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SENADO ADIA VOTAÇÃO DE NOVA LEI PARA A POLÍCIA MILITAR

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O Senado adiou nesta terça-feira (31) a votação da nova lei para a Polícia Militar (PM). O texto estabelece regras gerais para serem seguidas pelas corporações de todo o país, incluindo o Corpo de Bombeiros militares.

Sem acordo em certas partes do projeto, o presidente do senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), transferiu a votação para a próxima terça-feira (7). Segundo ele, o interesse do Senado é aprovar o mesmo texto da Câmara para não adiar a transformação do projeto em lei.

As discussões nessa semana foram afetadas pelo fato de os senadores estarem em uma semana de sessão semi-presencial. Congressistas com críticas a partes do projeto não estão em Brasília, como por exemplo, Esperidião Amin (PP-SC).

Relatado pelo líder do PT no Senado, Fabiano Contarato (ES), o projeto foi alvo de críticas da sociedade civil pelo que foi indicado como brechas para o controle civil das corporações. Leia a íntegra do relatório com o aval da CCJ.

A tramitação é um aceno do governo Lula aos profissionais de segurança pública. Também vem em um momento que o tema é amplamente discutido pela situação do Rio de Janeiro, que mobiliza o governo federal.

O texto avança em pontos importantes para a organização das PMs. Um deles é a manifestação política. Atualmente, cada regimento estadual da Polícia Militar coloca regras próprias a serem seguidas sobre o tema.

Com o projeto, será proibido manifestar opiniões ou participar de ações político-partidárias utilizando símbolos militares, incluindo fardas, armas, viaturas ou insígnias. Também não poderão se filiar a partidos ou sindicatos, já que a carreira tem como base a hierarquia militar.

Por outro lado, a proposta de nova lei da PM deixa brecha para que as secretarias de Segurança Pública sejam extintas. Esse é o modelo do Rio de Janeiro, criticado pela falta de planejamento na área e que agora vive emergência com conflitos por parte de milícias.

Congresso em Foco

Senado aprova reajuste salarial de 18% para segurança pública do DF

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Pagamento da recomposição será feito em duas parcelas.

Por Kevin LimaBeatriz Borges, g1

O Senado aprovou em Plenário, nesta quarta-feira (1º), o projeto que reajusta em 18% o salário de bombeiros e policiais civis e militares do Distrito Federal. Já aprovada na Câmara, a proposta seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o projeto, a recomposição salarial das forças de segurança do DF será feita em duas parcelas:

  • 1ª parcela: 9% de reajuste, paga quando o governo editou medida provisória (entenda mais abaixo);
  • 2ª parcela: 9% de reajuste, em janeiro de 2024.

O reajuste, acordado entre o governo federal e o governo do DF, será pago com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Pagamento

A primeira parte da atualização salarial foi possível em julho, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin, então presidente em exercício, editou uma medida provisória que autorizava o pagamento. No entanto, a MP perde validade em novembro.

De acordo com a proposta, o pagamento da primeira parcela vai representar impacto orçamentário de R$ 372,2 milhões até o fim deste ano. Já a segunda deverá custar R$ 685 milhões até o fim de 2024.

Além da recomposição salarial nas forças de segurança do DF, o projeto também autoriza reajuste para:

  • quadros em extinção de policiais e bombeiros militares do Amapá, de Rondônia e de Roraima — extintos territórios federais;
  • quadros do antigo Distrito Federal, com pagamento em parcela única.

Indenização

O texto também autoriza o GDF a criar uma indenização a bombeiros e policiais militares e civis do DF — ativos, inativos e pensionistas — por desgastes orgânicos e mentais relacionados ao exercício das funções.

O financiamento dessa compensação não poderá impactar os recursos destinados pelo FCDF e deverá estar previsto no Orçamento do Distrito Federal. O projeto permite, ainda, que a cessão de militares e policiais civis do DF para cargos comissionados ou de confiança no Poder Legislativo.

“A proposição, dessa forma, demonstra atenção à realidade vivenciada pelos integrantes das forças policiais do Distrito Federal e lhes confere amparo adequado”, escreveu o relator, senador Weverton (PDT-MA).

Mobilização policial põe em xeque a maior vitrine do governo Leite

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Delegados e agentes querem abertura de negociações sobre salários, horas extras e carga de trabalho, que é intensa

HUMBERTO TREZZI GZH

Passeata de policiais civis pede melhores condições salariais e de escala de trabalho. Mateus Bruxel / Agencia RBS

Os policiais civis gaúchos já começaram a seguir a decisão tomada em recente assembleia da Associação de Delegados da Polícia Civil (Asdep), no sentido de não avisarem a mídia sobre operações. Alguns vão além e nem sequer falam dos resultados ou de inquéritos em andamento. 

É uma pressão sobre o governador Eduardo Leite, no sentido de que sejam abertas negociações sobre salários, horas extras e carga de trabalho, que é intensa. Muitos departamentos especializados — como os que combatem homicídios, narcotráfico, roubos e crimes do colarinho branco — realizam até quatro operações por semana, o que significa madrugadas em claro e dias extenuantes.

A verdade é que a segurança pública é vitrine para Leite, talvez a área em que o governo é mais bem-sucedido. Todos lembramos como o número de homicídios e roubos de carro deu saltos exponenciais em meados da década passada. As guerras de facções estavam no auge, com cabeças cortadas e jogadas pelas ruas. 

Medidas para sanear esse cenário foram tomadas ainda no governo José Ivo Sartori (MDB), mas foi na gestão Leite que iniciativas estruturais de combate ao crime organizado ganharam mais espaço, como o programa RS Seguro (que prioriza investimentos em efetivos policiais nos 23 municípios com maiores indicadores criminais e problemas sociais). 

Além de canalizar agentes para esses pontos, o governo lançou mão de outras iniciativas, como cercamento eletrônico (monitoramento de tráfego de veículos por vídeo, que permite seguir carros em situação irregular). Foram incrementados também gabinetes de gestão que unem forças municipais, estaduais e municipais.

O resultado tem sido a queda nos principais indicadores de crimes, como homicídios, latrocínios e roubos de carros (embora existam esporádicas flutuações para cima, em alguns números). Cientes disso, policiais civis querem reajustes salariais, horas extras pagas em dia (reclamam que demoram a receber) e operações que não sejam tão desgastantes fisicamente.

O governador Leite fez um primeiro movimento de agrado aos policiais. Apresentou, na segunda-feira (30), proposta de alterações na carreira, que abrange também PMs e bombeiros. Serão cortados alguns cargos iniciais de agentes e delegados (com menores salários) e criados cargos dos últimos níveis de carreira (que ganham mais). O mesmo é feito na Brigada Militar e no Corpo de Bombeiros, que terão mais oficiais graduados e menos intermediários.

Os policiais consideram isso pouco e mantém a mobilização, inclusive expondo poucos dados das suas ações para a mídia. Lógico que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem informado os resultados dos atos contra o crime, mas de forma numérica. Não é o mesmo que um repórter acompanhar e detalhar uma investigação — fluxo que até semana passada era usual, mas que foi interrompido nesta semana. A ver como avançam as negociações.

Decreto aumenta imposto de armas de fogo e munições para até 55%

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Medida publicada nesta terça-feira (31) pode gerar arrecadação de até R$ 1,1 bilhão em 3 anos, segundo o governo. Em julho 2022, tabela publicada por Bolsonaro previa alíquota de 29,25% para armas.

Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

O presidente Lula (PT) publicou um decreto nesta terça-feira (31) que altera a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre armas de fogo e munições. Com as mudanças, as alíquotas irão variar entre 25% e 55%.

O decreto altera uma tabela publicada em julho de 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, de acordo com a tabela, o IPI sobre armas de fogo era de 29,25%.

Conforme o decreto, a alíquota subirá para 55% para armas como revólveres, pistolas, espingardas, carabinas. Spray de pimenta e outros equipamentos também sofrerão o mesmo reajuste.

Já para cartuchos e suas partes, a alíquota de IPI foi reajustada para 25%. Em julho de 2022, o imposto era de 13%.

O Palácio do Planalto informou que a mudança na alíquota pode gerar uma arrecadação de até R$ 1,1 bilhão em três anos. Confira a seguir a projeção:

  • R$ 342 milhões em 2024;
  • R$ 377 milhões em 2025;
  • R$ 414 milhões em 2026.

O governo disse ainda que a medida tem como objetivo contribuir para o desarmamento da população civil, recadastramento de armas em circulação e combate à criminalidade.

“A política de recadastramento de armas permitidas e de uso restrito contabilizou em cinco meses 939 mil armas recadastradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, 99% do total”, disse o governo.

Apesar de o decreto ter sido publicado nesta terça-feira, a medida passa a ter efeito apenas no primeiro trimestre de 2024.

IPE Saúde isenta servidores do Estado a partir de 50 anos de valores em consultas com urologistas durante o Novembro Azul

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Medida é válida para funcionários com 50 anos ou mais

GZH

Em ação para conscientizar e alertar sobre o câncer de próstata, o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (IPE Saúde) irá isentar de coparticipações funcionários com 50 anos ou mais que realizarem consultas com urologistas em novembro. Informação foi divulgada pelo governo do Estado na tarde desta terça-feira (31).

Conforme o comunicado, os servidores terão direito a uma consulta e a “isenção é garantida automaticamente”. Ação faz parte do Novembro Azul, mês de conscientização contra o câncer de próstata.

Os servidores que se enquadram nos requisitos devem procurar um médico que seja credenciado na rede IPE Saúde e agendar a consulta. Neste link, a instituição disponibiliza uma ferramenta de busca para identificar os médicos credenciados. Confira os critérios para ter acesso ao benefício:

  1. Ter a partir de 50 anos
  2. Estar com o IPE Saúde ativo
  3. Agendar a consulta em novembro, com um urologista

“A campanha está sendo realizada pelo terceiro ano consecutivo e busca incentivar a procura por profissionais e os cuidados com a saúde para otimizar a prevenção às doenças masculinas, em especial com o diagnóstico precoce do câncer de próstata”, declarou o governo em nota emitida no site.

Câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens no Brasil. Situada abaixo do abdômen, entre a bexiga e o reto, a próstata é uma glândula “do tamanho de uma maça”, que apenas os homens possuem e é responsável por produzir parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides.

Cerca de 75% dos casos registrados em todo o mundo são em idosos. Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir um centímetro cúbico) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

*Produção: Lucas de Oliveira

Artigo- O ensino superior na Brigada Militar

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 ENSINO SUPERIOR NA BRIGADA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: DO ETHOS MILITAR À FORMAÇÃO POLICIAL-MILITAR 

 (1969-1997) 

 AUTOR: MOACIR ALMEIDA SIMÕES 

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, do Instituto de Humanidades, Ciências, Educação e Criatividade, da Universidade de Passo Fundo (UPF), como requisito para a obtenção do grau de doutor em História. 

INTRODUÇÃO

A tese aborda o processo de transformação do Ensino Superior na Brigada Militar, do Estado do Rio Grande do Sul, representado pelo Curso de Formação de Oficiais (CFO), no período de 1967 a 1997. Nesta perspectiva para que se compreenda a projeção do ensino institucionalizado torna-se indispensável estabelecer relação com a destinação institucional de polícia militar no seu devido tempo evolutivo ou histórico, por onde se identifica a origem determinante das transformações ocorridas e de sentido verificadas no contexto histórico.

Na mesma busca destaca-se a percepção dos reflexos na formação profissional consubstanciada nos atos de polícia e experiências obtidas na execução da operacionalidade policial e a interação como decorrência do ofício PM atuante perante a sociedade. Considerada a base onde ocorre a prestação dos serviços de segurança pública do dia a dia.

O Curso de Formação de Oficiais (CFO) em funcionamento desde o ano de 1942, objeto deste estudo, progressivamente foi sendo modificado no seu sistema curricular com vista à formação policial-militar orientada no devido tempo. Sem mudar seus conceitos básicos de natureza militar até quando isso foi possível, ante à necessidade de conciliar com a atividade de natureza policial em ascensão. As polícias militares embora tenham migrado para o policiamento, continuaram com suas características de corporações militares.

Assim, do início da década de 1970 em diante, o foco voltava-se para a implementação da formação de oficiais de polícia militar, que nesse tempo fundamentava-se na nova missão atribuída às polícias militares, centrada na atividade de policiamento ostensivo. Perspectiva que sem sombra de dúvidas representava o principal fator de transformações.

Portanto, o desenvolvimento deste estudo busca a compreensão de como se processaram as transformações ocorridas no curso de formação de oficiais (CFO) da Brigada Militar e da sua

operacionalização em função da nova sistemática curricular de polícia militar, instrumentalizada por meio da legislação específica baixada pela União.

Autor:

MOACIR ALMEIDA SIMÕES

Governo propõe alterações nos quadros da Segurança Pública com ampliação de vagas para promoções

Projetos transformam cargos vagos de nível inicial em postos do topo das carreiras de PC, BM e CBMRS

Propostas foram apresentadas à base aliada em encontro no Palácio Piratini – Foto: Gustavo Mansur/Secom

O governador Eduardo Leite apresentou, aos deputados da base aliada na Assembleia Legislativa, um conjunto de projetos para promover ajustes nos quadros de pessoal de instituições da Segurança Pública e possibilitar a ampliação de promoções (a serem anunciadas em dezembro). O encontro ocorreu na noite de segunda-feira (30/10), no Palácio Piratini.

Pelas propostas, vagas dos níveis iniciais de ingresso na Brigada Militar (BM), na Polícia Civil (PC) e no Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), que hoje não estão ocupadas, serão transformados em cargos dos níveis finais das carreiras.

As medidas estão alinhadas, também, à estratégia do governo de unificar os territórios de ação regional da PC e da BM, por meio das Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs). As RISPs foram criadas em decreto publicado em junho para facilitar a articulação entre as duas forças. Assim, a criação de novos postos de chefia permitirá, além das promoções, a uniformização dos cargos de liderança nos Comando Regionais de Policiamento Ostensivo (CRPOs) da BM e nas Delegacias Regionais da PC que compõem as regiões integradas.

“É um avanço importante para melhorar a integração das nossas polícias e valorizar os servidores – que muito merecem, especialmente por conta dos importantes resultados que temos obtido na redução da criminalidade. Os indicadores são os melhores da década e, às vezes, até do registro histórico de alguns tipos de crime”, afirmou Leite. “Contamos com a aprovação da Assembleia Legislativa para, logo em seguida, realizarmos as promoções.”

Leite  alterações nos quadros da Segurança Pública
“É um avanço importante para melhorar a integração das nossas polícias e valorizar os servidores”, disse Leite – Foto: Gustavo Mansur/Secom

Propostas

Na Brigada, o projeto reduz o número de cargos de capitão (primeiro nível do quadro de oficiais) de 566 vagas (das quais 143 estão ocupadas) para 531. A mudança, de apenas 35 cargos, não irá prejudicar a existência de vagas disponíveis para o ingresso na carreira de oficial (já que não estão ocupadas), e permitirá a criação de oito cargos de coronel, 16 de tenente-coronel e dois de tenente-coronel do quadro de saúde.

Para a Polícia Civil, o projeto é semelhante. No caso dos delegados, a proposta extingue 32 cargos de 1ª classe (nível de entrada) para criar 24 cargos de 3ª e 4ª classes (dois últimos níveis). Para inspetores e escrivães, 100 cargos de 1ª classe que hoje estão vagos serão transformados em 52 cargos de 3ª e 4ª classes e de comissário, topo da carreira.

Nos Bombeiros, ao reduzir 10 cargos de major, o projeto permite a criação de oito cargos de tenente-coronel e coronel, e mais 12 de capitão. A proposta transforma ainda 162 vagas atualmente desocupadas no quadro de soldados em 40 cargos de tenente, topo da carreira de nível médio da corporação.

Juntas, as alterações nos quadros de BM, PC e CBMRS também irão resultar em economia com pagamento de remunerações – um total de R$ 562 mil por ano. Os projetos estão em fase de finalização e devem ser enviados pela Casa Civil à Assembleia Legislativa nos próximos dias.

“É importante ressaltar: essas alterações não farão com que tenhamos nenhum policial, brigadiano ou bombeiro a menos atuando nas ruas, porque faremos a transformação de cargos com vagas que hoje não estão ocupadas. É uma forma de otimizar o quadro das corporações, valorizar nossos servidores e, assim, oferecer uma segurança ainda melhor para toda a sociedade”, reforçou o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom
Edição: Felipe Borges/Secom

https://estado.rs.gov.br/inicial

Armas de grosso calibre e munições são apreendidas em apartamento na zona sul de Porto Alegre

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Fuzil, submetralhadora e espingarda foram recolhidos por policiais da 1ª Delegacia de Homicídios da Capital durante investigações

LETICIA MENDES GZH

Um possível local de armazenamento de armas usado por uma facção foi descoberto pela equipe da 1ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre. Agentes encontraram dentro de um apartamento no bairro Restinga, na Zona Sul, três armamentos com alto poder de fogo, munições e outros apetrechos usados pelo grupo criminoso. Durante a ação, um suspeito de tráfico de drogas foi preso nas proximidades.

Os policiais estavam no bairro realizando buscas por um foragido, com mandado de prisão por homicídio. Durante as apurações, receberam informações sobre um local que estaria sendo usado pela facção que domina o tráfico do local, como ponto para guardar armas, que seriam empregadas na segurança do grupo e durante ataques a rivais. 

— Foram feitas investigações preliminares para confirmação do local. Quando a equipe entrou, já conseguiu visualizar os armamentos e houve a apreensão — detalhou a delegada Clarissa Demartini, titular da 1ª Delegacia de Homicídios. 

Dentro do apartamento, os agentes localizaram um fuzil T4, uma espingarda de calibre 12 e uma submetralhadora. Também foram encontradas mais de cem munições de fuzil, além de balaclavas (máscaras), coletes balísticos, rádio transmissor e camisetas idênticas às da Superintendência dos Serviços Penitenciários. É comum o crime organizado fazer  uso de fardamentos semelhantes aos de forças da segurança. 

Preso mil

Na sequência dessa localização das armas, um homem foi preso nas proximidades com uma quantia de maconha. Com este flagrante por tráfico de drogas realizado neste caso, chegou a mil o número de pessoas presas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) neste ano. 

— A apreensão realizada representa um impacto significativo ao grupo criminoso e dela se depreende o modus operandi que já é conhecido, qual seja, a tentativa de subsidiar o êxito do ataque com os criminosos se passando por integrantes das forças de segurança — disse o diretor do DHPP delegado Mario Souza. 

Uma das suspeitas da polícia é de que quem estava no apartamento armazenando as armas tenha escapado pouco antes da chegada dos policiais. 

— São armas que se tem muito cuidado no armazenamento e somente homens de confiança conseguem ficar com este tipo de arma, quer seja armazenando, quer seja à disposição. Uma apreensão assim mostra a vulnerabilidade que o crime acaba apresentando, e a força de segurança atuando para de fato desmantelar e desarmar esse grupo criminoso — disse a delegada. 

A polícia dará seguimento à investigação para identificar a origem dessas armas e os fornecedores, assim como entender o motivo por que estavam naquele local, se o grupo se preparava, por exemplo, para algum ataque ou se o apartamento era usado como depósito pela facção. As armas, que apresentavam numeração raspada, serão encaminhadas para análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP). 

— Para nós, essa apreensão é relevante por dois aspectos. Primeiro, pelo poder de fogo que essas armas têm, são armas de grosso calibre, que geram um dano muito maior do que aquelas que ordinariamente a gente acaba apreendendo, que são as pistolas. E segundo porque acaba tendo um impacto grande na organização criminosa, por conta do valor que esse armamento representa. É uma diminuição do poderio bélico — diz a delegada.

Governador Eduardo Leite enviará projetos sobre educação e segurança à Assembleia Legislativa

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Governador Eduardo Leite durante encontro com a base aliada | Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

Iniciativas foram apresentadas a deputados nesta noite. Amanhã, está prevista uma coletiva

Taline Oppitz e Mauren Xavier Correio do Povo

O governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou aos deputados aliados, na noite desta segunda-feira, detalhes de propostas relacionadas à educação e aos servidores da segurança pública que serão enviadas à Assembleia Legislativa nos próximos dias. Nesta terça-feira, o Palácio Piratini marcou uma coletiva de imprensa para apresentar balanço de ações na área. Além de Leite, deverão participar da apresentação as secretarias estaduais Izabel Matte (Obras Públicas) e Raquel Teixeira (Educação). 

Na apresentação aos deputados, Leite fez um balanço das ações relacionadas à educação. Importante lembrar que o governador defende essa como a “bandeira” da sua segunda gestão estadual. Além disso, falou sobre os projetos legislativos que estão em construção. Leite destacou uma proposta de emenda Constituição (PEC) e quatro projetos de leis. 

A PEC busca fazer adequações à Lei de Diretrizes Básicas (LDB) e, segundo ele, organizar a rede estadual. Entre os pontos estão definir “educação básica obrigatória” dos 4 a 17 anos. Permitir escolas com ensino fundamentla com apenas anos iniciais ou apenas anos finais.

Um dos projetos de leis trata da gestão das escolas e prevê mudanças no processo de seleção de diretor de escola, incluindo curso de 60 horas e prova, para que sejam habilitados à votação direta. As outras propostas são sobre o ensino médio em tempo integral; ensino profisisonal e técnico e o Conselho Estadual de Educação. 

Servidores da segurança pública 

O governo também apresentará propostas relacionadas às carreiras da segurança pública. São projetos que envolvem a Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros. 

Segurança Pública do Rio Grande do Sul ganha reforço de 62 viaturas

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Frota será distribuída entre Instituto-Geral de Perícia (IGP), Brigada Militar e Polícia Civil

Marcel Horowitz Correio do Povo

Frota é resultado de investimentos de R$ 18 milhões | Foto: Guilherme Almeida

A chuva não atrapalhou a cerimônia de entrega de viaturas para três instituições da Segurança Pública, nesta segunda-feira, em frente ao Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre. Ao todo, o Executivo Estadual entregou 62 veículos ao Instituto-Geral de Perícia (IGP), Brigada Militar e Polícia Civil. Além dessas, segundo o governador Eduardo Leite, outras 30 viaturas também foram adquiridas pela bancada gaúcha na Câmara Federa, totalizado uma frota com 92 automóveis.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a compra das viaturas é resultado de um investimento de R$ 18 milhões. Os veículos, ainda de acordo com a pasta, serão empregados em 33 municípios gaúchos. 

“É importante dizer que essas são viaturas semiblindadas, pois também é preciso dar segurança aos que fazem a nossa segurança. É fundamental que os servidores tenham a possibilidade de enfrentar o crime com recursos técnicos e tecnológicos que permitam a redução da criminalidade, sempre preservando a vida dos nossos policiais”, declarou Leite. “Com isso vamos conseguir enfrentar desde os pequenos homicídios do interior até os grandes crimes de outras regiões, reconhecendo a capacidade dos homens e mulheres das nossas Forças de Segurança.”

Do total de veículos, 40 foram destinados para a BM, 16 para a PC e 6 para o IGP. As aquisições foram viabilizadas com recursos provenientes de verbas de emendas parlamentares federais, do programa Avançar, do Plano de Investimento, do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Piseg), do Fundo de Reconstituição de Bens Lesados do Mistério Público, do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Ministério Público do Trabalho.

“Com a chegada das novas viaturas, vamos qualificar ainda mais a segurança da população gaúcha, garantindo um atendimento e uma pronta resposta mais rápidos e eficazes”, afirmou o secretário Sandro Caron, titular da SSP.

Foram adquiridos modelos SUV Duster, Pick Up L200 e Fiat Scudo. Serão contemplados os seguintes municípios: Alegrete, Alvorada, Anta Gorda, Antônio Prado, Aratiba, Bento Gonçalves, Bom Princípio, Camaquã, Capela de Santana, Caxias do Sul, Charqueadas, Encruzilhada do Sul, Erechim, Estrela, Getúlio Vargas, Gramado, Montenegro, Nova Prata, Nova Roma do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santo Ângelo, São Jerônimo, Sapucaia do Sul, Taquara, Três Coroas, Uruguaiana e Vacaria.