Não é verdade a semente do mal plantada por alguns brigadianos, com o apoio de parte de políticos de oposição, sobre a reunião das associações na Secretaria de Segurança Pública, onde foi repercutida uma postagem do Jornalista Políbio Braga, afirmando que só oficiais poderiam ganhar aumento salarial.
O Correio Brigadiano foi o único órgão de imprensa que acompanhou TODA a reunião, o Jornalista Policio Braga, o qual respeitamos, não tem essa fonte de informação, publicou aquilo que chegou à sua assessoria, isto é, parte da informação mas não o todo.
O Jornal Correio Brigadiano não tem em suas atribuições, fazer a militância classista e nem a defesa de quem quer que seja, mas tem sim o compromisso com a verdade e a INFORMAÇÃO de relevância à segurança pública.
Dito isto, justiça seja feita, o próprio Comandante-Geral da BM disse na reunião na presença do Secretário SSP e os presidentes das quatro entidades (ASOFBM, ASSTBM, AOFERGS e ABAMF) que a prioridade na reposição salarial são os praças, em nenhum momento houve qualquer fala no sentido de diferenciação entre os níveis da BM.
Se a reposição vai acontecer, não há muito a acreditar, pelo histórico deste governo, mas daí a continuar colocando uns contra os outros é de quem definitivamente não quer o bem coletivo e buscas outros objetivos concomitantes com um ano eleitoral.
Confira a taxa de segurança de cada um dos estados do Brasil:
Está pensando em se mudar ou conhecer outros estados brasileiros? O ranking abaixo mostra os dados sobre cada uma das 10 unidades federativas mais seguras do país, seja para residir por lá, ou para passar uns dias. Veja o conteúdo na íntegra!
1. Santa Catarina
Santa Catarina é o estado mais seguro do país! Com uma média de 8,6 assassinatos violentos a cada 100 mil habitantes, o estado está bem abaixo da média nacional de 24,9. Distante também do segundo colocado, São Paulo, que teve média de 11,3 assassinatos violentos a cada 100 mil habitantes no ano de 2022.
Santa Catarina detém também o posto com a capital mais segura do Brasil, com Florianópolis. A cidade registrou apenas 9,5 de taxa média, mais de 8 pontos de distância da segunda colocada, São Paulo (SP), com 13,0.
Morar em Santa Catarina é sinônimo de qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. O estado oferece também algumas das cidades mais seguras do Brasil, confira o ranking estadual:
Ranking de cidades mais seguras em Santa Catarina
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira a classificação de cidades mais seguras de Santa Catarina:
Jaraguá do Sul – 2,3 assassinatos/100 mil habitantes
Brusque – 3,5 assassinatos/100 mil habitantes
Criciúma – 5,1 assassinatos/100 mil habitantes
Lages – 6,1 assassinatos/100 mil habitantes
Tubarão – 6,4 assassinatos/100 mil habitantes
Blumenau – 6,7 assassinatos/100 mil habitantes
Palhoça – 8,1 assassinatos/100 mil habitantes
Itajaí – 8,1 assassinatos/100 mil habitantes
Florianópolis – 9,5 assassinatos/100 mil habitantes
Joinville – 10,3 assassinatos/100 mil habitantes
2. São Paulo
O segundo estado mais seguro do país e, não coincidentemente, o mais populoso é São Paulo. SP é reconhecida por ter a maior cidade da América Latina, sua capital de mesmo nome. As taxas do estado ficam em 11,3 assassinatos a cada 100 mil habitantes, ficando próximo do terceiro lugar, Minas Gerais, com taxa média de 14,0.
Na classificação de cidades médias com população entre 500 mil e 1 milhão, 6 cidades das 10 primeiras posições são ocupadas por municípios paulistas. São elas: São José dos Campos, Osasco, Ribeirão Preto, Sorocaba, Santo André e São Bernardo do Campo.
Ranking de cidades mais seguras de São Paulo
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Salto – 3,1 assassinatos/100 mil habitantes
Várzea Paulista – 3,5 assassinatos/100 mil habitantes
Botucatu – 3,5 assassinatos/100 mil habitantes
Indaiatuba – 3,5 assassinatos/100 mil habitantes
Araraquara – 3,9 assassinatos/100 mil habitantes
Votorantim – 4,5 assassinatos/100 mil habitantes
Poá – 5,1 assassinatos/100 mil habitantes
Santa Bárbara d’Oeste – 5,1 assassinatos/100 mil habitantes
Atibaia – 5,7 assassinatos/100 mil habitantes
Bragança Paulista – 6,2 assassinatos/100 mil habitantes
3. Minas Gerais
O estado mineiro ocupa o terceiro lugar no ranking de segurança. A taxa média de MG é 14,0, apenas um ponto de diferença do segundo colocado. Belo Horizonte, sua capital, ocupa o 8º lugar na classificação das capitais brasileiras mais seguras. Além disso, Lavras, a 233 km da capital do estado, é a 9ª cidade mais segura no ranking geral brasileiro!
Ranking de cidades mais seguras de Minas Gerais
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Lavras – 4,8 assassinatos/100 mil habitantes
Uberlândia – 6,9 assassinatos/100 mil habitantes
Varginha – 7,3 assassinatos/100 mil habitantes
Nova Lima – 7,3 assassinatos/100 mil habitantes
Uberaba – 7,4 assassinatos/100 mil habitantes
Conselheiro Lafaiete – 7,6 assassinatos/100 mil habitantes
Sabará – 8,0 assassinatos/100 mil habitantes
Barbacena – 8,4 assassinatos/100 mil habitantes
Poços de Calda – 8,7 assassinatos/100 mil habitantes
Passos – 9,8 assassinatos/100 mil habitantes
4. Distrito Federal
O Distrito Federal é o 4º no ranking de unidades federativas mais seguras do país. Apesar de parecer pequeno, o DF conta com quase 4 milhões de habitantes distribuídos por Brasília e arredores. A capital ocupa o 3º lugar entre as mais seguras do país.
Com uma disposição diferentes dos outros estados, o Distrito Federal possui apenas uma cidade oficial, Brasília. As outras localidades são consideradas Regiões Administrativas, conhecidas também como cidades-satélite. Conheça a taxa de segurança da capital do Brasil:
Ranking das cidades mais seguras do Distrito Federal
Brasília – 14,2 assassinatos/100 mil habitantes
5. Rio Grande do Sul
O estado mais ao sul do país ocupa o 5º lugar no ranking dos estados mais seguros do Brasil. A taxa de assassinatos por lá é de 17,7, ainda menor que a média registrada no Brasil, que é de 24,9 a cada 100 mil habitantes. A capital, Porto Alegre, ocupa o 11º lugar no ranking entre as capitais mais seguras.
Ranking de cidades mais seguras do Rio Grande do Sul
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Pelotas – 6,6 assassinatos/100 mil habitantes
Bagé – 7,6 assassinatos/100 mil habitantes
Cachoeirinha – 9,8 assassinatos/100 mil habitantes
Santa Cruz do Sul – 10,3 assassinatos/100 mil habitantes
Gravataí – 12,8 assassinatos/100 mil habitantes
Sapucaia do Sul – 12,9 assassinatos/100 mil habitantes
Novo Hamburgo – 14,3 assassinatos/100 mil habitantes
São Leopoldo – 15,5 assassinatos/100 mil habitantes
Uruguaiana – 16,2 assassinatos/100 mil habitantes
Erechim – 17,6 assassinatos/100 mil habitantes
6. Mato Grosso do Sul
O sexto lugar entre as unidades federativas mais seguras do país é o Mato Grosso do Sul. Com taxa de 20,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes, o estado está representado em 5º lugar na classificação das capitais mais seguras do Brasil, com Campo Grande. A taxa da cidade é de 21,0.
Ranking de cidades mais seguras no Mato Grosso do Sul
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Três Lagoas – 15,6 assassinatos/100 mil habitantes
Campo Grande – 21,0 assassinatos/100 mil habitantes
Dourados – 21,2 assassinatos/100 mil habitantes
7. Acre
O terceiro estado menos populoso do país ocupa a 7ª posição no ranking dos mais seguros do Brasil. O Acre conta com taxa de 23,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes, média ainda menor àquela registrada a nível nacional. Sua capital, Rio Branco, ocupa a 10º posição na classificação de segurança nas capitais nacionais.
Apenas uma cidade, a capital, possui mais de 100 mil habitantes, o que é compreensível já que o estado como um todo possui apenas 790 mil habitantes, distribuídos em 22 municípios.
Ranking de cidades mais seguras do Acre
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela maior consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Rio Branco – 27,4 assassinatos/100 mil habitantes
8. Goiás
Localizado no centro-oeste do país, Goiás está em 8º lugar no ranking dos estados. Goiânia está em 5º lugar dentre as cidades mais seguras do país com mais de 1 milhão de habitantes. A taxa do estado é de 23,7 assassinatos a cada 100 mil habitantes. A cidade mais segura do estado, Itumbiara, possui taxa de 15,0 e fica ao sul do estado.
Ranking de cidades mais seguras de Goiás
No ranking foram consideradas apenas cidades mais seguras de Goiás acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Itumbiara – 15,0 assassinatos/100 mil habitantes
Rio Verde – 19,5 assassinatos/100 mil habitantes
Anápolis – 21,1 assassinatos/100 mil habitantes
Goiânia – 21,5 assassinatos/100 mil habitantes
Trindade – 21,8 assassinatos/100 mil habitantes
Formosa – 22,5 assassinatos/100 mil habitantes
Novo Gama – 24,8 assassinatos/100 mil habitantes
Valparaíso de Goiás – 26,3 assassinatos/100 mil habitantes
Jataí – 26,8 assassinatos/100 mil habitantes
Catalão – 27,1 assassinatos/100 mil habitantes
9. Piauí
O estado mais seguro da região nordeste é o Piauí! A unidade federativa compõe o 9º lugar entre os estados do Brasil com taxa de 24,4, bem próximo ao nível de segurança do 10º colocado, o Paraná. Sua capital, Teresina, ocupa a 19ª posição entre as capitais brasileiras. O estado, que conta com 3,9 milhões de habitantes, possui apenas duas cidades com mais de 100 mil habitantes. Confira as taxas de cada um no ranking:
Ranking das cidades mais seguras do Piauí
Teresina – 44,8 assassinatos/100 mil habitantes
Parnaíba – 52,7 assassinatos/100 mil habitantes
10. Paraná
Mais um estado da Região Sul compõe o ranking dos mais seguros do país. Não é à toa que Curitiba ocupa a 9ª posição no ranking de cidades mais seguras com mais de 1 milhão de habitantes e Londrina também o 14º lugar no ranking das cidades com 500 mil a 1 milhão de moradores. A taxa média do Paraná está em 24,5, quase similar à média nacional de 24,9.
Ranking de cidades mais seguras do Paraná
No ranking foram consideradas apenas cidades acima de 100 mil habitantes. A escolha se deu pela consistência dos dados em relação ao nível populacional do estado, confira:
Foz do Iguaçu – 14,3 assassinatos/100 mil habitantes
O indicador leva em conta os números de óbitos registrados no Painel de Monitoramento de Mortalidade do IBGE, os cataloga de acordo com o CID-10 da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os coordena por cidade de acordo com seu número populacional com dados do Censo 2022 IBGE.
Cidades mais seguras do Brasil segundo o Anuário 2023
Homem foi recapturado durante abordagem na área central de Nova Petrópolis | Foto: BM/divulgação
Um homem, 29 anos, que estava foragido do Instituto Penal de Caxias do Sul desde 9 de janeiro deste ano, foi recapturado na manhã desta terça-feira (23) em Nova Petrópolis. A prisão ocorreu após abordagem a um veículo GM Vectra, durante uma barreira policial na Avenida 15 de Novembro, na área central do município.
Ele é acusado de envolvimento em uma tentativa de assalto seguida de troca de tiros que resultou na morte do sargento do 12° Batalhão de Polícia Militar Ronaldo Silva de Lima, 42 anos, em setembro de 2015, em Caxias. Na ocasião, Leonardo da Costa Gonçalo Alves, 21 anos, suspeito de participar do roubo, também morreu. O caso aconteceu na Avenida Rubem Bento Alves, próximo a uma pizzaria no bairro São José.
O homem possui, além da ocorrência envolvendo o PM, antecedentes por receptação, extorsão, roubo a pedestre, tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos necessários e será reencaminhado ao sistema prisional.
Foram 9.462 armas retiradas das ruas no ano passado – houve queda de 4% no comparativo com 2022, quando foram 9.856
LETICIA MENDES GZH
Na ação de abril, foram apreendidos fuzis, espingardas, pistolas, um revólver e munições.
Ronaldo Bernardi / Agencia RBSEm abril de 2023, ofensiva localizou arsenal em Porto Alegre.
Ronaldo Bernardi / Agencia RBSBrigada Militar apreendeu dezenas de armas em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte.
Brigada Militar / DivulgaçãoEm setembro, ação do Departamento de Homicídios e da BM apreendeu fuzis e outras armas na zona norte da Capital.
PC-RS / DivulgaçãoEm dezembro, ofensiva do Denarc contra grupo que mantinha armas em sítio de Gravataí resultou em nova apreensão.
Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
De um sítio em Morungava, na área rural de Gravataí, policiais desenterraram um arsenal formado por fuzis e pistolas, há oito meses. Foram localizadas ao todo na propriedade 26 armas, que estavam em poder de um grupo criminoso. O número equivale a média de apreensões de armamentos realizada por dia no Estado pela Brigada Militar e Polícia Civil em todo ano passado. Ao longo de 2023, foram recolhidas 9.462 armas no Rio Grande do Sul pelas duas corporações, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). No comparativo com 2022, houve ligeira redução, de 4%.
Entre as duas instituições, a Brigada Militar, que faz o policiamento ostensivo nas ruas, foi responsável por apreender o maior número de armas, com 59% do total. Comandante-geral da BM o coronel Claudio dos Santos Feoli ressalta que retirar armamentos das mãos das organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e homicídios faz parte da política para frear a violência no Estado. No ano passado, o RS teve queda nos assassinatos e registrou o menor número de mortes violentas desde 2010, com 1.981 casos.
— Essa retirada de 5,6 mil armas nas ruas certamente salvou centenas, talvez milhares de vidas. A gente não tem como mensurar o potencial ofensivo de todas essas armas — afirma o comandante.
Dos armamentos apreendidos pela BM, um ponto que desperta a atenção é o número de fuzis: foram 46, em 2023, um crescimento de 22% no comparativo com o ano anterior. Esse tipo de arma, segundo as polícias, costuma ser apreendida nas mãos das facções.
Em setembro, enquanto a zona norte da Capital vivia um momento de conflitos, resultando em série de homicídios, uma ofensiva da BM e da Civil apreendeu 25 armas de fogo, nos bairros Mário Quintana e Costa e Silva. No arsenal recolhido, estavam três fuzis, três submetralhadoras e duas espingardas calibre 12. A suspeita da polícia é de que os criminosos estivessem se preparando para um confronto.
— O número chama atenção porque os fuzis são armas utilizadas em guerras e tem o potencial lesivo bastante grande. Ele pode significar num único disparo a morte de mais de uma pessoa. Então, a retirada dessas armas de circulação é muito importante para a segurança pública do Estado. Esses fuzis são trazidos sempre para a utilização dessas organizações criminosas que nós combatemos no dia a dia — destaca Feoli.
Origem
Para o comandante alguns fatores explicam o alto número de apreensões de armas, como o total de prisões realizadas no ano passado pela BM, que chegou a 111,6 mil e o de recaptura de 8 mil foragidos. Em muitos casos, segundo Feoli, essas pessoas são presas portando armas de fogo. Outra estratégia apontada como importante para a apreensão de armamentos é a Operação Agro-Hórus, voltada para coibir crimes típicos das áreas rurais e de fronteiras.
— A maioria dessas armas vem principalmente do Paraguai, pelas nossas linhas de fronteira. Geralmente são apreendidas nas mãos de traficantes e de criminosos que cometem roubos. Estão diretamente conectadas com a criminalidade violenta dentro do Estado. É um número que nós gostaríamos, num universo utópico, que fosse menor, mas em 2024 certamente vamos ampliar as apreensões — projeta Feoli.
Além do Paraguai, as armas que chegam ao RS têm origem em outros países, como Argentina e Uruguai. Em março do ano passado, uma ação na fronteira com o Uruguai envolveu a Polícia Civil gaúcha e do país vizinho. Na periferia de Rivera, prenderam um foragido por homicídio, que costumava ostentar fotos com drogas e armas. A suspeita é de que ele estivesse envolvido num esquema de contrabandear armas do Uruguai para o Brasil.
As armas, por vezes, também chegam às mãos dos traficantes de outra forma. Uma operação realizada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) em dezembro prendeu dois atiradores suspeitos de usar o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) para adquirir armas e coletes para o crime organizado.
Investigação
Outras estratégias, segundo as polícias, explicam o número de armamentos recolhidos, como a identificação de depósitos usados pelas facções. Em agosto, a Brigada Militar apreendeu 71 armas escondidas numa propriedade rural às margens da RS-030, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. A ação aconteceu após a BM receber a informação de que o local poderia armazenar o arsenal.
Os policiais militares precisaram escavar o terreno, pois o armamento estava dentro de tonéis de plásticos enterrados. Entre as armas, havia nove fuzis, 40 pistolas, 19 revólveres, duas espingardas e uma submetralhadora. Também foram encontrados produtos que costumam ser misturados em cocaína para aumentar a produção da droga.
Outro arsenal foi encontrado num sítio em Glorinha, na Região Metropolitana, identificado em junho do ano passado. Onze pistolas estavam escondidas dentro de um tonel cheio de óleo. Um dos presos nesta ação estava, inclusive, entre os apontados como executor de uma facção e também vinha sendo investigado por envolvimento na guerra do tráfico que deixou mais de 20 mortos na Grande Porto Alegre em 2022.
Além de reduzir o potencial lesivo dos grupos, as apreensões são uma forma de descapitalização das facções.
— Foram 3,8 mil armas apreendidas pela Polícia Civil no ano passado. É um número alto, embora um pouco menor do que em 2022. Mas, se somarmos os dois anos temos 7.782 armas apreendidas. Em 2023, a polícia fez 927 operações policiais. Em quase todas essas operações apreendemos armas, drogas, dinheiro. Temos feito essas ações qualificadas, no combate ao crime organizado, que tem resultado nesse grande número de apreensões de armas — afirma o subchefe da Polícia Civil no Estado, delegado Heraldo Chaves Guerreiro.
As armas apreendidas também podem se transformar em provas para as investigações. Há dois anos, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) passou a contar com um indexador balístico para qualificar as análises que envolvam a utilização de armas de fogo. É possível determinar, com mais agilidade, por exemplo, se a munição recolhida numa cena de crime veio de determinada arma.
— As organizações mantêm matadores e, muitas vezes, a mesma arma é usada em mais de um local de crime. Isso tem nos ajudado a apontar e identificar criminosos. É importante para estabelecer a autoria dos crimes com segurança para que, depois, haja denúncia por parte do MP, e condenação pelo Judiciário — diz Guerreiro.
Na tarde desta terça-feira (23), foi realizada uma reunião com as associações que representam os oficiais e praças da BM na Secretaria de Segurança Pública do RS a convite do Sr. Secretário de Segurança Pública Del. Sandro Caron de Moraes.
A reunião contou com a presença do Secretário-Adjunto Cel. RR. Mário Ikeda e Comandante-Geral da BM Coronel Claudio Feoli e Subcomandante-Geral Douglas da Rosa.
Cel Douglas – Cel Feoli
O Comandante Geral Cel. Feoli, precedeu os demais, dizendo ser o principal proponente da reunião e fazendo questão de dizer que sugeriu que a reunião ocorresse na SSP, com a presença do Secretário para esclarecerem às representações das categorias que referente ao Decreto nº 57.432 de 16 de janeiro/24, não há ruptura com relação as negociações estabelecidas entre o governo e os brigadianos no que concerne à demandas de reposição salarial.
Secretário Sandro Caron
O Secretário Sandro Caron, fez uma série de esclarecimentos enfatizando que o Decreto visa a não aumentar despesas com provisão de pagamento de horas extraordinárias ou diárias de viagem aos servidores dentre outras medidas, procurando finalizar o mês de janeiro cumprindo o acordo de ajuste fiscal, no entanto ainda abrindo possibilidade de estudos de excepcionalidades por parte do GAE – Grupo de Assessoramento Especial ligado ao Gabinete do Governador.
Há a necessidade de sedimentar norma governamental de não aumento de despesas para 2024 em relação às realizadas em 2023, como sempre foi feito no governo.
– É uma decisão baseada em limites prudenciais, acrescentou na reunião.
Em final de janeiro, segundo ele, é feita a medição do limite prudencial em que o governo é avaliado e a partir daí vai ser possível o posicionamento do governo com relação ao futuro e ai estará também a margem possível em flexibilizar o pedido das associações ao que a capacidade do estado permite.
Neste sentido, pediu a paciência e confiança aos representantes.
– O governador já se manifestou sobre a disposição de agora valorizar aqueles que já deram o sacrifício durante o primeiro governo e parte do segundo, mencionou Sandro Caron.
O secretário concitou que as entidades permaneçam dialogando, pois neste ano eleitoral haverá interesses difusos que tendem a tentar afetar aquelas ações de governo que estão dando certo e a segurança no RS é o cartão de visitas do Brasil, apresentando índices históricos para a sociedade, comprovado em números de conhecimento dos gaúchos.
Neste sentido, as representações das associações presentes à reunião, se manifestaram majoritariamente com intenção de permanecer dialogando e aguardando os próximos passos do governo no sentido de tornar mais objetiva uma futura proposta de reajuste dos militares estaduais.
ASSIM SE MANIFESTARAM AS LIDERANÇAS NA REUNIÃO:
Cel. RR. Marcelo Pinto Specht – Presidente da ASOFBM
Cel Specht à esquerda
Enumerou uma série de ações que provocaram fissura nas relações do governador com os militares estaduais.Fez referência que além de todas as relações conflituosas veio a notícia do decreto prudencial que observado friamente estabelecia o fim de possibilidades de reajuste aos servidores.Atribui a disposição da ASOFBM em continuar dialogando em consideração principalmente a confiança no Secretário e Comandante.– O governador está devendo ainda e essa continua sendo a maior preocupação, enfatizou o Cel Specht.
Ten. Aparício Santellano – Presidente da ASSTBM
Presidente Santellano
Afirmou que durante os dois governos de Eduardo Leite só trouxe frustração. O Decreto agita ainda mais os ânimos dos brigadianos.Ao contrário de confiança, cada vez mais ele coloca os servidores em revolta. Mas a ASSTBM estará disposta ao diálogo e o limite será o governo que vai definir.
SD. Maico Primaz Volz – Presidente da ABAMF
SD. Maico Primaz Volz
Fez um relato das dificuldades dos praças, questionou o motivo de dar a confiança ao governador, mas afirmou que há tempo de rever posições e contemplar aqueles que deram seu sacrifício muito além da conta em favor da máquina do estado.Reafirmou a disposição da ABAMF de dialogar, dando um voto de confiança ao governo.
Ten. Paulo Ricardo – Presidente da AOFERGS
Ten Paulo Ricardo ao centro
Referiu-se que a entidade tem sido demandada a explicar o discurso do governo com a prática.O governador afirma que os servidores já deram seu sacrifício e é hora de reconhecimento e ao mesmo tempo limita ou quase esvazia a expectativa de reposição de perdas salariais. Mas que agora com a boa vontade do governo passa a apostar no dialogo.
Assim a reunião finalizou com expectativa de apresentação em breve de alguma proposta do governo que possa ser avaliada pelas associações de oficiais e praças.
Após a reunião, o Correio Brigadiano entrevistou os presidentes das associações. O Sr. Secretário de Segurança Pública Del. Sandro Caron, por sua assessoria informou que não concederia entrevista naquele momento.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) registrou mais de 13 mil afastamentos de integrantes da corporação por motivos de saúde mental. No último domingo (12/1), após um sargento matar seu colega dentro da viatura e tirar a própria vida em seguida, a instituição divulgou nota informando que a saúde mental é prioridade.
Conforme o Metrópoles informou anteriormente, foram homologados 2.525 atestados de afastamento por doenças mentais na PMDF no último ano. Além disso, dados obtidos por meio de Lei de Acesso à Informação (LAI) indicam os índices desde 2017, que totalizaram mais 10.743 afastamentos. Na ocasião, a resposta da corporação não apontou as licenças em 2022.
O período com a maior quantidade de registros foi 2020, quando o Centro de Perícias e Saúde Ocupacional (CPSO) da PMDF realizou 2.622 afastamentos. Além disso, é possível perceber um crescimento de 82% no número de ocorrências do tipo quando compara-se o último ano e 2017.
Afastamentos por saúde mental na PMDF
Juliana Martins, psicóloga e coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), estuda a saúde mental de policias em todo país. Ela explica que o tema é um tabu ainda mais forte entre os militares, pois são profissionais inseridos em um ambiente que, normalmente, reforça valores como “força” e “virilidade”.
“Essas organizações formam esses profissionais para serem combatentes, enfrentarem um inimigo. O inimigo pode ser qualquer um, pode estar em qualquer lugar. Então, são profissionais que estão em alerta 24 horas por dia. De fato, lidam com o viver e morrer cotidianamente”, comenta a coordenadora do FBSP.
Para a especialista, inclusive, a posse ininterrupta de armas de fogo, aliado ao contato com a violência extrema e a possibilidade iminente da morte, pode ser um complicador na situação. Também é levado em consideração uma rotina com pouco descanso e momentos de lazer.
“Um profissional que entra numa rotina de vida de pouco descanso e momento de lazer, associado ao fato de estar armado 24 horas por dia, faz com que tenha uma relação com o mundo diferente. Eu acho que o uso da arma dá essa sensação. O discurso é de que a arma é para defender, mas a arma vulnerabiliza esses profissionais também, né? Eles ficam com mais medo, não circulam em certos lugares, se distanciam de alguns grupos coletivos. Então, socialmente, ele vai se isolando também”, afirma Martins.
Suicídios de PMs em todo o país
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) analisa, anualmente, informações sobre as mortes de policiais em todo o país. De acordo com o último anuário divulgado, considerando dados de 2022, foram 85 de PMs no Brasil, sendo 3 no Distrito Federal.
“Foram 1 no Amazonas, 6 na Bahia, 3 no Ceará, 3 no Distrito Federal, 3 no Espírito Santo, 4 em Goiás, 2 no Maranhão, 2 no Mato Grosso, 2 no Mato Grosso do Sul, 16 em Minas Gerais, 5 no Paraná, 7 em Pernambuco, 5 no Rio de Janeiro, 1 no Rio Grande do Norte, 5 no Rio Grande do Sul, 1 em Santa Catarina, 16 em São Paulo, 03 em Sergipe. Em todas as outras UFs não houve nenhum suicídio de policial militar em 2022”, aponta o FBSP.
Um grande problema na ocorrência desses suicídios, discorre Juliana Martins, é que as organizações tratarem a situação apenas como um desvio de comportamento ou um ponto fora da curva. Segundo a psicóloga, seria necessário principalmente uma mudança de cultura e combater o tabu de falar e tratar questões de saúde mental.
“Como é que você insere essa pessoa na rotina de trabalho de maneira a não estigmatizá-la, a não piorar a sua condição, a não deixá-la ainda mais doente? Então são práticas de gestão que precisam mudar, tanto para identificar o adoecimento, estimular que os seus comandados procurem ajuda. Não, simplesmente, mudar de posto, mudar de batalhão ou transferir de lugar, porque aí eu tiro o problema e transfiro o problema daqui, põe o problema para outro lugar”, declara a psicóloga.
Tragédias e prioridades
Um sargento da PMDF atirou e matou o soldado Yago Monteiro, dentro da viatura, e tirou a própria vida em seguida. O caso ocorreu no domingo (14/1), no Recanto das Emas.
“A saúde do policial militar é prioridade da comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula. Inclusive, com reunião pré-estabelecida, desde o dia 9/1/2024, quando assumiu o posto. O assunto será tratado de forma transversal, abrangendo todos os departamentos, para alcançar o objetivo da segurança em relação a saúde policial militar, bem como perpetuar e otimizar a segurança da sociedade de todo o Distrito Federal”, informou a corporação após a tragédia
A PMDF ainda disse ter compromisso contínuo com o bem-estar e a saúde mental dos militares e estar empenhada em criar um ambiente de trabalho onde o cuidado com a saúde mental é uma prioridade. “Acreditamos que apoiar a saúde mental de nossos policiais é fundamental para manter uma força de trabalho resiliente, eficaz e compassiva.”
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.
Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.
O Núcleo de Saúde Mental (Nusam) do Samu também é responsável por atender a demandas relacionadas a transtornos psicológicos. O Núcleo atua tanto de forma presencial, em ambulância, como a distância, por telefone, na Central de Regulação Médica 192.
Ação ocorreu na sexta-feira, 19, no Hemocentro de Pelotas.
Na última sexta-feira, 19/1, policiais do 5° Batalhão de Choque da Brigada Militar realizaram a doação de sangue no Hemocentro de Pelotas. Essa ação não apenas ressalta a responsabilidade cidadã dos militares, mas também destaca a crucial importância da doação de sangue para o bem da comunidade. Ao participarem voluntariamente desse ato, os policiais não apenas contribuem para salvar vidas, mas também inspiram outros cidadãos a reconhecerem a relevância desse gesto na construção de uma sociedade mais solidária e comprometida com o bem-estar coletivo.
Pouco mais de 52 mil presos deixaram a prisão na saidinha de Natal de 2023. Destes, 49 mil retornaram (ou 95%) e 2,6 mil (ou 5%), não e, por isso, são considerados foragidos.
A saidinha foi permitida em 17 das 27 unidades da federação. Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Sergipe registraram os maiores percentuais de não retorno. Nesses quatro, mais de 10% dos presos não voltaram para a prisão.
Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Piauí e Rondônia tiveram os menores índices – todos abaixo de 2,5%. O debate sobre o fim das saidinhas voltou à tona após Roger Dias da Cunha, um policial militar de Minas Gerais, ser morto por um preso que foi beneficiado com a saidinha de Natal no dia 6 de janeiro.
Welbert de Souza Fagundes cumpria pena no semiaberto. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi contra a inclusão dele na lista de beneficiados pela saída de Natal por conta de um furto ocorrido durante saidinha em 2022. A Justiça, entretanto, concedeu novamente o benefício ao preso.
Após o crime, Fagundes foi preso novamente e punido com a volta ao regime fechado, a chamada regressão de pena, que ocorre quando um preso comete algum delito e perde o benefício de estar em regime semiaberto (que admite a possibilidade de estudar ou trabalhar fora da prisão) ou o em regime aberto (cumprimento de pena em prisão domiciliar ou com tornozeleira eletrônica, por exemplo).
A morte do PM levou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a reagir e propor que o Congresso debata medidas de ressocialização de presos – caso da saidinha. Um projeto que acaba com o benefício foi aprovado pela Câmara em 2022 e chegou ao Senado, mas não foi votado.
“Embora o papel da segurança pública seja do Executivo, e o de se fazer justiça, do Judiciário, o Congresso promoverá mudanças nas leis, reformulando e até suprimindo direitos que, a pretexto de ressocializar, estão servindo como meio para a prática de mais e mais crimes”, publicou na rede social X, ex-Twitter.
A saída temporária existe para que o preso seja reintegrado à vida em sociedade de forma progressiva, aos poucos, durante o cumprimento da pena, argumenta o secretário nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Rafael Velasco.
“As saídas temporárias fazem parte do processo de reintegração social do preso, de reaproximação familiar e social. Uma ressocialização para que o preso não seja lançado diretamente do cumprimento da pena no regime fechado para a sociedade sem chance de progressivamente ser reintegrado, como prevê o sistema.”
A secretaria de Polícias Penais tem trabalhado para criar uma norma técnica que ajude os estados a aplicar melhor as saidinhas. O documento deve ser editado até o início de fevereiro. Participam da elaboração o Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej) e o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).
Velasco diz que é “oportuno debater” as saidinhas. “Mas tem que debater com seriedade, sem populismo, para resolver os problemas e não para ganhar voto ou clique”. Para o secretário, associar saidinhas ao aumento de crimes é “uma muleta argumentativa que não tem base em estudo”.
A saidinha de Natal, e em outras datas festivas, como o Dia das Mães, é um benefício que costuma ser concedido aos presos do regime semiaberto pela Justiça com base na Lei de Execuções Penais.
O benefício só é concedido aos detentos que:
Tenham bom comportamento; Não tenham praticado faltas graves no último ano; Tenham cumprido parte da pena (1⁄6 para réus que estão cumprindo a 1ª condenação, e 1⁄4 para reincidentes).
Além disso, as unidades prisionais precisam avaliar se a saída cumpre os objetivos da pena da pessoa. A partir desses dados, o Ministério Público emite um parecer pró ou contra a saída temporária e o juiz ou a juíza da Vara de Execuções Penais decidem se concedem ou não o benefício.
A última delas aconteceu durante a madrugada desta sexta-feira na área central da cidade
Desta vez, o bandido arrombou uma loja de artigos esportivos em Caxias do Sul.
Foto: BM/Divulgação
Por Redação O Sul
Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, um homem de 30 anos foi preso pela 44ª vez pela BM (Brigada Militar). Na madrugada desta sexta-feira (19), os policiais militares flagraram o criminoso dentro de uma loja furtando mercadorias e dinheiro.
O bandido arrombou o estabelecimento de artigos esportivos, localizado no Centro da cidade. Ele ficou ferido em um dos braços durante o arrombamento.
Segundo a BM, o homem tem 25 passagens policiais por furto, quatro por roubo a pedestre e ocorrências por receptação, lesão corporal, ameaça, posse de drogas e estelionato.
Em todas as ocasiões em que o indivíduo foi preso, ele acabou solto pela Justiça.
Associação dos Delegados reivindica pagamento efetivo por tempo extra ou criação de banco de horas
Marcel Horowitz Correio do Povo
Asdep demanda reajuste salarial aliado ao pagamento por hora de trabalho extra | Foto: Vinícius Pereira / Asdep / CP
Os delegados da Polícia Civil gaúcha complementaram a demanda por reposição salarial com a cobrança pelas horas extras efetivamente cumpridas. A nova reivindicação conta com o apoio de comissários, inspetores e escrivães. O anúncio ocorre um mês após a interrupção das negociações sobre o reajuste da categoria com o governo.
Conforme a Associação dos Delegados de Polícia (Asdep), a proposta é que o tempo de trabalho a mais passe a ser regulamentado, com registro e pagamento efetivo de cada hora cumprida. Outra alternativa prevê que seja criado um banco de horas, que seriam compensadas com folgas.
Se o Executivo Estadual não acatar nenhuma das duas sugestões, a entidade orienta os policiais a cobrarem as horas extras na Justiça.
O presidente da entidade, delegado Guilherme Wondracek, afirma que nunca houve pagamento por hora de trabalho extra à categoria. Além disso, segundo ele, os delegados não têm reajuste real de salários desde 2013.
“Os delegados, principalmente os do interior, estão eternamente em sobreaviso. Isso ocorre porque eles podem ser acionados a qualquer momento. Já que o governo não quer negociar um reajuste, que pelo menos pague as horas extras”, destacou Wondracek.
Em novembro, o governo chegou a receber os policiais para o início das tratativas sobre a reposição salarial. No entanto, não houve avanços e a negociação foi interrompida no mês seguinte.
O presidente da Asdep afirmou que, na ocasião, foi sugerido o reajuste de 40%, escalonado ao longo de três anos. A proposta reduz o aumento de 60% almejado inicialmente pela categoria. Segundo o delegado, não houve resposta e nem contraproposta. “O RS tinha a quarta polícia mais bem paga do Brasil. Hoje, tem a 16ª”, disse.
Wondracek também desaprova que os associados não tenham negociado com os secretários ou com o próprio governador. “Nas gestões anteriores, negociávamos direto com o governador ou com o secretariado. Nas duas últimas reuniões, fomos recebidos por servidores. Nada contra, mas eles não têm capacidade política para decidir. Nos parece desconsideração.”
Outra medida adotada pela categoria foi a suspensão de entrevistas e da divulgação de operações. Segundo a Asdep, a decisão não foi feita para atingir a imprensa e nem a população.
“A Polícia Civil segue trabalhando em prol da sociedade. Também não é um ato contra a imprensa. É uma luz alta ao governador. Ele utiliza a queda nos índices criminais como publicidade, enquanto estamos há dez anos sem sem reajuste e com perdas inflacionárias de 30%”, afirmou o delegado Wondracek.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o tema está constantemente em pauta e foi tratado em reuniões. O comunicado também destaca que o governo estadual permanece empenhado na busca da valorização dos profissionais da segurança.
Leia a nota da SSP:
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) realizou, no último ano, ciclos de reuniões com todas as categorias e associações ligadas às forças de segurança, recebendo as demandas apresentadas.
Representantes das classes da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Instituto-Geral de Perícias, do Corpo de Bombeiros Militar e do Detran apresentaram suas demandas para a SSP e também para a Casa Civil (CC) e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). Esse tema está constantemente em pauta e a secretaria e o governo do Estado estão empenhados na busca da valorização dos profissionais da segurança pública do Rio Grande do Sul.