminares da BM, os dois veículos trafegavam pelo mesmo sentido da via no momento em que houve a colisão.
O motorista do caminhão relatou à corporação que não visualizou a motocicleta pelos espelhos e, ao iniciar a conversão, ouviu o barulho e sentiu a colisão, vindo a parar.
Notas de pesar
O falecimento motivou a divulgação de nota de pesar por parte da Brigada Militar (BM). O soldado havia ingressado na corporação em 12 de novembro de 2018. Segundo a BM, o corpo, assim que liberado, será velado na casa mortuária da Funerária Rost de Sapiranga.
A prefeitura de Dois Irmãos também lamentou a partida de Júnior Ruan Rodrigues. Confira: