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Portaria do Exército que reduz quantidade de armas usada por PM é criticada por Alberto Fraga e pela FENEME

A recente portaria do Exército Brasileiro, publicada no Diário Oficial da União, que reduz a quantidade de armas que policiais militares, bombeiros e servidores do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) podem adquirir, provocou uma reação veemente da Frente Parlamentar da Segurança Pública. Em nota assinada pelo deputado Alberto Fraga, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, a medida foi duramente criticada.

Conforme a nova portaria, os servidores ativos terão direito a adquirir até quatro armas de fogo, sendo duas de uso restrito, enquanto os aposentados poderão comprar até duas armas de uso permitido. A mudança substitui a norma anterior, que permitia a aquisição de até seis armas, sendo cinco de uso restrito, e foi suspensa em janeiro para ajustes.

O deputado Alberto Fraga expressou sua indignação em uma nota pública, destacando o que considera um tratamento desigual e preconceituoso em relação aos militares estaduais inativos. “Criou-se, na prática, duas espécies de militares estaduais, os de primeira categoria, da ativa, e os de segunda categoria, na inatividade”, escreveu Fraga, sublinhando que essa distinção desconsidera o papel contínuo que os militares aposentados desempenham na segurança pública.

Fraga também criticou o “estranho controle judicial preventivo” que teria influenciado a elaboração da portaria, sugerindo uma ingerência inadequada do Judiciário em atos do Executivo. Ele argumenta que essa lógica prejudica os policiais e bombeiros inativos, que permanecem expostos aos riscos da violência mesmo após a aposentadoria, e poderiam ser reconvocados em situações de necessidade, como já ocorre em alguns estados.

A Frente Parlamentar da Segurança Pública vê a medida como uma falta de reconhecimento do papel social e da experiência acumulada pelos militares inativos. O deputado destacou ainda a contradição da portaria em relação a uma recente recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que sugere o acautelamento de armas para policiais penais ativos e aposentados.

Em sua conclusão, Alberto Fraga apelou ao Exército para que revise a portaria e restabeleça a isonomia no tratamento entre os militares ativos e inativos, evitando assim a categorização de agentes públicos de segurança em diferentes níveis de importância. “Esperamos que o Exército Brasileiro refaça essas ‘tratativas’ com esses interlocutores inominados e restabeleça a isonomia de tratamento entre os policiais e bombeiros militares, da ativa, da reserva ou reformados”, afirmou o deputado.

A polêmica em torno da portaria destaca a tensão contínua entre as diferentes esferas de governo e as forças de segurança pública, refletindo a complexidade das políticas de armamento e a necessidade de equilibrar segurança e regulação.

Abaixo a integra da NOTA PÚBLICA

A Frente Parlamentar da Segurança Pública manifesta sua contrariedade à edição da Portaria nº 224-COLOG/C Ex, de 17 de maio de 2024, “que regulamenta a aquisição de armas de fogo e munições por integrantes das Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República”.

Nessa portaria, a ser publicada, Nota à Imprensa do Exército Brasileiro adianta que, “após tratativas com membros dos Poderes Executivo e Judiciário”, a sugerir estranho controle judicial preventivo, não previsto em lei, de atos do Poder Executivo, resolveu tratar preconceituosamente os policiais e bombeiros inativos; segundo a nota, criou-se, na prática, duas espécies de militares estaduais, os de primeira categoria, da ativa, e os de segunda categoria, na inatividade, pois os primeiros poderão adquirir até 4 (quatro) armas de fogo, das quais até 2 (duas) poderão ser de uso restrito, os de segunda categoria, contudo, poderão comprar até 2 (duas) armas de fogo de uso permitido.

É de difícil compreensão essa lógica de descaso com os inativos, fruto, talvez, dessas tratativas, como se após deixar o serviço ativo, na condição de reserva ou reforma, o militar se transformasse em outro ser, inclusive tendo o beneplácito de eventuais criminosos que enfrentou, ou ainda que não pudesse ser reconvocado, como se faz atualmente em vários estados. Aliás, medida anunciada pelo Governo do Rio Grande do Sul, que informou a convocação de 1 (um) mil policiais militares.

É de se lamentar que o Governo Federal olhe os militares estaduais inativos dessa forma, esses que, na esmagadora maioria, são sobreviventes de uma guerra diária, na qual lidaram com os efeitos de políticas públicas incapazes de controlar minimamente a criminalidade e, pior, continuarão a enfrentar pelo simples fato de serem policiais. O Governo Federal está repleto de sociólogos, mas esses foram incapazes de informar que não se retira o papel social de um cidadão pelo ato de se tornar inativo.

Ainda mais causa espécie que, recentemente, o Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, publicou recomendação em Diário Oficial, em 24 de abril, onde resolveu “Recomendar às unidades da federação que regulem e ofertem o acautelamento de armas de fogo, acessórios e munições funcionais aos policiais penais da ativa e aposentados, inclusive fora de serviço, nos termos da Lei N° 10.826, de 22 de dezembro de 2003”.

Nesse contexto, a Portaria do Exército Brasileiro é mais que ilógica, mostra-se perversa com os inativos de qualquer força de segurança, civil ou militar, ao tratá-los como agentes públicos de segunda categoria. Assim, a Frente espera que o Exército Brasileiro refaça essas “tratativas” com esses interlocutores inominados e restabeleça a isonomia de tratamento entre os policiais e bombeiros militares, da ativa, da reserva ou reformados.

NOTA FENEME

SOBRE ABSURDA PORTARIA DO EB – ARMAS E MUNIÇÕES PARA MILITARES ESTADUAIS

Prezados Dirigentes de Entidades Filiadas e demais Oficiais da FENEME

Sobre a discussão da Portaria do EB regulando as armas dos PM/BM, o texto da nossa LOB a respeito já traz tal regulamentação; como subsídio, diante disso, é necessário mencionar:

  1. Portaria é ato administrativo e não pode afrontar a lei;
  2. ⁠a LOB PM/BM regulou essa matéria nos artigos 17 e 18, com os seguintes direitos:

a) que fixa a dotação do material de segurança pública da instituição e dos seus membros, armas e munições de uso permitido e restrito, é o Cmt Geral e o Governador; art. 17.

b) a compra de armas e munições podem ser feitas no mercado nacional ou internacional obedecida a lei de licitações; art. 17.

c) o Cmt geral certifica as condições do militar e remete os dados para registro no SIGNA do EB; art. 17.

d) o militar ativo e veterano tem os mesmos direitos e ao livre porte, igual a PF, qq arma perimitida e de uso restrito, art. 18, IV.

Resumo:

Portaria INCONSTITUCIONAL, DISCRIMINA MILITAR ESTADUAL EM RELAÇÃO AO MILITAR FEDERAL E AOS POLICIAIS EM GERAL;

Portaria ILEGAL VIOLA A LEI NOVA LOB PM/BM.

O Dep Fed Coronel Fraga, presidente da CSPCCO da Câmara dos Deputados, terá Reunião com a Frente Parlamentar de Agricultura e depois a Comissão de Segurança para suspender a Portaria e convocar o Ministro da Justiça na comissão.

Segue, como complemento, abaixo o PDL, ainda sem número, com a fundamentação para uso geral caso necessário, visando suspender a referida Portaria do EB.

Cel PMSC Marlon Jorge Tez – Presidente da FENEME

Cel PMRS Marcelo Pinto Specht – Diretor de relações institucionais da FENEME

DIRETORIA DA FENEME

Exército reduz número de armas que policiais militares podem adquirir

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Nova norma também diz que os militares da ativa só poderão comprar duas armas de uso restrito

O Exército reduziu de seis para quatro o número de armas que policiais militares, bombeiros e integrantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) podem adquirir. A nova norma foi divulgada em nota nesta segunda-feira (20).

O texto também afirma que os militares da ativa só poderão comprar duas armas de uso restrito – ou seja, armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas e de instituições de segurança pública. Anteriormente, estava liberada a compra de até cinco armas desse tipo, como fuzis e pistolas de alto calibre.

Militares da reserva terão a possibilidade de adquirir até duas armas de fogo.

Em janeiro, o Exército publicou portaria que permitia militares a aquisição de até seis armas de fogo. Uma semana após ser publicada, a portaria foi suspensa.

Em nota à imprensa, o Exército afirmou que a portaria foi revogada “a fim de permitir tratativas junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.”

Exército reduz de cinco para um o total de fuzis que policiais militares podem ter em casa

O Exército reduziu de cinco para um o total de fuzis que policiais e bombeiros militares podem ter em casa, em acervos particulares. Em comunicado divulgado na segunda-feira (20), o Comando Logístico também anunciou a redução no total de armas, de todos os tipos, que podem ser adquiridas por militares estaduais. O número caiu de seis para quatro armas.

A permissão para PMs terem até cinco armas restritas, com possibilidade de todas serem modelos de fuzis, foi revelada pelo Estadão, em janeiro. Dias depois, o Exército suspendeu a medida em gesto ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que tomaria posse no dia em que as novas regras entrariam em vigor.

Lewandowski manifestou ser contrário à popularização de armas como fuzis. O receio no Executivo era o de que autorizações para muitas armas com alto poder destrutivo resultassem em desvios. Agora, o Exército pôs fim ao imbróglio, revendo os critérios definidos na portaria de janeiro.

Conforme a regra publicada no início do ano, os policiais militares podiam comprar até seis armas, sendo até cinco de uso restrito. Com os novos critérios anunciados agora, eles poderão adquirir quatro armas, sendo duas de uso restrito. Dentro das restritas, só uma pode ser um fuzil.

A nova portaria do Exército ainda disciplina as regras para os policiais militares aposentados. Eles só poderão comprar duas armas de fogo de uso permitido e nenhuma de uso restrito. As medidas também valem para integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Modelos

Não são todos os tipos de fuzis que podem ser comprados. Só os que seguem especificações técnicas relacionadas à energia gerada no momento do disparo (1.750 joules). Dos oito modelos de fuzis produzidos pela Taurus, por exemplo, sete estão contemplados nesse critério.

Policiais militares e os integrantes das Forças Armadas – estes contemplados em uma outra portaria, de dezembro – se tornaram novo um público-alvo do comércio legal de armas de maior potencial destrutivo, desde que decretos do governo Lula limitaram o acesso de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) a armas de uso restrito, como os fuzis e as pistolas 9 mm.

Autorização

Até 2018, antes do governo de Jair Bolsonaro (PL), os policiais militares podiam ter até oito armas em casa, mas em uma divisão específica: seis armas de uso permitido, sendo até duas de cada tipo (duas de porte, dois rifles e duas carabinas, por exemplo), e duas armas de uso restrito, sendo elas de calibres específicos. Fuzis não estavam contemplados.

A partir de 2019, com Bolsonaro, as seis armas de uso permitido passaram a poder ser de qualquer tipo. As duas restritas podiam ser de qualquer modelo, à exceção dos automáticos – que disparam tiros em sequência com um acionamento de gatilho. Portanto, os policiais podiam comprar até dois fuzis semiautomáticos.

Alagamento da Procergs não compromete pagamento do salário de maio 

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Servidores públicos terão o dinheiro do mês em conta no dia 31 e a antecipação da metade do 13º em junho 

ROSANE DE OLIVEIRA GZH

Fazenda organizou um sistema de contingência para que não haja atraso. Renan Mattos / Agencia RBS

Diante dos boatos de que o pagamento da folha de maio estaria comprometido por causa do alagamento do prédio da Procergs, a Secretaria Estadual da Fazenda tranquiliza os servidores públicos estaduais: o dinheiro estará na conta no dia 31. Nesta segunda-feira (20), o governo depositou o auxílio-refeição de R$ 400. 

A Fazenda informa que foi organizado um sistema de contingência tanto do sistema de pagamentos (FPE) quanto da folha (RHE) e não haverá atraso no pagamento dos salários.  

Os técnicos já estão encaminhando a antecipação de metade do 13º salário dos servidores públicos, prometida pelo governador Eduardo Leite para junho.

RESUMO

•Folha salário – será paga dia 31 de maio – irão fazer cálculo para que seja o mais próximo a folha de abril ( sem consignados) mesmos descontos do mês passado – mesmo valor liquido de abril ( Banrisul – 4 parcelas)
•Vale e Auxilio refeição – será pago ate dia 20 de maio – irão pagar com base nos arquivos bancários de abril
•13% salário – será pago em 15/06 – 50% do valor para todos – ativos e inativos
•Informar a todos que não haverá corte de salário – todos inativos e ativos receberão

PROVA – RECADASTRAMENTO:
Inativo não terá corte de salário se não fez prova de vida, porem aqueles que já não estavam recebendo por não ter feito antes da enchente, esses terão problema.

Bandidos azarados tentam assaltar ônibus com 28 PMs no RJ e o resultado foi….

Um dos criminosos foi atingido por um disparo e não resistiu “que lástima”; caso ocorreu no Aterro do Flamengo

Um ônibus que transportava policiais militares sofreu uma tentativa de assalto, na noite desta quinta-feira, 16, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um dos criminosos foi atingido por disparos e não resistiu. Os demais fugiram. 

O caso ocorreu na Avenida Beira Mar, no Centro. Três criminosos tentaram roubar o veículo, e dois agentes de folga que estavam no coletivo reagiram e dispararam contra os suspeitos, atingindo um deles. Os outros dois conseguiram escapar.

O ladrão ferido acabou morrendo. Com ele, conforme a PM, foi apreendido um revólver. Equipes do 5° BPM (Praça da Harmonia) estiveram no local e a ocorrência foi apresentada na 5ª DP inicialmente.

De acordo com o jornal O Globo, o coletivo transportava 28 PMs da 2ª cia do 33º BPM. Um dos agentes teria informado que o grupo criminoso aproveitou que o veículo parou em um semáforo e obrigou o motorista a abrir a porta. 

Também em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte do suspeito, ainda não identificado. Imagens de câmeras de segurança estão sendo requisitadas e a perícia foi feita no local. As armas utilizadas pelos policiais militares também foram apreendidas. Equipes de investigação estão em diligências para esclarecer o caso.

Operação na Restinga tem como alvo criminosos que atiraram contra policiais e atuaram durante a enchente

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Batizada de Hammerfall, a ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e conta com 200 agentes; três pessoas foram presas

KATHLYN MOREIRA GZH

Investigação foi realizada pela 4ªDPHPP, com coordenação do delegado André Luiz Freitas. Kathlyn Moreira / Agência RBS

Uma operação policial com cerca de 200 agentes aconteceu na manhã deste sábado (18) no bairro Restinga, em Porto Alegre. Três pessoas foram presas – duas com mandado de prisão preventiva e uma em flagrante. A ação da Polícia Civil e da Brigada Militar, conta com reforço de policiais de Santa Catarina e do Paraná, que estão no Rio Grande do Sul para atuar durante as enchentes. Batizada de Hammerfall, a operação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidas duas armas de fogo e drogas.

Os alvos são dois criminosos que já eram investigados desde o dia 6 de março, quando entraram em confronto com outros dois homens de um grupo rival como retaliação e, na sequência, atiraram contra policiais militares que estavam na região. 

A investigação foi realizada pela 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ªDPHPP), com coordenação  do delegado André Luiz Freitas. 

— O objetivo é encontrar esses criminosos e combater este e grupos rivais que continuam praticando crimes em Porto Alegre, mesmo durante as enchentes — explicou o titular.

A escolha do fim de semana foi proposital para surpreender os suspeitos e garantir o sucesso da ação.

— É um dia atípico, eles não esperam uma ação policial. Já estávamos preparados para agir se fosse necessário — salientou o  diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza.

Policiais militares do Amazonas contam experiência de missão no Rio Grande do Sul

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Por: RedaçãoFonte: Agência Amazonas

Foto: Divulgação/PMAM

Sete policiais militares do Amazonas estão auxiliando na Força-Tarefa de resgate das vítimas nas regiões afetadas pela enchente no Rio Grande do Sul. Eles compõem o efetivo da Força Nacional, que foi enviado no dia 3 de maio, após a Prefeitura decretar estado de calamidade pública em Porto Alegre.

Além do auxílio nos resgates de pessoas e animais, o envio do efetivo também tem intuito de intensificar o policiamento ostensivo em áreas de alta vulnerabilidade, como em abrigos, e oferecer apoio às vítimas afetadas pelas recentes chuvas no Estado. O trabalho está sendo realizado em apoio à Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Dos sete PMs, cinco estão atuando em Porto Alegre, são eles: 2º sargento PM Íris Pantoja; 2º sargento PM Álvares Sales; 3º sargento PM Kléber Menezes; 3º sargento PM Josineia Leão; e cabo PM Robson Correa. O 1º sargento PM Greison Ferreira e cabo PM Alan Frank foram enviados para o município de Canoas.

O cabo PM Robson Corrêa, que está na cidade desde o primeiro dia em que a Força Nacional chegou, foi designado para o policiamento fluvial, que realiza os resgates. Ele conta que durante toda a sua trajetória nunca havia presenciado algo igual ou parecido e que esta é a sua experiência de vida e profissional mais intensa.

“Nada chega perto do que a gente assiste na TV em relação ao que as pessoas estão vivendo aqui. Elas perderam completamente tudo de bem material. Lojas, postos, empresas embaixo d’água. Essa parte central que estou atuando são quilômetros e quilômetros de ruas inundadas, os abrigos estão superlotados. É um cenário crítico e triste”, relatou o cabo PM Robson.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: Divulgação/PMAM

Mais que uma experiência profissional

A sargento PM Íris Pantoja conta a experiência emocionante de um abraço de uma conterrânea logo em que chegou na cidade. Ela conta que, para aquelas pessoas, os abrigos são mais que um lugar para ficar, é um local onde as pessoas encontram acolhimento.

“No primeiro dia que eu cheguei fui abordada por uma família de amazonenses e, quando eles me viram, me abraçaram, contaram sua história. Naquele momento em que vi aquela mãe, que só conseguiu salvar seus filhos, eu, como mãe, não consegui conter as lágrimas. Eu esqueci naquela hora que eu era policial, que eu era agente de Segurança Pública. Ela me pediu um abraço e nós choramos profundamente, porque a sensação que a gente tem aqui é que a cidade está de luto, porque a situação é muito delicada”

Divisor de águas

Emocionada, a policial militar explica que essa missão mudou a maneira de enxergar a vida e o próximo e que em poucos dias a experiência profissional já trouxe grandes e genuínos aprendizados.

“Eu sou policial militar há 18 anos, nunca vivenciei uma situação como essa. Na minha vida será um divisor de águas, um antes e um depois do que eu vi aqui, sobre prioridades, sobre escolhas, sobre valores pessoais, valores familiares, então com certeza eu vim para somar, mas eu vou sair com um aprendizado maior”, finalizou.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: Divulgação/PMAM

Campanha solidária do Governo do Amazonas

No sábado (11/05), o Governo do Amazonas iniciou a campanha solidária “Amazonas pelo Rio Grande do Sul” para arrecadação de alimentos, água e ração. Dentre 15 pontos de doação, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) possui cinco, que receberão os itens (alimento e água) até o dia 18 de maio, de 8h às 17h, confira:

· Comando Geral da PMAM- rua Benjamin Constant, nº 250, bairro Petrópolis;

· Comando de Policiamento Metropolitano (CPM)- Rua dr Machado, S/Nº, bairro Praça 14;

· Comando de Policiamento Especializado (CPE)- Rua Tiradentes, nº 50, bairro Dom Pedro;

· Comando de Policiamento de Área Norte (CPA) Norte- Avenida Cel. Sávio Belota, nº145, bairro Amazonino Mendes.

O que doar

-Alimentos

Arroz, feijão, açúcar, sal, café 250g, macarrão 500g, salsicha em lata 300g, sardinha em lata 125g, conserva em lata 320g, flocão de milho 500g, leite em pó em pacote de 400g, água de até 2 litros.

-Doações para animais

Rações e itens veterinários estão sendo coletados na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, localizada na avenida Mário Ypiranga, 328, bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus. Confira a lista de acordo com as necessidades prioritárias.

Rações (de preferência sachê), caixas de transporte, coleira e guias. Seringas, gaze, soro, esparadrapo, atadura, anti-inflamatório (meloxicam), antibióticos (pentabiótico, enrofloxacina, outros), pomadas cicatrizantes (Ganadol, Vetaglos, outras), vacinas para cães e gatos, testes de cinomose, kit cirúrgico, vermífugos, Telazol, Xilazina 10%, Cetamina 10%, Lidocaína, Acepram e Pielsana.

Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar abrem edital para chamamento de aposentados

Com a medida, PC e CBMRS terão reforço para ações integradas

Serão ofertadas 260 vagas para a Polícia Civil e 100 para o Corpo de Bombeiros Militar | Foto: Camila Cunha

O governo estadual publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (15/5), autorização para abertura de chamamento de policiais civis aposentados e bombeiros militares da reserva. Para a Polícia Civil (PC), serão ofertadas 260 vagas. Para o Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), o reforço pode chegar a 100 bombeiros militares da reserva. As inscrições para ambas as carreiras abrirão na quinta-feira (16/5) e se encerrarão na segunda-feira (20/5).

  • Polícia Civil

A PC poderá receber reforço de até 260 servidores para o Programa de Policiais Civis Aposentados (PPCA). O efetivo atuará em atividades nas delegacias de polícia, para que os policiais da ativa possam atuar na atividade fim. Poderão participar servidores aposentados que estejam dentro da idade máxima antes da aposentadoria compulsória. 

As inscrições serão efetuadas exclusivamente pelo e-mail ingresso@pc.rs.gov.br. Os candidatos homologados passarão por uma integração para nivelar conhecimento, além de testes de tiro. Caso o certame tenha inscritos além do quantitativo de vagas, o critério de aprovação será o menor tempo fora da atividade policial e a menor idade.

  • Corpo de Bombeiros Militar

O CBMRS terá vagas para até 100 bombeiros militares da reserva remunerada para atuar no Programa Mais Efetivo (PME). Podem participar bombeiros militares de até 58 anos que tenham saído da ativa há até cinco anos. Os militares atuarão em ações de busca e salvamento nas áreas atingidas pelas enchentes.

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário disponível neste link. Os candidatos homologados também passarão por uma integração para nivelar conhecimento. Caso o número de inscritos supere as vagas disponíveis, serão priorizados os militares com menor tempo na reserva remunerada, ou seja, que estão há menos tempo fora de atuação militar.

Texto: Lurdinha Matos/Ascom SSP
Edição: Secom RS

CATÁSTROFE NO RS: Policial militar e mecânico formam dupla que já resgatou 500 em Canoas

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Mesmo após verem as próprias casas arrasadas pela água, Adriano Zilli e Márcio da Silva passam o dia ajudando pessoas no bairro Mathias Velho

Leandro Domingos ABC+

O PM Adriano Zilli e o mecânico Márcio Santos foram parceria voluntária em Canoas Foto: PAULO PIRES/GES

Em meio a tragédia que atingiu Canoas e o cenário desolador formado pelas águas que sobem sem piedade sobre a cidade, a força do voluntariado surge como uma gota de esperança para quem mais precisa.

No bairro Mathias Velho, o Policial Militar (PM) Adriano Zilli e o mecânico Márcio da Silva Ferreira formaram uma parceria que tem sido responsável por centenas de resgates desde o início da tragédia.

Ambos são moradores da Rua Santa Catarina e observaram, sem nada poder fazer, as casas em que viviam serem arrasadas pela água. Restou, contudo, a vontade de ajudar o próximo.

“O Zilli é pescador e tinha um barco em casa”, conta Márcio. Fui o primeiro que ele resgatou e achei que deveria retribuir ajudando a auxiliar outras pessoas a saírem de casa”, explica.

Lotado no 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da Capital, Adriano esclarece que o trabalho de resgate que vem executando no bairro foi considerado importante pela corporação, de modo que se mantém desde a semana passada na água.

“Primeiro eu consegui tirar de casa a minha família e desde então a gente tenta auxiliar todo mundo que pede”, avisa o PM. “São muitos pedidos e não dá para atender a todo mundo devido ao risco, mas a gente se esforça”.

A dupla se concentra sempre no ponto montado pela Defesa Civil na Rua Mathias Velho, em frente ao supermercado Carrefour, no Centro de Canoas e, a partir deste ponto, parte em missões Mathias Velho adentro.

“Água sobe sem parar e a gente está tentando convencer pessoas que estão ilhadas no 3º piso sair de casa”, esclarece Márcio. “Tem muita gente no Mathias que não quer sair pelo medo de não conseguir voltar”.

O resgate e auxílio a animais, frisa Adriano, acaba também sendo uma demanda bastante grande, já que todo mundo tem um pet, mas nem todos conseguiram sair de casa levando o cão e o gato.

“Já colocamos uma dúzia de animais para cima do barco e teve até Rottweiler que conseguimos tirar da água”, aponta. “Só os gatos que são mais difíceis, porque eles não gostam de água e são muito rápidos para pegar”.

Armadilhas

A rotina do PM e do mecânico é tensa e a jornada é esclarecida a casa pessoas que precisa de ajuda. Isso porque o bairro Mathias Velho se transformou em um imenso rio que esconde, sob a superfície, todo o tipo de armadilha.

“Há carros, caminhões e até barcos virados que podem ser uma ameaça para quem atravessa, além de troncos e galhos que podem prejudicar a hélice”, explica Adriano. “A gente vai ‘na manha’ mesmo conhecendo cada ponto de risco”.

Embora faça um elogio ao voluntariado no bairro, Márcio alerta ter observado barqueiros que saíram para resgatar ter que serem resgatados porque o barco furou ou quebrou no meio do trajeto.

“O rio subiu demais e o nível da água não para de crescer”, frisa. “Então não adianta o sujeito achar que conhece, porque um caminhão que hoje a gente vê a carroceria, no dia seguinte não se vê nada”.

Policiais militares da reserva começam a reforçar segurança de abrigos para vítimas das enchentes no RS 

Primeiros agentes reintegrados voltaram à ativa na segunda-feira (13) distribuídos inicialmente em sete municípios da Região Metropolitana e dos vales do Sinos e Taquari

JEAN PEIXOTO GZH

Cerca de 300 policiais militares da reserva passaram a reforçar a segurança dos abrigos montados para as vítimas das enchentes que atingiram o RS nas últimas semanas. O reingresso dos agentes que foram para a reserva nos últimos 10 anos ocorre por meio do Programa Mais Efetivo (PME), que teve o edital lançado na sexta-feira (10) da semana passada.

Na ocasião, foram abertas mil vagas para ex-integrantes da Brigada Militar (BM), permitindo que eles retornem às atividades por um período inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Com a baixa adesão, a BM abriu um novo edital permanente nessa segunda-feira (13).

Os primeiros agentes começaram a atuar na noite de segunda-feira e os demais na manhã desta terça (14). Os policiais serão distribuídos inicialmente em sete municípios da Região Metropolitana e dos vales do Sinos e Taquari. Segundo o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, as localidades foram escolhidas pelo número de pessoas desabrigadas.

Só na zona norte de Porto Alegre, que é atendida pelo 11º e 20º batalhões de Polícia Militar (BPM), 30 abrigos receberam reforço dos agentes reintegrados entre esta segunda e terça.

— Visualizamos que haveria uma demanda grande nessas áreas. Porto Alegre, por exemplo, tem 134 abrigos, só entre os cadastrados pela prefeitura — pontua Feoli.

Cidades atendidas

  • Porto Alegre
  • Novo Hamburgo
  • São Leopoldo
  • Guaíba
  • Lajeado
  • Estrela
  • Gravataí

Capacitação

O comandante explica que os policiais reintegrados passaram por um treinamento, que foi realizado em duas etapas. A primeira foi feita à distância e a segunda ocorreu no último fim de semana presencialmente.

No sábado (11), os selecionados assistiram a aulas teóricas sobre temas como violência doméstica conforme a Lei Maria da Penha, saúde mental, Novo Regimento da Brigada Militar, policiamento antirracista e instruções para utilizar o aplicativo BM Mob, usado para registrar ocorrências e atos administrativos. Já no segundo dia, os militares passaram por treinamento e prova de tiro, para se adaptarem ao armamento atual.

Vigilância em tempo integral

Os militares atuam em duplas e em turnos revezados para atender os abrigos 24 horas por dia. A reportagem esteve em dois abrigos da área de abrangência do 11º BPM onde os militares atuarão em tempo integral.

No abrigo montado no complexo esportivo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde 258 pessoas são acolhidas, dois policiais da reserva passaram a reforçar a atuação da segurança interna nesta terça. Segundo o coordenador de segurança da universidade, Anderson Pacheco, as forças de segurança pública atuam em conjunto com os sete vigilantes da instituição que se dividem em turnos de 10 horas para atender aos abrigados.

Pacheco pontua que os novos agentes chegaram ao local por iniciativa do governo e avalia o reforço positivamente. Segundo ele, mesmo antes dos agentes fixos, outros policiais militares e também civis já efetuavam rondas diárias pelo local, onde os abrigados se alimentam, recebem atendimento médico e podem entrar e sair para trabalhar.

— Esse reforço da Brigada Militar aqui dentro do espaço é superútil, tendo esse contato direto entre a segurança privada e a força de segurança pública, até porque nós aqui trabalhamos de forma preventiva — diz.

O comandante da BM sublinha que a presença de policiamento nos abrigos é importante devido aos diferentes tipos de situações que podem ocorrer neste tipo de alocação.

— A prevenção é o nosso foco. Temos nos abrigos um contingente populacional que, à medida que o tempo passa, pode gerar uma série de ocorrências, desde desavenças a surtos psicóticos, como já recebemos relatos — pondera Feoli.

O novo edital aberto na segunda-feira terá inscrições homologadas de maneira semanal. Conforme Feoli, neste novo chamamento, o policial reintegrado poderá voltar à ativa em até três dias.

Servidores estaduais do RS receberão VR reajustado nessa semana

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Medida foi tomada pelo governo do RS junto com a revogação de decreto de cortes nas concessões de incentivos fiscais relativo aos produtos que integram a cesta básica

Eduardo Leite anunciou série de medidas após reunião com deputados estaduais | Foto: Maurício Tonetto / Palácio Piratini / CP

Correio do Povo

Além de revogar o decreto de cortes nas concessões de incentivos fiscais relativo aos produtos que integram a cesta básica, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou outra medida. Será creditado aos servidores estaduais o auxílio-refeição já com o reajuste sancionado em novembro do ano passado, passando a R$ 400.

O benefício, que antes era de R$ 268,84 e restrito a algumas categorias, foi reajustado para R$ 366,60 e passará a ser creditado para todos os servidores. Neste mês, o valor passará para R$ 400.

Ainda, a lei extingue a coparticipação, valor descontado mensalmente em 6% na remuneração líquida do benefício.

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/servidores-estaduais-do-rs-receber%C3%A3o-vr-reajustado-nessa-semana-1.1494407