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Brigada Militar recebe 356 novos soldados em Porto Alegre e Osório

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Grupo é composto por 304 homens e 52 mulheres

Marcel Horowitz Correio do Povo

A Brigada Militar formou 356 novos soldados nesta sexta-feira. O grupo é composto por 304 homens e 52 mulheres que concluíram o no Curso Básico de Formação Policial Militar (CBFPM). A ocasião contou com duas solenidades, em Porto Alegre e Osório.

Durante a cerimônia na Capital, o governador Eduardo Leite destacou que, com a participação da Brigada Militar, o Rio Grande do Sul atingiu superior a 60 % de homicídios, 80% de roubos à pedestres e mais de 90 % de roubos de veículos. Também ressaltou a compra de novos armamentos e viaturas para uso das forças policiais e o incremento no efetivo.

“Foram milhões em investimento nos aparatos da segurança. O armamento de toda nossa polícia foi renovado e padronizado. Em outros tempos, caso um policial estivesse em uma ação e por ventura faltasse munição, ele não poderia usar a do colega, porque eventualmente poderia ser uma arma diferente da dele. Esse problema foi resolvido. Além disso, investimos em viaturas e incorporamos ainda mais policiais ao efetivo, sempre pagando os salários em dia”, afirmou Eduardo Leite.

Em julho deste ano, a Brigada Militar ganhou o reforço de 539 novos soldados, sendo 466 homens e 66 mulheres. Além disso, de 2019 para cá, o número de policiais que compõem as fileiras da corporação subiu de 15.951 para 17.163. O acréscimo fortalece os compromissos do governo do Estado de manter a reposição contínua do efetivo e garantir a segurança da população gaúcha.

Também em 2025, o governo gaúcho já destinou quase R$ 310 milhões em bens e tecnologia para as forças de segurança. No caso da Brigada Militar, Leite atendeu à demanda de renovação da frota aérea, que agora conta com cinco helicópteros e quatro aviões. Há também mais quatro helicópteros que estão em processo de aquisição. Além disso, o número de embarcações saltou de uma para 19 unidades. Em 2025, a Brigada recebeu também 306 viaturas, 39 motos, 31 micro-ônibus e 17 jet skis.

Ainda em seu pronunciamento, Leite reconheceu o trabalho dos PMs em nome da sociedade gaúcha. “Quem escolhe ser servidor, escolhe uma missão de serviço à sociedade. No caso da Segurança Pública, especialmente em uma instituição que se recorre ao policiamento ostensivo e, em casos muito particulares, ao uso de força do Estado, ainda há fatores de risco da própria vida. Por isso minha palavra, em nome de todo o povo gaúcho, é de gratidão”, disse.

Polícia Civil gaúcha irá adotar uso de câmeras corporais ainda este ano

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Testes começam em novembro. Dispositivos são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real

Paulo Rocha GZH

A Polícia Civil do Rio Grande adquiriu cem câmeras corporais. Os testes começam em novembro. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia do Estado, delegado Heraldo Guerreiro.

Segundo Guerreiro, a intenção, superados todos os entraves burocráticos, é começar a operação ainda este ano.

— Nós dividimos as câmeras corporais proporcionalmente entre os departamentos, e os testes são dentro das especificidades de cada órgão — afirmou o chefe de Polícia. 

O pedido foi feito à empresa norte-americana Axon, a mesma que fornece os equipamentos para a Brigada Militar e Polícia Penal. Atualmente, mil equipamentos estão em uso pela Brigada Militar. Outras 32 câmeras são utilizadas pela Polícia Penal desde 2022. 

Assim como a Polícia Civil, a Polícia Penal também realizou a encomenda de mais 500 dispositivos. Ainda não há previsão de início dos testes. Já a Brigada Militar encomendou mais 250 equipamentos, porém, segundo o comando da corporação, a implementação deve ocorrer apenas ano que vem. 

Além do Rio Grande do Sul, a Axon tem entre os clientes no Brasil órgãos de segurança pública nos Estados de São Paulo, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, a experiência no Rio Grande do Sul é uma das mais positivas. 

— Não existem muitos profissionais no mundo que trabalham com uma vigilância 24 horas, com uma câmera no peito. Em todos os locais que a gente implementa o equipamento ao redor do mundo, é natural haver uma resistência inicial do policial. O que fez a Brigada Militar conseguir passar por esse primeiro ano com bastante sucesso foi o treinamento e uma política firme — avalia Samuel Moraes, gerente de sucesso da Axon no Brasil.

No caso do Rio Grande do Sul, os serviços fornecidos pela Axon envolvem um pacote em comodato que inclui não apenas o hardware (equipamentos), mas também a infraestrutura de suporte, software e treinamento. As câmeras novas que serão disponibilizadas à Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Penal são de geração quatro, a mais nova. Uma das novidades é a presença de alto-falantes, permitindo que o centro de comando consiga se comunicar com o policial em tempo real. A parte de suporte de software abrange links para upload das imagens para a nuvem e armazenamento e gestão de evidências digitais.

“Não temos uma previsão de reajuste”, diz novo secretário de Segurança do RS sobre salários

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Coronel Mario Ikeda comentou a futura gestão em entrevista ao “Atualidade”, um dia depois de ser anunciado no cargo

Beatriz Coan GZH

Os trabalhadores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul entrarão no ano de 2026 sem perspectiva de reajuste salarial. Segundo o novo secretário estadual, coronel Mario Ikeda, não há previsão de incremento nos vencimentos, que depende de diversos fatores.

Um dia depois de ser anunciado para o cargo, Ikeda destacou em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (17), que o governo está em regime de recuperação fiscal e que reajustes dependem do valor da arrecadação. Ele também comentou que esta demanda é sujeita a negociações com a Secretaria da Fazenda e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.

— Acho justo que todos os servidores busquem uma melhoria salarial, mas também as questões de governo devem ser entendidas e são analisadas — explicou Ikeda ao programa Atualidade.

O coronel da Brigada Militar também afirmou que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) está sempre aberta para receber as solicitações das associações e encaminhar as demandas.

Combate ao feminicídio

Ikeda, que já atuava como secretário adjunto, assumiu o comando da pasta na quinta-feira (16), após Sandro Caron entregar o cargo para atuar na iniciativa privada. O coronel foi secretário de Segurança de Porto Alegre entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, quando tornou-se secretário adjunto estadual, e deve dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo feito desde 2019 por Caron.

Além de reafirmar a intenção de manter a integração entre as forças de segurança, a troca de informações de inteligência, o investimento e a redução dos indicadores, o novo secretário destacou que um dos focos da sua gestão está no combate ao feminicídio.

— Acho que este é um grande desafio, mas estamos trabalhando. Acredito que hoje já temos mais de 500 agressores monitorados e esse monitoramento vem trazendo bastante resultado. Nós já temos mais de cem prisões ao longo deste ano de pessoas que violaram a medida protetiva. São providências que, acredito, atendam as demandas que estão surgindo — comentou Ikeda.

O coronel acrescentou como objetivo a ampliação de espaços para que as vítimas de violência doméstica busquem ajuda. Atualmente, no Estado, é possível fazer registro de ocorrência e pedido de medida protetiva sem sair de casa, por meio da internet.

Ouça a entrevista na íntegra

Eduardo Leite anuncia coronel Mario Ikeda como novo secretário da Segurança Pública

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Atual secretário-adjunto da pasta assume no lugar do delegado Sandro Caron, que deixa o governo para atuar na iniciativa privada

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quinta-feira (16/10), o nome do coronel Mario Yukio Ikeda como novo titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul. Ikeda, que até então ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta, sucede o delegado da Polícia Federal Sandro Caron, que deixa o governo para iniciar uma nova etapa profissional na iniciativa privada.

No lugar de Ikeda, na secretaria-adjunta, assumirá a delegada Adriana Regina da Costa, que exercia a função de subchefe da Polícia Civil. Ambos assumem os novos postos a partir da próxima segunda-feira (20/10)

Durante o anúncio, o governador destacou o trabalho de excelência desenvolvido por Caron à frente da SSP e os resultados expressivos alcançados pelo Estado na área da segurança pública. “Quero expressar meu profundo agradecimento ao Sandro Caron, que liderou com dedicação, competência e resultados concretos a política de segurança pública do nosso governo. Ele deixa um legado relevante e reconhecido, consolidando uma estrutura mais moderna, integrada e eficaz no combate ao crime”, afirmou Leite.

Ao longo do último ciclo de governo, o Rio Grande do Sul alcançou resultados recordes na redução da criminalidade, impulsionados pelas estratégias do Programa RS Seguro e pelos investimentos históricos nas forças de segurança e no sistema penal. Os últimos dois anos foram, consecutivamente, os mais seguros desde que se têm registros padronizados de ocorrências criminais.

Leite também ressaltou que o desafio do novo titular será dar continuidade e aprofundar ainda mais esses resultados. “O coronel Ikeda tem uma trajetória marcada pela competência, pelo espírito público e pelo comprometimento com a segurança dos gaúchos. Tenho plena confiança de que, ao lado da delegada Adriana, ele dará sequência a esse trabalho com a mesma seriedade e foco em resultados. A segurança continuará sendo prioridade do nosso governo, porque ela é essencial para garantir qualidade de vida às pessoas e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, afirmou o governador.

Coronel Mario Yukio Ikeda

Mario Yukio Ikeda ingressou na Brigada Militar em 1985 e passou por diversas unidades da corporação. Participou da Força Nacional de Segurança Pública que atuou nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos, no Rio de Janeiro, e integrou a Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos durante a Copa das Confederações, em 2013.

Foi gerente de Operações do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) do Estado durante a Copa do Mundo de 2014, além de ter comandado o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e o Comando de Policiamento da Capital (CPC).

Ikeda exerceu os cargos de subcomandante-geral e, posteriormente, de comandante-geral da Brigada Militar, entre 2018 e 2019. Foi também secretário de Segurança de Porto Alegre entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, quando assumiu como secretário-adjunto da SSP estadual, função que agora deixa para ocupar o comando da pasta.

Delegada Adriana Regina da Costa

Adriana Regina da Costa, natural de Porto Alegre, ingressou na Polícia Civil como delegada em 1999. Atuou no Centro de Operações de Cruz Alta e no Posto Policial da Mulher antes de assumir a titularidade de delegacias em Canoas e na Capital, onde liderou unidades voltadas à proteção do idoso e ao atendimento à mulher.

Entre 2007 e 2012, comandou a 2ª Delegacia de Polícia da Capital, reconhecida, em 2010, como a segunda melhor delegacia do Brasil em qualidade de serviços. Em 2012, assumiu a 1ª Delegacia Regional Metropolitana e, no mesmo ano, o Departamento Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente (Deca).

Em 2019, foi nomeada diretora do Departamento de Polícia Metropolitana, função que exerceu até ser designada para a subchefia da Polícia Civil. Em junho deste ano, assumiu o cargo de subchefe da Polícia Civil, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom
Edição: Secom

160 anos de nascimento do Coronel Affonso Emílio Massot – Patrono da Brigada Militar

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Marco Antônio Moura dos Santos[1]

Exempla movent magis quem verba”[2]

Ao celebrarmos os 160 anos de nascimento do coronel Affonso Emílio Massot, não estamos apenas relembrando uma data ou revisitando páginas da história — estamos evocando o espírito de um homem que, com sua vida e seu exemplo, deu forma e alma à BRIGADA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL.

Massot nasceu em Pelotas, em 16 de outubro de 1865, e desde jovem compreendeu que a farda não é apenas um uniforme, mas uma missão que se veste com o coração.

Foi oficial, comandante, educador e líder — mas, acima de tudo, foi um servidor do bem comum, movido por valores que transcendem o tempo: fé, honra, coragem e lealdade.

Ao assumir o Comando-Geral da Brigada Militar em 1917, o Coronel Massot viveu uma época de desafios. E como fazem os verdadeiros líderes, não recuou diante das dificuldades. Transformou adversidade em aprendizado, disciplina em virtude, e autoridade em exemplo. Fez da Brigada Militar uma escola de vida, onde cada integrante aprendia não apenas a servir, mas a servir com sentido, com alma e com amor pelo dever.

Em 15 de outubro comemoramos o Dia do Professor, Massot incorporou como poucos essa nobre missão de educar, conduzindo jovens, homens, como verdadeiro comandante e líder. James Hunter[3] ensina que ao servir os outros expressamos amor pelo próximo.

 Registra também que Jesus transmitiu em suas palavras que para influenciar outras pessoas devemos servir, nos sacrificar e procurar o bem maior de seus liderados.  Assim procedeu o Comandante Massot.

Mesmo após 160 anos de seu nascimento, sua presença ainda habita entre nós — em espírito e inspiração.  Habita no olhar firme de cada policial militar que cumpre o seu turno de serviço; no silêncio de quem enfrenta o perigo com serenidade; na confiança de quem sai de casa acreditando que proteger vidas é também um ato de fé e de esperança.

Massot nos ensinou que a verdadeira grandeza não está nos títulos ou nas honras, mas na retidão das ações e na pureza das intenções. Seu legado é espiritual porque ultrapassa o tempo, porque toca o que há de mais nobre em cada um de nós: o desejo de fazer o bem, de servir com dignidade, de lutar pelo justo.

Hoje, diante da memória desse homem, nós precisamos expressar gratidão.


Gratidão pela vida que ele ofereceu à brigada.

Gratidão pelo exemplo que continua a nos guiar.

Gratidão por ter sido um farol de moral, fé e disciplina — virtudes que sustentam o ser brigadiano.

Que os 160 anos do nascimento do Coronel Massot sejam, para todos nós, um convite à reflexão e à renovação. Que seu espírito continue a inspirar nossas decisões, fortalecer nossa fé e alimentar o orgulho de sermos parte desta história mais do que centenária.

Nossa continência, que é símbolo de respeito, hierarquia, disciplina e honra. Mas que também representa tradição e os princípios da gloriosa brigada militar, da qual vós sois, Coronel Massot o ilustre patrono. 

Manifestamos assim, o reconhecimento à sua autoridade, rogando a sua proteção e que deus continue abençoando a todos aqueles que, inspirados por seu exemplo, escolhem diariamente o caminho da honra e do dever em pról da sociedade gaúcha e brasileira.

VIVA AO CORONEL AFFONSO EMÍLIO MASSOT!

VIVA À BRIGADA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL!

Muito obrigado!


[1] CORONEL QOEM Res Brigada Militar/RS

[2] Os exemplos movem mais do que as palavras.  Atribuída ao poeta romano Ovídio. Mensagem da Legião Altiva, em homenagem ao CORONEL AFFONSO EMÍLIO MASSOT, em uma placa no jazigo do coronel Massot, no cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre.

[3] HUNTER. J.C. Como se Torna um Líder Servidor. Editora: Sextante Tradução: A. B. Pinheiro de Lemos Ano: 2006 136 páginas.

Corrida de Ferro reúne forças de segurança em homenagem aos 133 anos do 1º BPM

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Com percurso de 5 quilômetros entre o Pontal Shopping e a sede do batalhão, evento celebra a história da unidade operacional mais antiga da Brigada Militar

Correio do Povo

A quarta edição da Corrida de Ferro marcou, nesta quarta-feira, 15, as comemorações pelos 133 anos do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) – Batalhão Coronel Aparício Borges. O evento reuniu dezenas de participantes das forças de segurança, que percorreram 5 quilômetros entre o Pontal Shopping, no Cais do Porto, e a sede do batalhão, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

A prova, realizada com batedores oficiais, sirenes e sinalizadores de fumaça, é considerada pelos organizadores a maior corrida fardada do Brasil, sendo exclusiva para integrantes da Brigada Militar e forças coirmãs de segurança.

As comemorações pelo aniversário de fundação seguem ao longo do mês. No dia 21 de outubro, data oficial da criação do batalhão, ocorrerá a entrega da Comenda do 1º BPM a personalidades e profissionais de diferentes segmentos da Capital, em reconhecimento ao apoio e à parceria com a corporação.

O 1º BPM, também chamado de Batalhão de Ferro, é a unidade operacional mais antiga da Brigada Militar. Criado pelo Decreto nº 384, de 21 de outubro de 1892, inicialmente como 1º Batalhão de Infantaria, o batalhão possui hoje cinco companhias responsáveis pelo policiamento em 23 bairros da zona Sul de Porto Alegre.

A designação “Batalhão de Ferro” surgiu durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a partir de um documento expedido pelo então Tenente-Coronel Argemiro Dornelis, comandante da vanguarda das Forças Ordinárias do Sul.

Presos escapam de celas e tomam galeria após falha na Cadeia Pública de Porto Alegre

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Detentos retiraram cadeados; Polícia Penal nega ter cedido às exigências dos apenados

Marcel Horowitz Correio do Povo

Uma galeria foi tomada por detentos na Cadeia Pública de Porto Alegre. Eles conseguiram destrancar cadeados e provocaram tumulto dentro da unidade após falhas de segurança no início do mês. Agentes penais estimaram 228 detentos, mas a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) afirma que foram 109 apenados.

O caso ocorreu em 1º de outubro, na galeria 4, no módulo da facção Os Manos. Ali, enquanto panelas eram recolhidas ao final da refeição, presos subiram na portinhola das celas e destrancaram as travas na parte superior das portas. Isso levou cerca de 45 minutos, tempo em que a área ficou sem vigilância.

Além disso, os cadeados tinham sido posicionados em trancas inferiores e não estavam completamente selados, o que facilitou a ação. Como se já não bastasse, tudo passou batido no monitoramento das câmeras.

Os presidiários acabaram ficando soltos no recinto. Eles só não atravessaram o último portão de acesso. Segundo o relato de agentes penais, os apenados ganharam a regalia de manter “facilitadores” na galeria, ou seja, detentos que podem atuar como intermediários da autoridade penitenciária com a massa prisional. A SSPS nega a concessão de benefícios aos presos.

O supervisor do dia foi afastado de suas funções. Porém, na visão de parte da categoria, houve falta de orientações técnicas aos servidores e a medida isentou a gestão da cadeia de assumir possíveis responsabilidades.

A reportagem contatou o diretor da CPPA, Renato Penna de Moraes, mas ele não quis fazer comentários. Por meio de nota, a SSPS e a Polícia Penal explicaram o fato:

“A Polícia Penal informa que o funcionamento da nova Cadeia Pública de Porto Alegre segue normalmente, com a ocupação gradual das suas galerias e com os procedimentos e protocolos previstos sendo adotados, primando pela segurança dos servidores e pela dignidade no cumprimento da pena.

Em relação ao episódio ocorrido em 1º de outubro, é importante esclarecer que não houve rebelião, fuga ou tomada de galeria. O fato é que, no começo da manhã daquele dia, durante a refeição, presos permaneceram no corredor da galeria, recusando-se a retornarem às celas. Após intervenção, todos retornaram naturalmente para as celas, e o ambiente foi controlado sem necessidade do uso da força. Não houve qualquer concessões aos presos.

Cumpre informar que toda tentativa de subversão da ordem é repelida imediatamente, garantindo o efetivo controle do Estado no sistema prisional. Por fim, salientamos que todos os fatos ocorridos no sistema prisional são passíveis de apuração pela Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário.

O Estado tem aplicado um volume histórico de recursos no sistema prisional. De 2019 até o final deste governo, em 2026, o investimento ultrapassará R$ 1,4 bilhão, com a construção de novas penitenciárias, possibilitando a geração de mais de 12 mil vagas criadas e requalificadas, e a compra de equipamentos.”

Uso de câmeras corporais comprova efetividade do trabalho da Brigada Militar em Porto Alegre

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Utilizada há um ano, estrutura digital de combate ao crime mostra redução de indicadores e garante respaldo às ações policiais

Correio do Povo

O uso de câmeras corporais e o auxílio da estrutura digital formada pelo Centro Integrado de Operações e Emergência (Copom) completou um ano nas operações policiais no Rio Grande do Sul. Essas ferramentas permitem visualizar a efetividade das abordagens e reforçam confiança da sociedade no trabalho da Brigada Militar.

Os impactos positivos das ações de patrulhamento da Brigada Militar na capital são perceptíveis na melhora dos indicadores. Os números mostram que os conflitos tiveram queda de 74% após o início do uso das câmeras corporais.

O resultado é composto por reduções nos registros de resistência (-87%), desacato (-70%) e desobediência (-65%). Outra consequência relevante é que os óbitos decorrentes de oposição à intervenção policial diminuíram 59%.

Modelo de segurança e eficiência

O coronel Fábio da Silva Schmitt acredita que o modelo adotado na cidade tem evitado confrontos e mesmo assim tem sido eficiente. Mesmo com menos prisões por resistência ou desacato, a corporação identificou que aumentaram as apreensões de armas e drogas com flagrantes qualificados. “Porto Alegre hoje tem um modelo de segurança mais transparente, tecnológico e eficiente, que pode servir de referência para todo o Rio Grande do Sul”, afirmou.

Antes do uso das câmeras corporais, havia mais questionamentos quanto à atuação da Brigada, o que resultava em receios por parte de alguns policiais. Agora no governo Leite, a instituição tem investido em inteligência artificial e recursos de vigilância para ampliar a segurança pública no Estado.

Câmeras corporais, videomonitoramento inteligente, drones operacionais e testes de reconhecimento facial fazem parte desse processo. Além disso, o Copom, com tecnologia de georreferenciamento, cercamento eletrônico e integração em tempo real, qualificou milhares de atendimentos e agilizou o direcionamento das equipes. Drones também são usados em eventos e ações táticas, com transmissão ao vivo para o centro integrado.

Vídeos ajudam a mostrar assertividade nas abordagens

Em Porto Alegre, são cerca de 2.700 câmeras integradas ao sistema do Copom, o que gera mais de quatro mil gravações por dia. Além disso, o cercamento eletrônico tem sido decisivo na recuperação de cerca de 60% dos veículos roubados na capital. Complementando esse sistema, desde o ano passado, somam-se mil câmeras corporais, com equipamento que grava áudio, vídeo e conta com GPS, garantindo transparência e respostas mais rápidas.

Os vídeos das câmeras corporais compartilhados pela corporação mostram exemplos de como o recurso serve de amparo ao trabalho dos policiais. Em uma das ações, a guarnição de patrulhamento tático motorizado atendeu a denúncia de disparos de armas de fogo em área conflagrada pelo tráfico de drogas. Ao chegar ao local, encontram um homem que foi abordado. Nas imagens, aparece que ele já estava baleado anteriormente em um confronto com uma organização criminosa rival. O vídeo registra a abordagem dos policiais, e o momento em que é encontrada uma pistola e drogas com o indivíduo. Também registram o chamado ao Samu e a chegada do socorro. Após o atendimento, o homem foi levado preso.

Em outra ação, as câmeras registraram uma perseguição a suspeitos, que fugiram quando perceberam a aproximação dos policiais. A ação resultou na prisão de três indivíduos. Cada um estava com uma pistola.

Os equipamentos também ajudaram a registrar quando uma equipe atendeu a uma denúncia de um homem que estaria tentando assaltar pedestres com uma faca. Ao perceber a chegada dos policiais, ele tentou se esconder em uma lixeira e depois fugiu. Foi necessário uso de arma de incapacitação neuromuscular para imobilizá-lo.

Respaldo nas provas

As câmeras corporais trouxeram benefícios diretos para os próprios policiais. O uso das imagens não só ajuda a garantir o registro e a veracidade da cronologia dos fatos, como também respaldam os policiais sobre a efetividade de suas ações, evitando possíveis questionamentos da abordagem.

O comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Fábio da Silva Schmitt, consta que com o uso das imagens das câmeras corporais houve diminuição de procedimentos internos pela qualificação da documentação das ocorrências pelo uso dos vídeos, que não apenas qualificam provas, mas também proporcionam mais confiança para vítimas e mais eficiência para a Justiça. “O PM pode trabalhar com mais tranquilidade, profissionalismo e respaldo da prova audiovisual.”, complementa.

Publicado edital de abertura do Concurso Público de Ingresso na Carreira de Delegado de Polícia

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As inscrições serão realizadas no período de 13 de outubro até as 17h do dia 12 de novembro

Correio do Povo

Foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira o Edital nº 04/2025 – Edital de Abertura do Concurso Público de Ingresso na Carreira de Delegado de Polícia. O concurso destina-se ao provimento inicial de 30 vagas para o cargo de delegado de polícia, bem como, condicionado à autorização governamental, das que venham a surgir dentro do prazo de validade do certame.

O preenchimento das vagas obedecerá, rigorosamente, à ordem de classificação final publicada no Edital de Homologação do Resultado Final do Concurso Público, de acordo com as vagas existentes e as que vierem a surgir, dentro do prazo de validade do concurso. Será respeitado o percentual destinado à ampla concorrência e às cotas para pessoas com deficiência, pessoas negras, pessoas trans e integrantes dos povos indígenas.

As inscrições serão realizadas no período de 13 de outubro de 2025 até as 17h do dia 12 de novembro de 2025, conforme determinado no Cronograma de Execução, exclusivamente pela internet, no site da Fundatec.

São requisitos para o ingresso nas carreiras da Polícia Civil, de acordo com a Lei Federal nº 14.735/2023 e com a Lei Estadual nº 12.350/2005:

a) ser brasileiro ou gozar das prerrogativas contidas no art. 12 da Constituição Federal, cujo processo de naturalização tenha sido encerrado dentro do prazo das inscrições;

b) contar com, no mínimo, 18 anos de idade até a data da matrícula no Curso de Formação Profissional;

c) possuir Cédula de Identidade Civil que contenha o número de registro geral (RG), utilizado para cadastramento de pessoas físicas pelo Órgão Estadual da Segurança Pública;

d) estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;

e) ter concluído o Curso de Direito, reconhecido pelo Ministério da Educação, até a data da posse ;

f) haver exercido atividade jurídica ou policial, pelo período mínimo de 3 (três) anos, até a data da posse ;

g) possuir Carteira Nacional de Habilitação para conduzir veículos automotores, no mínimo da categoria “B”, até a data da posse ;

h) possuir CPF válido e situação regularizada perante a Secretaria da Receita Federal;

i) possuir saúde física e psiquiátrica e aptidão psicológica adequadas ao exercício das atividades inerentes à carreira policial e, especialmente, ao cargo;

j) possuir conduta moral, ética, social e profissional compatível com a função policial.

A data provável de aplicação da Prova Preambular (fase preliminar) será 21 de dezembro de 2025.

Confira o edital do concurso.

Pesquisa Mundial em 144 países cita Pelotas como cidade exemplar de redução da criminalidade

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Pelotas é destaque internacional por reduzir mais de 80% da criminalidade

A cidade de Pelotas (RS) ganhou destaque internacional como exemplo positivo de redução da violência, segundo a Pesquisa Mundial de Vitimização, apresentada nesta semana em Nova York pelo Instituto Gallup. O levantamento, que avaliou 144 países e entrevistou 145 mil pessoas, cita Pelotas e Niterói (RJ) como referências por terem desenvolvido planos municipais integrados de prevenção à violência, com resultados expressivos — queda superior a 80% nos principais indicadores criminais.

Os programas foram elaborados e implementados com o apoio do Instituto Cidade Segura, uma organização não governamental especializada na área. Em Pelotas, o Pacto Pelotas pela Paz foi lançado em 2017; em Niterói, o Pacto Niterói Contra a Violência começou no ano seguinte. Ambos aplicam uma metodologia que combina análise de dados, integração intersetorial e foco territorial.

Um dos diagnósticos que orientou a elaboração dos planos revelou que metade dos crimes na América Latina ocorre em apenas 8% das ruas — cenário também identificado nas duas cidades. A partir disso, os gestores passaram a concentrar esforços nesses pontos, tanto com reforço do policiamento quanto com ações sociais e políticas de prevenção. O sucesso, segundo o relatório, deve-se à articulação entre órgãos municipais e estaduais de segurança.

O documento também ressalta a liderança dos prefeitos que conduziram os projetos e promoveram a cooperação entre diferentes instituições. São citados a ex-prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas — atualmente secretária extraordinária de Relações Institucionais do governo Eduardo Leite — e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Os resultados obtidos em Pelotas são notáveis. Entre 2017 e 2025, o município registrou:

  • 90% de redução nos crimes violentos contra a vida (como homicídios);
  • 89,3% de queda nos roubos a pedestres;
  • 86,7% de redução nos roubos a estabelecimentos comerciais;
  • 96% de queda nos roubos de veículos;
  • 83% de redução nos roubos a residências;
  • e 93% de queda nos assaltos a ônibus.

Para Paula Mascarenhas, a menção no relatório da Gallup é um reconhecimento ao esforço coletivo e um exemplo de que “é possível construir um mundo mais seguro, cidade por cidade”.