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Comando Ambiental da BM atuando nos resgates

Na tarde desta segunda-feira (13), equipes do comando ambiental da Brigada Militar com apoio do Comando Ambiental da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, realizaram o resgate de uma mulher grávida e do seu filho de 2 anos de idade. O resgate aconteceu na região das ilhas de Porto Alegre e contou com o auxílio de embarcações e motos aquáticas da Brigada Militar.

Após o resgate, a família foi conduzida com o apoio da BM para a casa de familiares.,

Fotos e texto: Sd Morch /PM5

Forças de Segurança já prenderam 78 criminosos se aproveitando da calamidade

A Polícia Civil e a Brigada Militar do Rio Grande do Sul já prenderam 78 pessoas desde o dia 2 de maio, data em que o estado começou a sofrer com as enchentes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública a maior parte das prisões foi pelos crimes de assalto ou saque. 30 delas aconteceram em abrigos.

O número dessas ocorrências segue numa crescente. Há três dias, a pasta contabilizava um total de 54 prisões, sendo 11 em locais destinados aos desabrigados

Governo Lula confirma suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por 3 anos

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Medida representa cerca de 23 Bilhões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reúnem na tarde desta segunda-feira (13) por videoconferência para tratar de novas medidas de socorro ao estado, afetado pelas piores chuvas de sua história.

Na reunião, o governo federal confirmou a suspensão, por três anos, do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União – conforme antecipado pelas colunistas do g1 Ana Flor e Camila Bomfim.

“Essa lei complementar prevê a suspensão do pagamento da dívida do RS, 100% do pagamento, durante 36 meses. Para além disso, os juros serão zerados sobre o estoque, todo o estoque da dívida, pelo mesmo prazo. O que significa dizer que nós poderemos contar com 11 bilhões que seriam destinados ao pagamento da dívida para um fundo contábil que deverá ser investido na recuperação do estado segundo um plano de trabalho que o senhor vai elaborar”, declarou Haddad.

Haddad explicou que, juntas, essas medidas podem liberar R$ 23 bilhões para o caixa do Rio Grande do Sul nesse período:

  • R$ 11 bilhões correspondentes ao somatório dessas 36 parcelas – que, se o projeto virar lei, serão adiadas;
  • R$ 12 bilhões correspondentes aos juros da dívida nesse período –que, com a nova lei, não serão cobrados (nem agora, nem em seguida).

O ministro citou ainda outros R$ 12 bilhões de “investimento primário da União” com as medidas anunciadas na semana passada para empresas, famílias e produtores rurais.

A suspensão da dívida seguirá para análise do Congresso como um projeto de lei complementar, que ainda terá de ser aprovado e sancionado.

O governador do RS, Eduardo Leite, classificou a medida como “um passo muito importante” – mas reforçou que o estado pede a quitação (ou seja, o perdão) da dívida, e não só o adiamento.

“Por Justiça, vou aqui reconhecer que é um esforço do ministério, tecnicamente, para viabilizar. A nossa demanda inclui um pedido de quitação desses valores, que até aqui não se viabilizou. Mas entendemos que é um passo. E o ministro Haddad disse que é um passo sem prejuízo de outros que serão necessários”, disse Leite.

O Rio Grande do Sul enfrenta chuvas e cheias de rios sem precedentes, que mataram, até a manhã deste segunda, 147 pessoas. As enxurradas alagaram cidades de diferentes regiões, destruíram rodovias e fecharam o aeroporto Salgado Filho.

A suspensão do pagamento foi negociada com o governador Eduardo Leite (PSDB), que solicitou a medida a Haddad. Na semana passada, Leite apresentou um cálculo inicial de, pelo menos, R$ 19 bilhões para reconstruir as estruturas destruídas na região.

Desde os anos 1990, o Rio Grande do Sul fez sucessivos acordos para quitar a dívida com a União.

O pagamento das parcelas mensais ficou suspenso durante cinco anos, tempo de vigência de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi retomado em 2022 após a assinatura do Regime de Recuperação Fiscal com a União.

Reunião com os três poderes

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) também participam do encontro ao lado de Lula.

Eduardo Leite participou por videoconferência, do Rio Grande do Sul – a viagem a Brasília foi cancelada em razão das novas chuvas. O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, também participou de forma remota.

“A composição da mesa aqui é a necessidade de passar para o povo do RS a ideia de que todas as instituições que tem a ver com a governança desse país, com a sustenbilidade da democracia desse país está unida em torno do RS. Nós não teremos problema de aprovar as coisas na Câmara, Senado, não teremos problema no TCU, não teremos problema no STF. Pq tudo será feito de comum acordo para que a gente possa atender o mais rápido possível as necessidades do povo gaúcho. Passo a palavra para o Haddad para que ele possa fazer a exposição do acordo”, disse Lula.

Visita ao RS na quarta-feira

Lula afirmou que pretende ir na próxima quarta-feira (13) ao Rio Grande do Sul para anunciar medidas de socorro às pessoas que perderam bens nas cheias.

“Quero anunciar uma série de medidas para as pessoas físicas. Ou seja, o recurso para que as pessoas que perderam suas coisas, precisam comprar alguma coisa, recebam um recurso da União para que as pessoas possam repor parte daquilo que eles perderam”, disse Lula.

Lula também voltou a criticar a difusão de informações falsas sobre o atendimentos às vítimas da catástrofe no Rio Grande do Sul.

“Além da catástrofe, além da desgraceira toda, a gente ainda tem um grupo de negacionista de pessoas que tentam destruir as coisas boas que estão acontecendo. Ou seja, tem muita gente voluntário, militares se matando de trabalhar para ajudar e tem pessoas que continuam vendendo mentira, continuam vendendo desgraça, continuam inventando história. Nós precisamos ter muito cuidado para que a gente não permita esses provocadores baratos, essa gente que vive mentindo, que vive fazendo fake news leve alguma vantagem”, disse.

Artigo: Fraqueza

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A força das águas arrastando as cidades, destruindo tudo que estivesse pela frente, inclusive grandes obras de engenharia, como pontes, barragens e barreiras nos morros, demonstrando como somos fracos perante a natureza, a qual não conseguimos controlar. 

O nível dos rios, lagos, arroios, açudes e lagoas subiu de maneira rápida, atingindo altura de inundação em diversos locais, superando marcas históricas da grande enchente de 1941, com invasão das águas em muitas cidades. 

Constatar que tantas pessoas dormiam em suas casas, em locais secos, sem histórico de inundação, foram surpreendidas com o avanço rápido e descontrolado das águas, invadindo as residências, estragando as estruturas, móveis e eletrodomésticos. 

Houve muitos que, preventivamente, saíram de suas casas, conseguiram salvar alguns itens, porém inúmeros tiveram que sair apenas com as roupas que usavam, alguns sem documentos, perdendo tudo de material que possuíam. 

As imagens de cidades inteiras submersas, com o desaparecimento de ruas, praças e prédios, restando apenas pequenas partes das construções mais altas, tudo se transformando num enorme mar de cor barrenta. 

Nossa fraqueza também está presente quando soubemos que centenas de pessoas não conseguiram se salvar, agonizando sob as águas, perdendo suas vidas por afogamento, de maneira trágica e sem podermos evitar as mortes.

O que fazer perante a força da natureza, somos tão insignificantes, enquanto seres humanos, fracos e desamparados, sofrendo por tanta destruição e tristeza, abandonos e mortes, tudo sem nosso controle. 

Mas descobrimos que, enquanto sociedade, o povo é muito forte, conseguindo ajudar na manutenção da vida dos que sobreviveram, levar comida e proteção aos desabrigados e amparo a quem perdeu tudo, inclusive a vida de tantos.  

Paulo Franquilin – Jornalista e escritor

Cerca de 500 policiais e bombeiros foram atingidos pelas enxurradas de forma direta

A maioria mesmo atingido continua trabalhando

Segundo o Comandante Geral, cerca de 470 já procuram a ajuda da Brigada Militar e muitos perderam tudo, suas residências foram totalmente atingidas.

A orientação da Brigada Militar é que todo o policial atingido procure o Departamento Administrativo ou o setores de assistência social (SAS/BM), pois a Brigada Militar está com uma estrutura de suporte para acolher e ajudar os atingidos.

MANIFESTAÇÃO DO CMT-GERAL CORONEL FEOLI

O TRABALHO DAS ENTIDADES DE CLASSE

Como não poderia ser diferente, nossas entidades de Classe estão fazendo seu papel no apoio aos atingidos, principalmente brigadianos e seus familiares, tanto no apoio fisico com sua estrutura, como a ASSTBM e ABAMF, como no apoio institucional na campanha da arrecadação como a AOFERGS e ABERGS

ASSTBM encaminha primeiro lote de doações aos colegas atingidos pela catástrofe

A ASSTBM informa que o primeiro lote de doações foram separadas(masculino, feminino, criança, roupa de cama, calçados, brinquedos) e encaminhadas ontem a tarde para a Escola Tio Chico, que esta responsável através da Cel Marcia, de encaminhar aos militares que estão desabrigados ou desalojados.


ABAMF recebe donativos para os atingidos nas enchentes

Na manhã de quinta feira, 09/06, na sede matriz da ABAMF, em Porto Alegre, foi recepcionado um comboio com donativos aos atingidos pelas enchentes dos rios aqui no Estado.
A iniciativa partiu da Diretoria da ABAMF, com contatos realizados pelo Diretor Geral, SD Dionatas, com o Policial Civil, Chefe da Defesa Civil e Secretário de Segurança Pública de Mandirituba, do estado do Paraná, Sr. Renato Guimarães Bueno, que esteve representando seu município, na cidade de Roca Sales e região, prestando solidariedade e apoio às pessoas, retornando ao seu município, juntou-se ao empresário e influenciador digital, Alex Pegoraro, e movimentaram uma ação gigantesca para arrecadar e trazer donativos aos flagelados, sendo que parte destas doações foram destinadas aos servidores da segurança pública, nossos brigadianos e bombeiros militares, que estão na linha de frente dessa catástrofe que atingiu nosso Estado.


‘Quem salva também precisa de ajuda’: Bombeiro Militar atingido pelas chuvas, você não está sozinho!nativos para os atingidos nas enchentes

A Associação de Bombeiros do Estado do RS – ABERGS, precisa saber se você Bombeiro Militar do Rio Grande do Sul, foi atingido pelas águas que devastaram nosso Estado.

O objetivo é auxiliar a partir de uma vakinha virtual ‘Quem salva também precisa de ajuda’ – acesse clicando AQUI, destinando recursos para a reconstrução de lares, de muitos bombeiros e bombeiras, que mesmo perdendo tudo, seguiram na nobre missão de salvar vidas.

Ao acessar o formulário AQUI receberemos suas informações, e teremos condições de realizar um planejamento quanto ao número de bombeiros militares que precisarão ser ajudados.

A tragédia que vive o nosso Rio Grande do Sul será difícil de ser esquecida, mas não esqueça, que você Bombeiro Militar JAMAIS estará sozinho.

A ABERGS, associação representativa de Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros Militar do RS – CBMRS, fará tudo o que estiver ao seu alcance, para auxiliar nesta reconstrução material e também emocional.

Acesse também: SOS Bombeiro Gaúcho: Contribua com a vakinha ‘Quem salva também precisa de ajuda’.

Crimes nas ruas, desaparecidos e atenção aos abrigos: os desafios da segurança pública durante as enchentes no RS

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A maior tragédia climática a atingir o Rio Grande do Sul, que deixa mais de uma centena de mortos e obriga pessoas a abandonarem suas casas, impacta também na violência. Reforços de fora do Estado e da Força Nacional vêm sendo recebidos

LETICIA MENDES GZH

Policiais precisam usar embarcações para resgates e para patrulhamento em áreas inundadas. André Avila / Agencia Rbs
  • Em Porto Alegre, drones da Guarda Municipal são usados dia e noite para monitorar as áreas inundadas;
  • Além da Capital, municípios da Região Metropolitana recebem reforços de policiamento para prevenção contra saques;
  • Desde o início das cheias no Rio Grande do Sul, foram registados casos de estupro de crianças em abrigos;
  • Brigada Militar dá exemplo de fake news que fez o policiamento gastar tempo e energia que poderiam ser usados em apoio à população.

No bairro Mathias Velho, em Canoas, onde ruas se transformaram em canais profundos de água turva durante as inundações que atingem o Rio Grande do Sul, traficantes usaram uma embarcação para transportar 11 quilos de cocaína nesta semana. A droga, acondicionada numa caixa térmica e embalada, foi levada de barco até o bairro Mato Grande, também alagado. De lá, seria removida por outra parte do grupo até um apartamento, e mais tarde distribuída. A empreitada foi descoberta pela polícia, que apreendeu o carregamento, com valor estimado em R$ 350 mil.

Em meio à maior tragédia climática vivenciada no Estado, a criminalidade também se adapta e as forças de segurança enfrentam novos desafios. O policiamento embarcado, que se tornou uma das prioridades da Brigada Militar e da Polícia Civil, é uma das estratégias para tentar conter os crimes nas áreas mais atingidas. Foi assim que a equipe do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) realizou a apreensão das drogas. Da mesma forma, policiais militares localizaram cerca de 15 quilos de maconha e crack também em Canoas.

Até a manhã deste domingo (12), 54 pessoas tinham sido presas no Estado por crimes como saques, roubos, vandalismo e estupro. Desses, 11 casos aconteceram dentro dos abrigos. Pelo menos seis pessoas foram presas suspeitas de serem autoras de crimes sexuais em locais de abrigamento – a maior parte eram familiares das vítimas.

— A segurança pública tem dois focos: combate ao crime, que é coibir especialmente os saques, onde já houve uma redução, e a principal prioridade que é combater crimes dentro dos abrigos e garantir a segurança das pessoas que estão lá — afirma o secretário de segurança do Estado, Sandro Caron.

Áreas alagadas

Com moradores e comerciantes acuados pela chegada das águas, bairros da Capital, como o Centro Histórico, a Cidade Baixa e Menino Deus foram esvaziados. A cena se repetiu na zona norte, em áreas como Sarandi, São Geraldo, Vila Farrapos e Humaitá. A desocupação trouxe a preocupação com os saques, após se replicarem relatos de que criminosos estavam se aproveitando da situação. A avaliação é que esse tipo de crime arrefeceu, embora ainda cause preocupação.

Em Porto Alegre, cinco drones da Guarda Municipal são usados para monitorar as áreas inundadas, de dia e à noite. Os aparelhos possuem sensores térmicos, para detectar movimentos noturnos. Essas áreas também receberam o patrulhamento em embarcações com policiais, em rondas rotineiras.

— O desafio é termos um patrulhamento robusto nas áreas alagadas, inóspitas. Temos aumentado, à medida que as embarcações vão sendo alcançadas. Tínhamos uma frota de barcos na BM limitada, mas vêm se agregando botes de outras polícias militares — explica o comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli.

A Polícia Civil – que contava somente com dois botes para ações pontuais – também recebeu apoio com barcos de voluntários e de outras corporações. Além dos bairros da Capital, uma das preocupações é Canoas, especialmente no Mathias Velho, onde houve casos de roubos de barcos e criminosos armados intimidando moradores e voluntários. Policiais circulam nas embarcações para fazer a segurança dos resgates.

— Precisamos reprimir a criminalidade que porventura surja e passar para a sociedade uma sensação de segurança. Que as pessoas não entrem num processo de achar que as regras terminaram e não há controle social — diz o chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Sodré.

Região Metropolitana

Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Polícias fazem patrulhamento com uso de embarcações.Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Eldorado do Sul, que ficou quase totalmente submersa, foi uma das primeiras a ter relatos de saques. Foi necessário enviar a tropa de choque numa aeronave e embarcações. Na sexta-feira (10), a Polícia Federal realizou as últimas tentativas de resgates no município, e depois disso deve direcionar seus esforços para a prevenção de crimes. Outros municípios da Grande Porto Alegre, como Guaíba, São Leopoldo e Novo Hamburgo, também receberam reforços de policiamento nos últimos dias, após terem sido afetados pela enchente.

— Num primeiro momento, na Região Metropolitana observamos saques e roubos, colocamos força total de policiamento ostensivo e temos substancial redução de relatos e de problemas de segurança — garante o governador Eduardo Leite.

Há outros crimes que ensejam preocupação, como os golpes que vêm sendo aplicados por criminosos em meio à tragédia. Quando a água recuar, a preocupação é com a segurança dos moradores no momento de retorno e com o controle do chamado “turismo de tragédia”. Doutor em Políticas Públicas, consultor no BID e diretor-executivo do Instituto Cidade Segura, Alberto Kopittke ressalta que é necessário se preparar para novas catástrofes climáticas.

— É preciso fazer um profundo relatório de aprendizados. Precisamos aprender e aprender rápido. Talvez tenhamos semanas ou meses para lidar com a próxima. As telecomunicações, treinamentos, equipamentos, precisam ser repensados. É preciso um estudo de risco dos presídios, e elaborar um plano de risco total muito sério, de como serão as catástrofes e como as forças de segurança vão lidar com isso. O Estado vinha muito bem em indicadores. Mas temos que aprender com a lição que estamos tendo agora — avalia.

Desafios

GZH ouviu especialistas e autoridades da área para saber quais outros desafios devem ser enfrentados pelo Estado daqui para a frente. Confira:

Segurança nos abrigos

Brigada Militar / Divulgação
Abrigos são locais considerados prioritários neste momento para o policiamento.Brigada Militar / Divulgação

O RS conta, até a manhã deste domingo, com 722 abrigos espalhados pelo Estado – somente na Capital são cerca de 162, onde estão acolhidos 14,2 mil pessoas. Com bairros inteiros transferidos para espaços temporários, a preocupação é controlar crimes e conflitos nesses locais.  

Na Ulbra, em Canoas, por exemplo, onde são atendidas ao menos 6 mil pessoas, foi montado posto policial, com cerca de 60 policiais, civis e militares. Outros pontos na Capital também contam com policiamento fixo no local. Nos demais, o esquema adotado é o de rondas para conferir a situação e orientar voluntários. Em Porto Alegre, a prefeitura decidiu contratar segurança privada para atuar nos locais.

Manter a segurança de crianças e mulheres abrigadas é uma das demandas que tem mobilizado instituições. Desde o início das cheias, ao menos cinco casos de estupro em abrigos foram registrados na Região Metropolitana. As vítimas são quatro crianças com idades entre seis e 10 anos e uma jovem – seis suspeitos foram presos. Em cinco casos, os autores eram familiares. Uma das apostas é a criação de espaços exclusivos para abrigar esses grupos vulneráveis.

Efetivo e equipamentos

Matheus Pé / Especial
Férias foram suspensas e servidores estão trabalhando em horas extras.Matheus Pé / Especial

A médio e longo prazos, uma das questões que deve ser enfrentada pela segurança pública é o efetivo policial. O governo decidiu suspender férias dos servidores e autorizou que policiais trabalhem em horas extras durante a operação montada. A mobilização para os resgates e atendimento à população ilhada levou à decisão de empregar praticamente todo o efetivo nas ruas. Somente na BM, cerca de 500 servidores também foram atingidos pelas enxurradas de forma direta – a maioria seguiu trabalhando da mesma forma.

Estados como Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo enviaram reforços. A Força Nacional encaminhou 117 bombeiros e mais cem policiais militares – outros 300 foram solicitados. Em paralelo o governo do Estado abriu edital para chamar 1 mil PMs da reserva para fazer o policiamento nos abrigos e deve chamar 260 policiais civis aposentados. Os policiais militares começam a atuar nos abrigos a partir desta segunda-feira (13). A necessidade de investir em embarcações, aeronaves e treinamentos também é apontada.

— Haverá aumento da miséria, do desemprego. Onde era pobre, vai ficar mais pobre. Muito mais vulnerável. Os grupos criminosos tendem a se aproveitar. Quando todo esse reforço, lá adiante, for embora, a gente vai ter outro Rio Grande do Sul. E as forças de segurança seguirão aqui. Isso requer um remodelamento, dos treinamentos e dos equipamentos. Talvez a BM tenha que aprender a andar muito mais de barco do que anda a cavalo, por exemplo — avalia Alberto Kopittke.

Desaparecidos

Um dos trabalhos realizados pelas polícias desde o início dos salvamentos é o auxílio na localização de familiares desaparecidos. Até a manhã deste domingo, 125 pessoas eram consideradas desaparecidas no Estado. Pela Polícia Civil, houve reforço na equipe da Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas (DPID). A delegacia agora conta com quatro equipes – cada uma coordenada por um delegado. O intuito é agilizar a localização de pessoas que tenham desaparecido durante as inundações. O telefone para contato é o 08006420121.

— Ao invés de ter uma DPID, vamos ter temporariamente quatro. Não temos casos de desaparecido que não esteja sendo investigado. Alguns desaparecimentos não foram registrados, não deu tempo, e já foram encontrados. No momento da tragédia, muitas pessoas foram resgatadas em barcos diferentes, mas estamos conseguindo encontrar. Estamos encontrando e unindo as famílias — afirma o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mario Souza.

O Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis da Polícia Civil também vem auxiliando na busca por crianças e adolescentes.

— Na quinta-feira (9) localizamos 13 crianças que estavam separadas das famílias. Estavam abrigadas, mas cada uma em um lugar — explica o chefe da Polícia Civil, Fernando Sodré.

A Defesa Civil do Estado orienta as pessoas que verifiquem se seus nomes constam na lista de desaparecidos. Se estiverem, é necessário procurar a delegacia de Polícia Civil mais próxima.

Fake News

Um dos pontos que ainda preocupa as autoridades é a disseminação de notícias falsas. Desde os primeiros dias de resgates, foram divulgadas inúmeras fake news, especialmente pela internet. Em diversos casos, os policiais precisaram ser deslocados para atender as supostas ocorrências, que depois eram detectadas como falsas.

— Nesta semana, recebemos a informação de que teriam explodido em um banco em Canoas, na Mathias Velho. Deslocamos o efetivo de helicóptero e embarcado o mais rápido possível. Chegando lá, nada havia acontecido. Isso vai nos desfocando a energia, que deveria ser usada para o que realmente interessa que é a segurança das pessoas — afirma o comandante-geral da BM, Cláudio Feoli.

Na sexta-feira, a Brigada Militar fez nova postagem alertando para mais uma informação falsa. “Não acredite em fake news, não houve roubo de fardamento da Brigada Militar”, alerta o card. Após o arrombamento de uma loja de artigos militares na Capital, essa informação falsa passou a ser espalhada.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou a divulgar alerta contra a disseminação desse tipo de notícia falsa. Os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil. Os abrigos também vêm sendo alvos recorrentes de notícias falsas.

— É muito importante não passar a sensação de problema generalizado nos abrigos. Isso é criado por redes sociais, e potencializa de uma forma que é irreal — ressalta Sodré.

Todos os Estados do Brasil já enviaram equipes de resgate ao Rio Grande do Sul

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Centenas de socorristas seguem atuando em solo gaúcho enquanto campanhas de doação ganham força no país inteiro

Vitória Miranda Correio do Povo

Aeronáveis auxiliam no resgate de pessoas ilhadas em regiões alagadas no Rio Grande do Sul. | Foto: Mauro Schaefer

Desde o dia 30, quando começaram a chegar as primeiras equipes da Força Aérea Brasileira para atuar no resgate das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, o restante do Brasil tem acompanhado e se sensibilizado com a tragédia que atinge o Estado.

Desde o final de semana, todos os governadores das unidades federativas enviaram equipes ao território gaúcho, em reforço ao efetivo mobilizado pelo Governo Federal.

Além das equipes de salvamento, muitos Estados enviaram binômios (cão treinado em buscas e condutor especializado), aeronaves, embarcações, equipamentos de resgate e até estações móveis de tratamento de água para ajudar a população em meio à crise, bem como doações de água mineral e mantimentos.

Enquanto isso, brasileiros de todos os Estados estão aderindo a diversas campanhas de doação de dinheiro, roupas, alimentos e água potável para os sobreviventes do desastre climático no Rio Grande do Sul. As iniciativas partem de instituições públicas e privadas.

Veja a seguir os Estados que estão ajudando o RS e quais foram as contribuições até o momento:

  • Região Norte

ACRE

O governo do Acre anunciou na segunda-feira, 6, o envio de 2 cães farejadores e 2 bombeiros militares condutores para auxiliar nas buscas e no resgate de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul.

O Corpo de Bombeiros do Estado disponibilizou veículos e materiais necessários para a operação de busca e salvamento.

Doações:

  • O Governo do Acre estabeleceu a chave PIX CNPJ: 92.958.800/0001-38 para centralizar as doações ao Rio Grande do Sul.
  • O canal visa garantir segurança ao doador e amplia a transparência da alocação do dinheiro, uma vez que a movimentação dos recursos passa por auditoria e fiscalização do poder público.
  • Os recursos serão integralmente revertidos para o apoio humanitário às vítimas das enchentes e para a reconstrução da infraestrutura das cidades.

ALAGOAS

O Governo de Alagoas anunciou no domingo, 5, o envio de 2 agentes da Defesa Civil Estadual e de 8 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) — 4 médicos e 4 enfermeiros — que compõem o Grupamento de Operações Aéreas.

Com os médicos e enfermeiros foram enviados materiais e equipamentos essenciais para operações de resgate. Eles seguiram para Brasília e de lá embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para o Rio Grande do Sul.

Segundo o Governo alagoano, os agentes da Defesa Civil de Alagoas auxiliarão as autoridades gaúchas na gestão da crise. Os profissionais são especializados na avaliação de cenários de desastres naturais e vão apoiar a coordenação de abrigos emergenciais, logística humanitária e geoprocessamento de dados relacionados ao clima.

AMAPÁ

O governo do Amapá confirmou, na segunda-feira, 6, o envio de 16 bombeiros militares para atuar em ações humanitárias de apoio às famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Os profissionais embarcaram em uma balsa para atravessar o Rio Amazonas até Belém, de onde seguem viagem por terra até o RS.

A cidade de Macapá também enviou 6 profissionais da Defesa Civil municipal, sendo um enfermeiro especialista em Urgência e Emergência, um enfermeiro aeroespacial, um especialista em resgate e transporte aeromédico, um enfermeiro intensivista e um instrutor de Resgate em Áreas Remotas e socorrista.

Segundo a prefeitura de Macapá, os integrantes estão equipados com dois drones para acesso à localização das vítimas, equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e mecanismos para resgate de embarcações.

AMAZONAS

O Governo do Amazonas anunciou nesta terça-feira, 7, que está enviando uma equipe de 15 pessoas, dentre Bombeiros Militares e membros da Defesa Civil, para ajudar no socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Seis integrantes são voluntários.

Entre os profissionais estão dois médicos, dois enfermeiros, dois veterinários, dois fisioterapeutas e dois especialistas em defesa civil.

TOCANTINS

No último domingo, 5, o Governo do Tocantins enviou 8 bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), além de cães e equipamentos para se juntarem às forças de busca e resgate no RS.

Nesta terça, 7, mais 2 integrantes da Defesa Civil Estadual foram enviados para ajudar os gaúchos.

RONDÔNIA

O Governo de Rondônia enviou uma força-tarefa ao Rio Grande do Sul na manhã de segunda-feira, 6, formada por 21 bombeiros militares, especialistas em salvamento terrestre e aquático.

Dois médicos especialistas em urgência e emergência, da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) também compõem a equipe, além de dois cães farejadores do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), treinados para rastrear pessoas desaparecidas e atuar em condições extremas.

O Estado destinou ainda uma estrutura especial de salvamento, com uma aeronave Caravan, quatro viaturas auto salvamento, incluindo materiais e equipamentos de resgate. As atividades serão iniciadas na quinta-feira, 9.

PARÁ

Uma equipe com 5 especialistas do Grupamento de Busca e Salvamento, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, foi destacada ao Rio Grande do Sul. O grupo viajou na tarde da última sexta-feira, 3. O planejamento inicial é que a equipe atue na área por uma semana, prazo que pode ser estendido, após futura reavaliação do cenário.

Segundo o governo do Pará, a atuação integrada é dialogada junto ao Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) e ao gabinete de crise no Rio Grande do Sul.

  • Região Nordeste

A região Nordeste se organizou por meio do Consórcio Nordeste, que iniciou na última sexta-feira, 3, uma ação para prestar auxílio ao estado da região do Sul. Ao todo, foram disponibilizados pelo menos 100 profissionais.

ALAGOAS

12 Bombeiros Militares

01 Binômio

BAHIA

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMB) enviou, na tarde de quinta-feira, 2:

22 Bombeiros Militares

01 Médico

01 Enfermeira

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

CEARÁ

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE), por meio da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), enviou, na manhã de terça-feira, 7, uma equipe de profissionais a bordo da aeronave Fênix 03, que tem capacidade para seis tripulantes.

O Governador também havia anunciado no sábado, 4, o envio de outros 12 militares do Corpo de Bombeiros, entre mergulhadores, guarda-vidas e especialistas em salvamento em escombros. Também foram enviados dois cães para auxiliar nas buscas, além de duas embarcações, três viaturas e outros equipamentos de salvamento.

02 Viaturas tipo AS

01 Embarcação inflável

01 Embarcação de alumínio

02 Equipes de salvamento

02 Binômios certificados em restos mortais

01 Viatura do CB Cães

MARANHÃO

12 militares do Maranhão vão se unir na força-tarefa nacional em auxílio aos atingidos pelas enchentes que assolam o RS. A previsão de chegada da tropa é nesta quarta-feira, 8.

A equipe saiu da 16ª Companhia Independente de Bombeiro Militar com aparato de 3 cães de resgate e uma série de equipamentos específicos para este tipo de combate. Outros 7 militares maranhenses que compõem o tropa da missão já estão no estado gaúcho.

12 Bombeiros Militares

02 Viaturas pick-up

01 Van

01 Embarcação inflável

Equipamentos de mergulho

03 Binômios

01 Moto aquática

Monóculo termal, lanternas e roupas de neoprene

PARAÍBA

O Governo da Paraíba encaminhou, na manhã desta segunda-feira, 6, uma equipe de bombeiros militares especialistas em desastres. Ao todo, foram enviados 18 militares – 17 homens e uma mulher –, como também viaturas de busca e salvamento, botes infláveis de salvamento e uma viatura de canil para transporte de dois cães farejadores para este tipo de ocorrência.

02 Viaturas tipo Auto Bomba Salvamento(ABS): Veículo de porte médio com cabine dupla, destinado ao transporte de militares e materiais para operações de Busca e Salvamento.

02 Embarcações infláveis

02 Equipes de salvamento

02 Binômios certificados em restos mortais

02 Viaturas de canil

PERNAMBUCO

O Governo de Pernambuco anunciou nesta semana que equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Pernambuco seguirão para o Rio Grande do Sul até sexta-feira, 9, para apoiar o governo gaúcho no enfrentamento à tragédia vivida em decorrência das chuvas.

Ao todo, 25 homens (sendo 21 bombeiros e quatro agentes da Defesa Civil) e mais dois cães especialistas em buscas somarão esforços com o efetivo da Defesa Nacional que o governo federal enviou, além de outros voluntários dos estados da Federação.

02 Viaturas tipo ABS

02 Botes infláveis de salvamento

08 Bombeiros Militares

01 Viatura com Cães

02 Binômios

PIAUÍ

O Governo do Piauí enviou, na manhã desta segunda-feira, 6, equipes de resgate ao estado do Rio Grande do Sul. A previsão de chegada dos militares é para o final de semana. O efetivo enviado é de 13 bombeiros militares, sendo dez do Corpo de Bombeiros Militar e três da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).

Além do efetivo, também serão enviados dois veículos pick-ups de resgate e salvamento equipados com instrumentos, como boias, coletes, cordas, barcos, pás, enxadas, e motores de popa. Uma pick-up de apoio e dois barcos também estão sendo direcionados para a operação.

13 Bombeiros Militares

02 Pick-ups

02 Barcos (caso necessário)

Doações:

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) lançou uma decisão na terça-feira, 7, que autoriza a destinação de valores provenientes de prestação pecuniária de penas e medidas alternativas para a Defesa Civil gaúcha. De acordo com a decisão, esses valores devem ser destinados às vítimas das inundações enquanto durar o estado de calamidade pública no estado.

RIO GRANDE DO NORTE

06 Bombeiros Militares especialistas em operações com embarcações

02 Pickups

02 Embarcações completas

SERGIPE

02 Viaturas Tipo Pick-Up

02 Botes Infláveis

01 Equipe de Salvamento

02 Binômios

  • Região Centro-Oeste

GOIÁS

O governo de Goiás determinou o deslocamento de 21 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) na madrugada da sexta-feira, 3, em cinco viaturas, um caminhão, quatro embarcações e quatro cães. A previsão de permanência dos profissionais no Estado é de 10 dias.

As equipes são formadas por 13 especialistas em salvamento em áreas deslizadas e colapsadas, 4 mergulhadores de segurança pública e 4 binômios com cães de resgate.

MATO GROSSO

Equipes Operacionais do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) chegaram na tarde de segunda-feira, 6, ao Rio Grande do Sul. Os militares saíram do Governo de Mato Grosso no sábado, 4.

Entre os membros da equipe estão 11 militares. As equipes contam com mergulhadores e operadores de desastres, além de 2 cães farejadores, que atuaram na enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em setembro de 2023.

Os militares estão equipados com gerador, barraca, cilindros de ar, boias, coletes salva-vidas, serrotes, enxadas, picaretas, rádios para comunicação e drones. As equipes ainda contam com cinco viaturas, dois barcos e um jet ski.

Doações:

O governo de Mato Grosso também anunciou nesta segunda-feira, 6, que pretende realizar uma doação de R$ 50 milhões para contribuir com a recuperação de casas, estradas e escolas que foram destruídas pelas chuvas. Segundo o governo, esse recurso será retirado do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Ainda não há atualizações sobre a liberação da verba.

MATO GROSSO DO SUL

Na semana passada, uma equipe composta por 8 militares de salvamento aquático e mergulho de resgate e um médico, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, foi enviada para atuar nas cidades gaúchas de São Leopoldo e Canoas.

Segundo o governo do MS, nos dois primeiros dias na região, sábado, 4, e domingo, 5, os militares resgataram mais de 900 pessoas e aproximadamente 200 animais.

Além disso, a aeronave do CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo) da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), participou do resgate de pessoas ilhadas e transporte de 700kg de medicamentos enviados a cidades do interior do Rio Grande do Sul.

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul também enviou hoje, 8, 2 caminhões com água e equipes que vão auxiliar no resgate às vítimas no Rio Grande do Sul.

Nos próximos dias, também serão enviados outros caminhões com alimentos e insumos médicos. Na terça-feira,14, a previsão é de que 19 médicos também se desloquem para Porto Alegre.

DISTRITO FEDERAL

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou na sexta-feira, 3, uma missão humanitária em apoio à população do Rio Grande do Sul com militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF) e agentes da Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec). Segundo o governo do DF, ao todo, são 14 bombeiros e 2 agentes da Sudec com foco em prevenção, busca, salvamento e resgate de vítimas em decorrência das catástrofes climáticas enfrentadas recentemente.

Nos próximos dias, também serão deslocados cães de busca, viaturas, embarcações e outros aparatos para operação completa de buscas terrestres e aquáticas, disponíveis até o dia 16. A Defesa Civil está contribuindo também com 2 aeronaves remotamente pilotadas.

Entre os materiais empregados pelo Corpo de Bombeiros constam uma viatura tipo auto serviços gerais (ASG), uma viatura tipo auto rápido florestal (ARF), uma viatura tipo auto busca e resgate com cães (ABRC), uma viatura tipo auto caminhão (AC), duas embarcações tipo escaler e dois motores de popa, além de equipamentos de busca terrestre e aquática.

Doações:

Segundo a Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), mais de oito toneladas de produtos apreendidas pelos auditores da Receita do Distrito Federal foram destinadas aos desabrigados no Rio Grande do Sul. A carga – avaliada em R$ 526 mil – foi deixada na manhã de terça-feira, 7, no depósito da Força Aérea Brasileira (FAB), no aeroporto de Brasília, com previsão de envio imediato para o Estado gaúcho.

Na terça, 7, além das doações da Receita, 15 mil copos de água da Caesb e doações recolhidas entre servidores, população e empresários locais seguem para o Rio Grande do Sul. No total, mais de 40 toneladas já foram doadas.

  • Região Sudeste

ESPÍRITO SANTO

Além dos 11 homens do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo que chegaram ao RS na semana passada, na segunda-feira desta semana outros 15 agentes foram enviados a integrar a comitiva enviada pelo governo capixaba. Ao todo, a força tarefa soma 26 militares.

A previsão de chegada do segundo grupo de militares às regiões afetadas é na quarta-feira, 8. Os agentes são especializados em desastres e mergulhos.

O comboio também traz 3 estações móveis de tratamento de água, cada uma capaz de filtrar 1.500 litros de água por hora, tornando a água imprópria em água potável para consumo humano.

De acordo com o governador do Espírito Santo, os bombeiros que já estão no local já salvaram 154 pessoas e 27 animais até a noite de segunda-feira.

RIO DE JANEIRO

Uma primeira equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) chegou, na madrugada de sexta-feira, 3, ao Rio Grande do Sul. Os militares viajaram a bordo do helicóptero AW169, bimotor da corporação que comporta 2 pilotos e até 10 tripulantes, capaz de operar por instrumentos, inclusive no período noturno.

A força-tarefa do Rio de Janeiro conta com outros 40 bombeiros militares. A delegação inclui especialistas em salvamento em desastres, atuação em estruturas colapsadas e resgate de vítimas que estão ilhadas em cenários de alagamento e inundação.

Marinha do RJ

Militares da Marinha do RJ embarcaram nesta terça-feira para Canoas, no Rio Grande do Sul, levando um hospital de campanha para atender às vítimas das chuvas no estado. A unidade vai operar com 40 leitos.

Doações:

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) também editou o Ato Executivo nº 82/2024, que autoriza o repasse de valores depositados como pagamento de prestações pecuniárias e outros benefícios legais à conta da Defesa Civil do RS. O novo ato executivo determina o repasse dos valores a entidades de assistência social previamente habilitadas, que os destinarão a ações de auxílio às vítimas dos eventos climáticos.

Pedidos de repasse serão analisados pela Divisão de Contratos, Convênios e de Penas e Medidas Alternativas (DIACO), ligada à Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS).

SÃO PAULO

56 profissionais enviados pelo Governo de São Paulo atuam no resgate de pessoas ilhadas pelas enchentes, entre bombeiros, enfermeiros, geólogos e militares, além do apoio de dois cães farejadores. Estes agentes contam com auxílio de sete embarcações, uma aeronave Águia 12, uma Águia 33 e uma Águia 24. O Águia 23 é um modelo com capacidade para transporte aeromédico, incluindo uma UTI e capacidade para transportar até sete pessoas.

Um avião King Air também foi colocado à disposição pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para apoiar o transporte de equipes até o sul do país.

A Defesa Civil de SP contribuiu com seis agentes e um geólogo para dar apoio técnico às autoridades gaúchas. O órgão ajuda na construção de um centro logístico de ajuda humanitária regional na cidade de Estrela, no Vale do Taquari.

Chegou também na segunda-feira, 6, à noite, o primeiro carregamento de ajuda humanitária enviada por São Paulo, com seis toneladas de material doado pelos paulistas, além de colchonetes e cobertores enviados pela Defesa Civil. Este material foi encaminhado ao município de Estrela.

Nesta quarta, 8, chegou mais um avião da Polícia Militar de São Paulo com 8 militares para auxiliar nas missões de resgate em Canoas. Outro avião com 650 quilos de doações de empresários também partiu hoje de São Paulo com destino a Caxias do Sul. Os donativos são destinados a outros municípios do interior gaúcho.

MINAS GERAIS

O Governo de Minas está presente no RS com tropas de bombeiros desde quinta-feira, 2. Neste domingo, 5, a equipe foi reforçada e mais 2 aeronaves enviadas ao Estado, entre elas um helicóptero, com recurso de sobrevôo noturno. Ao todo, 28 militares participam das ações.

A administração mineira também contribui com o envio de uma equipe para auxiliar na retomada da operação das estações de tratamento de água.

Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)

02 helicópteros, sendo um com visão noturna

Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)

28 bombeiros militares especializados em busca, salvamento em enchentes, inundações e grandes desastres

03 viaturas de salvamento

01 caminhão com materiais e equipamentos logísticos

01 veículo apropriado para a condução de dois cães de busca

Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)

01 avião Cesna Caravan, com capacidade para transporte de até nove passageiros (aeronave também pode levar equipamentos e fazer transporte de feridos em longas distâncias)

01 helicóptero Esquilo, operado em parceria com o CBMMG, capaz de realizar resgates e transporte de feridos

  • Região Sul

SANTA CATARINA

Santa Catarina enviou mais 39 bombeiros militares especializados em resgates para apoiar as vítimas das chuvas do Rio Grande do Sul. A equipe foi trocada nesta segunda-feira, 6, quando os 32 profissionais, que atuavam desde quarta-feira, 1, retornaram para o estado catarinense.

Liberação de acesso:

A SC-290, que liga Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, e Cambará do Sul também foi aberta para o escoamento de produtos e moradores isolados na Serra Gaúcha por conta da enchente histórica que atinge o estado. A rodovia não é pavimentada e faz parte da Serra do Faxinal, que está em obras e ficaria fechada até 10 de junho.

Doações de sangue:

O Governo do Estado de Santa Catarina também enviou na segunda-feira, 6, mais 100 bolsas de hemocomponentes do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) ao Rio Grande do Sul. Na semana passada, já haviam sido encaminhadas 90 bolsas, entre plaquetas, pool de plaquetas e outros hemocomponentes para auxiliar o Estado vizinho. O material foi transportado pelo avião do Estado até Porto Alegre. À tarde, às 14 horas, será realizado novo envio.

PARANÁ

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) enviou nesta terça-feira, 7, 32 policiais, 8 viaturas, uma embarcação e um helicóptero para ajudar no policiamento ostensivo no Rio Grande do Sul. As equipes vão ajudar a combater crimes como saques, furtos e roubos que estão acontecendo em algumas das cidades mais afetadas pelas fortes chuvas que atingiram cidades gaúchas nos últimos dias.

Doações:

O governo do Paraná também enviou na segunda-feira mais de 190 toneladas de donativos às vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul. São alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, materiais de limpeza, água e telhas arrecadados por meio da campanha SOS RS, liderada pela primeira-dama e operacionalizada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.

Além das doações das pessoas e empresas participantes da campanha, o Estado também encaminhou 800 colchões e kits com cobertores e travesseiros cedidos pela Defesa Civil do Paraná e 1,5 mil caixas de copos de água doadas pela Sanepar.

Ao todo, 15 caminhões partiram de Curitiba, um caminhão carregado de colchões e kits dormitórios, outro com água e uma carreta com cerca de 30 toneladas de telhas, que vão ajudar na reconstrução das casas destruídas pelas tempestades nas regiões mais críticas do Rio Grande do Sul. 12 caminhões foram carregados com itens diversos, entre alimentos, produtos de limpeza e itens de higiene.

Os caminhões têm como destino as bases logísticas da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul, que farão a distribuição dos materiais e alimentos para as cidades que mais precisam.

Suspensão de empréstimos consignados é atendido pelo governo do estado

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No dia 07/05 a ASSTBM encaminhou ofício ao governo do estado solicitando a suspensão das parcelas de empréstimos consignados dos servidores (VER MATÉRIA) o que foi antendido e anunciado hoje pelo Banrisul

Banrisul vai prorrogar prazo de consignados para servidores

A medida vale para servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário que tenham crédito consignado contratado.

O Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.) vai prorrogar empréstimos descontados em folha do funcionalismo estadual. A medida vale para servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário que tenham crédito consignado contratado.

A suspensão do pagamento das parcelas vai incidir nos meses de maio, junho, julho e agosto de 2024. As parcelas prorrogadas vão ser realocadas para o prazo final do contrato, acrescidas de mais quatro meses.

Conforme o Banrisul, essa operação é um complemento à medida apresentada pelo governador Eduardo Leite. Na ocasião, ele anunciou a antecipação de metade do 13° salário, hoje (10), durante coletiva.

Conforme o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, o banco vai possibilitar a prorrogação de quatro parcelas dos contratos em andamento, via aplicativo. “O processo é automático para todos. Somente os servidores que não desejarem a prorrogação devem se manifestar no aplicativo do Banrisul”, explica.

De acordo com Lemos, a instituição vem buscando todas as alternativas possíveis para apoiar a população. E, ao mesmo tempo, trabalhar na reconstrução econômica do Estado. “É uma medida em linha com tantas outras ações fundamentais que o governo estadual vem realizando com o apoio de outras esferas públicas e sociedade civil”, ressalta.

Banrisul tem outras medidas diante das enchentes

Na quarta-feira (8), outras medidas emergenciais de apoio aos clientes haviam sido anunciadas. Entre elas, o crédito de R$ 7 bilhões em linha específica de capital de giro, na Conta Única para todas as empresas — MEI, micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Já para pessoa física, o banco anunciou a repactuação de três parcelas das operações de crédito pessoal. Além disso, houve a suspensão da cobrança das faturas de maio e junho dos cartões de crédito.

Os clientes que precisarem também podem suspender o pagamento de três parcelas do crédito imobiliário Banrisul, diluindo no prazo remanescente do contrato.

Para os clientes com crédito rural, o vencimento das operações de maio e junho será prorrogado para o mês de julho.

Já para os clientes Vero, o banco anunciou que as empresas e pessoas físicas credenciadas terão isenção de tarifas pelo prazo de 60 dias nos meses de maio e junho.

Governo anuncia pacote de R$ 50 bilhões em suporte ao Rio Grande do Sul

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Fonte: Agência Câmara de Notícias

Governo Federal anunciou um pacote de R$ 50,9 bilhões para auxiliar famílias, trabalhadores rurais, empresas e municípios no Rio Grande do Sul. As 12 medidas de apoio aos gaúchos constam de Medida Provisória encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, 9 de maio.

O que vocês viram anunciar aqui foram as primeiras medidas de crédito. Isso não termina aqui. Eu tenho dito aos ministros que nós temos que nos preparar, porque a gente vai ter o tamanho da grandeza dos problemas quando a água abaixar e quando os rios voltarem à normalidade”

Luiz Inácio Lula da Silva,
presidente da República

“O que vocês viram anunciar aqui foram as primeiras medidas de crédito. Isso não termina aqui. Tenho dito aos ministros que temos que nos preparar, porque a gente vai ter o tamanho da grandeza dos problemas quando a água baixar e quando os rios voltarem à normalidade”, disse o presidente.

Sistema prisional gaúcho recebe reforço de servidores do governo federal e de Santa Catarina e Minas Gerais

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Profissionais auxiliarão nas escalas de revezamento do sistema carcerário

Correio do Povo

Objetivo é auxiliar nas escalas de revezamento e nas rotinas das unidades prisionais, visto que alguns servidores e familiares também tiveram suas residências atingidas pelas enchentes | Foto: Divulgação / SSP / CP

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e Socioeducativa (SAP) de Santa Catarina estão enviando 75 servidores para atuar nos presídios e penitenciárias do Rio Grande do Sul.

O objetivo é auxiliar nas escalas de revezamento e nas rotinas das unidades prisionais, visto que alguns servidores e familiares também tiveram suas residências atingidas pelas enchentes.

Desde o início dos eventos climáticos no Estado, a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e a Polícia Penal (PP) estabeleceram um gabinete de crise. O objetivo é monitorar 24 horas por dia a situação dos presídios afetados e garantir a segurança e a integridade física dos servidores penitenciários e das pessoas privadas de liberdade.

O titular da SSPS, Luiz Henrique Viana, enalteceu a iniciativa e agradeceu o apoio fundamental para o Estado. “Este é um momento de união, de solidariedade, em que todos estão empenhados em fazer o melhor para colaborar com o povo gaúcho. Este reforço chega em excelente hora e nos ajudará na condução das casas prisionais e nas demandas que vierem a surgir”, disse.

Na manhã de sexta-feira, 10, 15 policiais penais enviados pela Senappen embarcaram, em Brasília, rumo ao Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, chegarão 30 servidores de Minas Gerais e 30 de Santa Catarina.