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Servidores do IPE Saúde adotam operação-padrão para reivindicar reestruturação de cargos e salários

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Atendimento aos usuários e prestadores será impactado, segundo funcionários

FERNANDA POLO GZH

Em meio a pressões relacionadas ao novo modelo de remuneração de hospitais, o IPE Saúde enfrenta também um impasse junto aos seus servidores. Os trabalhadores reivindicam a reestruturação de cargos, carreiras e salários, bem como melhores condições de trabalho no instituto. Na segunda-feira (27), uma comissão enviou à gestão do instituto um documento com as solicitações. Desde então, os servidores passaram a adotar o atendimento em operação-padrão.

Na prática, os funcionários não se desdobrarão para realizar mais do que o mínimo exigido, atuando na medida da carga horária e de suas respectivas atribuições. Enquanto isso, acreditam que o atendimento aos usuários e prestadores será impactado. “Já não somos suficientes para atendê-los e não vamos mais trabalhar fora da carga horária. A maioria dos servidores trabalha além do necessário, da carga horária exigida, inclusive nos finais de semana”, informaram os funcionários, em nota, à reportagem.

Nesta quarta-feira (28), em uma reunião com a gestão da instituição, o diretor-presidente, Paulo Afonso Oppermann, reconheceu as reivindicações e assumiu o compromisso de pedir providências às instâncias superiores da administração estadual. Porém, o atendimento seguirá em operação-padrão enquanto os servidores aguardam o retorno de uma reunião a ser agendada pela gestão do IPE Saúde com o governo – portanto, não há um prazo estipulado.

“Exaustos e adoecidos”

Os servidores relatam que as mudanças são necessárias para atender à necessidade de especialização e excelência dos serviços. No documento, reforçam o que já foi discutido em reuniões, inclusive com outras gestões, em reiteradas tentativas. Em manifestação enviada à reportagem, a comissão que os representa ressaltou que a pauta salarial e o quantitativo de pessoal para atendimento ao serviço não é uma demanda recente — os servidores, desde a criação do novo órgão em abril de 2018, têm se organizado para cobrar a gestão para sensibilizar os governos estaduais. Porém, até o momento, não obtiveram retorno concreto, como também apontam no documento.

Os trabalhadores relatam que já observam “perda notória” no poder de compra, e que a remuneração atual se mostra uma das menores dos quadros do Estado. “Assim, a reivindicação apresentada à gestão busca a recomposição e alinhamento salarial com os demais órgãos do Executivo, observada a necessária especialização técnica do atendimento a ser prestado aos usuários do plano e aos prestadores credenciados ao IPE Saúde”, argumentam. No documento, alegam que o montante necessário ao reajuste e à promoção de servidores já constam no orçamento do instituto.

Além disso, a demanda de recomposição de pessoal baseia-se no fato de que, até janeiro, havia 159 trabalhadores no IPE Saúde, sendo 99 concursados, 13 cedidos de outros órgãos do Estado, 32 cargos em comissão (de indicação política) e 15 temporários (com prazo de vigência acabando a partir de julho). Eles atendem às demandas de quase 1 milhão de usuários e 8,7 mil prestadores credenciados. “A atual força de trabalho não tem sido suficiente para dar conta da crescente demanda de trabalho, a qual só vem aumentando após a pandemia e a reforma do IPE Saúde, ocorrida em 2023”, apontam. Seria necessário, no mínimo, o triplo do número atual de servidores, segundo cálculos do instituto informados pelos funcionários.

Em meio a esse cenário, muitos servidores estão deixando seus cargos. Somente neste ano, em menos de 60 dias, já foram 10 desligamentos, diminuindo ainda mais o quadro de pessoal – que não consegue ser preenchido, em função das condições oferecidas – e sobrecarregando os remanescentes, segundo afirmam os trabalhadores. “Os servidores estão, quase em sua totalidade, exaustos e adoecidos, quase que diariamente despedindo-se de colegas que têm ido para o setor privado ou para outros setores do Governo, visto que o IPE Saúde tem um dos piores vencimentos e um dos piores planos de carreira do Estado”, afirmam.

Internamente, os trabalhadores operam em “sobrecarga de trabalho, ausência de perspectiva e motivação, estagnação intelectual, esgotamento físico e mental”, segundo a comissão de servidores – o que impulsiona uma crescente demanda por atendimentos especializados em saúde mental do trabalho e o esvaziamento do quadro de trabalhadores do IPE Saúde. Além disso, afirmam que não detêm mais condições físicas e mentais nem financeiras para manter a prestação de serviços em quantidades superiores às suas capacidades.

Contraponto

Procurado, o IPE Saúde informou que a gestão prefere não se manifestar publicamente sobre o tema.

Governo do RS anuncia chamamento de 1,7 mil novos servidores da segurança; veja o cronograma

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O reforço representa investimento estimado em R$ 483,2 milhões até o fim de 2026

GZH

Cronograma de chamamento foi divulgado por Leite em transmissão nas redes sociais. Gustavo Mansur / Secom / Divulgação

O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite anunciou o chamamento de 1.798 novos servidores para a Segurança Pública do Estado. O cronograma foi detalhado em transmissão ao vivo no Instagram na tarde desta quarta-feira (28). Esse reforço no efetivo representa investimento estimado em R$ 483,2 milhões até o fim de 2026.

De acordo com o governador, serão incorporados servidores na Brigada Militar (BM), na Polícia Civil, na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e no Corpo de Bombeiros Militar. 

Com essas nomeações, Leite afirma que o Estado deve alcançar o maior efetivo das forças de segurança na última década.

Veja o calendário dos chamamentos

Fevereiro 

  • Corpo de Bombeiros: cem soldados (praças)
  • Brigada Militar: 51 oficiais 

Março

  • Susepe: 144 agentes penitenciários, 113 agentes penitenciários administrativos e 211 técnicos superiores

Abril

  • Brigada Militar: 550 soldados

Agosto

  • Polícia Civil: 42 delegados
  • Corpo de Bombeiros: 20 oficiais 

Outubro

  • Brigada Militar: 567 soldados

Em meio a ameaças de suspensão de atendimentos em hospitais, IPE Saúde adia início de novo modelo de remuneração em 30 dias

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Nova tabela remuneratória entraria em vigor a partir de sexta-feira (1º)

FERNANDA POLO GZH

Nova tabela remuneratória entraria em vigor a partir de sexta-feira (1º) Lauro Alves / Agencia RBS

Em meio a críticas de hospitais e médicos e ameaças de suspensão de atendimentos, o IPE Saúde adiou o início da vigência das instruções normativas e do novo modelo de remuneração de hospitais credenciados em 30 dias. A informação foi fornecida à reportagem de GZH nesta terça-feira (27) pelo diretor-presidente Paulo Afonso Oppermann. Posteriormente, a instituição solicitará o referendo do Conselho de Administração. Pelos próximos 30 dias, portanto, os atendimentos seguirão normalmente.

A nova tabela remuneratória entraria em vigor a partir de sexta-feira (1º). Agora, com a extensão do prazo, o objetivo é voltar a procurar alternativas de equilíbrio em que todos fiquem satisfeitos, ainda que sejam necessários mecanismos compensatórios, conforme Oppermann.

O IPE Saúde informou que está propondo modificações nos padrões assistenciais dos seus parceiros, buscando preservar o melhor atendimento possível ao segurado, sem descuidar da operação dos prestadores. Como autarquia pública, há o dever de zelar pela melhor aplicação possível dos recursos públicos, destaca o diretor-presidente.

— Não estamos cogitando a revogação dessas instruções normativas na sua essência, por uma razão simples, nós não podemos fazer isso. Somos obrigados a cumprir a determinação do serviço público. Somos servidores públicos e temos de seguir as normas dos órgãos reguladores — aponta.

Oppermann cita a determinação da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) de que não se pode mais compactuar com a comercialização mercantil de remédios – proibição corroborada pela Procuradoria-Geral do Estado. O Ministério Público, por sua vez, abriu inquéritos civis públicos a respeito desse ponto. Ao mudar o modelo assistencial, passaria-se a ter mais transparência e controle nos custos operacionais, defende o presidente do IPE Saúde.

— Isso fará, se não for estabelecido, com que passe a haver risco, inclusive na própria perenidade e sobrevivência do Instituto IPE Saúde como um todo, porque o ciclo exige monitoramento e controle. Nós não estamos falando em lucro, não estamos falando em distribuição de sobras, não estamos falando em valorização de capital — afirmou.

Prejuízos

Em correspondência protocolada junto ao governador e ao IPE, a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do RS (Fehosul) e a Federação das Santas Casas e Hospitais Sem Fins Lucrativos do RS (Federação RS) fizeram duas solicitações: a suspensão da entrada em vigência das instruções normativas e das portarias; e a abertura imediata de um processo de negociação entre o IPE Saúde, as entidades representativas e os hospitais, para buscar uma solução consensual. O prazo para manifestação do Estado e da instituição vai até quinta-feira (29).

— Estamos aguardando que o governador ou o próprio IPE deem um retorno positivo às nossas demandas. Acreditamos que entre hoje (terça-feira) e amanhã (quarta-feira) receberemos algum aceno do governo, tendo em vista a gravidade da situação e a sensibilidade do governador — afirmou nesta manhã Cláudio Allgayer, presidente da Fehosul.

— Nós estamos confiantes no posicionamento do governador, no entendimento dele da importância desse atendimento aos usuários e no compromisso que o governo tem desde o primeiro dia, de garantia de assistência. Estamos esperançosos de que o governo irá suspender a vigência das portarias — acrescentou o presidente da Federação RS, Luciney Bohrer.

Antes do adiamento, os atendimentos seguiriam normalmente até quinta-feira. Posteriormente, cada hospital tomaria as medidas que considerasse mais adequadas. Um grupo de 20 hospitais, incluindo a Santa Casa de Porto Alegre, ameaçou suspender os atendimentos de pacientes do IPE Saúde, a partir de sexta-feira (1º), caso o governo do Estado não ampliasse o repasse de recursos a essas instituições. 

Os hospitais reclamam de uma mudança na forma de pagamento do IPE Saúde para medicamentos e materiais hospitalares. Segundo o diretor-geral da Santa Casa de Porto Alegre, Júlio Matos, o IPE utiliza uma tabela própria de remuneração que retirou o lucro dos hospitais sobre esses insumos hospitalares. Matos também disse que a retirada do lucro sobre medicamentos e materiais poderia ser suportada pelas entidades, desde que o IPE reajustasse os valores referentes a diárias e taxas.

O diretor-presidente do IPE reconhece a situação:

— No momento em que as prestadoras e hospitais estruturam a sua busca de lucro em cima da comercialização de remédios, evidentemente que se a gente pedir que o remédio seja o princípio ativo e não a marca estrangeira que valoriza esse remédio, claro, vai ter possível prejuízo. O que não quer dizer que nós não estejamos sensíveis a isso.

Contudo, Oppermann alega que se não houver mudança nesse modelo assistencial, não haverá como estruturar o sistema, a não ser com mudanças radicais, como a verticalização, com a construção de hospitais próprios e o oferecimento de alta complexidade – medidas que o IPE não teria condições de suportar, tampouco a sociedade. Por isso, defende fundamentar a valorização do trabalho dos hospitais e dos prestadores em diárias, taxas e insumos. O IPE alega ter aumentado em 90% as diárias e taxas em grande parte das situações, a partir da categorização dos hospitais, como forma de remunerá-los adequadamente.

— Nós somos 250 hospitais, 700 clínicas, laboratórios e 6 mil médicos. Temos confiança que as eventuais decepções no grupo principal de hospitais não serão fator determinante da cessação de atendimento — salienta.

Agora, com o adiamento do início da vigência, a Fehosul espera que se possa chegar a um consenso que atenda às expectativas dos prestadores e mantenha os serviços para os beneficiários do plano. A Federação RS também afirma estar pronta para negociar, mas destaca que é necessário encontrar uma solução para o impasse, para não enfrentar os mesmos problemas daqui a 30 dias.

Médicos

O Cremers se solidarizou com as críticas das entidades, pleiteando a urgente atualização dos valores de consultas e procedimentos pagos aos médicos credenciados – médicos descontentes com a tabela de remuneração estariam também ameaçando se descredenciar. Quanto às críticas de que os honorários médicos pagos pelo IPE estariam comprometidos, o instituto destaca que buscou negociações com as categorias médicas. O IPE lista as seguintes mudanças recentes: valorização da consulta médica em consultório em R$ 108; valorização da visita hospitalar em 64%; e valorização de procedimentos tidos como defasados em índices de quase 300%. O montante de acréscimo de honorário médico chegou a R$ 140 milhões, segundo a instituição.

Autorização de atendimento

As federações alegam que o atendimento a pacientes crônicos que fazem uso de medicamentos contínuos e o tratamento de pacientes oncológicos não estavam mais sendo previamente autorizados pelo IPE Saúde, em função dos novos valores que estavam previstos a partir de sexta-feira. Em função disso, alguns hospitais também já não estariam realizando as solicitações. Contudo, o IPE Saúde alega que a informação não procede.

Efetivo das polícias militares no Brasil caiu 30 mil em uma década, diz relatório

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Entre agentes civis e peritos, redução foi de 2% no mesmo período, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

ESTADÃO CONTEÚDO Marcelo Godoy

Número de policiais militares diminuiu 6,8% no país. José Cruz / Agência Brasil

O efetivo das polícias estaduais encolheu no Brasil nos últimos 10 anos. O número de policiais militares diminuiu 6,8% no país entre 2013 e 2023. Já a quantidade de policiais civis e peritos teve redução de 2% no mesmo período.

O Brasil tem hoje 404.871 policiais militares e 95.908 civis, além de 17.991 peritos criminais. Há uma década, havia 30 mil PMs a mais no país — eles eram 434,5 mil, número já então inferior ao efetivo previsto pelos Estados, que é de 584.462. Ou seja, o Brasil tem hoje apenas 69,3% das vagas existentes para PMs preenchidas.

Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e fazem parte da pesquisa inédita Raio X das Forças de Segurança Pública do Brasil. O estudo mostra ainda que os policiais ganham salários, em média, de R$ 9 mil, quase o dobro do restante do funcionalismo — cerca de R$ 5 mil —, sendo que as folhas de ativos e inativos da Segurança Pública respondem por 23% do total de gastos dos Estados com pessoal.

O salário médio dos inativos na Segurança é ainda maior: R$ 11 mil, ante R$ 6 mil para as demais carreiras do funcionalismo. E 33 mil dos 739 mil policiais e guardas do país (5,4%) receberam salários acima do teto do funcionalismo em 2023 (R$ 39.293).

— O modelo de segurança pública inviabiliza por completo qualquer ideia de aumento de efetivos em razão dos custos fiscais e previdenciários e acaba sendo perverso com os próprios policiais ao gerar distorções dentro das carreiras, com desvios de função demasiados, retirando homens da atividade fim. O sistema custa caro e é ineficiente, o que faz a população ser cada vez mais refém da insegurança e do medo — disse Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O fenômeno que atinge as PMs também é observado nas polícias civis. Seus efetivos fixados no país chegam a 151 mil, mas só 95.908 vagas estão preenchidas (63,5%).

De 2013 para 2023, as unidades da Federação que tiveram a redução mais preocupante desses efetivos foram Rondônia (30,6%) e Rio de Janeiro (25,3%). Entre as polícias que encolheram de tamanho, o caso mais grave é a da PM do Distrito Federal, que teve 31% de seu efetivo reduzido em 10 anos.

Existem 1.623 agências de segurança pública no país, sendo 86 Polícias Federais, Penais, Civis e Militares, 25 Corpos de Bombeiros, 17 Perícias Técnicas e 1.495 Guardas Municipais. Elas empregam 786 mil profissionais.

Tamanho ideal

Diante da redução de efetivos e da baixa possibilidade de que eles sejam repostos, os pesquisadores do Fórum se questionaram sobre qual seria o tamanho ideal de uma força policial.

Em busca de respostas, eles destacam que não existe um padrão internacional de referência para definir a dimensão adequada do efetivo policial: “Além das restrições objetivas de disponibilidade orçamentária para cada localidade, é preciso que se faça uma avaliação qualitativa dos diversos fatores que impactam nas dinâmicas criminais de determinada região”.

Os pesquisadores descrevem quatro tipos de abordagem para a definição dos efetivos:

  1. a que a fixa de acordo com o tamanho da população;
  2. a que trabalha com um efetivo mínimo determinado pelos comandantes;
  3. a abordagem em razão do orçamento autorizado; e
  4. aquela em razão da carga de trabalho realizado.

Nos Estados Unidos, por exemplo, prevalece o critério per capita para a fixação do efetivo — ali, a proporção média varia de 1,8 a 2,6 policiais por mil habitantes.

De acordo com o artigo 13 da Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil, a distribuição de seus efetivos deve levar em conta:

  • índice analítico de criminalidade e de violência regionais;
  • especialização da atividade investigativa por natureza dos delitos;
  • população;
  • extensão territorial;
  • densidade demográfica.

No caso das PMs, sua lei orgânica diz que a distribuição de seu efetivo deve obedecer: “a extensão da área territorial, a população, os índices de criminalidade, os riscos potenciais de desastres, o índice de desenvolvimento humano e as condições socioeconômicas da unidade federada ou dos territórios, entre outros, conforme as peculiaridades locais”.

Nenhuma das duas, no entanto, explica quais os critérios se deve ter para fixar o total de homens, só a forma como eles serão distribuídos.

O estudo mostra ainda que 15 unidades da Federação apresentam o porcentual de ocupação das vagas na PM abaixo da média nacional (69,3%), sendo que quatro Estados apresentam o porcentual de ocupação dos postos existentes abaixo de 50%, são eles: Goiás, Amapá, Santa Catarina e Paraíba.

Opção “reativa”

De acordo com os pesquisadores, é preciso destacar a situação do Ceará, de Roraima e de Tocantins, que apresentam efetivo de PMs existente maior do que o previsto: “tal situação não foi observada em nenhuma Unidade da Federação em relação à Polícia Civil: pelo contrário, há apenas um Estado com o efetivo existente próximo do previsto na PC, o Amapá (96%)”.

Isso seria mais um dado para confirmar a hipótese dos autores do trabalho, de que imperaria no Brasil um modelo de segurança pública “reativa, o que significa dizer que os governos estaduais, em sua maioria, priorizam em suas escolhas as ações de enfrentamento realizadas pelas polícias militares, em detrimento das ações de investigação, inteligência e planejamento, predominantemente realizadas pelas polícias civis”.

Eles apontam ainda que os “resultados dessas escolhas muitas vezes são trágicos, como atestam, por exemplo, os elevados números de mortes por intervenções policiais no Brasil”.

Segundo eles, essa forma de governança da segurança pública (reativa e pautada no enfrentamento) tem dado protagonismo operacional e político às PMs, que têm recebido as maiores fatias dos orçamentos estaduais destinados às polícias.

“As Polícias Civis, por sua vez, têm enfrentado mais dificuldade de reposição de seus quadros, de modernização de infraestrutura e de atualização frente às inovações tecnológicas”, afirmam os pesquisadores.

O resultado disso é que das 23 Polícias Civis que informaram seus dados, oito relataram total de inquéritos em 2022 menor do que em 2021, o que demonstraria queda na capacidade investigativa das polícias no Acre, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas, Rio de Janeiro e de São Paulo.

Outro fator que estaria prejudicando a ação das polícias civis seria o contínuo envelhecimento de seus quadros. Em 2022, segundo os dados levantados pelo FBSP, só 3,1% dos delegados de polícia do Brasil tinham até um ano de ingresso na carreira, enquanto 32,6% já tinham de 11 a 20 anos e 16,9% mais de 26 anos.

“Olhando especificamente para as Unidades da Federação, é possível notar que a diferença geracional é ainda maior. Nos Estados da Paraíba e de São Paulo, os 34,6% dos delegados possuem mais de 26 anos de carreira, sendo que, na Paraíba, 32,9% têm mais de 30 anos na instituição”, afirmaram os pesquisadores.

Categorias reclamam

Rodolfo Laterza, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), diz que o déficit provoca uma série de consequências, como fragilidade no atendimento e a incapacidade de dar conta de todas as ocorrências criminais.

— Com a falta de profissionais, se torna necessário ter seletividade de casos e dar prioridade à investigação das ocorrências mais graves, como homicídios, sequestros, violência doméstica e familiar. O ideal seria que a gente conseguisse se debruçar sobre o todo — acrescenta Laterza.

O soldado Marco Prisco, presidente da Federação Nacional dos Praças (Anaspra), entidade que representa policiais e bombeiros militares, reclama de falta de valorização da categoria.

— O efetivo tem diminuído drasticamente, isso é fato — afirma ele, que também vê a questão salarial como “horrível”.

Entre os problemas, segundo Prisco, estão falta de plano de carreira, baixas expectativas, alto número de homicídios e até de suicídios.

— Vários policiais são assassinados no Brasil inteiro e não vemos política séria para diminuir essa realidade — diz.

— O policial militar faz juramento para dedicar a sua vida ao próximo sem saber quem é. Quando o policial militar morre, o Estado morre junto com ele — afirma o presidente da federação de militares.

O Estado de São Paulo, por exemplo, viu uma escalada de violência contra policiais nas primeiras semanas do ano, com ataques a agentes em serviço e de folga. Após os assassinatos de PMs na Baixada Santista, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) iniciou nova operação de policiamento ostensivo na região e chegou a transferir o gabinete da Secretaria da Segurança Pública para Santos.

A Operação Verão já teve mais suspeitos mortos (30, até 21 de fevereiro) do que a Operação Escudo, deflagrada no litoral no segundo semestre do ano passado. A Ouvidoria das polícias e parentes dos mortos falam em suspeitas de abusos e o governo tem afirmado investigar os casos.

RS é o segundo Estado com maior redução de efetivo da polícia militar em uma década

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Já o número de policiais civis gaúchos aumentou, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

HUMBERTO TREZZI GZH

Uma das cerimônias de incorporação de novos PMs no Rio Grande do Sul. Joel Arrojo / Brigada Militar/Divulgação

O Rio Grande do Sul ocupa hoje o segundo lugar em redução de tropas dentre todas as polícias militares do país. Em 10 anos, o número de PMs gaúchos passou de 23,1 mil para 17,9 mil, redução de 22,5%. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e fazem parte da pesquisa inédita Raio X das Forças de Segurança Pública do Brasil.

O primeiro lugar em redução do efetivo de PMs fica com o Distrito Federal, que perdeu 31,5% das tropas entre 2012 e 2023.

No caso da Polícia Civil, o Rio Grande do Sul até teve aumento no efetivo, de 17%. Eram 5.540 policiais civis há 10 anos e hoje são 6.510.

O levantamento não leva em conta o crescimento populacional, de tal forma que o número de agentes continua insuficiente. Em outros Estados a realidade é bem mais cruel. O Rio de Janeiro perdeu 25,3% do contingente da Polícia Civil. Rondônia, 30,6%.

O secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, delegado Sandro Caron, faz, discretamente, uma ressalva ao estudo divulgado. Ele lembra que os bombeiros, em 2013, ainda faziam parte da Brigada Militar. Ou seja, parte da redução no efetivo seria devida à saída do Corpo de Bombeiros do guarda-chuva policial militar. Algo que se repetiu em outros Estados do Brasil, aliás.

O estudo do Fórum Brasileiro da Segurança Pública mostra que as polícias militares encolheram em quase todo o país, com efetivo total 6,8% menor que o de uma década atrás. Já as Polícias Civis e peritos estaduais tiveram redução de 2% em seu pessoal no mesmo período.

O Brasil tem hoje 404.871 policiais militares e 95.908 policiais civis, além de 17.991 peritos criminais, conforme o estudo. Ao todo, 796.180 profissionais integram as forças de segurança do país. Eles estão divididos em 10 corporações:

  • Polícia Militar – 404.871
  • Polícia Civil – 95.908
  • Guardas Civis Municipais – 95.175
  • Corpo de Bombeiros – 60.155
  • Perícia Técnica – 17.991
  • Polícia Penal – 94.673
  • Polícia Federal – 12.900
  • Polícia Rodoviária Federal – 12.882
  • Polícia Penal Federal – 1.141
  • Polícia Legislativa – 484

O maior problema é nas PMs. O Brasil tem hoje apenas 69,3% do efetivo desejável para as PMs, que seria em torno de 584 mil. O estudo aponta que o Brasil tem, em média, dois PMs para cada mil habitantes _ nos Estados Unidos, esse número varia de 1,8 a 2,6 policiais de rua por 1 mil habitantes, segundo a Associação Internacional de Chefes de Polícia (IACP). Nas Polícias Civis, investigativas, o efetivo desejável seria de 152 mil, mas só 95 mil estão preenchidas (63,5%).

Hospitais ameaçam suspender atendimento a segurados do IPE Saúde 

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Médicos também reclamam da remuneração e alertam para possíveis descredenciamentos 

ROSANE DE OLIVEIRA GZH

Segurados do IPE Saúde correm o risco de perder o acesso a hospitais privados e filantrópicos. Lauro Alves / Agencia RBS

Segurados do IPE Saúde que desde o ano passado tiveram aumento substancial na mensalidade, com a cobrança dos dependentes, correm o risco de perder o acesso a hospitais privados e filantrópicos, como a Santa Casa de Porto Alegre, hoje uma espécie de porto seguro dos servidores públicos. O Mãe de Deus já expediu um comunicado informando que, a partir de abril, não atenderá mais segurados do IPE Saúde em sua unidade da Avenida Carlos Gomes. Em hospitais do Interior, como Astrogildo de Azevedo, em Santa Maria, o IPE Saúde está negando autorização, inclusive em casos de tratamento oncológico. 

Na semana passada, os hospitais enviaram carta ao governador Eduardo Leite (leia abaixo) avisando que a situação chegou a um ponto crítico porque os valores pagos são insuficientes para cobrir os serviços prestados.  

Para piorar a situação dos segurados, médicos descontentes com a tabela de remuneração ameaçam se descredenciar. Nesta segunda-feira (26), o Conselho Regional de Medicina (Cremers) divulgou nota pleiteando a urgente atualização dos valores de consultas e procedimentos pagos aos médicos credenciados ao IPE Saúde. Na nota, o Cremers se solidariza com as entidades hospitalares que alegam estar “pagando para atender” os segurados do IPE Saúde.  

Confira a íntegra da nota do Cremers e a carta enviada ao governo pelos hospitais: 

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) reitera a urgente atualização dos valores de consultas e procedimentos pagos aos médicos credenciados ao IPE Saúde. 

A tabela de remuneração dos serviços médicos está defasada há muitos anos, e impacta negativamente o atendimento aos pacientes. Os valores pagos aos médicos, muitas vezes são impraticáveis para garantir o trabalho médico e a manutenção dos consultórios, inviabilizando o atendimento pelo IPE Saúde. 

As recentes negociações realizadas pelo governo do Estado não foram cumpridas em sua totalidade, o que resultou no descredenciamento de profissionais de diversas especialidades e na precarização da assistência a cerca de 1 milhão de usuários. 

O Cremers entende como justa a reivindicação das entidades hospitalares e adere à urgência na revisão do modelo de remuneração, uma vez que os médicos também sofrem com os baixos valores pagos pelo IPE Saúde. 

Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2024.

“BM não escolhe cor para abordar ou prender”, diz comandante-geral

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Sindicância apontou que não houve racismo durante abordagem de motoboy em Porto Alegre

Marcel Horowitz Correio do Povo

Comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, durante coletiva | Foto: BM / CP

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, rebateu os ataques feitos contra a instituição ao longo da semana. Ele se opôs às críticas sobre a prisão do motoboy negro agredido por um idoso branco em Porto Alegre. As declarações do oficial ocorreram na sexta-feira, durante coletiva.

Na ocasião, foi divulgado o resultado da sindicância feita sobre a abordagem. A investigação concluiu que não houve racismo na atuação dos policiais militares. Já a Polícia Civil, indiciou motoboy e idoso por lesão corporal.

“Nossa instituição foi alvo de diversos ataques ao longo da semana. Ataques que desconsideram o artigo quinto da constituição, que vislumbra o princípio da ampla defesa e do contraditório. O que deveria valer a todo o cidadão brasileiro, foi desconsiderado para os policiais militares. O julgamento dos policiais e a condenação sumária ocorreram. Isso também feriu o devido processo legal, que está presente na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi esquecido até por autoridades públicas”, disse o coronel.

Feoli destacou também que um dos soldados envolvidos na abordagem ingressou na BM por cotas raciais.

“A BM foi julgada, por alguns canalhas, como despreparada e racista. A BM que foi julgada e condenada, é a mesma que protege mulheres agredidas, idosos e crianças vulneráveis; que foi acolhedora com o Vale do Taquari e salvou a população indígena no extremo Sul da Capital. Ela [BM] é composta por homens e mulheres honrados, preparados em todos os cursos da instituição com ênfase em direitos humanos.”

Ainda segundo o coronel, em 2023, foram realizadas 114 mil prisões, sendo que em 70% dos casos o preso era uma pessoa branca. “A BM não escolhe cor para abordar ou para prender, ela se atém aos fatos”, enfatizou Feoli.

Por fim, o comandante-geral declarou que o trabalho da corporação é feito de maneira técnica. “No ano passado, tivemos 311 policiais feridos e cinco mortos. Ninguém procurou a instituição para saber desse número. Quero que o cidadão gaúcho tenha certeza que a BM vai continuar fazendo seu trabalho técnico”, concluiu.

Helicóptero da BM que levava vice-governador faz pouso de emergência no norte do RS

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Sistema elétrico da aeronave apresentou problemas e, por segurança, aeronave pousou às margens da RS-332

CINTIA FURLANI E EDUARDO KRAIS GZH

Sistema elétrico da aeronave passou a apresentar problemas antes do pouso. Rádio Soledade / Divulgação

O helicóptero da Brigada Militar que levava o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, precisou fazer um pouso de emergência às margens da RS-332, entre Soledade e Espumoso, na tarde de sexta-feira (23).

Após compromissos na região, o vice-governador retornava para a Capital quando o sistema elétrico da aeronave passou a apresentar problemas e o piloto do Batalhão da Aviação da Brigada Militar, por segurança, decidiu realizar o pouso.

Souza estava no helicóptero, junto com um assessor, além do piloto e do copiloto. Ninguém se feriu. O vice-governador seguiu viagem de carro para Porto Alegre.

A assessoria do governo do Estado confirmou a informação na manhã deste sábado (24) e disse que o vice-governador está bem. 

Confira a nota na íntegra:

“Informamos que na tarde dessa sexta-feira (23/2), o vice-governador Gabriel Souza, equipe e tripulantes, em viagem aérea após agendas em Ibirubá, tiveram o voo interrompido por ação preventiva do piloto, após indicação técnica do sistema elétrico da aeronave. O pouso ocorreu às margens da rodovia ERS-332, entre Espumoso e Soledade, e todos os passageiros saíram em segurança. Após inspeção, o helicóptero seguiu voo para Porto Alegre e foi encaminhado para inspeção técnica.”

Delegado da Polícia Civil morre durante férias em Santa Catarina

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Josuel dos Reis Muniz atuava em Santa Bárbara do Sul e estava no Estado vizinho quando teve uma parada cardiorrespiratória

CINTIA FURLANI GZH

Muniz estava há 23 anos na Polícia Civil e desde 2010 atuava como delegado Tadeu Vilani / Agencia RBS

O delegado da Polícia Civil gaúcha Josuel dos Reis Muniz, 47 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (23) em Florianópolis, Santa Catarina. Ele passava férias no Estado vizinho quando sofreu uma parada cardiorrespiratória.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência na trilha da coroa, na região da Lagoinha do Leste. Segundo informações dos bombeiros, a equipe tentou reanimar a vítima por 40 minutos, mas não houve resposta.

Natural de Cruz Alta, Muniz tinha 23 anos de Polícia Civil e atualmente era titular da delegacia de Santa Bárbara do Sul, no noroeste do Estado. Ele começou como agente policial em Três Passos e desde 2010 atuava como delegado da Polícia Civil. Passou pela delegacia de Ijuí e durante 13 anos ficou à frente da 1ª Delegacia de Polícia de Cruz Alta. Desde junho do ano passado estava em Santa Bárbara do Sul.

A delegada regional da Polícia Civil de Cruz Alta, Diná Rosa Aroldi, lamentou a perda: 

— Um colega extremamente dedicado, inteligente e uma pessoa do bem. A comunidade está sentindo muito a perda, ele era uma pessoa muito engajada na cidade de Cruz Alta, de onde é natural. Ficam as lembranças boas pelos momentos que a gente passou juntos na profissão. Na Polícia Civil nos sentimos uma família, e todos ficamos consternados, mas pedindo para que Deus conceda paz ao colega e faça com que a família também receba toda força e toda luz neste momento difícil.   

O corpo de Josuel será velado a partir do meio-dia deste sábado (24) no Complexo Angelus em Cruz Alta. O sepultamento está marcado para às 18h no Cemitério Jardim Do Sossego de Cruz Alta.

Nas redes sociais, a prefeitura de Santa Bárbara do Sul prestou solidariedade aos colegas de trabalho, amigos e familiares de Muniz e o caracterizou como “liderança ativa nas comunidades local e regional, tinha por missão o compromisso com a segurança pública e grande carinho por Santa Bárbara do Sul”.

A prefeitura de Cruz Alta decretou luto oficial de três dias.

Hospitais se manifestam ao governo e indicam que novo modelo do IPE Saúde compromete receitas e atendimentos

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Por meio de carta, instituições pediram revogação nas mudanças ao governador Eduardo Leite

VINICIUS COIMBRA GZH

Mudança na remuneração dos hospitais entra em vigor no dia 1º de março. Mateus Bruxel / Agencia RBS

Nesta quarta-feira (21), um grupo de hospitais e entidades representativas do setor entregou uma carta ao governador Eduardo Leite que pede a suspensão do novo modelo de remuneração dos hospitais credenciados ao IPE Saúde, que entra em vigor a partir de 1º de março.

As instituições afirmam que a mudança causará “uma redução drástica na receita dos hospitais, o que forçaria muitos deles a cancelarem os atendimentos pelo plano”. As normativas foram divulgadas na semana passada. O governo alega que o objetivo é reajustar valores de diárias, taxas e serviços pagos aos hospitais, que poderiam chegar a 90%, segundo o instituto. 

O grupo de hospitais afirma que as alterações gerariam queda que pode variar entre 10% e 33% no faturamento anual das instituições, “fazendo com que elas passem a operar no prejuízo”. Segundo a proposta do Piratini, os medicamentos e as dietas serão remunerados pelo valor de mercado do princípio ativo, e não mais pela marca do laboratório. O modelo prevê também a categorização de todos os hospitais que compõem a rede credenciada.

O pedido entregue nesta quarta-feira (21) é assinado pelos presidentes da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul (Fehosul), da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS (Federação-RS) e por dirigentes dos hospitais classificados como estratégicos pelo IPE Saúde. Juntas, as instituições são responsáveis por mais de 60% dos atendimentos do plano.

— O que estamos afirmando agora não é nenhuma novidade. Essa política já foi objeto de conversações com o IPE Saúde e sempre dissemos que ela é totalmente impraticável. Isso, inclusive, foi registrado por meio de ofício, em novembro do ano passado. Apesar dos alertas, não houve melhoria significativa no conteúdo das medidas, que seguramente vão impactar negativamente os usuários do IPE e sobrecarregar o SUS — diz Cláudio José Allgayer, presidente da Fehosul.

Na carta, as entidades e os hospitais concordam com a necessidade de melhorias no IPE Saúde, incluindo abrangência e acessibilidade aos serviços. No entanto, reiteram que a nova política remuneratória excluirá do sistema os principais hospitais.

— Não há outro caminho. É preciso suspender as portarias e posteriormente corrigi-las, de modo que torne justa a remuneração pelos serviços prestados. Isso vai garantir equilíbrio econômico e financeiro aos hospitais e dará condições para que o atendimento aos usuários do plano não apenas seja mantido, como ampliado — diz Luciney Bohrer, presidente da Federação RS.

Hospitais que assinam o documento:

  • Santa Casa de Porto Alegre
  • Hospital Tacchini de Bento Gonçalves
  • Hospital Ernesto Dornelles de Porto Alegre
  • HCB de Cachoeira do Sul
  • Hospital São Lucas de Porto Alegre
  • Hospital Vida e Saúde de Santa Rosa
  • Hospital de Clínicas de Ijuí
  • Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo
  • Hospital Santa Lucia de Cruz Alta
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Hospital Astrogildo de Azevedo de Santa Maria
  • Hospital de Clínicas de Passo Fundo
  • Hospital Divina Providência de Porto Alegre
  • Sociedade Beneficente Sapiranguense