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Soldado da Brigada Militar morre após acidente de moto em Ibirapuitã

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João Victor Elias Castro, 27 anos, era morador de Passo Fundo

Gabriel Quadros GZH

Um soldado da Brigada Militar morreu na madrugada desta segunda-feira (16) após saída de pista no quilômetro 1 da RS-810, em Ibirapuitã, no norte do Estado. 

Ele foi identificado como João Victor Elias Castro, 27 anos, morador de Passo Fundo.

Conforme o Corpo de Bombeiros de Soledade, que atendeu a ocorrência, a vítima estava em uma motocicleta, quando, por volta de 1h10min, perdeu o controle do veículo e saiu da pista. Ele bateu em uma árvore e morreu no local.

Em nota, a Brigada Militar afirmou que João Victor ingressou na Brigada Militar em julho de 2022 e estava lotado no 38°BPM, em Ibirapuitã. Ele deixa a esposa.

Confira a nota da BM na íntegra

“A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do soldado PM João Victor Elias Castro, ocorrido nesta madrugada (16/12). O policial militar sofreu acidente de trânsito, infelizmente vindo a falecer.

O soldado João Victor ingressou na BM em julho de 2022. Estava lotado no 38°BPM. Tinha 27 anos e deixa esposa.

Os atos fúnebres serão informados em breve. A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil.”

Além do Corpo de Bombeiros de Soledade, atenderam a ocorrência a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Carazinho e a Brigada Militar.

Governo do RS anuncia investimento de R$ 1,12 bilhão na segurança pública

Governador Eduardo Leite também apresentou indicadores que demonstram redução da criminalidade

Guilherme Sperafico Correio do Povo

As forças de segurança do Estado receberão nos próximos meses um investimento de R$ 1,12 bilhão, para aquisições de equipamentos, armamentos, embarcações, viaturas e aeronaves. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite, durante evento em que também apresentou indicadores criminais.

Segundo Leite, serão empregados R$ 930 milhões em recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), enquanto R$ 196 milhões são oriundos do Tesouro do Estado. “É importante lembrar que esse investimento sozinho não resolve o problema. São as pessoas que estão na ponta, nossos recursos humanos, que constroem estes resultados”, enfatizou.

Entre os destaques anunciados estão as aquisições de quatro helicópteros com capacidade de operação noturna, suprindo uma necessidade enfrentada durante as enchentes, assim como a de um avião a jato. “O jato estará disponível para várias missões, incluindo o transporte de órgãos. Estamos no extremo Sul do país e perdemos vários transplantes pela incapacidade logística”, explicou.

Para o sistema penitenciário, entre os principais anúncios está o investimento de R$ 40 milhões em um sistema de proteção anti-drone, que inclui o telamento de 25 unidades prisionais, além de outros R$ 60 milhões em bloqueadores de celulares. Segundo Leite, já havia previsão de investimentos, porém, após o homicídio ocorrido no Complexo Prisional de Canoas, a medida também surge como uma resposta. “Aquele que vai cumprir uma pena tem que encontrar no presídio, efetivamente, a restrição da liberdade. E se o presídio permite a comunicação com a área externa, para que se opere o crime lá de dentro, não há carácter punitivo e restrição da liberdade”, afirmou.

Entre os indicadores apresentados pelo governo do Estado, uma projeção indica queda de 23% no nos crimes violentos letais intencionais em relação ao ano passado. Em 2023 o RS havia registrado pouco mais de 2 mil casos, enquanto a expectativa é de que 2024 encerre com números na casa dos 1,5 mil. Desde 2017, a redução chega a 52%.

Catástrofe climática e os heróis que usam farda.

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A maior catástrofe climática ocorrida nos últimos 80 anos é contada por uma obra brigadiana que apresenta em detalhes, com depoimentos emocionantes a participação dos heróis fardados. A obra foi organizada pelo Departamento de Ensino da Brigada Militar sob a coordenação do Museu da BM.

Assim pode ser definido o livro lançado na tarde do dia 10 de dezembro/24 no salão nobre do Quartel do Comando-Geral da Brigada Militar no centro de Porto Alegre.

A obra rica em ilustrações com 266 páginas registra fotos e depoimentos de militares tanto do Rio Grande do Sul como de outros estados da federação que prestaram apoio humanitário, atuando em diversas frentes, seja em resgates, transporte e distribuição de donativos e preservação da ordem pública.

O livro constitui um registro histórico fundamental para mais um feito de comprovação do valor institucional da Brigada Militar que em um evento totalmente adverso, possibilitou mais uma vez a instituição comprovar que não há situação em que a corporação não se reinvente e de forma estratégica esteja a proteger a sociedade gaúcha.

Capitão PM Clarisse Heck

Coordenadora da obra, a Capitão PM Clarisse Heck em entrevista a Rede ABC da Segurança Pública – Correio Brigadiano, destacou que sua equipe de organização da obra se dedicou a compilar documentos e depoimentos, muitos colhidos no momento da catástrofe a fim de preservar os registros históricos e servir de mais um feito de inspiração aos policiais em especial as novas gerações.

Coronel Claudio dos santos Feoli – Cmt-Geral da BM

O Comandante-Geral da Brigada Militar Coronel Claudio dos Santos Feoli, destacou que as enchentes de 1941, também como sempre, contou com a destemida participação de valorosos policiais, que se comprovam em poucas imagens registradas à época. A obra é imprescindível para afirmar com mais clareza e com detalhes o que representa, em especial nestes momentos de caos social a presença de nossos policiais, que mesmo sendo também atingidos pelas enchentes tiveram como norte preservar a vida e o patrimônio dos cidadãos.

A forma como a Brigada Militar exerceu a gestão neste momento de crise registra através desta obra a comprovada relevância de nossa instituição, afirmou o comandante.

A solenidade de lançamento ocorreu com a presença de diversas autoridades civis e militares.

A obra Memórias do heroísmo da Brigada Militar e aliados na proteção da sociedade gaúcha contou com uma equipe de organização:

Supervisão:

  • Coronel PM Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, Diretor do Departamento de Ensino da Brigada Militar
  • Tenente-Coronel PM Rafael Assis Brasil Ramos Aro, Comandante da Academia de Polícia Militar da Brigada Militar
  • Major PM Amilton Turra de Carvalho, Subcomandante da Academia de Polícia Militar
  • Coordenação
  • Capitão PM Clarisse Heck
  • Captação, produção, redação e revisão de textos:
  • Capitão PM Clarice Heck
  • Soldado PM Sacha Rochele Nuñes Pereti, jornalista
  • Capitão PM Camila Gomes da Silva
  • Capitão PM Alexandre Leonardo Bered Souza
  • Diagramação
  • Soldado PM Patrik Loureiro Pastorio Silva
  • Colaboradores
  • Ronei Scherer
  • Tenente Coronel PM Cleber Rodrigues dos Santos
  • Tenente-Coronel PM Luiz Marcelo Reolon
  • Major PM João Marcelo dos Santos Gonçalves
  • Major PM Andressa Dias
  • Major PM Gustavo Favero Prieto
  • Capitão PM Michel Ribeiro da Rosa
  • Capitão PM Eder Silveira da Silva
  • Soldado PM Rodrigo Ziebell
  • Servidor Civil Sergio Ferreira
  • Servidora Civil Alexandra Naymayer Corso
  • Servidora Civil Jussara Pelissoli

ENTREVISTAS

Cel Feoli

Cat Clarisse

Capitão PM Clarisse Heck

GELERIA DE FOTOS

2ª Rústica da Saúde da Brigada Militar reúne atletas e a comunidade na Orla do Guaíba

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A 2ª Rústica da Saúde da Brigada Militar realizou sua segunda edição com sucesso, neste domingo (8/12), na Orla do Guaíba, em Porto Alegre.

O evento reuniu 470 atletas, além da corrida kids, com crianças de até 12 anos. Militares, familiares e membros da comunidade correram distâncias de 4 e 8 quilômetros, com largada e chegada no Pontal Shopping.

A rústica teve como objetivo agregar saúde, esporte e união. Durante o evento, os participantes demonstraram que, com disciplina e foco, supera-se desafios, e que o apoio da torcida impulsiona o atleta a conquistar novos caminhos.

Texto: soldado Luciana Leites/Comunicação Social do Departamento de Saúde
Imagem: soldado Vinícius Martins/PM5

FONTE: BRIGADA MILITAR

Policiais militares das zonas norte e sul de Porto Alegre iniciarão uso de câmeras corporais neste mês

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Dos 1 mil dispositivos destinados à Brigada Militar, 780 já estão em uso na Capital. Na primeira quinzena de dezembro, agentes do 20º e do 21º batalhão devem começar a usar os equipamentos de gravação

Jean Peixoto GZH

Acopladas à parte central das fardas, junto ao peito dos agentes da Brigada Militar, as câmeras corporais passaram a circular pelas ruas de Porto Alegre no dia 30 de setembro. A implementação gradual, que teve início com 300 dispositivos em policiais da região central da Capital, deve alcançar a zonas norte e o extremo sul ainda na primeira quinzena de dezembro.

Dos 1 mil dispositivos destinados à BM, 780 já estão em uso. A operação iniciou com 215 agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), que é responsável pela região central de Porto Alegre. Depois, se estendeu também aos policiais do 19º BPM, responsável pela Zona Leste, do 11º BPM, da Zona Norte e do 1º BPM, da Zona Sul.

Neste mês, os PMs que iniciarão o uso das 220 câmeras restantes são integrantes do 20º batalhão, da Zona Norte, e do 21º BPM, do extremo sul — que atende bairros como Restinga, Chapéu do Sol, Hípica, Ponta Grossa, Belém Novo, Lageado e Lami.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, comenta sobre os esforços da instituição para esclarecer aos agentes sobre os benefícios que o uso dos dispositivos pode agregar ao trabalho da tropa. Segundo ele, a mudança na forma como a comunidade recebe os agentes pelas ruas já é perceptível.

— As câmeras, em um primeiro momento, foram recebidas com desconfiança pela tropa. Fizemos campanhas de sensibilização, explicando que seria uma ferramenta para ajudar no trabalho e hoje a visão deles mudou.

Vemos uma recepção diferente do cidadão quando o policial chega com a câmera. Antes, em situações idênticas, o policial era hostilizado. Agora, as pessoas veem a câmera e pensam duas vezes.

CORONEL CLÁUDIO DOS SANTOS FEOLI

Comandante-geral da Brigada Militar.

Além das câmeras da BM, a licitação na qual os dispositivos foram adquiridos previu que cem deles fossem destinados à Polícia Civil (PC). Segundo a secretaria estadual da Segurança Pública, ainda não há previsão para início da operação das câmeras na PC.

14 mil ocorrências

Em dois meses de operação, a BM já soma mais de 240 mil gravações entre os dois modos de operação das câmeras – gravação de rotina e intencional (para eventos ou ocorrências). Desses registros, 14 mil correspondem a ocorrências policiais, que são gravadas a partir do acionamento de um botão localizado na parte superior da câmera.

Contudo, a BM explica que não tem como categorizar essas ocorrências – por exemplo, violência doméstica, furtos, roubos, homicídios – porque utiliza apenas os registros de boletins de atendimento (BAs), termos circunstanciados (TCs) e comunicações de ocorrência policial (COPs), às quais podem ser anexadas as gravações.

Para compartilhar parte da rotina dos agentes, a BM criou o programa Visão da Tropa – A Realidade das Ruas, um videocast que tem episódios veiculados a cada 10 dias no canal do Youtube da instituição. Os programas têm duração de cerca de meia hora e são apresentados pelos soldados Ribeiro e Canepelle.

A produção tem três episódios até o momento. Em cada um deles, os agentes mostram abordagens efetuadas em diferentes pontos de Porto Alegre que foram registradas pelas câmeras corporais.

Disponibilização das imagens

As gravações no modo intencional ficam armazenadas na nuvem por um ano. Já as imagens de rotina, quando supostamente não está sendo atendida nenhuma ocorrência, por 90 dias.

Segundo a BM, a corporação concede acesso às gravações apenas ao Poder Judiciário, Ministério Público, corregedorias dos órgãos de segurança pública, polícias Civil e Federal e órgãos de perícia oficial, além da próprio BM.

Lewandowski quer concluir nos próximos dias norma com regras mais rígidas para abordagens policiais

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As diretrizes não serão impositivas, mas os estados que não aderirem não receberão recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para a aquisição de armas não-letais.

Em meio à crise em São Paulo com as abordagens da PM, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, quer fechar nos próximos dias a normativa que trata das regras para as abordagens policiais no país.

Um Grupo de Trabalho coordenado pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), com participação de representantes das secretarias de Segurança Pública e comandantes das polícias.

A normativa vai atualizar uma portaria de 2010 que trata do mesmo tema. O ministro deve decidir se o tema precisa ser tratado em um decreto – que exige análise da Casa Civil e do presidente Lula – ou se basta uma nova portaria do próprio ministério, o que tornaria a publicação mais rápida.

1 – Norma regula o uso da força pelas polícias

O texto dá diretrizes para os procedimentos, como uso de armas de fogo, busca pessoal e domiciliar — conhecidas como “enquadro” ou “baculejo” — e o uso de algemas. (leia mais)

Nas diretrizes da norma, também há uma proposta para a criação de um órgão responsável pela produção de índices de letalidade policial no país.

✔️Pontos mantidos ou com alteração pequena

  • Quando atirar

Como deve ficar: “O emprego de arma de fogo constitui medida de último recurso.”

Como é hoje: “Os agentes de segurança pública não deverão disparar armas de fogo contra pessoas, exceto em casos de legítima defesa própria ou de terceiro contra perigo iminente de morte ou lesão grave.”

  • Pessoa em fuga

Como deve ficar: Os policiais “não deverão utilizar arma de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que não represente risco imediato de morte ou de lesão aos profissionais de segurança pública ou a terceiros”.

Como é hoje: “Não é legítimo o uso de armas de fogo contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que, mesmo na posse de algum tipo de arma, não represente risco imediato de morte ou de lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.”

  • Carro que fura bloqueio

Como deve ficar: Os policiais “não deverão utilizar arma de fogo contra veículo que desrespeite ordem de parada ou bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato represente risco de morte ou lesão a terceiros ou aos próprios profissionais de segurança pública”.

Como é hoje: “Não é legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros.”

  • Abordagem

Como deve ficar: Os policiais “não deverão apontar arma de fogo em direção a pessoas durante os procedimentos de abordagem como prática rotineira e indiscriminada”.

Como é hoje: “O ato de apontar arma de fogo contra pessoas durante os procedimentos de abordagem não deverá ser uma prática rotineira e indiscriminada”.

✖️Pontos alterados

  • Presídios

Como deve ficar: “O emprego de arma de fogo em ambientes prisionais deve ser restrito a situações de grave e iminente ameaça à vida, não sendo recomendado durante as rotinas de movimentação dos presos.”

Como é hoje: Não há restrição para uso de armas em presídios.

Objetivo da mudança: Segundo especialistas, parte das rebeliões em unidades prisionais começa quando os presos conseguem tomar as armas dos policiais penais, o que pode ser evitado diminuindo a circulação dessas armas.

2. Gerenciamento de crise

Esse tópico foi incluído nas diretrizes de uso da força para cumprir uma sentença de 2017 da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil por violência policial no caso das chacinas registradas na favela Nova Brasil, no Rio, em 1994 e 1995.

  • Grandes operações

Como deve ficar:

Os órgãos de segurança pública deverão “planejar estrategicamente as operações”, “utilizar equipamentos de gravação audiovisual nas operações, sempre que possível”, e “documentar e justificar as ações e as decisões tomadas durante as operações”.

Como é hoje: Não há diretrizes na portaria de 2010.

3. Busca pessoal e domiciliar

As diretrizes relativas a esse tema foram elaboradas para adaptar a prática policial a decisões recentes da Justiça, como a de um habeas corpus julgado em 2022 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O tribunal decidiu que é ilegal a busca pessoal ou veicular, sem mandado judicial, motivada somente pela impressão do policial sobre a aparência ou a atitude do alvo.

Para ser legal, a busca — conhecida como “enquadro” ou “baculejo” — precisa ter uma “fundada suspeita”.

  • ‘Baculejo’

Como deve ficar:

Nesses casos, o policial deve:

➡️”informar à pessoa submetida à busca as razões para a revista e seus direitos”;

➡️”limitar ao mínimo necessário o escalonamento da força durante a busca, de forma proporcional à resistência apresentada pela pessoa”; e

➡️”registrar a identidade da pessoa, as razões para a realização da busca pessoal e o nível de força empregada”.

Como é hoje: Não há diretrizes na portaria de 2010.

  • ‘Fundada suspeita’

Como deve ficar: “A fundada suspeita é uma situação caracterizada por indícios especificamente relacionados a: posse de armas e posse de outros objetos que possam constituir corpo de delito.”

O texto diz também que “não são considerados como elementos suficientes para caracterizar fundada suspeita parâmetros unicamente subjetivos ou não demonstráveis de maneira clara”.

Como é hoje: Não há diretrizes na portaria de 2010.

4. Uso de algemas

As diretrizes sobre algemas, que não existiam na portaria de 2010, foram criadas para ajustar a norma a leis e decretos recentes e também a uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como deve ficar: O uso de algemas deve ser “excepcional” e apenas em casos em que haja “resistência à ordem legal”, “fundado receio de fuga do preso” e “perigo à integridade física própria ou alheia”.

Como é hoje: Não há diretrizes na portaria de 2010.

5. Lesão ou morte decorrente do uso da força

Nesse tópico, os principais pontos da portaria de 2010 devem ser mantidos, como a preservação do local da morte e a prestação de socorro às pessoas feridas por ação da polícia.

Uma novidade é a necessidade de avisar imediatamente o Ministério Público, que tem a atribuição de fiscalizar a polícia.

  • Aviso ao MP

Como deve ficar:

Quando houver morte por ação policial, o órgão de segurança deverá “enviar imediatamente comunicação ao Ministério Público acompanhada de cópia do relatório individual preenchido pelo profissional de segurança pública que efetuou o disparo”.

Como é hoje: Não há essa diretriz na portaria de 2010.

6. Criação do Comitê de Monitoramento do Uso da Força

Uma das principais novidades do texto levado ao ministro Lewandowski é a criação de um Comitê de Monitoramento do Uso da Força, para “produzir relatórios contendo análises e orientações” sobre letalidade policial, mortes de policiais e casos em que as diretrizes de uso da força não estão sendo seguidas.

Três militares ficam feridos em acidente com viatura da Brigada Militar em Porto Alegre

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Dois policiais tiveram escoriações leves e outro teve uma fratura no braço esquerdo

Felipe Backes GZH

Um acidente com uma viatura da Brigada Militar deixou três militares feridos na tarde desta terça-feira (3) no cruzamento das avenidas Borges de Medeiros e Aureliano de Figueiredo Pinto, em Porto Alegre.

Além da viatura, uma Toyota Hilux, também se envolveu no acidente um Volskwagen Gol branco, usado para transporte por aplicativo. Estavam no carro o motorista e uma passageira, que não se feriram.

Após a colisão, a viatura da Brigada Militar acertou o poste da sinaleira de pedestres no canteiro central da Aureliano. Dois militares tiveram escoriações leves e outro teve uma fratura no braço esquerdo. Eles receberam atendimento médico no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e já foram liberados. O trio se deslocava para atender uma ocorrência no momento da colisão.

Às 17h, ambos os veículos seguiam sobre uma das faixas da Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, no sentido bairro-centro. O trânsito flui bem na região.

MP prende suspeitos de fazer falsas denúncias contra PMs para prejudicar ações de combate ao tráfico de drogas em Ronda Alta

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Investigação indica que grupo criminoso usava pessoas para denunciar supostas agressões e outras infrações disciplinares cometidas por policiais militares (PMs).

Por g1 RS

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) prendeu, nesta terça-feira (3), cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que fazia falsas denúncias para despistar a polícia, incriminar e coagir policiais militar (PMs) em Ronda Alta, na Região Norte do estado.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em Ronda Alta, Passo Fundo, Palmeira das Missões e Sarandi. A Justiça ainda autorizou o bloqueio de 25 contas bancárias, incluindo de laranjas. Uma dessas contas movimentou R$ 1,9 milhão em apenas quatro meses, entre os anos de 2022 e 2023.

De acordo com o MP, o grupo usava pessoas ligadas à organização para denunciar à Corregedoria-Geral da Brigada Militar (BM) supostas agressões e outras infrações disciplinares cometidas pelos PMs durante abordagens. Além disso, os policiais e seus familiares sofreram ameaças. O objetivo dos criminosos, segundo o MP, era prejudicar ações da BM, principalmente em pontos de tráfico de drogas.

Em pelo menos dois casos, as denúncias se tornaram processos disciplinares. A Corregedoria-Geral da BM procurou o MP, pois percebeu que as reclamações tinham como alvo justamente PMs que atuavam na repressão do narcotráfico na cidade.

Ao todo, 32 pessoas foram investigadas, das quais 25 tiveram as contas bancárias bloqueadas, sendo que a Justiça deferiu o sequestro de até R$ 2 milhões de cada uma das contas. Além disso, dos 14 investigados com prisão decretada, nove seguiam no sistema prisional cometendo os crimes.

Todos são suspeitos de tráfico de drogas, porte e posse de armas de fogo, homicídios, denunciação caluniosa e lavagem de dinheiro na região.

MP faz operação contra suspeitos de fazer falsas denúncias à BM para prejudicar ações de combate ao tráfico em Ronda Alta — Foto: Ministério Público/Divulgação

MP faz operação contra suspeitos de fazer falsas denúncias à BM para prejudicar ações de combate ao tráfico em Ronda Alta — Foto: Ministério Público/Divulgação

Servidores do Legislativo começarão a receber auxílio-saúde de R$ 800,00

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Mesa aprovou iniciativa na presidência em reunião nesta terça. Benefício é considerado decisão administrativa e, por isto, não vai a Plenário

Flavia Bemfica Correio do Povo

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa aprovou, na reunião desta terça-feira, 3, pela manhã, a proposição da presidência da Casa, de concessão de um auxílio-saúde para os servidores do Legislativo, no valor de R$ 800,00 mensais. Ele é válido a partir de novembro. O benefício é linear para todos os servidores, sejam eles contratantes ou não do IPE Saúde. A ideia inicialmente ventilada, de estender o benefício aos parlamentares, enfrentou oposição entre as próprias bancadas, e não prosperou. Desta forma, o auxílio será concedido aos servidores, mas não aos deputados.

Como é uma decisão administrativa, não considerada como aumento de salário, a concessão do auxílio não precisa seguir o formato de projeto de lei, o que exigiria a necessidade de tramitação e aprovação em Plenário. Conforme as primeiras informações da Mesa, os servidores do Legislativo não precisarão requisitar o benefício para começar a receber. Ainda está em definição como se dará o pagamento do valor retroativo, já que a folha de novembro foi paga no último dia de novembro.

Na mesma reunião, a Mesa aprovou também o encaminhamento do projeto de lei (PL) para reajuste de 5,35% nos vencimentos dos servidores do Legislativo. Este precisa ser votado em Plenário. Se aprovado, passa a valer a partir de 1º de fevereiro de 2025. O texto entrará na pauta de votações da sessão do dia 10. A Assembleia só tem, além da desta terça, na qual 12 projetos serão apreciados, mais duas sessões antes do encerramento do ano legislativo, e vai cumprir, no apagar das luzes, uma maratona para apreciar 35 projetos do pacote do Executivo e mais os de reajustes do poder Judiciário, do Legislativo, da Defensoria, do Ministério Público e do Tribunal de Contas. Os textos preveem todos o mesmo índice de aumento: 5,35%.

Na reunião de líderes desta terça, que sucedeu a da Mesa, os parlamentares decidiram incluir 33 projetos na ordem do dia de 10 de dezembro, entre eles todos os cinco de reajustes dos servidores. Já o PL 369/24, que propõe um aumento de 12,49% no subsídio mensal dos procuradores do Estado, não entrou na pauta do dia 10, e deve ficar para a última sessão do ano.

Além da ordem do dia da próxima semana, os líderes estabeleceram nesta terça a realização de sessões extraordinárias nas manhãs dos dias 10 e 17, a partir das 10h, para votações, que terão prosseguimento nas sessões ordinárias da parte da tarde.

Ainda sobre a Mesa, a terceira proposição da presidência aprovada nesta terça foi o aumento no valor da indenização veicular, que passará dos atuais R$ 1,75 para R$ 2,50 por quilômetro rodado.

Audiência Pública debateu a implementação da Lei Orgânica Nacional dos PMs e BMs

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A Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou, na segunda-feira (2), uma audiência pública para discutir a aplicação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (Lei nº 14.751/2023). O evento, promovido pelo deputado Capitão Martim (Republicanos), teve como objetivo debater os impactos e os desafios para a adesão estadual à legislação sancionada em dezembro de 2023. A nova lei busca padronizar carreiras e corrigir desigualdades históricas nas corporações de segurança pública em todo o país.

As entidades de Classe, através do seu O Fórum das Entidades, formado por AOFERGS, ASSTBM, ABAMF, ASPRA, FEBPMBM-RS e ABERGS, entregaram na oportunidade uma carta aberta, com dados como a situação atual da carreira dos militares no Rio Grande do Sul, os benefícios da lei 14.751/23, e a necessidade urgente de adequação da lei no Estado, além de propostas para a sua implementação efetiva.

Os lideres classistas foram enfáticos em afirmar que está faltando vontade política por parte do governo para a implementação da nova norma. Destacaram a postura do governo em ser ágil na implementação de qualquer norma que venha em prejuízo aos servidores, mas moroso ou omisso nas que refletem alguma valorização aos policiais.


Por fim foi deliberado a criação de um Grupo de Trabalho formado por representantes do Legislativo, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e entidades de classe, com foco na condução estratégica do processo.

CONFIRA ABAIXO A ÍNTEGRA DA AUDIÊNCIA