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Volta do policiamento comunitário em Caxias depende da formação de nova companhia da BM

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Autorização para reformar antiga sede da corporação na Zona Leste e chegada de novos PMs é aguardada pelo comando do 12º BPM

Placa com a escrita “Polícia Comunitária” em japonês foi colocada na antiga estrutura da 1ª Cia, no Parque dos Macaquinhos em 2016, durante visita de policiais japoneses ao Brasil. A unidade foi reformada e a placa está em fase de revitalização. Brigada Militar / Divulgação

PAULA BRUNETTO GZH

O retorno do policiamento comunitário em Caxias do Sul é um dos objetivos do atual comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM). Porém, para colocá-lo em prática. a unidade de Caxias precisa de reforço de soldados e reativar uma companhia na área leste da cidade. 

Atualmente, segundo o tenente-coronel Ricardo Moreira de Vargas, comandante do 12º BPM, levando em consideração o efetivo previsto e o disponível para realização das atividades de policiamento ostensivo e guardas de presídios, apenas 42% do contingente está preenchido no batalhão caxiense:

—  Sabemos que é difícil completar todo o quadro organizacional do batalhão, mas entendemos que seja possível a vinda de no mínimo cem PMs, em abril de 2024, o que possibilitaria a criação de mais uma companhia e, com isso, a reativação do policiamento comunitário em zonas estratégicas da cidade.

Vargas reforçou que uma proposta de alteração no quadro organizacional do batalhão, com a previsão de acréscimo de uma nova companhia ao 12º BPM, já foi enviado para o escalão superior da Brigada Militar (BM). O pedido sugeriu a reforma de uma antiga sede policial localizada na zona leste de Caxias e a complementação de novos soldados. Aguarda-se o retorno dos pedidos. 

O policiamento comunitário consiste basicamente na união da Brigada Militar com a comunidade caxiense para o combate e a prevenção de crimes, o que pode ocorrer com apoio ou não do poder público. Em alguns bairros e distritos mais afastados da área central, o objetivo é que os policiais morem nesses pontos e possuam uma ligação direta com aquela região. 

Para implantar novamente o modelo de atuação na cidade, a ideia é, segundo Flori Chesani Júnior, atual subcomandante do 12º BPM, dividir a área total de uma região em áreas menores, com responsabilidade atribuída a um grupo de policiais, sem causar despesas financeiras de grande monta. Com isso, permitir a proximidade com moradores colocando a moradia desses policiais nos pontos atendidos.

O tenente-coronel Vargas salienta que a principal preocupação é o tamanho da extensão territorial de Caxias do Sul. A área do município, segundo ele,  é três vezes maior do que a de Porto Alegre, com localidades distantes da área urbana que necessitam da presença diária de policiais. 

Japão é referência no policiamento comunitário

Trio de policiais do RS que visitou o Japão: Reni Onirio Zdruikoski (E),  Luciano da Cunha Verissimo(C) e Flori Chesani Júnior (D).

Trio de policiais do RS que visitou o Japão: Reni Onirio Zdruikoski (E),  Luciano da Cunha Verissimo(C) e Flori Chesani Júnior (D).

Arquivo pessoal Flori Chesani Júnior / Divulgação

 japoneses que trabalham com policiamento comunitário na modalidade Koban.

 japoneses que trabalham com policiamento comunitário na modalidade Koban.

Arquivo pessoal Flori Chesani Júnior / Divulgação

Visita de policiais japoneses na 1ª Cia de Caxias do Sul, em junho de 2016.

Visita de policiais japoneses na 1ª Cia de Caxias do Sul, em junho de 2016.

Brigada Militar / Divulgação

Até final de 2017, a BM tinha uma parceria com a prefeitura, onde o município pagava os custos de moradia do policial comunitário. Contudo, na gestão do ex-prefeito Daniel Guerra, a Procuradoria-Geral do Município suspendeu o convênio.  

Antes deste rompimento, Caxias tinha uma relação positiva com o policiamento comunitário. Em 2015, o então capitão Flori Chesani Júnior, hoje major, foi ao Japão para conhecer o funcionamento da policia de lá. O país asiático é referência mundial neste tema e naquele ano tinha um termo de cooperação com o Brasil oportunizando que policiais do Rio Grande do Sul, do Mato Grosso e de São Paulo conhecessem o trabalho deles.

— O policiamento comunitário baseia-se na crença de que os problemas sociais terão soluções cada vez mais efetivas, na medida em que haja a participação de todos na sua identificação, análise e discussão — explica Chesani.

Em sua visita ao Japão, o subcomandante conheceu os sistemas de policiamento Koban e Chuzaisho. Chesani diz que Koban é uma modalidade de policial que fica em áreas urbanas onde há maior circulação. 

 Além da atividade de polícia ostensiva, os policiais cuidam de crianças que se perderam, orientam as pessoas que não conseguem encontrar o caminho, mantêm os bens perdidos para os proprietários coletarem e ouvem as preocupações dos moradores locais. Com isso a ação preventiva de combate à criminalidade e a prestação de serviços de utilidade pública contribuem para o eficiente gerenciamento da ordem pública e o rápido atendimento em casos de emergência — detalha o oficial.

Já os policiais da modalidade Chuzaisho atuam e moram em áreas mais afastadas. Além de ser um posto policial como um koban, os policiais também residem neles com as suas famílias. 

Arquivo pessoal Flori Chesani Júnior / Divulgação
Polícia Comunitária do Japão.Arquivo pessoal Flori Chesani Júnior / Divulgação

— Em síntese, pode-se dizer que polícia comunitária é uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona uma parceria entre a população e a polícia, baseada na premissa de que tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos e até mesmo a decadência dos bairros, com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida na área  — cita Chesani, ao relembrar dos ensinamentos repassados pelo japoneses.

Segundo o subcomandante do 12º BPM, um grupo de líderes japoneses também esteve em Caxias para retribuir a visita naquela época. Em um desses eventos, em junho de 2016, a BM fez uma homenagem colocando na sede da 1ª Companhia, no Parque dos Macaquinhos, uma placa escrita em japonês que significa Polícia Comunitária. Devido à reforma necessária na estrutura física da companhia, o símbolo foi levado para reparos e ainda não retornou ao batalhão.

Contato próximo com comunidade já é um trabalho realizado em Caxias

Patrulha escolar monitora e reforça a segurança em ambientes de ensino de Caxias.

Patrulha escolar monitora e reforça a segurança em ambientes de ensino de Caxias.

Joel Arrojo / Brigada Militar / Divulgação

Módulo da 1ª Cia no Parque dos Macaquinhos, em Caxias. Essa é a chamada base fixa da BM

Módulo da 1ª Cia no Parque dos Macaquinhos, em Caxias. Essa é a chamada base fixa da BM

Brigada Militar / Divulgação

Proerd capacita estudantes e professores para ações de prevenção contra as drogas.

Proerd capacita estudantes e professores para ações de prevenção contra as drogas.

A ideia do policiamento mais próximo da comunidade já é adotado por Caxias do Sul, de acordo com Chesani. Como exemplo, ele aponta para os trabalhos desenvolvidos pela Patrulha Escolar, pelas bases comunitárias fixa e móvel, pela Patrulha Maria da Penha e pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). 

A Patrulha Escolar atua no ambiente de ensino de forma ostensiva e com apoio da comunidade escolar. Inclusive, em Caxias, há presença do cão policial Konan para a atividades lúdicas e de segurança entre os estudantes. Na base fixa comunitária, trabalham policiais no atendimento diurno com rotinas operacionais de atendimento ao público, como por exemplo registros de ocorrências, além de dar suporte aos demais policiais das ruas. No município há os módulos do Parque dos Macaquinhos e do Cinquentenário. 

Já a base móvel são grupos de até quatro policiais que utilizam veículo de grande porte, como  micro-ônibus adaptado com estrutura para o atendimento ao público. Esse veículo é estacionado em espaços públicos de referência, em raio de ação delimitado. Como exemplo desta base, é a unidade montada constantemente na Praça Dante Alighieri.

Ainda há, no 12º BPM, a Patrulha Maria da Penha, que funciona com policiais militares treinados para execução de ações para prevenir a violência contra mulheres, o que consiste, por exemplo, em visitas sistemáticas às vítimas e p atendimento especializado às ocorrências envolvendo a violência doméstica. No caso do Proerd, o objetivo é desenvolver uma ação conjunta entre o policial militar devidamente capacitado, professores, especialistas, estudantes, pais e comunidade para impedir e reduzir o uso de drogas e a violência na comunidade escolar.

14 de Outubro é aniversário do Museu da Brigada Militar

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Valorizar, preservar e contar a nossa história é a única forma de mantê-la viva na memória de qualquer geração. A Brigada Militar, uma instituição perene que caminha para fechar dois séculos de fundação, jamais poderá esquecer dos que construíram sua história de galhardia e pujança. E é ao MUSEU DA BRIGADA MILITAR, que cabe o papel de manter o legado físico da nossa história, museu que hoje completa 38 anos.

ANIVERSÁRIO DO MUSEU DA BRIGADA MILITAR

O Museu da Brigada Militar foi oficialmente criado na data de 14 de outubro de 1985, por meio do Decreto Estadual nº 32030 assinado por Jair Soares governador do Estado, concretizando, assim, a ideia concebida em 1947 pelo Ten. Hélio Moura Mariante.
Em sequência ocorre a instalação do Museu, em 1987, no prédio da Linha de Tiro, na avenida Aparício Borges, em Porto Alegre. No ano de 2001 o acervo foi transferido para o endereço atual, quando então passa a ser disposto em prédio histórico tombado na Rua dos Andradas, nº 498 no Centro Histórico da Capital do Estado.
Na data da comemoração do 38º ano de criação do Museu da BM lembramos a intenção do Cel. Hélio Moura Mariante em preservar a história e guardar a memória da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Deste modo, enfatizamos que o intuito de resguardar as peças museológicas e incentivar a memória social da instituição Brigada Militar perfaz nossa orientação.

IMAGENS: Museu da Brigada MIlitar

Policial militar atropelado em Caxias do Sul recebe alta e se recupera em casa

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Jonatas Ari de Lima Mota foi atingido por motorista que furou bloqueio, no dia 13 de setembro

Marcel Horowitz Correio do Povo

Brigadiano de 32 anos foi levado em estado grave para o hospital de Caxias do Sul no dia 13 de setembro Foto: Reprodução

A Brigada Militar confirmou que o soldado Jonatas Ari de Lima Mota, atropelado por um criminoso em fuga no dia 13 de setembro, já recebeu alta e se recupera em casa, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Segundo a instituição, o brigadiano de 32 anos saiu do Hospital Pompeia há cinco dias, e seguirá fazendo sessões de fisioterapia em sua residência. 

De acordo com o tenente coronel Ricardo Vargas, comandante do 12º BPM, Mota ainda caminha com dificuldade e faz uso de muletas. Também conforme o coronel, a expectativa é que, dentro de seis meses, o soldado consiga voltar a andar normalmente. 

Por conta do atropelamento, o policial militar teve costelas fraturadas e o pulmão perfurado. Ele chegou a ficar internado em estado grave na UTI, onde passou por cirurgia e teve um dreno inserido no pulmão, para retirada de sangue e água. Conforme os médicos do Hospital Pompeia, apesar da gravidade do caso, o paciente respondeu bem ao procedimento, por ser jovem e ter bom condicionamento físico. 

O motorista que atropelou o PM foi baleado no ombro e também chegou a ser internado. Na data do ocorrido, ele dirigia um Fiat Palio roubado e furou o bloqueio durante uma perseguição policial, na rua Luiz Michelon, no bairro Nossa Senhora de Lourdes, atingindo o soldado com o veículo. Após receber alta, o criminoso foi preso preventivamente e não tem previsão para ser colocado em liberdade. 

Entidades e Frente Parlamentar de Vereadores unem esforços para demandas da categoria

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Foto: ASSTBM

A frente parlamentar de vereadores(a) policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Sul, reuniu-se nesta manhã (11) com as entidades de classe representativa (ASSTBM, ABAMF, AOFERGS, ASPRA e ABERGS). A reunião ocorreu na sede central da ASSTBM/POA com a presença de vereadores da Segurança Pública, presidentes e diretores das entidades.

Entre as demandas do colegiado agora formado, conforme postado no site da ASSTBM, temos:

A inclusão na lei orçamentária (LOA) a inclusão da previsão de reposição de 32% das perdas inflacionárias;

A alteração no PL 467/2023 que muda valor do vale refeição, e ao mesmo tempo retira a possibilidade de pagamento de etapa alimentação dos Policiais e Bombeiros, que na pratica reduz salário em vez de conceder aumento;

E outras demandas gerais e permanentes das entidades.

Confronto termina com quatro criminosos mortos no interior de São Marcos

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A organização criminosa, formada por indivíduos possuidores de diversos antecedentes policiais era oriundos de Caxias do Sul

Jornal Semanário

Um confronto entre policiais do 4º Batalhão de Polícia de Choque e criminosos no interior de São Marcos, resultou na morte de quatro suspeitos na noite de segunda-feira, 9 de outubro. O fato ocorreu na localidade de Pedras Brancas.

Segundo a Brigada Militar, após receber informações de que uma quadrilha, especializada em furto e roubo de veículos, estava na localidade a bordo de um veículo Nissan Versa, equipes se deslocaram até o endereço e encontraram os suspeitos.

Na tentativa de abordagem, já na BR-116, os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo em direção as viaturas. Foi então que os policiais militares revidaram e efetuaram disparos que acabaram matando os quatro homens que estavam no veículo.

Durante o trabalho, a Brigada Militar encontrou uma pistola e dois revólveres com os suspeitos. Nenhum policial militar ficou ferido. Ainda, de acordo com as informações divulgadas, os mortos integravam uma quadrilha de Caxias do Sul que, além de roubar os veículos, ainda extorquia as vítimas.

Após a situação ser controlada, uma equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionada e compareceu ao local para realizar os levantamentos de rotina.

Foto: Brigada Militar / Reprodução

Governo encaminha PL do vale refeição vedando pagamento cumulativo com outras despesas com alimentação.

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Neste ano, governo não fará reajuste linear de salários do funcionalismo em razão do cenário das finanças Mateus Bruxel / Agencia RBS

O PL 467/2023 que altera valores do vale-refeição do executivo foi encaminhada a ALRS para apreciação. Destaca-se o artigo 2º – IV, que diz não poder ser acumulável com outras benefícios da mesma finalidade, e ai temo a etapa alimentação dos servidores, um valor maior que este aumento proposto pelo vale.

Projeto de Lei nº 467 /2023

Poder Executivo

Dispõe sobre o auxílio-refeição dos servidores do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul. (SEI 15125- 0100/23-2)

Art. 1º Fica autorizada a instituição de auxílio-refeição, pago em pecúnia, de caráter indenizatório, aos servidores públicos civis ativos ocupantes de cargo efetivo ou cargo em comissão e aos temporários contratados sob o regime estatutário, em efetivo exercício nos órgãos da administração direta do Poder Executivo ou em suas autarquias, bem como aos militares estaduais ativos, inclusive os temporários, nas hipóteses e na forma definidas nesta Lei.

Parágrafo único. O auxílio-refeição destina-se a subsidiar as despesas com a refeição do servidor, sendo-lhe pago diretamente.

Art. 2º O auxílio-refeição não será:

I.- incorporado à remuneração para quaisquer efeitos;

II.- configurado como rendimento tributável e nem sofrerá incidência de contribuição para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS/RS);

II- caracterizado como salário-utilidade ou prestação salarial in natura;

IV- acumulável com outros benefícios de espécie semelhante, incluindo-se vantagens pessoais originárias de qualquer forma de auxílio ou benefícios destinados a subsidiar despesas com refeição, e a diária de alimentação e a etapa de alimentação de que tratam, respectivamente, as Leis n° 8.178, de 14 de outubro de 1986, e 6.196, de 15 de janeiro de 1971.

    § 1° O servidor fará jus a um único auxílio-refeição, independentemente da carga horária exercida, inclusive em razão de acúmulo regular de cargos, empregos ou funções.

    § 2° O auxílio-refeição pode ser percebido cumulativamente com as diárias devidas em razão do afastamento temporário do servidor da sede, em objeto de serviço.

    Art. 3° O valor mensal do benefício corresponderá a:

    I- R$ 366,60 (trezentos e sessenta e seis reais e sessenta centavos), a contar de 1°/10/2023;

    II- 400,00 (quatrocentos reais), a contar de 1°/05/2024.

    § 1º O servidor fará jus ao auxílio na proporção dos dias trabalhados.

    § 2° Para os efeitos desta Lei, não são considerados dias trabalhados os períodos de afastamento temporário do cargo, emprego ou função a qualquer título, ressalvados os dias de falta justificada, licença por acidente em serviço e os afastamentos em virtude de casamento e luto.

    § 3° Fica o Poder Executivo autorizado a editar atos normativos para reajuste do valor a que se refere o caput, condicionados à existência de dotações orçamentárias e à observância das disposições do artigo 169 da Constituição Federal, da Lei Complementar Federal n° 101, de 4 de maio de 2000, e da Lei Complementar n° 15.756, de 8 de dezembro de 2021.

    Art. 4° Aplicam-se as disposições desta Lei aos empregados públicos em atividade nos órgãos da administração direta do Poder Executivo ou de suas autarquias, desde que não percebam outros benefícios de natureza similar de qualquer origem, incluindo-se outros atos normativos, instrumentos de negociação coletiva ou títulos judiciais, observado o inciso IV do artigo 2° desta Lei.

    Parágrafo único. Os empregados públicos a que se refere o caput poderão manifestar opção pela renúncia aos benefícios de natureza similar atualmente percebidos para fins de recebimento do auxílio- refeição instituído por esta Lei.

    ED61FD84                                                                                     09/10/2023 11:02:50                                                                 Página 1 de 2

    Art. 5° Os extranumerários ativos e os estagiários vinculados aos órgãos da administração direta do Poder Executivo ou de suas autarquias perceberão o auxílio-refeição nas hipóteses e na forma definidas nesta Lei.

    Art. 6° Não fazem jus ao benefício de que trata esta Lei os titulares dos mandatos de Governador e Vice-Governador do Estado e os Secretários de Estado.

    Art. 7° Na Lei n° 6.196, de 15 de janeiro de 1971, no art. 64, o § 1° passa a vigorar com a seguinte

    redação:

    “Art. 64 ………….

    § 1º Fica o Poder Executivo autorizado a editar atos normativos para reajuste do valor a que se refere este artigo, condicionados à existência de dotações orçamentárias e à observância das disposições do artigo 169 da Constituição Federal, da Lei Complementar Federal n° 101, de 4 de maio de 2000, e da Lei Complementar Estadual n° 15.756, de 8 de dezembro de 2021

    ………..”

    Art. 8° Na Lei n° 8.178, de 14 de outubro de 1986, no art. 4º, o § 2° passa a vigorar com a seguinte

    redação:

    “Art. 4º ……………….…

    ………………………

    § 2º Fica o Poder Executivo autorizado a editar atos normativos para reajuste do valor a que se refere este artigo, condicionados à existência de dotações orçamentárias e à observância das disposições do artigo 169 da Constituição Federal, da Lei Complementar Federal n° 101, de 4 de maio de 2000, e da Lei Complementar Estadual n° 15.756, de 8 de dezembro de 2021.

    ……………..”

    Art. 9° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Art. 10. Ficam revogadas:

    1. – a Lei n° 10.002, de 06 de dezembro de 1993;
    2. – a Lei n° 11.468, de 27 de abril de 2000;
    3. – a Lei n° 11.802, de 31 de maio de 2002;
    4. – a Lei n° 13.429, de 05 de abril de 2010;
    5. – a Lei n° 13.997, de 29 de maio de 2012;
    6. – a Lei n° 14.272, de 22 de julho de 2013;
    7. – a Lei n° 14.681, de 20 de janeiro de 2015;
    8. – a Lei n° 14.815, de 30 de dezembro de 2015;
    9. – a Lei n° 15.011, de 13 de julho de 2017;
    10. – a Lei n° 15.718, de 27 de setembro de 2021;
    11. – a Lei n° 15.917, de 23 de dezembro de 2022.

    Novo presídio para policiais do RS vai separar militares por hierarquia e tipo de pena

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    A atual casa prisional, chamado de Batalhão de Polícia de Guarda, fica no bairro Partenon, na Capital, e tem capacidade para 66 apenados

    GABRIEL JACOBSEN E LUCAS ABATI GZH

    Atual presídio policial militar, em Porto Alegre, tem 66 vagas, das quais 23 estão livres. Vitor Rosa / RBS TV

    O governo do RS afirma que a construção de uma nova prisão exclusiva para policiais militares, com custo estimado de R$ 27 milhões, permitirá manter em separado os presos de acordo com os tipos de penas que cumprem e conforme as suas hierarquias. Atualmente, todos os militares presos estão no mesmo ambiente carcerário.

    Na sexta-feira (6), GZH revelou que o novo espaço será financiado por meio de permuta de 12 imóveis com a construtora responsável por erguer a estrutura.

    Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) apontou que a construção do novo presídio é um pedido do Ministério Público (MP). Ainda de acordo com a SSP, o órgão de fiscalização cobra do Estado o respeito à lei de execuções penais.

    “Com capacidade para 146 vagas, o novo presídio atenderá as determinações do MP prevendo alas separadas para abrigar presos provisórios ou definitivos tanto do regime aberto, semiaberto e fechado. O local também será dividido com setores para presos do sexo masculino e feminino e ainda contará com subdivisões para oficiais e praças”, diz trecho da nota encaminhada pela SSP (veja íntegra ao final).

    Segundo o Ministério Público, o pedido foi feito em uma ação civil pública, que tramita na Justiça, mas ainda sem resolução de mérito. Ou seja, não há determinação judicial para que o presídio seja construído.

    Titular da Promotoria de Execução Criminal, a promotora Gislaine Rossi Luckmann foi a responsável pelo pedido judicial. Ela sustenta que o espaço atual é um antigo alojamento que está improvisado como presídio, o que fere a lei de execução penal.

    — O local que hoje é chamado de presídio não é apropriado. Não é por falta de vagas. Mesmo sobrando alojamento, as vagas não são adequadas — disse a promotora. 

    De acordo com o governo do Estado, o atual presídio policial militar tem 66 vagas, com 25 disponíveis.

    O que diz a SSP

    A Secretaria da Segurança Pública enviou nota a GZH. Leia a íntegra:

    “Para atender a Lei de Execução Penal, a Brigada Militar iniciou em 2019 o primeiro projeto para construção de um presídio militar. Em 2020, o Estado encaminhou processo de inexigibilidade junto a empresa Verdi, que detém um método construtivo exclusivo de presídios, para realizar a obra através de permuta de imóveis do Estado do Rio Grande do Sul pela área construída.

    Em dezembro de 2004, um antigo alojamento militar passou a operar provisoriamente com 66 vagas como Presídio Policial Militar, localizado no complexo da BM, no bairro Partenon. Desde 2018, o Ministério Público vem realizando apontamentos específicos para que o Estado atenda a legislação penal com instalações estruturais adequadas.

    Com capacidade para 146 vagas, o novo presídio atenderá as determinações do MP prevendo alas separadas para abrigar presos provisórios ou definitivos tanto do regime aberto, semiaberto e fechado. O local também será dividido com setores para presos do sexo masculino e feminino e ainda contará com subdivisões para oficiais e praças. O projeto de expansão do presídio também contempla as projeções de aumento de efetivo da corporação e do Corpo de Bombeiros Militar a fim de evitar a construção de empreendimentos futuros.

    A empresa Verdi já construiu algumas unidades prisionais como a Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves, Penitenciária Estadual de Sapucaia do Sul, Complexo Prisional de Canoas, Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional, Penitenciária Estadual de Charqueadas II, Cadeia Pública de Porto Alegre, por exemplo.”

    Governo do Estado afasta risco de atrasar salários com déficit orçamentário em 2024

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    Garantia é da secretária de Planejamento, Danielle Calazans, que participou de audiência na Assembleia nesta segunda-feira

    BRUNO PANCOT GZH

    Danielle Calazans (centro) apresentou números das finanças do Estado ao lado da secretária da Fazenda, Pricilla Santana (E), e do líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes (D) Felipe Dalla Valle / Divulgação

    Apesar do desequilíbrio previsto nas contas públicas para 2024, quando se projeta gastar R$ 3,5 bilhões acima da arrecadação, o governo do Estado rechaça qualquer possibilidade de voltar a atrasar salários do funcionalismo, como ocorreu até 2020.

    A garantia foi dada pela secretária estadual do Planejamento, Danielle Calazans, que participou de reunião da Comissão de Finanças da Assembleia nesta segunda-feira (9) e respondeu a questionamentos de deputados.

    — Não vai haver nenhum problema. Não existe uma previsão de que o Estado não vai honrar com as suas despesas em função dessa diferença. Nós acompanhamos isso paulatinamente. Se necessário, nós vamos reordenar as nossas despesas para que não haja nenhum problema — afirma Danielle.

    Na Comissão de Finanças, Danielle explicou que a diferença de R$ 5 bilhões (resultado primário) entre as estimativas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) é justificada por custos que o governo não tinha previsto inicialmente, como a contratação de professores concursados, projetada para o próximo ano.

    Aprovado relatório final da Subcomissão debater situações assédio sexual na segurança pública

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    Foto:Fernanda Caroline

    A Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado aprovou, nesta quinta-feira (5), o relatório final da Subcomissão debater situações assédio sexual contra servidoras da segurança pública. Elaborado pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), o documento apresenta dez recomendações, construídas a partir de depoimentos de vítimas, representantes de associações de classe e de corregedorias das próprias polícias.

     O relatório defende o reforço ao Programa Anjos, para que a possa detectar se o assédio está entre as causas de suicídio de agentes de segurança, e a publicidade das medidas adotadas pelo Ministério Público Estadual e Ministério Público Militar em relação às denúncias que chegam ao conhecimento dos dois órgãos. Também propõe que o Tribunal de Contas do Estado crie mecanismos de aferição da qualidade de vida dos policiais e de combate ao assédio sexual no interior das instituições. Além disso, recomenda que o governo do estado publique, semestralmente, o número de denúncias recebidas e as providências adotadas, além de instituir uma Política de Atenção à Saúde Mental dos Servidores da Segurança Pública. Por último, aponta para a necessidade de instituição de uma Ouvidoria da Segurança independente, autônoma e transparente, constituída por servidores aprovados em concurso, para a apresentação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa instituindo o Código de Ética da Brigada Militar em substituição ao Regulamento Disciplinar da BM, e para a reserva de 30% das vagas em todos os concursos públicos na área da segurança para mulheres.

     Os deputados aprovaram também requerimento, apresentado pelo deputado Pepe Vargas (PT), para realização de audiência pública sobre a implantação do sistema free flow de cobrança de pedágio nas rodovias que compõem o bloco 3 do contrato de concessão efetuado pelo governo do estado com a empresa Caminhos da Serra Gaúcha.

     Assuntos Gerais

    No período dos Assuntos Gerais da reunião desta quinta-feira, o diretor-geral adjunto do Detran, Rafael Mennet, falou sobre os contratos temporários dos examinadores, que encerraram dia 29 de setembro. A pauta foi proposta pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), que manifestou preocupação com o fato de a autarquia estar utilizando policiais militares na aplicação das provas práticas de direção. “O efetivo da BM já não é suficiente. A política de despir um santo para cobrir outro não nos parece a mais adequada”, frisou o petista, que defende a realização de concurso público para substituir os contratos temporários que foram extintos.

    Mennet explicou que o fim das contratações temporárias foi uma exigência do Tribunal de Contas do Estado e que 120 servidores da autarquia e 35 PMS, nas horas de folga, estão garantindo os exames práticos. Ele disse ainda que a realização de concurso público está no radar do Detran, mas que ainda não há data prevista para isto aconteça.

     O segundo tema dos Assuntos Gerais foi a ação da guarda municipal durante a ocupação Resistência, no Centro de Porto Alegre, dia 16 de setembro. Na ação, a deputada Laura Sito (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, foi agredida com bala de borracha e representantes do Conselho Nacional dos Direitos Humanos e estudantes atingidos com gás de pimenta. As vítimas atuavam como mediadores do conflito quando foram surpreendidas com as agressões perpetradas por agentes  sem qualquer identificação nos uniformes, de acordo com o relato da conselheira nacional de Direitos Humanos, Marina Dermann. O caso está sendo apurado pelo Ministério Público Federal e foi levado também ao conhecimento da Polícia Federal.

     O vice-presidente da comissão, deputado Leonel Radde (PT), que trouxe o tema à pauta do colegiado, afirmou que o fato configura, em sua opinião, um atentado contra a Assembleia Legislativa e o Conselho Nacional de Direitos Humanos. Ele disse ainda que o uso de câmeras nos uniformes evita o “confronto de versões, resguarda os agentes de segurança e protege a sociedade dos maus agentes”.

     O último tema tratado pela comissão foi o encerramento das atividades da Unidade de Atendimento Socioeducativo de Porto Alegre (POA 1), da Fundação Sócio-educativa do Rio Grande do Sul, previsto para ocorrer no final deste mês.

     A POA 1 é uma das seis unidades da Fase na capital e é conhecida por ser de “primeiro ingresso”. Segundo o servidor Gustavo Toreti, a unidade é “mais aberta” e propicia a realização de atividades culturais, laborais e de lazer. A decisão de fechá-la surpreendeu os servidores, que não tiveram, até o momento, acesso ao processo eletrônico sobre o fechamento da unidade.

     Na presidência da reunião, Radde anunciou que a comissão solicitará, formalmente, ao governo do Estado cópia do processo e que agendará uma visita a POA 1.

     Participaram da reunião a deputada Delegada Nadine (PSDB) e os deputados Edivilson Brum (MDB), Dirceu Franciscon (União), Cláudio Tasch (PL), Issur Koch (PP), Airton Artus (PDT), Jeferson Fernandes e Leonel Radde.

    © Agência de Notícias ALRS

    IPE Saúde definirá em até 90 dias se passa a oferecer fisioterapia, psicologia e odontologia

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    Ampliação de especialidades está em avaliação, segundo afirmou o presidente do instituto, Paulo Afonso Oppermann, em entrevista à Rádio Gaúcha

    GABRIEL JACOBSEN GZH

    Em 1º de outubro, entraram em vigor os novos valores a serem pagos pelos usuários do IPE Saúde Lauro Alves / Agencia RBS

    O novo presidente do IPE Saúde, Paulo Afonso Oppermann, afirmou nesta sexta-feira (6) que está em avaliação a ampliação de serviços em saúde aos usuários do plano. Conforme Oppermann, em até 90 dias será definido se há possibilidade de oferecer atendimentos de psicologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional e odontologia aos segurados.

    — O IPE Saúde não tem cobertura para uma série de especialidades que são, hoje em dia, obrigatórias nas operadoras regidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), e entre elas está a psicologia, a fisioterapia, a nutrição, a terapia ocupacional — disse Oppermann, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

    De acordo com o presidente do IPE Saúde, o plano considera ampliar as especialidades por meio de consultas a distância, no formato de telemedicina.

    — Eu pedi estudos para incluir essas especialidades complementares, porque a saúde não é simplesmente organicista, como é a medicina tradicional. Ela deve ter uma visão holística, e não se admite a visão de saúde sem toda essa complementaridade necessária, inclusive do ponto de vista odontológico que nós estamos estudando. O prazo (de análise) com certeza não pode passar de 60 a 90 dias — acrescentou.

    Em 1º de outubro, entraram em vigor os novos valores a serem pagos pelos usuários do IPE Saúde. As mudanças de custos foram propostas pelo governo Eduardo Leite e aprovadas, em junho, pelos deputados estaduais.

    As alterações aumentam os custos do IPE Saúde para parte dos servidores estaduais, uma vez que ampliam a alíquota de desconto e preveem a cobrança pela inclusão dos dependentes.

    Ao tratar do tema, o novo presidente do IPE Saúde afirmou que o impacto das mudanças ainda é incerto, mas que os cálculos atuariais mostram uma perspectiva favorável para acabar com o déficit do plano.

    — Nós não sabemos ainda qual será o verdadeiro impacto da lei aprovada pela Assembleia, de origem do senhor governador. Entretanto, o IPE tem a sua receita e despesa atualmente já em processo de equilíbrio. Os nossos cálculos atuariais nos mostram uma perspectiva favorável de nós corrigirmos o déficit que havia do ponto de vista de receita — destacou Oppermann.