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Governo do RS avalia conceder reajuste ao funcionalismo e descarta rever decretos que cortam benefícios fiscais

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Secretária da Fazenda apresentou nesta quarta-feira os resultados das contas estaduais em 2023

PAULO EGÍDIO GZH

Secretária da Fazenda, Pricilla Maria Santana, detalhou, nesta quarta-feira (31), resultados das contas públicas do RS em 2023. Robson Nunes / Ascom Sefaz

Após fechar o ano de 2023 com superávit influenciado por receitas extraordinárias, o governo do Rio Grande do Sul mantém cautela sobre o cenário fiscal de 2024. Com o resultado apurado no último quadrimestre, o governo gaúcho conseguiu sair do limite prudencial de gastos com pessoal definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que abre espaço para a concessão de reajustes e promoções ao funcionalismo.

Na apresentação em que detalhou os resultados das contas públicas de 2023, nesta quarta-feira (31), a secretária da Fazenda, Pricilla Maria Santana, disse que o Palácio Piratini tem planos de conceder reajustes e melhorar a estrutura das carreiras do funcionalismo, mas ainda não definiu os parâmetros da correção e a extensão das mudanças.

De outra parte, a secretária descartou rever o corte de benefícios fiscais de diferentes setores e da cesta básica, que passará a valer plenamente a partir de abril. A medida foi adotada pelo governo para compensar o fracasso na tentativa de elevação da alíquota do ICMS.

— Não há possibilidade de revisão, porque essas medidas não foram implementadas ainda e não temos condições de avaliar o potencial da arrecadação para fazer frente aos desafios do Estado. E nós trabalhamos com o cenário de progressividade — disse a secretária.

Conforme os planos do governo Leite, a retirada de 40% dos incentivos fiscais que são concedidos a 64 setores econômicos será gradual. A cada semestre, a partir de abril, o governo do Estado retiraria 10% dos benefícios.

No caso do reajuste aos servidores, Pricilla afirmou que a volta do Estado ao limite prudencial da LRF não é “consistente e robusta”, mas que o governo está ciente das mobilizações das categorias. Conforme a secretária, o governo deve apresentar um plano de correção “muito comedido” aos servidores.

— O Estado não tem condições de dar aumento superior a qualquer índice inflacionário, ou de fazer concursos e promoções em todas as carreiras. Será um debate criterioso, em que faremos a conta do custo-benefício. Carreiras que estão há muito tempo ser reajuste terão prioridade e, à medida que houver espaço, vamos avançando. Mas certamente alguns vão se frustrar — disse a secretária.

O governo gaúcho fechou o ano de 2023 gastando 45,03% da receita corrente líquida com despesas de pessoal. O limite prudencial da LRF é de 46,55% e o limite máximo, de 49%.

Renegociação da dívida

Fator que mais pressiona as contas públicas gaúchas, a dívida do governo do Estado com a União terá os termos renegociados novamente neste ano. O Palácio Piratini encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta de alteração nos termos do regime de recuperação fiscal (RRF) e aguarda uma contraproposta.

Na semana passada, o governador Eduardo Leite enviou ofício ao ministério cobrando uma resposta. A previsão é de que ela chegue no final de fevereiro.

O governo gaúcho pleiteia que a Secretaria do Tesouro Nacional adote nova interpretação das regras de correção do passivo adotada desde 2015, que poderia abater até R$ 12 bilhões da dívida, que hoje supera os R$ 92 bilhões.

Além disso, almeja adotar um novo índice de atualização para os anos seguintes. Em vez do indicador atual, que considera a taxa Selic e a inflação, a proposta é de que a atualização passe a ser de 3%, mesmo percentual cobrado dos agricultores beneficiados pelo Plano Safra.

Conheça o treinamento dos cães que auxiliam a Polícia Penal gaúcha

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Sistema penitenciário conta com reforço de 288 cachorros no RS; animais atuam em operações e na rotina prisional

Marcel Horowitz Correio do Povo

RS conta com 288 cachorros que atuam no sistema penitenciário | Foto: Jurgen Mayrhofer / Ascom SSPS

Os cães reforçam as ações da Polícia Penal. Ao lado dos agentes, eles atuam na vigilância preventiva, na frustração de tentativas de fuga, procedimentos de revista e em escoltas. No Rio Grande do Sul, o sistema penitenciário conta com a atuação de 288 cachorros.

O Canil da 9ª Delegacia Penitenciária Regional (DPR) é um dos estabelecimentos onde os animais recebem treinamento no estado. “Quando há um cão junto, o ímpeto dos presos de reagir diminui. O cachorro tem um poder de persuasão psicológica muito grande. Isso inibe o comportamento do apenado”, destacou o coordenador do Canil e responsável técnico do Grupo de Operações com Cães (GOC), Anderson Cardoso.

Criado em 2019 na Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos, o Canil da 9ª DPR é referência no sistema prisional gaúcho. Inicialmente, a proposta era atender às necessidades da unidade mas, em 2021, passou a atender cadeias estado afora.

O local soma 16 cães. A matilha é supervisionada por Cardoso e Hugo Gomes, agentes com habilitação em cinotecnia, área que engloba conhecimentos e técnicas relacionados a emprego, manejo, treinamento, estudo de comportamento e seleção genética do cão.

As atividades de faro e intervenção estão entre as funções desempenhadas. O cão de faro é empregado para detectar um possível ingresso de materiais ilícitos nas unidades. Além disso, facilita os procedimentos de revista em celas, por identificar pontualmente o local em que está escondido algum material proibido.

A partir do odor das substâncias usadas na fabricação de itens ilícitos, os cães são treinados a identificar a presença deles em qualquer ambiente. Eles também podem ser utilizados para busca em caso de fuga, por meio do cheiro específico do fugitivo, que pode ser extraído de uma peça de roupa. Também há cães que atuam no entorno dos presídios, com o intuito de impedir fugas.

Na parte de intervenção, os animais suplementam a segurança dos estabelecimentos prisionais e dos agentes penitenciários. Em operações, servem como apoio para inibir tentativas de subversão por parte dos apenados. Os cães possuem treinamento para latir e para atacar, caso necessário.

Em 2023, o Canil da 9ª DPR participou de 48 operações. “De quase dez mil presos revistados no último ano, nenhum tentou reagir. Nunca tivemos ocorrências nas quais o cão teve que atacar nessa situação”, relatou Cardoso.

Instituído no último ano, o Grupo de Operações com Cães ainda está em processo de estruturação. A ideia é unir canis regionais, que atendem às regiões penitenciárias e outras forças de segurança, e setoriais, que atuam nas unidades prisionais nas quais estão sediados. O RS conta com canis regionais nas 2ª, 7ª, 8ª e 9ª DPRs, além de canis setoriais em diferentes estabelecimentos.

Desenvolvimento de cães policiais

Os cães ingressam no sistema prisional, em média, com até um ano e meio de idade. Geralmente, são adquiridos pelos servidores ou doados por canis privados.

O período de treinamento para começar a trabalhar varia. Alguns precisam de mais tempo e outros de menos, podendo variar de três a seis meses. Nessa etapa, eles passam por testes para verificar se estão aptos ao trabalho prisional.

Há casos em que os animais não se adaptam ao serviço. Isso pode acontecer em função da personalidade do cão. Quando é constatada a inaptidão, seja por incompatibilidade comportamental, doença irreversível ou fatores que impliquem no desempenho abaixo do padrão esperado para a atividade prisional, eles são adotados por servidores da instituição.

Cardoso explica que, em operações, ocorrem diversos barulhos, o espaço é escuro, há odores diferentes e pessoas falam alto. Nesse cenário, os cães precisam ter a capacidade de continuar agindo normalmente.

Quando um cão atinge oito anos de trabalho ou dez anos de idade, ele é aposentado. Na aposentadoria, pode permanecer com quem o conduziu por mais tempo. Se a pessoa não puder ficar com ele, é doado a outro servidor do canil no qual trabalhou ou da Polícia Penal.

Fortalecimento de vínculos

Em canis de instituições de segurança, é comum ocorrer a formação de uma dupla formada por um cão e seu condutor, chamada de binômio. A formação da parceria ocorre desde a chegada do animal ao serviço e compreende o adestramento, a rotina diária e a participação em operações, cursos e campeonatos, por exemplo.

Logan, um pastor alemão de três anos e meio, é o parceiro de Cardoso, e Mohoc, um pastor holandês de cinco anos, é o de Hugo. Como eles trabalham a maior parte do tempo juntos, o fortalecimento dos vínculos é fundamental para aperfeiçoar o treinamento e aumentar o companheirismo e a confiança em serviço.

“Para atuar em escala maior e por mais tempo, o cão tem que treinar, descansar e ter uma qualidade de vida boa”, explicou Hugo, que está com Mohoc há cerca de um ano e permanece com ele fora do ambiente prisional.

Logan está com Cardoso desde os 60 dias de vida. Quando acaba o expediente, o cachorro segue para casa com ele. “O cão precisa passear e ter uma vida livre. Não é só trabalho. Há momentos em que é preciso deixar o cachorro ser cachorro. Quando colocamos eles na responsabilidade do serviço, com a coleira e a guia, eles veem a nossa farda e sabem que é hora de trabalhar. Eles conseguem separar os momentos”, disse.

A parceria entre os agentes e cães não se limita às ações. As tarefas realizadas em conjunto reforçam que os cachorros não são apenas parte do trabalho, mas companheiros de vida dos servidores da Polícia Penal gaúcha.

Pressão por reajustes deve aumentar no Rio Grande do Sul 

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Estado saiu do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal nos gastos com servidores 

ROSANE DE OLIVEIRA GZH

Os dados fiscais do Estado, que a secretária da Fazenda, Pricilla Santana, vai detalhar nesta quarta-feira (31), a partir das 15h30min, trazem uma boa notícia: o Rio Grande do Sul fechou 2023 com os gastos de pessoal abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse dado deve aumentar a pressão dos servidores sobre o governo em busca de reajuste salarial.

A despesa total com pessoal, segundo o resumo publicado no Diário Oficial do Estado, foi de R$ 25,4 bilhões, o que equivale a 45,03% da receita corrente líquida, que chegou a R$ 56,5 bilhões. O limite prudencial é de 46,55% e o limite máximo, de 49%.

As informações foram extraídas dos relatórios da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), da Receita Estadual e do Tesouro do Estado e contabilizam o fluxo financeiro da Administração Direta, das autarquias e das fundações, inclusive dos fundos de previdência dos servidores públicos, conforme prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal. O documento tem o objetivo de ampliar a transparência na gestão financeira dos recursos públicos.

Desde o final do ano passado os secretários e o governador Eduardo Leite vêm sendo cobrados por diferentes categorias de servidores públicos que querem reajuste salarial, promoções ou revisão de carreiras. A resposta era sempre a mesma: não havia como se comprometer com aumentos porque o Estado passou a maior parte do ano acima do limite prudencial da LRF. Seria preciso esperar o fechamento das contas para só então discutir qualquer reposição.

A única das categorias que tem reajuste assegurado neste ano é a dos professores, porque o plano de carreira tem como ponto de partida o piso nacional do magistério. Neste ano, pela fórmula adotada desde o início para a correção do piso, o índice será de 3,62%, o que eleva o mínimo dos professores com jornada de 40 horas semanais para R$ 4.580.

A maior pressão virá dos servidores da segurança pública, embora todos, com exceção do magistério, só tenham recebido nos últimos anos a reposição de 6% dada em 2022. Delegados de polícia e oficiais da Brigada Militar se ressentem de “ficar para trás” do Judiciário e do Ministério Público, que passaram a ter reajustes automáticos sempre que sobe o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal.  

A margem do governo para a concessão de reposição salarial é estreita, dado que o percentual de comprometimento da receita com a folha ainda está muito próximo do limite prudencial. Além disso, o orçamento de 2024 tem previsão de déficit.

Despesa total com pessoal, segundo o resumo publicado no Diário Oficial do Estado, foi de R$ 25,4 bilhões, o que equivale a 45,03% da receita corrente líquida. Reprodução / Sefaz-RS

331 agentes são nomeados durante formatura da Polícia Civil

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331 agentes são formados pela Polícia Civil nesta segunda-feira

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realizou a formatura dos novos 331 agentes policiais, na data de hoje, no Teatro do Sesi, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, FIERGS, em Porto Alegre.

O evento marca o encerramento do Curso de Formação Profissional da 58° Turma de Escrivães e 57° Turma de Inspetores da Polícia Civil, como última etapa do processo seletivo para ingresso nas carreiras policiais. São 156 novos escrivães de polícia e 175 novos inspetores de polícia que ingressam na instituição.

Ao todo, 161 homens e 170 mulheres, oriundos de várias partes do Rio Grande do Sul e outros estados do país, sendo 23 inspetores e 13 escrivães de fora do RS, prestaram o juramento de servir e proteger a sociedade.

Os novos agentes, os quais iniciaram o curso de formação em agosto de 2023, cumpriram a carga horária de 810 horas, com diversificadas aulas teóricas e práticas de defesa pessoal, técnicas operacionais policiais, armamento e tiro, dentre outras disciplinas, com o intuito de vivenciar a rotina da profissão.

O Governador do Estado do RS, Eduardo Leite, durante a sua fala destacou o comprometimento do governo no aumento de efetivo policial, investimentos e nos resultados alcançados através da redução expressiva de homicídios, latrocínios e roubos no Estado. O Governador Eduardo Leite ainda anunciou a nomeação dos novos policiais: “Vocês não estão mais aptos à nomeação simplesmente porque assinei agora, virtualmente no meu celular, o ato oficial de nomeação. Parabéns aos nossos novos policiais civis!”

Durante a cerimônia, o Secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, ressaltou a importância do ingresso de novos agentes para integrarem o quadro da Segurança Pública. “Vocês escolheram uma carreira fascinante. Nunca se pode perder esse brilho no olhar que vocês têm hoje, ao ingressarem na Polícia Civil. Nunca esqueçam a importância de princípios como hierarquia, disciplina e integração, pois o trabalho em equipe é fundamental. O sucesso na segurança pública se dá através de um trabalho integrado. Parabéns pela carreira que escolheram!”

O Chefe de Polícia, Delegado Fernando Sodré, se dirigiu aos formandos: “O que valoriza este momento é a jornada que os trouxe até aqui e a jornada que aqui inicia. Nunca se pode perder o entusiasmo e o brilho nos olhos para servir a sociedade gaúcha. Vocês terão momentos de dificuldade, mas isso é o que tem que nos motivar todos os dias. Esse é o nosso trabalho. Temos que estar sempre evoluindo. Dediquem-se e tenham certeza que a sociedade gaúcha os apoiará. Sejam felizes e bem-vindos à Polícia Civil do Rio Grande do Sul”.

Nesse sentido, a Delegada Elisângela Melo Reghelin, Diretora-geral da Acadepol, esclareceu que a Academia de Polícia mais um vez direcionou seus esforços no sentido de proporcionar uma formação sólida para os alunos: “Com os 331 formandos de hoje, são 1.719 novos agentes neste concurso. Esses novos policiais se encontram muito bem preparados para ingressarem na carreira. Todos foram formados através de um trabalho qualificado, não só na questão operacional através do conteúdo ministrado, mas também em função do caráter e valores destes homens e mulheres que hoje pertencem à família policial”.

Ao longo da solenidade, os alunos, Marcos Edinei Pereira de Moraes e Monique Alves Peixoto, discursaram sobre o momento da formatura e da união dos formandos: “Hoje tornamos o nosso sonho realidade. Ao longo do curso, superamos testes de paciência e união, nos transformando em uma grande família nessa trajetória”.

https://www.pc.rs.gov.br/

Delegados pretendem esvaziar delegacias situadas em prédios precários

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Medida faz parte da pressão por reajuste salarial e um dos locais visados para interdição é o Palácio da Polícia, sede da Polícia Civil

HUMBERTO TREZZI GZH

Estragos no teto da sede da Polícia Civil gaúcha Associação de Delegados de Polícia-RS (Asdep) / Divulgação

Na luta por reajuste salarial, a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep-RS) decidiu ampliar o leque de pressões. Promete esvaziar agora os prédios de delegacias em situação precária. É mais uma medida que se soma ao silêncio adotado desde o final de 2023 em relação a detalhes de operações contra o crimes.

– Tem prédios caindo aos pedaços, que oferecem risco aos policiais e ao cidadão que vai lá registrar ocorrência. A categoria decidiu que isso não será mais tolerado, agentes e delegados não trabalharão mais nesses locais – informa o presidente da Asdep, delegado Guilherme Wondracek.

A decisão foi tomada em assembleia-geral da Asdep na última quinta-feira (25), por 132 votos. A ideia é uma operação-padrão em relação às condições de trabalho. A começar pelas edificações. Na semana passada, o prédio da delegacia de Antônio Prado, na Serra, foi interditado por risco de desabamento. As paredes da DP apresentam rachaduras. Os policiais estão dando expediente numa cidade próxima, Ipê.

Um dos alvos da nova tática dos policiais é o Palácio da Polícia, sede da Polícia Civil gaúcha, situado na esquina das Avenidas João Pessoa com Ipiranga, em Porto Alegre. O vendaval de 17 de janeiro destelhou grande parte do prédio. Janelas se partiram em decorrência das rajadas de vento, que penetraram no espaço entre o forro e a cobertura,  provocando o efeito de sucção. Placas do forro foram sugadas. O temporal causou desplacamento, goteiras, infiltrações, queda de luminárias e alagamentos. O destelhamento também evidenciou que parte da madeira da cobertura está danificada e a fiação elétrica, precária, conforme laudo elaborado pela assessoria de engenharia do Departamento de Administração Policial. Trecho do laudo:

“A assessoria de engenharia não pode garantir a segurança nem a integridade física dos servidores e usuários do imóvel ou dos equipamentos ali localizados e recomenda a interdição total do terceiro pavimento do Palácio da Polícia. Se a medida não for viável por funções operacionais, recomenda-se minimamente a interdição da área mais afetada pelo temporal”.

O Palácio da Polícia é o local onde o Chefe de Polícia e seus principais assessores dão expediente.

A Chefia de Polícia informa que a reforma do telhado do Palácio da Polícia foi aprovada e deve começar em breve. Já existia um procedimento aberto desde o ano passado, mas a situação piorou com o temporal. O delegado Heraldo Guerreiro, vice-chefe de Polícia, informa que o terceiro andar do prédio poderá ser desocupado, para realização das reformas necessárias.

Menino socorrido pela BM morre em acidente de trânsito rumo ao Hospital de Novo Hamburgo

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Criança era levada ao hospital em viatura, que colidiu com outro veículo e capotou

Marcel Horowitz Correio do Povo

Viatura colidiu com outro veículo quando levava criança ao hospital | Foto: Redes sociais / Reprodução / CP

Um menino de dois anos que convulsionava morreu em um acidente de trânsito, a caminho do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A criança havia sido socorrida pela Brigada Militar, que a levava para receber atendimento médico em uma viatura, que colidiu com outro veículo e capotou. O caso aconteceu na noite desse domingo.

De acordo com o 3° Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), próximo às 21h30min, a avó do menino o levou até a sede da Corporação, pedindo ajuda. Um soldado que estava na guarda iniciou os primeiros socorros e pediu apoio a uma guarnição, que realizava policiamento ostensivo na localidade. A criança foi levada na viatura, junto a três militares, rumo ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

O acidente ocorreu entre as ruas Bento Gonçalves e Flores da Cunha, quando um veículo colidiu com a viatura, que capotou. Um policial militar ainda chegou a sair da viatura acidentada, com a criança no colo, e foi levado ao hospital por outro motorista, que parou para prestar socorro.

O menino chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu e acabou morrendo. Os PMs envolvidos no acidente sofreram escoriações. O ocupante do veículo que colidiu com a viatura não sofreu lesões.

Confira a nota da Brigada Militar na íntegra

É com pesar que o 3º Batalhão de Polícia Militar (3° BPM) esclarece os fatos ocorridos na noite de domingo (28/1), envolvendo um acidente com viatura que resultou em uma fatalidade.

Por volta das 21h30 de domingo, uma senhora chegou na sede do 3° BPM, na cidade de Novo Hamburgo, pedindo ajuda e atendimento a uma criança que estava convulsionando.

O policial militar que estava na guarda imediatamente iniciou os primeiros socorros e concomitantemente pediu apoio a uma guarnição que realizava policiamento ostensivo na região. 

A guarnição, composta por três policiais militares, brevemente chegou ao local e deslocaram ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo, com a criança e a avó.

Durante o deslocamento, na rua Bento Gonçalves com Flores da Cunha, em Novo Hamburgo, um veículo colidiu com a viatura da Brigada Militar, ocorrendo, assim, o capotamento da viatura.

Um policial Militar que estava na viatura acidentada, saiu do veículo com a criança e no carro de um homem, que parou para prestar socorro, seguiu ao Hospital. A criança, com cerca de dois anos de idade, recebeu atendimento no hospital, mas infelizmente não resistiu.

Os policiais militares envolvidos no acidente sofreram escoriações e o ocupante do veículo, que colidiu com a viatura, não sofreu lesões.

Policial de folga reage a roubo e mata assaltante a tiros no centro de Carazinho

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Estabelecimento fica na Avenida Flores da Cunha

GZH PASSO FUNDO

Policial estava de folga e abastecia seu carro particular por volta das 13h Marcelo Toledo / Portal Gazeta

Um policial militar matou um homem a tiros após um roubo a mão armada em um posto de combustíveis no centro de Carazinho, no norte gaúcho, no começo da tarde deste sábado (27). 

Segundo informações da Polícia Civil, o agente público estava de folga e abastecia seu carro particular por volta das 13h no estabelecimento localizado na Avenida Flores da Cunha, no centro do município, quando um indivíduo anunciou o assalto. 

O assaltante chegou a retirar dinheiro do caixa e, ao caminhar para deixar o local, foi abordado pelo policial, que atirou contra ele. Clayton da Silva Bueno, 32 anos, morreu na hora. Outro homem aguardava pelo assaltante em uma moto e fugiu ao ouvir os disparos. Ele não foi localizado até o momento. A Brigada Militar faz busca na região. 

Os demais funcionários e clientes que estavam no posto de combustíveis não se feriram e o dinheiro foi recuperado. 

— O que chama a atenção nesse fato é que o indivíduo fez o roubo com a arma em punho, o que significa que foi um crime violento. Ultimamente, temos visto quase que todas as semanas operações da Draco (Delegacia de Repressão à Corrupção e Crime Organizado) contra casos semelhantes em Carazinho — afirmou o delegado plantonista, Cristiano De Bone.

A Polícia Civil instaurou um procedimento para buscar o indivíduo que fugiu após o crime e esclarecer os fatos em relação ao policial militar envolvido na ação. 

PGR recomenda ao Ministério da Justiça punição com “escala de responsabilidade” a policiais sem câmera na farda

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Órgão sugere que uso do equipamento seja critério para repasse de verbas federais

ESTADÃO CONTEÚDO Pepita Ortega

A Procuradoria-Geral da República recomendou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que sejam estabelecidas punições, com gradação de responsabilidade, para casos de policiais que deixem de usar ou usem inadequadamente câmeras corporais. “O uso indevido das câmeras sem a devida sanção dificilmente acarretará a efetividade de sua implementação”, alerta o Ministério Público Federal.

O órgão sugere ainda que a implementação de câmeras corporais pelos órgãos de segurança dos Estados seja um critério obrigatório para o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional — verbas que abastecem as secretarias de Segurança Pública de todo o país.

As indicações constam de ofício encaminhado à pasta pela coordenadora da Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional (7CCR), Elizeta Ramos. O documento narra sugestões elaboradas pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional Contra o Racismo na Atividade Policial (GTI Racismo).

O ministério está em fase de transição. Em breve, quem assumirá é o ministro Ricardo Lewandowski, que escolheu o procurador-geral de Justiça Mário Luiz Sarrubbo como Secretário Nacional de Segurança Pública. Nesse ínterim, o órgão abriu uma consulta pública sobre proposta de portaria que trata da Diretriz Nacional sobre Câmeras Corporais em Segurança Pública.

Na lista de sugestões ao Ministério da Justiça, o Ministério Público Federal argumenta que o acionamento das câmeras sem possibilidade de escolha pelo policial é “uma medida muito mais eficaz para a redução da letalidade policial e para a transparência e prevenção da corrupção”. “Recomenda-se que essa modalidade seja a única cabível, sobretudo em caso de policiamento ostensivo”, diz o texto.

A Procuradoria também fez sugestões quanto ao período pelo qual os registros das câmeras deve ser armazenados. O rascunho da portaria submetida à consulta pública previa um intervalo de 90 dias, mas o MPF defende a ampliação do prazo. Argumenta que, no caso de investigações em curso, ele deve corresponder, no mínimo, à duração do inquérito e eventual processo judicial. Também é proposto um intervalo de cinco anos para gravações de ocorrências com resultado morte e lesão corporal grave.

A emoção de seu Osmar e gratidão aos PMs que recuperaram a sua gaita furtada

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PorPlantão Jornal Ibiá

Pai e filho tiveram as gaitas furtadas em Alfama, após dupla levar os instrumentos com a promessa de que iriam benzer

Aos 15 anos de idade, o então adolescente Osmar Grosz comprou a tão sonhada gaita. Pagou, na época, 7.500 contos de réis por uma gaita Todeschini. Com a gaita, seu Osmar conta que animava festas em bailes em várias cidades.

Foram mais de 70 anos em que o agricultor da localidade de Alfama, no interior de Montenegro, esteve com sua companheira de animação, tocando canções gaúchas, sertanejas, alemãs e de outros ritmos. Com orgulho, aos quase 86 anos de vida, mostra fotos das festas de casamento e aniversário, além de bailes que animava. E também tirou do roupeiro as partituras das aulas de gaita de sete décadas atrás.

Agricultor de 85 anos tocou e lembrou histórias de 7 décadas animando festas com o instrumento

Na manhã de terça-feira da semana passada, 16, o aposentado estava sozinho em casa, em local de difícil acesso, quando chegaram dois indivíduos num veículo Ecosport, com placas de Lajeado, se apresentando como benzedores e vendedores de chás. Alegando que iriam levar a gaita de seu Osmar, e também a do filho Sidney, de 54 anos, para que fossem benzidas, os indivíduos saíram carregando os instrumentos musicais. Só depois se descobriu que as gaitas, avaliadas em mais de 13 mil reais, mas com um valor sentimental muito maior, tinham sido furtadas pela dupla, que também teria levado frasco de perfume e 70 reais em dinheiro. “Foi muito difícil, principalmente para o pai, que desde criança vivia com essa gaita. “Ele estava muito triste, sabendo que provavelmente as gaitas não iriam retornar mais”, diz o filho Sidney.

Gaitas tinham sido furtadas em Alfama
– Crédito: BM

A Brigada Militar logo iniciou buscas, com a informação de que os suspeitos estariam em um veículo Ecosport de cor cinza com placas de Lajeado. Através de informações, no dia seguinte os policiais militares chegaram ao paradeiro do veículo, mas os instrumentos musicais não se encontravam no seu interior. As gaitas já teriam sido levadas para outra cidade, da Região Metropolitana, dificultando ainda mais a sua recuperação. Mas graças aos contatos, os policiais conseguiram fazer com que as gaitas fossem devolvidas, sendo entregues em um acampamento na margem do rio Caí, junto ao Balneário Municipal (Baixio).

Um suspeito também foi conduzido para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e está se apurando a participação dos envolvidos em outros furtos e tentativas em propriedades do interior do município. Segundo agricultores, eles estiveram em diversos locais. Inclusive vítimas de outro furto, ocorrido na localidade de Costa da Serra, reconheceram através de fotografias objetos seus que teriam sido subtraídos e se encontravam também no acampamento. Em todos os locais os indivíduos se apresentavam como vendedores de chás e benzedores, o que serve de alerta para a população. Em caso de qualquer suspeita, entrar em contato pelo telefone 190, da BM.

Emoção e lágrimas

Emocionado, Osmar e a família receberam a guarnição da Brigada Militar na última terça-feira. Entre um chimarrão e outro, sem esconder as lágrimas e com a voz embargada, o idoso agradeceu aos PMs pelo empenho na recuperação dos instrumentos musicais. A emoção também estava no rosto dos policiais ao verem o agricultor feliz da vida tocando novamente a sua gaita. “Isso não tem preço”, comentaram os PMs. Já seu Osmar fica com os olhos lacrimejando ao relembrar o reencontro com sua companheira de tantas canções. E fez questão de tocar para os policiais como forma de agradecimento pela dedicação na recuperação.

O agradecimento não foi só por parte de seu Osmar e família. Ao longo do percurso até a propriedade, muitos agricultores acenavam e foram até a viatura para cumprimentar os policiais. “Isso nos motiva a trabalhar ainda mais pela comunidade”, disseram os agentes, lembrando a importância da população avisar o quanto antes 0000000e passar informações em caso de qualquer suspeita.

Nove presos que escoltaram traficante em Caxias do Sul ganham liberdade provisória

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Grupo montou caravana para acompanhar saída do traficante ‘Xuxinha’ da Penitenciária do Apanhador

Marcel Horowitz Correio do Povo

Grupo foi detido com armamento de grosso calibre quando escoltava homem apontado como líder de facção | Foto: BM / CP

O 1º Juizado da Vara Criminal de Caxias do Sul concedeu liberdade provisória a nove suspeitos de integrar uma facção. Eles foram presos na terça-feira, quando acompanhavam um homem que acabara de sair da Penitenciária Estadual do Apanhador. A informação é do portal Petrus News.

Os presos faziam parte de um comboio formado por um Renault Sandero, dois Chevrolet Celta e uma moto Yamaha. O grupo seguia Felipe Linck da Silva, o Xuxinha, de 24 anos. Ele havia progredido para o regime aberto, mesmo sendo apontado como liderança do tráfico.

Quando a caravana foi abordada por soldados do 4º Batalhão de Polícia de Choque e do Comando da Brigada Militar na Serra, Xuxinha pulou para fora do Sandero, ainda em movimento. Houve troca de tiros e ele acabou sendo atingido três vezes, nas pernas. O criminoso, que vestia colete à prova de balas, foi hospitalizado e não corre risco de morrer.

Foram apreendidos um revólver calibre 38, uma pistola calibre .380, uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito, além de munições. Também foram localizados R$ 3,7 mil e uma porção de maconha.

Seis homens vão responder por porte ilegal de arma de fogo, em liberdade. O restante do grupo, incluindo duas mulheres, não vai responder criminalmente. Um adolescente que estava com o bando também foi liberado. Xuxinha é o único que ainda permanece preso, por tentativa de homicídio.

Correio do Povo contatou o juiz Mauro Peil Martins, responsável pela decisão. O magistrado afirma que Polícia Civil e Ministério Público não forneceram provas de que os presos eram de uma facção ou que iriam cometer crimes. O juiz também destaca que não foi comprovado que Xuxinha era chefe do grupo.

“Ele é apontado como líder de facção mas, na ocorrência que recebi, não há provas disso além de uma frase. Também não me foi dito a que fim os presos o acompanhavam, se eles se conheciam e nem se estavam juntos na intenção de cometer crimes. O Felipe havia sido solto. Acompanhar alguém que foi colocado em liberdade não é crime, não há como enquadrar eles”, disse Martins.

Ainda de acordo com o juiz, a lei garante que os acusados de porte ilegal de armas possam responder em liberdade. “Por quanto tempo eu os deixaria presos, se a acusação contra eles não levaria ao regime fechado? Também não tenho como prender as pessoas que estavam em outros carros, onde não havia armas. Quem comete crime deve ser tirado de circulação, desde que esteja relacionada à prática de um crime que acarreta prisão. Foi o caso do Felipe, que foi preso por atirar contra os policias.”

O que dizem as defesas

A defesa de Angélica Rocha Bettes e Jéssica Porto da Fonseca pediu a liberdade provisória sob o argumente de que se tratam de mães com filhos menores de doze anos. Elas também seriam rés primárias, sem indicativos de que voltem a cometer ilícitos, segundo a tese.

A defesa de Gabriel Silva Ferreira sustentou de que se trata de preso sem antecedentes, com residência fixa.

A defesa de Felipe Linck, o Xuxinha, pediu a revogação da prisão em flagrante, alegando se tratar de ato nulo, considerando, em tese, a ilegalidade da busca pessoal e veicular sem mandado judicial. Ainda, afirmou que não há indícios de materialidade acerca do delito de homicídio tentado, bem como alegou que o custodiado sofreu violência policial. A reportagem ainda tenta contato. O espaço permanece aberto.

A defesa de Andriel Tavares Arruda postulou liberdade provisória do custodiado, diante da ausência de objetos apreendidos. Além disso, referiu se tratar de preso sem antecedentes e filha que depende de seu sustento.

A defesa de Vinícius de Oliveira, Igor Farias, Douglas Brum e Gabriel Flain postulou o relaxamento da prisão, concedendo liberdade provisória. Alternativamente, a concessão requerida mediante termo de comparecimento a todos os atos processuais, sob pena de revogação, com a expedição de alvará de soltura.

A defesa de Leonardo Rafael dos Reis dos Santos se manifestou requerendo sua soltura, com base no fato de ser primário, sem antecedentes e com residência fixa, além de não haver materialidade nos crimes.