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4º BPM de Pelotas completa 100 anos

O Jornal Correio Brigadiano acompanhou a comemoração alusiva ao Centenário do 4º Batalhão de Polícia Militar de Pelotas-RS. Originalmente foi denominado 4º Batalhão de Infantaria Montada’, em 21 de fevereiro de 1924, o corpo militar recebeu o título atual no dia 16 de junho de 1970. Atualmente a unidade é comandada pelo Tenente-coronel Paulo Renato Scherdien.

Em suas palavras, o Comandante da Unidade, T Cel Scherdien destacou que 4º BPM, nestes 100 anos de existência, tem se modernizado e cada vez mais adequado aos novos tempo e a necessidade da população a qual presta serviço, que é um imenso orgulho estar comandante da unidade numa data tão marcante como esta.

O Sr Cmt-Geral da BM, Coronel Cláudio dos Santos Feoli, destacou o trabalho da unidade e das pessoas que fazem o nome de 4º BPM e que são os responsáveis pela condução do seu legado, com trabalho e dedicação à comunidade de Pelotas e região.

Em sua fala, a Prefeita do município, Paula Mascarenhas, afirmou do orgulho de estar prefeito no momento que o 4º BPM, um patrimônio do município e da população, completa 100 anos. Agradeceu o trabalho e a parceria da Unidade com as ações do municio. Nas sua palavras, esse trabalho dedicado dos homens e mulheres garantiram redução dos índices criminais do município e faz a população andar tranquila na rua, sabendo que sempre pode contar com a Brigada Militar.

O Evento foi prestigiado por várias autoridades, entre elas o Cmt do CRPO Sul, Cel Leandro Brandão do Santos, Desembargador Militar, Cel Paulo Roberto Mendes Rodrigues, Vice-prefeito de Pelotas, Idemar Barz. Além de ex comandantes e personalidades civis e militares do município.

O Jornal Correio Brigadiano parabeniza os oficiais e praças do 4º BPM, pelo centenário desta icônica Unidade da Brigada Militar, uma referência para a região sul do Estado. Nenhum órgão ultrapassa um século de existência se não for relevante e fundamental , e a Brigada Militar é um pilar essencial para a existência de uma sociedade ordeira e pacífica, que busca o progresso e o bem estar comum. Os que não gostam da polícia, paciência! Nosso trabalho não é influenciado por estes, pois a maioria está inserida no meio daqueles que combatemos.

Por fim.

Esta redação não pode deixar de postar uma das fotos históricas da unidade, onde talvez a imagem pode colaborar para um certo movimento oportunista que tenta atribuir a Brigada Militar, uma instituição composta de homens e mulheres de todas as raças, credos e pensamentos, a característica de ter em seu meio o “racismo estrutural“, que muitos que propagam ataques à instituição e seu trabalho nem sabem o significado deste termo.

Foto de 1960, autor desconhecido. Acervo da Brigada Militar

Viatura da BM colide contra poste durante perseguição a suspeitos de homicídio em Erechim; adolescente é apreendido

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Um policial militar sofreu ferimentos leves

Marcel Horowitz Correio do Povo

Policial militar sofreu ferimentos leves após viatura colidir contra poste | Foto: Leandro Vesoloski / Portal Canal Dois / Reprodução / CP

Uma viatura da Brigada Militar colidiu contra um poste, na esquina das ruas Daniel Durli e Ottone Antônio Cervo, no bairro Três Vendas, em Erechim, na região Norte. Um soldado ficou ferido. O acidente ocorreu durante perseguição a suspeitos de envolvimento em um assassinato, cometido no início da manhã desta quarta-feira.

De acordo com o 13º BM, próximo às 8h30min, no mesmo bairro, um homem foi baleado em via pública. Testemunhas apontam que o atentado foi cometido por uma dupla, que guiava uma moto e fugiu. Foram efetuados pelo menos cinco disparos. A vítima chegou a ser encaminhada à Fundação Hospitalar Santa Terezinha, mas não resistiu aos ferimentos.

Em buscas na localidade, a guarnição localizou os dois suspeitos. Durante a perseguição, um Volkswagen Fox teria cortado a frente da viatura, que se chocou contra um poste.

Um policial militar, que dirigia, sofreu lesões leves e foi encaminhado para atendimento médico. O soldado que o acompanhava e o condutor do outro veículo não se feriram.

Os criminosos se esconderam em uma área de mata, no bairro Presidente Vargas. Buscas no matagal resultaram na apreensão de um adolescente, natural de Charqueadas, na região Carbonífera. Soldados da BM e policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) ainda procuram pelo segundo suspeito.

A vítima do atentado foi identificada como Alex Sandro dos Santos Rose, de 23 anos. Ele foi baleado no entorno de uma fruteira, na avenida José Oscar Salazar. O pai dele é proprietário do comércio.

É a quinta morte violenta em Erechim desde o início do ano. Todos os casos foram registrados em fevereiro. De acordo com a BM, quase todas as ocorrências tem relação com disputas entre facções.

Proposta prevê reajuste de 18% escalonado até 2025 para 5 mil servidores do Estado

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Durou oito meses a negociação com as categorias, que incluem trabalhadores da Fepam e da Emater

GIANE GUERRA GZH

O governo do Estado aceitou o pedido de reposição salarial pela inflação de 18,02% para cerca de 5 mil servidores. Porém, na contraproposta, colocou que o reajuste seja aplicado de forma escalonada até 2025 e não seja retroativo. O acordo foi fechado após oito meses de negociações, informa a diretora do Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do Rio Grande do Sul (Semapi-RS), Cecilia Bernardi. 

Os auxílios, como vale para alimentação, terão o mesmo reajuste. O cronograma de aplicação, porém, vai até outubro. Para ser oficializada, a proposta vai a votação em assembleia de servidores marcada para esta quarta-feira (21). Ela engloba trabalhadores dos seguintes órgãos: 

  • Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)
  • Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase)
  • Fundação de Proteção Especial (FPE)
  • Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS)
  • Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com
  • Deficiências e Altas Habilidades (Faders)
  • Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar-Emater/RS)
  • Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase)
  • Fundação Theatro São Pedro
  • Fundação de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan)

Com o resultado das contas públicas no último quadrimestre, o Estado saiu do chamado limite prudencial de gastos com pessoal definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que abriu espaço para reajustes e promoções ao funcionalismo. 

— Ao longo do período de negociações no âmbito da Justiça do Trabalho, foram reconhecidos percentuais não alcançados às categorias nos períodos pretéritos. Como ao longo do ano passado estávamos impossibilitados legalmente, ficou sobrestado. Agora, diante do cenário e do estágio das tratativas, buscou-se de forma escalonada desmembrar o reajuste finalizando a negociação nos itens — contextualizou o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, em mensagem à coluna.  

Em abril, também entram em vigor os decretos que cortam incentivos fiscais, medida adotada pelo governo gaúcho após não avançar a proposta de elevação da alíquota básica de ICMS. Em entrevista recente, o governador Eduardo Leite disse à coluna que o reajuste do funcionalismo dependia também da garantia de mais receita, além de as despesas ficarem abaixo do limite prudencial. 

Servidores da Fepam e da Emater estão em operação padrão há mais de dois meses. No caso das licenças ambientais, o prazo para liberação mais do que dobrou, adiando a instalação e operação de empreendimentos de empresas no Rio Grande do Sul. A expectativa é de que a análise dos projetos esteja normalizada em março com a retomada da operação normal. 

Artigo: O centenário do 4º Batalhão de Polícia Militar – Batalhão Cel Camilo

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A cidade de Pelotas (Princesa do Sul) tem sua data comemorativa de aniversário em 07/07/1812, portanto, em breve comemorará seus 212 anos, sempre se destacando entre o povo gaúcho.

Ao longo deste tempo sempre buscou ter um corpo de segurança para defender a cidade e seus habitantes, mas foi a partir da eclosão da Revolução de 1923 que passou a se estruturar melhor. E, em consequência, a Brigada Militar, por ordem governamental, em todos os rincões do nosso estado organizou brigadas e forças provisórias que cooperaram com as tropas brigadianas. Neste sentido, destacamos a 3a Brigada Provisória do Sul (2o RC), comandada pelo Coronel Juvêncio Maximiliano de Lemos, que adiante foi o primeiro Comandante do hoje 4o BPM, exercendo o cargo entre 1924/1929. Na realidade e reduzindo, o estopim se deu com o advento da Revolução, que dividiu o Rio Grande do Sul entre chimangos e maragatos colocando de um lado Antônio Augusto Borges de Medeiros e de outro Joaquim Francisco de Assis Brasil. Assim, nossa milícia gaúcha – A Brigada Militar – mais uma vez teve papel relevante, especialmente considerando a preservação da ordem pública – sua vocação –, tendo a frente como Comandante-Geral o Coronel Afonso Emílio Massot, que, diga-se de passagem, era um Pelotense de nascimento e que adiante foi designado como Patrono da Brigada Gaúcha.

Referindo a cidade de Pelotas, na obra “A Brigada Militar na revolução de 1923 – Aldo Ladeira Ribeiro – ex Cmt 4o BPM (1933/1934)” – registra “[…] que o Cap Comandante do então 1o Corpo Provisório (hoje 4o BPM) em sua ordem do dia, disse que se sabia estar o inimigo a oito léguas da cidade e a vigilância a cargo da polícia administrativa …. e foram pegados de surpresa”.” Cinco Postos foram atacados, citando- os: 1o Corpo Provisório na Agrícola, 1o, 2o e 3o Posto Policial e o Corpo de Bombeiros. Na Agrícola, o combate durou três horas, sendo morto o Tenente Francisco Jesus Vernetti ….” Mas, ao final, a cidade foi retomada, com o brio dos integrantes do Corpo Provisório e, na sequência, nasce, com o batismo de fogo, o hoje 4o BPM.

A Revolução teve seu fim com a assinatura de um acordo provisório de armistício em 14/12/1923, onde foi assinado o pacto de Pedras Altas e, no dia seguinte, ratificado com a assinatura definitiva do termo no Palácio Piratini.

Com o final da revolução, foi criado o 4º Batalhão de Infantaria Montada, através do Decreto nº 3240 de 14/01/1924 com a seguinte estrutura: (1) Pelotão extranumerário, (1) Companhia de Metralhadoras e (3) Companhias convencionais, somando ao total 420 militares com sede em Pelotas.

Foto: Secretaria de Turismo de Pelotas-RS

Assim, ao longo do tempo, a Brigada Militar de Pelotas teve as seguintes designações:

  • (1) 4o Batalhão de Infantaria Montada (4o BIM), de 21 de fevereiro de 1924 a 07 de outubro de 1930;
  • (2) 4o Batalhão de  Infantaria (4o BI) de 07 de outubro de 1930 a 20 de abril de 1936:
  • (3) 4o Batalhão de Caçadores (4oBC),  de 20 de abril de 1936 a 17 de maio de 1961;
  • (4) 3o Regimento de Polícia Rural Montada (3o RPR Mont),  de 17 de maio de 1961 a 18 de dezembro de 1968;
  • (5) 4o Regimento de Polícia Rural Montada (4o RPR Mont), de 18 de dezembro de 1968 a 15 de maio de 1970 e,
  • (6) 4o Batalhão de Polícia Militar (4oBPM) de  16 de junho de 1970 até os dias de hoje. Foi seu primeiro Comandante, com essa denominação, o Ten  Cel Esaú Alvorcem (1969 – 1973), sendo o atual Comandante o Ten Cel Paulo Renato Scherdien.
Foto: Divulgação Brigada Militar

Com o passar dos anos, o 4o BPM buscou sempre se aperfeiçoar nas ações de polícia ostensiva, especialmente considerando a preservação da ordem pública na defesa da população. Hoje, incorpora-se ao seleto grupo de unidades centenárias de nossa Brigada Militar, mas, mais do que isso, busca garantir aos Pelotense uma segurança qualificada, conforme registram os últimos indicadores publicados pela  Secretaria de Segurança Pública.

Parabéns ao 4o BPM e aos seus Policiais Militares: os de ontem, hoje e de sempre que honram e honraram seu compromisso na defesa de nossa cidade. E, que venha, mais adiante, o seu bicentenário, se mantendo sempre forte e aguerrido no combate a criminalidade.

Paulo Roberto Mendes Rodrigues

Coronel – ex-Cmt Geral da Brigada Militar

Vigésima Copa ABAMF reúne militares no litoral norte.

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Foram abertas as competições esportivas promovidas pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho dos Servidores de Nível Médio da BM nesta sexta-feira, 16/02 em Cidreira na Colônia de Férias Farroupilha.
As atividades esportivas são realizadas há 20 anos, com jogos de vôlei, futebol de areia, bocha, canastra, competição de Crossfit, além de outras atividades, estendendo-se até o domingo (18/2).

A Copa ABAMF reúne Associados, Policiais Militares e Bombeiros Militares de todo o Estado e seus familiares, em quatro dias de esportes e confraternização. Nesta edição o centro das atenções foi a nomeação de um patrono para a competição tendo como nome o Soldado Potiguara Galvan que faleceu no final do ano de 2023 de forma trágica. Potiguara Galvan, encontrou como primeira inspiração para participar da ABAMF justamente as atividades esportivas em Cidreira, vindo a ser uma grande liderança na região da serra e posteriormente presidente de uma das maiores entidades de classe dos brigadianos do estado do RS.

Em seu pronunciamento, o atual presidente Soldado Maico Volz, por várias vezes se referiu ao grande amigo e exemplo de dedicação às causas da categoria. Volz, liderou 01 minuto de salva de palmas em homenagem ao ex-presidente Galvan, com o descerramento de um banner com a imagem agora como patrono da competição.


Várias autoridades prestigiaram o evento e destacaram a importância dos momentos de confraternização da família Brigadiana que além de lutas por melhoria de condições para o exercício da profissão, precisa manter a união e a camaradagem entre todos também nestes momentos. O público se fez presente em grande número com a presença de delegações de associações da capital e interior prestigiando o evento, dentre eles as seguintes autoridades
•⁠ ⁠Sr. Elimar Tomaz Pacheco – prefeito de Cidreira
•⁠ ⁠Coronel Ney Humberto Fagundes Medeiros – Comandante do CRPO – Litoral
-Tenente-Coronel Rodrigo Assis Brasil Ramos Aro – Chefe de Gabinete do Comandante-Geral da BM.
•⁠ ⁠Tiago Rommel – Presidente da FERPM
•⁠ ⁠Soldado Sandim – Presidente da ASPRA de Pelotas
•⁠ ⁠Ten. Aparício Santellano – Presidente da ASSTBM
•⁠ ⁠Ten. Paulo Ricardo – Presidente da AOFERGS
•⁠ ⁠Daniel Lopes dos Santos – Presidente da IBCM.


O Correio Brigadiano compareceu no evento para prestigiar mais uma atividade da família Brigadiana com seu presidente Gilson Noroefe e Diretores Darci Homem, Clésio Gonçalves, Sirlei, Lucineide e Antônio Salviano.

GALERIA DE FOTOS

FOTOS : BERNARDO HASELEIN

Ninguém pensa nos direitos humanos dos cidadãos de bem e das vítimas?

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Artigo de Fabrício Carpinejar – Zero Hora

Prisão não mete mais medo.

A Polícia Civil prende. E muito. A Brigada Militar prende. E muito.

O Ministério Público realiza a sua tarefa de apuração dos fatos e de acusação.

Mas os criminosos não duram em nada nas cadeias.

Nossos júris parecem encenações. É bem possível que um condenado a mais de cem anos esteja em liberdade com um décimo da sua sentença.

Não conseguimos manter o bandido atrás das grades.

Vivemos um círculo vicioso, de eterna reciclagem de violência.

A maior parte das prisões é reincidência.

Nossos policiais e brigadianos têm que prender a mesma pessoa dez vezes. É um verdadeiro escárnio, um despropositado deboche das leis.

Quantos impostos são jogados fora pelo retrabalho de nossos agentes de segurança, de nossos promotores e juízes?

Às vezes, os brigadianos e os policiais prendem alguém, voltam ao batente da rua e, quando retornam a sua corporação ou a sua delegacia, o suspeito já foi liberado.

No ano passado, ao menos um foragido foi recapturado por hora no Rio Grande do Sul, formando um contingente de 9 mil presos com ficha corrida, o que indica aumento de 15,9% no comparativo com 2022.

Não dá tempo nem para mudança de hábitos, para o exame da consciência, para sentir falta dos familiares, para pesar as consequências da transgressão, para valorizar a soltura diante do confinamento, para uma fundamentada reeducação.

Só a ressocialização dos apenados funciona no país, porque eles jamais permanecem nos presídios. É uma ressocialização — ironicamente — rápida e imediata.

Quem assalta não tem mais receio da prisão, porque acabou de sair e logo sairá novamente. Ela não representa o fim da sua vida, ou uma punição pesada pelas suas contravenções.

A detenção passou a ser vista como uma transição obrigatória para obter mais autoridade nas quadrilhas. Trata-se de um batismo de fogo. Ser preso é carreira no Brasil, promoção para receber tarefas mais complexas, sórdidas e sanguinárias.

Além da proteção das facções nas cadeias, com a sua rede de favores e seus advogados, existe a certeza da reversão do quadro.

O presidiário sabe que vai escapar de um jeito ou de outro. Pela redução da pena por fingido bom comportamento. Ou por fugas pela vigilância relaxada e falta de efetivo. Ou pelas saidinhas conquistadas nas datas comemorativas.

Não é que temos um sistema muito brando, é que não seguimos o sistema. O problema maior, do qual não se fala, é o descumprimento na ponta final da estrutura: a ideologização de certa parcela do Judiciário.

Não é que amargamos uma legislação suave, é que não aplicamos rigorosamente a lei, desencadeando uma realidade repetitiva.

Há soltura em etapas forjadas, à base do canetaço. Como só temos o regime fechado nas penitenciárias, sem previsão de condicionamento para o regime aberto e semiaberto, o detento recoloca sua tornozeleira em qualquer animal para despistar seu paradeiro.

A escandalosa impunidade foi chamada de “bandidolatria” pelos promotores de Justiça gaúchos Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza. Ambos escreveram um livro — Bandidolatria e Democídio — apontando que há algo de podre na inércia das autoridades encarregadas de combater a criminalidade no Brasil: o bandido torna-se sempre uma vítima da sociedade e não é responsabilizado por seus atos.

Essa mentalidade é resultado da ideologia de uma oligarquia acadêmica, político-burocrática e jurídica, que não reconhece a dor familiar de 60 mil assassinatos anuais.

O que não percebemos é que aquele que rouba, ao ser solto, ganha confiança para matar, adquire onipotência para subtrair inocentes existências à mão armada.

Ninguém pensa nos direitos humanos dos cidadãos de bem e das vítimas?

IPE Saúde reajustará os valores de diárias, taxas e serviços pagos aos hospitais

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Instituto apresentou novo modelo para remuneração

VINICIUS COIMBRA GZH

IPE Saúde é o sistema de assistência à saúde dos servidores públicos do Rio Grande do Sul, seus dependentes e pensionistas. Diego Vara / Agencia RBS

O IPE Saúde alterou o modelo de remuneração dos hospitais credenciados ao sistema. A mudança reajusta os valores de diárias hospitalares, taxas e serviços em até 90%, conforme o instituto. O IPE Saúde afirma que os novos valores não vão causar aumentos para os usuários nem prejudicará as contas da instituição. As mudanças entram em vigor a partir de 1º de março.

As normativas foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) nos dias 1º e 5 deste mês e podem ser acessadas aqui.

Os medicamentos e as dietas serão remunerados pelo valor de mercado do princípio ativo, e não mais pela marca do laboratório. A precificação foi baseada na Lista de Preços de Mercado (LPM), já utilizada por outras operadoras de saúde, e contou com o apoio de uma consultoria externa especializada.

À reportagem, o instituto assegurou que o incremento da receita dos prestadores em cima da remuneração dos serviços não altera o orçamento do IPE Saúde, uma vez que a revisão dos valores de medicamentos equilibrará o cálculo. 

“Sendo apenas uma adequação às melhores práticas, o IPE Saúde destaca que não haverá aumento de custos, nem para o IPE nem para os segurados”, disse o IPE Saúde por meio de nota.

O instituto, porém, não detalhou como a diferença no reajuste dos medicamentos cobrirá o aumento recebido pelos centros de saúde.

Novas categorias

O modelo também altera a categorização de todos os hospitais que compõem a rede credenciada. A nova classificação foi desenvolvida a partir de oito critérios referentes à assistência dos usuários: número de leitos, disponibilidade de serviços de urgência e emergência, complexidade dos serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nível de acreditação, número de serviços ofertados, volume de pacientes atendidos, adesão a convênio global e e referência regional.

Os hospitais ficarão divididos em seis grupos: A1, A2, A3, A4, B1 e B2. A categorização reflete no valor pago a título de diárias, taxas e serviços de cada entidade.

Além disso, foi realizada a compactação dos códigos de diárias e taxas – que passaram de 172 para 35 códigos –, o que, segundo o instituto, facilitará o envio das contas pelos hospitais e a auditoria por parte do instituto.

Estudos e debates

O modelo foi elaborado após cerca de um ano de estudo, feito com apoio de uma consultoria especializada. As mudanças atendem a indicativos da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) e do Ministério Público Estadual (MPRS), e foi apreciado e aprovado pelo Conselho de Administração do instituto.

“O IPE Saúde, além de informar previamente seus prestadores, manteve por mais de três meses uma agenda com os hospitais considerados estratégicos, bem como com representantes das federações do mesmo segmento. A partir do diálogo mantido com os hospitais que formam a rede credenciada, ainda foram realizados pequenos, mas importantes ajustes nas normativas”, disse o instituto por meio de nota.

Na CIC, governador Eduardo Leite anuncia que Caxias terá cem novos brigadianos a partir de agosto

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Tucano participou de reunião-almoço antes de ir à abertura da Festa da Uva

HENRIQUE TERNUS PIONEIRO

Eduardo Leite esteve na CIC Caxias e, à tarde, participa da abertura da 34ª Festa Nacional da Uva. Henrique Ternus / Agencia RBS

Em reunião-almoço (RA) nesta quinta-feira (15), o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), anunciou que o Estado vai ampliar o efetivo da Brigada Militar de Caxias do Sul em cem novos policiais. Ainda em etapa de concurso público, os brigadianos devem chegar na cidade a partir de agosto. Leite aproveitou a RA na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias para fazer o anúncio, enquanto abordava os indicadores dos últimos do governo. 

Sob o tema “competitividade e futuro do Rio Grande do Sul”, o governador gaúcho destacou que a palavra de ordem no Piratini é “competitividade”, e apresentou 10 pilares da para isso nos Estados, no Centro de Liderança Pública (CLP), sendo que, entre eles, estão a eficiência da máquina pública, o potencial de mercado, a educação e a segurança. 

Na abertura, o presidente da CIC, Celestino Loro, declarou que a presença de Leite na RA reafirma o compromisso do governo estadual com a região. Mesmo assim, reforçou um apelo ao governador para que dê “agilidade” a pautas que, segundo a entidade, afetam diretamente a economia da região. Loro citou o Porto de Arroio do Sal e o Aeroporto de Vila Oliva como exemplos. 

– Apesar dessa pujança toda, ainda assim nossa região precisa de apoio a pleitos essenciais, nas áreas de infraestrutura e logística, que dizem respeito diretamente à nossa indústria e à agroindústria. Precisamos de agilidade na reconstrução da nossa região – reivindicou o presidente da CIC. 

Além da RA na CIC, Leite está em Caxias para a abertura da 34ª Festa Nacional da Uva, que começa às 15h, nos Pavilhões. Deve acompanhar a solenidade e visitar os estandes do evento, mas não deve ficar para o desfile, à noite, na Rua Sinimbu, no Centro.  

Nesta sexta (16), o governador gaúcho estará em Gramado para a abertura oficial da 12ª Colheita da Oliva no Rio Grande do Sul — o evento será no Olivas de Gramado. Ainda na cidade das Hortênsias, o governador também deve participar da inauguração de viaduto na RS-115, no quilômetro 36 da rodovia. A solenidade está marcada para as 9h.

Da série incongruências – Houve golpe, tentativa de golpe ou não houve?

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Pergunta recorrente no Brasil, desde Janeiro passado, serve para discussões narrativas dos políticos, da imprensa, das conversas de amigos e inimigos, dos encontros nos botecos,…, mas que deve ser a base do debate e das análises críticas e fundamentadas das ações e omissões dos Poderes do Estado e de distintos Órgãos Públicos frente ao ocorrido no dia 08 de janeiro de 2023, e, logicamente, dependendo da resposta, nos períodos anteriores e posteriores àquela data.

Neste momento não vou debater a situação proposta, na perspectiva de defender a resposta simples, sim ou não; pois partirei da premissa de que houve tentativa de golpe, houve planejamento, execução, incitação, participação direta e indireta de pessoas e instituições, financiamento, colaboração, entre outras possibilidades fáticas e jurídicas que corroboram esse entendimento.

Digo que não vamos debater, pois essa tese é discutível e contestada inclusive no contexto jurídico, mais ainda nos contextos sociais, políticos, pessoais.

Reforço que partirei da consideração da decisão da mais importante esfera de análise jurídica do país que é o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, o qual adotou as medidas de INVESTIGAR, PROCESSAR E JULGAR mais de mil pessoas, que estavam direta ou indiretamente envolvidas nos referidos atos de 08 de janeiro de 2022. Seguirei o lastro de que há mais de 60 pessoas condenadas a crimes, em execução de penas, em regime fechado, em prisões no País. Fora outras tantas situações, comuns em nosso sistema processual (legal e real) de pessoas presas que estão ainda sendo processadas; enquanto outras, condenadas estão em liberdade.

Continuamos dentro da perspectiva de 2023, já é um novo ano, mas ainda a mesma batida, mesma preocupação, temor, os mesmos problemas e faltas de opções!

É importante registrarmos que em 08 de janeiro, foi realizado ato público, na Capital Federal, sob os auspícios do Governo Federal, buscando estabelecer a relação simbólica entre a “defesa do Estado Democrático de Direito” e as “afrontas ao Estado Democrático de Direito”, entre a “vitória de democracia” contra a “tentativa fracassada de golpe de Estado”.

As justificativas, repercussões e considerações sobre esse ato devem ser ainda avaliadas e retratadas de forma específica futuramente.

Seguirei, portanto a linha proposta pelos três Poderes, por meio de manifestações de seus membros, (a fim de evitarmos que possam nossas palavras e pensamentos terem conotações e entendimentos de manifestações criminosas); vamos entender que naquele 08 de janeiro ocorreram atos, manifestações, ações, omissões ou quaisquer atos – gerados no próprio dia ou perpetrados em períodos anteriores – com astúcia, dolo direto ou eventual, ou sob quaisquer outras formas de culpabilidade, mas tipificados ou subsumidos dentro da legislação pátria ou internacional absorvida por nossa Constituição, como ATOS CRIMINOSOS; que viessem a afrontar os fundamentos, princípios e valores, aos direitos e garantias fundamentais protegidos pelo Estado Brasileiro.

Em outras palavras, que pudessem ser considerados como atos preparatórios ou de execução de um GOLPE DE ESTADO, com a perspectiva de uma quebra da harmonia a Independência dos Poderes, que pudesse afrontar a democracia.

Vamos entender que tais situações, estavam presentes naquele dia e tendo sido comprovadas posteriormente a autoria e materialidade, todas situações averiguadas, avaliadas, interpretadas e decididas, dentro do devido processo legal, como reza a nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL – CONSTITUIÇÃO CIDADÃ, que é a peça fundamental de nosso arcabouço jurídico pátrio.

Se isto tudo aconteceu, se as circunstâncias apresentadas e que levaram as condenações atualmente em execução, se tudo foi devido, a quem caberia a adoção de medidas prévias, durante a afronta e posteriormente ao fato consumado ou tentado de um GOLPE DE ESTADO no país? Quem deveria nos proteger, de forma exclusiva ou de forma compartilhada?

Perguntas com respostas fáceis de serem dadas, a própria Constituição nos orienta, os Poderes do ESTADO poderiam e são os responsáveis por tais competências. A eles cabe nossa proteção enquanto Estado.

Na mesma linha o GOVERNO FEDERAL sabendo do que estaria sendo articulado, previamente (conhecimento geral, amplo e irrestrito) deveria ter antecipado e adotado providências sérias, adequadas, devidas, para que o fato não viesse a acontecer e com os impactos gerados, que o ataque à democracia, ao Governo, aos Poderes Constituídos do Estado, aos interesses mais caros do povo brasileiro não fossem atingidos.

Entretanto o Governo foi silente, mesmo sabendo, como dito nas variadas falas de representantes do Ministério da Justiça, dos Órgãos de Segurança Pública, Federais e Estaduais, assim como dos representantes das Agências de Inteligência, tinham conhecimento que aconteceria uma manifestação de determinada forma, com um objetivo bem definido e expresso, atos contra o Governo, ou na análise proposta, “atos terroristas, atos contra a democracia, atos contra o Estado, GOLPE DE ESTADO”.

Mas o nível de omissão e restrição da visão jurídica e política da responsabilização devida não parou aí; pois ao contrário deixou-se de responsabilizar as autoridades públicas que se omitiram a agir, por omissão deliberada e consciente, assim como Órgãos públicos sob vínculos funcionais a Ministérios específicos, da Justiça e da Segurança, da Defesa, do Gabinete de Gestão Institucional, por exemplo.

Se esses Órgãos já tinham essa informação, conforme eles próprios já admitiram que a tinham, o Governo Federal deveria atuar no sentido de coibir o ocorrido.

A Presidência da República poderia e até mesmo deveria declarar um estado de exceção, caso o nível do crime que eles estavam aguardando fosse o que está sendo agora propalado na festividade como “GOLPE DE ESTADO”; ou seja, deveriam adotar todas as medidas possíveis para evitar que viesse a ocorrer uma afronta desse nível contra a sociedade, ao Estado Democrático de Direito, ao País. Mas o que aconteceu, entre tantos outras incongruências, àquele Ministro, omisso, que trouxe informações contraditórias, que apresentou justificativas frágeis a sua falta de ação e dos Organismos públicos de segurança, sob sua coordenação, que não articulou de forma coerente e necessárias suas forças, simplesmente deixou acontecer tamanhas situações que foram “vencidas” pelas ações adotadas pelos próprios Ministérios anteriormente citados; foi indicado para a mais alta Corte do País, sob a aprovação do Poder Legislativo, que tanto ladrou anteriormente e capitulou no momento decisivo. 

Nós compactuamos com tais situações? Não estou realizando acusação ou defendendo aqueles que fizeram ou deixaram de fazer, quem é o mais ou menos responsável. Se houve tentativa de Golpe de Estado, o Estado deve atuar contra, então por que não agiu? Quem interesses foram encobertos nessa ação? Por que não agir?

Esse processo já efetivado em momentos de outrora, que foi questionado, combatido e aceito como ineficiente para os fins pelos quais se planejou.

Portanto se houve golpe, se há pessoas condenados e mantidas em regime fechado por quaisquer atos que tenham cometido direta ou indiretamente para a execução desse iter crimines, então por que não se responsabilizar os agentes do Governo Federal, Estadual e Municipais que porventura tenham também por seus atos e omissões propiciado que tais situações pudesse ter sido efetivadas.

Ontem de acordo com as repercussões da mídia e das redes sociais, em entrevista ao jornal o globo o Ministro Alexandre de Moraes, trouxe mais informações sobre os bastidores do dia 08 de janeiro, quando em contato com os Ministros da Justiça e da Segurança Pública e com o Presidente da República, tomou conhecimento dos acontecimentos naquela oportunidade.

Bom ler, para constatar que o Governo e os poderes do Estado, tinham plena ciência da manifestação, das suas possíveis repercussões e das decorrências que poderiam gerar. Então por qual motivo deixaram acontecer; por que era necessário e era indevido deixar as pessoas nas frentes dos quartéis até do dia 01 se janeiro de 2022 e as deixaram após essa data, quando o Governo já era outro.

Por que deixamos que os manifestantes atacassem e vandalizassem a prédios públicos representativos do Estado Brasileiro, quando, segundo o Globo, o Sr Ministro disse que com apenas cem policiais militares seria possível dispersar os manifestantes?  Por que não os dispersaram antes do dia 08, antes dos atos serem realizados?

Houve GOLPE, TENTATIVA DE GOLPE, por que então o GOVERNO e os PODERES DO ESTADO não agiram como defensores do ESTADO DEMOCRÁTICO E DE DIREITO.  Esse era o papel que lhes cabia. Por que permitiram que nossa democracia fosse atacada, por que não estão respondendo por suas OMISSÕES E ATOS declaradamente conscientes, com conhecimento dos fatos, com os dados privilegiados e devidamente assessorados por órgãos de Inteligência, com gestão e administração da força do ESTADO, por meio da gestão dos órgãos Públicos Federais e Estaduais ao seu dispor.

Essa pergunta ainda não foi respondida, ALGUM DIA SERÁ?!!!!???

Brigada Militar homenageia policial que completou 42 anos de serviço ativo

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Na segunda-feira (12/2), o 2º sargento do Programa Mais Efetivo (PME) Cleber dos Santos Maciel completou 65 anos e encerrou seu ciclo de 42 anos de efetivo serviço na Brigada Militar.

Em reconhecimento aos excelentes serviços prestados, o Comando da BM promoveu uma homenagem para marcar o último dia do “veterano” na Corporação. O subcomandante-geral e o Ajudante-geral da BM estiveram presentes no ato.

O 2º Sgt Maciel ingressou na BM em 1982 e serviu no 1º Batalhão de Polícia Militar e no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública. Em 2008, foi para a reserva remunerada e em 2012 retornou aos quadros da Corporação, através do Corpo Voluntário de Militares Inativos, atuando no Departamento Administrativo e na Ajudância-geral.

Antes de ser oficialmente transferido para a reforma, o sgt Maciel integrava o Programa Mais Efetivo, servindo na Ajudância-geral como recepcionista na guarda do Quartel do Comando-Geral, onde recebia com cordialidade a todos os colegas e visitantes do complexo.

Ao nosso tão querido sargento Maciel fica o agradecimento pelos 42 anos de impecáveis serviços prestados a Corporação.

Essa homenagem ao sgt Maciel representa um singelo ato de reconhecimento aos nossos veteranos e se estende a todos os policiais que, diuturnamente, construíram e constroem a história da Brigada Militar, alicerçados sempre no companheirismo, hierarquia e disciplina.

Texto: sd Cecilia/ PM5

Fotos: sd Brenda/ PM5