Asdep declarou apoio a reivindicações dos servidores da Polícia Civil em Porto Alegre
Presidente da Asdep, delegado Guilherme Wondracek | Foto: Asdep / CP
Marcel Horowitz Correio do Povo
A Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep) manifestou apoio à ‘Marcha da Polícia Civil’, marcada para às 13h desta terça-feira, quando servidores da Segurança Pública vão participar de uma caminhada do Palácio da Polícia até a Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre. O ato ocorre em protesto ao que os policiais consideram excesso de operações, demandadas pelo Executivo Estadual, reivindicando também reposição salarial e de efetivo, promoções na carreira e simetria entre os cargos de capitão e comissário.
O protesto é organizado pela Associação dos Comissários de Polícia (ACP), Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinpol) e pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm). Além da Asdep, o Sindicato dos Policiais Penais do RS (Sindppen) também vai apoiar a manifestação.
“Estamos com uma carga de trabalho absurda. Combatemos o crime nas ruas, com operações realizadas em praticamente todas as semanas, e isso se reflete positivamente nos índices de criminalidade. Todavia, não existe diálogo e nem valorização [da categoria] por parte do governo”, declarou o presidente da Asdep, delegado Guilherme Wondracek. “Essa situação [excesso de operações] tem levado os policiais ao adoecimento, com servidores se afastando para cuidar da saúde física e mental”, enfatizou.
De acordo com presidente do Ugeirm, Isaac Ortiz, o excesso de operações tem gerado sensação de esgotamento físico e mental na categoria. “Há cobrança por números, para melhorar a imagem do governo. Isso está sugando o nosso sangue, pois não temos diárias e nem horas extras. Além disso, todos os dias há cobrança por resultados mas, em contrapartida, não querem repor o efetivo.”
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) destacou que o efetivo já foi reforçado com o ingresso de 26 delegados, 125 inspetores e 119 escrivães, além de outros 341 agentes que ainda estão em formação. O comunicado também ressalta que a pasta reconhece o empenho da Polícia Civil no combate à criminalidade e trabalha pelo fortalecimento da corporação, dialogando com as entidades de classe.
Leia na íntegra a nota da SSP
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) destaca o empenho realizado pela Polícia Civil para auxiliar no combate à criminalidade e trabalha pelo fortalecimento da corporação. O governo estadual e a Polícia Civil reconhecem o direito dos servidores e atua com base em normativas que respeitam a carga horária e escala dos policiais, com compensações pecuniárias e folgas.
Com relação ao quadro de pessoal, a SSP reitera que em 2023 o efetivo foi reforçado com o ingresso de 26 delegados, 125 inspetores e 119 escrivães. Além disso, outros 341 agentes estão em plena formação na Academia de Polícia Civil (Acadepol).
Ao lado do governo estadual, a SSP e a Chefia de Polícia também vêm realizando, desde o início do ano, uma série de reuniões e encontros com as entidades de classe, estreitando o diálogo entre as partes. Houve reuniões com o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Polícia Civil do RS (Ugeirm-Sindicato), a Associação dos Comissários de Polícia do RS (ACP/RS), o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS (Sinpol-RS) e a Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep). As agendas contaram com representantes da SSP, Casa Civil, Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão e chefia da Polícia Civil e visam encaminhar as demandas e solicitações das entidades de classe em face deste reconhecimento institucional.
No período que antecedeu mudanças, 774 servidores reingressaram no sistema, mas 1.361 se desligaram do plano
Felipe Nabinger Correio do Povo
Mudança de valores serão percebidas pelos servidores no final de outubro | Foto: Ricardo Giusti
As novas regras do IPE Saúde entram em vigor a partir deste domingo, com o aumento da alíquota de desconto para o servidor de 3,1% para 3,6%, entre outras alterações, que foram apresentadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e aprovadas, após protestos e uma conturbada sessão, pela Assembleia Legislativa, em junho. Além do aumento, a principal mudança, porém, está ligada aos dependentes, até então isentos, e que representarão descontos variáveis dependendo da faixa etária, indo de R$ 49,28 a R$ 439,16 por pessoa, conforme tabela de referência.
De 7 de julho, até o último dia 5, o instituto realizou uma janela de reingresso e desligamento, visando atrair servidores que haviam deixado o plano, com descontos em folha inferiores aos que passarão a ser adotados após a reformulação nos dois primeiros anos. Porém, o saldo até agora é negativo. Conforme dados do próprio IPE Saúde, 774 servidores solicitaram o reingresso, no entanto, 1.361 se desligaram no mesmo período, o que significa a perda de 587 segurados. Apesar do quantitativo, ainda é um número modesto diante do total de quase 940 mil pessoas.
Sindicatos ligados aos servidores públicos estaduais acreditam que esse número tende a aumentar após o primeiro desconto sob as novas normas, que ocorrerá no final de outubro.
“Estamos apreensivos. Pensionistas ligam e nos perguntam o que fazer. Como vou dizer para não sair? Vai haver evasão”, entende a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do Estado do RS (Sinapers), Katia Terraciano Moraes, representante da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública no Conselho Administrativo do IPE Saúde.
“O que a gente percebe é a base nos procurando e dizendo que deixará de pagar o plano para seus dependentes”, ressalta a diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) do CPERS/Sindicato, Vera Lessês, que representa a entidade no conselho. Vera teme um impacto imediato no Sistema Único de Saúde (SUS), que mesmo sendo elogiado pela dirigente sindical pode não dar vazão, tendo uma maior fila eletiva. “Se o IPE Saúde estiver dando assistência para essa parcela expressiva da população auxilia o SUS.”
Atualmente, o sistema IPE Saúde conta com 936.719 segurados ativos, entre titulares e dependentes, sendo 738.341 no Plano Principal, justamente o que foi modificado pela nova lei. Conforme o governo do Estado, o déficit mensal no ano passado girou na casa dos R$ 36 milhões e, com ticket médio de R$ 105,18 para titular e dependente, o diagnóstico apontou a necessidade do aumento de alíquota e cobrança aos dependentes.
A projeção do Executivo, que por ora segue como estimativa do IPE Saúde, é aumentar em R$ 720 milhões ao ano em arrecadação com os novos valores do plano. Conforme o IPE Saúde, um grupo de trabalho está estudando o patamar viável para um aumento nos valores dos honorários médicos, o deve ser concretizado em novembro, quando acontece o primeiro impacto desse aumento da arrecadação. Apesar das falas do governo, a representante da União Gaúcha, Katia Moraes, afirma que o governo não levou em conta o índice de evasão.
A proposta do governo foi aprovada pela Assembleia Legislativa no dia 20 de junho por 36 votos favoráveis a 16 contrários. A maioria dos votos contrários ao formato de reforma do IPE Saúde veio da bancada de oposição do campo da esquerda. O deputado estadual Pepe Vargas (PT) vê o tema como “a crônica de uma crise anunciada”, acreditando que “em dois toques” a arrecadação será engolida pela inflação.
“Ela (a mudança) dá uma folga de caixa momentânea, mas aumenta de forma draconiana a contribuição daqueles que ganham menos e dos que estão acima dos 59 anos.” Para Pepe, o próprio governo criou regras que estimulam a fuga de segurados. Entidades sindicais enxergam nas novas regras uma tentativa de “higienização” do plano, afastando segurados mais velhos e que mais precisam de atendimentos médicos.
Argumento coletivo do reajuste salarial
Ponto pacífico para os sindicatos e a oposição é o pleito por reajuste salarial, tendo o aumento de alíquotas do IPE Saúde como um dos argumentos levantados para defender a demanda, visto que a alíquota cobrada incide sobre os subsídios. Katia Moraes chama de “ardilosa” a mudança no plano de saúde. “Sabemos que há defasagem inflacionária (dos salários). Esse não era o cenário para se mexer no sistema.” Ela diz esperar um “lampejo de responsabilidade” do governo para que haja reposição.
“A única saída é lutar pelo reajuste”, entende Vera Lessês. Uma manifestação da Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP) ocorreria na última terça-feira, na Capital, com esse pleito. No entanto, devido às cheias que atingiram diversas cidades do Estado, a atividade foi adiada, ainda sem nova data.
Uma vitória dos sindicatos, no que diz respeito ao IPE Saúde, foi na obtenção de uma liminar referente a cônjuges dependentes que, assim como o titular, são servidores públicos. O novo texto impedia esse cenário, fazendo com que ambos contribuíssem como titulares.
O Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Tributária do Estado do RS (Sindifisco-RS) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Tribunal de Justiça do RS, tendo outros sindicatos como amicus curiae, terceiros que contribuem com subsídios para a decisão judicial.
Uma liminar foi concedida ainda em agosto, até o julgamento da ação pelo Pleno. Assim, mesmo com a nova lei entrando em vigência, o cônjuge servidor com menor salário pode seguir dependente daquele com o maior subsídio, como ocorria antes da entrada em vigor da nova lei.
As principais mudanças
* A alíquota do titular Atualmente os servidores da ativa, inativa e pensionistas contribuem 3,1% dos seus salários. Essa alíquota aumentará para 3,6%.
* A contribuição paritária do Estado Assim como o servidor, o índice de contrapartida do Estado também aumentará no mesmo patamar.
* Os dependentes Esse foi um dos pontos de maior impasse nas discussões entre servidores e Estado. Atualmente, eles não pagam nada e passarão a contribuir. Segundo dados do governo do Estado, os dependentes representam 43,6% do total dos usuários. Essa contribuição, assim como nos planos privados, é dividida por faixas levando em consideração a idade. Os dependentes com menos de 24 anos pagarão R$ 49,28 cada. Nas demais, os dependentes pagam 35% do valor de referência para titulares. Dependente sob condição de invalidez fica na faixa de menor contribuição, de R$ 49,28, independentemente da idade.
* Trava global Com a cobrança dos dependentes, a contribuição de cada servidor irá variar. Para tal, haverá uma trava, que vai limitar o valor da contribuição total. A trava será de 12% da remuneração, independente do número de dependentes.
* Coparticipação aumenta Outra alteração prevista no texto é a coparticipação em exames e consultas. Atualmente, é de até 40% e passará para até 50% dos valores da tabela da autarquia
* Quanto será cobrado? Com as novas regras, o governo do Estado lançou um simulador para saber quanto ficará a contribuição de cada um dos servidores, que pode ser acessado neste link. Os sindicatos também vêm auxiliando os servidores no cálculo.
No entendimento de autoridades gaúchas, revisão da legislação não altera os pilares da hierarquia e disciplina existente nas corporações militares
LUIZ DIBE GZH
Aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, mas sancionada com vetos pela presidência da República, a atualização do Código Penal Militar compatibiliza a norma aplicada para militares com as regras atuais do Código Penal, da Constituição Federal e da Lei dos Crimes Hediondos. O texto determina penalidades mais rigorosas para crimes praticado por militares como o tráfico de drogas e o roubo de armas e munições de uso restrito. A pena máxima poderá ser de 15 anos, enquanto pela norma ainda vigente não ultrapassa os cinco anos.
A promotora de Justiça Luciana Cano Casarotto, que atua na 2ª Auditoria Militar de Porto Alegre, destaca que as mudanças não fragilizam os pilares da função pública militar, representados pelos conceitos de hierarquia e disciplina. Para Luciana, o entendimento sobre a natureza diferenciada da atividade militar foi preservado, mesmo com a compatibilização de dispositivos no sentido de aproximar a norma específica para a atividade militar com a regra geral aplicada para a sociedade civil.
— Toda atualização legal é sempre bem-vinda. Neste caso, é importante lembrarmos que o código vigente foi elaborado em 1969, antes da Constituição atual e antes da redemocratização do país. O mundo mudou muito de lá para cá e a revisão era necessária — aponta a promotora.
Para o presidente do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS), desembargador militar Amilcar Macedo, a atualização promoveu “muitas mudanças”. Porém, segundo o magistrado, parte delas se restringe a ajustes de redação e modernização de terminologias.
— A atualização trouxe aspecto que parece bastante interessante, que é a situação agravante quando um crime for cometido contra criança, pessoa maior de 60 anos, enferma ou com deficiência, mulher grávida. Isso era um agravante que só existia no Código Penal comum. No militar não havia — exemplifica.
Macedo destaca que a revisão também traz a alteração sobre o crime de homicídio qualificado, com a previsão de qualificadora para crimes cometidos contra autoridades das Forças Armadas e das forças de segurança pública, além das autoridades do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança.
— O crime de estupro também passa a ser tratado da mesma forma do Código Penal comum. Ocorre também a equiparação do crime de tráfico, que praticado pelo militar previa pena de um ano a cinco anos, enquanto que o tráfico de um cidadão comum traz uma pena de cinco anos a 15 anos. Agora o Código Militar iguala a pena — comenta.
Contudo, o texto ainda não tem seu formato definitivo. Os vetos destacados na sanção do vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupava a presidência durante viagem de Lula, no dia 20, precisam ser apreciados pelo Congresso. Os vetos estão na ordem do dia da pauta conjunta das casas legislativas, designados como Vetos 26/2023. Não há data estipulada para a nova análise.
Ao analisar os vetos, o desembargador militar avalia como acertada a exclusão do trecho que considerava crime a manifestação de crítica a qualquer resolução do governo, no item que trata sobre o impedimento ao militar de produzir publicação, sem licença, de ato ou documento oficial, que atente abertamente contra o seu superior ou sobre qualquer assunto relacionado à vida militar.
A Brigada Militar também foi convidada a comentar a revisão da legislação e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se posicionar sobre o tema.
As principais mudanças
Crime de publicação ou crítica indevida: o texto aprovado no Senado retirava do crime de “publicação ou crítica indevida” o trecho que incluía a crítica pública “a qualquer resolução do governo” como uma das condutas criminalizadas. Alckmin vetou esse trecho sob a justificativa de que a proposta aprovada pelo Legislativo “atenta contra os princípios constitucionais da hierarquia e da disciplina, e também contra as próprias instituições militares, haja vista que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares”. Também estão no crime de “publicação ou crítica indevida” o militar falar abertamente sobre o seu superior ou sobre qualquer assunto relacionado à vida militar. A pena é de dois meses a um ano de detenção.
Excludente de ilicitude: o termo se refere à presença de certos elementos ou situações que afastam a ilegalidade de uma ação. O texto final aprovado pelo Senado dizia que não há crime quando “o militar na função de comando, na iminência de perigo ou de grave calamidade, compele os subalternos, por meios violentos, a executar serviços e manobras urgentes, para salvar a unidade ou vidas ou para evitar o desânimo, o terror, a desordem, a rendição, a revolta ou o saque”. A justificativa de Alckmin para o veto a este ponto é de que essa excludente é muito ampla e seria “aplicável a todo militar em função de comando”. De acordo com o presidente da República em exercício, a hipótese tem uma “diversidade de interpretações possíveis” que poderiam autorizar o uso da violência.
Violência doméstica na Justiça comum: casos de violência doméstica são de competência da Justiça comum, mesmo que o autor do crime seja militar. O texto que o Senado aprovou permitia que, se esse crime fosse cometido “em lugar sujeito à administração militar”, poderia ir para a Justiça Militar, o que foi alvo de veto de Alckmin.
Penas aumentadas para homicídio, tráfico de drogas e furto de armas: estes crimes tiveram suas penas ampliadas pelo novo código sancionado. O homicídio culposo, por exemplo, agora tem agravantes novas: não tentar diminuir as consequências do ato e fugir para evitar prisão em flagrante. O tráfico de drogas na lei militar, antes com pena de até cinco anos, agora vai acompanhar o Código Penal e terá até 15 anos de prisão. Os atos relacionados ao desvio e furto de armas de uso restrito também terão punições mais severas. O novo Código Penal Militar inclui esses atos dentro do crime de “roubo qualificado”, que prevê até 15 anos de detenção.
Crimes inafiançáveis para militares: estupro, latrocínio, extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante sequestro, epidemia com resultado morte e envenenamento com risco de morte se tornam crimes hediondos, portanto, inafiançáveis e com condenações que precisam ser cumpridas, desde o começo, em regime fechado.
Arrependimento posterior: uma atenuante do Código Penal Militar, o arrependimento posterior, foi vetado por Alckmin. Para os crimes da Justiça comum, quando uma pessoa diz que se arrepende do que fez e o crime não teve uso de violência ou ameaça, a pena final é reduzida de um a dois terços. O Senado aprovou o benefício, mas Alckmin o vetou.
Brigadiano de 32 anos foi levado em estado grave para o hospital de Caxias do Sul no dia 13 de setembro Foto: Reprodução
O soldado da Brigada Militar (BM) que foi arremessado em atropelamento durante perseguição em Caxias do Sul deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pompeia na tarde desta quinta-feira (28).
Conforme tenente-coronel Ricardo Moreira de Vargas, do 12º Batalhão de Polícia Militar, o soldado de 32 anos foi para o quarto, segue estável e sem aparelhos. Ele foi atingido por um Fiat Palio na tarde de 13 de setembro no entrocamento da BR-116 com a Rua Luís Michelon, quando uma equipe da Força Tática tentou parar o motorista que fugiu de uma abordagem. Imagens de câmera de monitoramento flagraram o momento em que o brigadiano foi atingido pelo carro.
O brigadiano quebrou a costela em três lugares, passou por procedimentos cirúrgicos e ficou por cerca de 15 dias na UTI. O fugitivo foi baleado pela BM e também levado ao hospital, onde passou por cirurgia. No entanto, a polícia não informou o estado de saúde dele e nem se permanece hospitalizado ou preso.
Veículo policial seguia pela preferencial quando um Corsa invadiu a via
Por REDACAO PORTAL GAZ
Uma colisão entre dois veículos foi registrada na manhã desta sexta-feira, 29, no Bairro Arroio Grande, em Santa Cruz do Sul. O acidente envolveu uma viatura da Brigada Militar e um Corsa, por volta das 7 horas, na Rua Santana.
Conforme informações da Brigada Militar, a viatura seguia pela via preferencial quando o Corsa, vindo de outra via, acabou cortando a frente, atingindo a lateral do veículo policial. Os condutores de ambos os automóveis sofreram ferimentos leves. Consciente, o motorista do Corsa foi levado para atendimento no hospital.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi até o local prestar atendimento. Outros detalhes não foram divulgados.
Os policiais da Força Tática do 12º Batalhão de Polícia Militar de Caxias do Sul foram acionados, no início da noite desta quinta-feira (28), com informações de que um menino de 10 anos, portador do Transtorno do Espectro Autista, havia fugido de sua escola.
As equipes prontamente iniciaram as buscas ao menino, que enfrenta dificuldades de comunicação e poderia estar em perigo, não tendo compreensão de seus atos. Ele fugiu na saída da escola, na rua Luiz Antunes, bairro Panazzolo, onde iniciaram as buscas para localizá-lo.
Por volta de 18h40 os policiais o encontraram, e posteriormente, foi entregue aos cuidados dos pais, que ficaram agradecidos a todos os soldados da Brigada Militar.
Nesta quarta-feira (27/9) a Brigada Militar por meio do 21° Batalhão de PolíciaMilitar, os Bombeiros Militares e a Prefeitura de Porto Alegre realizaram o resgate de doze famílias que encontravam-se em situação de vulnerabilidade em função das cheias do Lago Guaiba.
Aproximadamente 200 casas foram atingidas só na orla do bairro Lami, onde ocorreu a ação.
Os militares passaram de casa em casa, resgatando, dando apoio logístico e orientando as famílias sobre os riscos.
A Brigada Militar está atenta em todas as regiões de Porto Alegre para atender a população atingida.
Essa é apenas uma entre as missões dos policiais militares, que é a de salvar vidas.
Agentes e delegados consideram que carga de trabalho é exaustiva, sem a devida reposição salarial
HUMBERTO TREZZI GZH
Policiais fazem operações várias vezes por semana (foto)
Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
Policiais civis gaúchos prometem fazer barulho na próxima terça-feira (3): eles preparam a “Marcha da Polícia Civil”, que começará às 13h, em frente ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre, com caminhada até a Praça da Matriz, seguida de realização de ato em frente ao Palácio Piratini e à Assembleia Legislativa.
A mobilização é promovida pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS (Ugeirm-Sindicato), pela Associação dos Comissários de Polícia do RS (ACP/RS) e pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do RS (Sinpol-RS). E conta com apoio da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep).
Os policiais reclamam do excesso de operações, várias por semana, que resultam em carga demasiada de trabalho. Acrescentam a isso o déficit de pessoal (algo que acontece desde que existe a Polícia Civil), salários congelados e falta de promoções na carreira.
— A Asdep apoia esse movimento, pois os delegados sofrem o mesmo problema. Estamos com uma carga de trabalho absurda, combatendo o crime nas ruas, com operações contra a criminalidade toda a semana (muitas vezes, mais de uma por semana), refletindo positivamente nos índices de criminalidade. Mas queremos valorização. O governador, que é um homem de diálogo, precisa receber as instituições representativas de classe. Essa situação tem levado os policiais ao adoecimento, com servidores pedindo afastamento para cuidar da sua saúde física e mental — detalha o presidente da Asdep, delegado Guilherme Wondracek, que foi também Chefe de Polícia.
As entidades fazem questão de ressaltar que concordam com as operações, desde que a carga de trabalho seja dosada e remunerada de acordo. A coluna aguarda posicionamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Passamos o agosto esperando que o setembro viesse, mas como seria bom se ele chegasse de outra forma.
Uma análise nunca será bem entendida e realizada, quando a fazemos sobre o calor do ocorrido, sem nos afastarmos dos sentimentos mais caros que nos tocam.
Ao mesmo tempo, precisamos pensar de forma muito consciente e racional, não podemos aguardar anos e mais anos para tentar atuar pontualmente na adoção de medidas e, principalmente, de politicas públicas que possam alterar a realidade.
Desde a infância escuto sobre enchentes, mortes, pessoas desalojadas, que perderam suas identidades enquanto pessoas, em consequência de perdas humanas e materiais, sentindo-se afrontadas em suas intimidades pela força das águas, que buscavam seu percurso, seu leito, seu espaço.
Em meu caso, já passou mais de meio século e as mesmas consequências, dor e sofrimento, falta de solução, de políticas que resolvam, alterem, mitiguem esse cenário que tanto nos impacta, por momentos; pois, depois se torna mais uma situação que “irá por água abaixo”. Na verdade temos poucas ações concretas, objetivas, que alterem cultura, que alterem a nossa vida. Será que iremos aguardar outros 50 anos, ou mais; eu gostaria de ver essa mudança, sou otimista, mas tenho dúvidas que isto possa acontecer.
Até quando discursos e narrativas vãs, cobrando posições e definições de autoridades públicas municipais, estaduais ou mesmo do governo federal. Medidas paliativas, pós-fatos, para ressarcir prejuízos materiais, para restabelecer a “normalidade”. Haverá alguma ação que poderá restabelecer a vida das pessoas diretamente atingidas; nem ao menos se restabele a vida de quem está longe do problema.
Cobrar posições sempre é muito fácil, as pedras de ontem são as vidraças de hoje, que serão novamente pedras; àqueles que exigiam a presença direta de autoridades, celeridade de pronunciamentos, agilidade processual e administrativa; hoje respondem pelas suas prioridades e manutenção de agendas, muitas até dispensáveis, pela ineficiência das medidas administrativas, financeiras e operacionais, para fazer com que a água volte ao seu curso normal e de forma natural.
Enchentes, inundam nossos corações e pensamentos, deixam muita tristeza, mesmo após a água baixar seu nível; mas elas deixam, principalmente, o sentimento de incompetência enquanto sociedade, que quer subir aos astros e não consegue adotar medidas concretas para administrar o seu habitat. Não por falta de conhecimento, tecnologia, recursos financeiros e materiais, mas por falta de postura e gestão pública.
Operação também perdeu um homem e apreendeu fuzil, espingarda e pistolas
Homem de 24 anos, com antecedentes criminais por homicídio, foi preso | Foto: Brigada Militar/ CP
Marcel Horowitz Correio do Povo
Durante intensivas da Operação Saturação de Área, na noite dessa terça-feira, policiais do 20° Batalhão de Polícia Militar prenderam um homem por porte ilegal de arma de fogo, no bairro Mário Quintana, na zona Norte de Porto Alegre. A ação resultou na morte de cinco criminosos.
O confronto ocorreu após os soldados receberem informações que indivíduos armados circulavam no local. Ao perceberem a presença da guarnição, o grupo efetuou disparos de arma de fogo contra os militares, que revidaram a agressão, dando início ao tiroteio.
Da ação, cinco homens foram atingidos pelos disparos e não resistiram aos ferimentos. Nenhum policial militar restou ferido.
Um homem de 24 anos, com antecedentes criminais por homicídio doloso, receptação de veículo, porte ilegal de arma de fogo e roubo qualificado, foi preso.
Foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma espingarda calibre 12, cinco pistolas calibre 9 milímetros, 111 munições de calibre 5.56, 134 munições de calibre 9 milímetros, 15 munições calibre 12, 04 carregadores de pistola, sendo um deles com capacidade estendida, um carregador de fuzil tipo caracol, uma câmera de vigilância e 332 pedras de crack.