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Entidades reagem a vetos em lei orgânica de polícias civis

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Texto foi publicado esta semana no Diário Oficial da União

Agência Brasil

Entidades criticam vetos de Lula em lei sobre polícias civis | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

Os vetos na Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (23) no Diário Oficial da União, provocaram a reação de diversas entidades de classe. O texto deixou de fora tópicos como indenizações e aposentadoria integral.

Em nota conjunta, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e a Federação Nacional dos Peritos Oficiais em Identificação (Fenappi) citam “traição” por parte do governo federal.

O comunicado destaca que, apesar de meses de “diálogo contínuo e respeitoso”, prevaleceu “uma posição política antagônica a tudo que fora acordado e uma literal traição às entidades de classe, aos congressistas, à categoria de policiais civis do Brasil e à toda sociedade brasileira”.

“Causa ainda mais perplexidade a desfaçatez de vetos de dispositivos já consagrados em leis estaduais e da própria Constituição Federal que asseguram direitos aos policiais civis, como regras de previdência, licença classista remunerada, direito a indenizações inerentes à atividade policial civil como insalubridade e periculosidade”, acrescenta a nota.

“Até direitos básicos aos policiais civis aposentados serão vetados, deixando-os marginalizados e com insegurança jurídica e funcional, como se não tivessem mínima dignidade existencial mesmo diante de décadas de serviço de risco prestado à sociedade”, completa o texto.

Sindicatos

Também em nota, o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) citou esforço coletivo no intuito de assegurar uma redação “mais aprimorada possível”, com o objetivo de modernizar as corporações e atualizar as atribuições das carreiras, atendendo e respeitando especificidades de cada região.

“A expectativa era que, com a mudança de governo, a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis finalmente avançasse, representando um progresso significativo para a categoria. No entanto, os 31 vetos foram disparados contra os milhares de policiais civis que, diariamente, se sacrificam para proteger vidas dos cidadãos brasileiros. Isso é profundamente injusto.”

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Maranhão (Sinpol-MA) disse repudiar veementemente a sanção da lei e afirmou que os vetos não causam “estranheza alguma”. “Conforme se percebe da fundamentação que subsidiou os vetos, a maioria foi calcada no interesse público. Indaga-se: A segurança pública e o fortalecimento da instituição que combate a criminalidade não são de interesse público?”

Vetos

Entre os artigos vetados pelo presidente estão a garantia de aposentadoria integral; o pagamento de indenizações por insalubridade, periculosidade e atividade em local de difícil acesso; e a ajuda de custo em caso de remoção para outra cidade; além de licença-gestante, licença-maternidade e licença-paternidade.

Em comunicado, a Presidência da República cita que, em conformidade com o posicionamento de ministérios conectados ao tema, Lula decidiu vetar, “por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público”, dispositivos que permitiam interferência na organização político-administrativa dos estados, com impacto negativo sobre o equilíbrio federativo e a segurança jurídica. “Também vetou ações que restringiam a autonomia dos entes federativos e que previam contratação em unidades de saúde por mero processo seletivo sem aprovação prévia em concurso público”. 

Corpo de Bombeiros Militar forma oito novos capitães

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Na solenidade, também foi entregue o troféu Dom Pedro II para aqueles que se destacaram por suas contribuições à corporação

Duas mulheres e seis homens são os mais novos capitães do CBMRS – Foto: Nabor Goulart/Ascom Casa Civil

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) realizou a solenidade de formatura de oito novos capitães do Curso Superior de Bombeiro Militar (CSBM) 2022/2024, na noite desta sexta-feira (24/11). A cerimônia ocorreu no Grêmio Náutico União, sede Alto Petrópolis, em Porto Alegre.

O curso habilitou ao posto de capitão os bombeiros militares, que receberam o título de bacharel em Ciências Militares e reforçarão o quadro de oficiais do CBMRS. Os novos capitães, duas mulheres e seis homens, após formados, farão o curso de pós-graduação em Segurança Contra Incêndio em Edificações, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para ingressar no CSBM, é preciso ter formação superior em Ciências Jurídicas e Sociais.

A formação iniciou-se em agosto de 2022, dentro do cronograma de chamamento para reposição programada de efetivo, com carga horária de 2.445 horas-aula. Realizada pela Academia de Bombeiro Militar, incluiu disciplinas como direito aplicado à função, defesa civil, administração pública, gestão de pessoas e de recursos financeiros, combate a incêndio, busca e salvamento de pessoas e animais e atendimento pré-hospitalar.

Durante a solenidade, o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, destacou a formação dos novos bombeiros, que reforçarão o atendimento à população. “Agradecemos a cada membro do Corpo de Bombeiros Militar o serviço prestado à sociedade gaúcha. A corporação dispõe de profissionais capacitados e comprometidos com a segurança pública. O ingresso de novos oficiais irá fortalecer ainda mais a segurança e o bem-estar de nossa comunidade”, ressaltou Caron.

As madrinhas e os padrinhos dos formandos realizaram a entrega da espada e das insígnias do posto de capitão do Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM) do CBMRS. Para o oficial, a espada representa não somente a autoridade, como também a vida militar a ser descortinada. Na promoção ao primeiro posto, ela é entregue como um símbolo material da autoridade, que deve ser usado na aplicação dos princípios e valores cultuados e praticados na carreira, como a responsabilidade, a competência e a justiça. A espada, adornada com a ave mitológica fênix, símbolo do oficial bombeiro militar, representa o enfrentamento do fogo para gerar vida e a capacidade de renascer das próprias cinzas. Também entregues na ocasião, as insígnias designativas do posto de capitão são compostas por três estrelas prateadas, cada uma com um archote dourado no centro.

Os formandos também realizaram o juramento do bombeiro militar. Em uníssono, os oito novos capitães, todos naturais do Rio Grande do Sul, pronunciaram seu compromisso ao primeiro posto: “Perante a bandeira do Brasil, e pela minha honra, prometo cumprir os deveres de oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e dedicar-me inteiramente ao meu serviço”.

“Este é um momento singular para a nossa instituição, marcando a formação da segunda turma de oficiais em nossa academia, que é dotada de um currículo acadêmico específico para as atividades de bombeiro militar. Ao proferirem o juramento, comprometendo-se com o Estado, inclusive com o risco à própria vida, vocês apresentam à sociedade gaúcha uma turma altamente qualificada e pronta para servir”, resumiu o comandante-geral do CBMRS, coronel Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues.

Troféu Dom Pedro II
O toféu Dom Pedro II foi criado para homenagear pessoas que se destacaram por suas contribuições à corporação – Foto: Divulgação/CBM

O novo capitão do CBMRS Hortêncio Costa Machado Júnior recebeu a medalha Capitão Paulo Roberto Pedroso das Neves das mãos do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, do secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, e do comandante-geral do CBMRS, coronel Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues. A medalha condecora o capitão classificado em primeiro lugar no CSBM.

Durante a solenidade, realizada em conjunto com o Jantar Baile Dom Pedro II, houve a entrega inédita do troféu Dom Pedro II, criado para homenagear pessoas que se destacaram por suas contribuições à corporação. A distinção evoca o patrono dos Corpos de Bombeiros do Brasil.

Texto: Kelly Cavedon Zaniol/Ascom SSP e Leonardo Munhoz de Moraes/Ascom CBMRS
Edição: Secom

Lula sanciona lei nacional da Polícia Civil, mas vetos revoltam categoria: “postura traiçoeira”

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Veto de garantias em texto que unifica regras da corporação nos estados indignou entidades de classe

Marcel Horowitz Correio do Povo

Lula sancionou a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, com vetos | Foto: Polícia Civil / CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, com vetos, conforme publicado em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira. A proposta, que já havia sido aprovada pelo Congresso em outubro, unifica as regras para o funcionamento da Polícia Civil nos estados, garantindo aos agentes estabilidade após três anos de serviço  e pagamento de pensão para dependentes, em caso de morte ocorrida no exercício da função policial, além de prisão especial e porte de arma. Apesar da sanção, entidades de classe repudiaram os vetos, chamando a posição do governo Lula de ‘traiçoeira’.  

Entre os trechos vetados, estão garantias como aposentadoria integral, ajuda de custo em caso de remoção para outra cidade e pagamento de indenizações por insalubridade. Também foram vetadas licença-paternidade, licença-gestante e licença-maternidade, além da carga horária máxima de 40 horas semanais com horas extras e pagamento antecipado de diárias por deslocamento. De acordo com o governo, os vetos ocorreram por conta de dispositivos constitucionais que impedem a transferência de qualquer encargo financeiro sem a previsão de fonte orçamentária. 

No caso das licenças e ajuda de custo, o texto sancionado estabelece que as devem prevalecer as leis estaduais e municipais da Polícia Civil. Em outras palavras, essas garantias vão continuar sendo determinadas à nível local, uma vez que uma regra federal não foi criada. 

Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) manifestou ‘extremo repúdio, revolta, decepção, perplexidade e indignação com os vetos’. O comunicado ainda classifica a decisão do governo como sendo uma ‘traição às entidades de classe’.

“Enquanto o crime passa a ser cada vez mais organizado, o Ministro-Chefe da Casa Civil (Rui Costa) e o Advogado Geral da União (Jorge Messias), associados ao Presidente Lula, contrariando as orientações de vários outros Ministros, praticam ato público que massacram as forças das polícias civis”, destaca a manifestação. 

Contatado pela reportagem, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep), delegado Guilherme Wondracek, declarou nutrir esperanças que os vetos ainda possam ser derrubados. Ele afirmou ainda que a associação também considera ‘traição’ o texto aprovado. 

“A Asdep  considera uma traição  do governo Lula. Uma lei que iniciou sua tramitação  em 2007, que foi mais do que discutida durante esses anos todos, que foi aprovada por ampla maioria na Câmara  e por unanimidade no Senado. O desfecho não podia ter sido esse”, afirmou. 


Leia a nota da Adepol:

As entidades de classe de âmbito nacional subscritoras deste manifesto vêm perante a sociedade brasileira, classe política, órgãos da imprensa, opinião pública e, principalmente, a todos policiais deste país manifestar seu mais extremo repúdio, revolta, decepção, perplexidade e indignação com os vetos do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei 4503/2023, que dispõe sobre a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis.

Apesar de meses de diálogo continuo e respeitoso, sendo atendidas todas as recomendações técnicas e políticas por parte do próprio Governo Lula na construção do mérito do projeto da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, com garantia de que tais ajustes acatados pelo relator Deputado Federal Fábio Costa (PP/AL) e Senadores Alessandro Vieira (MDB/SE) e Fabiano Contarato (PT/ES) seriam justamente para que não houvesse qualquer veto, acaba por prevalecer uma posição política antagônica a tudo que fora acordado e uma literal traição às entidades de classe, aos congressistas, à categoria de policiais civis do Brasil e à toda sociedade brasileira.

Causa ainda mais perplexidade a desfaçatez de vetos de dispositivos já consagrados em leis estaduais e da própria Constituição Federal que asseguram direitos aos policiais civis, como regras de previdência, licença classista remunerada, direito a indenizações inerentes à atividade policial civil como insalubridade e periculosidade. Até direitos básicos aos policiais civis aposentados serão vetados, deixando-os marginalizados e com insegurança jurídica e funcional, como se não tivessem mínima dignidade existencial mesmo diante de décadas de serviço de risco prestado à sociedade.

Informamos que tal postura traiçoeira e contraditória do Governo Lula não ficará esquecida, principalmente a intransigência do Ministro-Chefe da Casa Civil Rui Costa e do Advogado Geral da União, Jorge Messias, os quais prevaleceram no debate dos vetos, e, principalmente, a atitude do Presidente da República, que se esqueceu que policiais civis são, acima de tudo, trabalhadores e garantidores de direitos e não marginais ou opressores.

Vale destacar que enquanto o crime passa a ser cada vez mais organizado, o Ministro-Chefe da Casa Civil (Rui Costa) e o Advogado Geral da União (Jorge Messias), associados ao Presidente Lula, contrariando as orientações de vários outros Ministros, praticam ato público que massacram as forças das polícias civis dos estados e do Distrito Federal, ferindo de morte a principal ferramenta da investigação criminal.

Informamos por derradeiro que lutaremos com todas as forças pela derrubada destes vetos presidenciais vergonhosos e humilhantes.

Nossa união e coesão está mais fortalecida do que nunca.

PONTOS VETADOS

  • Carga horária máxima de 40 horas semanais, com horas extras;
  • Licença-gestante, licença-maternidade e licença-paternidade;
  • Licença remunerada de três meses a cada período de cinco anos;
  • Ajuda de custo, quando o profissional for removido da sua lotação para outro município;
  • Pagamento antecipado de diárias por deslocamento para desempenho de sua atribuição fora de sua sede;
  • Indenizações para uniforme, equipamentos de segurança, por periculosidade, por insalubridade (exposição a substâncias nocivas), por atividade em local de difícil acesso e por trabalho noturno;
  • Transferência definitiva de policiais civis entre Estados após dois anos de permuta ou cessão;
  • Assento para representante do Conselho Nacional da Polícia Civil no Ministério da Justiça e Segurança Pública e nos demais órgãos colegiados federais, estaduais e distrital que deliberem sobre políticas públicas da área de segurança;
  • Renomeação de cargos de policial civil para oficial investigador de polícia, com possibilidade dos servidores, inclusive os aposentados, optarem pela redesignação;
  • Transformação dos cargos técnico-científicos de perícia criminal em perito oficial criminal.
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Acusados de matar Policial Militar na zona sul da Capital irão a júri na próxima segunda-feira

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Dois homens acusados de matar o Policial Militar Gustavo de Azevedo Barbosa Júnior durante uma abordagem, em julho de 2019, serão julgados na próxima segunda-feira (27/11/23), a partir das 9h30min,  no plenário da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre, no 5º andar do Foro Central I. O julgamento será presidido pela Juíza de Direito Ângela Roberta Paps Dumerque, do 1º Juizado da 2ª Vara do Júri.

Os réus respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio (triplamente qualificado), porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, roubo duplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e corrupção de menores.

Na madrugada de 10/07/23, na zona sul da Capital, Gustavo e um colega, que atuavam no 1º Batalhão da Polícia Militar, estavam de serviço em uma viatura quando avistaram um veículo que apresentava alerta de roubo. Ao serem abordados pelos brigadianos, os réus, que estavam dentro do carro, reagiram e houve troca de tiros. Gustavo foi atingido, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Os acusados fugiram do local abandonando o veículo, armas e uma mulher, que teria sido sequestrada por eles, momentos antes. Eles pretendiam, com o sequestro, que ela fornecesse o paradeiro de seu ex-companheiro, pertencente a uma facção rival.

Texto: Janine Souza
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

TJMRS realiza sessão Solene em homenagem aos 186 anos da Brigada Militar

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Foto TJMRS

TJMRS: O Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul realizou, nesta quarta-feira (22), uma sessão solene em homenagem aos 186 anos da Brigada Militar.   A cerimônia contou com a presença de um conjunto de autoridades civis e militares e lotou o plenário Aldo Ladeira Ribeiro, do TJMRS.

O desembargador militar Rodrigo Mohr foi o orador do TJMRS na homenagem.   Em sua manifestação, Mohr destacou alguns marcos da BM com a participação da corporação em momentos históricos como a revolução assisista; na revolução de 1932; o apoio às comunidades em episódios como a enchente de 1941 e agora, com a cheias no vale do Taquari.

Além dos marcos históricos, o desembargador Mohr também lembrou fatos como a crise dos presídios, na década de 1990, as manifestações de 2013, a copa do mundo de 2014, a epidemia de covid-19, situações que  “revelam a importância dessa histórica instituição na vida dos gaúchos”, completou.

Por fim, Mohr dedicou um momento para resgatar o histórico da criação da justiça militar do Rio Grande do Sul, na esteira da revolução farroupilha. O texto foi extraído de uma publicação original do desembargador Sergio Berni de Brum, para o projeto Memória.

O comandante-geral da BM, Claudio dos Santos Feoli, em sua fala, destacou a parceria BM- Justiça Militar do Estado.  “Essa parceria remonta a era das revoluções, e perpassa todos os paradigmas de policiamento pelos quais nossa corporação já passou”.    Feoli ainda abordou a atuação da BM que transcende o combate à criminalidade, mas os esforços pela promoção da paz, do bem estar social, dos direitos e garantias fundamentais, e a dignidade da pessoa humana.

Na parte final da sessão, o presidente do TJMRS, desembargador conduziu a entrega de um diploma de homenagem em alusão à data.   O magistrado também se manifestou, lembrando da relação familiar com a instituição brigada militar e salientando a importância da valorização da magnitude da farda por parte do policial.

A mesa de autoridades da sessão contou com a presença ainda do ouvidor do TJMRS, desembargador Sergio Berni de Brum; do chefe do estado-maior da BM, Luigi Soares Pereira; do corregedor do Corpo de Bombeiros, Julimar Fortes;  do procurador de Justiça Fábio Costa Pereira; da vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OABRS, Ana Carolina Stein;  e do coronel Marcelo Frota.

Texto: Comunicação Social TJMRS – Jornalista Marcelo Nepomuceno

CORREIO BRIGADIANO

O Jornal Correio Brigadiano esteve presente representado pelo integrante da coordenação Claudio Bayerle, que aproveitou o momento e pegou alguns depoimentos dos convidados presentes.

Governo do RS endurece regras para contratação de consignados por servidores

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Em setembro, GZH revelou que quase metade do funcionalismo recorre a operações e mostrou casos de endividamento

PAULO EGÍDIO GZH

O governo do Rio Grande do Sul endureceu as regras para a contratação de empréstimos consignados por servidores públicos. Em decreto assinado pelo governador Eduardo Leite, o Palácio Piratini reduziu a margem para essas operações e estipulou a fixação de um limite no prazo e nas taxas de juros cobradas dos funcionários públicos.

O decreto foi publicado originalmente em outubro e republicado na última sexta-feira (22) no Diário Oficial do Estado. As novas regras entrarão em vigor a partir de abril de 2024.

Em setembro, GZH mostrou, com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), que quase metade do funcionalismo gaúcho estava recorrendo a consignados. Entre aposentados e pensionistas, um terço estava com empréstimos descontados em folha.

Em um dos casos retratados na reportagem, uma servidora com remuneração bruta de R$ 3 mil recebia apenas R$ 400 líquidos ao final do mês.

De acordo com a subsecretária adjunta do Tesouro do Estado, Juliana Debaquer, a normativa atualiza o decreto anterior que regrava as consignações, datado de 2004.

— A margem para as consignações vai reduzir. Temos uma fatia razoável de servidores altamente endividados e esperamos que isso deixe de ocorrer — salientou Juliana.

As novas normas não atingem servidores com consignados já contratados, mas a expectativa da Secretaria da Fazenda é de que, ao longo do tempo, todos os funcionários se enquadrem às novas regras.

Veja quais são as principais mudanças previstas

Margem de consignação

Regra anterior: servidor podia comprometer até 70% da remuneração bruta, somando consignações compulsórias (como Imposto de Renda, Previdência, IPE Saúde, pensão alimentícia) e facultativas (empréstimos).

  • Exemplo: servidor com salário bruto de R$ 10 mil, tinha de receber ao menos R$ 3 mil no final do mês

Regra futura: além da norma descrita acima, foi criada uma nova trava. Agora, os consignados não podem superar 35% da remuneração líquida do funcionário. Outros 5% podem ser destinados ao pagamento de dívidas com cartão de crédito.

  • Exemplo: servidor com salário de R$ 10 mil e descontos obrigatórios de R$ 3,5 mil terá que receber ao menos R$ 3,9 mil ao final do mês

Tempo e taxas de juros do empréstimo

Regra anterior: não havia limite expresso no decreto anterior

Regra futura: Secretaria da Fazenda editará portarias limitando as taxas de juros e os prazos máximos para as consignações

Controle do limite

Regra anterior: não havia um controle sistematizado, o que permitia ao servidor contratar operações que excediam a margem de desconto permitida

Regra futura: em novo sistema, servidor não conseguirá contratar novas consignações se atingir o limite do desconto em folha

Orçamento do RS prevendo déficit de R$ 2,7 bilhões é aprovado na Assembleia Legislativa

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Proposta apresentou resistência da oposição e acusações de inconstitucionalidade

Líder do governo, Frederico Antunes, defendeu a medida | Foto: Felipe Dalla Valle/Divulgação/CP

Com debates relacionados ao projeto de aumento de ICMS e dos efeitos climáticos no Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa aprovou o Orçamento para 2024 ontem por 33 votos favoráveis e 12 contrários. A peça do Executivo prevê déficit de R$ 2,7 bilhões e foi contestada pelos partidos de esquerda da oposição, que alega descumprimento das previsões constitucionais em áreas da saúde, educação, ensino superior e ciência e tecnologia. 

A bancada da federação que engloba os partidos PT e PCdoB tentou retirar o projeto da pauta, apontando, além deste ponto, mudanças de arrecadação que devem ocorrer no caso de aprovado o aumento da alíquota básica do ICMS para 19,5%, com votação prevista para dezembro. “Esse é um orçamento fictício, não condiz com a realidade. Isso significa darmos um cheque em branco para o governo de R$ 2,7 bilhões. Temos que ter projeções das receitas e das despesas de forma mais realista possível”, defendeu o líder da bancada do PT, Luiz Fernando Mainardi. O valor citado por ele, conforme a bancada petista, refere-se a soma dos valores que estariam aquém dos parâmetros das Constituições federal e estadual. 

Deputado da base governista, Cláudio Branchieri (Podemos) contestou a argumentação da oposição, alegando que não há inconstitucionalidade ao ler parecer da Cage, que entende que valores da contribuição do Estado ao regime dos servidores podem ser computados como gastos das áreas saúde e educação e não como gasto previdenciário, contemplado os valores legais. “Todos os governos usaram e continuam usando esse entendimento, então não é ilegal e não é imoral”, disse o líder do governo, Frederico Antunes (PP), citando também parecer da PGE, de 2012, ano da regulamentação dos percentuais mínimos, tendo amparado orçamentos de governos do PT. 

Na visão dos opositores, o governo se vale de números piores aos da realidade, a fim de alimentar uma narrativa de sucesso de sua estratégia na economia, movimento chamado por parlamentares petistas de “estelionato eleitoral”. Um exemplo é o orçamento deste ano, que prevê déficit de R$ 3,8 bilhões, devendo ter uma execução de superávit de R$ 6 bilhões . “Por que erra tanto? Será incompetência ou uma forma de aplicar a sua política, prejudicial à comunidade?”, questionou Mainardi. 

O próprio governo prevê que o fechamento das contas deste ano não deverá apresentar esse número, alegando, entre outros pontos, a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, que limitou o pagamento das parcelas da dívida com a União; da compensação pelo governo federal de parte das perdas provenientes da PEC dos Combustíveis; e da nova sistemática de arrecadação do ICMS dos combustíveis e da energia elétrica.

Mais um ponto batido pelas bancadas do PT e do PSol se refere à falta de recursos para mitigar efeitos das tragédias climáticas. Miguel Rossetto (PT) ressaltou que a peça prevê somente R$ 50 mil para fomento da infraestrutura da Defesa Civil estadual. Antunes afirmou que somente neste ano o governo do Estado já disponibilizou R$ 210 milhões em áreas atingidas pelas interpéries.

Foram aprovadas 1119 emendas anexadas ao projeto, com parecer favorável da Comissão de Finanças, do total de 1147. Frederico Antunes contestou também a bancada do PT que disse ter “todas” as emendas rejeitadas na comissão. O líder governista enfatizou ter aprovado mais de 250 emendas da oposição, realizando correções em algumas destas.

Confira como votaram os deputados:

Placar final: 33 a 12 Reprodução / YouTube ALRS

FONTEFelipe Nabinger/Correio do Povo

“Sentimento de orgulho e representatividade”, afirma chefe de Polícia no Dia da Consciência Negra

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Delegado Fernando Sodré, primeiro negro a comandar a Polícia Civil no RS, enfatiza importância das ações de combate ao racismo

Marcel Horowitz Correio do Povo

“Temos que conscientizar as instituições que nós podemos fazer diferente”, disse o delegado Sodré | Foto: Polícia Civil / CP

No Dia da Consciência Negra, comemorado nesta segunda-feira, o chefe de Polícia, delegado Fernando Antônio Sodré, enfatizou a importância das ações de combate aos crimes de racismo. Primeiro negro a comandar a Polícia Civil do Rio Grande do Sul desde o surgimento da instituição, no dia 3 de dezembro de 1841, Sodré ressalta que a conscientização também é uma das formas de se prevenir a ocorrência dos delitos relacionados à questão racial. No entanto, segundo ele, apesar dos avanços conquistados pela população negra nos anos recentes, o racismo estrutural ainda permanece como o maior obstáculo para a representatividade. 

“Temos que trazer um olhar diferenciado para as instituições que trabalhamos, trazer uma conscientização das pessoas para esse fenômeno que temos chamado, no Brasil, de racismo estrutural e institucional”, afirmou o delegado. “Temos que conscientizar as instituições, públicas e privadas, que nós podemos fazer diferente, pensar as pessoas de forma diferente, aproveitar a diversidade como um elemento transformador e melhorador das instituições como um todo.” 

O primeiro chefe de Polícia negro no RS também enfatizou que, ao ocupar o mais alto cargo da instituição, ele está representando outros do mesmo grupo étnico. O delegado espera que através das portas abertas pelo exemplo dele, mais pessoas negras possam conquistar posições de destaque. “Meu sentimento é de orgulho e consciência de que, quando um homem negro, ou mulher negra ou parda, chega a uma posição de representatividade, ele não vem sozinho, ele vem com um número de pessoas que há muitos anos vem buscando espaço, trabalhando e se dedicando para que possam ter relevância social. E quando se ocupa esse espaço, ele tem a responsabilidade de ser um representante também de todo esse grupo e permitir àquelas pessoas, que estão vindo depois de nós, que consigam se espelhar e se enxergar nessa posição de representatividade.” 

“Acho que se cada pessoa, que se conscientiza da realidade da questão racial no Brasil e consegue discutir serenamente com as pessoas, buscar que as pessoas percebam que nós precisamos rever algumas práticas, muitas delas históricas, arraigadas, que já vêm de várias gerações, isso precisa ser entendido pra que a gente possa, com muita serenidade e equilíbrio, de forma conjunta, transformar a sociedade. Fazer diferente passa primeiro pela conscientização, porque se as pessoas se conscientizam, a gente consegue o agir diferente e aí começa a transformação”, concluiu o Delegado Sodré.

Sindicato da Polícia Penal afirma que há déficit de agentes e superlotação no Presídio Regional de Bagé

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Com a saída da Brigada Militar da segurança das guaritas, a categoria passou a exercer mais uma função na casa prisional

JÔNATHA BITTENCOURT GZH

Diariamente, vários arremessos de objetos ilícitos são feitos de fora (à direita) para dentro do presídio de Bagé. Daniel Badra / Divulgação

Desde 1º de novembro, a segurança das passarelas e guaritas do Presídio Regional de Bagé, na região da Campanha, não é mais realizada pela Brigada Militar. Uma ordem de serviço publicada pela direção da casa prisional passou a função para os policiais penais.

A “troca da guarda” foi acompanhada pelo Sindicato da Polícia Penal do Rio Grande do Sul (Sindppen/RS), que tem criticado a forma como a substituição aconteceu. A entidade esclarece que não é contrária à atuação nas muralhas, mas exige o mínimo de condições de trabalho.

— O cobertor é muito curto. O déficit é muito grande. Então é óbvio que não temos como assumir essa nova atribuição sem novos colegas nomeados. Quem vai para as guaritas permanece por 12 horas, sendo que não temos o quantitativo mínimo na cadeia para cumprirmos as nossas funções principais — afirma o presidente do Sindppen/RS, Saulo Felipe Basso dos Santos.

Em entrevista a GZH, o dirigente sindical não deu mais detalhes para evitar uma exposição ainda maior das fragilidades da casa prisional. No entanto, ele afirma que a combinação de superlotação prisional com poucos servidores é uma “combinação perigosa”.

Com capacidade para 260 detentos, o local opera com 506 apenados, quase o dobro da capacidade. Os dados, de agosto deste ano, foram divulgados pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que, por motivos de segurança, não informa o número de policiais penais em atuação.

A própria estrutura do Presídio Regional de Bagé é alvo de críticas do sindicato da categoria.  Com um efetivo classificado como deficitário, evitar a entrada de todos os objetos ilícitos acaba se tornando humanamente impossível.

— É muito fácil o arremesso de celular, faca, droga, bebida alcoólica. Até uma criança consegue. No dia em que estivemos em Bagé, a informação era de que tinham acontecido cerca de 20 arremessos. De cada duas, três tentativas, eu te diria que uma acaba passando.

Os celulares que chegam às mãos dos detentos, por exemplo, acabam sendo utilizados para aplicar golpes, comandar o tráfico e ordenar crimes do lado de fora.

Cobranças encaminhadas ao Executivo e ao Judiciário

O Sindppen/RS apresentou um ofício à Susepe. No documento, além de cobrar providências com relação ao efetivo policial, a entidade ressalta que a Polícia Penal não possui regulamentação própria no Estado. Com isso, a categoria estaria atuando sem respaldo jurídico.

— Se um preso tenta fugir e um colega dá um tiro sem que essa função esteja devidamente regulamentada, o policial penal vai ter muitos problemas. Se no geral isso já acontece, imagina sem regulamentação — comenta o presidente Saulo Felipe.

O Tribunal de Contas do Estado foi notificado sobre a situação.

Hoje, 2.704 pessoas, aprovadas nas quatro etapas do concurso realizado em 2022, aguardam chamamento por parte do governo do Estado. Existe uma mobilização do grupo para que o Executivo ao menos anuncie um cronograma de nomeações — mesmo que o planejamento tenha que passar por ajustes de tempo em tempo.

Uma normativa do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabelece a quantidade mínima de um agente penitenciário para cada cinco presos. Os dados da Susepe dão conta da existência de 41.927 apenados no sistema prisional gaúcho. De forma geral, seriam necessários pouco mais de 8,3 mil servidores.

O déficit no Estado ultrapassa a marca de 3 mil agentes, segundo o sindicato.

O que diz o governo do Estado

A Secretaria da Administração Penitenciária se manifestou por meio de nota. Confira o posicionamento completo:

Somente em 2023, o governo do Estado já nomeou 544 novos servidores penitenciários, seguindo uma política permanente de qualificação do efetivo funcional das forças de segurança pública. Além disso, está em tramitação a ampliação do quadro de vagas de servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o que permitirá, a partir da possibilidade financeira do Estado, o chamamento de novos servidores.

Ainda, cabe salientar o investimento, por parte do governo, na melhoria das estruturas do sistema prisional. Mais de R$ 500 milhões já foram investidos, garantindo novas unidades prisionais, gerando vagas qualificadas, além de intervenções estruturais que melhorem as condições atuais dos estabelecimentos já existentes. 

Por fim, salientamos que a responsabilidade pela administração e segurança dos estabelecimentos prisionais gaúchos é da Susepe, que trabalha de forma gradual na retomada dessa atividade nas unidades que ainda contam com o apoio da Brigada Militar.

INVISIBILIDADE!!

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Foto Ilustrativa – Fonte: Brigada Militar

Dias atrás, após uma provocação de uma profissional de elevada qualificação e que exerceu funções institucionais de relevância em nosso Estado, agora dedicando-se com igual mérito nas lides jurídicas, passamos a rever a tradicional postura da invisibilidade que se apresenta, que aparece, para determinados setores dentro das próprias instituições e delas frente a outros ´|Órgãos ou poderes de uma sociedade. Que paradoxo, é invisível ou aparece.!?

Vamos imaginar de uma forma mais ampla, em um contexto suprainstitucional, em cenários nacionais, no qual as corporações precisam ter espaço, vez, voz, posição estratégica, oportunidade de levarem as aspirações, que são dos seus integrantes, do segmento ou área que estão vinculadas, mas também muitas da sociedade em geral.

Culturalmente, determinados grupos são mantidos sob uma manta, uma cúpula, escondidas, bloqueadas; não para protegê-los mas sim para abafá-los, para não permitir que eles possam ter expressão, que possam levar informações e conhecimentos que sejam úteis para a comunidade. Quem os mantém? Por que assim é processado? Não se quer permitir à sociedade também refletir e também discutir alguma realidade, a sua realidade, para avaliar se está ou não está em um caminho correto?

Esse quadro não é especifico a uma ou outra corporação, instituição, grupo de pressão, conjunto associativo …, algumas vezes segmentado; mas, ao contrário, muitas vezes, é generalizado.

O que realmente podemos visualizar com clareza é que há um “grupo de poder, de pressão” que estabelece essa visão de mundo e procura induzir a que todos os demais pensem da mesma forma, compreendam como eles querem, executem os passos pensados por eles, para que possam manter o status quo que lhes interessa.

Infelizmente é assim. Portanto refletir sobre isso é necessário, precisamos sair da bolha, “pensar fora da caixinha”.

Mas quem está no poder não permite, não deixa espaço para isso, ao contrário faz o possível para que tenhamos cada dia menos possibilidade de fazermos valer nossos direitos e garantias individuais. O discurso é bonito, a prática nem tanto.

Devaneios a parte, vamos a um ponto em concreto. Temos debatido há muitos anos sobre necessidade de restabelecermos a segurança jurídica das Polícias Militares frente ao concerto de Instituições de Estado, Constitucionalmente definidas, organizadas e protegidas, em prol da segurança pública e do ordenamento jurídico nacional. Como alcançar isso, uma das estratégias oportunas, exigência prevista na própria Constituição, é de termos uma normativa nacional vigente que dê corpo às Polícias Militares e Civis, na mesma linha, entre outros organismos. Mas vejamos neste momento o âmbito das Militares.

A Lei Orgânica é uma forma de avançarmos no debate, que é discutido por mais de cinquenta anos; muitas alterações normativas, estruturais e orgânicas aconteceram, o mundo é outro e até a aprovação ainda tantas outras irão ocorrer e não temos um ponto de partida.

Mas há forças contrárias, que estão atuando no sentido de que continue como está, sem definições claras, posicionamentos transparentes, políticas permanentes, possibilidades de regrarmos estruturas para cumprir missões de relevante valor para nosso País. Por quê?

Os discursos e as narrativas são para que não se estabeleça a nova legislação. Precisamos parar e pensar por que assim ocorre, quem ganhará com isso e quem perderá se a legislação não prosseguir sua caminhada; mesmo que inicial, mesmo que tenhamos necessidade de atualizar, renovar e revisar a médio e longo prazo?

Precisamos posicionar no meio do tabuleiro Instituições que são bases de um Estado Democrático de Direito, as Polícias Militares; Instituições que precisam ter a sua função constitucional definida como permanente, como Organismos do Estado, como segmentos e representação da sociedade, da defesa dos direitos fundamentais, da manutenção da ordem e da segurança pública.

Precisamos avaliar e fazer com que àqueles que querem desestabilizar o país, as estruturas, através das mais diversas ações (politicas, sociais, classistas, midiáticas…), tenham na contramão de suas estratégias nefastas ao país, Instituições sérias e pessoas que possam cumprir preceitos, com princípios e valores, que estão além das próprias leis, pois estão fundamentadas na moralidade, na ética e em interesses maiores da povo brasileiro.

Precisamos sair da invisibilidade, termos espaços para representar as aspirações institucionais e ir além disso, vencer com o que está sendo abafado pelos interesses diversos na costura da Lei Orgânica, na colocação de “jabutis”, na retirada de direitos fundamentais assegurados a todos e, portanto não devem ser retirados ou excluídos aos Militares Estaduais.

É necessário ir em direção a luz e passar pelo túnel, que está sendo apresentado a nossa frente. E não entrarmos em uma caverna que não nos levará a lugar algum.

Não podemos deixar de fortalecer ações, medidas e projetos que estejam voltados ao reconhecimento da história e das colunas que mantém a Instituição Brigada Militar, em nosso Estado do Rio Grande do Sul, firme e sendo a FORÇA DA COMUNIDADE! Caso contrário uma observação muito pertinente que recebi torna-se muito assertiva: “Nos próximos anos, muito provavelmente, sentiremos crescer algumas pressões para a nossa invisibilidade e extinção…….e como internamente a nossa história está se perdendo, também estamos ajudando nesse enfraquecimento.”

Infelizmente ou felizmente, precisamos vencer a cultura da invisibilidade.