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Anos 50. A década de ouro da Brigada militar

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-CONTINUIDADE – 2ª Parte (ver aqui a primeira parte)

Com o objetivo de dar continuidade as atividades da Brigada Militar nos anos 1950 passamos a elencar outros fatos. Aproveitando as comemorações dos 93 anos do Terceiro Regimento de cavalaria e divulgação através do Correio Brigadiano vamos falar um pouco de como se operacionalizou a construção daquele admirável prédio em Passo Fundo.

Evolução do 3º Regimento Cavalaria em Passo fundo e seu novo aquartelamento

O Terceiro Regimento de Polícia Montada – 3º RPMon – teve esta denominação através do Decreto nº 23.246 de 13 Ago 1974, mas a sua criação como Regimento de Cavalaria foi pelo Dec. 4.582 em 07 de Out de 1930 na cidade de Alegrete, portanto hoje com 93 anos. Foi criado e organizado num momento extremamente difícil ao Rio Grande do Sul, Brasil e mundo. No mundo porque as economias globais já se encontravam abaladas com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque ocorrida em outubro de 1929. No Rio Grande do Sul e Brasil com a revolução de 1930 que eclodiu em outubro tendo o Rio Grande do Sul como um dos três protagonistas do evento.

O Regimento foi criado dois dias antes de Getúlio Vargas deixar o governo do Estado do RS e logo após assumir o governo provisório do Brasil (03 novembro 1930) devido a deposição do Presidente Washington Luis em 24 out 1930. Passou por outras denominações como 2º Batalhão Policial (Dec. 12,280 de 21 Abr de 1961), 3º Regimento de Polícia Rural Montada (Dec. 19.466 de 16 Dez 1968). Permaneceu aproximadamente pouco mais de 3 meses em Alegrete e em 09 Jan de 1931 no final da tarde iniciou sua transferência para instalação definitiva em Passo Fundo onde chegou dia 11 Jan as 12015 h, na Vila Cruzeiro. Por cerca de 23 anos ficou instalado de forma precária em Alegrete e Passo Fundo até que em 10 dezembro de 1954 tem-se a inauguração de um novo prédio com uma área total de 3.057 m2 o qual teve iniciada sua construção em 1951. Na época o endereço era Avenida Mauá (posteriormente teve seu nome trocado para Avenida Presidente Vargas).

Foi um grande evento com a presença do governador Gen. Ernesto Dorneles, deputados, prefeitos, representatividade da sociedade e toda oficialidade. O mais marcante foi a saída dos velhos alojamentos de madeira deteriorados e anti-higiênicos em completa ruína. Aqui cabe salientar que devido às más condições, o Ten Cel Júlio Dalton Canabarro Trois informou ao comando que se não houvesse verba do Estado a construção sairia por meios próprios como de fato veio a acontecer. A obra veio a ser inaugurada na véspera de seu término tendo como comandante interino o Major Alfredo Rosa Prestes. O terreno foi doado pela prefeitura municipal, e toda mão de obra a quase totalidade dos materiais foi  fornecida pelo regimento como: os tijolos, areia, mosaicos, granitinas, aberturas. O edifício é composto de dois pavimentos acomodando todo o efetivo da sede. Toda construção ficou a cargo da Brigada militar sendo o projeto de autoria do Ten Cel Engenheiro Ernesto Krieger e a fiscalização da construção do 2º Ten Solon Pelanda Franco.

Em 14 junho de 1955 o Regimento recebe a visita do Comandante Geral Ildefonso Pereira de Albuquerque que inspecionou as instalações e o andamento final das obras. No que terminou sua visita ao Regimento foi inspecionar a Estação de Bombeiros naquela cidade o qual também foi construído pelo Regimento. Manteve contato com as mais altas autoridades da cidade, as quais só deram elogios aos integrantes do Regimento.

Em seu pronunciamento final disse: “Trabalho planejado e executado em equipe de dedicação e desprendimento como o realizado pelo 3º Regimento, conduz a uma profunda e serena meditação, que reafirma, mais uma vez, o quanto pode a UNIÃO, a COLABORAÇÃO HONESTA e do desejo de ser útil a uma coletividade. O 3º Regimento de Cavalaria tem o direito de se orgulhar da obra que construiu.”

Momentos marcantes do Regimento

Este Regimento nasceu em plena conturbação da segurança pública tendo participado de vários combates revolucionários em 1930 e novamente participando ativamente dos eventos nacionais em 1964 quando em 01 abril o Governador do Estado Ildo Meneguetti transferiu a sede do governo para este Regimento que na época se chamava 2º Batalhão Policial fazendo discurso pronunciamento a tropa e chamando o local de “QG da Libertação”. O regresso do Governador ao Palácio Piratini foi conduzido pelo Ten Cel Victor Hugo Martins com sucesso.

Outro grande acontecimento foi em 24 agosto de 1954 quando o Presidente Getúlio Vargas se suicidou. Houve em todo país convulsões e violências principalmente contra os órgãos de imprensa. Em Passo Fundo o órgão de Imprensa local era claramente contra Getúlio Vargas, sendo assim, a população se dirigiu ao centro da cidade para atos de vandalismo quando a Brigada Militar foi chamada para intervir. Por volta das 20 h num grande confronto da população com os brigadianos, o Aspirante Jenner Saldi de Oliveira Leite foi atingido fatalmente por um tiro de revólver. O policial militar tinha 25 anos e o fato ocasionou uma comoção geral no meio policial. Na Brigada Militar o Aspirante foi promovido “pós mortem” a 2º Tenente e também teve homenagem do povo de Passo Fundo o qual nomeou uma avenida com seu nome. A homenagem foi prestada dia 10 de dezembro 1954 na câmara de vereadores com a presença do governador do Estado, Secretário do Interior e da Justiça, Oficias da Brigada Militar e autoridades Federais, Estaduais e Municipais. A homenagem constou da inauguração de uma placa dando o nome daquele oficial a um rua daquela cidade, hoje avenida Aspirante Jenner. Fez uso da palavra o vereador Lamaison Porto, em nome da Câmara Municipal e o Comandante Geral falando em nome da Brigada Militar e da família do Oficial.

Reformas e novas construções seguem entre os anos de 1954/1955.

Na área de cavalaria houveram melhoras no 2º Regimento Cavalaria (Livramento) com a construção de novas baias e depósito de forragem. No Regimento Bento Gonçalves (Porto Alegre) um novo pavilhão de madeira com gabinete sanitário de alvenaria, um pórtico com portão de ferro e a construção de dois pavilhões em alvenaria.

No HBM/PA foram realizadas reformas no Pavilhão de Tisiologia. No Serviço de Intendência terminada a primeira parte das obras de administração e o seguimento da segunda etapa, no Centro de Instrução Militar foram reformadas as salas de aulas com piso de madeira em plano inclinado. Ainda se construiu o Edifício de apartamentos com quatro andares e cinco apartamentos por andar na rua General Câmara com Siqueira Campos. Construção de quarenta e seis casas de madeira para cabos e soldados na chácara das bananeiras em Porto Alegre e treze em Santa Maria. Na cidade de Santa Maria e Montenegro foram adquiridos prédios de alvenaria para os comandantes do 1º Regimento de Cavalaria e comandante do 5º Batalhão de caçadores.

Jorge Luiz Agostini – Cel Ref

Licenciado em História

Em protesto por reajuste, delegados suspendem entrevistas e divulgação de dados sobre operações policiais

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Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul demanda mais diálogo com o governo do Estado

LETÍCIA PALUDO GZH

No início de outubro, policiais civis protestaram por melhorias como reajuste e pagamento de horas extras em Porto Alegre. Mateus Bruxel / Agência RBS

A Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) decidiu, em assembleia realizada na sexta-feira (27), parar de dar entrevistas e divulgar detalhes à imprensa sobre operações policiais e número de prisões. Segundo o presidente da entidade, delegado Guilherme Wondracek, os associados estão insatisfeitos com o fato de que o governador Eduardo Leite divulga rotineiramente os resultados da segurança pública como forma de publicidade, mas não recebe a categoria para negociar reajuste salarial. Para protestar contra a falta de diálogo, a Asdep optou por represar as informações. 

A entidade afirma que, desde 31 de julho, quando Wondracek assumiu a presidência, foram enviados três ofícios solicitando audiência com o governo do Rio Grande do Sul para tratar do reajuste. Todos ficaram sem resposta. 

—  Isso desagrada a categoria. Nós reduzimos drasticamente os índices de criminalidade, mês a mês, temos cerca de quatro operações de grande porte por semana, até agosto tínhamos quase 10 mil presos. E o governo reconhece isso fazendo propaganda para si, mas não valoriza a categoria. O governador a toda hora se manifesta publicamente, vai ao Instagram e usa esses dados para falar da redução de criminalidade. Agora não vai mais poder usar, vamos tumultuar um pouco isso —  afirma Wondracek

A assembleia de sexta-feira contou com a participação de 200 dos cerca de 500 delegados em atividade que são membros da entidade. Na ocasião, também ficou decidido que o associado que não cumprir com a medida pode ser advertido e ter seus direitos suspensos.

—  A população não vai estar desassistida, a polícia vai seguir trabalhando, prendendo, fazendo inquéritos e atendendo as delegacias. Mas nós não vamos dar entrevistas, não vamos passar dados nem conversar previamente com a imprensa a respeito de operações para que ela possa acompanhar —  afirma o delegado Guilherme Wondracek, presidente da Asdep.

A reivindicação da categoria é a respeito do tempo sem reajuste salarial — a Asdep considera que isto não ocorre desde 2013. O catalizador que trouxe à tona o atual protesto é o fato de que a segurança pública ficou de fora do reajuste de 12,36% que foi aprovado esta semana para servidores vinculados ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Tribunal de Justiça Militar (TJM), Ministério Público (MP-RS), Defensoria Pública do Estado e Assembleia Legislativa.

— No ano passado, nós tivemos uma reposição de 6%, mas não reconhecemos como aumento pois não cobriu sequer as perdas inflacionárias de 2022. Portanto, estamos há quase 10 anos sem aumento. Muito se fala da “escassez de recursos”, mas essa escassez é seletiva, pois outras categorias tiveram aumento, enquanto que a segurança pública fica esquecida —  afirma Wondracek.

A Asdep demanda que o reajuste seja de pelo menos 12%, igualando-se ao que foi oferecido a outros órgãos públicos.

—  O que queremos é sentar com o governo e conversar para termos uma previsibilidade. Nós não queremos muito em pouco tempo, o que queremos é uma previsão “X% neste ano, Y% no outro ano”, mas o governo não nos recebe —  diz o presidente da entidade.

Contraponto

A reportagem fez contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública às 11h15min deste sábado (28) e aguarda retorno.

Outras demandas

Além de restringir as entrevistas e a divulgação de dados acerca do trabalho da Polícia Civil, delegados da Asdep também estão adotando uma outra medida, a de só fazer deslocamentos para outras cidades (para realizar prisões e outras diligências)  mediante pagamento antecipado das diárias. A queixa é que atualmente o pagamento das diárias chega a demorar um mês para ocorrer.

— É muito comum o servidor sair e ter que custear seu hotel e refeições e depois ter que ficar esperando pela boa-vontade do Estado. Então deslocamento agora só com diárias antecipadas —  conclui Wondracek.

Policiais Militares fazem surpresa para menino de três anos em Santa Cruz

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Pequeno Rafael é autista e tinha o sonho de conhecer a BM; ele recebeu presentes, tirou fotos e conheceu o interior da viatura

Por MILENA BENDER PORTAL GAZ

O pequeno Rafael, de três anos, foi surpreendido na tarde da última sexta-feira, 20. O menino, morador do Bairro Santa Vitória em Santa Cruz, recebeu a visita surpresa de policiais da Brigada Militar, após a mãe dele contar para uma das profissionais que o filho tinha o sonho de conhecê-los.

Rafael foi presenteado pelo sargento Schultz e os soldados Roziane, Durante e Werlang, com um leãozinho de pelúcia, uma camiseta, um copo e lápis de cor do Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Ele, que é autista, pode tirar fotos e conhecer o interior de uma viatura policial.

Tribunal Militar faz falta no Rio: desembargador associa ausência de órgão ao caos na segurança

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por Sociedade Militar

Na visão de Rúbio Paulino Coelho, presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, a crise no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro, evidenciada pela presença dominante de organizações criminosas e milícias em grandes áreas urbanas, pode ter conexão com a ausência de um Tribunal Militar destinado a julgar e destituir policiais envolvidos em corrupção e aqueles sob influência desses grupos.

Desembargador relaciona o colapso da segurança pública no Rio de Janeiro com ausência de Tribunal Militar

A falência do sistema de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, com ações de organizações criminosas e de milícias armadas dominando vastos territórios urbanos, pode estar ligada também à falta de um Tribunal Militar para julgar e expulsar policiais corruptos e cooptados.

Essa foi a abordagem feita pelo desembargador Rúbio Paulino Coelho, presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais.  A fala foi durante a abertura do Seminário Internacional “A Justiça Militar Contemporânea”, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, em conjunto com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum).

O desembargador pediu aos integrantes do encontro e ao CNJ uma reflexão sobre o assunto. A Justiça Militar brasileira é dividida em duas vertentes. A federal – Justiça Militar da União -, que tem o Superior Tribunal Militar (STM) como órgão máximo e que julga os crimes militares cometidos no âmbito das Forças Armadas; e as justiças militares estaduais, que julgam os crimes militares cometidos por militares das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares. Não há vinculação ou interdependência entre elas, a não ser um uso do Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar.

A Constituição Federal de 1988 prevê que os estados que têm um efetivo superior a 20 mil militares podem criar tribunal militar. No entanto, apenas três estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, possuem justiça militar própria, com um tribunal militar específico, como o Tribunal Militar do Estado de São Paulo. Os demais estados do país e o Distrito Federal não possuem justiças militares. Nessas unidades da federação,  crimes militares são julgados, em primeiro grau, em varas militares vinculadas ao Tribunais estaduais, com recursos a esses tribunais e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo Rúbio Paulino Coelho,  o estado do Rio de Janeiro não tem um tribunal militar para julgar seus maus policiais militares e bombeiros, que demoram tempo prolongado usando farda e a serviço do crime. Hoje, segundo ele, o estado possui uma única Vara Militar, dentro do Tribunal de Justiça do Estado, e uma única juíza, para dar conta da demanda. “Onde há tribunais militares, como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, não temos essa falência. Isso mostra que a celeridade em se julgar e expulsar os maus militares é essencial para a hierarquia e disciplina da tropa. Em Minas, por exemplo, demoramos 120 dias para julgar e expulsar oficiais e praças da PM envolvidos com o crime organizado”, disse.

O magistrado também citou que o estado da Bahia também não tem um tribunal militar e é outra unidade da federação em grave crise na segurança pública.

Abertura do Seminário

O Seminário Internacional “A justiça Militar Contemporânea”  foi aberto pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Marcello Tertto e Silva. Na mesa de honra também estiveram presentes o presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Francisco Joseli Parente Camelo, e presidentes dos tribunais militares dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Na plateia, ministros do STM, juízes federais da Justiça Militares, assessores jurídicos e servidores da Justiça Militar da União e CNJ. 

Tertto afirmou que a Justiça Militar do Brasil é um exemplo para o mundo e que, por falta de conhecimento e de informação, o próprio CNJ abriu, em 2010,  uma verdadeira investigação, para avaliar a existência da Justiça Militar e sua atuação. A ideia do CNJ era extingui-la. Mas após 90 dias de trabalho, o diagnóstico foi literalmente o oposto. A Justiça Militar saiu fortalecida, em razão, principalmente,  da sua importância para a disciplina, para hierarquia e para o normal funcionamento das Forças Armadas e das forças de segurança pública.

Em 2016, fruto desse novo entendimento, o CNJ criou, na presidência do ministro Ricardo  Lewandowski,  uma Comissão  Permanente de Aperfeiçoamento da Justiça Militar, com o objetivo de fazer estudos, diagnósticos  e propostas de novos normativos. 

“Tínhamos uma imagem turva sobre a Justiça Militar brasileira.  Aquele processo foi arquivado e hoje não temos qualquer sombra de dúvida sobre sua importância e pertinência para o nosso país”. 

O presidente do STM, ministro Francisco Joseli, também fez uso palavras e disse, por seu turno, que a Justiça Militar da União (JMU) é  de fundamental importância, inclusive para o Estado Democrático de Direito ao manter firmes os pilares básicos de disciplina das Forças Armadas. 

Ele também falou de projetos em trâmite no Congresso Nacional, que visa modernizar a Justiça Militar brasileira.

https://www.stm.jus.br/informacao/agencia-de-noticias/item/13275-falta-de-justica-militar-no-estado-do-rio-de-janeiro-pode-estar-contribuindo-para-o-colapso-da-seguranca-publica-diz-desembargador

Intercâmbio: cadetes da Brigada do RS visitam a Polícia Militar de SC

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Por ASCOM | PMSC

Fotos: Aurélio de Oliveira

A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) recebeu na tarde desta quinta-feira, 50 cadetes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (BM-RS). A visita aconteceu na sede do comando geral, em Florianópolis, e tem o objetivo de fazer um intercâmbio de diretrizes operacionais e administrativas. Os cadetes se formam no próximo dia 17 de novembro no posto de Capitão.

O oficial responsável pela comitiva é o oficial da Academia, Capitão do Quadro de Oficiais do Estado Maior (QOEM), Eder Silveira da Silva. Os cadetes ficarão dois dias em Florianópolis, mas antes, já estiveram conhecendo o trabalho da Polícia Militar do Paraná (PMPR). “Essas visitas são importantes para que eles possam conhecer as rotinas de trabalho das polícias co-irmãs ao nosso Estado”, afirmou o capitão Silva.

Recepcionaram os cadetes do Rio Grande do Sul o subcomandante-geral da PMSC, coronel Alessandro José Machado, o chefe do Estado-Maior-Geral, coronel Jailson Aurélio Franzen, e o secretário de Coordenação Operacional, tenente-coronel Frederick Rambusch.

O subcomandante-geral da PMSC desejou as boas vindas aos cadetes da Brigada Militar. “Essa troca de conhecimentos aplicados de acordo com a realidade de cada Estado é fundamental para que possamos evoluir no nosso trabalho. Que os senhores e as senhoras, quando estiverem em seus postos sejam favoráveis a esse tipo de intercâmbio. Só assim garantiremos um futuro profícuo para as nossas corporações”, afirmou o subcomandante da PMSC.

Zanin libera concurso da PM-DF após fim de restrição para mulheres

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Audiência de Conciliação resultou na retirada do limite de vagas

Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta quinta-feira (26) a retomada do concurso da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão foi tomada após audiência de conciliação entre as partes envolvidas para retirar do certame a regra que fixou limite de 10% de participação de mulheres no efetivo da PM.

Com o fim da restrição, as próximas etapas do concurso poderão prosseguir, e as mulheres deverão concorrer entre vagas de ampla concorrência. O concurso está suspenso desde 1º de outubro, quando Zanin deferiu liminar protocolada pelo PT para contestar uma lei do Distrito Federal que fixou limite de 10% de participação de mulheres no efetivo da corporação.

No início desta semana, Zanin já havia determinado a suspensão do concurso público para a Polícia Militar do Rio de Janeiro pelo mesmo motivo. No entendimento do ministro, as mulheres devem concorrer entre a totalidade das vagas disponíveis. “O percentual de 10% reservado às candidatas do sexo feminino parece afrontar os ditames constitucionais quanto à igualdade de gênero”, afirmou Zanin em sua decisão.

Concurso mudou edital | Foto: Marcello Casal Jr / ABr / Divulgação CP

Avô dedicado e apaixonado pela profissão: quem era o sargento da BM morto em assalto em Rivera

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Paulo Aloir da Luz, 56 anos, morador de Sapiranga, na Região Metropolitana, deixa a esposa, três filhos e três netos

LETICIA MENDES GZH

Na casa onde vivia com a esposa e o filho caçula, Paulo Aloir da Luz, 56 anos, tinha fotografias dos três netos — de nove, cinco e dois anos — espalhadas pelos cômodos. Era uma das formas de demonstrar afeto. Na semana passada, o policial militar morador de Sapiranga, na Região Metropolitana, saiu da residência, no bairro Centenário, para seguir até Rivera, no Uruguai, numa excursão de compras. Entre os itens que pretendia adquirir, estava uma bicicleta, que seria o presente de aniversário de um dos meninos.

No último sábado, dia 21, o sargento Aloir, que há 35 anos se dedicava à Brigada Militar, estava de folga, na cidade uruguaia. Criminosos armados interceptaram a van onde ele, outros dois passageiros e o motorista estavam. Durante o roubo, um dos criminosos ficou impaciente com a porta do veículo que não abria, por um defeito, e disparou na direção do policial. Atingido no tórax e no abdômen, o sargento foi hospitalizado às pressas a cerca de 600 quilômetros de casa. A família estava a caminho de Rivera, quando recebeu a notícia de que Paulo Aloir não havia resistido.

Dois dias depois, o corpo do policial chegou ao Cemitério Amaral Ribeiro, em Sapiranga, no caminhão dos bombeiros. Familiares, amigos e colegas se despediram do sargento do Comando Rodoviário da Brigada Militar.

—  No velório, as pessoas vinham me abraçar e diziam: “Teu pai conseguiu tal coisa pra mim, me ajudou”. Ele não era assim só em casa. Nas enchentes, saía para cima e para baixo. Era um cara do bem, sensacional, tranquilo. Eu já falava isso para ele. Ele deixou um legado de bondade, honestidade, de vontade de trabalhar para construir as coisas — descreve a filha Bruna Flores da Luz, 33 anos.

Apaixonado pela profissão

Natural de Tenente Portela, no Noroeste, Paulo Aloir serviu ao 2º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em São Borja, na Fronteira Oeste, em 1986. No ano seguinte, a convite de um irmão, mudou-se para a Região Metropolitana, onde os dois abriram uma lancheria, em Sapiranga. Foi quando conheceu Geneci, que se tornaria sua esposa por mais de três décadas.

Em 1988, Paulo Aloir atendia na lancheria, na Rua Rolante, quando um jovem policial entrou no estabelecimento. Durante a conversa, o atendente confidenciou que tinha interesse em seguir carreira na BM, e foi incentivado. O sonho se concretizou em 25 de agosto daquele ano. Nas muitas vezes em que os dois se encontraram no trabalho, Paulo Aloir mencionava esse encontro decisivo.

O policial começou o trabalho em Campo Bom e Sapiranga, no policiamento. Em 2008, passou a atuar no Comando Rodoviário, também em Sapiranga. A mudança de lotação deixou a família um pouco mais tranquila, por entender que o novo posto traria menos risco. Em 2014, o soldado foi promovido a terceiro-sargento, e em dezembro de 2021 se formou como segundo-sargento, função que ocupava atualmente. Aloir já poderia ter se aposentado, mas postergava o momento.

— Ele optou por seguir porque amava aquela farda. “Se eu parar, eu vou ficar doente”, ele dizia. De tanto que ele amava o trabalho dele, a rotina, a corporação. Tínhamos muito orgulho dele. Uma pessoa muito honeste, trabalhadora. Não faltava no trabalho. Semana passada, estava com dor de garganta, febre, e não quis faltar para não prejudicar os outros — diz Bruna.

Despedida

Arquivo Pessoal / Divulgação
O sargento Paulo Aloir ao lado da filha Bruna, do caçula Gustavo (direita) e o mais velho Jean (esquerda).Arquivo Pessoal / Divulgação

Além de Bruna, Paulo Aloir e Geneci tiveram dois filhos: Jean, com 34, e o caçula, Gustavo, 22. A família se reunia todos os domingos para o almoço, e costumava a ir a eventos sempre junta. Paulo Aloir adorava cozinhar e receber pessoas em casa. Não necessitava de motivo especial para preparar um churrasco. O filho mais velho diz que, apesar do momento difícil, os relatos dos colegas e amigos sobre o pai ser considerado “uma grande pessoa, um irmão” amenizam um pouco o sofrimento.

— Com certeza, o pai partiu sabendo o quanto era amado e querido por todos que o rodeavam. O mesmo se dava em relação ao trabalho, que embora não falasse, sabíamos que a profissão era a vida dele — afirma Jean.

A nora, Claudia Becker, 33 anos, diz que foi acolhida na família como uma filha, e descreve o sogro como “uma pessoa maravilhosa”, que contagiava todos que o rodeavam.

— No trabalho, era reconhecido por todos como uma pessoa excepcional. Hoje, lidamos com um momento extremamente difícil, de uma vida injustamente interrompida. É complicado externar nosso sentimento de perda. Mas precisamos também dizer o quanto somos agradecidos a Deus por ele ter nos possibilitado conviver com alguém de coração tão bom, tão puro, disposto a ajudar a todos a sua volta — afirma Claudia.

Avô zeloso

Embora tivesse dificuldade em pensar na aposentadoria, Paulo Aloir sabia que essa hora iria chegar. A expectativa era de que isso acontecesse no próximo ano. Para ocupar e aproveitar esse período, o sargento planejava comprar uma casa na praia. Todos os anos, a família viajava junta para Santa Catarina e precisava alugar algum imóvel.

— Queria ter um lugar para ir. Ele, a mãe e as crianças — diz Bruna.

Quando o filho dela nasceu, em 2013, Bruna ainda estava cursando a faculdade de Administração — o pai sempre incentivou os três filhos a estudarem. Paulo Aloir e Geneci ajudaram a criar Eduardo, o primeiro neto. Seguiram auxiliando quando a filha precisava se ausentar para trabalhar. De manhã, antes da escola, o menino ia para a casa dos avós.

— Vô, o que a gente vai fazer hoje? — indagava o garoto na chegada.

Eduardo completa 10 anos em novembro. O avô estava preocupado com a organização da festinha e se comprometeu a presentar o menino com uma bicicleta. Antes de ir a Rivera, pesquisou diferentes modelos na internet. Na mesma viagem, também queria comprar, entre outros produtos, um ar-condicionado para o quiosque de casa.

— Ele era maravilhoso. Como pai, já era um doce. Com os netos, então. Ele amava aquelas crianças. No verão, comprava boias para a piscina, picolés, era uma algazarra. Ele amava aquilo tudo — recorda a filha.

Sargento não reagiu

O crime que resultou na morte de Paulo Aloir é investigado de forma conjunta pelas polícias do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Ao ouvir testemunhas do crime, os investigadores descobriram que, apesar de estar armado, o sargento não reagiu ao assalto. Ao interceptar a van, os bandidos anunciaram o roubo e, ao se incomodarem com a demora para que a porta do veículo fosse aberta, atiraram. Além do policial, outro passageiro foi baleado na perna.

Os criminosos fugiram levando uma mochila com dinheiro e o celular de uma passageira da van. O carro e o telefone foram encontrados em uma casa na cidade de Santana do Livramento, no lado brasileiro. O caso é tratado como latrocínio, que é o roubo com morte. Uma das possibilidades investigadas é de que os assaltantes tivessem informações sobre o transporte de dinheiro na van.

Primeiro Congresso Estadual de Direito Militar

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Promovido pela Comissão Especial de Direito Militar da OAB/RS, o evento foi realizado junto ao auditório da Ordem, em Porto Alegre. O congresso, teve início no dia 25/10/23 com suas finalidades de aprofundar os temas relacionados ao Direito Militar, em suas várias áreas, além de servir de integração com os operadores do direito e as instituições militares.

A exposições por meio dos painéis contemplaram temas como:

– A Saúde mental dos policiais e seu impacto no trabalho

– Controvérsias em procedimentos processuais penais: processo penal militar e processo penal comum.

– Natureza jurídica do processo administrativo disciplinar e suas consequências processuais

– Proteção social dos militares: Revisão das reformas por invalidez e incapacidades.

O presidente da CEDM, TCel. RR. e advogado Evandro Horn, realizou a abertura do evento as 09:30, realizando uma vasta exposição sobre a importância da primeira edição entre várias iniciativas que pretende realizar a frente da CEDM juntamente com todos os integrantes que detém extenso histórico de dedicação neste ramo do direito, agradecendo o empenho e participação de todos.

TCel. RR. e advogado Evandro Horn

O Presidente da CEDM, foi sucedido pela Ministra do Supremo Tribunal Militar Des. Elizabeth Rocha que participou de forma online.

Em entrevista ao Jornal Correio Brigadiano as principais autoridades presentes se manifestaram a respeito dos debates. O TC. Dr. Evandro Horn, presidente da CEDM dentre outros pontos destacou que ficou cumprida a principal tarefa da comissão: – Integrar e debater.

– A temática do Direito Militar, precisa ser objeto de cada vez mais estudo e atualizações e o objetivo foi minimamente alcançado, graças principalmente a fina qualificação dos expositores, acrescentou o presidente.

Participação das Corregedorias

Ambos os corregedores, da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do RS, definiram o congresso como sendo de grande importância, tendo em vista a temática (direito militar), que tem uma correlação afeta aos militares estaduais quando trata de seus direitos e deveres e à sociedade em geral que é detentora de serviços prestados por estes profissionais e suas instituições.

Cel. Vladimir Luis Silva da Rosa – Corregedor-Geral da BM
Cel. Julimar Fortes Pinheiro – Corregedor-Geral do CBMRS

Participação das Entidades

Ten Cel QOEM Roger Nardys Vasconcellos – Presidente da ASOFBM participou do evento como painelista sobre o tema Proteção Social dos Militares.

Participação do TJM-RS

– Eventos iguais a esse devem ocorrer com muito mais frequência, advertiu o presidente do Tribunal de Justiça Militar do RS, Dr. Amilcar Fagundes Freitas Macedo.

– Temos, no RS, especificamente, poucos advogados com formação na área do Direito Militar, por vários motivos, talvez um deles seja a ausência deste ramo de direito nas faculdades, o que pode não atrair a especialização nesta área.

Ocorre que estamos a tratar de mais de 30 mil militares estaduais que regram suas condutas por direitos e deveres especialíssimos.

Apenas analisando este ponto, se justifica este congresso de grande magnitude, finalizou.

Des. Amilcar Fagundes F.Macedo – Presidente do TJMRS
Cel Douglas – Subcomandante-Geral
Representantes de Entidades – Larrossa, Cel Ibis, Ten Neto

BM estoura laboratório do tráfico com 57 pés de maconha

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Prisão por tráfico de drogas

Na noite desta quarta-feira (25/10), por volta das 21h, policiais militares do 19º Batalhão de Polícia Militar estouraram um laboratório que era utilizado para cultivo de maconha, na Vila Maria da Conceição na Zona Leste da capital.

No local foram apreendidos 57 pés de maconha.

O ambiente sofisticado, como se vê nas imagens, possuía sistema de cultivo com utilização de luzes artificiais e sistema de climatização, que possibilitavam o desenvolvimento das plantas em ambiente fechado, o que propiciava o cultivo de forma sigilosa.

Um homem de 35 anos e com antecedentes criminais por tráfico de drogas, e por recepção de veículo foi preso.

Bolsa-Formação: inscrições para os cursos de capacitação abrem nesta quinta (26)

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Os interessados podem se candidatar através da plataforma SINESP – https://seguranca.sinesp.gov.br/sinesp-seguranca/login.jsf – Foto: Divulgação/SSP

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informa que serão abertas à 0h desta quinta-feira (26.10) as inscrições para o projeto Bolsa-Formação, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2) destinado para capacitação dos agentes da segurança pública. Os interessados poderão se registrar até este sábado (28). O edital pode ser conferido na íntegra (clique aqui). Os candidatos devem cumprir os requisitos previstos em edital para participar do processo seletivo dos treinamentos e receber a bolsa.

As inscrições foram abertas após o Rio Grande do Sul ter manifestado interesse em aderir ao Bolsa-Formação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao todo, serão disponibilizadas 100 mil bolsas no valor de R$ 900 para capacitar os agentes de segurança em todo o país.

“O Estado considera muito importante a capacitação dos servidores e valoriza os trabalhos de qualificação dos nossos efetivos. Vamos seguir sempre buscando o aprimoramento das políticas de segurança. Esta parceria com o governo federal vai ao encontro das diretrizes adotadas pela SSP para reforçar ainda mais a segurança dos gaúchos”, destaca o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron.

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Texto: Kelly Cavedon Zaniol/Ascom SSP

Edição: Lucas Rivas/Ascom SSP