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Lula se reúne com governadores para discutir mudanças na Segurança Pública

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Presidente da República quer enviar ao Congresso uma PEC que amplie a responsabilidade da União sobre o tema

Zero Hora

Lula quer que o governo federal participe mais da formulação e implementação das políticas de segurança pública. Marcelo Camargo / Agência Brasil

Com a ideia de enviar ao Congresso uma proposta da emenda à Constituição (PEC) para ampliar a atuação da União na área da Segurança, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quinta-feira (31) com governadores, representantes do Congresso e do Judiciário para discutir mudanças nas políticas de segurança pública no país. As informações são do g1.

A intenção de Lula é que o governo federal participe mais da formulação e implementação das políticas públicas sobre o tema. Também está nos planos a integração das Polícias e reforço do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Atualmente, a maior parte das atribuições de segurança cabe aos governos estaduais com suas polícias civis e militares.

Além disso, quer criar uma nova polícia comandada pelo governo federal com mais poderes de policiamento ostensivo a partir da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Se aprovada, a proposta mudará bastante o sistema de segurança pública no Brasil. O governo federal passará a ter mais poder e mais responsabilidade no combate ao crime, atuando em conjunto com estados e municípios.

Lula planejava há meses a reunião desta quinta para ouvir opiniões dos governadores e identificar alterações na legislação com apoio majoritário.

O presidente entende que é preciso reformular políticas a fim de, por exemplo, reforçar o combate ao crime organizado, que atua em diferentes estados e países.

Em julho, Lula declarou que os “Estados não dão conta sozinhos” da segurança pública e defendeu maior participação da Polícia Federal nas operações.

— Eu acho que os Estados sozinhos não dão conta. O que nós queremos é fazer uma proposta de aprovar uma PEC que defina o papel de cada um, mas que a gente dê ao povo a certeza de que a gente vai ter mais segurança pública neste país — disse Lula na ocasião.

Pontos da PEC

  • Coloca na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP): O sistema foi criado em 2018 por uma lei ordinária. O governo acredita que, inserido na Constituição, terá mais força.
  • Dá poder à União para definir normas gerais para as forças de segurança: Inclui medidas como o uso de câmeras corporais, além das diretrizes para uma política nacional de segurança pública, que abrange o sistema penitenciário. 
  • As políticas serão definidas após consulta a um Conselho Nacional, composto por representantes dos estados, municípios e do governo federal.
  • Amplia as atribuições da Polícia Federal: Especifica de forma mais clara no texto constitucional que é dever da PF combater crimes ambientais, bem como crimes cometidos por organizações criminosas e milícias privadas.
  • Reformula a Polícia Rodoviária Federal: A PRF terá atuação ampliada, incluindo cuidados com hidrovias e ferrovias, com atuação ostensiva no combate ao crime, além das questões rodoviárias.
  • Unifica o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Penitenciário: Estabelece a proibição de bloqueio de recursos desses fundos.

Quem eram os dois policiais mortos em acidente de trânsito em Caxias do Sul

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Anderson de Souza Lourenço, 29 anos, e Maximiliano da Silva Argiles, 25, serão sepultados nesta quarta-feira

Paula Brunetto Pioneiro

Anderson de Souza Lourenço, 29 anos (E), e Maximiliano da Silva Argiles, 25, morreram em acidente na BR-116, em Caxias. 4º Batalhão de Choque / Divulgação

Anderson de Souza Lourenço, 29 anos, e Maximiliano da Silva Argiles, 25, são os soldados que morreram em um acidente de trânsito na noite desta terça-feira (29), no bairro Planalto, em Caxias do Sul. A viatura em que eles estavam, com outros dois colegas, capotou após uma perseguição pela BR-116. A colisão com um Sandero, com placas de Santa Catarina, ocorreu no km 151 da rodovia.

Ambos eram integrantes do 4º Batalhão de Choque e não eram naturais de Caxias. Lourenço nasceu em São Miguel do Iguaçu (PR) e  Argiles em Santana do Livramento.

Lourenço ingressou na BM em 2021 e morava no bairro Nossa Senhora da Saúde, em Caxias do Sul, com a esposa e uma filha de 10 meses. A mãe e irmãos residiam na cidade paranaense de Santa Teresinha de Itaipu; já o pai, ex-militar, é falecido. Sem familiares na Serra, o casal tinha amigos na BM. Um deles é o soldado Vinícius da Luz de Oliveira, 30 anos, que era inclusive padrinho da filha de Lourenço:

— Ele era um pai, amigo e irmão sensacional. Quero estar sempre perto da minha afilhada para lembrá-la de quem era o pai dela e fazê-la sentir orgulho do policial que ele foi. 

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Velório do Anderson de Souza Lourenço, 29 anos aconteceu ao longo da manhã em Caxias do Sul.

Bruno Todeschini / Agencia RBS

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Corpo de Anderson de Souza Lourenço, 29 anos foi velado pela manhã, até às 11h, na Capela Cristo Redentor.

Bruno Todeschini / Agencia RBS

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Policiais da Brigada Militar e amigos estiveram presentes no velório de Anderson de Souza Lourenço, 29 anos, prestando apoio a esposa e a filha de 10 meses.

Bruno Todeschini / Agencia RBS

No final da manhã desta quarta-feira (30) o corpo de Lourenço será transladado para Santa Teresinha de Itaipu, onde a família o aguarda para dar continuidade ao velório e ao sepultamento.

Já o corpo de Argiles é velado na Sala A do Memorial São José, em Bento Gonçalves. Nesta quarta, às 17h, será sepultado no Cemitério Público Municipal. Argiles ingressou na BM em 2018 e é filho de um militar que atuou em Bento Gonçalves pelo 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (3º BPAT). Argiles deixa o pai, a mãe e uma irmã.  

O comandante do 4º Batalhão de Choque de Caxias do Sul, major Diego Soccol confirma que os outros dois soldados envolvidos no acidente não correm risco de morte. O passageiro da frente da caminhonete Hilux está em casa e o o motorista segue hospitalizado em observação. 

Os ocupantes do Sandero não se feriram.

Grave acidente em Caxias do Sul deixa dois PMs mortos e outro ferido gravemente

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A Brigada Militar informa que, no município de Caxias do Sul, uma viatura do 4º BPChoque envolveu-se em um acidente de trânsito, na entrada do bairro Planalto, vindo a ocasionar o falecimentos de dois policiais militares e dois estão sendo socorridos e serão encaminhados para atendimento médico. O Instituto Geral de Perícias foi acionado e já está no local.

*Nota de Pesar Brigada Militar*

A Brigada Militar comunica, com profundo pesar, o falecimento do Sd PM Anderson de Souza Lourenço e do Sd Maximiliano da Silva Argiles, ocorrido na noite desta terça-feira (29), em Caxias do Sul. Os militares estaduais, do 4º BPChoque, sofreram um acidente de trânsito, na entrada do bairro Planalto, não resistindo aos ferimentos e, infelizmente, ambos vindo a falecer.

O soldado Lourenço, 29 anos, era natural de São Miguel do Iguaçu/PR e ingressou na Brigada Militar em 2021. Deixa esposa e filha de 10 meses.

O soldado Argiles, 25 anos, filho de policial militar, era natural de Santana do Livramento/RS e ingressou na Brigada Militar em 2018.

Os atos fúnebres serão informados em breve.

A BM se solidariza com familiares e amigos neste momento difícil, lamentando profundamente o ocorrido.

OCORRÊNCIA EM ANDAMENTO

Fonte: Brigada Militar

Bombeiros de Imbituba encontram corpo de policial militar que atuava em Farroupilha e estava desaparecido há mais de uma semana

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Joarles Wildelany dos Santos Silva, 27 anos, foi localizado cerca de 10 quilômetros do local em que se afogou. Policial sofreu o acidente durante as férias no Estado vizinho, enquanto viajava com a namorada para celebrar o aniversário 

Tamires Piccoli GZH

Joarles Wildelany dos Santos Silva era natural do Distrito Federal, mas atuava na Serra desde 2018. 36º Batalhão da Polícia Militar / Divulgação

Após nove dias de buscas pelo litoral catarinense, o corpo do policial militar Joarles Wildelany dos Santos Silva, 27 anos, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Imbituba (SC). 

Segundo o major Marcos Leandro Marques, que coordenou as operações, o corpo de Silva foi encontrado na Praia do Porto de Imbituba, a cerca de 10 quilômetros da Praia do Rosa, onde o policial se afogou. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropapiloscopia. 

O acidente que vitimou o policial aconteceu no dia 19 de outubro, durante uma viagem ao litoral catarinense. Silva estava de férias e foi com a namorada para a Praia do Rosa, onde celebravam a passagem dos aniversários. Ambos completaram 27 anos no início de outubro.

Silva estava nadando em uma região conhecida como Costão Sul, quando banhistas viram o policial e a namorada se afogando. A mulher foi resgatada por surfistas sem ferimentos graves. Um surfista tentou resgatar o homem, contudo os relatos dados aos bombeiros são de que Silva estava sem forças para se segurar na prancha. Ele foi visto por banhistas submergindo na água. Segundo o major Marques, a área não é recomendada para banho, já que no local há uma corrente de retorno.

— É um fluxo de água muito intensa e forte, que acaba levando em direção ao oceano. As correntes de retorno são normalmente encontradas em áreas de costões, como essa em que ocorreu o desaparecimento — explica Marques. 

Nesta última sexta-feira (25), a área de buscas foi ampliada pelas equipes de resgate dos bombeiros de Imbituba. O grupo utilizou mergulhadores, botes e um drone nas buscas pelo policial.

Silva atuava no 36º Batalhão da Polícia Militar de Farroupilha, na Serra, desde 2018, quando passou em um concurso público. Ele era natural de Brasília (DF). 

Ainda não há informações sobre a despedida de Silva. Contudo, um amigo do policial criou uma vaquinha para auxiliar a família no transporte de pertences particulares e o translado do corpo até a Bahia, onde a mãe de Silva mora. Mais de R$ 13 mil já foram arrecadados.

Nascido em família de brigadianos: quem era o segundo PM que morreu após tiroteio em Novo Hamburgo

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Rodrigo Weber Volz, 31 anos, foi uma das quatro vítimas do atirador Edson Fernando Crippa, que também foi encontrado sem vida

Júlia Ozorio GZH

Rodrigo Weber Volz deixa esposa e os pais. Divulgação / Brigada Militar

Nobre, dedicado, tímido e participativo. É assim que o policial militar Francisco Ribeiro Oliveira, 36 anos, descreve o colega de profissão o soldado Rodrigo Weber Volz, 31 anos, uma das vítimas do tiroteio ocorrido entre a noite da terça-feira (22) e a madrugada de quarta (23), em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

Volz é uma das quatro vítimas do ataque a tiros ocorrido entre a noite de terça (22) e a madrugada de quarta-feira (23) em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O atirador Edson Fernando Crippa, 45 anos, também morreu na ação.

O policial militar teve a morte confirmada na tarde de quinta-feira (24). O velório teve início no começo da tarde desta sexta, no Crematório e Cemitério São Vicente, em Canoas, na Região Metropolitana.

Oliveira conta que ele conheceu Volz em 2016, no curso de formação para Polícia Militar. Desde então, nutriam uma amizade.

— Nossa turma e, em especial, nosso pelotão, perde um pedacinho muito significativo da nossa história, que vai fazer muita falta. Ele é o primeiro da nossa turma que tomba no cumprimento do dever, fazendo jus ao juramento que um dia fizemos, de manter a manutenção da ordem pública e a segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria vida — afirma Oliveira.

Torcedor do Internacional e amante de viagens, Volz é natural de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, onde vivia com a companheira. 

Para o amigo, a morte precoce do militar é uma perda para a sociedade e para os colegas de profissão:

Ele nos deixa um legado profissional e pessoal, que até mesmo após sua partida, ainda ajuda outras pessoas a seguirem em frente na caminhada da vida.

FRANCISCO RIBEIRO OLIVEIRA

Amigo, em referência à doação dos órgãos

Quatro pessoas receberão os órgãos do soldado Volz. A transferências dos órgãos de Novo Hamburgo a Porto Alegre ocorreu durante a madrugada desta sexta (25), por meio de escolta da Brigada Militar. Os dois rins, o coração e o fígado foram encaminhados ao Hospital de Clínicas e à Santa Casa de Misericórdia.

Segundo o tio, Antônio Dapieve, 61 anos, Volz vem de uma família de policiais. Ao menos quatro tios dele teriam atuado nas forças de segurança pública.

— Era um homem forte, sério, sereno e calmo. Ele sempre foi muito trabalhador, estudioso e dedicado à família. Ele sempre quis ser policial — avalia o tio.

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli destaca que Volz estava em uma das primeiras guarnições que chegaram no local do tiroteio, o que, de acordo com Feoli, demonstra a coragem e o desprendimento do policial militar no exercício de sua função.

— O soldado Rodrigo era um exemplo de conduta e atuação para seus colegas. Era admirado por seus comandantes. Deixa uma lacuna entre os pares por ser um jovem com futuro promissor como servidor da nossa segurança pública — declarou o 

Por nota, o comando do 3º Batalhão de Polícia Militar lamentou a partida precoce do militar. “Caridoso, gentil e trabalhador, sempre cativou seus colegas de trabalho, pelos quais nutria especial apreço e estima, cultivando em seu âmago a camaradagem para com seus colegas”, diz trecho da nota (leia íntegra abaixo).

Nas redes sociais, o colégio 25 de Julho, onde Volz estudou no Ensino Médio, também lamentou a morte do policial. 

Leia nota do 3º Batalhão de Polícia Militar

“O soldado Rodrigo é natural de Novo Hamburgo, nascido em 11/10/1993, filho de Ademar Luiz Volz e Eli Weber Volz. O Sd Rodrigo na verdade é Brigadiano desde seu nascimento. Nascido em família com raízes na instituição, espelhando-se em seus exemplos e realizando seus sonhos, ingressou na Brigada em 16/11/2016.

Teve como sua primeira e única unidade o 3º Batalhão de Polícia Militar, em Novo Hamburgo.

Tendo ingressado nos quadros da corporação bastante jovem, mostrou em todos os dias em que desempenhou suas funções extremo comprometimento, competência e responsabilidade. Caridoso, gentil e trabalhador, sempre cativou seus colegas de trabalho, pelos quais nutria especial apreço e estima, cultivando em seu âmago a camaradagem para com seus colegas.

Teve na Brigada Militar não somente seu local de labor, mas também o ponto de encontro do seu amor verdadeiro, Sd Aleissa, com a qual viu nascer o nobre sentimento, permeado por todas as peculiaridades, alegrias e sonhos de um jovem casal com muito mais em comum do que a maioria dos casais.

Jurou defender a sociedade, mesmo com o risco de sua própria vida. Fiel ao seu juramento, tombou em defesa de seus colegas de farda e da sociedade.

Policial, filho, e amado esposo. Com 31 anos de idade, deixa sua doce lembrança na memória dos seus entes queridos e dos seus irmãos de farda. Deixa enlutada sua família, sua amada esposa, e todos os cerca de dezoito mil colegas brigadianos, que hoje choram sua perda, e para sempre sentirão sua falta.

Cumprindo o mais elementar mandamento cristão, que é amar o próximo como a si mesmo, doou sua vida em defesa de seus irmãos. O maior e mais puro ato de amor que uma pessoa pode demonstrar ou praticar, que para sempre será lembrado por todos os seus.

Se o que fazemos em vida, ecoa na eternidade, o eco de sua bravura, Sd Rodrigo, eternamente ecoará em nossos corações.

Nos solidarizamos com a família e amigos neste momento de dor e sofrimento, desejando força para que possam superar este momento e seguir em frente, com a certeza de que sempre teremos o Sd RODRIGO vivo em nossos corações.”

Quatro pessoas receberão órgãos de policial morto em ataque a tiros em Novo Hamburgo

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Rodrigo Weber Volz, 31 anos, morreu na quinta-feira após ter sido baleado na cabeça por Edson Fernando Crippa

Guilherme Milman GZH

Rodrigo Weber Volz atuava em Novo Hamburgo. Divulgação / Brigada Milita

Quatro pessoas receberão os órgãos do soldado Rodrigo Weber Volz, 31 anos, uma das vítimas do ataque a tiros ocorrido entre a noite de terça (22) e a madrugada de quarta-feira (23) em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O policial militar teve a morte confirmada na tarde passada.

A transferências dos órgãos de Novo Hamburgo a Porto Alegre ocorreu durante a madrugada desta sexta (25), por meio de escolta da Brigada Militar. Os dois rins, o coração e o fígado foram encaminhados ao Hospital de Clínicas e à Santa Casa de Misericórdia.

Os quatro receptores já foram definidos. Eles serão encaminhados aos hospitais para a realização dos transplantes.

A origem de cada transplantado ainda não foi informada. Por se tratar de um cadastro nacional, é possível que sejam beneficiados pacientes de outros Estados do Brasil.

Após ser ferido pelo atirador, Volz foi levado ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo, onde ficou internado até o início da tarde de quinta-feira, quando foi constatada a morte cerebral. O velório ocorre nesta sexta no Cemitério São Vicente, em Canoas — inicialmente a cerimônia estava marcada para às 10h, mas teve o início adiado.

Vítimas do ataque

Com a confirmação da morte de Volz, passou a ser quatro o número de vítimas de Edson Fernando Crippa, 45 anos, que foi encontrado sem vida pela polícia, dentro de casa, o que compõe cinco óbitos decorrentes da situação.

Além de Volz, também foram vítimas dos tiros de Edson o policial militar Éverton Kirsch Júnior, 31 anos, o pai do atirador, Eugênio Crippa, 74, e o irmão dele, Everton Crippa, 49.

Situação dos feridos

O policial militar João Paulo Farias Oliveira, 26 anos, que foi baleado na cabeça, continua em estado grave no hospital de Novo Hamburgo. Conforme o comandante-geral da BM, médicos da corporação acompanham a evolução do quadro clínico, considerado grave e estável.

Além dele, a mãe do atirador, Cleris Crippa, e a cunhada dele, Priscilla Martins, também estão em estado grave. Elas seguem na UTI do Hospital Centenário, de São Leopoldo. De acordo com a última atualização, as duas estão lúcidas, mas ainda correrem risco de vida.

A sargento Joseane Muller, da Brigada Militar, e o guarda municipal Volmir de Souza estão em recuperação e sem previsão de alta, porém sem risco de morrer.

Outros três brigadianos feridos no ataque a tiros já receberam alta. São eles: Eduardo de Brida Geiger, Leonardo Valadão Alves e Felipe Costa Santos Rocha. Eles foram baleados de raspão no confronto.

Ataque em Novo Hamburgo

Edson Fernando Crippa morava com os pais no bairro Ouro Branco. Na noite de terça, o irmão dele e a cunhada foram até a casa onde os três viviam.

Após um desentendimento, o pai, Eugênio Crippa, chamou a Brigada Militar por volta de 22h. Ele e a mulher relataram ter sofrido maus-tratos do filho.

Ao ver os policiais na casa, por volta de 23h, Edson efetuou cerca de 300 disparos de pistola calibre 9mm e 380. Os tiros atingiram pelo menos nove pessoas, entre familiares, agentes da BM e da Guarda Municipal.

A troca de tiros com os agentes se estendeu durante a madrugada. Houve pelo menos dois momentos de confronto. Ele permaneceu dentro de casa por cerca de nove horas sob cerco da polícia.

Por volta de 8h30min de quarta-feira, os policiais militares entraram na casa e constataram a morte do atirador. Segundo a polícia, não há sinais de que ele tenha tirado a própria vida.

Governo do RS convoca 83 aprovados em concurso da Polícia Penal; veja a lista

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Nomeados foram aprovados no concurso de 2022 para os cargos de agente e técnico superior penitenciários; desde 2019, o Estado já chamou mais de 3 mil selecionados para o órgão

Zero Hora

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (25) a nomeação de 83 novos servidores para a Polícia Penal do Rio Grande do Sul. A convocação compreende seis agentes penitenciários, nove agentes administrativos e 68 técnicos superiores penitenciários.

Desde 2019, o governo do Estado já convocou 3.335 aprovados em concursos públicos para integrarem os quadros da Polícia Penal. O chamamento atual é fruto de vagas de candidatos chamados anteriormente que não tomaram posse nas carreiras.

Segundo o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana, a Polícia Penal cresce e se fortalece com a chegada de novos servidores. 

— O trabalho no sistema prisional é resultado de um trabalho em equipe, e o chamamento do novo grupo vem para somar e contribuir para um serviço público cada vez mais efetivo e qualificado — afirma.

— Isso nos permite, cada vez mais, entregar um serviço público de qualidade, contribuir com a segurança dos gaúchos e permitir o retorno ao convívio social das pessoas privadas de liberdade — completa o superintendente da Polícia Penal, Mateus Schwartz.

Os novos nomeados são aprovados do concurso realizado em 2022 e, após a posse, seguirão para o Curso de Formação Profissional organizado pela Escola do Serviço Penitenciário, cuja duração é de aproximadamente três meses. Após a formação, passarão a atuar nas unidades prisionais e administrativas do Estado.

Veja a publicação do Diário Oficial com a lista de convocados

Policial militar que morreu em tiroteio em Novo Hamburgo é sepultado nesta quinta-feira

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Envolto em uma bandeira do Rio Grande do Sul, o caixão contendo o corpo do soldado Éverton Kirsch Júnior, 31 anos, foi conduzido por colegas da segurança pública

Júlia Ozorio GZH

Familiares, amigos, colegas de farda e autoridades em cortejo. Jefferson Botega / Agencia RBS

Conduzido por colegas profissionais da segurança pública e familiares, o caixão contendo o corpo de Éverton Kirsch Júnior, 31 anos, morto no tiroteio em Novo Hamburgo, deixou a Capela Ecumênica do Crematório e Cemitério Parque Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, por volta das 11h30min desta quinta-feira (24). 

O anúncio da saída do féretro de dentro da capela se deu por sirenes de três viaturas do 1° Batalhão de Choque da Brigada Militar (BM) de Porto Alegre. Por cerca de um minuto, as sirenes tocaram ao mesmo passo que familiares, amigos, colegas e desconhecidos — que compareceram à despedida após se sensibilizarem com a morte do soldado — se aglomeravam ao lado do caixão. 

Envolto em uma bandeira do Rio Grande do Sul, o caixão foi conduzido por cerca de um quilômetro até o local destinado para o sepultamento. Um carro da força tática da Brigada Militar seguia na frente mostrando o caminho.

Reunidos, entes queridos e afetos do soldado Kirsch observavam a guarda fúnebre realizar o tradicional cortejo de guerra, que homenageia profissionais da segurança pública mortos em serviço.

Jefferson Botega / Agencia RBS
Cerca de 300 pessoas estiveram presentes na solenidade nesta manhã.Jefferson Botega / Agencia RBS

Seguido de um toque de trombeta, oito policiais militares, que portavam um fuzil cada, dispararam no solo uma sequência de três tiros cada. Um novo toque de trombeta anunciou o momento de silêncio, que seguiu de uma oração e um cântico religioso. 

Entes queridos e afetos de Kirsch disseram palavras em memória do soldado, acompanhadas de lágrimas e abraços de apoio. Na sequência, ocorreu o sepultamento. Uma forte chuva, vinda com um céu negro e rajadas de vento, tomou o ambiente da cerimônia momentos após o caixão tocar o solo. 

Mesmo com o repentino temporal, um grupo de pessoas continuava a observar o caixão. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes na solenidade nesta manhã. Os atos fúnebres tiveram início às 23h de quarta-feira (23).

Jefferson Botega / Agencia RBS
Uma forte chuva, vinda com um céu carregado e rajadas de vento, tomou o ambiente da cerimônia momentos após o caixão tocar o solo.Jefferson Botega / Agencia RBS

Também compareceram ao funeral autoridades como o governador Eduardo Leite, o comandante da BM, Cláudio Santos Feoli, o secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, e o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré.

Gustavo Oliveira / Arquivo pessoal
Éverton deixa amigos, esposa e um filho de 45 dias.Gustavo Oliveira / Arquivo pessoal

Morre segundo PM baleado por atirador de Novo Hamburgo

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Novo óbito é de soldado que foi baleado três vezes durante o ataque

Correio do Povo

Rodrigo Volz, 31 anos, foi baleado por atirador de Novo Hamburgo Foto: Arquivo pessoal

Aumentou para quatro o número de vítimas mortas pelo atirador em Novo Hamburgo. O novo óbito é do soldado Rodrigo Weber Voltz, de 31 anos, que foi baleado três vezes durante o ataque.

Ele estava internado no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Foi apurado nessa quarta-feira que ele passava por protocolo de verificação de possível morte cerebral. A confirmação ou não do óbito nestes casos dura 24h.

Além do soldado Rodrigo Weber Voltz, também morreram o soldado Everton Kirsch Júnior, de 31 anos; o pai do atirador, Eugênio Crippa, de 74 anos; e o irmão do atirador, Everton Crippa, de 49 anos. O autor dos disparos, identificado como Edson Fernando Crippa, de 45 anos, também foi encontrado sem vida. Além dos óbitos, oito pessoas ficaram feridas.

O caso

O relato dava conta que Eugênio Crippa ligou para o 190 informando que o filho o impedia de sair de casa e também o havia agredido. Próximo às 22h40min, a primeira guarnição chegou ao local e entrou no imóvel, onde encontrou o idoso e a esposa, Cleris, de 70 anos. Também estavam ali um dos filhos do casal, Everton Krippa, e a companheira Prescila de Castro Martins, de 41.

Ali, o soldado Everton Kirsch Júnior morreu após ser atingido por um disparo na cabeça. O pai do atirador também foi morto no local. Na sequência, o suspeito teria alvejado o irmão, que estava caído na calçada, e depois retornado para o interior do imóvel.

A ocorrência foi encerrada por volta das 8h30min, quando um terceiro drone adentrou na casa e localizou o corpo do suspeito. Ele morreu após ter sido alvejado durante o tiroteio.

De acordo com a Polícia Civil, o atirador e o pai sofriam de esquizofrenia. O suspeito somava quatro internações psiquiátricas e, apesar disso, ainda mantinha ativo o registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Ele também havia completado diversos cursos de atirador, conforme a irmã dele informou aos policiais.

Dois PMs baleados por atirador em Novo Hamburgo seguem em estado grave na UTI

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Outra policial militar, um guarda municipal e a mãe e a cunhada do homem também continuam internados em hospitais; todos foram feridos pelos disparos feitos por Edson Fernando Crippa, 45 anos

Guilherme Milman GZH

Continuam internados em estado grave dois dos policiais militares feridos no tiroteio em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, ocorrido entre a noite de terça (22) e a madrugada de quarta-feira (24). Ambos estão no Hospital Municipal da cidade.

Conforme boletim divulgado às 8h pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), o PM Rodrigo Weber Volz, 31 anos, encontra-se em estado gravíssimo na UTI da casa de saúde. Já o estado de saúde de João Paulo Farias Oliveira, 26, é considerado grave.

A mãe do atirador, Cleris Crippa, 70, e a cunhada dele, Priscilla Martins, 41, estão internadas no Hospital Centenário, em São Leopoldo. Ambas — que passaram por operações nas regiões do tórax e do abdômen — seguem em estado grave, mas estáveis.

A policial militar Joseane Muller, 38, que foi transferida para o Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre com ferimento de tiro em um dos braços, não corre risco de vida. Ainda não há nova atualização sobre o estado de saúde do guarda municipal Volmir de Souza, 54, que está no Hospital da Unimed — na tarde passada, o quadro de saúde dele era considerado estável.

Ataque em NH

Edson Fernando Crippa, 45 anos, morava com os pais no bairro Ouro Branco, em Novo Hamburgo. Na noite de terça, o irmão dele, Everton Luciano Crippa, e a esposa foram até a casa onde os três moravam. Vizinhos comentam que a próxima sexta-feira (25) é a data de aniversário da matriarca e que esse seria o motivo da reunião familiar.

Após um desentendimento, o pai, Eugênio Crippa, 74, chamou a Brigada Militar por volta de 22h. Ele e a mulher relataram ter sofrido maus-tratos do filho.

Ao ver os policiais na casa, por volta de 23h, Edson efetuou cerca de 300 disparos de pistola calibre 9mm e 380. Os tiros atingiram pelo menos nove pessoas, entre familiares, agentes da BM e da Guarda Municipal.

A troca de tiros com os agentes se estendeu durante a madrugada. Houve pelo menos dois momentos de confronto. Ele permaneceu dentro de casa por cerca de nove horas sob cerco da polícia.

Por volta de 8h30min de quarta-feira, os policiais militares entraram na casa e constataram a morte do atirador. Segundo a polícia, não há sinais de que ele tenha tirado a própria vida. Ainda não se sabe em que momento exatamente ocorreu a morte.

As vítimas

Morreram no tiroteio o policial militar Éverton Kirsch Júnior, 31 anos; o pai do atirador, Eugênio Crippa, 74; e o irmão, Everton Crippa, 49, que chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.