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8 de março: flores, discursos e a falha real em proteger as mulheres?

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]

“Uma sociedade que não consegue proteger suas mulheres não pode se considerar plenamente justa.”

Todo ano o Brasil repete o mesmo roteiro no Dia Internacional da Mulher. Discursos emocionados, campanhas institucionais, homenagens nas redes sociais e mensagens exaltando a importância das mulheres na sociedade. Mas quando o dia termina e a retórica se dissipa, a realidade volta a aparecer com brutal clareza.

No Brasil, mulheres continuam sendo agredidas, ameaçadas, perseguidas e assassinadas, muitas vezes dentro de casa, por pessoas que fazem parte do próprio ambiente familiar. E o dado mais perturbador é que, em inúmeros casos, o Estado já havia sido alertado antes da tragédia acontecer.

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registra mais de 1.500 feminicídios por ano.  Isso significa que uma mulher é assassinada aproximadamente a cada seis horas no Brasil.[2]

Não são números abstratos. São vidas interrompidas. São famílias destruídas. São crimes que, em muitos casos, poderiam ter sido evitados. Porque o feminicídio raramente começa no momento do assassinato. Antes dele vieram as agressões, as ameaças, os registros policiais e os pedidos de ajuda.

E mesmo assim, muitas vezes, o sistema falha. Falha quanto há sinais e a sociedade se cala. Falha quando a denúncia não gera proteção. Falha quando medidas protetivas não são fiscalizadas. Falha quando a burocracia estatal reage mais lentamente do que a violência.

É preciso dizer com clareza: o Brasil não sofre por falta de leis. A Lei Maria da Penha é considerada uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica. A Lei do Feminicídio reconheceu juridicamente o assassinato de mulheres motivado pela violência de gênero. Mas leis que não são executadas com eficiência não salvam vidas.

Sem gestão pública eficaz, sem integração entre segurança pública, justiça e assistência social e sem prioridade política real, a legislação se transforma em algo que o Brasil conhece bem: um discurso forte no papel e frágil na realidade.

Enquanto isso, governos anunciam campanhas, publicam relatórios e reafirmam compromissos. Mas muitas estruturas de proteção continuam insuficientes para agir com rapidez.   Enquanto o Estado demora, a violência não espera, prospera.

Há também uma contradição social que precisa ser enfrentada. A mesma sociedade que celebra as mulheres em discursos, muitas vezes, tolera comportamentos que alimentam a violência.

Por exemplo, a indústria de comunicação que publica homenagens no dia 8 de março, frequentemente explora a imagem feminina como mercadoria, espetáculo ou instrumento de audiência.  Celebra-se a mulher no discurso. Explora-se a mulher na prática. E muitas vezes abandona-se a mulher quando ela precisa de proteção real. Essa incoerência revela uma verdade incômoda: a violência contra a mulher não é apenas um problema policial. Ela é um problema cultural, institucional e moral da própria sociedade brasileira.  Precisamos reforçar o controle social e o processo educativo exercido pela sociedade e pelas famílias.

Combatê-la exige mais do que campanhas emocionais após cada tragédia. Exige prioridade política real, estruturas eficientes de proteção, prevenção e responsabilização rápida dos agressores.

Porque cada feminicídio que ocorre após denúncias ignoradas ou medidas protetivas descumpridas não é apenas um crime. É uma tragédia anunciada. É a prova de que o sistema falhou. É a prova de que o Estado chegou tarde. E é a prova de que a sociedade tolerou demais.

Neste 8 de março, a verdadeira homenagem às mulheres não está nas flores nem nas campanhas. Ela está na coragem de reconhecer uma realidade incômoda: o Brasil ainda falha gravemente em protegê-las.

E enquanto essa falha persistir, cada homenagem corre o risco de soar como aquilo que muitas vezes se tornou um gesto simbólico diante de uma tragédia que continua acontecendo todos os dias.

Respeitar as mulheres não é apenas celebrar uma data. É uma obrigação moral.  É um dever jurídico. E é um imperativo civilizatório. É garantir que elas possam viver e não apenas sobreviver, com respeito, dignidade, segurança, direitos e liberdade.


[1] Coronel da Reserva da Brigada Militar

[2] https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2026/03/04/feminicidios-sobem-47percent-no-brasil-13percent-das-vitimas-tinham-protecao-da-justica.ghtml

 Três policiais militares ficam feridos em acidente envolvendo caminhão em Lajeado

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Viatura colidiu lateralmente com um caminhão em Lajeado. Equipe se deslocava para uma operação.

Por Duda Romagna, Ricardo Gais, g1 RS e RBS TV

Três policiais do 40º Batalhão de Polícia Militar (40º BPM) ficaram feridos em um acidente de trânsito registrado na noite desta sexta-feira, 6, na ERS-130, em Lajeado, no Vale do Taquari. A viatura em que a equipe estava colidiu lateralmente com um caminhão.

O acidente aconteceu por volta das 20h45min, no quilômetro 69 da rodovia. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o caminhão trafegava no sentido Lajeado–Cruzeiro do Sul quando ocorreu a colisão com a viatura policial, que se deslocava entre as pistas em direção ao centro do município.

Os policiais estavam a caminho de uma operação.

Com a força do impacto, o motorista da viatura e o policial que estava no banco de trás ficaram presos às ferragens. Uma grande operação de socorro foi mobilizada, e equipes do Corpo de Bombeiros precisaram utilizar um desencarcerador para fazer o resgate das vítimas.

Unidades do SAMU, dos Bombeiros e da Polícia Rodoviária Estadual de Cruzeiro do Sul atuaram na ocorrência, que também contou com o apoio de guarnições do efetivo da Brigada Militar de Lajeado. Os três policiais sofreram lesões corporais e foram encaminhados pelo SAMU para atendimento médico no Hospital Bruno Born.

De acordo com o hospital, na manhã deste sábado (7), um deles estava em estado grave em leito de UTI, um estava em leito de enfermaria e o outro em observação.

O motorista do caminhão não se feriu, mas permaneceu no local em estado de choque, segundo a BM. Devido à gravidade do acidente e ao trabalho das equipes, o trânsito na rodovia chegou a ser totalmente bloqueado, sendo liberado posteriormente em ambos os sentidos, mas com lentidão.

As circunstâncias do acidente serão apuradas.

Três policiais ficaram feridos — Foto: Vinicius Mallmann/Rádio Independente

Três policiais ficaram feridos — Foto: Vinicius Mallmann/Rádio Independente

Quando o silêncio pode terminar!!?? Ou deve terminar!!??

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Durante um bom tempo, um estranho silêncio pairou sobre episódios que hoje começam a vir à tona com o chamado caso Vorcaro, caso do Banco Master.  Silêncio de setores institucionais, de parte do sistema político, jurídico, policial, da imprensa e do povo amordaçado. Agora, quando os fatos e seus impactos começam a atingir diretamente alguns dos próprios atores que antes preferiram não enxergar ou não falar, a narrativa se transforma.  Surge, enfim, uma indignação tardia.  Mas antes tarde do que nunca. O telhado de vidro começa a ser atingido.

O que durante muito tempo foi tratado como algo menor ou irrelevante começa, agora, a revelar contornos de escândalo. Não se trata de um fato isolado, nem de um episódio circunstancial. A ponta do iceberg aponta para um problema muito mais profundo: um sistema marcado por falta de transparência, controles institucionais e sociais frágeis, somados a relações perigosamente próximas entre interesses que deveriam permanecer separados.

A pergunta que precisa ser feita é simples e incômoda: onde estavam essas vozes antes?  Denúncias, questionamentos e inconsistências foram tratadas com desdém ou simplesmente ignoradas. Parte significativa da imprensa preferiu não investigar com profundidade. Outra parte optou pelo silêncio conveniente.  Apenas alguns jornalistas trouxeram informações a respeito dos fatos.[1]

Quando surgem indícios de conexões impróprias entre estruturas do “sistema” e personagens ligados a investigações sensíveis, o que está em jogo não é apenas a reputação de indivíduos. Está em jogo a própria credibilidade das instituições. Os edifícios institucionais começam a apresentar fissuras e a ruir. A democracia depende, sobretudo, da confiança pública na imparcialidade das instituições e na integridade daqueles que exercem funções de poder; não em meros discursos formais sobre legalidade e Estado de Direito.

Portanto, quaisquer episódios que envolvem proximidades entre membros dos poderes do Estado e “partes de processos”, exigem explicações claras e imediatas. 

O silêncio ou a falta de esclarecimento, por exemplo, a respeito de viagens, em aeronaves privadas, realizadas por Ministro do Supremo Tribunal Federal, compartilhada com advogado de parte[2]; eventos e jantares promovidos por integrantes de “Organizações Empresariais”[3]; ou membros do Congresso Nacional que apresentam propostas “jabutis”[4] não contribuem para preservar a credibilidade do sistema e dos Poderes.

Na democracia a transparência não é uma concessão, é uma obrigação. A sociedade tem o direito de compreender o que ocorreu, quais foram as circunstâncias e quais salvaguardas existem para impedir que relações pessoais ou institucionais possam comprometer a imparcialidade das decisões judiciais.

Se hoje parte dessas informações começa a ser divulgada publicamente, isso também se deve ao recente avanço das investigações e à atuação do novo relator do caso, que está promovendo uma revisão mais abrangente dos fatos. Isso demonstra algo essencial: as instituições funcionam quando há uma real disposição para investigar e cumprir seu papel constitucional na busca pela justiça nos casos concretos, mesmo diante das dificuldades, mesmo quando os “casos são difíceis”.[5] A justiça não pode estar sujeita à conveniência; deve ser fundamentada na legalidade, publicidade, devido processo legal e responsabilidade.  Denúncias pertinentes não podem somente prosperar quando se tornam politicamente indispensáveis.

O que apreendemos com a situação estabelecida? A lição é de que o maior risco para qualquer democracia não reside apenas na corrupção ou no abuso de poder; o maior perigo é a normalização do silêncio. Quando imprensa, instituições, setores do poder e o povo em geral optam por não questionar, cria-se um ambiente propício para que as irregularidades prosperem durante anos sem controle e fiscalização efetiva. O caso agora revelado possui uma função histórica: reestabelecer o debate sobre transparência, controle institucional e responsabilidade pública no centro da vida nacional.

Ignorar essa realidade ou tratá-la como mero ataque político aprofunda a crise de confiança. Instituições fortes não se protegem pelo e com o silêncio. Elas se fortalecem pela transparência, pela prestação de contas e pela capacidade de demonstrar, de forma inequívoca, que a lei se aplica a todos, inclusive aos poderosos. 


[1] O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse. Artigo 1º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. In: https://www.abi.org.br/institucional/legislacao/codigo-de-etica-dos-jornalistas-brasileiros/

[2] https://www.gazetadopovo.com.br/republica/extremamente-grave-transparencia-internacional-viagem-toffoli-advogado-master/

[3] https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/vorcaro-pagou-jantar-para-ministros-do-stf-nos-eu

[4] https://www.infomoney.com.br/politica/vorcaro-celebrou-emenda-de-ciro-nogueira-pro-master-grande-amigo-de-vida/

[5] Dworkin deixa clara sua posição contraria a discricionariedade pregada por Hart. Propõe então, uma teoria que afirma a necessidade de correlação entre direito, princípios, moral, política e até mesmo economia para a solução do hard case. Segundo Dworkin, como dito acima, quando o magistrado apenas usa de sua discricionariedade perante o hard case que decidiu, acaba por incorrer em retroatividade de norma ao caso, ou seja, legisla sobre novos direitos jurídicos (new legal rights) (DWORKIN, 2007, p.127), vez que cria novo direito, o que é inadmissível. BELTRAMI, Fábio. Princípios como solução dos hard cases. Teoria Dworkiniana. In: https://ambitojuridico.com.br/principios-como-solucao-dos-hard-cases-teoria-dworkiniana/

Novos alunos falam dos primeiros dias nos Colégios Tiradentes da Brigada Militar

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A Semana Zero 2026, entre 09 e 13 de fevereiro, marcou oficialmente o início da trajetória dos alunos ingressantes nos Colégios Tiradentes da Brigada Militar (CTBM). A programação especial proporcionou aos novos estudantes de cada uma das oito unidades do CTBM, uma imersão na cultura institucional, nos valores militares e nas rotinas do Colégio, aliando disciplina, integração, atividades práticas e formação cidadã.

Aluna aparece de costas utilizando um instrumento musical para ensinar as práticas militares aos novos alunos que estão a sua frente.
Prática de Ordem Unida ministrada por terceiranistas aos novatos do CTBM em Porto Alegre – Foto: Colégio Tiradentes

Entre as novidades apresentadas aos novatos, estão as Práticas de Ordem Unida, atividade tradicional e fundamental na formação dos alunos do CTBM. De origem militar, a Ordem Unida desenvolve coordenação motora, disciplina, espírito de corpo, autocontrole e atenção ao comando, fortalecendo a coesão da turma. A Rotação por Estações de Aprendizagem, metodologia ativa consolidada no CTBM, possibilitou que os alunos conhecessem o Manual do Aluno 2026, compreendendo normas, direitos, deveres, regulamentos e princípios institucionais. Houve ainda, palestras formativas complementares à programação, promovendo reflexões sobre ética, diversidade, alimentação saudável, meio ambiente e cidadania.

Do CTBM em Ijuí, onde a Semana Zero foi de 02 a 06 de fevereiro, os alunos Visoto e Matheus revelaram a confirmação das expectativas sobre a rotina rígida e diferente, ao mesmo tempo em que vivenciaram experiências enriquecedoras. “Não desistam. Aqui se cresce como pessoa. Cada dia há novos aprendizados, principalmente sobre valores e respeito,” disse Visoto. Os adolescentes destacaram a participação na tradicional Rústica, de aproximadamente cinco quilômetros. Com apoio dos professores de Educação Física e do Corpo de Alunos, os participantes realizaram aquecimento, alongamento e receberam orientações de segurança. Houve premiação dos cinco primeiros colocados nas categorias masculino e feminino, seguida do tradicional banho de mangueira realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Uma das turmas de novos alunos aparece em traje esportivo, diante da fachada do Colégio, em duas fileiras, uma em pé e outra sentada sobre o asfalto molhado.
Após a Rústica em Ijuí, os novatos ganharam o tradicional banho de mangueira realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar – Foto: Colégio Tiradentes

Do CTBM em Passo Fundo, o aluno Koch admitiu que no início, estava bem nervoso e com medo do que estava por vir. “Mas, ao chegar no Colégio, vi que era tudo diferente, que os formadores eram excepcionais, que os colegas eram ótimos e que a escola era acolhedora. Com o passar dos dias, o medo deu lugar à empolgação. Em casa, sempre tinha deveres para cumprir, como decorar hinos e canções, treinar os movimentos, passar a roupa para o dia seguinte etc. No final, tive a felicidade de ser eleito o aluno destaque da Semana Zero e me despedi dela com aquele gostinho de ‘quero mais’”, contou. Já o aluno Tonin, que atuou na função de Disciplina do Corpo de Alunos, falou do ciclo que completou, agora que está no terceiro ano: “Ficamos responsáveis por ensinar aos novos alunos a rotina e os diferenciais do Colégio, além de organizar os próprios terceiranistas, equilibrando rigidez e paciência. Esperamos ter servido de inspiração da mesma forma como víamos nossos formadores na nossa Semana Zero,” disse.

Estudantes e mestres aparecem em fileiras com balões azuis, brancos e vermelho em volta e uma faixa de bem-vindos no alto.
Turma de novos alunos no CTBM em Passo Fundo – Foto: Colégio Tiradentes

As expectativas dos novos alunos também evidenciam o significado de ingressar na Instituição. Do CTBM em Santo Ângelo, a aluna Espíndola relatou que, inicialmente, tinha receio de estudar em um colégio militar, imaginando uma rotina excessivamente rígida, ela que conquistou o primeiro lugar na seleção. “A rotina acadêmica é intensa e ainda estou me adaptando, mas já percebi um ambiente acolhedor, onde disciplina e respeito caminham junto com o companheirismo. Estou muito feliz com as novas amizades e satisfeita por ter escolhido o Colégio Tiradentes,” disse.

Face interno da entrada do Colégio, destaca-se um poste de energia com um equipamento novo. Ao lado, estão os mastros com as bandeiras.
CTBM em Santo Ângelo instala subestação de energia elétrica – Foto: Colégio Tiradentes

Todas as Unidades dos Colégios Tiradentes recepcionaram os alunos neste reinício de ano letivo com importantes investimentos em infraestrutura e obras de revitalização. O CTBM em Ijuí está construindo a nova biblioteca e o novo ginásio de esportes, atendendo uma demanda histórica da comunidade escolar. O CTBM em Santo Ângelo instalou uma subestação de energia elétrica, garantindo maior segurança e estabilidade no fornecimento de energia, além da aquisição de equipamentos para diversos setores.

Excelência

Professores reunidos em uma sala, assistindo a fala de uma PM feminina, durante a atividade de recepção, formação e confraternização na Unidade em Passo Fundo.
Uma semana antes dos alunos, professores tiveram a sua acolhida junto aos CTBMs – Foto: Colégio Tiradentes

As oito unidades da Rede Tiradentes figuraram entre as dez melhores escolas públicas estaduais em 2024. Além das Unidades citadas, há CTBM em Santa Maria, São Gabriel, Pelotas e Caxias do Sul. O CTBM em Porto Alegre, com 46 anos completos em 2026, é a Unidade mais antiga e esperou o primeiro dia de aula dos estudantes, 19 de fevereiro, para celebrar. Além das atividades em sala de aula, os estudantes têm a oportunidade de ampliar suas experiências e estimular talentos, escolhendo entre as opções, como a Banda de Música, o Clube de Leitura, o Clube de Xadrez e o Clube de Relações Internacionais, o qual pratica simulações de resoluções de conflitos mundiais. O colégio também disponibiliza monitorias controladas para reforço e aprofundamento dos estudos. No campo esportivo, os alunos podem praticar modalidades como esgrima, equitação, lutas, atletismo, vôlei, basquete, handebol, futsal, natação, entre outras.

O início do ano letivo representa mais uma etapa de dedicação e construção coletiva, fortalecendo o compromisso da comunidade escolar com a excelência, a cidadania e a formação de jovens preparados para os desafios do futuro. Para participar da seleção de ingresso aos CTBMs, basta conferir as informações no site da Instituição no início de setembro aqui

Texto: jornalista Eliege Fante, servidora civil da PM5/BM com apoio das ComSocs dos CTBMs de Ijuí, Passo Fundo, Santo Ângelo e Porto Alegre. Fotos: Colégios Tiradentes da Brigada Militar 

Fonte: Brigada Militar

PEC da Segurança é aprovada na Câmara dos Deputados em primeiro turno

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Projeto foi votado sem trecho sobre maioridade penal

Zero Hora

Conhecida como PEC da Segurança Pública, a Proposta de Emenda à Constituição 18/25 foi aprovada nesta quarta-feira (4), em primeiro turno, pela Câmara dos Deputados. O texto segue agora para o Senado.

Inicialmente, a PEC seria votada pela manhã na Comissão Especial Sobre as Competências Federativas em Segurança Pública da Câmara dos Deputados – criada para analisar exclusivamente a matéria. Mas houve impasse envolvendo trecho sobre maioridade penal. 

O ponto não estava previsto no projeto original elaborado pelo governo, mas foi proposto no texto substitutivo apresentado pelo relator, Mendonça Filho (União-PE). O parlamentar quer alterar de 18 para 16 anos a idade em que jovens podem responder criminalmente.Play Video

Foi feito um acordo entre o governo e o relator do texto, deputado Mendonça Filho (União-PE) e o tema da redução da maioridade penal foi retirado do texto. Assim, o presidente da Câmara, Hugo Motta, levou a pauta ao plenário.

A proposta tem como objetivo reorganizar o sistema de segurança pública no Brasil e endurecer as regras de progressão de pena, entre outros temas. 

Entenda

A PEC 18/25 determina o estabelecimento de legislação infraconstitucional com medidas mais gravosas, tais como a restrição ou a vedação de progressão de regime, a suspensão de benefícios, o tratamento disciplinar diferenciado e a expropriação e o confisco ampliado dos bens de origem ilícita, entre outros.

O objetivo é impedir que lideranças continuem comandando as suas organizações de dentro dos estabelecimentos penais. 

— Essas medidas enfrentam a leniência e a impunidade que, historicamente, alimentou a expansão das facções — disse o relator, Mendonça Filho.

A modernização do sistema policial é outro tema de destaque no substitutivo, segundo o relator: 

— Com a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, supera-se a fragmentação operacional que permitia que o crime transitasse entre unidades da Federação com mais facilidade do que o próprio Estado.

Mendonça Filho destacou que a coordenação nacional promoverá a cooperação sem centralização ou substituição do papel dos Estados e dos municípios. Segundo o relator, o texto final tomou um caminho inverso da proposta encaminhada pelo Poder Executivo.

Para o fortalecimento do Sistema de Políticas Penais e da gestão prisional, o texto de Mendonça Filho constitucionaliza o Regime Disciplinar Diferenciado, com a previsão de regimes de custódia mais severos para lideranças de organizações criminosas de alta periculosidade ou lesividade.

A proposta amplia o financiamento obrigatório da segurança pública ao prever a destinação gradual de parte das receitas do Fundo Social do pré-sal e da arrecadação proveniente das apostas das bets. Esses recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.

Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) cabe aos militares estaduais?

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Após a entrada em vigor da lei n. 13.964/19, o chamado Pacote Anticrime, o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) passou a ter expressa previsão legal no ordenamento jurídico brasileiro. 

O ANPP é uma medida alternativa prevista no Código de Processo Penal para crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, cuja pena mínima seja inferior a 4 anos.

O objetivo é evitar o processo judicial tradicional, desde que o investigado se comprometa a cumprir certas condições para reparar o dano causado, e assim dar uma resposta mais rápida e efetiva à sociedade.

Para que o acordo seja aplicado, é necessário que o investigado *confesse a prática do crime* e aceite cumprir todas as condições estipuladas pelo Ministério Público, como, por exemplo, prestar serviços à comunidade, pagar indenização ao ofendido ou cumprir outras medidas que promovam a reparação do dano.

O acordo será firmado pelo Ministério Público, investigado e seu defensor e homologado pelo Juiz. Se forem descumpridas quaisquer condições estipuladas no acordo de não persecução penal, o Ministério Público deverá comunicar a Justiça para rescisão e posterior oferecimento de denúncia.

E NA JUSTIÇA MILITAR?

Recente decisão do Ministro Dias Tóffoli no RHC 268704 / SP (Ver aqui integra da decisão) na  interpretação sistemática dos art. 28-A, § 2º, do CPP e art. 3º do CPPM  o Ministro entende que está autorizada a aplicabilidade do Acordo de Não Persecução Penal no âmbito da Justiça Militar. No Entendimento de Dias Toffoli, a aplicação do art. 28-A do CPP à Justiça Castrense também se coaduna com a jurisprudência da Suprema Corte, que, em recentes julgados, compreendeu pela possibilidade de incidência da legislação comum a processos penais militares se verificada compatibilidade com princípios constitucionais.

Embora haja entendimentos controversos, ele está sendo aplicado, inclusive no âmbito da Justiça Militar do RS já houve a concessão deste dispositivo.

E NO AMBITO ADMINISTRATIVO DAS CORPORAÇÕES?

A principal questão para o PM é que a esfera penal e administrativa é independentes. Mesmo com o ANPP no criminal, a corporação pode instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), Conselho de Disciplina ou Conselho de Justificação. 

  1. Confissão como Prova no PAD: A confissão feita no ANPP para o Ministério Público pode ser utilizada como prova no Processo Administrativo Disciplinar interno da PM.
  2. Possibilidade de Demissão/Exoneração: O ANPP não impede que a PM entenda que a conduta violou o estatuto militar (quebra de hierarquia ou disciplina), resultando em punições disciplinares, incluindo a demissão (para praças) ou exclusão a bem da disciplina (para oficiais).
  3. Abalo à Ordem Administrativa: A celebração do ANPP não apaga o fato de que o comportamento foi considerado crime. Se a conduta for considerada grave para a credibilidade da corporação, a punição administrativa pode ser severa.
  4. Repercussão na Carreira: A depender do caso, a assinatura do acordo pode impedir promoções ou afetar o comportamento do policial dentro da corporação.

Coronel Luigi Pereira toma posse como novo comandante-geral da Brigada Militar

Na cerimônia, governo do Estado também entregou R$ 32 milhões em viaturas e equipamentos para a corporação

O coronel Luigi Gustavo Soares Pereira assumiu, nesta segunda-feira, o comando-geral da Brigada Militar. A cerimônia de posse foi realizada na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite, do secretário estadual da Segurança Pública, Mário Ikeda, além de autoridades civis e militares. Durante o ato, também foram entregues novas viaturas e equipamentos à corporação, expostos no gramado da Academia.

Em seu pronunciamento, o governador destacou a experiência e a trajetória do novo comandante, manifestando confiança na continuidade das ações voltadas à redução dos índices de criminalidade. Leite ressaltou ainda a consolidação do programa RS Seguro, enfatizando que a política de governança, baseada em dados e integração entre as forças de segurança, assegura estabilidade e continuidade, mesmo com mudanças nas lideranças.

Integrante da Brigada Militar desde 1993, o coronel Luigi, de 51 anos, sucede o coronel Cláudio dos Santos Feoli, que passa à reserva após completar 35 anos de serviço ativo. Antes de assumir o comando-geral, Luigi exercia a função de chefe do Estado-Maior da corporação.

Ao assumir o cargo, o novo comandante afirmou que dará prosseguimento ao trabalho já desenvolvido, reforçando o compromisso com as metas estabelecidas no âmbito do RS Seguro. Segundo ele, o objetivo é manter a redução contínua dos indicadores criminais e ampliar a sensação de segurança da população gaúcha.

Coronel Luigi Gustavo Pereira assume como comandante-geral BM

 Coronel Luigi Gustavo Pereira assume como comandante-geral BM | Foto: Fabiano do Amaral

Luigi também afirmou que um dos objetivos de sua gestão é manter a integração entre as forças de segurança. “Durante todo o tempo deste governo houve uma quantidade significativa de investimentos, o que fez com que conseguíssemos avançar na integração entre as forças de segurança. O grande legado que entendo que ficará é justamente essa integração”, disse.

Na cerimônia, também tomaram posse o coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, como subcomandante-geral da instituição, e o coronel Álvaro Martinelli, que exercerá a função de chefe do Estado-Maior.

Chefe do Estado-Maior da BM, coronel Álvaro Martinelli, comandante-geral BM, Coronel Luigi Gustavo Pereira, governador do RS, Eduardo Leite, e subcomandante-geral da BM, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho

 Chefe do Estado-Maior da BM, coronel Álvaro Martinelli, comandante-geral BM, Coronel Luigi Gustavo Pereira, governador do RS, Eduardo Leite, e subcomandante-geral da BM, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho | Foto: Fabiano do Amaral

Novas viaturas e equipamentos

Durante o evento, o governador também entregou à corporação 104 viaturas policiais e equipamentos, como armas de choque e coletes. A maioria dos veículos é dos modelos Corolla Cross e Hilux, todos semi blindados. De acordo com o governo, o investimento é de mais de R$ 32 milhões, com recursos do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg), do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp), do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), do Convênio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e do Convênio Carnaval 243/2023. As viaturas e equipamentos devem reforçar o trabalho da Brigada Militar em 148 municípios gaúchos.

Segundo o governador Eduardo Leite, a entrega das novas viaturas representa a maior renovação de frota já promovida pelo Estado. “O nosso esforço é para dar melhores condições de trabalho. Elas serão distribuídas nos diversos municípios. Não há um foco específico, mas uma estratégia de distribuição que olha para aqueles municípios que estão com as maiores necessidades no Estado”, explicou.

Déficit na Polícia Civil: efetivo inferior a 5,5 mil agentes no Rio Grande do Sul

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Sindicato aponta necessidade de dobrar efetivo; Polícia Civil garante aumento e recomposição de quadros

Marcel Horowitz Correio do Povo

A Polícia Civil tem pouco mais de 5,4 mil agentes em atuação no Rio Grande do Sul. O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadore s (Ugeirm) aponta que essa realidade é deficitária, estimando necessidade de aproximadamente 9,5 mil profissionais como garantia de segurança aos gaúchos, quase o dobro das equipes em atividade. Já a instituição, em nota, confirma o número do efetivo atual, mas enfatiza trabalhar na recomposição dos quadros e que suas fileiras permanecem em expansão desde 2019.

Para o vice-presidente do Ugeirm, Fábio Nunes Castro, as 360 vagas do concurso de janeiro são insuficientes, sendo o aumento de convocações uma forma de mitigar a falta de efetivo.

“Aumentar o número de convocados não geraria custo imediato ao Estado. Além disso, com um cadastro mais amplo de aprovados, facilitaria nomeações, aumentando a quantidade de policiais civis em serviço”, avalia Fábio Castro.

Castro adiciona que o déficit é agravado por vacância de 1,3 mil vagas na Polícia Civil, registrada entre 2019 e o ano passado. Tal êxodo seria consequência de aposentadorias e exonerações, impactando o trabalho investigativo em território gaúcho, segundo o vice-presidente do Ugeirm.

“Mais de 80 municípios no RS contam com apenas um servidor da Polícia Civil. São cidades onde a delegacia precisa ser fechada temporariamente quando o policial está em diligências. Isto interrompe o atendimento ao público e prejudica investigações”, lamenta Castro.

Ainda conforme o vice-presidente do Ugeirm, mais de 60% dos alunos no curso de formação da Polícia Civil não são nomeados aos cargos, por conta de desistências, reprovações e da migração de candidatos a outros estados. “As pessoas buscam concursos mais atrativos, como em Santa Catarina, onde há convocação de maior número de inscritos, ampliando a possibilidade de reposição de efetivo ao longo do certame”, pontua.

Castro também alerta que a falta de policiais civis dificulta o combate aos feminicídios. “Apenas 22 dos 497 municípios gaúchos possuem delegacias especializadas no atendimento às mulheres”, diz ele.

A Secretaria da Segurança Pública foi contatada na última sexta-feira, pelas 11h05min, quando informou que avaliaria o envio de comunicado sobre o assunto. O espaço permanece aberto para manifestações da pasta. Em nota, a Polícia Civil destacou que há previsão de mais 720 vagas de escrivão e inspetor, além de outras 30 para delegados, nos concursos em andamento.

O que diz a Polícia Civil

A Polícia Civil segue trabalhando para a permanente recomposição do efetivo. Em 2018 o efetivo era de 4.976 e em janeiro de 2026 era 5.450. Neste governo, desde o ano de 2019, houve o ingresso de 1.890 policiais, entre delegados e agentes. Ainda, estão em andamento concursos públicos, um com previsão de 720 vagas, inicialmente, para os cargos de escrivão e inspetor de polícia, e outro para o cargo de delegado de polícia, com 30 vagas imediatas, pelo menos.

Academia de Polícia Militar da Brigada Militar do Rio Grande do Sul: ali o sonho torna-se vocação e essa se transforma em missão.

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]

Hoje, 1º de março, não celebramos apenas mais um aniversário institucional. Celebramos uma história de mais de um século dedicada à formação de líderes, à construção de caráter e à consolidação dos valores que sustentam a nossa Brigada Militar: hierarquia, disciplina, honra, lealdade, coragem e compromisso inabalável com a sociedade gaúcha.

Desde 1916, a Academia de Polícia Militar (APM) é o berço onde se forjam oficiais que aprendem, antes de tudo, que comandar é servir.

Em nossa Escola, cada cadete, internaliza que o fardamento é mais do que apenas um símbolo de autoridade, ele expressa a responsabilidade; assim como a espada não será representação de poder, mas de dever; bem como que a liderança nasce do exemplo e da retidão moral.

Além de consolidar princípios, em sua história, a APM acompanhou a evolução pedagógica e da segurança pública, sendo protagonista na construção de um modelo profissional técnico e ético de atuação policial. Formando oficiais que atuam no Rio Grande do Sul, no Brasil e até em outros países, que levam consigo a marca da excelência acadêmica e do compromisso com os direitos fundamentais e com a ordem pública.

O aniversário da APM tem um significado muito especial, pois uma parcela de minha vida profissional foi vinculada a sua história, quer tenha sido como aluno-a-oficial, internalizando conhecimentos, valores e tendo a honra de conduzir seu Estandarte histórico. 

Ao compor seu quadro discente, compartilhando experiências em diversas disciplinas e cursos, contribuímos para a formação de novas gerações. Ao atuar como gestor em áreas administrativas, enfrentamos os desafios silenciosos que sustentam a estrutura e garantem que a missão formativa nunca se interrompa.

Nessa Escola, não apenas moldei minha trajetória como oficial; fortaleci meu caráter e identidade funcional e, principalmente, reforcei a convicção de que a educação é o alicerce mais sólido da segurança pública.

Orgulho de ter sido aluno. Honra de ter sido instrutor. Responsabilidade de ter sido gestor. E, acima de tudo, gratidão por fazer parte desta história.

Neste 1º de março, minha reverência é sincera e pessoal. Cumprimento a cada comandante que passou por seus corredores, cada instrutor que dedicou horas ao preparo das aulas, cada servidor que garantiu o funcionamento da instituição e a cada cadete que cruzou seus portões carregando sonhos e assumindo compromissos.

A APM é mais do que uma Escola militar, uma instituição de ensino, uma academia, ela é a verdadeira demonstração de pertencimento e continuidade, de tradição e de renovação permanente. É o pulsar da Instituição quase bicentenária, de nossa Brigada Militar, ali o sonho torna-se vocação e essa se transforma em missão.

Que esta data renove em todos nós o compromisso com os princípios que nos sustentam. Que inspire as novas gerações a honrarem a farda, respeitarem a hierarquia, cultivarem a disciplina e, sobretudo, servirem à sociedade com dignidade e coragem.

Parabéns, Academia de Polícia Militar.


[1] Coronel da reserva da Brigada Militar

Hugo Motta avisa que votará PEC da Segurança na próxima semana. Vídeo

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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), falou ao Metrópoles sobre agenda da Casa e sobre as eleições de 2026

Igor Gadelha Metrópoles

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), falou em, entrevista ao vivo ao Metrópoles, nesta quinta-feira (26/2), sobre seus planos para a PEC da Segurança, uma das prioridades do governo Lula.

Na entrevista, o presidente da Casa avisou que colocará a proposta na pauta do plenário da Casa na próxima semana. A PEC será votada na comissão especial, que discute o mérito do texto, na terça-feira (3/3) e irá ao plenário na quarta-feira (4/3).

“A PEC da Segurança, que é também uma medida estruturante, deverá estar indo a pauta na próxima semana. A comissão especial deve concluir a votação na terça e queremos na quarta levar oa plenário essa matéria que com certeza fará um enfrentamento do crime organizado no nosso país”, afirmou.

Veja a íntegra da entrevista: